Swim Channel http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br Natação Fri, 23 Jun 2017 20:41:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 8 Bridges Hudson River Swim: missão cumprida! http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/23/8-bridges-hudson-river-swim-missao-cumprida/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/23/8-bridges-hudson-river-swim-missao-cumprida/#respond Fri, 23 Jun 2017 20:24:20 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6372 Ontem, 22 de junho de 2017, foi um dia histórico para a natação em águas abertas do Brasil. O trio Marta Izo, Flavio Toi e Harry Finger completou com sucesso uma das provas mais desafiantes da modalidade: a 8 Bridges Hudson River Swim, uma ultra maratona aquática que consiste em atravessar a nado oito pontes que cruzam o famoso Rio Hudson, nos Estados Unidos. Ao todo foram 120 milhas, aproximadamente 192 km percorrido pelos nadadores ao longo de uma semana. E de quebra tornaram-se os primeiros brasileiros a completar esta prova.

O desafio começou no dia 15 de junho com os 17 participantes de diferentes países inscritos caindo na água no ponto de partida: a ponte Rip Van Winkle Bridge. Nos próximos seis dias os atletas seguiram o roteiro até chegar a ponte Verrazano Narrows Bridge, que fica um pouco a frente da Estátua da Liberdade, e nadaram em média 27,5 km por dia. Durante uma semana foram muitas horas na água e outras tantas para se recuperar para o próximo trecho da travessia.

Dos três brasileiros participantes o melhor foi Flavio Toi que completou a travessia com o tempo total de 39h00min04s, o terceiro na classificação geral. Marta Izo veio logo em seguida com o tempo geral de 39h03min06s e Harry Finger teve o nono tempo com 45h38min54s. O campeão geral e mais veloz de toda a ultra maratona foi Stephen Rouch com 35h38min29s. Confira abaixo um vídeo da nadadora Marta Izo em ação durante a travessia 8 Bridges Hudson River Swim.

Por Guilherme Freitas

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Porque a carreira de Poliana Okimoto merece um livro http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/23/porque-a-carreira-de-poliana-okimoto-merece-um-livro-2/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/23/porque-a-carreira-de-poliana-okimoto-merece-um-livro-2/#respond Fri, 23 Jun 2017 16:00:05 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6369 Você sabia que, há mais de 20 anos, Poliana Okimoto tem o melhor tempo da história do país para nadadoras da categoria infantil nos 400m e 800m livre? E que ela é a segunda nadadora mais velha da história da natação feminina a subir no pódio olímpico?

Essas e muitas outras informações sobre a consagrada nadadora você poderá conferir em sua biografia, que tem seu lançamento marcado para o dia 8 de julho. A autoria do livro é deste que vos escreve, Daniel Takata, e de Helio de la Peña. O evento ocorrerá em São Paulo, na Livraria da Vila, na Vila Madalena, na Rua Fradique Coutinho, 915, a partir das 15h.

O lançamento contará com a presença de Poliana, e os 100 primeiros ganharão uma réplica da touca que ela usou por ocasião da conquista do bronze olímpico, na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Para quem não puder se fazer presente, a pré-venda já está aberta no site da Editora Contexto neste link.

Histórias como a ascensão meteórica na carreira ao trocar provas de piscina pelas de águas abertas, conquista de medalha em Mundial com o tímpano perfurado, a depressão após um resultado olímpico frustrante, o nível de dedicação e comprometimento quase inacreditável… Está tudo lá.

Mas, afinal, como esse livro se materializou?

Capa do livro “Poliana Okimoto” (foto: reprodução/Editora Contexto)

O motivo óbvio ululante é a medalha de bronze olímpica conquistada no ano passado. O objetivo de uma vida, o ponto máximo de uma carreira.

Durante a Olimpíada, tive a honra de dividir bancada em programas do SporTV com diversos expoentes em suas áreas.

Um deles, o consagrado humorista Helio de la Peña, famoso por seu trabalho no Casseta e Planeta, da Rede Globo.

O que talvez alguns não saibam é que Helio ama natação. É frequentador assíduo da praia de Copacabana, onde treina com a equipe Gladiadores, liderada por Luiz Lima. E pode ser encontrado com frequência disputando algumas das principais provas de águas abertas, como o Rei e Rainha do Mar. Durante a Olimpíada, abasteceu seu blog com textos bem-humorados e informativos (veja aqui).

Segundo o próprio, um dos seus grandes orgulhos na vida esportiva foi ter nadado a Travessia dos Fortes de 2010 ao lado da Poliana. “Quer dizer, ao lado não: lá atrás, bem atrás!”

Por isso, foi escalado pelo SporTV para fazer a cobertura das provas olímpicas de águas abertas. E viu de perto a conquista da nadadora. “Pode parecer idiota, mas tenho um imenso orgulho de ela ter conquistado a medalha no local onde treino”, me confidenciou.

Poliana Okimoto e Helio de la Peña, após a prova olímpica (foto: arquivo pessoal de Helio de la Peña)

Não, não é nada idiota, Helio. É o poder do esporte e de um ídolo. Se Helio se sentia daquela maneira em relação à conquista de Poliana, muitos outros também deveriam partilhar de um sentimento semelhante.

Foi daí que surgiu a ideia da biografia. Poliana é a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica nos esportes aquáticos. Conseguiu a única medalha da natação do país na Olimpíada do Rio de Janeiro. Foi a primeira nadadora brasileira a subir ao pódio em um Mundial. A lista de feitos na qual ela é pioneira é grande. Se esses motivos não são suficientes para ela ter sua história eternizada em um livro, não sei quais seriam.

