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Arquivo : Katinka Hosszu

Europa dá largada para temporada 2017!
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O show não pode parar. Após uma intensa sequência com Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, nove etapas da Copa do Mundo e o Campeonato Mundial de piscina curta de Windsor, muitos nadadores não tiveram tempo para descansar ou esticar suas férias. Neste primeiro mês de 2017 a Europa começa a temporada com alguns meetings e torneios que servirão como aquecimento e aperitivo para o Mundial de Budapeste em julho.

O primeiro desses torneios começa já neste fim de semana. Amanhã tem início as disputas da Flanders Speedo Cup, tradicional evento disputado na Wezenberg Olympic Pool, na cidade de Antuérpia. Entre os diversos nadadores inscritos destaque para as campeãs olímpicas Katinka Hosszu e Mireia Belmonte que debutam na temporada. Uma curiosidade deste evento é que o velocista Bruno Fratus é o único brasileiro detentor de algum recorde de campeonato. Em 2013 ele venceu os 50m livre e cravou a melhor marca do torneio com 22s25.

Katinka Hosszu nadará o EuroMeet e a Flanders Cup – Foto: AP Photo

Katinka Hosszu nadará o EuroMeet e a Flanders Cup – Foto: AP Photo

Simultaneamente a Flanders Cup acontece a 50ª edição do tradicional Geneva International Challenge, na Suíça. Alguns medalhistas olímpicos no Rio-2016 como Anthony Ervin, Kaiti Melli e Laszlo Cseh estarão em ação na piscina do Centro Esportivo de Vernets. Uma das atrações será o brasileiro Matheus Santana, que nadará sua primeira competição representando a equipe americana do SwimMAC, onde esta treinando. O velocista nadará as provas de 50m e 100m livre e 50m borboleta.

No final de semana seguinte é a vez do EuroMeet, uma disputa anual que reúne muitos nomes de peso em Luxemburgo. Entre os dias 27 e 29 de janeiro, grandes nomes do cenário europeu estarão em ação como Adam Peaty, Sarah Sjostrom, Marco Koch, Camille Lacourt, Laszlo Cseh e claro a dama de ferro Katinka Hosszu que mais uma vez nadará um número absurdo de provas e não será surpresa se conseguir subir ao pódio em todas elas.

Matheus Santana disputa torneio na Suíça - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Matheus Santana disputa torneio na Suíça – Foto: Satiro Sodre/SSPress

No mesmo fim de semana do EuroMeet o parque aquático Hylliebadet em Malmo vai sediar o Swedish Grand Prix, que não terá a estrela local Sarah Sjostrom que optou por nadar o evento em Luxemburgo. De qualquer forma esta competição será válida pela Fina como oficial para registro de índices para o Mundial de Budapeste. A temporada 2017 já começou!

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Os maiores recordistas mundiais da atualidade
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Você sabe quem são os cinco nadadores que detém o maior número de recordes mundiais individuais atualmente? Listamos aqui esses nadadores, todos multicampeões olímpicos e mundiais. Uma curiosidade é que são quatro mulheres e apenas um homem. E este homem é Michael Phelps! Assista ao vídeo, descubra quem são todos eles e assine o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Phelps x Peaty, Hosszu x Ledecky: quantidade x qualidade?
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Tyler Clary afirmou que pode ceder sua vaga a Phelps nos 200m medley sem problemas

Michael Phelps (foto: divulgação)

Hoje, Cristiano Ronaldo foi premiado pela FIFA como o melhor jogador do mundo em 2016. As premiações da natação, por outro lado, já foram todas oferecidas no ano passado. Segue abaixo a lista das principais:
FINA
Feminino: Katinka Hosszu (HUN)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Revista Swimming World
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Swim Swam
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
SwimVortex
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Adam Peaty (GBR)
Best Swimming
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Não foram citados os prêmios em águas abertas, pois todos escolheram os mesmos nadadores: os holandeses SHaron van Rouwendaal e Ferry Weerman, campeões olímpicos dos 10 km.
Nas principais premiações dos melhores do mundo na natação, nenhuma unanimidade. Mas quase: os americanos Katie Ledecky e Michael Phelps foram eleitos os melhores nadadores do planeta por quase todas as publicações.
Katie Ledecky em ação no Rio-2016 - Foto: Michael Dalder/Reuters

Katie Ledecky (foto: Michael Dalder/Reuters)

