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Arquivo : Katie Ledecky

Katie Ledecky pronta para fazer história no NCAA
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As provas de natação feminina do NCAA, o campeonato americano universitário, tem início na próxima quinta-feira na piscina da Indiana University que em agosto também será palco do Campeonato Mundial Júnior. Como de costume, as provas femininas do NCAA serão uma semana antes da competição masculina que normalmente é a mais assistida pelo público. Porém, este ano o evento feminino terá a principal atração de todo o circuito do NCAA. E ela atende pelo nome de Katie Ledecky.

Estudante da Universidade de Stanford ela fará em Indianópolis sua estreia no principal evento da natação universitária americana nadando três provas individuais (200, 500 e 1650 livre) e mais dois revezamentos (4×100 e 4×200 livre). O NCAA é disputado na piscina curta e em jardas, características que costumam beneficiar nadadores velozes e com bons fundamentos nas viradas. Ledecky não vinha competindo neste tipo de piscina no último ciclo olímpico, mas desde os Jogos do Rio-2016 vem aprimorando suas habilidades visando um bom desempenho na competição em Indianápolis.

Ledekcy representará Stanford – Foto: Matt Rubel/Rubel Photography

A expectativa deste NCAA é de ver a história sendo feita. Ledecky tem grandes chances de bater novos recordes nas provas mais longas e ajudar Stanford a vencer os revezamentos e quem sabe o campeonato que não vem desde 1998. Ela é disparada a grande favorita nos 500 e 1650 livre. Na primeira prova esta balizada com pouco mais de cinco segundos de vantagem para Leah Smith e mês passado estabeleceu um novo recorde nacional para a distância (4min25s15). Já na segunda tem quase 28 segundos de frente a Smith no balizamento e seu recorde nacional na prova, os 15min03s92 feitos em novembro de 2016, foi avassalador com impressionantes 25s96 de parcial nas últimas 50 jardas e colocando mais de uma volta de todas as adversárias (assista a prova abaixo).

Os 200 livre serão onde ela encarará seu maior obstáculo no NCAA. Ledecky esta balizada com o segundo melhor tempo, atrás apenas de Simone Manuel que no Rio-2016 surpreendeu o mundo ao vencer os 100m livre. As duas são estudantes e companheiras de Stanford e na pré-temporada universitária duelaram intensamente com uma melhorando o tempo da outra. Os 200 livre em jardas tem como característica ser uma prova de muita intensidade e velocidade, que favorece Manuel. Porém, Ledecky aperfeiçoou estas habilidades e é difícil apostar quem leva a melhor em Indianápolis.

Como já mostramos aqui na SWIM CHANNEL, Ledecky é uma das atletas mais dedicadas e obstinadas da atualidade e visa sempre melhorar mais e mais. Será muito interessante ver o que ela pode fazer também em piscina de jardas expandindo seus recordes e firmando cada vez mais seu nome na história da modalidade.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Os maiores recordistas mundiais da atualidade
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Você sabe quem são os cinco nadadores que detém o maior número de recordes mundiais individuais atualmente? Listamos aqui esses nadadores, todos multicampeões olímpicos e mundiais. Uma curiosidade é que são quatro mulheres e apenas um homem. E este homem é Michael Phelps! Assista ao vídeo, descubra quem são todos eles e assine o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Phelps x Peaty, Hosszu x Ledecky: quantidade x qualidade?
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Tyler Clary afirmou que pode ceder sua vaga a Phelps nos 200m medley sem problemas

Michael Phelps (foto: divulgação)

Hoje, Cristiano Ronaldo foi premiado pela FIFA como o melhor jogador do mundo em 2016. As premiações da natação, por outro lado, já foram todas oferecidas no ano passado. Segue abaixo a lista das principais:
FINA
Feminino: Katinka Hosszu (HUN)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Revista Swimming World
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Swim Swam
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
SwimVortex
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Adam Peaty (GBR)
Best Swimming
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Não foram citados os prêmios em águas abertas, pois todos escolheram os mesmos nadadores: os holandeses SHaron van Rouwendaal e Ferry Weerman, campeões olímpicos dos 10 km.
Nas principais premiações dos melhores do mundo na natação, nenhuma unanimidade. Mas quase: os americanos Katie Ledecky e Michael Phelps foram eleitos os melhores nadadores do planeta por quase todas as publicações.
Katie Ledecky em ação no Rio-2016 - Foto: Michael Dalder/Reuters