É preciso fazer um agradecimento especial à Editora Contexto, que abraçou o projeto desde o início e o apoiou da melhor forma possível. A editora tem um histórico de publicações esportivas, com autores como Milton Leite, Marcelo Barreto, Mauro Beting, Maurício Noriega e outros. Sabemos que livros de natação não são comuns no mercado editorial, por isso todo agradecimento é pouco pelo investimento que a editora fez no projeto.

O trabalho de coleta de informações foi grande. A busca por pessoas que fizeram parte da vida e da carreira da nadadora foi incessante, assim como a procura por notícias e resultados em jornais e arquivos antigos. Nesse ponto, o apoio de Poliana e de seu técnico/marido Ricardo Cintra foram essenciais. Sempre solícitos e à disposição para qualquer coisa necessária para o projeto vingar, sejam as longas entrevistas, sejam as fotos cedidas, seja por facilitar o contato com pessoas importantes no projeto, o meu mais sincero agradecimento.

A experiência e a visão de Helio também foram fundamentais. Para ele, era essencial focar no lado humano de Poliana, de modo com que o leitor pudesse se identificar ainda mais com a nadadora. E, com texto leve e irreverente, traduz com maestria o sentimento do que a medalha olímpica conquistada por Poliana representa para um nadador amador como ele.

Outro ponto fundamental do projeto é o resgate e a preservação da memória da natação brasileira. A conquista de Poliana estará eternizada na publicação, mas fizemos questão de relembrar ao longo do texto outras grandes conquistas da natação do país, como as medalhas olímpicas anteriores – especialmente a primeira, obtida pelo também descendente de japoneses Tetsuo Okamoto.

Enfim, todos estão convidados para o evento de lançamento no dia 8 de julho. E fiquem ligados no blog da Swim Channel nos próximos dias para mais informações acerca da publicação, como entrevistas com os envolvidos e trechos inéditos do livro.

Por Daniel Takata

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A melhor prova da natação feminina em Mundiais http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/a-melhor-prova-da-natacao-feminina-em-mundiais-2/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/a-melhor-prova-da-natacao-feminina-em-mundiais-2/#respond Thu, 22 Jun 2017 23:26:16 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6358 Na segunda-feira, trouxemos com detalhes a história da melhor prova da natação masculina de todos os tempos em Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos, os 100m borboleta de 2003 (clique aqui para conferir).

Hoje, é a vez de saber qual é a melhor prova feminina dos Mundiais.

E vamos a ela, sem mais delongas: os 200m livre do Mundial de Melbourne, em 2007.

Que, para início de conversa, teve um duelo que se tornaria clássico, dentro e fora das piscinas: Laure Manaudou x Federica Pellegrini.

Mas a prova envolveu muito mais que a disputa entre as duas sensações da natação da época.

O recorde mundial da prova pertencia desde 1994 à alemã Franziska van Almsick. Na ocasião, no Mundial de Roma, ela havia vencido a prova com 1min56s78. Em 2002, abaixou ainda mais seu tempo, com 1min56s64.

A alemã Franziska van Almsick celebra seu recorde mundial dos 200m livre em 2002 (foto: ddp)

Em 12 anos nenhuma nadadora além de Almsick ameaçou o recorde. Até que, em novembro de 2006, no Campeonato Alemão, Annika Lurz marcou 1min56s73, o segundo melhor tempo da história, e pela primeira vez o recorde de van Almsick ficou a perigo.

Desde 1984 a marca mundial da prova era detida por alemãs, e com a ascensão de Lurz parecia que a hegemonia tedesca na prova continuaria.

Ela chegaria ao Mundial de Melbourne, em 2007, como favorita. Mas havia algumas concorrentes à altura.

A mais próxima era a polonesa Otylia Jedrzejczak, então campeã olímpica dos 200m borboleta. Em 2006, derrotara Lurz no Campeonato Europeu de Budapeste. Seu tempo de 1min57s15 a credenciava para brigar pelo ouro.

Pódio dos 200m livre no Europeu de 2006: Annika Lurz, Otylia Jedrzejczak e Laure Manaudou (foto: Getty Images)

Um pouco defasadas estavam a francesa Laure Manaudou, que em 2006 bateu o lendário recorde mundial dos 400m livre de Janet Evans de 1988, e a italiana Federica Pellegrini, vice-campeã olímpica da prova.

Defasadas porque tinham como melhores marcas 1min57s81 e 1min57s92, respectivamente.

Mas tudo mudaria em Melbourne.

Na eliminatória da prova, Manaudou fez a melhor marca de sua vida: 1min57s66.

Mas as águas tremeram verdadeiramente pela primeira vez na semifinal.

Na primeira série, a americana Katie Hoff superou o recorde nacional de seu país, com 1min57s29.

Apenas para dar um gostinho do que aconteceria logo depois.

Na segunda série, quem saiu tomando a iniciativa foi Lurz. Liderava até um pouco antes dos 150m, em parcial de recorde mundial, quando foi superada por Pellegrini.

Em um final matador, a italiana terminou em 1min56s47, superando em 17 centésimos o recorde mundial de van Almsick.

Ao ver seu tempo no placar, desabou em lágrimas.

Federica Pellegrini comemora seu recorde na semifinal (foto: divulgação)

Lurz também fizera uma prova excepcional: 1min56s67, apenas três centésimos acima do antigo recorde.

E o saldo daquela semifinal foi: um recorde mundial, a 3ª posição no ranking all time da prova (Lurz), a 8ª (Hoff) e a 9ª (Manaudou, com 1min57s30).

A expectativa era alta para a final. Do duelo entre Pellegrini e Lurz, o recorde poderia cair mais uma vez.