O prêmio oferecido pela revista Swimming World é o mais tradicional do esporte: é oferecido desde 1964. O da FINA, por sua vez, tem caráter oficial e foi criado somente em 2010. Tem feito escolhas polêmicas e ainda precisa encontrar seu formato ideal – o atual é baseado em uma tabela de pontos, que, entre outras aberrações, coloca no mesmo nível conquistas em piscina curta e piscina longa, o que justifica a escolha de Katinka Hosszu nos últimos três anos enquanto Katie Ledecky era praticamente unanimidade.
Mas a discussão aqui é outra. Ledecky e Phelps foram os melhores para a maioria. Mas houve aqueles que escolheram Hosszu e Adam Peaty. Quais são os critérios? Alguns escolhem o nadador com mais vitórias e glórias; outros preferem aquele que chegou mais perto da perfeição em uma performance individual espetacular.
Houve anos em que não houve discussão. Em diversas temporadas recentes, como 2003, 2007 e 2008, no masculino, Michael Phelps foi o melhor em todos os critérios: foi o mais vencedor, o mais dominante, o autor dos recordes mais impressionantes. Há outros exemplos: Inge de Bruijn em 2000, Ian Thorpe em 2001, Missy Franklin em 2012.
O atual critério utilizado pela FINA valoriza somente os nadadores versáteis, que disputam várias competições e tem um leque de provas variado. Com isso, em 2015, premiou Hosszu e o australiano Mitch Larkin, em escolha muito criticada. Por isso, criou uma espécie de “prêmio de consolação” na ocasião, destinado aos melhores índices técnicos do ano, laureando assim Ledecky e Peaty, esses sim escolhidos por todas as publicações os melhores de 2015.
Adam Peaty celebra sua vitória nos 100m, peito - Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Adam Peaty (foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Ao colocar na balança versatilidade e hegemonia, muitas vezes a escolha é difícil. Em 2016, Adam Peaty, com seu 57s13 nos 100m peito nos Jogos Olímpicos, chocou o mundo. Está muito distante de seus concorrentes na prova e provavelmente demorará muito até que outro nadador supere a marca. E fica a pergunta: esse desempenho único supera os dois ouros e uma prata individual de Michael Phelps, além de três ouros nos revezamentos, nos Jogos Olímpicos? Para alguns sim, tamanha superioridade do britânico. Para outros não, pois seis medalhas olímpicas, sendo cinco ouros, é um feito gigantesco.
No feminino, também há discussão. Katie Ledecky teve os melhores resultados técnicos, com seus impressionantes recordes mundiais nos 400m e, sobretudo, nos 800m livre. Ela já nos acostumou nos últimos anos às suas marcas espetaculares, mas continua surpreendendo. E, ao contrário de Peaty, prima também pela quantidade: conquistou quatro ouros e uma prata na Olimpíada do Rio de Janeiro. Mas, em termos de quantidade, Ledecky tem uma rival imbatível: Katinka Hosszu. Três ouros e uma prata individuais no Rio, conquistou nove medalhas no Mundial de curta e mais de 100 na Copa do Mundo este ano. Conseguiu o feito de ter todos os recordes individuas húngaros em pisicna curta. E também prima pela qualidade: seu recorde mundial dos 400m medley na Olimpíada foi quase tão impressionante quanto as marcas de Ledecky.
Entre as mulheres, a qualidade venceu, pois, no caso de Ledecky, também estava aliada à quantidade. No masculino, deu Phelps – sua versatilidade superou a qualidade que Peaty mostrou em somente uma prova.
E para você, quais são os principais aspectos na escolha dos melhores nadadores do mundo?
Por Daniel Takata

Último dia do Mundial de curta: bronze para Felipe Lima
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Último dia do Campeonato Mundial de piscina curta em Windsor, Canadá, com medalha para o Brasil, recorde para Katinka Hosszu, feito histórico para Tae-Hwan Park e supremacia americana no quadro de medalhas.

Felipe Lima e seu bronze (foto: Satiro Sodré)

Felipe Lima (foto: Satiro Sodré/SSPress)

Grande demonstração de superação de Felipe Lima. Após ficar fora dos Jogos Olímpicos, e de ter um grande circuito da Copa do Mundo, não nadou bem os 100m peito, em uma prova em que se repetisse as marcas que fez algumas vezes esse ano teria chegado ao pódio. Muitos nadadores ficariam com o psicológico abalado, afetaria o lado físico e não se recuperariam dentro da competição. Pois Felipe conseguiu esquecer rapidamente aquela frustração para cair de cabeça nos 50m. Com uma boa saída e, sobretudo, uma grande virada, consegue finalmente encaixar o número de braçadas exato na segunda metade da prova, algo que não conseguira na eliminatória e na final, e com 25s98 faz sua melhor marca pessoal e conquista a medalha de bronze, a terceira medalha do Brasil na competição. À sua frente o sul-africano Cameron van der Burgh, com 25s64, e o esloveno Peter Stevens com 25s85. Está bem, se o russo Krihill Prigoda tivesse repetido seu tempo da semifinal de 25s95 teria ficado com o bronze no lugar de Felipe. Mas as conquistas se fazem nadando bem na hora certa, e foi isso que fez o brasileiro. Felipe França, campeão da prova em 2010 e 2014, não tem conseguido exibir seu melhor, principalmente nos fundamentos em que me ótimo, e termina em quinto com 26s13.

