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Arquivo : Florent Manaudou

Manaudou pode retornar um dia a natação? Phelps crê que sim
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A natação é um esporte de idas e vindas. É comum nadadores despontarem ainda muito jovens ao estrelato e decidirem se aposentar das piscinas precocemente. Já cansamos de ver histórias assim. Ian Thorpe e Anthony Ervin  são alguns exemplos de atletas que muito novos já eram grandes campeões e se aposentaram para seguir outros caminhos com menos de 25 anos. O caso mais recente é o de Florent Manaudou.

Campeão olímpico em Londres-2012 aos 21 anos, o gigante francês de 2m de altura anunciou após a última Olimpíada no Rio-2016 sua precoce aposentadoria das piscinas aos 25 anos para concretizar um sonho de juventude: jogar handebol. Atuar no esporte de quadra em alto nível era um desejo antigo do francês que praticou a modalidade durante a adolescência. Hoje ele está treinando com a equipe Aix en Provence e sonha com a possibilidade de estrear profissionalmente na liga francesa.

Manaudou deixou a natação para se dedicar ao handebol – Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

Por ainda ser jovem (terá 29 anos em Tóquio-2020) e caso não tenha sucesso nas quadras será possível um retorno de Manaudou as piscinas? É uma pergunta difícil de responder, mas Michael Phelps que já passou por esta situação afirmou em entrevista a um jornal francês que o ex-velocista tem potencial para retornar. “Tudo é possível. Nós vimos como ele é talentoso e muito rápido. Se ele decidir voltar a natação de alto nível e fazer os sacrifícios necessários, acredito que ele será capaz”, disse o multicampeão olímpico que se aposentou pela primeira vez aos 27 anos, mas retornou as piscinas apenas 18 meses depois.

Manaudou abriu mão de fazer história nas piscinas. Em 2015, quando foi campeão mundial em Kazan com 21s19, tornou-se o homem mais rápido do mundo a nadar os 50m livre sem auxílio de trajes. Não repetiu o desempenho Rio de Janeiro, mas poderia neste ciclo olímpico tentar se aproximar do recorde mundial de Cesar Cielo. O francês até nadou amistosamente um evento no fim do ano passado, mas sem ambições de competir. Repetirá a trajetória da irmã que se aposentou aos 22 anos para chegar novamente anos depois e chegar as Jogos Olímpicos? Ainda faltam três anos e meio para Tóquio-2020 e quem sabe nesse meio de caminho Florent Manaudou não volte a nadar e confirme as palavras de Phelps.

Por Guilherme Freitas


Florent Manaudou deixa a natação para jogar handball
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Uma bomba caiu no mundo da natação esta semana com o anuncio que Florent Manaudou fez ao dizer que dará uma pausa na natação competitiva para se dedicar a uma de suas grandes paixões: o handball. O francês já havia revelado que tinha como objetivo atuar profissionalmente nesta modalidade e contamos isso aqui na SWIM CHANNEL. Apaixonado pelo esporte de quadra, que praticou por dez anos, o gigante francês já esta treinando com a equipe do Aix en Provence. Já assistimos na história alguns nadadores trocarem de modalidade, porém, o mais comum é deixar a natação para se dedicar a outros esportes aquáticos como o pólo aquático ou o nado sincronizado.

Recentemente podemos nos lembrar de Michael Phelps. Ao deixar as piscinas depois de se consagrar em Londres-2012 ele tinha entre suas atividades pós-natação o hobby de jogar golfe. Ele disputou competições amadoras e até cogitou atuar profissionalmente, mas após um tempo resolveu voltar a nadar. Outro caso que deve acontecer em breve é do americano Tyler Clary. Campeão olímpico em Londres-2012, o americano já revelou que pretende se dedicar futuramente ao automobilismo e chegar a Nascar, seu sonho de infância.

Manaudou é apaixonado por handball - Foto: Reprodução

Manaudou é apaixonado por handball – Foto: Reprodução

Na natação o cinema é uma atividade que costuma atrair nadadores. O americano Johnny Weissmuller tem feitos incríveis nas piscinas. Foi bicampeão olímpico dos 100m livre e primeiro homem a nadar a distância abaixo do minuto, além de ter sido jogador de pólo aquático. Porém, é conhecido popularmente pelo público leigo como o Tarzã do cinema. Já o italiano Carlo Pedersoli também teve uma bela carreira na piscina disputando duas Olimpíadas, mas se eternizou mesmo como Bud Spencer, e fez sucesso no cinema italiano e em Hollywood . No Brasil tivemos o caso de Rômulo Arantes, que após deixar a natação se tornou um ator de sucesso nas novelas da TV Globo até falecer em um acidente aéreo.