Poucos achavam que a medalha de ouro poderia ir para outra nadadora.

Mas Manaudou tinha outros planos. E, tendo melhorado sua marca tanto na eliminatória quanto na semifinal, era difícil acreditar que ela estivesse escondendo tanto o jogo.

Pois estava. Afinal, nadara a final dos 100m costas, em que terminou com a medalha de prata, minutos antes da semifinal dos 200m livre.

E, na final, deu mostras do que era capaz já nos primeiros 100m, ao virar para 56s24, mais de 80 centésimos abaixo da parcial do recorde anotado por Pellegrini um dia antes.

Laure Manaudou, a caminho do recorde mundial dos 200m livre (foto: Cameron Spencer/Getty Images Sport)

Aos 150m, a diferença para a parcial do recorde já era de mais de um segundo.

E, com o ritmo forte, a francesa puxava Lurz, que a perseguia freneticamente.

O público teve que olhar algumas vezes o placar ao final da prova para entender o que havia acontecido: ouro para Manaudou com 1min55s52, prata para Lurz com 1min55s68.

A francesa acabava de tirar quase um segundo do recorde de Pellegrini, e 1s12 do recorde que estava vigente até o início do Mundial.

Lurz também nadara de maneira inacreditável, ao chegar muito próxima de Manaudou e nadar quase um segundo abaixo do antigo recorde.

O final só não foi feliz para Pellegrini, que com 1min56s97 terminou com o bronze.

Na quarta posição, Katie Hoff, com 1min57s09, novo recorde americano.

E os 200m livre feminino saiam de Melbourne com os três melhores tempos da história da prova, todos obtidos por nadadoras diferentes.

Nem na época dos trajes tecnológicos, em 2008-2009, se viu algo assim.

Federica Pellegrini, Laure Manaudou e Annika Lurz (foto: Cameron Spencer/Getty Images Sport)

Aquele foi o primeiro capítulo da rivalidade entre Manaudou e Pellegrini, que se estendeu para fora das piscinas.

Ainda naquele ano, se envolveriam em uma polêmica fora das piscinas com o nadador Luca Marin, que namorava a francesa na época do Mundial de Melbourne e logo depois a trocou pela italiana.

Quando Pellegrini bateu o recorde mundial dos 400m livre de Manaudou, nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a francesa disse que preferia que outra nadadora tivesse superado o recorde.

Em 2014, Manaudou lançou sua autobiografia, na qual tecia ferozes críticas à rival. A italia respondeu à altura através das redes sociais.

À parte das baixarias fora das piscinas, ambas estão entre as lendas da natação – Manaudou foi campeã olímpica dos 400m livre em 2004 e Pellegrini, campeã olímpica dos 200m livre em 2008.

Por isso, hoje, vendo no que a rivalidade das duas nadadoras se tornou, aquela prova de Melbourne adquire uma relevância ainda maior.

Já Lurz não teve o mesmo destino das rivais. A nadadora que chegou ao Mundial de 2007 como a principal candidata a quebrar o recorde mundial jamais voltaria à grande forma, e jamais retornaria ao pódio em grandes competições internacionais.

Mas pode se orgulhar de ter sido protagonista da melhor prova feminina da história dos Campeonatos Mundiais.

Por Daniel Takata

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Settecolli: um bom teste para o Brasil antes do Mundial http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/settecolli-um-bom-teste-para-o-brasil-antes-do-mundial/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/settecolli-um-bom-teste-para-o-brasil-antes-do-mundial/#respond Thu, 22 Jun 2017 18:37:00 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6342 O verão europeu segue agitado nas piscinas do velho continente. Após as três boas etapas do Circuito Mare Nostrum as estrelas da natação internacional chegam a Itália para nadar entre sexta e domingo a 54ª edição do Troféu Settecolli, um dos mais antigos eventos da Europa e realizado anualmente na piscina do Foro Itálico, mesmo palco do inesquecível Campeonato Mundial de 2009. Serão mais de 700 atletas presentes à competição na cidade de Roma, entre eles 12 brasileiros que utilizarão o Settecolli como treinamento para o Mundial de Budapeste e mais um jovem que também se prepara para outro Mundial, o júnior: Luiz Gustavo Borges, filho de Gustavo Borges.

Para alguns atletas que estarão em Budapeste o Settecolli será um importante teste e oportunidade para competir contra favoritos em suas respectivas provas. João Gomes Junior vai encarar Adam Peaty nos 50m e 100m peito, Leonardo de Deus vai bater de frente contra Laszlo Cseh, Chad Le Clos e Daiya Seto nos 200m borboleta e Etiene Medeiros nadará contra Ranomi Kromowidjojo e Pernille Blume, as duas últimas campeãs olímpicas dos 50m livre. Mas o evento também será importante para os velocistas brasileiros, principalmente os membros do revezamento 4x100m livre que chegará a Budapeste como uma das equipes favoritas.

Gabriel Santos tem o terceiro tempo do ano nos 100m livre – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Gabriel Santos, Marcelo Chierighini, Bruno Fratus e Cesar Cielo serão os integrantes da equipe brasileira que tem até o momento a melhor soma das seleções que vão a Budapeste com 3min13s89. O Brasil esta a frente de Austrália, França e Rússia países ficaram a sua frente no Rio-2016. Os Estados Unidos, atuais campeões olímpicos, só vão definir sua seleção na semana que vem. No Settecolli não haverá disputas por revezamento, apenas provas individuais. Porém, os quatro nadadores terão a oportunidade de realizar treinamentos conjuntos por alguns dias e ir afiando o entrosamento para o Mundial.

