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Arquivo : Adam Peaty

Adam Peaty: hegemonia cada vez maior no nado peito
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Teve início ontem em Sheffield o Campeonato Britânico de natação, mais um evento de alto nível neste mês de abril e também seletiva nacional para o Mundial de Budapeste. A competição, que vai até domingo, já registrou bons resultados como os 3min44s74 de James Guy nos 400m livre (4º melhor tempo do ano) e os 4min34s12 de Hannah Miller nos 400m medley (2ª melhor marca do ranking mundial). Mas mesmo estes bons desempenhos não chegam nem próximo do dono da melhor performance até o momento que atende pelo nome de Adam Peaty.

Na atualidade não existe ninguém capaz de nadar no mesmo nível do inglês nas provas de 50m e 100m peito. Ontem ele mostrou mais uma vez que é absoluto nos 100m peito. Nas eliminatórias já mandou 58s86 e passou para a final com uma vantagem de quase dois segundos para o segundo melhor tempo. Na finalíssima não tomou conhecimento dos adversários e só tinha o relógio como adversário. Fez 57s79, a quarta melhor performance de todos os tempos (assista a prova abaixo).

Com esse resultado Peaty agora detém as oito melhores marcas da história da prova. Ele é o único atleta que já conseguiu romper a barreira dos 58 segundos, conseguindo esta façanha em quatro oportunidades. Também é o único a nadar a parcial de peito no revezamento 4x100m medley na casa dos 56 segundos, feito que conquistou na final olímpica nos Jogos do Rio-2016 quando os britânicos ficaram com a medalha de prata. Assim como Katie Ledecky nas provas de fundo, Adam Peaty esta em outro nível e quem for nadar contra ele já entra na água para disputar a medalha de prata.

Após a etapa o nadador concedeu uma entrevista a Federação Britânica e afirmou que ainda há muito trabalho pela frente e que espera melhorar ainda mais suas futuras performances nos 100m peito para tentar baixar seu recorde mundial que é de 57s13. Neste campeonato o nadador optou por não nadar os 200m peito para se concentrar na velocidade.

Adam Peaty é hoje o melhor nadador de peito da atualidade – Foto: Alessandro Koizumi/Swim Channel

Nos 50m peito, disputados nesta terça-feira ele mais uma vez mostrou sua superioridade. Atual campeão e recordista mundial da distância, Peaty nadou nas eliminatórias para 26s62, melhor tempo da temporada e apenas 20 centésimos acima de sua melhor marca. Números que foram atualizados horas depois na final. Ele permanece como líder do ranking mundial, mas com um tempo melhor: 26s48, apenas seis centésimos acima de seu recorde mundial. O jovem britânico de 22 anos segue fazendo história e levando o nado peito para outro patamar.

Por Guilherme Freitas


Europa dá largada para temporada 2017!
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O show não pode parar. Após uma intensa sequência com Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, nove etapas da Copa do Mundo e o Campeonato Mundial de piscina curta de Windsor, muitos nadadores não tiveram tempo para descansar ou esticar suas férias. Neste primeiro mês de 2017 a Europa começa a temporada com alguns meetings e torneios que servirão como aquecimento e aperitivo para o Mundial de Budapeste em julho.

O primeiro desses torneios começa já neste fim de semana. Amanhã tem início as disputas da Flanders Speedo Cup, tradicional evento disputado na Wezenberg Olympic Pool, na cidade de Antuérpia. Entre os diversos nadadores inscritos destaque para as campeãs olímpicas Katinka Hosszu e Mireia Belmonte que debutam na temporada. Uma curiosidade deste evento é que o velocista Bruno Fratus é o único brasileiro detentor de algum recorde de campeonato. Em 2013 ele venceu os 50m livre e cravou a melhor marca do torneio com 22s25.

Katinka Hosszu nadará o EuroMeet e a Flanders Cup – Foto: AP Photo

Katinka Hosszu nadará o EuroMeet e a Flanders Cup – Foto: AP Photo

Simultaneamente a Flanders Cup acontece a 50ª edição do tradicional Geneva International Challenge, na Suíça. Alguns medalhistas olímpicos no Rio-2016 como Anthony Ervin, Kaiti Melli e Laszlo Cseh estarão em ação na piscina do Centro Esportivo de Vernets. Uma das atrações será o brasileiro Matheus Santana, que nadará sua primeira competição representando a equipe americana do SwimMAC, onde esta treinando. O velocista nadará as provas de 50m e 100m livre e 50m borboleta.

