Swim Channel http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br Natação Thu, 27 Apr 2017 22:13:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 O legado de Alexander Dale Oen (1985-2012) http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/o-legado-de-alexander-dale-oen-1985-2012/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/o-legado-de-alexander-dale-oen-1985-2012/#respond Thu, 27 Apr 2017 22:10:17 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6014

Alexander Dale Oen (foto: Ezra Shaw/Getty Images)

Há exatos cinco anos, falecia Alexander Dale Oen.

O nadador norueguês, campeão mundial dos 100m peito em 2011, vice-campeão olímpico em 2008 e um dos favoritos à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2012, foi encontrado morto em seu quarto de hotel no dia 30 de abril de 2012, após um treinamento em Flagstaff, nos Estados Unidos, onde a seleção de seu país realizava treinos em altitude.

A autópsia revelou que o nadador tinha uma doença no coração chamada aterosclerose, condição que pode levar ao bloqueio das artérias.

A morte comoveu a comunidade aquática. A final olímpica dos 100m peito em Londres, realizada três meses após sua morte, foi carregada de emoção. O sul-africano Cameron van der Burgh, vencedor da prova, apontou para o céu após a prova, em clara referência ao norueguês, de quem era grande amigo.

Os pais de van der Burgh e Dale Oen assistiram à final lado a lado, nas arquibancadas do Centro Aquático Olímpico.

No final do ano, o húngaro Daniel Gyurta, vencedor dos 200m peito, entregou à família de Dale Oen uma réplica de sua medalha de ouro olímpica.

E lá se vão cinco anos. As conquistas de Dale Oen, primeiro nadador norueguês medalhista olímpico, seriam suficientes para que ele seja lembrado para sempre.

A homenagem que fez ao receber sua medalha de ouro no Mundial de Xangai, em 2011, aos mortos em um atentado terrorista na Noruega dias antes, também é razão para que ele jamais seja esquecido.

Mas há outro motivo. E que influencia diretamente a evolução do nado de peito até hoje.

Alexander Dale Oen (foto: Presse Sports-USA TODAY Sports)

Contra a corrente

Entre 2003 e 2008, o japonês Kosuke Kitajima e o americano Brendan Hansen disputaram de forma acirrada a hegemonia dos 100m peito.

À primeira vista, não era difícil identificar a eficiência do estilo dos dois nadadores, aproveitando ao máximo o deslize e mantendo um nado alongado e eficiente.

Em suas melhores provas, o número de braçadas dos dois nadadores não ultrapassava 40. 38-39 era o mais comum.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, Kitajima chegou ao ápice de vencer a prova em 36 braçadas. Ajudado, obviamente, por um traje tecnológico que contribuía no deslize e que foi febre entre 2008 e 2009.

Na época o estilo do japonês era visto como exemplo de eficiência. Muitos queriam nadar como ele.

Mas não o atleta que terminou na segunda posição aquela prova. Seu nome: Alexander Dale Oen.

Brendan Hansen, Kosuke Kitajima e Alexander Dale Oen (foto: Scanpix)

Três anos depois, quando o noruegês terminou a prova no Mundial de 2011 como campeão, viu-se um estilo bem diferente daquele de Kitajima. Com bem menos deslize, mais “picado”, com maior frequência de braçadas.

Foram 43 braçadas para vencer a prova. Um choque de estilos na comparação com o japonês, que nadava na raia ao seu lado.

Inspirando campeões

Quem também estava naquela prova era Cameron van der Burgh.

Apesar de ser velocista nato, exímio nadador de 50m – ao contrário de Kitajima, nadador de 200m -, o sul-africano tentava copiar a eficiência do japonês. Nadou a prova em 38 braçadas e terminou na terceira posição.

Ao retornar aos treinamentos, van der Burgh sentou-se com seu técnico Dick Langer e resolveu fazer ajustes em sua prova.

Após analisar detalhadamente o modo de nadar de Dale Oen, chegou à conclusão de que deveria copiar o norueguês, ao invés de se inspirar em Kitajima.

Para aproveitar melhor sua velocidade, deveria aumentar sua frequência de nado, o que maximizaria seu potencial.

Resultado: um ano depois, na final olímpica, nadou os 100m em 42 braçadas – quatro a mais do que em Xangai, em uma prova parecida com a de Dale Oen. Conquistou a medalha de ouro olímpica e bateu o recorde mundial.

Cameron van der Burgh aponta para o céu em homenagem a Alexander Dale Oen em Londres-2012 (foto: Anders Wiklund/NTB scanpix)

Dale Oen, se estivesse lá, teria nadado a prova no mesmo padrão. Seria um adversário duro. Todos sabiam disso. E, por isso, recebeu todas as homenagens.