Todos nadarão os 100m livre e estão bem rankeados: Gabriel tem o 4º tempo, Chierighini o 5º, Fratus o 8º e Cielo o 14º. Além da possibilidade de chegarem a final, o quarteto vai nadar contra nomes que estarão em Budapeste e possíveis rivais em final do 4x100m livre como os italianos Luca Dotto e Marco Orsi, os britânicos Duncan Scott e James Guy e o australiano Cameron McEvoy. O quarteto também está inscrito nos 50m livre, assim como Nicholas Santos e Luiz Gustavo Borges. Além dos brasileiros já citados no texto Manuela Lyrio, Guilherme Guido, Thiago Simon e Brandonn Almeida também estarão em ação no Foro Itálico.

Cesar Cielo retorna ao Foro Itálico – Foto: Satiro Sodré/SSPress

O Troféu Settecolli terá outras estrelas internacionais como Marco Koch, Mack Horton, Femke Heemskerk e os anfitriões Federica Pellegrini, Gregorio Paltrinieri e Gabriele Detti. O start list e a programação do evento já foi divulgado pode ser conferido aqui.

Por Guilherme Freitas

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O novo Clube do Medley http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/o-novo-clube-do-medley/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/o-novo-clube-do-medley/#respond Tue, 20 Jun 2017 21:38:34 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6339 Na edição #28 da SWIM CHANNEL, especial sobre a carreira de Thiago Pereira que você pode adquirir aqui, apresentamos uma matéria especial sobre o Clube do Medley. Trata-se de um seleto grupo de nadadores que dominou por mais de uma década a prova dos 200m medley. Michael Phelps, Ryan Lochte, Lazslo Cseh e Thiago Pereira foram quase imbatíveis neste período conquistando a maioria das medalhas em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. Hoje o clube esta a ponto de chegar ao fim. Thiago e Phelps se aposentaram e Cseh deixou os 200m medley de lado para se dedicar as provas de borboleta. Sobrou apenas Lochte que cumpre o último mês de suspensão pelo polêmico caso do falso assalto sofrido nos Jogos e ninguém sabe como será a sua volta. Aos poucos o seleto grupo vai se renovando.

A renovação faz parte do esporte. É o ciclo da vida. E ela esta acontecendo nos 200m medley, com a saída desses veteranos e a entrada de jovens atletas. Kosuke Hagino e Shun Wang já haviam dado mostras que poderiam integrar este novo Clube do Medley com seus resultados recentes. Hagino foi vice-campeão mundial em 2013 e olímpico em 2016, além do título olímpico no Rio-2016 nos 400m medley. Já Wang foi bronze no Mundial em 2015 e na Olimpíada do ano passado. Ambos também ostentam medalhas de ouro no Mundial de piscina curta. O japonês ganhou em Doha-2014 e o chinês em Windsor-2016.

O nadador alemão Philip Heintz – Foto: Boris Streubel/Bongarts/Getty Images

Esta semana o novo Clube do Medley ganhou um novo integrante. Trata-se do alemão Philip Heintz que ganhou os holofotes mundiais pela sua performance no Campeonato Alemão. O nadador de 26 anos já havia tido bons desempenhos em competições de nível internacional, sendo finalista olímpico no Rio-2016 (foi sexto colocado) e vice-campeão mundial na curta em Windsor. Inclusive superado o recorde nacional dos 200m medley com 1min57s48 na piscina do Olympic Aquatic Stadium ano passado.

Heintz conquistou duas marcas expressivas em Berlim: bateu o recorde alemão ao nadar para 1min55s76 e tornou-se o sétimo nadador da história a completar a prova abaixo de 1min56s, juntando-se ao quarteto original do Clube do Medley, Hagino e ao americano Eric Shanteau. O que chamou a atenção foi seu forte fim de prova. O alemão nadou os últimos 50 metros para 27s56, apenas sete centésimos acima da parcial do recorde mundial de Lochte (veja a prova abaixo).

A marca lhe credencia a uma boa perspectiva para o Campeonato Mundial que começa dentro de menos de um mês. Sem Thiago, Phelps, Locthe e muito provavelmente Cseh, Heintz deve fazer um interessante duelo contra Hagino e Wang, que embora sejam mais jovens que o alemão têm mais experiência internacional. Budapeste poderá ser o local do nascimento de um novo Clube do Medley.

Por Guilherme Freitas

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A melhor prova da história da natação masculina em Mundiais http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/a-melhor-prova-de-natacao-masculina-da-historia-em-mundiais/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/a-melhor-prova-de-natacao-masculina-da-historia-em-mundiais/#respond Mon, 19 Jun 2017 22:49:59 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6328 Com a proximidade do Campeonato Mundial de Budapeste, que tem início em menos de um mês, vale a pena relembrarmos as duas melhores provas da história da competição, desde sua implementação em 1973. Hoje trazemos a melhor disputa entre os homens, e na quinta-feira voltaremos com a maior batalha feminina.

Direto ao assunto: a melhor prova masculina da história do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos foi os 100m borboleta de 2003, em Barcelona. Quem viu jamais vai esquecer. E quem não viu saberá agora porque aquela disputa foi tão marcante.

100m borboleta no Mundial de Barcelona, em 2003 (foto: Marcelo del Pozo)

Mas antes, vamos ao contexto.

O recorde mundial dos 100m borboleta pertencia ao australiano Michael Klim desde 1999, com 51s81. Uma marca que durava quatro anos. Podia não parecer tanto, mas nenhum outro recorde individual masculino datava de antes de 1999 à época.