Tae-Hwan Park venceu com facilidade até supreendente os 1500m livre, com recorde de campeonato de 14min15s51. Surpreendente por dois motivos: por parecer estar mais veloz do que resistente, afinal bateu o recorde de campeonato nos 200m livre e sempre nadou melhor 200m e 400m do que 1500m; e por ter pela frente o campeão olímpico e recordista mundial na curta, o italiano Gregorio Paltrinieri, que foi a Windsor apenas para nadar essa prova. O equilíbrio foi até exatamente os 1100m, quando o coreano disparou, deixando o italiano seis segundos atrás no final. É a primeira vez que um homem vence os 200m, 400m e 1500m em um mundial de curta. Na longa, isso aconteceu uma vez, em 1975, com o americano Tim Shaw. E Park mostra que definitivamente está de volta, após uma Olimpíada frustrante.

Tae Hwan Park, quatro medalhas olímpicas - Foto: Sportal

Tae-Hwan Park (foto: Sportal)

E poderia ter feito ainda mais história ao nadar os 100m livre apenas 10 minutos após os 1500m. Se subisse no pódio seria o primeiro a medalhar dos 100m aos 1500m. Obviamente foi prejudicado pelo cansaço, mas ainda assim é o primeiro a chegar a finais das quatro provas. Com a vitória o lituano Simonas Bilis com 46s58, um centésimo à frente do japonês Shinri Shioura. Tempos fracos para pódio, tanto que o vencedor sequer medalharia na última edição, e seu tempo, apenas sexto no ranking mundial de 2016, é um segundo acima da melhor marca da temporada, do russo Vladimir Morozov.

Com um final de prova matador, a britânica Molly Renshaw vence os 200m peito feminino com 2min18s51, vencendo, a exemplo dos 100m livre masculino minutos antes, por apenas um centésimo. A prata foi para a canadense Kelsey Wog. As duas primeiras colocadas mostraram como é importante fazer uma prova equilibrada, chegando à frente da outra britânica, Chole Tutton, que passou na frente na primeira metade da prova e terminou na terceira posição, e da americana Lilly King, exímia velocista, líder somente nos primeiros 50 metros.

O polonês Radoslaw Kawecki sempre teve como principal arma seu nado submerso. É um nadador que consegue ficar 75 metros submerso sem respirar. O que explica sua incrível capacidade de se utilizar de ondulações submersas por quase 15 metros em cada uma das sete viradas dos 200m costas. Ele é um bom nadador em piscina de 50 metros (foi prata nos mundiais de 2013 e 2015), mas na curta ele é rei. Com 1min47s63 conquista o tricampeonato mundial da prova, mais de um segundo à frente do americano Jacob Pebley. O atual campeão mundial na longa, vice-campeão olímpico, recordista mundial na curta e atual líder do ranking mundial, o australiano Mitch Larkin, não está em grande forma, piora mais de três segundos sua melhor marca e termina na quarta posição.

Katinka Hosszu venceu as provas de medley em Barcelona

Katinka Hosszu (foto: divulgação)

Ao vencer os 100m borboleta, Katinka Hosszu completa uma coleção impressionante. Subir ao pódio de um mesmo mundial em provas como 50m costas, 100m borboleta, 200m livre e 400m medley é coisa para poucos. Na verdade, só para ela mesmo. Com 55s12, bate seu recorde húngaro, único batido por ela nessa competição, em sua última prova, derrotando a americana Kelsi Worrell, que também bateu o recorde de seu país, por apenas um décimo. Chega a nove medalhas em Windsor e agora é a nadadora com mais medalhas em uma edição, entre homens e mulheres. Com 22 medalhas, todas individuais, ainda não é a maior medalhista da história da competição, atrás das 38 de Ryan Lochte. Mas ela pode alcançar o americano em breve em termos de pódios individuais, pois ele tem 23.

A campeã olímpica em 2012 Ranomi Kromowidjojo, com saída espetacular como de costume, leva os 50m livre pela terceira vez após as vitórias em 2010 e 2014, com 23s60. A favorita era a dinamarquesa Jeanette Ottesen, mas teve uma virada muito ruim e com 24s00 fica apenas na quarta posição – tendo feito 23s58 na Copa do Mundo esse ano.

Nos revezamentos, o Canadá venceu o 4x50m livre feminino com 1min35s00 e fez o hino local tocar pela primeira, e única vez, na competição. No 4x100m livre masculino, vitória para a Rússia com 3min21s17, a quinta vitória do país em revezamentos masculinos, o quinto ouro de Vladimir Morozov, que sai como o homem mais premiado da competição, mesmo não nadando bem as provas individuais. E para fechar a competição vitória americana no 4x100m medley feminino com 3min47s89, com destaque para Kelsi Worrell, que nadou mesmo tendo tomado pontos no supercílio após um acidente na piscina de aquecimento.

Os Estados Unidos fecharam a competição na liderança do quadro de medalhas, com oito ouros, 14 pratas e sete bronzes. Por muito pouco Katinka Hosszu, com seus sete ouros e duas pratas, não levou, sozinha, a Hungria à liderança do quadro.

E assim termina a 13ª edição do Mundial de curta. Um tanto esvaziada por ser pós-olímpica, mas sempre com grandes desempenhos e feitos históricos. O evento retorna em 2018 em Hagzhou, na China.

