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Arquivo : Ana Marcela Cunha

Ana Marcela Cunha e Diogo Villarinho vencem em Porto Belo
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Foi dada a largada para a temporada 2017 de águas abertas da CBDA com a realização da primeira etapa do Campeonato Brasileiro e da Copa Brasil no litoral de Santa Catarina. Os participantes tiveram que contornar a nado a ilha de Porto Belo em uma meia maratona de 5 km de distância. Foi o pontapé inicial dos circuitos nacionais que ainda tem calendário indefinido e não tem estimativa de quantas etapas serão realizadas ao longo da temporada. Em Porto Belo a vitória na prova principal ficou com dois atletas da seleção brasileira.

A prova feminina foi bastante acirrada com sete segundos separando a primeira da quinta colocada. Após ter sido a melhor brasileira na maratona de Abu Dhabi válida pela Copa do Mundo da Fina, Ana Marcela Cunha triunfou em Porto Belo ao concluir a meia maratona em 1h00min53s. A atleta da Unisanta assumiu a liderança logo no início e depois apenas administrou a vantagem para começar o circuito 2017 com vitória. O pódio ainda teve duas atletas do Grêmio Náutico União: Betina Lorscheitter (1h00min55s) e Viviane Jungblut (1h00min57s). O destaque ficou por conta de Joanna Maranhão, que disputou sua primeira prova oficial de águas abertas e terminou na quarta colocação com 1h00min59s.

Ana Marcela foi campeã no feminino – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Entre os homens quem levou a melhor foi Diogo Villarinho. Após um 2016 complicado, foi diagnosticado com câncer na tireoide, se recuperou, mas não conseguiu uma vaga para os Jogos do Rio-2016, o nadador do Minas TC teve um forte sprint final depois cruzar a última boia e arrancou para a vitória em 57min29s. Diogo também nadou em Abu Dhabi e afirmou que a vitória em Porto Belo lhe dá confiança para o resto da temporada. O pódio ainda teve os nadadores Fernando Ponte e Victor Colonese, separados por apenas um segundo: 57min36s contra 57min37s.

Na Copa Brasil, que ao contrário do Campeonato Brasileiro é dividida por faixas etárias, a vitória no geral ficou com Luiz Lima. O veterano nadador dos Gladiadores, que se prepara para disputar os Jogos Mundiais Masters na Nova Zelândia, conclui a prova em 1h01min44s. Entre as mulheres a mais rápida nos 5 km foi Alessandra Pereira, atleta do São Bento que nadou em 1h09min04s. Para conferir os resultados do Campeonato clique aqui e para checar os da Copa Brasil veja aqui.

Diogo Villarinho começa 2017 com vitória – Foto: Satiro Sodré/SSPress

A próxima etapa do Campeonato Brasileiro e da Copa Brasil já foram definidas e serão Foz de Iguaçu, no Paraná, nos dias 11 a 13 de maio. Pelo campeonato a prova terá 10 km de distância e será a seletiva nacional para o Campeonato Mundial de Budapeste. Pelos critérios definidos pela CBDA serão convocados entre quatro e oito nadadores para integrar a equipe que nadará na Hungria no mês de julho.

Por Guilherme Freitas


Ana Marcela Cunha e Prêmio Brasil Olímpico: agora vai?
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Mais uma vez o nome de Ana Marcela Cunha aparece entre as finalistas do Prêmio Brasil Olímpico, o evento de gala que o Comitê Olímpico do Brasil (COB) organiza anualmente ao fim da temporada e elege os melhores atletas do ano das modalidades olímpicas. A nadadora baiana é uma figurinha carimbada na história do prêmio e em 2015 disputará a honraria pela terceira vez. Tentará enfim conquistar um título que ainda falta a seu belo currículo no próximo dia 15 de dezembro, no Teatro Bradesco, no Rio de Janeiro.

Nas edições anteriores Ana Marcela foi indicada duas vezes. A primeira em 2010, quando conquistou a medalha de bronze na prova dos 5 km do Mundial de Roberval e sagrou-se campeã da Copa do Mundo de águas abertas da Fina, porém, acabou sendo superada por Fabiana Murer, campeã mundial indoor naquele ano. Ano passado Ana Marcela voltou a ser finalista do prêmio graças a seu tricampeonato na Copa do Mundo da Fina. Novamente bateu na trave, pois o COB elegeu as velejadoras e campeãs mundiais Martine Grael e Kahena Kunze como a melhores da temporada.