O americano Michael Phelps já vinha dando mostras do fenômeno que viria a ser. Em 2001, com apenas 16 anos, foi campeão e recordista mundial dos 200m borboleta. Em 2002, bateu o recorde mundial dos 400m medley. E, no mesmo ano, raspou no recorde dos 100m borboleta, com 51s88.

O alemão Thomas Rupprath, também em 2002, fez exatamente o mesmo tempo que o americano.

E Phelps, em abril de 2003, no Duelo Austrália x Estados Unidos, fez 51s84. O recorde de Klim definitivamente estava com os dias contados.

Chegando ao Mundial de Barcelona, no mês de julho, Phelps começou a ser Phelps: estraçalhando recorde sobre recorde, em sua primeira grande competição de nível mundial. Baixou os recordes dos 200m borboleta e dos 200m medley. Estava imparável.

E ninguém duvidava que, quando ele caísse na água para a final dos 100m borboleta, sairia da piscina do Palau Saint Jordi com o recorde.

Mas já queria o recorde quando foi disputar a semifinal da prova. Motivo: queria se tornar o primeiro homem da história a bater dois recordes mundiais individuais no mesmo dia – a final dos 200m medley, prova na qual já havia batido o recorde mundial na semifinal do dia anterior, aconteceria uma hora depois da semi dos 100m borboleta.

Phelps estava na segunda semifinal. E levou um susto quando assistiu à primeira semifinal.

O ucraniano Andryi Serdinov já era um dos melhores do mundo e havia terminado 2002 com o terceiro melhor tempo do mundo, 52s17, atrás de Phelps e Rupprath.

Mas pouca gente imaginava que seria ele que abaixaria o recorde de Michael Klim.

Foi o que ele fez: 51s76, cinco centésimos mais rápido que a antiga marca.

O ucraniano Andryi Serdinov comemora seu recorde na semifinal (foto: Marcelo del Pozo)

Se Phelps já queria o recorde, aquilo lhe deu ainda mais motivação.

Caiu para a segunda semifinal e passou os primeiros 50 metros na oitava e última posição. Conseguiria se recuperar?

Sim. E de maneira espetacular.

Passando 25s11, voltou para 26s36, o que em uma prova de 100m borboleta pode ser considerado praticamente uma parcial de volta negativa. Tempo final: 51s47 e novo recorde.

Dois recordes mundiais na semifinal. O que esperar da final?

Uma hora depois, Phelps destruiria seu recorde mundial dos 200m medley, abaixando de 1min57s52 para incríveis 1min56s04.

Não havia limites para ele.

Michael Phelps a caminho de seu primeiro recorde mundial nos 100m borboleta, no Mundial de 2003 (foto: Victor Fraile/Reuters)

Se conseguiu abaixar um segundo e meio do recorde dos 200m medley, será que conseguiria nadar abaixo dos 51s nos 100m borboleta?

Era essa a expectativa para a final da prova. Muitos já o consideravam o vencedor. O que restava era saber qual seria o tempo do novo recorde mundial.

Pois a expectativa se cumpriu. O tempo: 50s98, novo recorde mundial, quase um segundo melhor que a antiga marca de Michael Klim de antes do Mundial.

Mas o autor da marca não foi Phelps. Nem Serdinov.

De 2000 a 2002, o recordista americano da prova era um nadador chamado Ian Crocker, quinto colocado na Olimpíada de Sydney, em 2000. Até que em 2002 foi superado por Phelps. E, dali para frente, parecia que seu destino seria ficar relegado a coadjuvante do compatriota.

Não era essa sua ideia. Observou com paciência Phelps e Serdinov superarem recordes mundiais nas semifinais em Barcelona.

E chegou à final em chamas.

Passou os primeiros 50 metros em um ritmo alucinadamente forte, com 23s99 – a primeira passagem da história abaixo de 24 segundos. Apenas um pouco acima de seu tempo da prova de 50m borboleta de 23s62.

Ian Crocker na final dos 100m borboleta (foto: Patrick B. Kraemer/MAGICPBK)

Estava bem à frente de Phelps, que passava com 24s61.

Phelps diminuiu a distância no final, mas não o suficiente para o ouro. Resultado: 50s98 para Crocker, 51s10 para Phelps, 51s59 para Serdinov.

Na chegada, Crocker parecia não acreditar. Pudera: sua melhor marca anterior era 52s27. Ou seja, ele abaixou direto de 52s para 50s, sem passar pelo 51s.

Nunca uma prova de 100m borboleta havia tido mais de um nadador abaixo de 52s, e apenas naquela final foram cinco – os outros dois foram o russo Igor Marchenko e o alemão Rupprath. A média de tempos da final foi 51s94 – lembre-se que o recorde mundial antes do campeonato era 51s81.

E para finalizar, os tempos de Crocker e Phelps seriam suficientes para a medalha de prata olímpica… em 2016.

Ian Crocker derrota Michael Phelps: “o que aconteceu aqui?” (foto: Marcelo del Pozo)

Ou seja, uma prova simplesmente inacreditável. Nem na era dos trajes tecnológicos, em 2008 e 2009, se viu algo assim.

Nos anos seguintes, Crocker provaria que sua performance de Barcelona não havia sido por acaso: abaixaria ainda mais seu recorde nos dois anos seguintes, e seu 50s40 de 2005 permaneceria até 2016 como a melhor marca da história sem trajes tecnológicos.

No entanto, jamais seria campeão olímpico individual, glória negada por Phelps, tricampeão da prova entre 2004 e 2012.

Quando a Serdinov, pode-se dizer que ele conseguiu o máximo que poderia, nadando na época dos dois fenômenos americanos, ou seja, alcançar o terceiro lugar. Foi bronze olímpico em 2004.