O norueguês, portanto, teve influência direta no estilo e no desempenho do campeão olímpico de 2012.

E, pouco tempo depois, seguindo a mesma tendência, surgiu um britânico chamado Adam Peaty.

Os dias de Kitajima haviam ficado para trás. O modo mais eficiente de nadar os 100m peito agora era o adotado por Dale Oen e van der Burgh. Melanie Marshall, a treinadora de Peaty, sabia disso. E o levou ao extremo com seu pupilo.

Resultado: ao superar recordes mundiais em 2015 e 2016, Peaty nadou suas provas em um número incrível de 46 braçadas.

Um exemplo de como desenvolver o estilo para aproveitar ao máximo a velocidade.

O britânico é o nadador mais dominante na atualidade no masculino em uma prova. Seu recorde mundial é mais de um segundo mais rápido que o tempo do nadador mais próximo.

E talvez não tivesse alcançado o mesmo patamar se um norueguês, em 2011, não tivesse servido de inspiração na maneira como se nadar os 100m peito.

O esporte está em constante evolução. E ele teve papel fundamental na evolução recente dessa prova.

Vida longa a Alexander Dale Oen!

Foto: reprodução/Youtube

O texto abaixo foi publicado no dia da morte de Dale Oen, em 2012. Uma homenagem ao maior nadador da historia da Noruega.

Alexander Dale Oen (1985-2012)

Alexander Dale Oen, fantástico nadador norueguês, um dos maiores destaques de 2011, está morto. E isso é especialmente tocante por ter acontecido com um nadador que conquistou seu maior título, há menos de um ano, à sombra da morte.

Nos dias que antecederam o Campeonato Mundial do ano passado, em Xangai, 76 pessoas foram mortas na Noruega pelo fanático político Anders Behring Breivik. Dale Oen, compreensivelmente, ficou terrivelmente abalado pelo acontecimento. Na ocasião, ele admitiu que muitas vezes não conseguia se concentrar na competição.

De alguma forma, ele encontrou forças para vencer os 100m peito, com o melhor tempo da história pós-trajes (58s71). Sua parcial nos primeiros 50 metros foi inacreditável: 27s20, a melhor passagem da história, melhor inclusive que seu próprio tempo na prova de 50m, quase meio segundo mais rápido que a passagem do recorde mundial obtido com um traje tecnológico. Questionado sobre isso, respondeu: “Eu poderia ter batido o recorde mundial se minha prova tivesse sido mais equilibrada, se eu tivesse passado para 27s5 ou 27s6. Mas nadei a prova com meu coração, e não de modo estratégico como deveria ter nadado. Foi muito emocional. Nadei pelo meu Rei, pelo meu país e por nossas pessoas que precisam de amor e apoio.”

No pódio, sua emoção era nítida. Seus olhos marejados tinham razão de ser. “Pensei nas pessoas do meu país quando vi a bandeira e ouvi o hino nacional. O que aconteceu foi chocante. Espero que meus resultados sirvam de conforto. Voltarei ao meu país para oferecer apoio após o campeonato”.

“A vida é maior que a natação. O que aconteceu foi terrível, e certamente coloca as coisas em perspectiva”, disse ele na ocasião. Sua declaração também serve perfeitamente para descrever os sentimentos gerados por sua morte, ocorrida ontem devido a um mal súbito logo após um treinamento com a equipe norueguesa, em Flagstaff, nos Estados Unidos.

Primeiro nadador norueguês medalhista olímpico (prata em 2008) e único campeão mundial, ele era um herói em seu país. No entanto, o final perfeito – a medalha de ouro olímpica – não fará parte de sua história. Quando os oito finalistas dos 100m peito estiverem alinhados atrás dos blocos nos Jogos Olímpicos de Londres, ele certamente será lembrado. Ele fez o que amava até o último instante.

A vida é maior que a natação. Mas a natação era sua vida.

Por Daniel Takata

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Vai começar a temporada 2017 do XTERRA Brazil http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/vai-comecar-a-temporada-2017-do-xterra-brazil/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/vai-comecar-a-temporada-2017-do-xterra-brazil/#respond Thu, 27 Apr 2017 20:21:27 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6011 Tem início neste domingo na Ponta do Mutá, em Barra Grande (BA), a versão nacional do maior circuito de esportes outdoor do mundo: o XTERRA Brazil. Organizado pela X3M Sports Business o evento reúne oito modalidades de diversos segmentos do triathlon ao endurance e do mountain bike ao night run. Uma dessas modalidades é a natação em águas abertas. O circuito Swim Challenge terá em 2017 seis etapas e tem a primeira parada é neste fim de semana nas águas do litoral baiano.