Mudar radicalmente de uma modalidade para outra totalmente diferente não é novidade no universo esportivo. O exemplo mais famoso aconteceu com Michael Jordan. Maior jogador da história do basquete, o americano deu um tempo nas quadras para se dedicar ao baseball. Alegando estar desmotivado do basquete e para realizar o sonho do pai, que havia sido assassinado nesta época e sempre sonhou em ver o filho com um taco na mão, ele atuou por um ano e meio em equipes das ligas menores de baseball e após uma passagem frustrante resolveu retornar as quadras para se eternizar. O atletismo reúne muitas história de troca drásticas como Marion Jones que atuou no basquete americano, Jean Galfione que virou iatista e Lolo Jones que passou a correr de bobsled. E Jason Statham um dos atores mais famosos atualmente foi atleta de saltos ornamentais tendo disputado eventos internacionais.

Phelps quase seguiu carreira profissional no golfe – Foto: Reprodução

Phelps quase seguiu carreira profissional no golfe – Foto: Reprodução

Manaudou não mencionou a palavra aposentadoria em sua carta publicada em seu perfil do Facebook, apenas disse que dará um tempo. Ou seja, existe a possibilidade de vermos novamente o gigante francês nas piscinas. Citando os regressos vitoriosos de Anthony Ervin e Michael Phelps após breves paradas em suas carreiras, Manaudou pode quem sabe se inspirar nos dois campeões olímpicos para retornar um dia as piscinas. Porém, tudo vai depender do sucesso de sua nova carreira no handball.

Por Guilherme Freitas


A zebra que abriu o caminho: allez les Bleus!
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Destaques para um evento como um Mundial de Esportes Aquáticos são difíceis de se escolher. Sempre há o recorde mundial, a desclassificação controversa, um desempenho incrível, e outros que deixam a desejar. Na estreia da natação em Kazan, é impossível não deixar o queixo cair alguns centímetros diante da única manchete possível: Estados Unidos e Austrália fora de uma final de Mundial no revezamento 4x100m livre. Se parar para pensar a última vez em que isso aconteceu, vai demorar um pouco para se lembrar. Nunca, desde o primeiro título americano em 1973, as duas seleções assistiram a prova das arquibancadas.

Um erro de estratégia, alguns atletas poupados, um pesado desfalque para os australianos sem James Magnussen, e China e Polônia agarraram as vagas que se abriram entre os oito melhores times do mundo no conjunto da prova.
O tempo de 3min16s01 foi o pior dos americanos desde o Mundial de 1998. Chocante pelas parciais individuais: Jimmy Feigner, constante na casa dos 48s, para 49s21; Anthony Ervin como âncora para 49s69, Matt Grevers com 48s67 e Conor Dwyer para 48s44. A 11ª colocação para eles, e 13º com os australianos (3m16s34).

O time francês venceu o 4x100m livre - Foto: Tim Binning

O time francês venceu o 4x100m livre – Foto: Tim Binning

Na final, foi o momento de crescimento dos franceses, que contaram com o reforço de Florent Manaudou, além de Fabien Gilot nadando para expressivos 47s08, e abocanharam o ouro. Um show de Vladimir Morozov, com a melhor marca individual da prova sendo o único a nadar abaixo dos 47s (46s95, com 21s71 na passagem), para liderar os donos da casa, apoiados pela torcida, à prata. E o bronze ficou para os italianos, recente pedra no sapato dos brasileiros, que não tiveram nenhum atleta abaixo de 48s. Um grupo regular, mas sem um destaque individual – e sem a presença de Cesar Cielo, que admitiu que a má fase o tirou da prova.

Os atletas do Brasil se incomodaram bastante em perder o pódio, e todos reconheceram que era possível melhorar um pouco de cada parcial. João de Lucca (que fechou para 48s40), salientou a união e conexão do time, e foi apoiado pelos colegas. Bruno Fratus (48s05) foi sincero: “Não vou mentir, não estou feliz com o quarto lugar. Acho que o tempo de 3m13s está aquém da nossa capacidade, podemos nadar bem rápido que isso. Mas estou animado com o que está pra vir. Estou orgulhosos de como eles competiram, parecemos quatro irmãos nadando juntos, tomando porrada juntos, celebrando juntos”.

Matheus Santana, Bruno Fratus e João de Lucca em ação - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Matheus Santana, Bruno Fratus e João de Lucca em ação – Foto: Satiro Sodre/SSPress

“A gente está chateado porque foi muito próximo da medalha, está ali, a gente quase consegue sentir, pegar. Dói no coração. Mas foi um passo a mais. A maior competição das nossas vidas será no Rio, e quarto lugar no Mundial não é pouca coisa. Estamos no caminho certo, mas não adianta melhorar e não chegar lá e fazer”, complementou Marcelo Chierighini (48s54, abrindo o revezamento). O caçula Matheus Santana (48s20) foi além: “o time tem qualidade pra nadar pra 47s, não é fácil, temos que estar 100% afinados na troca, da melhor forma possível. Mas com essa união e empenho que temos tido, vai ficar fácil”.