Katie Ledecky (foto: Michael Dalder/Reuters)

O prêmio oferecido pela revista Swimming World é o mais tradicional do esporte: é oferecido desde 1964. O da FINA, por sua vez, tem caráter oficial e foi criado somente em 2010. Tem feito escolhas polêmicas e ainda precisa encontrar seu formato ideal – o atual é baseado em uma tabela de pontos, que, entre outras aberrações, coloca no mesmo nível conquistas em piscina curta e piscina longa, o que justifica a escolha de Katinka Hosszu nos últimos três anos enquanto Katie Ledecky era praticamente unanimidade.
Mas a discussão aqui é outra. Ledecky e Phelps foram os melhores para a maioria. Mas houve aqueles que escolheram Hosszu e Adam Peaty. Quais são os critérios? Alguns escolhem o nadador com mais vitórias e glórias; outros preferem aquele que chegou mais perto da perfeição em uma performance individual espetacular.
Houve anos em que não houve discussão. Em diversas temporadas recentes, como 2003, 2007 e 2008, no masculino, Michael Phelps foi o melhor em todos os critérios: foi o mais vencedor, o mais dominante, o autor dos recordes mais impressionantes. Há outros exemplos: Inge de Bruijn em 2000, Ian Thorpe em 2001, Missy Franklin em 2012.
O atual critério utilizado pela FINA valoriza somente os nadadores versáteis, que disputam várias competições e tem um leque de provas variado. Com isso, em 2015, premiou Hosszu e o australiano Mitch Larkin, em escolha muito criticada. Por isso, criou uma espécie de “prêmio de consolação” na ocasião, destinado aos melhores índices técnicos do ano, laureando assim Ledecky e Peaty, esses sim escolhidos por todas as publicações os melhores de 2015.
Adam Peaty celebra sua vitória nos 100m, peito - Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Adam Peaty (foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Ao colocar na balança versatilidade e hegemonia, muitas vezes a escolha é difícil. Em 2016, Adam Peaty, com seu 57s13 nos 100m peito nos Jogos Olímpicos, chocou o mundo. Está muito distante de seus concorrentes na prova e provavelmente demorará muito até que outro nadador supere a marca. E fica a pergunta: esse desempenho único supera os dois ouros e uma prata individual de Michael Phelps, além de três ouros nos revezamentos, nos Jogos Olímpicos? Para alguns sim, tamanha superioridade do britânico. Para outros não, pois seis medalhas olímpicas, sendo cinco ouros, é um feito gigantesco.
No feminino, também há discussão. Katie Ledecky teve os melhores resultados técnicos, com seus impressionantes recordes mundiais nos 400m e, sobretudo, nos 800m livre. Ela já nos acostumou nos últimos anos às suas marcas espetaculares, mas continua surpreendendo. E, ao contrário de Peaty, prima também pela quantidade: conquistou quatro ouros e uma prata na Olimpíada do Rio de Janeiro. Mas, em termos de quantidade, Ledecky tem uma rival imbatível: Katinka Hosszu. Três ouros e uma prata individuais no Rio, conquistou nove medalhas no Mundial de curta e mais de 100 na Copa do Mundo este ano. Conseguiu o feito de ter todos os recordes individuas húngaros em pisicna curta. E também prima pela qualidade: seu recorde mundial dos 400m medley na Olimpíada foi quase tão impressionante quanto as marcas de Ledecky.
Entre as mulheres, a qualidade venceu, pois, no caso de Ledecky, também estava aliada à quantidade. No masculino, deu Phelps – sua versatilidade superou a qualidade que Peaty mostrou em somente uma prova.
E para você, quais são os principais aspectos na escolha dos melhores nadadores do mundo?
Por Daniel Takata

O que é o Golden Goggle Awards?
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Na última segunda-feira o luxuoso salão do New York Marriott Marquis, na Times Squares em Nova York, sediou a festa de premiação do tradicional Golden Goggle Awards, evento promovido pela USA Swimming e que premia anualmente os melhores atletas da natação americana. Com vídeos emocionantes ao longo da apresentação, discursos de grandes ídolos do passado e um jantar de gala, esta cerimônia é considerada o Oscar da natação dos Estados Unidos. Mas o que é o Golden Goggle Awards?