No final de semana seguinte é a vez do EuroMeet, uma disputa anual que reúne muitos nomes de peso em Luxemburgo. Entre os dias 27 e 29 de janeiro, grandes nomes do cenário europeu estarão em ação como Adam Peaty, Sarah Sjostrom, Marco Koch, Camille Lacourt, Laszlo Cseh e claro a dama de ferro Katinka Hosszu que mais uma vez nadará um número absurdo de provas e não será surpresa se conseguir subir ao pódio em todas elas.

Matheus Santana disputa torneio na Suíça - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Matheus Santana disputa torneio na Suíça – Foto: Satiro Sodre/SSPress

No mesmo fim de semana do EuroMeet o parque aquático Hylliebadet em Malmo vai sediar o Swedish Grand Prix, que não terá a estrela local Sarah Sjostrom que optou por nadar o evento em Luxemburgo. De qualquer forma esta competição será válida pela Fina como oficial para registro de índices para o Mundial de Budapeste. A temporada 2017 já começou!

Por Guilherme Freitas


Phelps x Peaty, Hosszu x Ledecky: quantidade x qualidade?
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Tyler Clary afirmou que pode ceder sua vaga a Phelps nos 200m medley sem problemas

Michael Phelps (foto: divulgação)

Hoje, Cristiano Ronaldo foi premiado pela FIFA como o melhor jogador do mundo em 2016. As premiações da natação, por outro lado, já foram todas oferecidas no ano passado. Segue abaixo a lista das principais:
FINA
Feminino: Katinka Hosszu (HUN)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Revista Swimming World
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Swim Swam
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
SwimVortex
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Adam Peaty (GBR)
Best Swimming
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Não foram citados os prêmios em águas abertas, pois todos escolheram os mesmos nadadores: os holandeses SHaron van Rouwendaal e Ferry Weerman, campeões olímpicos dos 10 km.
Nas principais premiações dos melhores do mundo na natação, nenhuma unanimidade. Mas quase: os americanos Katie Ledecky e Michael Phelps foram eleitos os melhores nadadores do planeta por quase todas as publicações.
Katie Ledecky em ação no Rio-2016 - Foto: Michael Dalder/Reuters

Katie Ledecky (foto: Michael Dalder/Reuters)