As 11h30 do domingo todos os nadadores largarão para as duas provas em águas abertas que terão as distâncias de 1,5 km e 3 km. O circuito montado na Ponta do Mutá terá uma dinâmica simples. Os atletas terão que contornar quatro boias ao longo do trajeto até atingir o ponto de chegada. Quem nadar a prova mais curta dará uma volta e quem optar pela longa terá que dar duas voltas. Os cinco melhores atletas no ranking geral, de ambos os sexos, além de troféus especiais ganharão desconto na inscrição para a próxima etapa. Os nadadores PCD (portadores com deficiência) também serão contemplados com premiação especial.

Mapa do percurso do XTERRA Camp Bahia – Foto: Reprodução

Após Camp Bahia, o circuito XTERRA Brazil Swim Challenge segue com a etapa internacional em Ilhabela nos dias 13 e 14 de maio. Em sequência haverá uma etapa nas águas da Amazônia em julho em data ainda a ser definida. Até o fim do ano haverá mais três etapas: Costa Verde, em Mangaratiba nos dias 12 e 13 de agosto, Camp Juiz de Fora em 11 e 12 de novembro e em Paraty nos dias 2 e 3 de dezembro. Para conferir o calendário completo e mais informações dos eventos visite o site oficial do XTERRA Brazil clicando aqui.

Por Guilherme Freitas

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Swim Channel TV: Brasileiros campeões mundiais http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/swim-channel-tv-brasileiros-campeoes-mundiais/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/swim-channel-tv-brasileiros-campeoes-mundiais/#respond Thu, 27 Apr 2017 15:54:12 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6009 2017 é ano de Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos. A cidade de Budapeste, na Hungria, receberá os melhores atletas de modalidades aquáticas do mundo em julho e o Brasil estará representado com seus melhores índices técnicos. Chances de conquistar medalhas, e quem sabe de ouro. Ao longo da história deste evento o Brasil já conquistou 11 medalhas de ouro com cinco campeões mundiais. Você sabe quem são eles? Descubra aqui na Swim Channel TV. E não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft

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Arthur Pedroza e Catarina Ganzeli vencem na Ilha do Mel http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/arthur-pedroza-e-catarina-ganzeli-vencem-na-ilha-do-mel/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/arthur-pedroza-e-catarina-ganzeli-vencem-na-ilha-do-mel/#respond Thu, 27 Apr 2017 15:52:38 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6006 No último fim de semana aconteceu na paradisíaca Ilha do Mel, mais uma etapa do Circuito Correr e Nadar. Foram realizadas cinco provas de águas abertas em opostas distâncias: 600m, 1,5 km, 4 km, 10 km e 20 km. Um evento bastante disputado e que reuniu centenas de nadadores principalmente das regiões sul e sudeste do país. No sábado além dos adversários, os atletas tiveram que lutar contra as condições climáticas. Chuva, ventos e água gelada foram obstáculos enfrentados pelos nadadores que completaram a prova em um tempo bem acima do normal devido a forte correnteza do mar.

Entre os homens a disputa foi extremamente intensa e decidida na reta final. O experiente Arthur Pedroza, atleta da Resende Águas Abertas, venceu na chegada Carlos Henrique Rosa da Navegantes. Ao fim da desgastante prova vitória de Arthur: 5h32min24s contra 5h32min43s de Carlos. O pódio ainda teve a presença de Sergio Milani da Perdão Team/Trieste Natação que nadou para 5h51min17s. Outro destaque da prova foi Adherbal de Oliveira. O recordista sul-americano da travessia da Canal da Mancha que chegou na sétima posição geral.

Pódio das provas de 20 km - Foto: Arthur Pedroza/Facebook

Pódio das provas de 20 km – Foto: Reprodução/Facebook

Na prova feminina a vitória ficou com Catarina Ganzeli. A atleta da Unisanta, que pretende disputar este ano todas as etapa do circuito de Grand Prix da Fina, completou os 20 km em 6h24min53s. A atleta afirmou que esta foi uma prova bem complicada principalmente pelas adversidades do sábado na Ilha do Mel. Em segundo lugar chegou Thais Santana da Elo Academia com 6h25min57s e na terceira posição veio Patricia Farias de França da equipe Navegantes que concluiu a prova em 6h26min59s. Patrícia vem se preparando para nadar a tradicional Travessia Capri-Nápoles. Nos 10 km os campeões foram Leonel Formiga do Grêmio Náutico União no masculino e Marcela Garcia da Elo Academia no feminino.