Por Daniel Takata


Quarto dia do Mundial de curta: Etiene em busca do bi
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Em uma sessão de finais e semifinais sem recordes mundiais nem marcas históricas, o destaque do quarto dia do Campeonato Mundial de piscina curta, ao menos para os brasileiros, foi a classificação de Etiene Medeiros na primeira posição para a final dos 50m costas.

Etiene não deu chances para o azar e, nadando na segunda semifinal da prova que defende o título, classificou-se em primeiro com 26s00. Na final de amanhã terá o desafio das duas nadadoras que completaram o pódio há dois anos, a australiana Emily Seebohm e a húngara Katinka Hosszu. Entra como favorita para a final de amanhã e deve nadar mais rápido amanhã, até porque nadou abaixo de 26 segundos abrindo o revezamento ontem.

Outra esperança brasileira de medalha, Nicholas Santos, infelizmente não terá essa chance. Com 22s82 na semifinal dos 50m borboleta, fica em 9º e fora da final. Com isso não poderá disputar o tira-teima com Chad le Clos – cada um venceu a prova uma vez nos dois últimos mundiais de curta. Uma prova irreconhecível, três décimos acima da eliminatória, na qual havia se classificado em primeiro. Reclamou pela saída ter sido demorada, o que o prejudicou em seu principal fundamento.

Michael Andrew - Foto: Federação de Natação de Cingapura

Michael Andrew – Foto: Adidas Swimming

Talvez o destaque negativo do dia vai para o russo Vladimir Morozov, de quem se esperava muito e não se obteve muita coisa. Tendo estabelecido o recorde mundial de 50s30 nos 100m medley na Copa do Mundo, e em todas as nove etapas tendo vencido, com pior tempo de 51s75, hoje viu o ouro ser ganho com 51s84. E ele ficou fora do pódio. Michael Andrew, há anos tido como o futuro da natação americana, aos 17 anos vence sua primeira prova absoluta internacional. Pódio completado por japoneses, Daiya Seto e Shinri Shioura, com Morozov nada menos em sexto lugar com irreconhecíveis 52s83. Para piorar, fez tempos mais rápidos na eliminatória e na semifinal. Ou seja, das 12 vezes que nadou no ano, fez o pior tempo justamente na final do Mundial. Ter nadado o revezamento 4x50m livre 15 minutos antes teve seu preço. E ainda teria os 50m livre.

Uma prova em que o russo entrou mordido, e que parecia que seria sua redenção. Mas após liderar 49 metros, foi surpreendido na última braçada pela surpresa Jesse Puts, da Holanda. E novamente Morozov faz um tempo que fez mais rápido na Copa do Mundo por várias vezes – em oito das nove etapas. Prova fraca, na qual o tempo do vencedor sequer daria pódio nos últimos três mundiais de curta. Mas foi o que menos importou para o holandês, que ficou surpreso com a vitória – mas não com o tempo, já que seu melhor é 21s05. Aliás esse foi o tempo de Morozov na semifinal, que lhe daria a vitória na final. Da próxima vez o russo pensará várias vezes antes de nadar várias finais em uma mesma etapa…

Quem não bobeia é Katinka Hosszu. Com habilidade impressionante nos fundamentos, mostra velocidade e vence os 100m medley com 57s24. Impressionante porque mostra domínio total nas viradas e ondulações com a explosão necessária para uma prova tão rápida, o que é de se chamar a atenção para uma nadadora especialista nso 400m medley, uma prova de fundo. A australiana Emily Seebohm e a jamaicana Alia Atkinson se aproveitaram da velocidade em suas especialidades, costas e peito, para completarem o pódio. Mas dominar vários estilos e fundamentos da prova, só mesmo Katinka Hosszu, não por acaso campeã e detentora do recorde mundial.

Katinka Hosszu: como sempre, a húngara marca presença no campeonato

Katinka Hosszu – Foto: Reprodução

Mas, fenomenal que é, Hosszu não foi páreo para as rivais nos 400m livre. Em provas como 100m e 400m medley, nos quais é absoluta, mesmo não estando em seu melhor ela consegue levar. Mas em outras provas pode faltar um pouco. Após uma temporada cheia, mostra sinais de cansaço, sem nenhuma melhor marca pessoal e por vezes nadando até pior que em competições menores esse ano. Foi o caso aqui. Com 3min59s89, piora seu tempo do Campeonato Húngaro em novembro e termina na quarta posição, perdendo o bronze no final com dificuldade para imprimir um forte final de prova para a japonesa Chihiro Igarashi. A americana Leah Smith levou seu segundo ouro, após a vitória nos 800m ontem, com 3min57s78. Após um grande ano, em que se firmou como o segundo nome da prova no mundo atrás apenas de Katie Ledecky, encerra a temporada de forma perfeita. Curiosidade: o tempo de Ledecky na Olimpíada, em piscina longa, venceria o de Smith em piscina curta, tanto nos 400m quanto nos 800m…

Nas outras provas, vitória para a dimanarquesa Jeanette Ottesen nos 50m borboleta com 24s92 e do japonês Junya Koga nos 50m costas com 22s74, além de dois ouros russos nos revezamentos do dia – 4x50m livre e 4x200m livre, ambos masculinos.

