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Arquivo : Cesar Cielo

Swim Channel TV: Brasileiros campeões mundiais
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2017 é ano de Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos. A cidade de Budapeste, na Hungria, receberá os melhores atletas de modalidades aquáticas do mundo em julho e o Brasil estará representado com seus melhores índices técnicos. Chances de conquistar medalhas, e quem sabe de ouro. Ao longo da história deste evento o Brasil já conquistou 11 medalhas de ouro com cinco campeões mundiais. Você sabe quem são eles? Descubra aqui na Swim Channel TV. E não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Treinos que gostaríamos de fazer (ou não)
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Ian Thorpe (foto: Ian Waldie/Reuters)

Confiram abaixo algumas séries que Ian Thorpe fazia em seus treinos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Sydney (fonte: Swim It Up!):

– 12x100m braço a cada 1m00, mantendo 57-58s.
– 5x100m perna (com prancha) a cada 4min00s. Todos abaixo de 1min01s.
– 7x200m a cada 5min00s. Média de 1min51s. Último para menos de 1min50s.
– 5x(4x400m):
4 a cada 4min50s para baixo de 4min40s
4 a cada 4min40s para baixo de 4min30s
4 a cada 4min30s para baixo de 4min20s
4 a cada 4min20s para baixo de 4min10s
4 a cada 4min10s mantendo 4min02s

Seriezinha de base de Michael Phelps, toda de crawl, descrita em seu livro Sem Limites: a incansável busca pelo prazer de vencer:

1x800m, 2x700m, 3x600m, 4x500m, 5x400m, 6x300m, 7x200m, 8x100m.
Total (só da série): 12 mil metros.

Consta que americano Tom Dolan, ex-recordista mundial e bicampeão olímpico dos 400m medley, chegou a treinar 30 mil metros em um único dia, divididos em três períodos. O mais impressionante é que Dolan, companheiro de Gustavo Borges na Universidade de Michigan, era asmático e tinha menor capacidade de respiração em relação a uma pessoa normal. Sua história de superação será assunto de um post em breve.

Ryan Lochte certa vez declarou para a revista da FINA que o treino mais pesado que já fez foi 100x100m. Com aquecimento e soltura, o treino totalizou 13.400m. “Levamos uma semana para nos recuperarmos, e obviamente não tivemos uma semana de folga, e sim de treinos normais.” O problema não foi a série, afinal uma série de 100x100m não é novidade no mundo da natação. Mas sim que a série era toda de crawl, na piscina longa, a cada 1min10s!

No Brasil, Poliana Okimoto tem algumas séries de matar. E, assim como Lochte, não esquece uma série de 100x100m. Que na verdade foi executada duas vezes, no mesmo dia, de manhã e à tarde, em uma véspera de Natal. Ela também já chegou a fazer 200x100m em uma única sessão, mas diz que fazer 100x100m duas vezes naquele dia foi o pior treino de sua vida (veja mais detalhes nessa entrevista).

Poliana Okimoto (foto: Satiro Sodré)

Em entrevista para a Swim Channel nº 8, antes dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Cesar Cielo citou algumas de suas séries inesquecíveis.

“Teve uma série em Auburn, nossa, eu passei o dia vendo estrelinha de tontura! Foram 30x100m perna na longa a cada 1min30s! Foi engraçado porque o técnico apareceu e falou assim: “pessoal, é só fazer o intervalo.” Eu pensei, “esse cara tá muito louco, como assim ‘só fazer o intervalo’?” Eu tenho que segurar uma intensidade forte para fazer 1min22s, 1min23s. Eu sou cheio de ficar fazendo conta na cabeça, então chegou no 13º, comecei a ver estrelinha, começou a dar tontura, e pensei, “meu Deus, eu não tô nem na metade ainda!” Chegou no 17º eu perdi o intervalo, ele me passou para a raia que estava fazendo a cada 1min40s, e foi uma série que depois que acabou fiquei meia hora boiando na piscina. Foi complicado, essa doeu bastante mesmo!”