No domingo o tempo melhorou e os atletas que encararam as distâncias de 600m, 1,5 km e 4 km tiveram menos problemas. Abriu um pouco de sol e o mar ficou menos mexido, deixando a situação para os atletas bem melhor em relação ao dia anterior. Nas provas de 4 km os vencedores foram James Roberto Zoschke da Cassio Ricci/Gowyll e Isabela de Souza da Joinville Natação GT. No 1,5 km Mariana Marucco do Clube Curitibano e Magnun Ruiz da Elo Academia levaram a melhor e nos 600m os campeões foram Lyessa Fernandes da RDA Natação e Diego Dunzer da OMMAR Incorp. Os resultados completos das travessias da Ilha do Mel estão disponíveis no site do Correr e Nadar e podem ser conferidos aqui.

Por Guilherme Freitas

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Heróis do Canal da Mancha participam de bate-bapo em São Paulo http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/25/herois-do-canal-da-mancha-participam-de-bate-bapo-em-sao-paulo/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/25/herois-do-canal-da-mancha-participam-de-bate-bapo-em-sao-paulo/#respond Tue, 25 Apr 2017 03:02:47 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=6004 Amanhã acontece no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, um encontro com grandes nomes das águas abertas do Brasil. Oito dos 33 brasileiros que já conseguiram atravessar a nado o Canal da Mancha segundo a Organização do Canal da Mancha estarão presentes a partir das 18h30 para um bate-papo aberto ao público. Organizada pela Associação 14 Bis, entidade criada recentemente e responsável pela organização da tradicional Maratona Aquática 14 Bis, o evento pretende enaltecer os feitos desses atletas, além de ajudar na divulgação e popularização da modalidade.

Considerada como uma das provas em águas abertas mais difíceis e desafiantes do mundo devido as águas frias que separam a Inglaterra da França e pela força da correnteza que pode fazer a empreitada durar muito mais do que o planejado, a travessia do Canal da Mancha é uma das mais nobres (senão a mais) do planeta, além da enorme concorrência para realizar a prova. No evento os atletas contarão um pouco de suas experiências pessoais. Revelações, curiosidades e técnicas para cumprir o desafio serão compartilhados entre os presentes, uma forma aprender um pouco mais e uma forma de incentivo para quem sonha em um dia atravessar o estreito de 33 km de percurso.

O recordista sul-americano Adherbal de Oliveira – Foto: Desafio 7 Mares/Facebook

Neste bate-bapo estarão presentes oito nadadores: Ana Mesquita, a quinta brasileira a completar o feito e autora do livro A Travessura do Canal da Mancha, Igor de Souza, o único brasileiro a fazer o percurso em ida e volta em 1997, Percival Milani, 9º brasileiro a completar a prova e autor do livro A Travessia do Canal da Mancha, Marta Izo, que concluiu a travessia na modalidade solo em 2006 e em revezamento ida e volta em 2011, Harry Finger, 18º brasileiro a completar a prova, Samir Barel, conquistador da Tríplice Coroa das Águas Abertas, Adherbal de Oliveira, atual recordista sul-americano da travessia e Marcelo Teixeira, último brasileiro a completar o Canal em 2016.

O Sesc Bom Retiro fica localizado na Alameda Nothmann, nº 185, no Bairro do Bom Retiro e próximo a estação da Luz do metrô. O bate-papo acontecerá no Teatro da unidade das 18h30 as 20h.

Por Guilherme Freitas
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Troféu Maria Lenk: 18 verdades, 1 mentira http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/trofeu-maria-lenk-18-verdades-1-mentira/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/trofeu-maria-lenk-18-verdades-1-mentira/#comments Mon, 24 Apr 2017 23:26:39 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=5993

Parque Aquático Maria Lenk (foto: reprodução/Rio2016)

Na semana que vem, será disputado o Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, última seletiva para o Campeonato Mundial de esportes aquáticos e o Campeonato Mundial Júnior. Na onda da brincadeira “9 verdades, 1 mentira”, fazemos aqui nossa versão: “18 verdades, 1 mentira” sobre a competição, que até a edição de 2006 se chamava Troféu Brasil. Um agradecimento especial a Renato Cordani, pela ajuda na obtenção de algumas informações. Consegue adivinhar qual é a falsa?

Obs.: para os levantamentos realizados, foi considerado que, quando determinado atleta terminava a prova atrás somente de nadadores estrangeiros, ele não venceu a prova. Apesar de ser considerado o campeão brasileiro, não foi o campeão da prova na competição.