Cesar Cielo não fez falta. Ao menos nas próprias palavras do nadador, ele não teria muito o que acrescentar na situação. Sofre com um problema no ombro, uma lesão revelada apenas neste domingo pelo atleta, além de uma grande dificuldade para encaixar a velocidade. Preocupa para os seus 50m borboleta, prova na qual se classificou raspando, com o último tempo da final. Ser tricampeão, ele descarta. O discurso e Cesão foca no bronze. E, ainda assim, há muito o que trabalhar.

PICTURE TAKEN WITH AN UNDERWATER CAMERA -  US Katie Ledecky competes in the women's 400m freestyle final swimming event at the 2015 FINA World Championships in Kazan on August 2, 2015.  AFP PHOTO / FRANCOIS XAVIER MARITFRANCOIS XAVIER MARIT/AFP/Getty Images

Katie Ledecky durante os 400m livre – Foto: Francois Xavier/AFP/Getty Images

As isoladas mulheres donas do mundo

Katie Ledecky, a quatro segundos da vice-campeã da prova, nada como se estivesse sozinha na piscina: o primeiro ouro (e recorde de campeonato) veio nos 400m livre, com 3m59s13. Mesmo cansando no final de prova. A Dama de Ferro, Katinka Hosszu, segue sua fama de superar as adversárias em diversas provas, de forma incansável: recorde europeu batido duas vezes nos 200m medley. E Sarah Sjostrom, único recorde mundial da etapa, nos 100m borboleta, aparece tão isolada que não precisa se preocupar em nada além de superar sua própria marca na final de segunda-feira. Por enquanto, impressionantes e imbatíveis 55s74.

E apenas para selar o dia de conquistas expressivas femininas, Bronte Campbell, no revezamento campeão da Austrália, emplacou 51s77. Marca que fala por si só.

Por Mayra Siqueira

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.


50m livre, a grande prova do Golden Tour de Marselha
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Começa hoje na piscina do Cercle des Nageurs de Marseille, a etapa de Marselha do Golden Tour de Natation, circuito internacional promovido pela Federação Francesa de Natação. A competição será disputada entre hoje e domingo e os resultados em tempo real podem ser conferidos neste site aqui: http://www.liveffn.com/cgi-bin/index.php?competition=30077&langue=gbr. As eliminatórias começam as 5h e as finais as 12h30, apenas no domingo as finais ocorrem a partir das 11h, no horário de Brasília.

O Brasil está escalado para o evento com 15 nadadores e entre várias estrelas internacionais como Katinka Hosszu, Camille Lacourt, Mireia Belmonte, Sarah Sjostrom, Jeanette Ottesen e Tom Shields, uma prova se destaca como a imperdível: os 50m livre masculino, que será disputada neste sábado. Estarão na água alguns dos melhores velocistas da atualidade.

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta - Foto: Divulgação

Florent Manaudou é o líder do ranking mundial em 2015 – Foto: Divulgação

Os dois homens mais rápidos de 2015 estarão em ação em Marselha. Líder do ranking mundial, Florent Manaudou estará em casa e terá o apoio da torcida para tentar nadar abaixo de 21s81, melhor marca do ano. O vice-líder da temporada é Bruno Fratus que no Grand Prix de Austin nadou para 21s91. Fratus teve um excelente ano em 2014, nadando na casa dos 21s4 três vezes, e chega motivado para o duelo contra Manaudou. Outro detalhe é que em 2015 apenas eles baixaram dos 22 segundos.

Além da dupla teremos outro peso pesado da velocidade mundial, o americano Anthony Ervin que este ano tem como melhor marca 22s66, mas que desde 2012 termina a temporada entre os cinco mais rápidos do mundo. E a lista de ótimos velocistas inscritos nos 50m livre não para por ai. Teremos também os franceses Yannick Agnel, Fabien Gilot, Frederic Bousquet, os italianos Marco Orsi e Luca Dotto, o polonês Konrad Czerniak e os brasileiros Matheus Santana e Marcos Macedo.

Fratus comemora sua vitória nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Bruno Fratus é o vice-líder dos 50m livre em 2015 – Foto: Satiro Sodré

O desfalque fica por conta de Cesar Cielo que optou por não nadar em Marselha para continuar treinando de olho no Mundial de Kazan. Esse fim de semana o tricampeão mundial dos 50m livre disputará um evento em Belo Horizonte com o time do Minas Tênis Clube. O embate entre ele e Manaudou ficou para uma outra oportunidade. De qualquer forma, esse cinquentinha ou petit cinquante promete!