Poderia ter sido bronze também em Pequim 2008 – fez na eliminatória da prova um tempo que lhe daria o terceiro lugar na final, mas terminou em sétimo. Foi a última prova de sua carreira.

Ian Crocker, Michael Phelps e Andryi Serdinov, aqui retratados no pódio olímpico de 2004 (foto: Shaun Botterill/Getty Images)

Essa foi a história da melhor prova da história da natação do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos.

Na próxima quinta-feira, a história da melhor disputa feminina de todos os tempos da competição. Qual é o seu palpite?

Por Daniel Takata

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Sarah Sjöstrom: a melhor velocista do mundo na atualidade http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/sarah-sjostrom-a-melhor-velocista-do-mundo-na-atualidade/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/sarah-sjostrom-a-melhor-velocista-do-mundo-na-atualidade/#respond Mon, 19 Jun 2017 21:20:38 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6325 Nos últimos dois anos apenas duas nadadoras monopolizaram as tradicionais escolhas do prêmio de melhor do mundo. Katinka Hosszu e Katie Ledecky eram os nomes na ponta da língua de qualquer especialista para a escolha da premiação. A Federação Internacional de Natação elegeu em 2015 e 2016 a Dama de Ferro como a melhor do mundo e deu a Ledecky o prêmio de melhor performance. A americana também foi nomeada nestes dois anos pela tradicional revista Swimming World como a melhor da temporada.

Escolhas inquestionáveis, afinal nenhuma outra nadadora atingiu o patamar das duas atletas. Porém, em 2017 a dupla começa a ver um novo nome surgir como candidata para premiação ao fim da temporada: Sarah Sjöstrom. O primeiro semestre da velocista sueca vem sendo incrível. Absoluta no borboleta, detém os recordes mundiais nos 50m e 100m, ela também esta cada vez mais dominante as provas de livre e por poucos centésimos não superou as marcas mundiais nos 50m e 100m na última semana durante o Mare Nostrum.

Sjöstrom lidera o recorde mundial em quatro provas – Foto de Francois Xavier/AFP/Getty Images

Sjöstrom esteve em ação nas três etapas do circuito (Monte Carlo, Barcelona e Canet) sendo de longe a melhor atleta do evento com 100% de aproveitamento: 12 provas disputadas, 12 medalhas de ouro e 12 novos recordes de campeonato. Uma campanha impressionante, ainda mais que houve pouco tempo para descansar entre uma etapa e outra. Chama a atenção também a regularidade da sueca nadando sempre próximo aos recordes mundiais e suas melhores marcas pessoais.

Na última etapa, em Canet, a sueca fez sua melhor campanha no circuito. Por muito pouco não bateu o recorde mundial dos 100m livre ao completar a prova em 52s08, apenas dois centésimos acima da marca de Cate Campbell e nos 50m livre cravou 23s85 terminando 12 centésimos acima do recorde mundial de Britta Steffen estabelecido ainda na era dos trajes tecnológicos. No borboleta seus melhores resultados no Mare Nostrum foram 24s76 em Barcelona e 55s76 em Canet, próximos de suas melhores marcas pessoais.

O que chama a atenção no desempenho de Sjöstrom nesta temporada é sua regularidade. No Mare Nostrum a velocista nadou sempre na casa dos 23 segundos nos 50m livre, 52 segundos nos 100m livre, 24 segundos no 50m borboleta e entre 55 e 56 segundos nos 100m borboleta. Aliás, a sueca é a única nadadora este ano a nadar os 50m livre abaixo dos 24 segundos, os 50m borboleta abaixo dos 25 segundos e os 100m borboleta abaixo dos 56 segundos.

A sueca chegará com muita moral ao Mundial de Budapeste-2017 – Foto: Gian Mattia D’Alberto/Lapresse

Números que fazem da sueca favorita absoluta para ganhar estas quatro provas e buscar recordes mundiais daqui a menos de um mês em Budapeste. E consequentemente, a colocam no mesmo patamar para disputar com Hoszzu e Ledecky o prêmio de melhor nadadora do mundo. Confira abaixo o melhores tempos da carreira de Sjöstrom nas quatro provas:

50m livre: 23s83 no Campeonato Sueco 2017 (2ª melhor marca da história)
100m livre: 52s08 no Mare Nostrum de Canet 2017 (2ª melhor marca da história)
50m borboleta: 24s43 no Campeonato Sueco 2014 (recorde mundial)
100m borboleta: 55s48 nos Jogos Olímpicos Rio 2016 (recorde mundial)

Por Guilherme Freitas

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Personalidades marcam presença na festa de Thiago Pereira http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/personalidades-marcam-presenca-na-festa-de-thiago-pereira/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/personalidades-marcam-presenca-na-festa-de-thiago-pereira/#respond Mon, 19 Jun 2017 16:45:14 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6322 A SWIM CHANNEL lançou semana passada sua nova edição, a de número #28, que aborda ao longo de 68 páginas a carreira de um dos maiores nadadores da história do Brasil: Thiago Pereira. Recém-aposentado das piscinas, Thiago foi o anfitrião semana passada de uma festa de lançamento da edição na casa Bar Arte e Restaurante, na cidade de São Paulo. A festa reuniu centenas de convidados e personalidades da natação que foram prestigiar o ex-nadador da seleção brasileira.