Agora Ana Marcela tem boas chances de levar esse prêmio inédito. O ano de 2015 foi marcado por muitas conquistas. No Campeonato Mundial de Kazan ela ganhou três medalhas, uma de cada cor: ouro nos 25 km, prata nos 5 km por equipe e bronze nos 10 km. Além disso, venceu algumas das etapas da Copa do Mundo da Fina e ainda conquistou a vaga para disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Ana Marcela Cunha no Prêmio Brasil Olímpico 2014 - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Ana Marcela Cunha no Prêmio Brasil Olímpico 2014 – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Este ano a nadadora vai concorrer contra a saltadora Fabiana Murer e a dupla do vôlei do praia Ágatha e Barbara. Fabiana Murer conquistou duas medalhas de prata de nível internacional no salto em altura, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e no Campeonato Mundial de Pequim. Já Ágatha e Barbara foram campeãs do Mundial disputado na Holanda.

Ana Marcela já foi eleita a melhor atleta de águas abertas em cinco ocasiões: 2008, 2010, 2012, 2014 e agora 2015. Além da premiação final do COB ela concorre ao prêmio atleta da torcida que vai premiar o atleta mais popular entre os internautas, premiação onde também participa Thiago Pereira. A votação acontece na página oficial do COB no Facebook e pode ser conferida aqui. As chances de enfim ser coroada com o Prêmio Brasil Olímpico são boas e esperamos que mais uma representante dos esportes aquáticos tenha a honra de ser eleita a melhor do Brasil.

Por Guilherme Freitas


Águas Abertas em Kazan: vale vaga no Rio-2016
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No próximo sábado começam as disputas das águas abertas do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, o principal evento da temporada aquática. Serão ao todo sete provas nas águas do Rio Kazanka, que esta localizado na região do República do Tataristão e tem 142 quilômetros de comprimento. Além dos valorizados títulos e medalhas mundiais está em jogo outra coisa muito cobiçada pelos nadadores: uma vaga nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

De acordo com o regulamento olímpico, os dez melhores colocados das provas de 10 km (feminino e masculino) se classificam automaticamente para a Olimpíada do Rio. Uma vantagem e tanto para os atletas já irem preparando seu cronograma para os Jogos e evitarem ter que cair novamente na água em busca da vaga. As demais 15 vagas serão definidas apenas ano que vem. E nessa primeira chance 128 nadadores vão atrás do Rio-2016.

Há dois anos o Brasil teve um desempenho inesquecível ao conquistar cinco medalhas e terminar o Mundial como melhor equipe da competição. Caso a dupla Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha repita o desempenho de Barcelona, quando fizeram uma dobradinha, ambas garantem suas vagas no Rio-2016. Em declarações recentes a imprensa elas já afirmaram que lutarão para subir novamente no pódio, mas caso terminem a prova fora dele e entre as dez melhores estarão com a sensação de dever cumprido.

O mesmo vale para Allan do Carmo e Diogo Villarinho. Em Barcelona Allan foi sétimo colocado, resultado que lhe colocaria dentro do Rio-2016. De lá para cá evoluiu muito. Ano passado conquistou o título da Copa do Mundo e foi eleito pela Fina o melhor nadador de águas abertas do mundo. Brigará não só pela vaga, mas pelo título mundial. Diogo Villarinho também cresceu em relação a Barcelona quando na ocaisão foi 52º colocado na mesma prova. Ano passado ele subiu ao pódio em duas etapas da Copa do Mundo e terminou o circuito na quarta posição geral.