“Tem uma aqui no Brasil que é um desafio que o Albertinho passa para mim e para o Nicolas (Oliveira). A gente faz tiros de 50m a cada 2 minutos simulando a volta dos 100m livre, tentando nadar entre 24s4 e 25s0. A gente faz quantos conseguir até a hora que o tempo subir o tempo acima do planejado. Então quando eu faço 25s0, ele dá um minuto a mais de intervalo e a gente tenta de novo, se não conseguir a série acaba. Não tem um número determinado de tiros de 50m. Teve uma vez que eu fiz quatro para 24s, e falei: “Albertinho, acho que não dá pra fazer mais”. Ele disse “pô, mas você fez, tem que ir pra mais um!” Eu falei que não ia dar, ele falou para eu fazer. Aí eu tentei um quinto tiro, mas já foi pra 26s e alguma coisa, o lactato aquele dia subiu de um jeito que eu fiquei, nossa, fiquei quase que 30 minutos deitado com a perna pra cima, lactato bombando. Entrei na piscina de gelo, mas não adiantou nada. Fiquei meia hora pra poder ficar em pé de novo, foi uma série muito difícil mesmo.”

E aí, vai encarar?

Por Daniel Takata


Cesar Cielo, o mentor
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Cesar Cielo e Alberto Silva (foto: Ricardo Bufolin/ECP)

Maio de 2004. Gustavo Borges disputa sua última edição de Troféu Brasil (hoje Troféu Maria Lenk). Conquista sua última medalha, uma prata, no revezamento 4x100m livre, nadando pelo Pinheiros. Meses depois, competiria pela última vez nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Nadando na mesma equipe de Gustavo naquele Troféu, um jovem nadador conquistaria sua primeira medalha na história da competição. Nos anos seguintes, Cesar Cielo subiria muitas vezes ao pódio. Mas aquele revezamento foi simbólico. Foi como uma passagem de bastão, do maior nome da geração anterior para o futuro maior nome da geração seguinte da natação do país.

Por isso, a frase proferida por Cesar, hoje, em entrevista coletiva no Pinheiros para apresentação da equipe do clube para 2017, teve um quê de perplexidade: “estou treinando com o filho do Gustavo!”

Sim, o tempo passa. E Cesar se dá conta disso quando divide a piscina do Pinheiros com Luiz Gustavo Borges, filho do maior medalhista olímpico da natação do país e que mostra talento como velocista. E se lembra daquele Gustavo de 2004, que foi aos Jogos Olímpicos de Atenas menos para disputar medalhas e mais como um mentor e líder de uma jovem equipe na qual despontavam, entre outros, Thiago Pereira, Joanna Maranhão, Kaio Márcio de Almeida e Flavia Delaroli.

Não que nesse retorno de Cesar ao Pinheiros ele não queira brigar por lugares no pódio. Nisso ele não mudou em nada. “Voltei para dar o melhor de mim. Estou treinando muito bem, como não fazia há três ou quatro anos. Quero nadar bem o Troféu Maria Lenk, daqui um mês. Se ainda não for suficiente para eu me classificar para o Mundial de Budapeste, não vou me desesperar. Vou continuar trabalhando. Assinei com o clube por dois anos para ter esse tempo.” E completa: “aqui no Pinheiros a competitividade entre os atletas ajuda bastante. Estou adorando treinar e tomar pau nos treinos do Pedro Spajari e do Gabriel Santos”, disse o único medalhista de ouro olímpico da natação brasileira, referindo-se às duas jovens revelações do clube. E é aí que entra o Cesar dessa nova fase.

“Estou em uma fase de me redescobrir na piscina. Quero ir para o Mundial, mas não me pressiono tanto para isso”, afirmou, em uma declaração impensável há alguns anos. “Na verdade, aqui no Pinheiros quero nadar bem, mas também quero servir como um mentor, com minha experiência. Quero ajudar e ser útil nesse processo rumo aos Jogos Olímpicos de 2020, mesmo se eu não estiver lá.”

O tempo sabático que tirou após não ter se classificado para a Olimpíada do Rio de Janeiro o fez colocar as coisas em perspectiva. Percebeu que, mesmo fora da competição, ainda era um nome relevante. E que poderia contribuir muito para o esporte do país.

“Antes eu vinha para o treino no sábado e queria ir embora logo para casa. Agora sou sócio do clube, venho de sábado e domingo, curto com meu filho e minha esposa. É legal ver as pessoas no clube e saber que sou uma referência. Quero usar isso como retorno para a natação.”