Estiveram no evento companheiros de muitas viagens pela seleção brasileira como Etiene Medeiros, Nihcolas Santos, Leonardo de Deus, Guilherme Guido, João Luiz Júnior, Tales Cerdeira, Vinícius Waked e André Brasil, de seus ex-treinadores Alberto Silva e Fernando Vanzella, amigos pessoais como o empresário Álvaro Garnero, além de membros da família do atleta como a esposa Gabriela Pauletti, a mãe Dona Rose Villela e a avó Dona Maria do Carmo. Também estiveram por lá atletas de outras modalidades como a jogadora de vôlei bicampeã olímpica Jaqueline e as gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca Feres. Veja as fotos da festa aqui.

A bicampeã olímpica Jaqueline marcou presença – Foto: Aline Bassi/Balaio

“Quando um nadador como Thiago Pereira anuncia sua aposentadoria, o seu legado não pode ser passado em branco. Por isso a SWIM CHANNEL fez tudo que foi possível para organizar um evento como este e fazer uma revista especial como esta dedicando 100% do conteúdo para o Thiago Pereira”, disse Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL na festa de lançamento da edição.

A edição #28 traz oito matérias especiais sobre a carreira de Thiago Pereira: a medalha olímpica em Londres-2012, o recorde de medalhas em Jogos Pan-Americanos, a superação ao dar a volta por cima após diversos quases, sua rivalidade com outros fenômenos nos 200m medley, depoimentos de amigos do ex-nadador, razões que o fazem um ícone da natação, uma entrevista exclusiva onde Thiago comenta sobre diversos momentos de sua vida e uma tabela com todos os resultados, tempos, recordes e medalhas de Thiago em sua carreira competitiva.

A edição #28 da SWIM CHANNEL pode ser adquirida em nosso site oficial e tem o custo de R$ 29,90 mais R$ 5,00 de frete para todo o Brasil. Adquira já a sua aqui: https://swimchannel.net/noticias/revista/swim-channel-28/.

Por Guilherme Freitas

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Estudo e natação: uma grande oportunidade para jovens atletas http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/16/estudo-e-natacao-uma-grande-oportunidade-para-jovens-atletas/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/16/estudo-e-natacao-uma-grande-oportunidade-para-jovens-atletas/#respond Fri, 16 Jun 2017 17:19:27 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6317 Um dos grandes sucessos da natação americana é mesclar com maestria o esporte com a educação. Seja nas escolas ou nas universidades, os alunos no país tem a grande oportunidade de conciliar as duas funções e aqueles que se destacam no universo esportivo conseguem tornar-se atletas de alto rendimento, sem deixar os estudos de lado. É uma realidade diferente do Brasil, porém, pode ser apreciada por brasileiros interessados em vivenciar esta experiência. Hoje existem empresas que realizam este trabalho e uma delas é a Atleta Estudante que gera oportunidades para jovens conhecerem esta cultura e aperfeiçoarem a parte técnica do esporte e o aprendizado com a língua inglesa visando admissão em instituições de ensino.

A empresa foi desenvolvido por dois nomes conhecidos no meio aquático: Diogo Yabe (atleta olímpico da seleção brasileira em Atenas-2004) e Thiago Orso (ex-nadador com passagens pela seleção brasileira e campeão nos Estados Unidos). “Nosso projeto oferece várias oportunidades para os jovens atletas realizarem através de uma única viagem. É uma rica experiência onde eles vão desfrutar da oportunidade de melhorar a parte técnica através de training camps em conceituados centros de treinamento nos Estados Unidos, além de poder ter contato com outra cultura, estudar inglês e conhecer opções para estudo no país. O projeto vem crescendo a cada ano e estamos sentindo um aumento na procura por este serviço”, conta Yabe.

Vista da piscina da Bolles School – Foto: Atleta Estudante/Reprodução

Atualmente o Atleta Estudante oferece quatro opções de programas para os nadadores interessados em participar da temporada 2017/18: “Natação curta duração”, onde os atletas passam duas semanas no Swim Camp; “Natação longa duração”, para um período de seis meses de treinamento e participação em competições americanas; “High School”, indicado para atletas que pretendem terminar o colegial nos Estados Unidos e estudar na Bolles School e o “Assessoria Esportiva” para quem esta interessado em conquistar uma bolsa de estudos para nadar e estudar por alguma universidade no país.

No ano passado o projeto levou os jovens para assistir a seletiva olímpica americana. Este ano a programação estará mais focada em apresentar os benefícios da parceria entre esporte com educação. “Estamos agora organizando a realização do nosso 4º Swim Camp que vai acontecer em Jacksonville, na Flórida. Os interessados em participar terão diversas atividades práticas de treinamento na água e também poderão realizar visitas a instituições de ensino. Estamos também investindo bastante no público que busca fazer o ensino superior nos Estados Unidos e nossa meta é justamente mostrar boas opções para eles”, diz Yabe.

Projeto leva os jovens para a Flórida – Foto: Atleta Estudante/Reprodução

O Programa Atleta Estudante conta com a parceria da Ikkos, empresa de tecnologia para aprendizado motor usado por atletas americanos e que fornecerá pen drives aos participantes mostrando a evolução do antes e depois do Swim Camp. Outros parceiros do programa são a Planet Swim, escola de natação na Flórida e a Bolles School, uma das melhores high schools da natação dos Estados Unidos. Para mais informações sobre os programas e o custo de participar desta experiência acesse o site oficial do projeto aqui.

Por Guilherme Freitas

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O eterno Tarzan http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/15/o-eterno-tarzan/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/06/15/o-eterno-tarzan/#respond Fri, 16 Jun 2017 02:46:26 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6312 Caso Johnny Weissmuller estivesse vivo, em primeiro lugar seria um fenômeno da longevidade: teria completado 113 anos no último dia 2. Mas ele foi realmente um fenômeno, tido por muitos como o segundo maior nadador da história (sim, à frente de Mark Spitz).