Por Daniel Takata


Segundo dia do Mundial de curta: ressaca olímpica
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O segundo dia do Mundial de curta em Windsor, no Canadá, seguiu a mesma toada do primeiro: em geral os vencedores vêm fazendo tempos mais altos do que os ganhadores de dois anos atrás, na edição de Doha. A húngara Katinka Hosszu (foto) até enfatizou a ressaca olímpica por parte de vários nadadores.

Felizmente havia um certo Tae-Hwan Park para elevar o nível. O sul-coreano foi o grande destaque do dia. Nadando na raia 1 nos 200m livre, chegou a passar a primeira metade abaixo da parcial do recorde mundial. O tempo final de 1min41s03 é a terceira melhor marca da história sem trajes tecnológicos. Bate o recorde de campeonato que era de Ryan Lochte por cinco centésimos. E novamente o sul-africano Chad le Clos, a exemplo da Olimpíada, perde o ouro da prova para um asiático – na ocasião o chinês Sun Yang venceu, em uma prova parecida, na qual le Clos deixou para decidir tudo nos últimos 50 metros, e não deu certo.

Nas demais provas, algumas pioras de tempos frustrantes, que se não acontecessem poderiam render medalhas. É o caso de Felipe França e Felipe Lima. Na final dos 100m peito, a vitória foi para o alemão Marco Koch com 56s77, o único abaixo de 57s. Isso mesmo. Com o tempo da semifinal de ontem de 56s99, França ficaria com a prata. Hoje, ficou em quarto com 57s05, apenas um centésimo do bronze. O mesmo para Felipe Lima, que não se classificou para a final, e esse ano nadou quatro vezes entre 56s83 e 57s01, tempos que renderiam medalha hoje. Na final de hoje não vimos o França que estamos acostumados, principalmente em piscina curta, com grande explosão nas filipinas e atacando desde o início com grande velocidade. Ficou longe de seu melhor tempo de 56s25. Há dois anos, em Doha, o tempo do vencedor Koch seria somente bronze.

Felipe França é uma das atrações do Torneio Open - Foto: Satiro Sodré

Felipe França – Foto: Satiro Sodré

Mas não foram apenas os brasileiros que lamentaram não nadar bem na hora certa. A jamaicana Alia Atkinson fez 29s11 nos 50m peito após ter feito 28s84 esse ano e bater o recorde mundial, além de ter nadado cinco vezes mais rápido na Copa do Mundo em relação ao tempo de hoje. Para piorar perdeu a prova para a americana Lilly King(28s.92).

Mitch Larkin, com o título nos 100m costas, tornou-se o nadador mais dominante na prova em nível mundial nos últimos anos: é o atual bicampeão mundial em piscina curta e campeão mundial na longa. No entanto, o título mais importante escapou, o do Jogos Olímpicos, em que chegou como favorito e sequer chegou ao pódio. Hoje venceu a prova na última braçada contra o russo Andrei Shabashov: 49s65 x 49s69.

Com apenas dois dias de competição Katinka Hosszu já se firma como o grande nome. Não perca a conta: já são quatro medalhas. Dificilmente alguém conquistará mais medalhas individuais, e ainda restam quatro dias para Hosszu, quem sabe, superar as oito medalhas de Doha e sair com o recorde histórico de pódios no campeonato. Hoje confirmou o favorotismo nos 200m borboleta, prova na qual foi derrotada há dois anos por Mireia Belmonte. Seu tempo de 2min02s15 hoje foi um segundo mais lento que naquela ocasião, mas sua maior preocupação é chegar na frente em suas provas e ainda ter energia para as que virão a seguir. Já nos 100m costas, prova em que é campeã olímpica, Hosszu fez o suficiente para vencer com 55s54, tempo exatamente igual ao bronze de 2014. Vencer na mesma etapa provas tão diferentes como os 100m costas e os 200m borboleta é algo que só a Dama de Ferro consegue e que nunca nos deixa de impressionar.

Em tempo: ao conquistar sua 17ª medalha em mundias de curta, Hosszu se iguala no ranking histórico feminino da competição com a sueca Therese Alshammar, a americana Jenny Thompson e a eslovaca Martina Moravcova. Nos próximos dias ela não só se tornará a recordista isolada como irá disparar na liderança.

Larissa Oliveira disputou a semifinal dos 100m livre e terminou na 15ª posição com 53s67.

Nas provas de revezamento, o primeiro recorde mundial da competição no 4x50m medley feminino pela equipe americana com 1min43s27. No 4x50m livre misto vitória para a Rússia com 1min29s73.

Por Daniel Takata


Primeiro dia do mundial de curta: o peso do ouro olímpico
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Ninguém é campeão olímpico por acaso. Por mais clichê que a frase soe, o primeiro dia de finais do 13º Campeonato Mundial de Piscina Curta, em Windsor, no Canadá, foi uma tradução quase perfeita da sentença.