O prêmio foi criado em 2004 pela USA Swimming visando valorizar seus atletas e ajudar na promoção da modalidade no país. Anualmente são premiados os melhores atletas, performances e técnicos que recebem troféus banhados em ouro no formato de óculos de natação em uma cerimônia de gala e transmissão ao vivo. Mas além de todo esse caráter festivo, o Golden Goggle Awards também tem uma nobre missão. O evento visa arrecadar fundos para a Fundação Americana de Natação, que tem como objetivo ajudar a massificar a prática do esporte buscando salvar vidas, além de formar novos atletas e cidadãos. Doações e a venda de ingressos para a cerimônia são outras formas de arrecadação da Fundação em prol da natação local.

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 - Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Na edição de 2016 do prêmio o tema principal não poderia deixar de ser outro: os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Além da importância do evento, a campanha dos americanos no Olympic Aquatic Stadium no Parque Olímpico foi impecável: 33 medalhas, sendo 16 de ouro, oito de prata e nove de bronze, além de três novos recordes mundiais superados. A melhor campanha olímpica de todos os tempos. O palco do teatro foi decorado em tons verde e amarelo, alusivos ao Brasil e toda a equipe olímpica americana foi apresentada aos presentes ao som de samba.

Foram entregues ao todo nove prêmios durante a noite. Os principais ficaram com os nadadores que mais conquistaram medalhas no Rio-2016. No masculino Michael Phelps, que deixou o Rio de Janeiro com seis medalhas, ganhou na categoria de melhor nadador do ano e confirmou oficialmente sua aposentadoria das piscinas. Na categoria feminina o prêmio ficou com Katie Ledecky, que na Olimpíada destruiu recordes e se firmou como a melhor fundista de todos os tempos ao faturar cinco medalhas. Outras premiações de destaque foram para Simone Manuel (melhor performance feminina pelos 100m livre), Michael Phelps (melhor performance masculina pelos 200m borboleta) e Anthony Ervin (prêmio de perseverança pela vitória nos 50m livre).

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Nem todos, porém, foram convidados para a grande noite de festa. Envolvidos na confusão do falso assalto em um posto no Rio de Janeiro os nadadores Ryan Lochte, Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger ficaram de fora. Suspensos pela USA Swimming eles não podem participar de nenhum evento promovido pela federação americana e nem tiveram seus nomes citados ao longo do prêmio.

Assista abaixo a todas as premiações da noite:

Por Guilherme Freitas


Estudos primeiro, dinheiro depois
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Katie Ledecky foi uma das grandes sensações dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. A jovem de 19 anos conquistou a admiração do público que compareceu ao Estádio Aquático Olímpico e gravou seu nome na história ao conquistar cinco medalhas, sendo quatro delas de ouro e bater dois recordes mundiais. Um feito que lhe daria oportunidade de ganhar muito dinheiro com novos patrocinadores que com certeza adorariam vincular suas imagens a atleta. Porém, ela recusou algumas ofertas para se dedicar a um sonho antigo: estudar.

Nos Estados Unidos atletas universitários contam com estrutura de ponta para seguir no esporte de alto rendimento, em contrapartida são proibidos de receber dinheiro via patrocínio e devem se dedicar apenas as aulas e aos treinamentos. Em muitos casos talentos do esporte acabam ganhando bolsas de estudos para cursar renomadas universidades e ao mesmo tempo seguir treinando em alto nível, uma realidade de diversas modalidades que fazem os Estados Unidos serem a maior potência esportiva do mundo mesclando educação e esporte.