1 – Na primeira edição do Troféu Brasil, disputado em 1962 em Porto Alegre, o vencedor dos 200m borboleta, Luiz Simi, completou a distância em 2min40s04. O tempo não seria suficiente para alcançar a final B do último Troféu Maria Lenk… nos 200m peito feminino. Outros tempos…

2 – No Troféu Brasil de 1978, Djan Madruga obteve o incrível feito de 12 medalhas de ouro, sendo nove individuais e três em revezamentos. As únicas provas do programa que não venceu foram os 100m costas e os 100m e 200m peito – na época as provas de 50m livre, 50m borboleta, 50m costas, 50m peito e 800m livre não constavam no programa de provas masculino. O feito nunca pôde ser repetido, pois o regulamento foi alterado, limitando o número de provas por atleta, que variou ao longo dos anos. Hoje, são permitidas quatro provas individuais por nadador, mais os quatro revezamentos.

3 – Fenômenos da natação brasileira na década de 80, Ricardo Prado e Patricia Amorim venceram suas primeiras provas em Troféu Brasil em idades tenras: Ricardo tinha 14 ao vencer os 400m medley em 1979, e Patricia, 13, quando conquistou o ouro nos 200m livre em 1983. Em janeiro de 1986, Georgiana Magalhães venceu os 100m peito. Não temos sua idade exata, mas, pelas suas participações em brasileiros de categoria, na ocasião ela tinha no máximo 14 anos e um mês de idade. Desde então não vemos vencedores tão novos (Poliana Okimoto venceu aos 14 anos e sete meses em 1997) e parece improvável que, no cenário atual, testemunhemos tal feito novamente.

Ricardo Prado, 14 anos em 1979 (foto: Arquivo Folha)

4 – Na edição de 1982, Jorge Fernandes teve um desempenho memorável, talvez o mais marcante dos anos 80 na competição, ao vencer os 100m e 200m livre com 51s21 e 1min51s33. Os resultados assombraram a comunidade e estavam muito à frente de seu tempo no país. Tanto que duraram como recordes nacionais por quase uma década. Nos 200m, seu tempo lhe daria a medalha de bronze olímpica dois anos antes.

5 – No Troféu de 1988, Cristiano Michelena teve um desempenho memorável e conquistou sete medalhas de ouro (100m, 200m, 400m, 800m e 1500m livre e revezamentos 4x100m e 4x200m livre). Após a limitação do número de provas por atleta, citada no número 3, o feito de Cristiano ficou por anos sendo o melhor de um atleta na competição. Foi superado em 2007, ano em que Thiago Pereira obteve sete ouros e uma prata.

6 – A rivalidade entre Fernando Scherer e Gustavo Borges era grande na década de 90 nas provas de velocidade do nado livre. No entanto, apesar de Gustavo ter tido mais conquistas internacionais, no Troféu Brasil quem dava as cartas era Xuxa: entre 1992 e 1998, venceu os 50m e 100m livre por sete vezes consecutivas.

7 – O Flamengo, graças principalmente à fortíssima equipe da década de 80 (campeã oito vezes consecutivas entre 1980 e 1987), chegou a 12 títulos em 2002, e parecia que não perderia a liderança em conquistas por muito tempo. Mas o Pinheiros não perdeu tempo e repetiu o feito do rival: oito títulos consecutivos de 2003 a 2010, completando 13 títulos e tornando-se a equipe mais vencedora do torneio. Com as vitórias em 2015 e 2016, hoje totaliza 15 títulos.

8 – A última medalha de Gustavo Borges no Troféu veio no revezamento 4x100m livre em 2004. Curiosamente, nadando na mesma equipe pelo Pinheiros, estava Cesar Cielo, que conquistava sua primeira medalha na história da competição. Praticamente uma passagem de bastão.

Cesar Cielo e Gustavo Borges (foto: Satiro Sodré/SSPress)

9 – O Parque Aquático Maria Lenk foi inaugurado há dez anos para os Jogos Pan-Americanos de 2007. No mesmo ano, Maria Lenk morreu, e o Troféu Brasil passou a levar seu nome. A partir de então, parecia que o melhor complexo aquático do país seria local cativo para a principal competição nacional. Mas o torneio foi disputado lá somente quatro vezes até hoje.

10 – Em 2009, a competição viu o único recorde mundial de sua história: ao completar os 50m peito em 26s89 nas eliminatórias da prova, Felipe França superou a marca global que pertencia ao sul-africano Cameron van der Burgh.

11- Em 2009, Gabriella Silva nadou os 50m livre e terminou na quarta posição, a menos de um décimo da medalha de bronze… nadando borboleta! E nadando contra fortes adversárias: seis das outras sete competidoras haviam representado o Brasil em Jogos Olímpicos, cinco delas no ano anterior. Além da própria Gabriella, claro.

Gabriella Silva (foto: Satiro Sodré/SSPress)

12 – Thiago Pereira, com 13 vitórias nos 400m medley entre 2003 e 2015, é quem mais venceu consecutivamente uma prova na história do torneio. Em número de vitórias, no entanto, Fabiola Molina é imbatível: 44 títulos individuais entre 1992 e 2012.