O prêmio oferecido pela revista Swimming World é o mais tradicional do esporte: é oferecido desde 1964. O da FINA, por sua vez, tem caráter oficial e foi criado somente em 2010. Tem feito escolhas polêmicas e ainda precisa encontrar seu formato ideal – o atual é baseado em uma tabela de pontos, que, entre outras aberrações, coloca no mesmo nível conquistas em piscina curta e piscina longa, o que justifica a escolha de Katinka Hosszu nos últimos três anos enquanto Katie Ledecky era praticamente unanimidade.
Mas a discussão aqui é outra. Ledecky e Phelps foram os melhores para a maioria. Mas houve aqueles que escolheram Hosszu e Adam Peaty. Quais são os critérios? Alguns escolhem o nadador com mais vitórias e glórias; outros preferem aquele que chegou mais perto da perfeição em uma performance individual espetacular.
Houve anos em que não houve discussão. Em diversas temporadas recentes, como 2003, 2007 e 2008, no masculino, Michael Phelps foi o melhor em todos os critérios: foi o mais vencedor, o mais dominante, o autor dos recordes mais impressionantes. Há outros exemplos: Inge de Bruijn em 2000, Ian Thorpe em 2001, Missy Franklin em 2012.
O atual critério utilizado pela FINA valoriza somente os nadadores versáteis, que disputam várias competições e tem um leque de provas variado. Com isso, em 2015, premiou Hosszu e o australiano Mitch Larkin, em escolha muito criticada. Por isso, criou uma espécie de “prêmio de consolação” na ocasião, destinado aos melhores índices técnicos do ano, laureando assim Ledecky e Peaty, esses sim escolhidos por todas as publicações os melhores de 2015.
Adam Peaty celebra sua vitória nos 100m, peito - Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Adam Peaty (foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Ao colocar na balança versatilidade e hegemonia, muitas vezes a escolha é difícil. Em 2016, Adam Peaty, com seu 57s13 nos 100m peito nos Jogos Olímpicos, chocou o mundo. Está muito distante de seus concorrentes na prova e provavelmente demorará muito até que outro nadador supere a marca. E fica a pergunta: esse desempenho único supera os dois ouros e uma prata individual de Michael Phelps, além de três ouros nos revezamentos, nos Jogos Olímpicos? Para alguns sim, tamanha superioridade do britânico. Para outros não, pois seis medalhas olímpicas, sendo cinco ouros, é um feito gigantesco.
No feminino, também há discussão. Katie Ledecky teve os melhores resultados técnicos, com seus impressionantes recordes mundiais nos 400m e, sobretudo, nos 800m livre. Ela já nos acostumou nos últimos anos às suas marcas espetaculares, mas continua surpreendendo. E, ao contrário de Peaty, prima também pela quantidade: conquistou quatro ouros e uma prata na Olimpíada do Rio de Janeiro. Mas, em termos de quantidade, Ledecky tem uma rival imbatível: Katinka Hosszu. Três ouros e uma prata individuais no Rio, conquistou nove medalhas no Mundial de curta e mais de 100 na Copa do Mundo este ano. Conseguiu o feito de ter todos os recordes individuas húngaros em pisicna curta. E também prima pela qualidade: seu recorde mundial dos 400m medley na Olimpíada foi quase tão impressionante quanto as marcas de Ledecky.
Entre as mulheres, a qualidade venceu, pois, no caso de Ledecky, também estava aliada à quantidade. No masculino, deu Phelps – sua versatilidade superou a qualidade que Peaty mostrou em somente uma prova.
E para você, quais são os principais aspectos na escolha dos melhores nadadores do mundo?
Por Daniel Takata

Um outro patamar
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Nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 assistimos a muitos recordes onde diversos nadadores conseguiram na piscina do Estádio Aquático Olímpico seus melhores tempos pessoais, mas alguns levaram determinadas provas a um novo patamar devido as marcas excepcionais registradas. Não vamos falar sobre Katie Ledecky e sua performance nos 400m e 800m livre, afinal dizer que ela elevou essas provas a outro patamar é chover no molhado. Vamos abordar aqui outros dois nadadores que atingiram no Rio feitos surpreendentes: Adam Peaty e Katinka Hosszu.

A semana de Adam Peaty no Rio de Janeiro foi impressionante. O jovem nadador britânico simplesmente detonou nos 100m peito. Ele já era o dono do recorde mundial (57s92) e único a concluir a prova abaixo dos 58 segundos. No Rio ele simplesmente nadou três vezes na casa dos 57 segundos e foi quase um segundo mais veloz do que a antiga marca mundial. Seus 57s13 que lhe deram a medalha de ouro agora figuram como recorde a ser batido. Isso sem falar na parcial do 4x100m medley com incríveis 56s59.

Peaty bateu o primeiro recorde mundial no Rio-2016 - Foto: Alessandro Koizumi

Peaty bateu o recorde mundial nos 100m peito no Rio-2016 – Foto: Alessandro Koizumi/Swim Channel

Na final olímpica em Londres-2012, o sul-africano Cameron van der Burgh levou o ouro com novo recorde mundial 58s46. Na época ele também atingiu um outro patamar na prova pois sua marca ficou inalcançável por muito tempo até o surgimento de Peaty. E o feito do britânico é ainda mais fantástico porque além de nadar constantemente abaixo da antiga marca de van der Burgh, Peaty foi 1s33 mais veloz na final olímpica do que o sul-africano quatro anos atrás. Um recorde que ainda vai vigorar por muito tempo, isso se o britânico não abaixar nos próximos anos.

Se Peaty foi implacável nos 100m peito, Katinka Hosszu não fica atrás. Nos 400m medley, uma de suas principais provas, a dama de ferro literalmente destruiu o antigo recorde mundial da chinesa Ye Shiwen. No Rio-2016 a húngara quase bateu a marca de 4min28s43 nas eliminatórias e na final baixou para 4min26s36. E poderia ter sido ainda mais baixo já que ela cansou um pouco no final.