E o interessante é que, dos quatro campeões olímpicos que venceram provas individuais, três deles sequer subiram ao pódio em suas especialidades nos Jogos do Rio de Janeiro, este ano. Por pior que seja a fase, por mais que pareça que o auge já passou, jamais subestime um campeão olímpico.

Que o diga o sul-coreano Tae-Hwan Park. Com a vitória nos 400m livre com 3min34s59, em uma acirrada batalha contra o russo Alexander Krashykh e um final de prova fortíssimo, se recupera de uma frustrante Olimpíada, para a qual teve sua preparação prejudicada por ter sido suspenso por doping em 2014 e de ter recebido uma punição adicional de sua federação, ficando pendente sua participação olímpica até as vésperas do evento. Após os Jogos, fez excelentes tempos (incluindo um que lhe daria a prata olímpica nos 200m livre) e agora mostra que, oito anos após o ouro olímpico nos 400m livre em 2008, continua entre os grandes. E, após vencer Olimpíada, Mundial de longa, Jogos Asiáticos e Pan-Pacífico, conquista o único título que não tinha, o mundial de curta.

A italiana Federica Pellegrini também mostrou que a experiência de uma campeã olímpica faz a diferença. A húngara Katinka Hosszu desafiou o recorde mundial dos 200m livre na primeira metade da prova, mas Pellegrini, como de costume, não se desesperou ao se ver quase um segundo atrás. Já vimos a italiana passar muito atrás e não conseguir se recuperar, mas dessa vez conseguiu dosar de forma perfeita e ultrapassou a húngara nos últimos 50 metros. 1min51s73 é seu melhor tempo sem trajes tecnológicos (1min51s17 sendo seu recorde nacional de 2009). E, assim como Park, já havia conquistado todos os títulos possíveis na prova, exceto um mundial de curta. Agora não falta mais. Para Hosszu, sabor amargo por saber que foi com muita sede ao pote e que pagou o preço no final por iniciar muito forte. Após vencer os 200m livre em todas as nove etapas na Copa do Mundo, termina com 1min52s28, um pouco acima de seu melhor tempo na temporada de 1min52s08 na etapa de Berlim no circuito. Manuella Lyriochegou à final da prova e terminou na oitava posição com 1min55s51 (1min55s19), saindo satisfeita de sua primeira final em um Campeonato Mundial.

Federica Pellegrini - Foto: Reprodução

Federica Pellegrini – Foto: Reprodução

Mas, se nos 200m livre Hosszu não conseguiu superar a estratégia de uma especialista, o mesmo não se pode dizer dos 400m medley. Absoluta do início ao fim, a vitória com 4min21s67 veio com seis segundos de vantagem. Inclusive o tempo que lhe deu o ouro olímpico de 4min26s36, em piscina de 50 metros, seria suficiente para a vitória hoje – provavelmente uma das raras ocasiões, se não for a única, que o tempo da vitória olímpica na piscina longa daria o ouro nesse mundial de curta. O que demonstra sua enorme superioridade. Não ameaçou seu recorde mundial de 4min19s46, mas é seu melhor tempo na temporada. E, exatamente como Park nos 400m livre e Pellegrini nos 200m livre, Hosszu já havia conquistado tudo nos 400m medley, exceto um título mundial de curta. A vietnamita Ahn Vien Nguyen teria conquistado a primeira medalha da história de seu país na competição, mas foi desclassificada, deixando a prata para a americana Ella Astin. Decepção para a bronze olímpica na prova Mireia Belmonte. A espanhola havia derrotado Hosszu no Mundial de 2014. Hoje, terminou na quinta posição, 12 segundos acima do tempo de dois anos atrás. A vingança da húngara dessa vez nem teve graça.

E o vencedor olímpico dos 200m borboleta de 2012 Chad le Clos fez uma prova de contrastes. Uma aula de como se nadar e como não se nadar ao mesmo tempo. No geral não conseguiu calcular apropriadamente a aproximação nas bordas, o que resultou em entradas nas viradas ruins, algo mortal em piscina de 25 metros. No entanto suas ondulações submersas foram impressionantes e fizeram a diferença, especialmente nos últimos 25 metros. Virando na terceira posição, tirou a distância de maneira espetacular para o americano Tom Shields e o japonês Daiya Seto. Final de prova monstruoso. Resultado: ouro com 1min48s76, seu terceiro título mundial de curta na prova e sétimo nototal. Ficou apenas 20 centésimos acima de seu recorde mundial. Após a prova, disse que já está na hora do recorde cair (é de 2013), mas que a vitória valeu. É a terceira melhor marca da história. Se melhorar a entrada para as viradas, bate o recorde. Isso sem mencionar o fato de suas respiradas para o lado para olhar os adversários, algo que ele não parece conseguir, e nem querer, corrigir. Em piscina curta seu nado submerso compensa esse erro. Na longa, provavelmente foi responsável por deixá-lo fora do pódio na Olimpíada do Rio. Leonardo de Deus, com 1min52s65, termina na quinta posição com sua melhor marca pessoal (1min53s11 de 2014 era a anterior) e também sai satisfeito. É sua melhor colocação em mundiais.

