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Arquivo : Allan do Carmo

Equilíbrio deverá marcar o Rei e Rainha do Mar 2016
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Amanhã a partir das 11h acontece o Desafio de Elite do Rei e Rainha do Mar 2016 no Posto 6 da Praia de Copacabana. Ao todo são 16 nadadores de sete países, distribuídos em oito duplas (o Brasil terá duas equipes). Na água muitos nomes conhecidos e jovens revelações, entre eles, quatro medalhistas olímpicos, campeões mundiais e medalhistas em etapas da Copa do Mundo da Fina que terão que completar seis voltas de 500m (450m de natação e 50m de corrida). Esta será a edição mais forte da história do Desafio desde que este formato de duplas foi adotado em 2013. Com tanta gente boa dentro d´água é até difícil apontar uma dupla favorita e o equilíbrio deverá acontecer do início ao fim. Hoje alguns deles disputaram as provas com distância mais curta para já ir entrando no clima.

A dupla brasileira que nadará com a touca amarela é tida como uma das favoritas, afinal, conta com dois nadadores que conhecem muito bem as águas de Copacabana e já tiveram a oportunidade de levarem a coroa em edições anteriores. Poliana Okimoto e Allan do Carmo venceram o Desafio com duplas diferentes em 2013 e 2014, respectivamente. Poliana, inclusive, acompanhou hoje os nadadores que disputaram a prova do Super Challenge que teve o percurso de 10 km. A medalhista de bronze no Rio-2016 nadou apenas a primeira volta de 2,5 km do percurso desta prova que foi criada em sua homenagem. Uma forma de retribuir o carinho do público e também já ir se aquecendo para o evento de amanhã.

Nadadores participaram de atividade social - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Nadadores participaram de atividade social – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Outra dupla que chega muito forte é a americana, afinal, o atual Rei do mar vai cair na água. Chip Peterson triunfou nas águas de Copacabana ano passado ao lado de Christine Jennings e conhece muito bem o percurso que terá pela frente, principamente na corrida de areia onde pode levar vantagem. O campeão pan-americano no Rio-2007 terá como parceira este ano Haley Anderson, que em Londres-2012 foi vice-campeã olímpica. Haley já conhece Copacabana. No Rio-2016 terminou a prova olímpica no quinto lugar e é uma das nadadoras mais experientes no evento que pode ser uma grande vantagem as adversárias.

Os outros dois medalhistas olímpicos chegam bem cotados para levar a coroa, porém, terão como parceiros nadadores promissores e que não estão no mesmo nível. Ontem na definição do grid de largada o atual campeão olímpico Ferry Weertman foi absoluto na água e na areia. O holandês ditou o ritmo durante os 450m de natação e conseguiu fazer uma boa corrida para entregar o bastão a jovem Esmee Vermeuen, que não conseguiu sustentar a liderança. Esta ficou com Rachele Bruni que nadou muito bem rivalizando com Poliana e Haley, mas graças um forte sprint na corrida final conseguiu chegar na frente das adversárias para cravar a pole position. Atual vice-campeã olímpica a italiana é uma das mais aguerridas nadadoras do circuito mundial e muito provavelmente terá que recuperar terreno após seu jovem companheiro Dario Verani, de 21 anos, sair da água.

Os 16 participantes do Rei e Rainha do Mar 2016 - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Os 16 participantes do Rei e Rainha do Mar 2016 – Foto: Satiro Sodré/SSPress

As outras quatros duplas também terão seus trunfos para esta prova. O Brasil verde aposta na experiência de seus dois atletas que conhecem como poucos Copacabana: Betina Lorscheitter e Luiz Rogério Arapiraca, já nadaram muitas travessias no local e durante o grid nadaram lado a lado das duplas mais badaladas. O Japão aposta na dupla olímpica Yasunari Hirai e Yumi Kida bastante experiente, a Argetina no veterano e ótimo corredor na areia Guillermo Betola e sua parceira Julia Arino e o Peru vem com Piero Canduelas e Maria Bramont dois jovens que buscam surpreender.

Como já citado acima, o equilibro será intenso e é muito improvável que alguma dupla consiga abrir ampla vantagem durante as seis voltas deixando este Desafio Rei e Rainha do Mar ainda mais emocionante até a linha de chegada.