Por Guilherme Freitas


Felipe França, três vezes! Brasil, Brasil, Brasil no pódio
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Uma noite inspirada em Doha para os atletas brasileiros, e três medalhas de ouro colocaram o país na ponta do quadro de medalhas, empatado com a Espanha (ou Mireia Belmonte, que conquistou sozinha as três). Mas os olhos se viraram para o destaque da noite, um atleta em específico.

Felipe França: noite de herói - Foto: Satiro Sodré/SSPRESS

Felipe França: noite de herói – Foto: Satiro Sodré/SSPRESS

Felipe França teve altos. E baixos. Um leve alto outra vez, antes de quase desaparecer do cenário da natação… e voltar novamente, contratado pelo Corinthians recentemente, ele visivelmente perdeu peso, manteve sua técnica impecável do estilo de peito, e ainda a melhorou. Os resultados começaram a aparecer.

França conquistou a primeira medalha de ouro individual do Brasil no Mundial de Doha, batendo o recorde do campeonato dos 100m peito: 56s29. E ainda mais importante: em uma prova olímpica. O britânico Adam Peaty teve que se contentar com a prata, com 56s35, e Giacomo Dortona com o bronze (56s78).

A filipina de França é arrasadora, e sem dúvida sua maior arma para a vitória. No entanto, é o que seria sua desvantagem na piscina longa. O foco para 2016 não pode ser perdido pelo brasileiro.

“Dream Team”

A primeira medalha do dia, na verdade, veio com grande estilo e pulverizando recorde mundial: o quarteto fantástico dos quatro estilos brasileiro fez bonito. Guilherme Guido de costas (23s42), Felipe França no peito (25s33), Nicholas Santos no borboleta (21s68) e Cesar Cielo para fechar com 20s08 no livre. Tempo final de 1min30s51, novo recorde mundial, desbancando França e Estados Unidos, que completaram o pódio.

No duelo Cielo x Manaudou, no entanto, mísera vantagem para o francês: sua parcial foi de 20s04, quatro centésimos abaixo de Cesão.

Mulheres inéditas

O terceiro ouro do dia veio em outro revezamento, com uma marca importante para a natação feminina brasileira. Apesar do pouco prestígio, o revezamento misto cada vez se populariza mais entre as competições, e foi a vez do Brasil usar uma boa estratégia e, nas costas de Larissa Oliveira, de apenas 21 anos.

Etiene Medeiros, França, Nicholas Santos e Larissa Oliveira: inédito - Foto: Satiro Sodré/SSPRESS

Etiene Medeiros, França, Nicholas Santos e Larissa Oliveira: inédito – Foto: Satiro Sodré/SSPRESS

Etiene Medeiros abriu com um tempo espetacular: 25s83 fortíssimos nos 50m costas. Apenas 13 centésimos acima do recorde mundial. Primeira vez que ela rompeu a barreira dos 26s, e o que a credencia com força para sua prova individual. Infelizmente o tempo não pode ser homologado como recorde sul-americano, por se tratar de abertura de revezamento misto. Felipe França foi sensacional outra vez e, com 25s45, alcançou os rivais que tiveram seus revezamentos iniciados por homens. Nicholas Santos foi buscar os adversários que faltavam e, com a parcial de 21s81, entregou na frente para Larissa Oliveira fechar. A paulista cravou 24s17 fortíssimos e assegurou o terceiro ouro da seleção com 1m37s26, a apenas nove centésimos do recorde mundial.

Técnicos pulando, cronômetros quase sendo atirados ao chão, e muitos sorrisos nos rostos principalmente das duas garotas: tornaram-se as primeiras brasileiras a conquistarem uma medalha em um mundial. Daiane Becker, que nadou as eliminatórias do 4×50 medley misto, também recebeu a medalha.

Outras medalhas, medalhas, medalhas!

Nada de Kosuke Hagino. O atual campeão mundial de piscina longa da prova unificou seus títulos, e Daiya Seto venceu os 400m medley com folgas, com o tempo de 3m36s33, o primeiro ouro do Japão no Mundial. Hagino ficou com a prata, com 4m01s17.

A lituana Ruta Meilutyte fez um ótimo duelo com Alia Atkinson nos 50m peito e acabou vencendo com 28s84 contra 28s91 da jamaicana. Ficou um gosto de quero mais, pois apenas quatro centésimos a separaram do recorde mundial. Que pode ver nos 100m peito.

Katinka Hosszu levou sua primeira medalha de ouro, e bateu o recorde mundial nos 100m costas: 55s03. Uma marca praticamente inacreditável para uma nadadora especialista em provas longas como 400m medley e 800m livre. Prata para a australiana Emily Seebohm (55s31), enquanto Etiene encerra em sétimo lugar, com 57s72. No masculino, Guilherme Guido acabou piorando sua marca da semifinal e acabou em quinto, com 50s21. Caso repetisse seu 50s12, teria ficado na terceira posição, mas assim é a natação: centésimos por vezes são crueis. O australiano Mitchell Larkin venceu com 49s57, atacando o final de prova.