Chad le Clos – Foto: Reprodução

Chad le Clos – Foto: Reprodução

E mesmo na única final individual que não contava com campeão olímpico, a medalha olímpica fez a diferença. Nos 200m medley masculino, o vencedor das últimas quatro Olimpíadas, Michael Phelps, se aposentou, e a vitória foi para o único medalhista olímpico da prova presente, o chinês Wang Shun, bronze no Rio de Janeiro. Terceiro na parcial de borboleta, liderou o restante da prova e foi levemente ameaçado somente no final pelo alemão Philip Heintz. 1min51s74 foi seu tempo, 11 centésimos acima de seu recorde nacional da etapa da Copa do Mundo de Berlim esse ano.

Vitória para os Estados Unidos no revezamento 4x100m livre feminino (destaque para a parcial de 51s04 de Kelsi Worrell), em uma prova que a equipe da casa, o Canadá, chegou na segunda posição e foi bizarramente desclassificada por suas atletas nadarem em uma ordem diferente da informada na inscrição. Em uma competição desse nível nos lembramos apenas de um caso semelhante, no Mundial de 2001 em piscina longa, no qual a equipe americana masculina foi desclassificada pelo mesmo motivo. No 4x100m livre masculino hoje, vitória para a Rússia, com destaque para a parcial de Vladimir Morozov de 45s42 – parcial nem tão impressionante, visto que ele já fez 45s57 na prova individual esse ano, mas fez a diferença na disputa contra a equipe francesa. Na terceira posição um raríssimo empate entre as equipes australiana e americana.

Amanhã grandes chances de medalha para o Brasil nos 100m peito. Felipe França passou com o segundo tempo da semifinal com 56s99, atrás dos 56s83 do alemão Marco Koch. Há dois anos, França venceu a prova e tem boa chance de buscar o bicampeonato, visto que o Koch fez a melhor marca pessoal hoje (tinha 57s01) e parece ter dado tudo, ao contrário do brasileiro que tem como melhor marca 56s25. Felipe Lima, por sua vez, com 57s71, saiu frustrado, principalmente porque seu melhor tempo esse ano é de 56s83, que o colocaria na briga por medalhas.

Por Daniel Takata


Fina elege os melhores atletas do mundo em 2016
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Acabou a espera. A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou ontem os vencedores do prêmio de melhores atletas das modalidades aquáticas em 2016. A cerimônia aconteceu no Ceasar’s Hotel , palco da 4ª edição do Congresso Internacional da entidade, na cidade de Windsor, onde tem início amanhã o Campeonato Mundial de piscina curta. O “Soirée des Etoiles” é um evento onde os atletas premiados recebem suas honras, discursam para o público e participam de um jantar de gala. Para premiar os atletas das seis modalidades aquáticas, a entidade utilzia uma tabela de pontos com critérios já estabelecidos. Na natação a campanha nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 fez a diferença.

No masculino não haviam muitas dúvidas sobre a consagração de Michael Phelps. O maior atleta olímpico da história já havia sido eleito pela tradicional revista americana Swimming World como o melhor do ano e sua performance no Rio-2016 fez toda a diferença. Foram seis medalhas, sendo cinco de ouro. Nenhum atleta de todas as modalidades subiu tantas vezes ao pódio no Rio de Janeiro. Outro feito de destaque foi sua vitória nos 200m medley, tornando-se o primeiro nadador a vencer uma prova quatro vezes consecutivas. Outro nome que também teve méritos para receber o prêmio era o britânico Adam Peaty, que acabou levando o prêmio de melhor performance do ano devido sua avassaladora prova de 100m peito no Rio-2016, quando estabeleceu o novo recorde mundial de 57s13.

O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

Michael Phelps ganhou seis medalhas no Rio-2016 – Foto: Satiro Sodré/SSPress

A disputa feminina era mais disputada, embora o critério de pontuação da Fina já deixasse claro quem venceria: Katinka Hosszu. A dama de ferro foi implacável nesta temporada conquistando quatro medalhas no Rio-2016, sendo três delas de ouro. A húngara ainda destruiu o recorde mundial dos 400m medley e novamente venceu a Copa do Mundo de piscina curta com uma campanha superior ao ano passado. Katinka ainda deve ampliar seus feitos em 2016 com o Mundial de curta. Katie Ledecky, eleita pela Swimming World, recebeu o prêmio de melhor performance pelo seus x no Rio-2016.

Nas águas abertas nenhuma surpresa. A dupla holandesa e campeã olímpica ficou com os prêmios deste ano. No masculino Ferry Weertman, que disputa neste fim de semana o Desafio elite Rei e Rainha do Mar, e no feminino Sharon van Rouwendaal, que nada em Windsor o Mundial de piscina curta. Seus respectivos técnicos, Marcel Wouda e Philippe Lucas, também foram premiados. Na natação os melhores treinadores foram Bob Bowman e Shane Tusup.