Ledecky irá estudar em Stanford – Foto: Reprodução

Ledecky irá estudar em Stanford – Foto: Reprodução

Ledecky sempre afirmou que gostaria de participar e vivenciar o ambiente da natação universitária americana. Esta semana em uma entrevista para uma rádio ela reforçou este desejo ao afirmar que “não teve dúvida nenhuma em escolher a natação universitária do que a profissional”. A nadadora foi aceita ano passado pela Universidade de Stanford, mas resolveu adiar sua matrícula para se dedicar aos Jogos do Rio-2016. Agora poderá começar suas aulas após as férias de verão e nadar o próximo NCAA pela tradicional equipe da instituição.

Segundo Bob Dorfman, especialista em marketing esportivo, a nadadora poderia fechar patrocínios com grandes empresas e lucrar até US$ 5 milhões por ano. Ledecky é jovem e sabe que poderá ganhar ainda muito dinheiro no futuro quando for se profissionalizar, mas no momento ela quer viver o sonho de uma experiência única. Para a fenomenal atleta americana o dinheiro pode esperar.

Por Guilherme Freitas


Recorde mundial de Ledecky nos 400m livre: será que é hoje?
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No dia 23 de agosto de 2014 Katie Ledecky batia pela segunda vez em sua carreira o recorde mundial dos 400m livre ao cravar 3min58s37 na final no Campeonato Pan Pacífico de Gold Coast, na Austrália.

Desde aquele dia ela bateu mais cinco recordes mundiais: três vezes nos 1500m livre e duas nos 800m livre. Colocou seu nome na história ao ganhar cinco medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Kazan e firmar-se como uma das maiores de todos os tempos, porém, o recorde mundial nos 400m livre não saiu.

A fundista passou perto da marca em algumas oportunidades desde então. Ficou a 76 centésimos da marca na final do Mundial de Kazan e a 61 na seletiva olímpica americana disputada mês passado em Omaha. Hoje mais uma vez ela ficou no quase: 34 centésimos acima do bendito 3min58s37. O tempo, porém, lhe deu o recorde olímpico da prova.

Ledecky seria eleita a melhor do mundo pelos novos critérios da Fina - Foto: Associated Press

Ledecky busca quebrar seu recorde há dois anos – Foto: Associated Press

Katie Ledecky foi Katie Ledecky nesta eliminatória, sendo intensa do início ao fim e estando algumas vezes próxima a linha do recorde mundial para delírio do público presente ao Estádio Aquático Olímpico. Na virada para os últimos 50 metros estava apenas três centésimos atrás do recorde.

Sua performance nesta tarde é uma mostra de que a noite ela virá com tudo para buscar o tão cobiçado recorde mundial que persegue a quase dois anos. E podem ter certeza que vibrará demais caso complete esses 400 metros abaixo de 3min58s37.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Olympic Trials: vai começar
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A partir de amanhã as atenções de todo o mundo aquático se voltarão ao Century Link Center, em Omaha. Mais de mil nadadores americanos cairão na água visando obter uma vaga para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Serão oito dias de competição recheados de grandes expectativa para boas performances e possíveis recordes mundiais. No dia 3 de julho iremos conhecer o Team USA que em agosto vem ao Brasil para a Olimpíada. O balizamento já foi divulgado e teremos provas bastante interessantes.

Sem dúvida a grande atração do evento será Michael Phelps. De volta as piscinas após uma breve aposentadoria, o maior atleta olímpico de todos os tempos nadará cinco provas em Omaha: 100m e 200m borboleta, 200m medley, 100m e 200m livre. Nos eventos de livre seu objetivo é conseguir um lugar nos revezamentos americanos. Por isso a tendência é que ele nade apenas as eliminatórias, porém, se a marca feita pela manhã não for boa o suficiente para lhe colocar no revezamento ele poderá disputar a final.