Chad Le Clos garantiu seu segundo ouro – com recorde mundial! – nos 100m borboleta: 48s44. Liderou toda a prova e não deu oportunidades para seus adversários. Tom Shields levou a prata com 48s99, e bronze para Tommaso D’Orsogna, 49s60. Marcos Macedo reconheceu que errou uma das viradas, e acabou em 8º lugar com 50s47. Ryan Lochte nadou a prova, embora poucos tenham percebido. Apagado, ficou à frente apenas do brasileiro, em 7º lugar.

Para fechar com chave de ouro, o terceiro ouro da atleta da competição até aqui: Mireia Belmonte derrotou sua rival húngara mais uma vez. E nesta, com mais propriedade do que nunca. Nos 800m livre, ficou longe do seu próprio recorde abaixo dos 8 minutos, mas com com 8min03s41, bateu recorde de campeonato. A prata teve uma briga de centésimos, vencida por Carlin com 8m08s16 contra van Rouwendaal, um centésimo acima. Katinka Hosszu cansou e praticamente desistiu da prova, fechando na nona colocação geral com 8m20s71.

No revezamento 4x200m livre masculino, a jovem geração brasileira temrinou em sexto lugar, com recorde sul-americano para João de Lucca, que abriu para um espetacular 1min41s85. Gustavo Godoy, Fernando Ernesto e Gabriel Ogawa completaram o time. Os Estados Unidos venceram a prova de forma emocionante e levaram o primeiro ouro do país na competição.

Semifinais

São dois brasileiros classificados para as finais da terceira etapa. Daynara de Paula estabeleceu novo recorde sul-americano nos 50m borboleta, com25s54, rompendo a barreira dos 26s; e Cesar Cielo, com um bem administrado 20s80, está na decisão dos 50m livre com a melhor marca, contra 20s88 de Vladmir Morozov e 20s93 de Florent Manaudou.

Larissa Oliveira bateu o recorde sul-americano nos 100m livre com 52s75, mas terminou na 10ª colocação na semifinal e não se classificou.

Por Mayra Siqueira


Cielo x Manaudou: que vença o mais veloz
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De um lado do “ringue” aquático, o cara três vezes mais veloz do mundo na piscina e campeão olímpico de 2008; do outro, o campeão europeu e atual detentor dos louros olímpicos de 2012. Os dois igualados na melhor marca dos 50m livre na era sem trajes – nas duas piscinas, longa e curta.

A maior derrota de Cielo para Manaudou foi em Londres-2012

A maior derrota de Cielo para Manaudou foi em Londres-2012

Cesar Cielo fez de 2014 a sua temporada de, além de algumas mudanças de comando técnico, foco na piscina de 25m. Foram treinos e competições na metragem semiolímpica para estar nos trinques durante o Mundial de Doha. Ele voltou a treinar com Scott Goodrich nos Estados Unidos para buscar velocidade. E, como não poderia deixar de ser, ficou “mordido” ao ver o rival francês igualar seus melhores tempos na era pós-trajes tecnológicos. É tudo ou nada.

Cesar Cielo: em busca da dobradinha nos 50m e 100m (foto: Satiro Sodré)

Cesar Cielo: em busca da dobradinha nos 50m e 100m (foto: Satiro Sodré)

Já Florent Manaudou teve uma temporada tão espetacular que fica difícil enumerar suas conquistas neste ano. Ele conseguiu um feito inédito na França: venceu todas as provas de velocidade em cada estilo. Está no top 3 do mundo nos 50m livre, peito, costas e borboleta em piscina curta.

A nobre prova dos 50m livre estará ainda mais acirrada. A rivalidade vem desde Londres – quando Cielo, 27 anos, terminou com o bronze, derrotado pelo francês, de 24. Abrindo um revezamento no Campeonato Francês de Curta, Manaudou bateu o 20s51 que o brasileiro havia estabelecido como melhor tempo pós-trajes em 2010, no Mundial de Dubai.

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta - Foto: Divulgação

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta – Foto: Divulgação

Mais forte e resistente após seu período de treinos com Scott Volkers no Minas Tênis Clube, Cielo voltou a melhorar o seus 100m livre, e, principalmente: voltou a gostar e disputar a prova. Tem na curta em 2014 o melhor tempo do mundo, com 46s08, contra 46s48 de Manaudou, terceira marca do ranking. Porém o tempo de balizamento do francês é 45s04, feito em dezembro de 2013.