Nadadores olímpicos do Pinheiros e o recém-inaugurado quadro de recordes da piscina (foto: Ricardo Bufolin/ECP)

Hoje, Cesar teve a placa do recorde mundial dos 50m livre, que bateu na piscina do Pinheiros em 2009, reinaugurada. E os nadadores olímpicos do clube, entre os quais João Gomes Júnior, Manuella Lyrio, Guilherme Guido, Larissa Oliveira e Luiz Altamir Melo, participaram da inauguração do quadro de recordes da piscina.

Exatamente na mesma piscina em que, em 2004, em um evento comemorativo, Gustavo Borges fez sua despedida da natação. E em que hoje Cesar treina com o filho do ídolo.

Uma medalha olímpica já estava na mente daquele Cesar Cielo de 2004. Mas não imaginava as voltas que a vida daria e que fariam dele hoje um líder.

Para ele, um feito tão recompensador como subir no alto do pódio.

Por Daniel Takata


O retorno de Cesar Cielo
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Depois de quase um ano sem competir finalmente Cesar Cielo caiu na água. O maior nadador brasileiro de todos os tempos inicia em 2017 uma nova fase em sua carreira buscando recuperação e afirmação. A ausência dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 ficou para trás e o velocista fez no Torneio Regional da 1ª Região da Federação Aquática Paulista seu primeiro evento após o fatídico Troféu Maria Lenk do ano passado. De volta a piscina do Esporte Clube Pinheiros desde quando superou o recorde mundial, Cielo nadou duas vezes no último sábado.

A primeira prova foi os 50m livre. Ano passado no Maria Lenk ele havia nadado duas vezes na casa dos 21 segundos: 21s99 na eliminatória e 21s91 na final. No sábado marcou 22s44, um tempo alto para os padrões Cielo e que é apenas o 15º do ranking mundial até o momento. Porém, segundo um estudo do Coach Alex Pussieldi a estreia de Cielo na temporada é bem similar aos tempos obtidos em suas primeiras provas no ano desde 2010. Apenas para efeito de comparação caso ele tivesse feito este tempo no Arena Pro Swim Series de Indianápolis no início do mês, Cielo terminaria em quarto lugar apenas 21 centésimos atrás de Bruno Fratus que levou o bronze na ocasião. A tarde ele voltou para nadar os 50m borboleta onde marcou 23s75, sexto melhor tempo do mundo em 2017.

Cesar Cielo voltou a nadar na piscina do Pinheiros – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Em seu período de ausência das piscinas, o nadador sumiu dos holofotes. Aproveitou para descansar, passar mais tempo com a família e tirar as lições da não-classificação olímpica. Não concedeu entrevistas e recusou o convite para carregar a tocha olímpica antes do Rio-2016. Houve quem apostasse que Cielo iria se aposentar, mas o nadador resolveu voltar aos treinamentos e tentar algo mais nas piscinas. Em entrevista ao Globo Esporte ele afirmou que não tem planos para esticar demais a carreira e que nadará temporada por temporada, além de ser uma espécie de mentor para a nova geração de nadadores.

Cielo confirmou que estará presente no Troféu Maria Lenk no início de maio no Rio de Janeiro, porém, ainda há dúvidas sobre quais provas ele nadará. Inicialmente ele afirmou que nadaria apenas os 50m borboleta, porém, se nadar só esta prova não terá chances de ir ao Campeonato Mundial de Budapeste já que um dos requisitos para integrar a seleção é participar de provas olímpicas. Como resultado dos 50m livre no Torneio Regional foi positivo é bem possível que ele nade também a distância no Maria Lenk. E quem sabe desse grão em grão Cielo consiga uma vaga para Budapeste-2017.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: os 10 nadadores mais rápidos do mundo
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Você sabe quem são os dez homens mais rápidos da história? Aqueles que voaram dentro d’água durante a prova de 50m livre? Esse é o tema do Swim Channel TV desta semana apresentando os nadadores mais velozes de todos os tempos. E na lista tem dois brasileiros, sendo um deles o atual recordista mundial da prova. Descubra que são eles e não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Cesar Cielo no Pinheiros: ele voltou
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A natação brasileira esta vivendo uma nova realidade. Com corte de patrocínios e menos dinheiro em caixa, os clubes e atletas ainda estão se adaptando ao tempo de vacas magras. Essa crise financeira do esporte deixou muitos nadadores renomados sem contratados renovados e alguns sem clubes, casos de Thiago Pereira e Bruno Fratus que foram finalistas no Rio-2016. Cesar Cielo estava nesta mesma situação até a noite de ontem, dia 2 de fevereiro, quando de acordo com o Blog do Coach acertou seu retorno ao Esporte Clube Pinheiros após seis anos.