Você não sabe quem é ele? E se eu disser simplesmente Tarzan?

Sim, Weissmuller é um caso raro de personalidade que conseguiu se consagrar atuando em dois ramos completamente diferentes. Na natação, foi escolhido o maior nadador do mundo da primeira metade do século XX. E, nos cinemas, Hollywood nunca viu alguém que interpretasse o personagem Tarzan melhor que ele.

Pouca gente sabe, mas Weissmuller não era americano. Apesar de representar os Estados Unidos por toda sua carreira, Weissmuller na verdade nasceu na cidade de Freidorf (Hungria), que hoje faz parte da Romênia com o nome de Timisoara. Ele emigrou para os Estados Unidos em 1908, onde se fixou na cidade de Winber, Pensilvânia.

Johnny Weissmuller na Olimpíada de 1924 (foto: divulgação)

Algumas curiosidades sobre Johnny Weissmuller:

– Weissmuller, até os 6 anos de idade, era uma criança raquítica, lenta e descoordenada, incapaz de pronunciar uma palavra. Seu médico recomendou a ele a natação. A terapia deu resultados fantásticos: a criança raquítica cresceu e atingiu 1,90m e 85 quilos.

– Com 16 anos, Weissmuller foi treinar com o técnico William Bachrach, no Illinois Athletic Club. A lenda diz que Bachrach recebeu Weissmuller com as seguintes palavras: “Jura que trabalhará comigo durante um ano inteiro sem abrir a boca para contestar minhas ordens e eu prometo colocá-lo no ponto. Você não enfrentará nenhum outro nadador. Será apenas um escravo e me odiará até as tripas. Mas, no final, estará apto para superar todos os recordes do mundo”.

– O primeiro recorde mundial de Johnny Weissmuller aconteceu no dia 25 de março de 1922, na hoje incomum prova de 300m nado livre. No dia 9 de julho de 1922, bateu seu recorde mais famoso: o dos 100m livre, se tornando a primeira pessoa a abaixar do minuto (58s6).

– Que ele se tornou o primeiro a abaixar do minuto, muita gente sabe. Mas sabiam que ele também foi o primeiro a abaixar dos 5 minutos nos 400m livre? Foi em 1923, quando completou a prova em New Heaven com 4min57s0.

– Na sua primeira Olimpíada, em Paris/1924, Weissmuller encarou ninguém menos que o havaiano Duke Kahanamoku, bicampeão olímpico dos 100, livre e um dos maiores nadadores da história. A prova ainda contava com Samuel, irmão de Duke. Weissmuller temia por uma intimação da família real, mas Duke o tranqüilizou: “Johnny, boa sorte. A coisa mais importante na prova é que três bandeiras americanas sejam levantadas no alto do pódio”. E foi exatamente o que fizeram, com Weissmuller dominando a prova de ponta a ponta.

Johnny Weissmuller e Duke Kahanamoku (foto: divulgação)

– Além das conquistas nadando, Weissmuller primava pela versatilidade. Foi bronze na mesma Olimpíada jogando pólo aquático com a equipe americana. E ainda era protagonista de um divertido ato de comédia na piscina de saltos, ao lado de seu companheiro Stubby Kruger, fazendo de Weissmuller um dos competidores mais populares dos Jogos de Paris.

– Em 1924 e 1928, Weissmuller não perdeu nenhuma prova em Olimpíadas – 5 medalhas de ouro. Mas o mais impressionante é que, diz-se, ele nunca perdeu nenhuma prova sequer ao longo da carreira! Ainda bateu 51 recordes mundiais.

– Em 1930, Weissmuller se preparava para os Jogos Olímpicos de 1932 quando recebeu uma proposta de 500 dólares por semana para trabalhar para a BVD Underwear Company, anunciando trajes de banho. Ao aceitar, encerrou a carreira de nadador. Renunciando a condição de amador, não poderia mais participar dos Jogos Olímpicos.

– Ele fez tanto sucesso na carreira de manequim que foi chamado por Hollywood para fazer papel de Tarzan no cinema. Estreou em 1932, com “Tarzan, o Homem Macaco”. Ele atuou em outros 11 filmes como Tarzan em 16 anos. Para rodar “Tarzan Contra o Mundo”, em 1940, recebeu 150 mil dólares, recorde na época.

Johnny Weissmuller como Tarzan (foto: reprodução)

– Não se sabe exatamente se foi ele que criou o icônico grito do personagem. Mas sua versão é considerada a definitiva. Tanto que, nos anos seguintes, quando outros atores interpretaram Tarzan, a voz de Weissmuller que era usada na hora do grito.

– Outro campeão olímpico de natação, Buster Crabbe (400m livre em 1932), também interpretou Tarzan em filmes. Mas ninguém se igualou a Weissmuller, o mais famoso Tarzan da história.

– Weissmuller morreu em 20 de janeiro de 1984 num asilo de celebridades em Acapulco, México, aos 79 anos.

Em 1950, em pesquisa da Associated Press, foi eleito o melhor nadador da primeira metade do século. No fim de 1999, a revista norte-americana Swimming World o escolheu como segundo melhor nadador do século no masculino, atrás apenas de Mark Spitz.

Há quem diga que Weissmuller foi ainda melhor que Spitz, argumentando que Spitz teve, sim, a melhor performance da história até sua época (7 medalhas de ouro em Munique/1972), e que Weissmuller quebrou muito mais recordes e venceu muito mais ao longo da carreira.

O que ninguém discute é que ele é o mais famoso Tarzan da história, e talvez a personalidade a ter alcançado o maior nível de sucesso em duas áreas distintas.

Por Daniel Takata

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