Phelps quer testar sua velocidade na competição - Foto: Omega Watches

Phelps inicia sua jornada por mais ouros olímpicos – Foto: Omega Watches

Se Phelps terá um programa de provas menor do que as últimas seletivas, o mesmo não se pode aplicar a Ryan Lochte. O nadador cairá na água seis vezes: 100m e 200m livre, 100m borboleta, 200m costas, 200m e 400m medley. Pelo seu histórico, é bem possível que ele se retire alguma prova na seletiva. Para Londres-2012 ele fez a loucura de se inscrever em 12 eventos (!), porém desistiu de nadar metade deles. Pelo fato dos 200m costas acontecerem no mesmo dia dos 200m medley, é bem provável que ele não nade esta prova. A grande surpresa é a inscrição nos 100m borboleta, prova que ele tentou se dedicar anos atrás, e os 400m medley, evento que cogitou nunca mais nadar depois do ouro olímpico em Londres.

Entre as mulheres chama a atenção as inscrições de Katie Ledecky. Serão seis quedas na água: todas as provas de livre e os 400m medley. A nadadora é a favorita absoluta a medalha de ouro olímpica nos 400m e 800m livre e tem grandes chances nos 200m livre. Nos 100m livre o objetivo deverá ser conseguir um lugar no revezamento e nos 50m testar sua velocidade. Já os 400m medley podem ser uma alternativa para entrar na competição, pois a prova acontece no primeiro dia. Já Missy Franklin nadará suas quatro tradicionais provas (100m e 200m livre e 100m e 200m costas) e Natalie Coughlin que busca no Rio tornar-se a maior medalhista da história da natação feminina nada três eventos: 50m e 100m livre e 100m costas.

Ledecky seria eleita a melhor do mundo pelos novos critérios da Fina - Foto: Associated Press

Katie Ledecky encara seis provas na seletiva americana – Foto: AP Photo

Outros destaques são os 100m livre masculino (com dez nadadores balizados abaixo dos 49s, liderados pelo campeão olímpico Nathan Adrian), as acirradas lutas por vagas nos revezamentos femininos de nado livre e os 100m costas masculino com o trio David Plummer, Matt Grevers e Ryan Murphy bem a frente dos adversários e lutando por duas vagas. A seletiva americana acontece durante os dias 26 de junho e 3 de julho e terá transmissão da TV americana NBC. Não haverá transmissão do evento para o Brasil, mas resultados em tempo real e mais detalhes podem ser acompanhados pelo site da USA Swimming, clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Katie Ledecky: cada vez mais dominante
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São poucos atletas na atualidade que dominam suas respectivas modalidades e ostentam números impressionantes. No atletismo temos Usain Bolt que há muito tempo não sabe o que é perder uma prova de 100m e 200m rasos. No tênis masculino Novak Djokovic lidera o ranking mundial desde julho de 2014 e conquista taças atrás de taças. A natação não fica atrás e também seu nome dominante: Katie Ledecky.

A fundista tem uma carreira irretocável. Nunca foi derrotada em um grande evento internacional. Sempre quando caiu na água ela jamais viu alguém chegar na sua frente. Acumula 15 medalhas de ouro em quatro eventos (Campeonatos Mundiais de Barcelona-2013 e Kazan-2015, Campeonato Pan-Pacífico de Gold Coast-2014 e Jogos Olímpicos de Londres-2012) e ao que tudo indica essa sequência vai continuar no Rio-2016.

Neste fim de semana, Ledecky mais uma vez sobrou em uma de suas especialidades. Nadando o Atlanta Classic Swim Meet ela venceu os 400m livre com o melhor tempo do mundo em 2016: 4min00s31. Um bom resultado para esta época do ano, onde a fundista enfrenta treinamentos pesados visando a seletiva olímpica americana. E pelo andar da carruagem Ledecky deve fazer excelentes marcas na competição em Omaha.

Ledecky seria eleita a melhor do mundo pelos novos critérios da Fina - Foto: Associated Press

Katie Ledecky continua escrevendo a história – Foto: Associated Press

O resultado no Atlanta Classic além de ter sido o mais rápido da temporada, também é o oitavo melhor da história. E isso não é nenhuma novidade se tratado de Katie Ledecky. Dos dez melhores desempenhos de todos os tempos nos 400m livre, oito são da americana. A supremacia também é vista nas outras provas de fundo. Nos 800m livre o domínio é ainda maior: dos dez melhores tempos da história, nove são dela. E nos 1500m livre a nadadora tem seis das dez maiores marcas da prova.