Cielo chegou ao clube da capital em 2003 vindo do Clube de Campo de Piracicaba. Em seu início de trajetória no clube teve a oportunidade de treinar com seu grande ídolo Gustavo Borges e iniciar sua vitoriosa parceria com o técnico Alberto Pinto, o Albertinho. Aos poucos foi evoluindo, superando recordes e chegando a seleção brasileira principal. Ficou no clube até 2010 quando se transferiu para o Flamengo e também se dedicar ao projeto PRO16.

Cielo recebeu uma placa ao bater o recorde mundial em 2009 – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Cielo recebeu uma placa ao bater o recorde mundial em 2009 – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Foi no Pinheiros que Cielo conquistou os melhores resultados de sua carreira. Em 2008, nos Jogos de Pequim, conquistou o título olímpico nos 50m livre e a medalha de bronze nos 100m livre. No ano seguinte conquistou os títulos mundiais nos 50m e 100m livre em Roma. E no fim do mesmo ano bateria na piscina do Pinheiros o recorde mundial nos 50 livre com 20s91, marca que vigora até hoje, em uma prova eletrizante que fez a piscina do clube explodir em êxtase.

Além da longa relação os dois têm outra coisa em comum: a Adidas. A marca de material esportivo é patrocinadora de ambos (esta com Cielo desde 2013 e com o Pinheiros desde o ano passado) e pode ter tido peso e influência na negociação, afinal é vantajoso comercialmente para a marca ter dois gigantes da natação brasileira juntos novamente.

Cielo e Pinheiros são patrocinados pela Adidas – Foto: Reprodução

Cielo e Pinheiros são patrocinados pela Adidas – Foto: Reprodução

Este ano o Pinheiros decidiu apostar na nova geração visando os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e dispensou alguns atletas mais veteranos de seu plantel. Porém, a presença de Cielo, que terá 33 anos na próxima Olimpíada, é tratada pelo clube uma oportunidade para estimular e inspirar os mais jovens que passarão a conviver com o maior nadador brasileiro de todos os tempos.

Por Guilherme Freitas


Cesar Cielo participa de clínica na Argentina
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O ano de 2016 não foi nada bom para Cesar Cielo dentro da piscina. Após se recuperar de uma lesão no ombro o nadador não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpico do Rio-2016, onde seria uma das grandes atrações e candidato a lutar por medalhas. Após a terceira colocação nos 50m livre no Troféu Maria Lenk ele sumiu dos holofotes. Fora das piscinas ele conseguiu arrumar tempo para executar e por em prática alguns projetos de seu instituto.

Cielo poderia anunciar sua aposentadoria da natação, afinal, já conquistou tudo que podia e esta na galeria dos maiores de todos os tempos da modalidade. Porém, em 2017 ele busca um recomeço para sua carreira. E o início desse retorno é justamente passar um pouco de sua experiência para as novas gerações através de clínicas. Em novembro durante o Campeonato Brasileiro Infantil ele realizou um evento em Aracaju e agora se junta com Jose Meolans para ministrar clínicas na Argentina.

Cesar Cielo participa de clínica na Argentina - Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Cesar Cielo participa de clínica na Argentina – Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Durante os dias 20 e 21 de janeiro a dupla de velocistas participa do evento “Desafio Meolans x Cielo 2017”, onde ministrarão clínicas sobre técnicas de velocidade. Ambos se enfrentaram algumas vezes em competições internacionais, como na final dos 100m livre nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007. Na ocasião o brasileiro venceu a prova com 48s79 e superou o argentino que levou a prata com 49s42.

Cielo ainda detém os recordes mundiais dos 50m e 100m livre em piscina longa e Meolans é um dos maiores nadadores da história da Argentina, tendo sido campeão mundial na piscina curta em 2002. Além de conversar sobre seus feitos na água eles vão duelar novamente numa exibição em piscina. No dia 20 a clínica acontece na cidade de Necochea e no dia seguinte em Mar del Plata. A entrada do público será gratuita.