Por Guilherme Freitas


Pole position italiana
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Rachele Bruni e Dario Verani serão os poles positions do Desafio Elite Rei e Rainha do Mar 2016. A dupla italiana vai largar na frente neste domingo após ter sido a mais veloz na definição do grid de largada que aconteceu hoje de manhã no Posto 5 da Praia de Copacabana ao concluir o percurso em 9min39s. Os 16 nadadores de elite fizeram o mesmo percurso que farão domingo para definir a ordem de partida e também já ir se ambientando com as condições do local, como calcular o percurso de corrida na areia e ensaiar as trocas de bastão.

Na definição do grid formaram-se dois blocos. No primeiro com cinco duplas Holanda, Brasil amarelo, Brasil verde, Estados Unidos e Itália, tendo o holandês e atual campeão olímpico Ferry Weertman na liderança. O segundo tinha Argentina, Peru e Japão. Curiosamente estes três nadaram apenas de sunga e ficaram para trás. Quando as mulheres caíram na água os dois blocos se mantiveram e valeu o sprint final na areia para definir a pole. A italiana Rachele saiu da água depois que a americana Haley Anderson, mas arrancou na areia para chegar a frente.

Rachele e Dario largaram na frente domingo - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Rachele e Dario largaram na frente domingo – Foto: Satiro Sodré/SSPress

A segunda dupla mais rápida foram os americanos, com o atual Rei do Mar Chip Peterson e a medalhista de prata olímpica em Londres-2012, Haley Anderson. A seguir vieram: Brasil amarelo (Poliana Okimoto e Allan do Carmo), Brasil verde (Betina Lorscheitter e Luiz Rogério Arapiraca), Holanda (Esmee Vermeulen e Ferry Weertman), Argentina (Julia Arino e Guillermo Bertola), Japão (Yumi Kida e Yasunari Hirai) e Peru (Maria Bramont e Piero Canduelas).

Antes da definição do grid de largada os nadadores participaram de uma ação social na Praia de Copacabana com membros do Projeto Funk Verde – iniciativa do programa “De Olho no Lixo” que faz música a partir de instrumentos confeccionados com material reciclado. Os atletas tocaram os instrumentos e aprenderam a sambar. Em seguida aconteceu uma coletiva e apresentação dos 16 postulantes a coroa de realiza dos mares a imprensa.

O Desafio Elite do Rei e Rainha do Mar acontece no próximo domingo, a partir das 11h com transmissão ao vivo da TV Globo. No sábado acontecem as provas amadoras com as distâncias de 1 km (Sprint), 2,5 km (Classic), 5 km (Challenge) e 10 km (Super Challenge), além dos eventos de outras modalidades como stand-up paddle, beach run, beach biathlon e as versões kids. E nesta sexta, Poliana Okimoto estará na SWIM CHANNEL Store no Arena Leme Hotel, na Avenida Atlântica, 324, Leme, conversando com os fãs e prestigiando o lançamento da nova edição da Swim Channel.

Por Guilherme Freitas


Poliana e Allan buscam bicampeonato no Rei e Rainha do Mar
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No próximo domingo acontece mais uma edição do Desafio Elite do Rei e Rainha do Mar. Serão 16 nadadores divididos em oito duplas, representando sete países, disputando a coroa da realeza nas águas do posto 5 de Copacabana. Assim como nas últimas edições os atletas precisarão completar seis voltas de de 500 metros, sendo 450m na água e 50m de corrida na areia, divididas em três voltas para cada um. Os homens abrirão o desafio e as mulheres terão a responsabilidade de fechá-lo. Entre os participantes estão nomes de peso que já foram medalhistas olímpicos e mundiais e jovens promessas da natação internacional.

Uma das duplas brasileiras que nadará com a touca amarela luta pelo bicampeonato pessoal no Rei e Rainha do Mar. Poliana Okimoto e Allan do Carmo buscam nas águas de Copacabana colocar pela segunda vez a coroa de campeões. Poliana venceu o Desafio em 2013, ano onde foi eleita a melhor nadadora do mundo, quando nadou ao lado de Samuel de Bona. Já Allan conquistou a coroa em 2014, quando também foi eleito pela Fina o melhor do mundo, nadando junto com Ana Marcela Cunha. Os dois formaram uma das duplas brasileiras no ano passado, quando terminaram o desafio na quinta colocação. Companheiros de seleção brasileira há dez anos, eles se conhecem bem e sentem-se em casa nas águas de Copacabana, o que faz desta uma das duplas favoritas a vitória. Lembrando que em agosto Poliana foi medalhista de bronze olímpica na mesma Praia de Copacabana.