Fenômeno, gênio e monstro são alguns adjetivos que para Katie Ledecky funcionam como sinônimo. Aos 19 anos, a jovem americana parece estar cada dia melhor e cada vez mais arrasadora. E o que mais assusta: parece estar longe do ápice da carreira devido suas constantes marcas e recordes. Suas adversárias não estão nas raias ao lado, mas sim girando no cronômetro. São os números, segundos e centésimos, os seus maiores rivais. E sorte a nossa que poderemos apreciá-la daqui a 80 dias na piscina do Estádio Olímpico.

Por Guilherme Freitas


A melhor competição da vida de Katie Ledecky
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Ontem, durante o último dia de finais do Arena Pro Swim Series os holofotes estavam voltados para a penúltima prova do dia: os 800m livre feminino. Mesmo com a presença de Katinka Hoszzu, Sarah Sjostrom, Missy Franklin, Michael Phelps e Ryan Lochte disputando medalhas na piscina texana de Austin, todos estavam interessados em saber se Katie Ledekcy conseguiria quebrar mais um recorde mundial. E ela conseguiu. Com 8min06s68 melhorou seu antigo recorde em 71 centésimos e tornou-se a primeira mulher a romper a marca de 8min07s na história. Em Austin não é exagero dizer que Ledecky fez a melhor competição de sua vida.

Mas como um simples Grand Prix americano pode ter sido mais relevante do que uma Olimpíada ou um Campeonato Mundial? A resposta são os tempos pessoais alcançados por Ledecky. Em Austin ela cravou os melhores tempos de sua vida em três provas: 100m, 200m e 800m livre. Nos 400m livre ficou a pouco mais de um segundo de seu fantástico recorde mundial e os 1500m livre, prova da qual detém o recorde mundial, não foi disputada na categoria feminina.

O fenômeno Katie Ledecky - Foto: Europe Photo Agency

O fenômeno Katie Ledecky – Foto: European Pressphoto Agency

Em Austin Ledecky mostrou sua versatilidade para as provas de nado livre. Que ela é a melhor fundista da atualidade, ninguém discorda, porém, seus resultados nos 100m e 200m livre também foram bastante positivos. Nos 100m nadou para 53s75 e só foi derrotada por Sarah Sjöström. Com esse tempo ficaria no top 10 da prova na temporada passada. Nos 200m livre ela sobrou na prova e venceu com 1min54s43, quase dois segundos de vantagem sobre Sjöström e três sobre Missy Franklin. A americana foi mais de meio segundo mais veloz do que sua performance em Kazan quando ficou com o ouro.

A cereja do bolo foram os 800m livre na última etapa. O tempo já um absurdo por si só, mas fazendo algumas comparações temos a noção de como ele é fortíssimo. Por exemplo, na passagem dos 400 metros Ledecky cravou 4min03s22, tempo que lhe daria a medalha de bronze no último Mundial de Kazan e lhe deixaria em quarto lugar na Olimpíada de Londres na prova dos 400m livre. Já o tempo total de 8min06s68 também foi apenas um segundo e meio mais lento do que a passagem de Connor Jaeger que venceu a prova masculina dos 1500m livre no mesmo Grand Prix de Austin.

Katie Ledecky segue imbatível - Foto: Arizona Republic/USA Today Sports

Katie Ledecky segue imbatível – Foto: Arizona Republic/USA Today Sports

A performance deste fim de semana mostra que Ledecky esta vivendo um momento incrível e parece ainda estar longe de atingir seu ápice nas piscinas. Aos 18 anos de idade ela já coleciona nove medalhas em Mundiais e uma medalha olímpica (todas de ouro), além de 11 recordes mundiais. Até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ela deverá nadar outras etapas do Grand Prix, além da seletiva americana. Provavelmente continuará baixando seus tempos pessoais e batendo recordes. Não dá nem para imaginar o que ela pode fazer em agosto no Rio-2016. Afinal, parece que Katie Ledecky ainda não foi apresentada a palavra limite.