As líderes do circuito, Poliana e Ana Marcela nadarão em Setúbal - Foto: Satiro Sodré

Poliana e Ana Marcela fizeram dobradinha em 2013 – Foto: Satiro Sodré/SS Press

 

A missão dos brasileiros será dura, afinal, a elite das águas abertas está de olho nessas cobiçadas vagas e as provas prometem fortes emoções. No feminino estarão em ação nomes como Eva Ristov (HUN), Hayley Anderson (EUA), Angela Maurer (ALE), Keri Anne-Payne (GBR), Sharon van Rouwendaal (HOL) e Cecilia Biagioli (ARG). E no masculino nadarão Oussama Mellouli (TUN), Richard Weinberg (CAN), Spyridon Gianniotis (GRE) e Christian Reichert (ALE).

Além da prova de 10 km teremos outras atrações. Os 5 km é o evento que abre as provas de águas abertas em Kazan. Ao todo serão 98 nadadores em ação, 42 mulheres e 56 homens. Na prova feminina o Brasil será representado por Carolina Bilich, que também esteve nos Jogos Pan-Americanos, e Betina Lorscheitter. Já na prova masculina o Brasil será representado por Samuel de Bona, recuperado do acidente que o tirou da maratona do Pan de Toronto, e Victor Colonese e ambos têm boas chances de subir ao pódio. Nos 25 km serão 63 participantes e o Brasil nadará com os mesmos atletas dos 10 km. E na prova por equipes 63 países estão inscritos.

Confira abaixo o cronograma de disputa das provas de águas abertas no Mundial de Kazan (com os horários de Brasília), que terá transmissão ao vivo do Sportv com comentários de Luiz Lima, colunista da SWIM CHANNEL.

Allan do Carmo, Diogo Villarinho. Copa do Mundo de Maratonas Aquaticas, etapa Travessia de Hong Kong na Repulse Bay . 18 de Outubro de 2014, Hong Kong. Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Allan do Carmo e Diogo Villarinho buscam a vaga olímpica em Kazan – Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Sábado, 25 de julho

4h00- Prova feminina dos 5 km

7h00- Prova masculina dos 5 km

 

Segunda-feira, 27 de julho

6h00- Prova masculina dos 10 km

 

Terça-feira, 28 de julho

6h00- Prova feminina dos 10 km

 

Quinta-feira, 30 de julho

6h00- Prova por equipes de 5 km

 

Sábado, 1º de agosto

2h00- Prova masculina dos 25 km

2h15- Prova feminina dos 25 km

 

Por Guilherme Freitas


2014: um ano para não se esquecer
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Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha fecharam 2014 com mais uma conquista. A dupla foi coroada ontem na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, como a nova realeza dos mares. Allan e Ana Marcela são os novos reis e rainha do mar e serão donos da coroa até o final do ano que vem. Foi o desfecho perfeito para um ano incrível que a dupla e as águas abertas do Brasil viveram. Se em 2013 já havia sido bom, quando o país conquistou cinco medalhas e foi campeão por equipes no Campeonato Mundial de Barcelona, o ano de 2014 ainda melhor!

Em uma temporada sem a disputa de um grande evento majoritário, como Mundial ou Olimpíada, os brasileiros focaram suas atenções nas etapas da Copa do Mundo da Fina. Ana Marcela teve um ótimo desempenho, subindo ao pódio em todas as oito etapas e vencendo seis provas. Foi de longe, a melhor campanha da história do evento que lhe deu o terceiro título da competição. Allan do Carmo também se destacou e se superou, conquistando suas primeiras vitórias neste circuito e batendo o alemão Thomas Lurz, considerado por muitos como o maior da história. Ao fim do ano pode comemorar o título deste ano. E não parou por ai, a dupla baiana ainda foi eleita pela Fina a melhor do mundo nas águas abertas.

Allan e Ana terminam o ano como rei e rainha do mar - Foto: Gilvan Souza

Allan e Ana terminam o ano como rei e rainha do mar – Foto: Gilvan Souza

Para Poliana Okimoto o ano não foi tão bom quanto 2013. Ela sofreu uma lesão que a afastou de boa parte da temporada, mas sempre quando competiu na Copa do Mundo subiu ao pódio e mostrou estar recuperada para defender seu título mundial em Kazan-2015. Tivemos também Diogo Villarinho conquistando sua primeira medalha na Copa do Mundo, Samuel de Bona se firmando como um dos melhores atletas do mundo e Betina Lorscheiter e Carolina Bilich garantindo vaga na seleção brasileira que disputará os Jogos Pan-Americanos em 2015.