Poliana e Allan buscam recuperar a coroa - Foto: Reprodução

Poliana e Allan buscam recuperar a coroa – Foto: Reprodução

Outra dupla que chega forte e com boas chances é a americana, afinal também conta com uma realeza dos mares. Chip Peterson venceu a edição do ano passado nadando ao lado de Christine Jenning se retorna ao Rio de Janeiro este ano para nadar com a vice-campeã olímpica em Londres-2012, Haley Anderson. E por falar em medalhista olímpico, outros dois disputam o desafio ao lado de jovens promessas. O holandês Ferry Weertman, campeão da maratona masculina no Rio-2016, tem como parceria Esmee Vermeulen de 20 anos. E a italiana Rachele Bruni, vice-campeã em Copacabana, nada ao lado de Dario Verani de 21 anos.

Completam a competição a dupla brasileira de touca verde formada por Luiz Rogério Arapiraca e Betina Lorscheitter, os japoneses Yumi Kida e Yasunari Hirai, os argentinos Julia Arino e Guillermo Bertola e os peruanos Maria Bramont e Piero Canduelas. O Desafio elite terá transmissão ao vivo da TV Globo no domingo, a partir das 11h. Nesta quinta e sexta-feira a SWIM CHANNEL também terá uma store no Arena Leme Hotel, local da retirada dos kits, comercializando produtos da Mormaii. O endereço do hotel é na Avenida Atlântica, 324, Leme, Rio de Janeiro.

Por Guilherme Freitas


Holanda vence novamente e Allan é 17º nos 10 km
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Parecia até que a maratona aquática masculina foram duas provas diferentes. Uma com um protagonista liderando e abrindo vantagem a cada braçada sem pensar no amanhã e outra com diversos nadadores emparelhados na hora de entrar na reta final. Os 10 km de natação em águas abertas disputados na Praia de Copacabana tiveram esse roteiro, com o australiano Jarrod Poort sendo o foco das atenções nos primeiros 8 km de prova.

Poort adotou uma estratégia ousada. E bote ousadia nisso. Nadando num ritmo frenético e extremamente forte ele abria larga vantagem para os demais a cada braçada. Em determinados momentos da prova chegou a abrir mais de 1 minuto de frente para os rivais em uma modalidade conhecida por ter diferenças mínimas e sempre proporcionar chegadas apertadas em grandes eventos. A tática suicida do australiano começou a se mostrar falha na última volta quando foi literalmente atropelado pelos demais e sentiu o esforço do início da prova. Terminou em 22º lugar.

Allan do Carmo durante a maratona aquática - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Allan do Carmo durante a maratona aquática – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Se Poort arriscou tudo e se deu mal, Spiros Gianniotis e Ferry Weertman traçaram estratégias mais conservadoras para chegarem inteiros ao fim do trajeto. Ambos sempre estiveram nos pelotões dos líderes segurando o gás para o último sprint. E foi isso que aconteceu com o experiente grego entrando na reta final na primeira colocação com o holandês em seu encalço. A poucos metros do pórtico Weertman emparelhou com Gianniotis. Pelas imagens parece que o grego chegou a frente, mas errou o primeiro toque na placa enquanto o holandês bateu com firmeza. Após uma demora do photo finish foi confirmado a vitória de Weertman.  A luta pelo pódio foi também intensa com muitos nadadores lado a lado lutando pela medalha de bronze. Melhor para o francês Marc-Antoine Olivier que conseguiu tocar a frente do chinês Lijun Zu e do americano Jordan Wilimovski.