Por Guilherme Freitas


As chances da natação no Prêmio Laureus 2015
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O Oscar do esporte mundial. Assim podemos resumir o que é a grandeza do Prêmio Laureus, criado no ano de 1999 pela Founding Patrons Damier e Richemont e que sempre contou com fortes e tradicionais patrocinadores. O evento promove diversas homenagens, mas as mais importantes são: melhor atleta masculino do ano, melhor atleta feminina, melhor time coletivo, revelação do ano e o melhor retorno.

Honradamente, fui convidado pelo presidente da Academia Laureus, Edwin Moses, para integrar o painel de especialistas que elegem os homenageados do ano. Pelo terceiro ano consecutivo, faço parte do “board” dos especialistas. Não posso informar meus votos, pois tudo é confidencial, mas relato quais são as chances da natação nas principais categorias.

Katie Ledecky teve um 2015 brilhante - Foto; Reprodução/Internet

Katie Ledecky teve um 2015 brilhante – Foto; Reprodução/Internet

Atleta no masculino do ano

Acho muito difícil algum nadador levar o título. Mesmo sendo ano de campeonato mundial, nenhum nadador foi imensamente consagrado em Kazan (local do Mundial de 2015) e ninguém teria chance de tirar o prêmio Laureus dos principais favoritos, que deverão ser o Usain Bolt (Atletismo) e Novak Djokovic (Tênis).

Atleta no feminino do ano

Para quem acompanha natação, ou pelo menos entende um pouco da modalidade, sabe que existe uma “gigante” das piscinas: a americana Katie Ledecky. A nadadora de longa distância foi tão importante para os Estados Unidos, que sozinha faturou mais medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Kazan do que toda a seleção inteira de seu país. Ledecky ganhou tudo: 200m, 400m, 800m e 1500m livre e o revezamento 4x200m livre.

Apesar de ser a melhor nadadora do mundo de 2015, a atleta não é mundialmente conhecida perante atletas de outras modalidades como a tenista Serena Williams. Não é tão simples explicar esse motivo. Talvez ela não tenha um sorriso simpático ou carisma como o de Missy Franklin (a nadadora queridinha da América) ou não apareça tanto na mídia como a húngara Katinka Hosszu. Performance ela tem de sobra para vencer o prêmio Laureus, mas é difícil dizer se ganhará.

O jovem Adam Peaty - Foto: François Xavier Marit

O jovem Adam Peaty – Foto: François Xavier Marit

Melhor time do ano

Nesta categoria entram as modalidades coletivas e a natação não tem indicação para esta premiação. Quem sabe num futuro próximo, podemos ver equipes de revezamento de natação disputando este desejado prêmio.

Revelação do ano

O melhor representante da natação é o britânico Adam Peaty. O jovem de 20 anos, arrasou no Mundial de Kazan, vencendo as provas de 50m e 100m peito e o revezamento 4x100m medley misto. Sua técnica do nado peito é elogiada em todo o mundo e é o símbolo da ressurreição da natação britânica.

Michael Phelps retornou as piscinas em grande estilo - Foto: Bob Stanton/USA TODAY Sports

Michael Phelps retornou as piscinas em grande estilo – Foto: Bob Stanton/USA TODAY Sports

Melhor retorno do ano

Aqui esta a maior chance de algum nadador vencer o prêmio Laureus. A lenda Michael Phelps não participou do Campeonato Mundial de Kazan, mas paralelamente (exatamente na mesma semana do evento) competiu nos Estados Unidos e simplesmente arrasou nas provas de 100m e 200m borboleta e os 200m medley. Se tivesse participado do Mundial, teria vencido as três provas individuais.

Por causa de mau comportamento, foi preso por estar dirigindo alcoolizado, ele acabou cortado da seleção americana. Mas a verdade é que Phelps continua no auge da forma e ainda é o melhor nadador do mundo e (pasmem) é o atleta candidato a conquistar o maior número de medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, entre todas as modalidades.

Geralmente os nadadores tem mais visibilidade em ano olímpico, mas seria importante para a modalidade vencer alguma categoria do Prêmio Laureus neste ano de 2015.

Patrick Winkler