13 – Joanna Maranhão e Thiago Pereira são os únicos a vencerem provas individuais em todos os estilos na história da competição. Joanna venceu pela primeira vez em cada estilo nas seguintes ocasiões: 2002 (200m peito), 2003 (200m medley), 2008 (200m costas e 200m borboleta) e 2010 (400m livre). Thiago, por sua vez, ganhou em 2003 (400m medley), 2005 (200m peito), 2007 (200m costas), 2008 (400m livre) e 2013 (100m borbleta).

14 – A partir da década de 90, tornou-se comum clubes trazerem atletas estrangeiros para ajudarem nas pontuações, principalmente no feminino. Diversas atletas que subiram ao pódio em Olimpíadas nadaram a competição, como Inge de Bruijn, Yana Klochkova, Mireia Belmonte, Katinka Hosszu, Rebecca Soni, Laure Manaudou, Kirsty Coventry e Therese Alshammar. No entanto, somente dois atletas que conquistaram medalhas olímpicas em provas individuais masculinas nadaram o Troféu: o austríaco Markus Rogan em 2010 e o tunisiano Oussama Mellouli, em 2011.

15 – Por falar em estrangeiros, faz algum tempo que uma edição de Troféu não é vencida somente por nadadores brasileiros. Muito tempo. A última vez que isso ocorreu foi em 1996.

16 – Em 2014, foi disputada pela primeira e única vez uma prova de águas abertas dentro da programação da competição. Os 5 km foram disputados na raia da USP, e foram vencidos por Poliana Okimoto e Luiz Rogério Arapiraca.

17 – Os medalhistas olímpicos Thiago Pereira e Cesar Cielo são os maiores nomes da natação do país deste século. Mas, enquanto Thiago superou cinco recordes sul-americanos individuais na competição, Cesar obteve somente um, nos 100m livre em 2009.

18 – Este ano, dois atletas têm a chance de defenderem as maiores hegemonias da competição na atualidade. Leonardo de Deus nos 200m borboleta e 200m costas e a argentina Julia Sebastian nos 200m peito dominam suas provas desde 2012, e podem conquistar hexacampeonatos em 2017.

Leonardo de Deus (foto: Satiro Sodré)

19 – O programa de provas como é disputado hoje, com todas as provas presentes em Campeonatos Mundiais mais o revezamento 4x50m livre, se mantém desde 2002 (com uma exceção para 2016, edição na qual foram disputadas apenas provas olímpicas e sem revezamentos). Os 800m livre masculino e 1500 livre feminino eram disputados na competição na década de 80, mas foram removidos do programa, e voltaram em 2002. As provas de 50m borboleta, 50m costas e 50m peito e o 4x50m livre foram acrescentadas em 1999.

Por Daniel Takata

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Brasil já passa das 30 medalhas em Auckland http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/brasil-ja-passa-das-30-medalhas-em-auckland/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/brasil-ja-passa-das-30-medalhas-em-auckland/#respond Mon, 24 Apr 2017 16:59:19 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=5990 A natação brasileira master vem sendo um dos destaques do Jogos Mundiais Master de Auckland, evento organizado pela International Masters Games Association começou na última sexta-feira, dia 21 de abril. Ao todo serão sete dias de disputas nas provas de natação em piscina e mais um dia para as águas abertas. O Brasil, que tradicionalmente conquista bons resultados em eventos da categoria master, vem fazendo uma boa campanha nas águas da Nova Zelândia. Até o momento o país já soma 31 medalhas e ainda teremos mais três dias pela frente.

Trinta e um nadadores brasileiros estão disputando o Mundial das categorias 35+ até 75+. Ao fim do quarto dia de disputas no Sir Owen Glenn National Aquatic Centre os atletas do Brasil já conquistaram 17 medalhas de ouro, 10 de prata e quatro de bronze. Luiz Lima e Matheus Ribeiro são os únicos atletas com 100% de aproveitamento em suas categorias. Luiz, atleta olímpico em Atlanta-1996 e Sydney-2000 e que também é o Secretário nacional de esportes de alto rendimento, venceu os 200m, 400m e 800m livre na categoria 40+. Já Matheus, que compete na categoria 30+, também triunfou nas mesmas provas.

Luiz Lima e Djan Madruga estão nadando em Auckland – Foto: Arquivo pessoal

Entre outros destaques da delegação brasileira esta o medalhista olímpico em Moscou-1980, Djan Madruga que também soma três medalhas conquistadas em provas individuais: ouro nos 800m livre e prata nos 100m costas e 200m medley. Alfred Jacob na categoria 75+, Wolf Heineken também na 75+, Giseli Pereira na categoria 45+ e Iara Scarpelli também nos 45+ somam três medalhas no evento até agora.