O reencontro, desta vez, não acontecerá nos 50m borboleta, prova que o brasileiro sempre se destacou, mas desistiu de participar em Doha. O duelo de ponta mais provável para a prova será contra o atual campeão mundial de curta, Nicholas Santos, e o sul-africano Chad Le Clos.

Para fechar, a dupla Cielo-Manaudou encerra sua rivalidade nas disputas dos revezamentos.

Um duelo de estrelas olímpicas empatadas. O que importa, afinal, é fazer o tempo certo na competição certa. E a hora é agora.

Por Mayra Siqueira


Um possível super 50m livre em Doha
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Restam exatos 42 dias para o início do Campeonato Mundial de piscina curta de Doha, principal evento de natação da Fina e que fechará a temporada 2014. Aos poucos, as principais seleções do mundo vão anunciando suas equipes para disputar a competição. Katinka Hosszu e Chad le Clos, atuais líderes do circuito da Copa do Mundo, são presenças confirmadas no Mundial do Catar. Também chama atenção o número de ótimos velocistas que disputarão os 50m livre masculino.

Campeão mundial e recordista de campeonato em 2010, Cesar Cielo vai atrás do bimundial na piscina curta. O nadador brasileiro tem o melhor tempo do ano (20s68) e durante o Troféu José Finkel houve até a expectativa de quebrar o recorde mundial. O velocista é talvez o grande favorito ao ouro no Mundial e por isso partiu para os Estados Unidos para focar seus treinos na curta com Scott Goodrich, técnico que o acompanhou no Mundial de Barcelona. Mas a vida de Cielo não será fácil em Doha.

No Mundial de curta de 2010, Cielo foi ouro nos 50m e 100m livre - Foto: Satiro Sodré

Cielo espera repetir o ouro no Mundial de 2010 – Foto: Satiro Sodré

O atual campeão mundial na curta, o russo Vladimir Morozov será um de seus adversários. Ele não teve um bom ano, pois nem finalista dos 50m livre no Campeonato Europeu de Berlim foi. Agora tentará compensar esta frustração subindo ao pódio no Mundial de Doha. Outro adversário será um velho conhecido: o francês Florent Manaudou, que em Istambul ganhou a medalha de prata. Se Cielo lidera o ranking mundial na curta, o francês é o mais veloz na longa este ano e chega motivado para tentar roubar outra medalha de Cielo em uma rivalidade que cresce a cada evento internacional.

Além do trio, existem outros grandes velocistas confirmados para o Mundial de Doha. Os Estados Unidos escalaram Cullen Jones e Josh Schneider para disputar a prova, ambos medalhistas nesta prova em Mundiais de curta. O Reino Unido terá o jovem Ben Proud e a Polônia provavelmente terá Konrad Czerniak. Outras duas figurinhas carimbadas nas etapas da Copa do Mundo de piscina curta deverão nadar os 50m livre: os veteranos Roland Schoeman e George Bovell.

Morozov e Manaudou duelam nos 50m livre - Foto: Murad Sezer/Reuters

Morozov e Manaudou são outros dois favoritos ao ouro – Foto: Murad Sezer/Reuters

Em anos pares onde não são disputados Jogos Olímpicos ou Mundiais de piscina longa, o Mundial de curta costuma ser bastante concorrido e disputado por vários atletas de ponta. Em Dubai-2010 isso aconteceu, com uma reunião dos melhores velocistas do mundo. Cielo, Fred Bousquet, Alain Bernard, Luca Dotto, Josh Schneider e Stefan Deibler estavam naquela final. E isso que nomes como Nathan Adrian, Stefan Nystrand, Nicholas Santos e Roland Schoeman pararam nas semifinais.

Boa parte da elite dos velocistas do mundo estará em ação na piscina do Aspire Sports Complex em Doha, no que deve ser uma das melhores finais da história do Mundial de curta.

Por Guilherme Freitas


Vai começar o Campeonato Europeu de Berlim
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Uma semana e tanto esta que teremos. Haverá competição de natação até enjoar! Na China os Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim. Na Austrália o Campeonato Pan Pacífico. E na Alemanha, as provas de piscina do Campeonato Europeu. O campeonato do velho continente começou há poucos dias em Berlim, com as disputas das provas de águas abertas e hoje teremos a última disputa nos 25 km. Amanhã começam as emoções na piscina, ou melhor, no velódromo Europa-Sportpark, que foi totalmente adaptado para receber a 32ª edição do campeonato continental. Durante esta próxima semana veremos um grande número de estrelas presentes na capital alemã e destacamos alguns deles aqui.