O brasileiro Allan do Carmo fez uma boa prova, sempre nadando próximo aos líderes. Ele fechou a primeira volta na 12ª posição, subiu para o 7º posto na segunda e terminou a terceira em 9º. Na última volta, porém, perdeu contato com o pelotão da frente e não conseguiu mais se recuperar fechando sua participação olímpica no 17º lugar. Vale lembrar que o melhor resultado do Brasil nas águas abertas masculina continua sendo o 14º lugar de Allan em Pequim-2008.

Allan do Carmo durante a chegada da maratona - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Allan do Carmo durante a chegada da maratona – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Com esse resultado a Holanda foi o grande país da maratona aquática, vencendo ontem no feminino com Sharon van Rouwendaal e hoje com Ferry Weertman. Outros países que também subiram ao pódio foram a Itália, Grécia, França e Brasil, com a histórica medalha de bronze de Poliana Okimoto nos 10 km feminino. Os eventos de esportes aquáticos ainda não terminaram pois haverá provas de saltos ornamentais, nado sincronizado e as fases finais do polo aquático masculino e feminino.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Seis vezes Allan do Carmo
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Quando a fase é boa tudo dá certo. Allan do Carmo vem vivendo na prática este ditado popular durante este ciclo olímpico. Vencedor do Desafio Rei e Rainha do Mar, medalhista nas duas últimas edições do Campeonato Mundial, campeão da Copa do Mundo e eleito o maior nadador de águas abertas em 2014, Allan adicionou mais uma conquista para somar ao seu premiado currículo. No último domingo o baiano venceu a tradicional Travessia de Mar Grande-Salvador pela sexta vez, tornando-se o maior campeão da história do evento.

Ao cruzar a linha de chegada em 1h36smin39s Allan superou Lourival Quirino com quem estava empatado na condição de pentacampeão e máximo vencedor. Agora ele se isola como maior campeão da prova. “É indescritível nadar a Travessia Mar Grande-Salvador. A história que tenho na prova aliada ao calor e energia da nossa torcida me fazem nadar, verdadeiramente, em estado de êxtase! O meu sexto título dessa prova foi, com toda certeza, um esquente para o que será nas Olimpíadas: muita preparação, foco, disputa dentro d’água e torcida a mil por hora”, disse o nadador após mais uma conquista nas águas da Bahia.

Allan do Carmo passa por uma excelente fase - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Allan do Carmo passa por uma excelente fase – Foto: Satiro Sodre/SSPress

A Travessia Mar Grande-Salvador é um dos eventos de águas abertas mais antigos do país, sendo disputada na Baía de Todos os Santos. Idealizada pelo jornalista Genésio Ramos e com 12 km de percurso, a prova tem largada na Praia do Duro, em Mar Grande, e chegada no Porto da Barra, em Salvador.

O pódio da prova masculina teve Luis Rogério Arapiraca na segunda lugar com tempo de 1h38min49s, seguido por Renan Barbosa terceiro colocado com 1h49min00s. No feminino a medalha de ouro ficou com Márcia Santos, que depois de bater duas vezes na trave venceu a tradicional competição baiana em 1h54min30s. O pódio foi completado por Suelly Siqueira (2h01min03s) e Isabelly Andrade (2h03min25s).

Allan do Carmo agora é hexa na Mar Grande-Salvador - Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Allan do Carmo agora é hexa na Mar Grande-Salvador – Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Já classificado para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Allan fará um trabalho de altitude nos próximos dias na cidade mexicana de La Loma, a 1900m acima do nível do mar. O nadador começou o ano com o pé direito e pretende manter a boa fase para os próximos desafios que vem pela frente.

Guilherme Freitas


Águas Abertas em Kazan: vale vaga no Rio-2016
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No próximo sábado começam as disputas das águas abertas do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, o principal evento da temporada aquática. Serão ao todo sete provas nas águas do Rio Kazanka, que esta localizado na região do República do Tataristão e tem 142 quilômetros de comprimento. Além dos valorizados títulos e medalhas mundiais está em jogo outra coisa muito cobiçada pelos nadadores: uma vaga nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

De acordo com o regulamento olímpico, os dez melhores colocados das provas de 10 km (feminino e masculino) se classificam automaticamente para a Olimpíada do Rio. Uma vantagem e tanto para os atletas já irem preparando seu cronograma para os Jogos e evitarem ter que cair novamente na água em busca da vaga. As demais 15 vagas serão definidas apenas ano que vem. E nessa primeira chance 128 nadadores vão atrás do Rio-2016.