Nas águas abertas teremos provas em três distâncias: 1,5 km, 2,5 km e 5 km que ocorreram na Praia de Takapuna no próximo domingo. Dezessete brasileiros estão inscritos para as travessias com destaque para Luiz Lima no 5 km e Djan Madruga nos 2,5 km. Os Jogos Mundiais Master são o primeiro grande evento internacional da categoria em 2017. Em agosto acontecerá em Budapeste o Mundial Master da Fina e em novembro é a vez do Sul-Americano Master em Arica, no Chile. Para acompanhar os resultados dos Jogos de Auckland visite o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas

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Treinos que gostaríamos de fazer (ou não) http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/treinos-que-gostariamos-de-fazer-ou-nao/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/treinos-que-gostariamos-de-fazer-ou-nao/#respond Thu, 20 Apr 2017 23:00:06 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=5986

Ian Thorpe (foto: Ian Waldie/Reuters)

Confiram abaixo algumas séries que Ian Thorpe fazia em seus treinos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Sydney (fonte: Swim It Up!):

– 12x100m braço a cada 1m00, mantendo 57-58s.
– 5x100m perna (com prancha) a cada 4min00s. Todos abaixo de 1min01s.
– 7x200m a cada 5min00s. Média de 1min51s. Último para menos de 1min50s.
– 5x(4x400m):
4 a cada 4min50s para baixo de 4min40s
4 a cada 4min40s para baixo de 4min30s
4 a cada 4min30s para baixo de 4min20s
4 a cada 4min20s para baixo de 4min10s
4 a cada 4min10s mantendo 4min02s

Seriezinha de base de Michael Phelps, toda de crawl, descrita em seu livro Sem Limites: a incansável busca pelo prazer de vencer:

1x800m, 2x700m, 3x600m, 4x500m, 5x400m, 6x300m, 7x200m, 8x100m.
Total (só da série): 12 mil metros.

Consta que americano Tom Dolan, ex-recordista mundial e bicampeão olímpico dos 400m medley, chegou a treinar 30 mil metros em um único dia, divididos em três períodos. O mais impressionante é que Dolan, companheiro de Gustavo Borges na Universidade de Michigan, era asmático e tinha menor capacidade de respiração em relação a uma pessoa normal. Sua história de superação será assunto de um post em breve.

Ryan Lochte certa vez declarou para a revista da FINA que o treino mais pesado que já fez foi 100x100m. Com aquecimento e soltura, o treino totalizou 13.400m. “Levamos uma semana para nos recuperarmos, e obviamente não tivemos uma semana de folga, e sim de treinos normais.” O problema não foi a série, afinal uma série de 100x100m não é novidade no mundo da natação. Mas sim que a série era toda de crawl, na piscina longa, a cada 1min10s!

No Brasil, Poliana Okimoto tem algumas séries de matar. E, assim como Lochte, não esquece uma série de 100x100m. Que na verdade foi executada duas vezes, no mesmo dia, de manhã e à tarde, em uma véspera de Natal. Ela também já chegou a fazer 200x100m em uma única sessão, mas diz que fazer 100x100m duas vezes naquele dia foi o pior treino de sua vida (veja mais detalhes nessa entrevista).

Poliana Okimoto (foto: Satiro Sodré)

Em entrevista para a Swim Channel nº 8, antes dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Cesar Cielo citou algumas de suas séries inesquecíveis.

“Teve uma série em Auburn, nossa, eu passei o dia vendo estrelinha de tontura! Foram 30x100m perna na longa a cada 1min30s! Foi engraçado porque o técnico apareceu e falou assim: “pessoal, é só fazer o intervalo.” Eu pensei, “esse cara tá muito louco, como assim ‘só fazer o intervalo’?” Eu tenho que segurar uma intensidade forte para fazer 1min22s, 1min23s. Eu sou cheio de ficar fazendo conta na cabeça, então chegou no 13º, comecei a ver estrelinha, começou a dar tontura, e pensei, “meu Deus, eu não tô nem na metade ainda!” Chegou no 17º eu perdi o intervalo, ele me passou para a raia que estava fazendo a cada 1min40s, e foi uma série que depois que acabou fiquei meia hora boiando na piscina. Foi complicado, essa doeu bastante mesmo!”