As provas de velocidade serão as maiores atrações da competição. Tanto no masculino, quanto no feminino. No masculino as atenções estarão voltadas para um duelo entre dois dos melhores atletas da atualidade: Florent Manaudou e Vladimir Morozov. O francês, atual campeão olímpico, detém o sétimo tempo do mundo nos 50m livre com 21s70 e o russo, vice-campeão mundial ano passado, tem o terceiro tempo do ano com 21s55. Ambos chegam bastante confiantes e motivados para saber quem é o melhor velocista do continente. Um duelo que sem dúvida será acompanhado com muita atenção por Cielo, Fratus, Adrian, Ervin e companhia.

Morozov e Manaudou duelam nos 50m livre - Foto: Murad Sezer/Reuters

Morozov e Manaudou duelam nos 50m livre – Foto: Murad Sezer/Reuters

No feminino a prova poderia ser ainda melhor caso a atual campeã olímpica e mundial Ranomi Kromowidjojo não desistisse de disputar o evento. Mas não tem problema, Sarah Sjoström e Francesca Halsall devem fazer um embate bastante acirrado em nos 50m livre e 50m borboleta. Na prova de livre, as duas são as únicas no mundo que nadaram abaixo dos 24 segundos este ano. Com 23s96, Halsall cravou a melhor marca da história sem os trajes tecnológicos. Já no borboleta, Sjoström assombrou o mundo com seu recorde mundial de 24s43. Um duelo que promete tirar faísca da piscina.

Katinka Hosszu será a nadadora com mais metragens neste Europeu. A Dama de Ferro vai encarar nada mais, nada menos, do que dez provas: 100m, 200m e 400m livre, 50m, 100m e 200m costas, 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley. Mireia Belmonte será uma de suas principais adversárias nos 200m borboleta e nas provas de medley. A espanhola já começa a competição em piscina com uma medalha de bronze no peito, que conquistou na prova de 5 km de águas abertas.

Katinka Hosszu venceu as provas de medley em Barcelona

Katinka Hosszu nadará dez provas em Berlim – Foto: Divulgação

As provas femininas de nado peito são outra boa atração do evento. Disputando os Jogos Olímpicos da Juventude no outro lado do mundo, Ruta Meilutyte vai correr contra o relógio para tentar chegar a tempo de poder nadar os 50m peito no último dia de competições e tentar um dos poucos títulos que lhe restam. A dinamarquesa Rikke Pedersen agradece a ausência da lituana nos 100m peito, pois chega como favorita nesta distância e também nos 200m peito, onde detém o recorde mundial.

Outras estrelas que estarão em ação em Berlim são o francês Yannick Agnel, as dinamarquesas Jeanette Ottesen e Lotte Friis, os italianos Federica Pellegrini e Gregorio Paltrinieri, os britânicos Bem Proud, James Guy e Adam Peaty, os húngaros Laszlo Cseh e Daniel Gyurta e o alemão Paul Biedermann, grande esperança de medalha de ouro para os anfitriões.

Paul Biedermann aé a esperança alemã - Foto: Motorvision

Paul Biedermann aé a esperança alemã – Foto: Motorvision

Para acompanhar os resultados do Campeonato Europeu de Berlim acesse o site oficial clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Provas de velocidade serão o destaque do Aberto da França
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Sexta e sábado serão dois dias recheados de fortes emoções. Nos gramados, ocorrem as quartas de final da Copa do Mundo, com a seleção brasileira buscando uma vaga na semifinal. Do outro lado do Oceano Atlântico, outra seleção brasileira estará em ação também lutando por vitórias, mas nas piscinas. Nos dias 4 e 5 de julho acontece na pequena cidade francesa de Vichy, a 8ª edição do Aberto da França, competição que já se tornou tradicional no calendário internacional e reúne diversos atletas da elite da natação mundial.

As provas masculinas de velocidade, 50m e 100m livre, são as mais aguardadas. Cesar Cielo, Florent Manaudou e James Magnussen prometem levantar as arquibancadas na piscina de Vichy. Cielo é o líder do ranking mundial nos 50m livre (21s39) e o 4ª colocado nos 100m livre (48s13). Magnussen lidera a tabela dos 100m livre (47s59) e ocupa o 7º posto nos 50m livre (21s77). Manaudou é 6º nos 50m livre (21s70) e 13º nos 100m livre (48s69). Um excelente confronto de alto nível de três dos melhores velocistas da atualidade.

Cesar Cielo e Florent Manaudou: dois nomes do desfile de estrelas que será a final dos 50m livre (foto: Satiro Sodré)

Cielo e Manaudou se encontrarão em Vichy – Foto: Satiro Sodré

Porém, esta não será a principal competição do trio que tem em mente outros objetivos. Cielo disputará sua última competição na piscina longa em 2014 (após este torneio focará sua preparação para o Mundial de piscina curta), Manaudou se prepara para o Campeonato Europeu de Berlim e James Magnussen para o Pan-Pacífico e o Commonwealth Games. Cada velocista terá motivações diferentes em Vichy, mas o confronto entre eles será um ótimo aperitivo para os futuros eventos deste ciclo olímpico e é importante para qualquer atleta encarar seus principais rivais durante a preparação para as Olimpíadas, tanto na questão competitiva como na questão psicológica.