Por Guilherme Freitas


O fenômeno Katinka Hosszu
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A Dama de Ferro continua implacável. Se muita gente pensava que ela não poderia melhorar ainda mais em 2016, a húngara mostrou no último fim de semana que pode ser ainda mais competitiva. Durante o Campeonato Austríaco, disputado em piscina curta, Katinka venceu a prova dos 1500m livre e entrou para a história da natação mundial. Não pela vitória, mas pelo tempo de 16min04s85 que lhe deu mais um recorde nacional. Com essa marca chegou a um feito que dificilmente será repetido por um atleta de altíssimo nível: ser recordista nacional de todas as provas em piscina curta.

Este era o único recorde que faltava para o vasto currículo da Dama de Ferro. Este ano Katinka já havia conseguido estabelecer o novo recorde nacional nos 100m livre durante a primeira etapa da Copa do Mundo, em Chartres-Paris. A temporada inclusive, vem sendo inesquecível para a nadadora. Em agosto ela finalmente subiu ao pódio olímpico depois de passar em branco nas três primeiras edições que nadou. No Rio-2016 ela foi ouro nos 100m costas, 200m medley e 400m medley, batendo o recorde mundial nesta prova, e prata nos 200m costas. Também conquistou pelo quinto seguido o título da Copa do Mundo de piscina curta da Fina.

Katinka Hosszu faz uma temporada perfeita – Foto: Reuters

Katinka Hosszu faz uma temporada perfeita – Foto: Reuters

Entre seus 17 recordes individuais na curta, cinco deles são recordes mundiais. Na piscina longa Katinka detém a marca de nove recordes nacionais, sendo três deles mundiais: 200m borboleta, 200m e 400m medley. Ao todos, são 26 marcas mundiais nas duas piscinas. Não há nenhum outro atleta que represente um grande país da natação mundial que detenha tamanha hegemonia na tabela de recordes nacionais.

Katinka Hosszu é um fenômeno. É sem dúvidas a nadadora mais completa da atualidade e provavelmente a maior de todos os tempos. Encara qualquer prova que aparecer pela frente, não se incomoda de fazer longos programas de provas e consegue ser competitiva em todas elas, além de ser uma máquina de treinar. Mas o ano ainda não acabou. Em dezembro ela vai disputar o Campeonato Mundial de piscina curta de Windsor e poderá aumentar seus feitos e quem sabe fazer frente a Katie Ledecky, um outro fenômeno, no prêmio de melhor nadadora do mundo da Fina.

Por Guilherme Freitas


Os novos reis da Copa do Mundo
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Chegou ao fim mais uma temporada da Copa do Mundo de piscina curta da Fina. O circuito este ano foi disputado ao longo de nove etapas passando pela Europa e pela Ásia. Iniciada em Paris logo após o fim dos Jogos Olímpicos do Rio-2006, o evento terminou no último fim de semana em Hong Kong, coroando dois exímios nadadores de piscina curta e que levaram o prêmio de US$ 100 mil: a húngara Katinka Hosszu e o russo Vladimir Morozov.

Famosa por disputar literalmente tudo que vê pela frente, Katinka mais uma vez dominou a Copa do Mundo. Seu apelido de dama de ferro não é por acaso. Nas nove etapas ela chegou a medalhar em até 13 provas em duas pernas do circuito. A húngara ganhou ao todo 105 medalhas nesta temporada e atingiu números impressionantes. Atingiu a casa das 300 medalhas no evento, ultrapassando a marca de 200 vitórias. Números que a ajudaram a se tornar a rainha da Copa do Mundo pela quinta vez consecutiva. Um recorde que dificilmente cairá algum dia.

Morozov e Katinka: o casal real de 2016 - Foto: Giorgio Scala

Morozov e Katinka: o casal real de 2016 – Foto: Giorgio Scala

Entre os homens ninguém foi mais eficiente que Vladimir Morozov. Após uma campanha apagada no Rio-2016 e a quase não participação olímpica devido aos escândalos do esporte russo de doping, o velocista decidiu dar a volta por cima através do circuito da Fina. Dominou diversas provas de velocidade, bateu dois recordes mundiais nos 100m medley, ganhou 55 medalhas e sagrou-se pela primeira vez rei do circuito. E já declarou que esta motivado para subir ao pódio no Mundial de curta de Windsor, que acontece em dezembro.

Além da dupla campeã a Copa do Mundo registrou outros destaques. Um deles foi a jamaicana Alia Atkinson que ao longo do circuito bateu dois recordes mundiais, um nos 50m peito e igualou seu próprio recorde nos 100m peito. E Felipe Lima representou o Brasil em todas as etapas, conquistando 16 pódios sendo sete medalhas de ouro e acumulando US$ 18 mil em premiação.

Felipe Lima levou 16 medalhas na Copa do Mundo - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Felipe Lima levou 16 medalhas na Copa do Mundo – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Katinka, Morozov, Alia e Felipe assim como outros atletas que brilharam ao longo da Copa do Mundo estarão em ação no Campeonato Mundial de piscina curta, que acontecerá em dezembro na cidade de Windsor, no Canadá, encerrando este ano olímpico da natação.

Por Guilherme Freitas