“Tem uma aqui no Brasil que é um desafio que o Albertinho passa para mim e para o Nicolas (Oliveira). A gente faz tiros de 50m a cada 2 minutos simulando a volta dos 100m livre, tentando nadar entre 24s4 e 25s0. A gente faz quantos conseguir até a hora que o tempo subir o tempo acima do planejado. Então quando eu faço 25s0, ele dá um minuto a mais de intervalo e a gente tenta de novo, se não conseguir a série acaba. Não tem um número determinado de tiros de 50m. Teve uma vez que eu fiz quatro para 24s, e falei: “Albertinho, acho que não dá pra fazer mais”. Ele disse “pô, mas você fez, tem que ir pra mais um!” Eu falei que não ia dar, ele falou para eu fazer. Aí eu tentei um quinto tiro, mas já foi pra 26s e alguma coisa, o lactato aquele dia subiu de um jeito que eu fiquei, nossa, fiquei quase que 30 minutos deitado com a perna pra cima, lactato bombando. Entrei na piscina de gelo, mas não adiantou nada. Fiquei meia hora pra poder ficar em pé de novo, foi uma série muito difícil mesmo.”

E aí, vai encarar?

Por Daniel Takata

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Swim Channel TV: Cinco curiosidades sobre Maria Lenk http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/swim-channel-tv-cinco-curiosidades-sobre-maria-lenk/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/swim-channel-tv-cinco-curiosidades-sobre-maria-lenk/#respond Thu, 20 Apr 2017 18:13:02 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=5984 Daqui duas semanas começará no Parque Aquático Maria Lenk, o Troféu Maria Lenk. Tanto o campeonato, que antes se chamava Troféu Brasil, como o complexo aquático receberam este nome em homenagem a pioneira da natação brasileira. Maria Lenk teve uma vida inteira dedicada ao esporte e a natação, vindo a falecer logo após um treino aos 92 anos de idade. Além das conquistas dentro da piscina também fez muito pela educação física no país. Listamos aqui algumas curiosidades sobre essa personalidade e o porque de sua importância para a natação brasileira. E não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft

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Ricardo Ratto entra para o Hall da Fama das águas abertas http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/ricardo-ratto-entra-para-o-hall-da-fama-das-aguas-abertas/ http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/ricardo-ratto-entra-para-o-hall-da-fama-das-aguas-abertas/#respond Thu, 20 Apr 2017 18:12:06 +0000 http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/?p=5981 No próximo sábado, dia 22 de abril, acontece em Londres a premiação da classe 2017 dos homenageados pelo Hall da Fama do International Marathon Swimming Hall of Fame (IMSHOF). Esta honraria é diferente do tradicional prêmio oferecido pela International Swimming Hall of Fame (ISHOF) e desde 1965 congratula nomes importantes de todas as modalidades aquáticas. Com sede nos Estados Unidos, a edição 2017 do ISHOF acontecerá em agosto. Nesta premiação das águas abertas serão ao todo dez personalidades da modalidade indicadas pela instituição, entre eles um brasileiro: Ricardo Ratto.

Ratto tem uma sólida carreira nas águas abertas. Técnico de natação desde a década de 1990 ele atuou como dirigente da CBDA entre 1995 e 2006, período quando a modalidade começou a se transformar em esporte olímpico e ganhar novos adeptos. Em 1999 tornou-se árbitro internacional da Fina e participou nesta função dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e de outros sete campeonatos mundiais da entidade. Uma das principais referências das águas abertas da América do Sul, Ratto é atualmente coordenador técnico de natação e águas abertas do clube Vasco da Gama.

Abilio Couto, Águas abertas, Hall da Fama, Igor de Souza, IMSHOF, Ricardo Ratto

Quem também será homenageado este ano pelo Hall da Fama será o nadador e contribuidor americano de águas abertas Steve Munatones que será aclamado como vencedor do Prêmio Poseidon. Criador do site Open Water Swimming e grande referência internacional da modalidade, Munatones sofreu um ataque cardíaco em 2016 que quase o matou. Recuperado e de volta a ativa e agora recebe mais uma justa homenagem pelos serviços em prol da natação em águas abertas. Entre outros homenageados destaque para a Organização da travessia do Canal de Gilbratar e o nadador irlandês Stephen Redmond que completou com sucesso todas as travessias do Sete Mares. Para ver a lista completa de todos os premiados clique aqui.

Além de Ricardo Ratto, o Brasil tem outros dois membros no Hall da Fama das águas abertas. Em 2001 Abílio Couto entrou para o seleto grupo de homenageados de forma póstuma já que havia falecido três anos antes. Ele foi o primeiro brasileiro a concluir a travessia do Canal da Mancha em 1958 e realizou ao longo da carreira diversas outras provas pelo mundo. Em 2004 foi a vez de Igor de Souza, primeiro brasileiro a concluir a travessia do Canal da Mancha em ida e volta e tricampeão da Travessia de Manhattan, ser homenageado pelo Hall da Fama.

Por Guilherme Freitas

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