Há dois anos o Brasil teve um desempenho inesquecível ao conquistar cinco medalhas e terminar o Mundial como melhor equipe da competição. Caso a dupla Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha repita o desempenho de Barcelona, quando fizeram uma dobradinha, ambas garantem suas vagas no Rio-2016. Em declarações recentes a imprensa elas já afirmaram que lutarão para subir novamente no pódio, mas caso terminem a prova fora dele e entre as dez melhores estarão com a sensação de dever cumprido.

O mesmo vale para Allan do Carmo e Diogo Villarinho. Em Barcelona Allan foi sétimo colocado, resultado que lhe colocaria dentro do Rio-2016. De lá para cá evoluiu muito. Ano passado conquistou o título da Copa do Mundo e foi eleito pela Fina o melhor nadador de águas abertas do mundo. Brigará não só pela vaga, mas pelo título mundial. Diogo Villarinho também cresceu em relação a Barcelona quando na ocaisão foi 52º colocado na mesma prova. Ano passado ele subiu ao pódio em duas etapas da Copa do Mundo e terminou o circuito na quarta posição geral.

As líderes do circuito, Poliana e Ana Marcela nadarão em Setúbal - Foto: Satiro Sodré

Poliana e Ana Marcela fizeram dobradinha em 2013 – Foto: Satiro Sodré/SS Press

 

A missão dos brasileiros será dura, afinal, a elite das águas abertas está de olho nessas cobiçadas vagas e as provas prometem fortes emoções. No feminino estarão em ação nomes como Eva Ristov (HUN), Hayley Anderson (EUA), Angela Maurer (ALE), Keri Anne-Payne (GBR), Sharon van Rouwendaal (HOL) e Cecilia Biagioli (ARG). E no masculino nadarão Oussama Mellouli (TUN), Richard Weinberg (CAN), Spyridon Gianniotis (GRE) e Christian Reichert (ALE).

Além da prova de 10 km teremos outras atrações. Os 5 km é o evento que abre as provas de águas abertas em Kazan. Ao todo serão 98 nadadores em ação, 42 mulheres e 56 homens. Na prova feminina o Brasil será representado por Carolina Bilich, que também esteve nos Jogos Pan-Americanos, e Betina Lorscheitter. Já na prova masculina o Brasil será representado por Samuel de Bona, recuperado do acidente que o tirou da maratona do Pan de Toronto, e Victor Colonese e ambos têm boas chances de subir ao pódio. Nos 25 km serão 63 participantes e o Brasil nadará com os mesmos atletas dos 10 km. E na prova por equipes 63 países estão inscritos.

Confira abaixo o cronograma de disputa das provas de águas abertas no Mundial de Kazan (com os horários de Brasília), que terá transmissão ao vivo do Sportv com comentários de Luiz Lima, colunista da SWIM CHANNEL.

Allan do Carmo, Diogo Villarinho. Copa do Mundo de Maratonas Aquaticas, etapa Travessia de Hong Kong na Repulse Bay . 18 de Outubro de 2014, Hong Kong. Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Allan do Carmo e Diogo Villarinho buscam a vaga olímpica em Kazan – Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Sábado, 25 de julho

4h00- Prova feminina dos 5 km

7h00- Prova masculina dos 5 km

 

Segunda-feira, 27 de julho

6h00- Prova masculina dos 10 km

 

Terça-feira, 28 de julho

6h00- Prova feminina dos 10 km

 

Quinta-feira, 30 de julho

6h00- Prova por equipes de 5 km

 

Sábado, 1º de agosto

2h00- Prova masculina dos 25 km

2h15- Prova feminina dos 25 km

 

Por Guilherme Freitas


Allan do Carmo: de olho na vaga olímpica
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Campeão do Desafio Rei e Rainha do Mar, campeão brasileiro, campeão do circuito mundial da Copa do Mundo, eleito pela Fina o melhor nadador de águas abertas do mundo. O ano de 2014 foi mágico e especial para Allan do Carmo. O nadador baiano de 25 anos chegou ao topo do mundo graças a seu desempenho dentro da água. Mas se 2014 foi bom, Allan espera que o ano de 2015 seja melhor ainda.