Nos últimos anos, Meolans vem participando de clínicas na Argentina - Foto: El Observador del Sur

Nos últimos anos, Meolans vem participando de clínicas na Argentina – Foto: El Observador del Sur

O brasileiro ainda não tem data confirmada para retornar as competições. No ano passado em entrevista coletiva para a imprensa ele confirmou que vai retornar as piscinas entre 2017 e 2018, porém, até o momento são poucas as chances dele conseguir se preparar a tempo para disputar o Campeonato Mundial de Budapeste em julho.

Por Guilherme Freitas


Cesar Cielo em busca do índice olímpico!
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Vai começar o Troféu Maria Lenk, a última seletiva olímpica do Brasil e uma pergunta é feita a todo instante: Cesar Cielo vai conseguir se classificar? Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL, e o medalhista olímpico Fernando Scherer, o Xuxa, analisam as chances de Cesar Cielo para a TV UOL. Assista ao vídeo abaixo:


Open dia 3: Novos índices e a desistência de Cielo
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Mais nove índices para o Rio-2016 foram registrados hoje, na terceira etapa do Torneio Open em Palhoça (SC). Nem a desistência de Cesar Cielo, que não conseguiu avançar para a final dos 100m livre e abriu mão da competição, ofuscou o evento que viu um novo recorde sul-americano de Etiene Medeiros nos 100m livre, o equilíbrio na prova masculina e o domínio do trio Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Henrique Rodrigues nos 200m medley.

Depois de falhar na tentativa de alcançar o índice nos 100m costas, Etiene Medeiros deu a volta por cima nos 100m livre. Conseguiu o índice pela manhã e ainda por cima bateu o recorde sul-americano com 54s26. O tempo lhe dá também a primeira colocação na luta por um lugar no revezamento 4x100m livre. Além de Etiene a equipe teria hoje Manuella Lyrio (55s20), Larissa Oliveira (55s37) e Luana Ribeiro (55s40). No masculino a final foi bem equilibrada. Nicolas Oliveira, que de manhã havia sido o mais rápido com 48s41, voltou a ser o mais veloz na final com 48s66, confirmando índice para o Rio-2016. Até o momento, a segunda vaga esta com Matheus Santana (48s71). Completam o momentâneo 4x100m livre Marcelo Chierighini (48s72) e Alan Vitória (48s96).

Cesar Cielo nadou apenas de manhã - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Cesar Cielo nadou apenas de manhã – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Como esperado Thiago Simon atingiu o índice para os 200m peito. Na final do Open o campeão pan-americano começou muito forte, mas cansou demais no último parcial. Mesmo assim fez o suficiente para conseguir cavar um lugarzinho no time olímpico com 2min11s29. Já no feminino Pamela Alencar conquistou o bicampeonato no Open, porém ainda esta distante da marca exigida para disputar os Jogos. Ela nadou hoje para 2min32s94 e precisará baixar exatos seis segundos até o Troféu Maria Lenk.

A última prova do dia foi os 200m medley e não tivemos nenhuma surpresa. No masculino a dupla Henrique Rodrigues (1min58s26) e Thiago Pereira (1min58s32) conseguiu nadar abaixo do índice olímpico. Dificilmente a dupla ficará fora dos Jogos e no Maria Lenk deverão confirmar a vaga e disputar um lugar nos revezamentos do Brasil. Já no feminino Joanna Maranhão foi absoluta e voltou a fazer um novo índice ao vencer a final da tarde com 2min14s04.

Etiene bateu o recorde sul-americano nos 100m livre - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Etiene bateu o recorde sul-americano nos 100m livre – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Tivemos também os 50m costas, a última prova individual do programa que não valia índice para Rio. No feminino vitória da jovem Ana Giulia Pereira de 15 anos que cravou 29s50. No masculino quem levou a melhor foi Guilherme Guido. Em grande fase ele mandou 24s76 e registrou seu melhor tempo na prova desde a era dos trajes tecnológicos.