Katinka Hosszu - Foto de Clive Rose/Getty Images

Katinka Hosszu destruiu o recorde nos 400m medley – Foto de Clive Rose/Getty Images

Assim como o britânico e Ledecky, Katinka também leva esta prova a um outro patamar. Antes de sua performance no Rio apenas a chinesa Ye Shiwen havia conseguido nadar abaixo de 4min29s. O fortíssimo final da prova da chinesa em Londres-2012 (58s68) dava a impressão de que essa marca seria uma das mais difíceis de ser derrubada, porém, a húngara vinha dando sinais nos últimos anos que o recorde estava a caminho. Se Katinka não teve gás para igualar a última parcial da chinesa, ela compensou nos outros três nados com destaque para o peito onde chegou a estar cinco segundos abaixo da antiga marca de Shiwen.

Adam Peaty e Katinka Hosszu protagonizaram no Rio duas performances incríveis. Pode ser que em breve surjam fenômenos que desbanquem esses tempos, mas ao que tudo indica veremos esses novos recordes mundiais vigorarem nas tabelas de provas ainda por um bom tempo.

Por Guilherme Freitas


Recorde nas eliminatórias: qual a real necessidade?
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A húngara Katinka Hosszu se acostumou a vencer múltiplas provas e até mesmo bater múltiplos recorde em competições como Copa do Mundo e Campeonato Europeu. Eventualmente, para garantir, alguns recordes eram batidos nas eliminatórias, e não era raro ela desistir das finais para se concentrar em outras provas.

Mas e quanto a um recorde mundial em uma eliminatória olímpica?

Foi o que ela tentou nesta tarde, na primeira sessão da natação na Olimpíada do Rio de Janeiro. Foi atrás do recorde da chinesa Shiwen Ye, de Londres-2012, e terminou a 15 centésimos com 4min28s58. E não deixou dúvida: deu seu 100% para tentar a marca que já havia chegado perto no Europeu desse ano.

Depois, foi a vez do britânico Adam Peaty. Já recordista mundial dos 100m peito, único do mundo a nadar abaixo de 58s, fez um fantástico 57s55, melhorando 47 centésimos da antiga marca. Após a prova, ele declarou que pensou em diminuir o ritmo do final, mas ouviu a gritaria da torcida e se empolgou.

A pergunta é: vale a pena?

Em 2012, a australiana Emily Seebohm bateu o recorde olímpico dos 100m costas na eliminatória. A marca ainda continua sendo dela, mas na final da prova perdeu o ouro para a americana Missy Franklin. Seebohm não pensa duas vezes em responder que trocaria seu recorde pelo ouro.

Katinka Hosszu: como sempre, a húngara marca presença no campeonato

Katinka Hosszu – Foto: Reprodução

Katinka nadará mais quatro provas individuais e um revezamento. Pode até ser que consiga o recorde na noite de hoje. Mas a qual preço? O esforço na eliminatória pode representar um cansaço a mais nos cinco metros finais dos 200m costas, no penúltimo dia de competições.

Peaty parece imbatível, mas se for atrás do recorde novamente na semifinal, poderá chegar à final tendo enfrentado um desgaste desnecessário de ir atrás de recorde atrás de recorde.

Um desgaste que Felipe França parece não enfrentar. Ele foi outro a superar um recorde na eliminatória – o sul-americano dos 100m peito, com 59s01.

Mas, com uma ida um pouco mais lenta do que de costume e uma volta excelente, foi notável a diminuída de ritmo nos últimos 10 metros para se poupar.

Peaty bateu o primeiro recorde mundial no Rio-2016 - Foto: Alessandro Koizumi

Peaty bateu o primeiro recorde mundial no Rio-2016 – Foto: Alessandro Koizumi

Classificado em terceiro lugar, está definitivamente na briga por medalhas.

Uma coisa é ir atrás de um recorde quando não é necessário. A outra é superar uma marca por nadar fácil e estar na melhor forma de sua vida.

Não que Hosszu e Peaty não estejam. Mas podem ter enfrentado um desgaste desnecessário.