Em conversa com a SWIM CHANNEL, ele contou um pouco mais sobre sua expectativa para o Campeonato Mundial de Kazan e para os Jogos Olímpicos do Rio-2016, além da puxada rotina de treinos. Daqui a exatos dois meses ele cairá nas águas do Rio Kazanka para nadar a prova dos 10 km do Mundial. Além de uma possível medalha que poderá pendurar em seu pescoço, há outra coisa muito importante em jogo: a classificação olímpica para o Rio-2016. E devido aos recentes resultados, Allan está motivado e confiante.

Allan foi eleito ano passado o melhor nadador pela Fina - Foto: Satiro Sodré

Allan foi eleito ano passado o melhor nadador pela Fina – Foto: Satiro Sodré

“Depois da prova que nadei no México (etapa de Cozumel da Copa do Mundo da Fina onde terminou em quinto lugar e assumiu a liderança do circuito), a expectativa aumentou bastante por estarmos cada vez mais perto do nosso objetivo. O principal foco agora é a classificação olímpica. Mas sair de lá com uma medalha não será nada mal. Também não quero descartar essa hipótese. É o sonho de qualquer atleta”, revela Allan que em Barcelona-2013 ganhou a medalha de bronze na prova por equipes e participou da melhor campanha do país em um Campeonato Mundial.

Na busca pela vaga olímpica, Allan terá um adversário a menos em Kazan. Nada mais, nada menos do que o supercampeão Thomas Lurz. Considerado por muitos como o maior nadador de águas abertas da história, ele anunciou sua aposentadoria no início deste mês. Sem o veterano alemão alguns nomes foram veiculados pela mídia especializada como favoritos a medalha de ouro olímpica em 2016. Um desses nomes foi o de Allan. Mas como ele lidará com toda essa responsabilidade? “É preciso separar as coisas por etapas. Primeiro, buscar a classificação olímpica. Depois, pensar na medalha. Ter os pés no chão e fazer a minha parte que é treinar bem diariamente e transferir esses treinos para as competições”, afirma o nadador.

E treinamentos é o que realmente não falta na vida do atleta. Acostumado a encarar provas desgastantes de águas abertas, Allan procura sempre tirar o máximo dos treinos, além de conciliá-los com as viagens para provas no Brasil e no exterior. Tudo isso para estar 100% na hora H. “O trabalho é intenso e não poderia ser diferente. De certa forma, eu e minha equipe já estamos habituados à essa rotina pesada. Esse ano, já fiz um treinamento de altitude, três provas da Copa do Mundo e uma prova do Campeonato Brasileiro. Hoje, faltando menos de dois meses para o Mundial, falta nadar ainda mais uma competição que será na Itália no início do mês que vem (em Castel Gandolfo), para ter mas ritmo de competição, e um treinamento de altitude específico para o Mundial, que será no México, também no mês que vem”, finaliza.

Em Kazan, Allan tentará a vaga para os Jogos do Rio-2016 - Foto: Satiro Sodré

Em Kazan, Allan tentará a vaga para os Jogos do Rio-2016 – Foto: Satiro Sodré

Sem dúvida uma agenda cheia de compromissos e sacrifícios em busca de títulos e conquistas. E para que esses objetivos sejam alcançados apoios e incentivos são fundamentais. Allan do Carmo conta com patrocínios de grandes empresas como os Correios, Mormaii e Bahia Gás, mas também está em busca de novos parceiros para sua estrutura e preparação olímpica em dois projetos através da Lei de Incentivo ao Esporte na tentativa de captar patrocinadores para sua estrutura e preparação para as Olimpíadas. Um dos projetos visa a formação de comissão técnica e outro os treinamentos e participação em eventos. Para mais detalhes sobre a rotina de treinos, expectativa para o Mundial e sobre esses projetos visite a página oficial do nadador no Facebook: https://www.facebook.com/docarmoallan.

Por Guilherme Freitas


2014: um ano para não se esquecer
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Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha fecharam 2014 com mais uma conquista. A dupla foi coroada ontem na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, como a nova realeza dos mares. Allan e Ana Marcela são os novos reis e rainha do mar e serão donos da coroa até o final do ano que vem. Foi o desfecho perfeito para um ano incrível que a dupla e as águas abertas do Brasil viveram. Se em 2013 já havia sido bom, quando o país conquistou cinco medalhas e foi campeão por equipes no Campeonato Mundial de Barcelona, o ano de 2014 ainda melhor!