Mas não foi só na Copa do Mundo que o Brasil se destacou. Em provas de longa distância o país também colecionou resultados relevantes e colocou dois atletas no top 10 do Grand Prix da Fina (circuito com provas maiores de 15 km). Matheus Evangelista terminou a temporada na sétima colocação geral e Samir Barel na décima. Samir ainda comemorou outro grande feito: venceu a Travessia de Manhattan, em Nova York, uma das mais difíceis do mundo. E também no circuito Grand Prix, Ana Marcela conquistou uma vitória na tradicional Travessia Capri-Nápoli.

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo - Foto: Satiro Sodré

A seleção brasileira de águas abertas comemorou muito o ano de 2014 – Foto: Satiro Sodré

Além das conquistas dos principais atletas de elite da modalidade, as águas abertas do Brasil também puderam comemorar uma medalha inédita nesta temporada. Na prova por equipes do Campeonato Mundial Júnior, o Brasil subiu ao pódio na prova de revezamento da categoria 16 a 18 anos com o trio Viviane Jungblut, Yagoh Watanabe e Marcus Silva, que completaram os 3 km na terceira colocação e levaram o bronze, a primeira medalha do país na história desta competição.

Um ano realmente inesquecível para o cada vez mais “país das águas abertas”. Que venha 2015!

Por Guilherme Freitas


‘Monarcas’ retornam no Rei e Rainha do Mar
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Está chegando! A terceira e última etapa do ano do Circuito Rei e Rainha do Mar, na praia de Copcabana, no Rio de Janeiro, será neste fim de semana. Cada vez mais tradicional, a competição que encerra o calendário de águas abertas no país terá uma configuração um pouco diferente para o Desafio Elite nesta temporada. E tem coisa boa para dar braçadas nesse mar: a dupla baiana Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo vai representar o Brasil no dia 14 (domingo). Juntos outra vez, os campeões do circuito de Copa do Mundo e eleitos “reis”, os melhores atletas de águas abertas do planeta em 2014 pela FINA, serão os “titulares” da prova. Mais prestígio para o evento com o que as maratonas tiveram de melhor na temporada.

Ana Marcela e Allan nadam juntos outra vez

Ana Marcela e Allan nadam juntos outra vez

Campeão ano passado ao lado de Poliana Okimoto, Samuel de Bona nada outra vez, com a também gaúcha Betina Lorscheitter. Os quatro brasileiros vão colorir as águas de Copacabana de verde e amarelo, e irão enfrentar outras duplas da Alemanha, Estados Unidos, Itália, Espanha, Canadá e Argentina.

A prova do Rei e Rainha, que foi eleita uma das melhores de maratona aquática do mundo pela conceituada revista Swimming World, segue com um formato inovador para os nadadores profissionais. São duplas mistas, no total de 16 atletas, representando os sete países em um revezamento no mar.

O grande destaque internacional desta vez é ninguém menos que o alemão Thomaz Lurz, considerado o melhora nadador de águas abertas do mundo. Ele será acompanhado de Sarah Bosslet.

Veja a relação das equipes anunciadas:
Brasil Equipe Amarela – Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo
Brasil Equipe Verde – Betina Lorscheitter e Samuel de Bona
Argentina – Florencia Villegas e Guillermo Bertola (touca azul)
Estados Unidos – Stephanie Peacock e Chip Peterson (touca vermelha)
Itália – Alice Franco e Valerio Cleri (touca azul escuro)
Alemanha – Sarah Bosslet e Thomas Lurz (touca preta)
Canadá – Zsofia Balasz e Xaver Desharnais (touca branca)
Espanha – Esther Nunez e Damian Blaum (touca laranja)

A prova tem o apoio da Swim Channel, e faz parte do calendário de verão da Rede Globo, sendo transmitida ao vivo no programa Esporte Espetacular.

Por Mayra Siqueira


‘Somos os melhores do mundo. O difícil agora será manter’
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Ela é movida a desafios. Conquistar o tricampeonato da Copa do Mundo de Águas Abertas pareceu até fácil, já que veio com duas etapas de antecipação, das oito que completam o circuito. Ana Marcela Cunha subiu ao pódio… oito vezes. Foi campeã em cinco, buscando uma marca diferente.