Confira abaixo quem já obteve índice para o Rio-2016:

Masculino

100m livre: Nicolas Oliveira (48s41), Matheus Santana (48s71), Marcelo Chierighini (48s72) e Alan Vitória (48s96)

200m livre: Nicolas Oliveira (1min47s09) e João de Lucca (1min47s97)

100m costas: Guilherme Guido (53s09)

200m costas: Leonardo de Deus (1min57s43)

200m peito: Thiago Simon (2min11s29)

100m borboleta: Henrique Martins (52s14), Marcos Macedo (52s17) e Nicholas Santos (52s31)

200m medley: Henrique Rodrigues (1min58s26) e Thiago Pereira (1min58s32)

400m medley: Brandonn Almeida (4min14s07)

Thiago nadou para o gasto e fez o índice - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Thiago nadou para o gasto e fez o índice – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Feminino

100m livre: Etiene Medeiros (54s26)

200m livre: Manuela Lyrio (1min58s43)

200m medley: Joanna Maranhão (2min14s04)

400m medley: Joanna Maranhão (4min40s78)

Por Guilherme Freitas


Cesar Cielo busca dar a volta por cima
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O ano de 2015 dentro das piscinas não deixará saudades a Cesar Cielo. Se fora das raias o nadador e sua esposa Kelly Gisch estão felizes aguardando o nascimento de Thomas, o primeiro filho do casal, a vida do atleta dentro d’água não lhe deu motivos para comemorar. Uma lesão no ombro atrapalhou os planos do velocista durante o Campeonato Mundial de Kazan, onde não conseguiu defender seus títulos nos 50m livre e nos 50m borboleta. Além disso, também o tirou do Troféu José Finkel, disputado dias depois do Mundial. Um fato similar ao que aconteceu em 2012, quando ele teve que operar os dois joelhos e viu parte de sua temporada comprometida. Ontem, em um evento de um patrocinador ele conversou com a imprensa e revelou alguns detalhes do ano que esta tendo.

A lesão e os resultados que não vieram em Kazan deixou muita gente se perguntando como o nadador fará para se recuperar mais uma vez. Mas o que Cielo pensa sobre isso? Esta ele disposto a mudar sua preparação a 11 meses dos próximos Jogos? “Alguns detalhes precisam ser melhoradas. Não é porque estamos a um ano do Rio-2016 que tem de ter medo de fazer mudança. São para melhorar, para evoluir. Nunca tive medo, de mudar de técnico, de mudar de lugar. Não tenho receio de fazer uma mudança brusca na minha carreira, o importante é o resultado no ano que vem”, disse o velocista que afirmou que continuará trabalhando com Arilson Silva e sua equipe multidisciplinar até o Rio-2016.

Cesar Cielo espera poder celebrar em 2016 - Foto: Satiro Sodre/SS Press

Cesar Cielo espera poder celebrar em 2016 – Foto: Satiro Sodre/SS Press

Cielo é uma das maiores apostas do Brasil nos Jogos Olímpicos e sabe da pressão que enfrentará na piscina do novo Centro Aquático. Até por isso, ele já tem uma reunião agendada com a CBDA onde vai discutir seu planejamento olímpico. Por enquanto o velocista só pensa em seguir com o tratamento da lesão no ombro e estar em melhores condições para encarar o Torneio Open, evento que será disputado em dezembro, em Florianópolis, e será a primeira das duas seletivas olímpicas.

O nadador sabe que obter a vaga olímpica será duro devido a evolução dos velocistas do país. Nos 50m livre Bruno Fratus foi ao pódio no Pan e no Mundial e a luta por uma vaga no revezamento promete ser acirrada com muitos atletas na casa dos 48 segundos. Além dos 50m livre, Cielo está focado em conseguir um lugar neste concorrido 4x100m livre que chegará muito bem cotado aos Jogos. “Meu foco é os 50m livre e o 4x100m. O revezamento é tão importante quanto os 50m e vou me colocar bem para nadar esta prova”, afirmou.

Cesar Cielo, em busca de recuperação - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Cesar Cielo, em busca de recuperação – Foto: Satiro Sodre/SSPress

O tratamento da lesão e o nascimento do filho serão as grandes motivações para que Cielo continue trabalhando duro em busca de dar a volta por cima mais uma vez. Algo que não parece ser difícil, afinal é sempre bom lembrar dos anos de 2011 e 2013 quando ele superou o caso de doping e a cirurgia nos joelhos para novamente voltar a brilhar. Em 2016 o roteiro pode ser novamente igual.

Por Guilherme Freitas