Em uma temporada sem a disputa de um grande evento majoritário, como Mundial ou Olimpíada, os brasileiros focaram suas atenções nas etapas da Copa do Mundo da Fina. Ana Marcela teve um ótimo desempenho, subindo ao pódio em todas as oito etapas e vencendo seis provas. Foi de longe, a melhor campanha da história do evento que lhe deu o terceiro título da competição. Allan do Carmo também se destacou e se superou, conquistando suas primeiras vitórias neste circuito e batendo o alemão Thomas Lurz, considerado por muitos como o maior da história. Ao fim do ano pode comemorar o título deste ano. E não parou por ai, a dupla baiana ainda foi eleita pela Fina a melhor do mundo nas águas abertas.

Allan e Ana terminam o ano como rei e rainha do mar - Foto: Gilvan Souza

Allan e Ana terminam o ano como rei e rainha do mar – Foto: Gilvan Souza

Para Poliana Okimoto o ano não foi tão bom quanto 2013. Ela sofreu uma lesão que a afastou de boa parte da temporada, mas sempre quando competiu na Copa do Mundo subiu ao pódio e mostrou estar recuperada para defender seu título mundial em Kazan-2015. Tivemos também Diogo Villarinho conquistando sua primeira medalha na Copa do Mundo, Samuel de Bona se firmando como um dos melhores atletas do mundo e Betina Lorscheiter e Carolina Bilich garantindo vaga na seleção brasileira que disputará os Jogos Pan-Americanos em 2015.

Mas não foi só na Copa do Mundo que o Brasil se destacou. Em provas de longa distância o país também colecionou resultados relevantes e colocou dois atletas no top 10 do Grand Prix da Fina (circuito com provas maiores de 15 km). Matheus Evangelista terminou a temporada na sétima colocação geral e Samir Barel na décima. Samir ainda comemorou outro grande feito: venceu a Travessia de Manhattan, em Nova York, uma das mais difíceis do mundo. E também no circuito Grand Prix, Ana Marcela conquistou uma vitória na tradicional Travessia Capri-Nápoli.

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo - Foto: Satiro Sodré

A seleção brasileira de águas abertas comemorou muito o ano de 2014 – Foto: Satiro Sodré

Além das conquistas dos principais atletas de elite da modalidade, as águas abertas do Brasil também puderam comemorar uma medalha inédita nesta temporada. Na prova por equipes do Campeonato Mundial Júnior, o Brasil subiu ao pódio na prova de revezamento da categoria 16 a 18 anos com o trio Viviane Jungblut, Yagoh Watanabe e Marcus Silva, que completaram os 3 km na terceira colocação e levaram o bronze, a primeira medalha do país na história desta competição.

Um ano realmente inesquecível para o cada vez mais “país das águas abertas”. Que venha 2015!

Por Guilherme Freitas


‘Monarcas’ retornam no Rei e Rainha do Mar
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Está chegando! A terceira e última etapa do ano do Circuito Rei e Rainha do Mar, na praia de Copcabana, no Rio de Janeiro, será neste fim de semana. Cada vez mais tradicional, a competição que encerra o calendário de águas abertas no país terá uma configuração um pouco diferente para o Desafio Elite nesta temporada. E tem coisa boa para dar braçadas nesse mar: a dupla baiana Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo vai representar o Brasil no dia 14 (domingo). Juntos outra vez, os campeões do circuito de Copa do Mundo e eleitos “reis”, os melhores atletas de águas abertas do planeta em 2014 pela FINA, serão os “titulares” da prova. Mais prestígio para o evento com o que as maratonas tiveram de melhor na temporada.

Ana Marcela e Allan nadam juntos outra vez

Ana Marcela e Allan nadam juntos outra vez

Campeão ano passado ao lado de Poliana Okimoto, Samuel de Bona nada outra vez, com a também gaúcha Betina Lorscheitter. Os quatro brasileiros vão colorir as águas de Copacabana de verde e amarelo, e irão enfrentar outras duplas da Alemanha, Estados Unidos, Itália, Espanha, Canadá e Argentina.