“O desafio que me levou a seguir bem nas competições, apesar de já ter o tri garantido, é que nenhum atleta foi pódio em todas as etapas da Copa do Mundo. Fazer isso foi histórico, e foi o que não me deixou relaxar. Pra conseguir esse feito”, afirmou.

Ana Marcela gosta tanto de bater suas próprias marcas que o sonho de atravessar o Canal da Mancha, só pelo desafio, segue em pauta. Só precisará ser um pouco atrasado. O sorriso jovem de 22 anos mostra que, pra ela, a alegria é apenas nadar – quanto mais quilômetros, melhor. A baiana tem como foco o Mundial de Kazen, em 2015, para conseguir, na sequência, brigar pelo ouro olímpico na prova dos 10km. E até para facilitar a preparação para a distância, ela encarou o desafio da Travessia Capri-Napóles, com 36km. “Depois dessa prova eu precisei de quase duas semanas pra me recuperar 100%. É um desgaste muito grande. Só que depois de nadar 36km, nadar os 10 ficou muito fácil. Depois de passar 6h nadando, você percebe que duas horas é tranquilo. Psicologicamente foi muito bom”.

Focando, inclusive, em se tornar uma campeã olímpica, com grandes rivais pela frente, Ana Marcela deve desistir de disputar os 5km em Kazan. “Pelo que ouvimos, a prova dos 5km será antes dos 10km. Então vou focar na distância olímpica, abrir mão da mais curta, e nadar os 25km com certeza”.

Etapa de Hong Kong encerrou a Copa do Mundo perfeita de Ana Marcela e Allan

Etapa de Hong Kong encerrou a Copa do Mundo perfeita de Ana Marcela e Allan

E Allan do Carmo?

“Foi uma emoção muito grande pra ele e pra mim, porque desde 2006 estamos na mesmo seleção, ele sempre está crescendo, mas nunca conquistou um título tão grande. Mostra que o lado masculino tem vindo forte”, disse Ana Marcela. Mas o amigo foi ainda além ao falar da conterrânea. “Ana Marcela é uma pessoa muito querida. Ela serve como exemplo de superação pra mim. Companheira de muitos anos de seleção, tenho muito a aprender e crescer com ela”, contou Allan à Swim Channel.

Campeão com título inédito, ele puxa uma geração fortíssima com Diogo Vilarinho e Samuel de Bona. “Não à toa, dos seis primeiros da última etapa em Hong Kong, três eram brasileiros. O nível é muito alto e não dá para relaxar. Na seletiva (em dezembro, para o Mundial de 2015) tudo pode acontecer. Não posso ficar na euforia do título”.

Mas Allan garantiu que a disputa entre os brasileiros é bastante sadia: “Virou uma coisa comum pra nós. Estamos sempre viajando juntos, conseguimos separar competitividade de amizade. Sempre nos respeitamos, e é isso que faz a diferença”.

Com a concorrência dentro do próprio país, Allan sabe que não pode bobear. Assim como Ana Marcela, deve abrir mão de nadar os 5km em Kazan, caso garanta a vaga, para focar no 10km e completar a disputa com os 25km.

O feito da dupla deve ser coroado com a premiação de atletas do ano na eleição da FINA. Mas que o Brasil é o novo país das águas abertas, ninguém mais duvida.

“Chegamos no limite. O mais difícil agora é se manter, já que todos querem chegar onde estamos. Somos os melhores do mundo”, finalizou Ana Marcela.

Por Mayra Siqueira


Brasil cada vez mais o país das águas abertas
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Com a realização da etapa de Hong Kong da Copa do Mundo de Águas Abertas da Fina, a natação brasileira de maratonas aquáticas ratifica o seu status de país das águas abertas. Em 2013 o Brasil venceu por pontos a tradicional Alemanha no Campeonato Mundial de Barcelona e ainda voltou para casa com cinco medalhas no peito. Dessa vez o título mundial veio em dose dupla, ou melhor, em coroas: rei e rainha da Copa do Mundo.