Além de Cielo o Brasil enviou a Vichy outros 16 atletas: Nicolas Oliveira, Tales Cerdeira, Nicholas Santos, Luiz Pereira, Vitor Guaraldo, Marcelo Chierighini, Raphael Rodrigues, João Gomes Júnior, Alessandra Marchioro, Graciele Hermann, Manuella Lyrio, Carolina Bergamaschi, Lorrane Ferreira, André Brasil, Carlos Farrenberg e Thiago Pereira, este último que inicialmente não disputaria o evento. Porém, como ficou doente e não pode nadar o Mare Nostrum, Thiago decidiu competir em Vichy após passar quase duas semanas treinando na altitude de Tenerife, na Espanha, com outros nadadores da seleção.

James Magnussen (foto: divulgação)

James Magnussen é outro destaque do evento – Foto: Divulgação

Outras estrelas também disputarão o Aberto da França, como as holandesas Ranomi Kromowidjdjo e Inge Dekker, os húngaros Katinka Hosszu e Lazlo Cseh, o canadense Ryan Cochrane e a seleção francesa. O evento será disputado no moderno complexo Stade Aquatique D’Agglomeration Vichy Val D’Allier e os resultados em tempo real podem ser conferidos no site oficial do evento, clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Brasil e Rio de Janeiro no mapa da natação internacional
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O Brasil, mais precisamente o Rio de Janeiro, será sede dos próximos Jogos Olímpicos em 2016. Restam ainda 29 meses para o início das disputas, porém muitas seleções de natação já começaram seus planejamentos para o maior evento esportivo do planeta. Além das questões logísticas de viagem estão os training camps, que são curtos períodos de treinamentos para aclimatação. Algumas seleções e atletas passaram por aqui nos últimos meses e outros deverão vir treinar no Brasil e se adaptar ao clima do país antes da próxima Olimpíada começar.

Florent Manaudou é um dos franceses que esta treinando no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

Florent Manaudou é um dos franceses que esta treinando no Rio de Janeiro – Foto: Divulgação

Um grande exemplo é a seleção da França. Desde 2012 alguns nadadores franceses são figuras carimbadas nas piscinas do Rio de Janeiro. Além de disputarem o evento Raia Rápida em duas ocasiões, atletas como Fred Bousquet e Florent Manaudou estão novamente na sede olímpica de 2016 fazendo um novo training camp com sua equipe, o Club Natation Marseille. Além de fugir do inverno europeu, o treinamento no Rio é uma forma dos atletas já irem se acostumando com o clima da cidade e é muito provável que até o início dos Jogos eles façam novos training camps. A equipe do Marseille fica na cidade até o início da próxima semana.

A cidade de São Paulo também entrou na rota internacional da natação, afinal conta com muitos clubes e piscinas disponíveis, além de ser a cidade onde treinam alguns dos principais nomes da seleção brasileira. Essas características atraíram a atenção de um medalhista olímpico. O britânico Michael Jamieson, vice-campeão nos 200m peito em Londres-2012, passou duas semanas treinando com o grupo de Alberto Silva e aprovou o intercâmbio, incluindo o treinamento em conjunto com Tales Cerdeira e Henrique Barbosa, atletas que nadam as mesmas provas que ele. Já o Corinthians recebeu no começo do ano a alguns nadadores da seleção peruana que fizeram um training camp de pré-temporada no clube e também aprovaram a experiência.

Michael Jamieson treinou em São Paulo com o técnico Alberto Silva - Foto: Flávio Perez

Michael Jamieson treinou em São Paulo com o técnico Alberto Silva – Foto: Flávio Perez

Além desses períodos para treinamento, alguns Comitês Olímpicos e departamentos de natação de alguns países já visitaram clubes e estruturas esportivas no país para definir suas bases durante a preparação e concentração pré-Olimpíada. Por exemplo, a seleção do Reino Unido visitou e gostou da estrutura do Minas Tênis Clube e muito provavelmente utilizará as dependências do clube de Belo Horizonte como local de aclimatação para os Jogos.

O exemplo que deverá ser seguido por outras delegações que além de conhecerem e treinarem ajudarão a divulgar internacionalmente os clubes e piscinas do Brasil. Essa experiência também servirá como um ótimo intercâmbio para atletas e treinadores brasileiros que terão a chance dividir o espaço e conhecimento com seus colegas estrangeiros. O Brasil está na rota do mapa internacional da natação e preparem-se para ver cada vez mais estrelas mundiais passando por aqui.

Por Guilherme Freitas