A prova do Rei e Rainha, que foi eleita uma das melhores de maratona aquática do mundo pela conceituada revista Swimming World, segue com um formato inovador para os nadadores profissionais. São duplas mistas, no total de 16 atletas, representando os sete países em um revezamento no mar.

O grande destaque internacional desta vez é ninguém menos que o alemão Thomaz Lurz, considerado o melhora nadador de águas abertas do mundo. Ele será acompanhado de Sarah Bosslet.

Veja a relação das equipes anunciadas:
Brasil Equipe Amarela – Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo
Brasil Equipe Verde – Betina Lorscheitter e Samuel de Bona
Argentina – Florencia Villegas e Guillermo Bertola (touca azul)
Estados Unidos – Stephanie Peacock e Chip Peterson (touca vermelha)
Itália – Alice Franco e Valerio Cleri (touca azul escuro)
Alemanha – Sarah Bosslet e Thomas Lurz (touca preta)
Canadá – Zsofia Balasz e Xaver Desharnais (touca branca)
Espanha – Esther Nunez e Damian Blaum (touca laranja)

A prova tem o apoio da Swim Channel, e faz parte do calendário de verão da Rede Globo, sendo transmitida ao vivo no programa Esporte Espetacular.

Por Mayra Siqueira


Brasil cada vez mais o país das águas abertas
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Com a realização da etapa de Hong Kong da Copa do Mundo de Águas Abertas da Fina, a natação brasileira de maratonas aquáticas ratifica o seu status de país das águas abertas. Em 2013 o Brasil venceu por pontos a tradicional Alemanha no Campeonato Mundial de Barcelona e ainda voltou para casa com cinco medalhas no peito. Dessa vez o título mundial veio em dose dupla, ou melhor, em coroas: rei e rainha da Copa do Mundo.

A dupla baiana Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo brilhou em 2014 e vencendo o principal circuito mundial de maratonas aquáticas com autoridade. Ana Marcela foi absoluta, vencendo cinco das oito etapas e ganhando seu terceiro título no circuito (havia sido campeã em 2010 e 2012) com duas provas de antecedência. Já Allan teve um ano especial, vencendo suas duas primeiras provas no evento, somando outros três pódios e batendo o alemão Thomaz Lurz na prova decisiva, nada mais, nada menos, do que o melhor atleta da história das águas abertas. O feito da dupla deverá ser coroado com o prêmio de melhor atleta da temporada em eleição realizada pela Fina.

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 - Foto: Satiro Sodré

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 – Foto: Satiro Sodré

Mas o sucesso das águas abertas não se resumiu aos dois campeões da Copa do Mundo. Poliana Okimoto, melhor atleta do mundo em 2013, começou bem a temporada vencendo a primeira etapa e levando dois bronzes nas provas seguintes. Porém, sofreu uma lesão que a deixou alguns meses parada. Voltou com tudo para as duas etapas finais e garantiu mais duas medalhas de prata. Seria vice-campeã do circuito, mas como não cumpriu os 70% exigidos pelo regulamento não pode ficar com o prêmio.

No masculino os jovens Samuel de Bona e Diogo Villarinho são grandes exemplos da evolução dos homens na modalidade. Samuel, que ano passado venceu uma etapa, não foi ao pódio em 2014, mas esteve sempre disputando posição entre os melhores. Já Diogo foi a grande revelação do ano, subindo ao pódio pela primeira vez com duas medalhas de bronze e terminando a temporada em quarto lugar geral, além de nadar sempre no pelotão da frente contra atletas muito mais experientes.

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo - Foto: Satiro Sodré

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo – Foto: Satiro Sodré

Não é mais nenhuma surpresa ver uma bandeira do Brasil tremulando no pódio ou uma touca verde-amarela liderando um pelotão. Na Copa do Mundo foram 20 medalhas conquistadas pelos brasileiros, sendo oito de ouro. Agora as atenções e treinos se voltam para os principais eventos de 2015: o Campeonato Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Antes disso, porém, haverá em dezembro a seletiva para a maratona masculina de 10 km do Mundial de Kazan. No feminino Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha já estão garantidas.

Por Guilherme Freitas