A dupla baiana Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo brilhou em 2014 e vencendo o principal circuito mundial de maratonas aquáticas com autoridade. Ana Marcela foi absoluta, vencendo cinco das oito etapas e ganhando seu terceiro título no circuito (havia sido campeã em 2010 e 2012) com duas provas de antecedência. Já Allan teve um ano especial, vencendo suas duas primeiras provas no evento, somando outros três pódios e batendo o alemão Thomaz Lurz na prova decisiva, nada mais, nada menos, do que o melhor atleta da história das águas abertas. O feito da dupla deverá ser coroado com o prêmio de melhor atleta da temporada em eleição realizada pela Fina.

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 - Foto: Satiro Sodré

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 – Foto: Satiro Sodré

Mas o sucesso das águas abertas não se resumiu aos dois campeões da Copa do Mundo. Poliana Okimoto, melhor atleta do mundo em 2013, começou bem a temporada vencendo a primeira etapa e levando dois bronzes nas provas seguintes. Porém, sofreu uma lesão que a deixou alguns meses parada. Voltou com tudo para as duas etapas finais e garantiu mais duas medalhas de prata. Seria vice-campeã do circuito, mas como não cumpriu os 70% exigidos pelo regulamento não pode ficar com o prêmio.

No masculino os jovens Samuel de Bona e Diogo Villarinho são grandes exemplos da evolução dos homens na modalidade. Samuel, que ano passado venceu uma etapa, não foi ao pódio em 2014, mas esteve sempre disputando posição entre os melhores. Já Diogo foi a grande revelação do ano, subindo ao pódio pela primeira vez com duas medalhas de bronze e terminando a temporada em quarto lugar geral, além de nadar sempre no pelotão da frente contra atletas muito mais experientes.

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo - Foto: Satiro Sodré

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo – Foto: Satiro Sodré

Não é mais nenhuma surpresa ver uma bandeira do Brasil tremulando no pódio ou uma touca verde-amarela liderando um pelotão. Na Copa do Mundo foram 20 medalhas conquistadas pelos brasileiros, sendo oito de ouro. Agora as atenções e treinos se voltam para os principais eventos de 2015: o Campeonato Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Antes disso, porém, haverá em dezembro a seletiva para a maratona masculina de 10 km do Mundial de Kazan. No feminino Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha já estão garantidas.

Por Guilherme Freitas


A 10 km de fazer história!
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Logo mais as 22h (9h no horário local da prova), o nadador baiano Allan do Carmo pode fazer história. Líder da atual temporada da Copa do Mundo de águas abertas da Fina, Allan pode se sagrar nas águas de Hangzhou, na China, campeão do circuito pela primeira vez em sua carreira. Após vencer a etapa de Lag Megantic, em agosto, o atleta abriu vantagem no certame e esta muito perto de ser o primeiro brasileiro a vencer essa competição no masculino.

Para ficar com o título Allan tem duas oportunidades. A primeira será nesta noite em Hangzhou. Caso o título não venha, ele terá outra chance no próximo dia 18 em Hong Kong, na etapa que encerra a temporada 2014. Com 25 pontos de vantagem para o vice-líder do circuito, o alemão Thomas Lurz, Allan precisa somar apenas mais 16 pontos para levar a taça sem depender dos resultados do rival. Se chegar na terceira colocação em Hangzhou só precisará largar em Hong Kong para vencer pela primeira vez a Copa do Mundo. Graças a sua regularidade nesta temporada a chance de conquistar o título agora é muito grande.

Allan ergue o troféu de campeão da etapa de Lag Megantic - Foto: Giovana Moreira

Allan ergue o troféu de vencedor da etapa de Lag Megantic – Foto: Giovana Moreira

Allan vem tendo excelentes resultados desde os Jogos Olímpicos de Londres. Ano passado ganhou a medalha de bronze na prova por equipes e foi o sétimo colocado nos 10 km no Mundial de Barcelona. Este ano venceu pela primeira vez uma prova na Copa do Mundo e sagrou-se campeão sul-americano. Nadando cada vez melhor ele vai se firmando como um dos melhores do mundo e sério candidato a pódio no Mundial de Kazan-2015 e nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. E seu bom trabalho pode ser coroado no fim do ano com o Prêmio Fina de melhor atleta do mundo de águas abertas nesta temporada.