Um desgaste certamente não enfrentado ainda pelo brasileiro. E que pode fazer a diferença nas próximas caídas n’água.

Por Daniel Takata
A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil

As chances da natação no Prêmio Laureus 2015
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O Oscar do esporte mundial. Assim podemos resumir o que é a grandeza do Prêmio Laureus, criado no ano de 1999 pela Founding Patrons Damier e Richemont e que sempre contou com fortes e tradicionais patrocinadores. O evento promove diversas homenagens, mas as mais importantes são: melhor atleta masculino do ano, melhor atleta feminina, melhor time coletivo, revelação do ano e o melhor retorno.

Honradamente, fui convidado pelo presidente da Academia Laureus, Edwin Moses, para integrar o painel de especialistas que elegem os homenageados do ano. Pelo terceiro ano consecutivo, faço parte do “board” dos especialistas. Não posso informar meus votos, pois tudo é confidencial, mas relato quais são as chances da natação nas principais categorias.

Katie Ledecky teve um 2015 brilhante - Foto; Reprodução/Internet

Katie Ledecky teve um 2015 brilhante – Foto; Reprodução/Internet

Atleta no masculino do ano

Acho muito difícil algum nadador levar o título. Mesmo sendo ano de campeonato mundial, nenhum nadador foi imensamente consagrado em Kazan (local do Mundial de 2015) e ninguém teria chance de tirar o prêmio Laureus dos principais favoritos, que deverão ser o Usain Bolt (Atletismo) e Novak Djokovic (Tênis).

Atleta no feminino do ano

Para quem acompanha natação, ou pelo menos entende um pouco da modalidade, sabe que existe uma “gigante” das piscinas: a americana Katie Ledecky. A nadadora de longa distância foi tão importante para os Estados Unidos, que sozinha faturou mais medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Kazan do que toda a seleção inteira de seu país. Ledecky ganhou tudo: 200m, 400m, 800m e 1500m livre e o revezamento 4x200m livre.

Apesar de ser a melhor nadadora do mundo de 2015, a atleta não é mundialmente conhecida perante atletas de outras modalidades como a tenista Serena Williams. Não é tão simples explicar esse motivo. Talvez ela não tenha um sorriso simpático ou carisma como o de Missy Franklin (a nadadora queridinha da América) ou não apareça tanto na mídia como a húngara Katinka Hosszu. Performance ela tem de sobra para vencer o prêmio Laureus, mas é difícil dizer se ganhará.

O jovem Adam Peaty - Foto: François Xavier Marit

O jovem Adam Peaty – Foto: François Xavier Marit

Melhor time do ano

Nesta categoria entram as modalidades coletivas e a natação não tem indicação para esta premiação. Quem sabe num futuro próximo, podemos ver equipes de revezamento de natação disputando este desejado prêmio.

Revelação do ano

O melhor representante da natação é o britânico Adam Peaty. O jovem de 20 anos, arrasou no Mundial de Kazan, vencendo as provas de 50m e 100m peito e o revezamento 4x100m medley misto. Sua técnica do nado peito é elogiada em todo o mundo e é o símbolo da ressurreição da natação britânica.

Michael Phelps retornou as piscinas em grande estilo - Foto: Bob Stanton/USA TODAY Sports

Michael Phelps retornou as piscinas em grande estilo – Foto: Bob Stanton/USA TODAY Sports

Melhor retorno do ano

Aqui esta a maior chance de algum nadador vencer o prêmio Laureus. A lenda Michael Phelps não participou do Campeonato Mundial de Kazan, mas paralelamente (exatamente na mesma semana do evento) competiu nos Estados Unidos e simplesmente arrasou nas provas de 100m e 200m borboleta e os 200m medley. Se tivesse participado do Mundial, teria vencido as três provas individuais.

Por causa de mau comportamento, foi preso por estar dirigindo alcoolizado, ele acabou cortado da seleção americana. Mas a verdade é que Phelps continua no auge da forma e ainda é o melhor nadador do mundo e (pasmem) é o atleta candidato a conquistar o maior número de medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, entre todas as modalidades.

Geralmente os nadadores tem mais visibilidade em ano olímpico, mas seria importante para a modalidade vencer alguma categoria do Prêmio Laureus neste ano de 2015.

Patrick Winkler


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