Além de Allan, o Brasil terá outros dois representantes nas águas asiáticas: Diogo Villarinho e Samuel de Bona, respectivamente quarto e sexto colocados do ranking mundial da Copa do Mundo. Ambos já subiram ao pódio em Copas do Mundo (Diogo foi bronze na etapa de Cancun deste ano e Samuel venceu em Hong Kong ano passado) e não será surpresa nenhuma se a dupla também lutar pela vitória nas duas últimas provas do ano.

Allan do Carmo tentará tirar a diferençapara o líder Thomaz Lurz - Foto: Satiro Sodré

Allan do Carmo tem 25 pontos de vantagem para o alemão Thomaz Lurz – Foto: Satiro Sodré

No feminino, Ana Marcela Cunha já garantiu o título. Ou melhor, o tricampeonato. Com 114 pontos a nadadora não pode mais ser alcançada por ninguém e para ficar oficialmente com a taça basta largar na última etapa. Mas competitiva como é, a nadadora tentará vencer mais estas duas provas para fechar a temporada com chave de ouro. Outra atração será a presença de Poliana Okimoto, que volta ao circuito mundial após se recuperar de uma lesão. Boas chances de mais uma ótima performance da natação brasileira em águas abertas.

Por Guilherme Freitas


Inspirada por Ayrton Senna, Ana Marcela faz história
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Ana Marcela Cunha conquistou ontem um resultado histórico para as águas abertas do Brasil. A nadadora venceu a tradicional e concorridíssima travessia Capri-Napoli e bateu o recorde da prova ao nadar os 36 km da maratona em 6h24min45s, quase sete minutos mais veloz que a antiga marca da italiana Martina Grimaldi. Considerada como uma das mais desafiadores do mundo, a Travessia Capri-Napoli liga a bela ilha de Capri com a costa da cidade de Nápoles e tem mais de 60 anos de história. Além disso, esta prova faz parte do calendário do Grand Prix da Fina. Para vencer, Ana Marcela tentou nadar o máximo do tempo possível no pelotão dos homens.

“Estou exausta, mas absurdamente feliz pelo resultado. É sensacional você acreditar em um sonho e conseguir alcançá-lo. Esta prova é muito desgastante e um desafio para poucos. Tive que impor um ritmo forte para poder acompanhar os homens sem perder o pelotão de frente. O mar não estava fácil e água muito salgada. Mas felizmente deu tudo certo e a homenagem a Ayrton Senna se completa com vitória e recorde, do jeito que ela gostava”, disse a nadadora, que nadou com uma touca inspirada no capacete do tricampeão mundial de Fórmula 1 após vencer a prova.

Ana Marcela com a touce inspirada em Ayrton Senna - Foto: Arquivo pessoal

Ana Marcela com a touce inspirada em Ayrton Senna – Foto: Arquivo pessoal

Esta foi a primeira vez que um(a) nadador(a) brasileiro(a) venceu esta tradicional prova. Grandes nomes das águas abertas do país como Abílio Couto, Igor de Souza e Renata Agondi haviam dado suas braçadas nas águas italianas, porém, jamais haviam vencido esta prova. A vitória com recorde na Itália também coroa o melhor momento da carreira da nadadora baiana.

Desde 2013 ela acumula conquistas e resultados expressivos. No Mundial de Barcelona foi vice-campeã nos 10 km e terceira colocada nos 5 km, subiu ao pódio em provas da Copa do Mundo e foi campeã do Circuito Brasileiro de águas abertas. Este ano já conquistou matematicamente o tricampeonato na Copa do Mundo de 10 km da Fina e lidera o circuito brasileiro. Com o triunfo em Capri-Nápoles, ela adiciona mais uma vitória no circuito Grand Prix da Fina, que contempla travessias com mais de 15 km de distância. Em 2012 ela venceu, com recorde, a prova de 32 km no Lac Saint Jean, no Canadá. No masculino Matheus Evangelista terminou na sétima colocação e Samir Barel em 12º lugar.

A brasileira vive o melhor momento da carreira - Foto: Satiro Sodré

A brasileira vive o melhor momento da carreira – Foto: Satiro Sodré

A vitória de Ana Marcela não foi o único fato de comemoração das águas abertas do Brasil neste fim de semana. No Lago Balaton, na Hungria, a seleção brasileira júnior do país caiu na água para disputar a segunda edição do Mundial júnior da modalidade. E voltará para casa com uma medalha de bronze no peito. Na prova de revezamento da categoria (16 a 18 anos) o trio Viviane Jungblut, Yagoh Watanabe e Marcus Silva completou os 3 km na terceira colocação com o tempo de 34min26s4.

Uma conquista história e um grande resultado para a nova geração. Cada vez mais o Brasil vai fazendo jus ao título de “país das águas abertas”.

Os jovens medalhistas do Brasil no Mundial Júnior - Foto: CBDA/Reprodução

Os jovens medalhistas do Brasil no Mundial Júnior – Foto: CBDA/Reprodução

Por Guilherme Freitas


Brasil fazendo história nas águas abertas
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A natação brasileira em águas abertas teve mais um dia glorioso para sua história. Na sexta etapa da Copa do Mundo de 10 km da Fina, disputada em Lag. Megantic, no Canadá, a bandeira do Brasil tremulou mais alto no pódio. Na prova feminina Ana Marcela Cunha venceu mais uma vez e praticamente garantiu o título. No masculino um resultado muito especial: a primeira vitória de Allan do Carmo no circuito mundial. De quebra ambos lideram o circuito.

Allan do Carmo já acumulava 13 pódios, mas nunca havia conseguido vencer uma maratona na Copa do Mundo. Eram três pratas e dez bronzes. Agora pode adicionar o ouro ao seu currículo. Em 2h22min30s o brasileiro venceu a etapa e conseguiu abrir vantagem na liderança do ranking mundial. Tem 83 pontos contra 58 do vice-líder, o alemão Thomas Lurz. Se conseguir chegar novamente ao pódio na próxima etapa praticamente garantirá o inédito título para as águas abertas do Brasil.

Allan do Carmo venceu pela primeira vez na Copa do Mundo - Foto: Giovana Moreira/Instagram CBDA

Allan do Carmo venceu pela primeira vez na Copa do Mundo – Foto: Giovana Moreira/Instagram CBDA

Disputada desde 2007, a Copa do Mundo nunca teve um brasileiro triunfando na categoria masculina. Allan havia sido vice-campeão em 2009 e agora esta muito perto de conseguir o tão sonhado campeonato. “Estou muito feliz por ter conquisto, enfim essa medalha. Já tinha chegado perto algumas vezes e venho buscando isso há muito tempo. Esse ouro é muito expressivo para mim, veio na hora certa e nos mostra que estamos no caminho certo”, disse o nadador ao site da CBDA ao fim da prova.

Outros cinco nadadores brasileiros também nadaram a etapa de Lag. Megantic. Samuel de Bona por muito pouco não subiu ao pódio, chegando na quarta colocação. Luis Gustavo Barros foi o 8º, Diogo Villarinho o 9º e Fernando Ponte terminou na 16ª posição.

Ana Marcela já é tricampeã da Copa do Mundo - Foto: Divulgação/Facebook

Ana Marcela já é tricampeã da Copa do Mundo – Foto: Divulgação/Facebook

Ana Marcela venceu pela quarta vez uma etapa da Copa do Mundo neste ano e disparou ainda mais na liderança do circuito. Tem 114 pontos, 58 a mais do que a vice-líder Poliana Okimoto e 62 que a terceira colocada, a americana Christine Jennings. Matematicamente já assegurou seu tricampeonato na competição (havia sido campeã em 2010 e 2012), mas só será declarada campeã na última etapa. Pelo regulamento da Copa do Mundo o vencedor geral da temporada precisa pelo menos largar na etapa final, que acontece em Hong Kong no dia 18 de outubro. Conhecemos bem Ana Marcela e sabemos que ela não vai só querer largar. Vai tentar ganhar mais uma vez!

Por Guilherme Freitas