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Arquivo : Maria Lenk

Swim Channel TV: Cinco curiosidades sobre Maria Lenk
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Daqui duas semanas começará no Parque Aquático Maria Lenk, o Troféu Maria Lenk. Tanto o campeonato, que antes se chamava Troféu Brasil, como o complexo aquático receberam este nome em homenagem a pioneira da natação brasileira. Maria Lenk teve uma vida inteira dedicada ao esporte e a natação, vindo a falecer logo após um treino aos 92 anos de idade. Além das conquistas dentro da piscina também fez muito pela educação física no país. Listamos aqui algumas curiosidades sobre essa personalidade e o porque de sua importância para a natação brasileira. E não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Maria Lenk vai virar museu
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A pioneira da natação brasileira agora terá um museu. Não será um museu físico como o de Pelé, outro grande nome do esporte nacional, tem em Santos. Maria Lenk terá um museu online, que estará aberto 24 horas por dia e disponível para pessoas de todo o mundo. O site será chamado de Museu Maria Lenk e terá diversos acervos digitalizados entre fotos, vídeos, recortes de reportagens de jornais e objetos pessoais da nadadora que faleceu em 2007 aos 92 anos de idade, pouco antes dos Jogos Pan-Americanos.

Maria Lenk tinha o costume de registrar diversas notícias sobre si que eram publicadas na imprensa escrita. Ela recortava as reportagens e as guardava em um fichário especial. A grande maioria deste acervo registra o auge da carreira de Maria dentro das piscinas, entre 1932 e 1945. Foi nesse período que ela tornou-se a primeira mulher brasileira a disputar uma Olimpíada em 1932 e quando bateu os recordes mundiais dos 200m e 400m peito.

Maria Lenk em 2007 - Foto: Satiro Sodré

Maria Lenk em 2007 – Foto: Satiro Sodré

Todos esses registros foram mantidos pela pioneira da natação nacional, porém, com o passar dos anos ela passou para Lamartine da Costa a responsabilidade de cuidar do acervo. O professor de estudos olímpicos armazenou toda esta relíquia na biblioteca Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Porém, ano passado a universidade foi descredenciada pelo MEC (Ministério da Educação) e acervo de Maria Lenk teve que deixar o local. A ideia de digitalizar todo esse material surgiu após o COI (Comitê Olímpico Inetrnacional) criar um programa que visa preservar a história dos esportes olímpicos através da internet ou museus.

Em conversa com Ricardo de Moura, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Lamartine então levou a ideia a frente e teve apoio da CBDA. O museu virtual deverá estar finalizado até o final do ano. Há a idéia de no futuro expor todo esse acervo histórico fisicamente. Uma justa homenagem a centenária e pioneira Maria Lenk.

Por Guilherme Freitas


Maria Lenk: 100 anos
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Há exatos 100 anos nascia na cidade de São Paulo, Maria Emma Hulga Lenk Zigler, ou simplesmente Maria Lenk. A pioneira da natação nacional, que faleceu aos 92 anos em 2007, tem uma bela história no esporte nacional e deixou importantes legados para a modalidade.

Maria Lenk começou a dar suas braçadas aos dez anos de idade no tradicional Clube de Regatas do Tietê. Na época não havia piscina no clube e as aulas eram feitas no próprio Rio Tietê, outrora límpido e cristalino. O principal motivo para Maria começar a nadar foi uma pneumonia que ela havia contraído na infância. Começou e não parou mais. Nadou até o último dia de sua vida.

Maria Lenk em 2007 - Foto: Satiro Sodré

Maria Lenk em 2007 – Foto: Satiro Sodré

Em 1932, ela se tornou a primeira nadadora sul-americana a disputar uma Olimpíada: em Los Angeles. E também esteve nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936, quando chegou até as semifinais dos 200m peito revolucionando o mundo ao nadar a distância no estilo borboleta. O grande ápice de sua carreira aconteceu em 1939, quando bateu os recordes mundiais dos 200m e 400m peito. Maria Lenk era a melhor nadadora do mundo nestas distâncias e era a favorita para ganhar a medalha de ouro na próxima Olimpíada, mas quis o destino que isso jamais acontecesse.

Devido a II Guerra Mundial (1939-1945) as edições olímpicas de 1940 e 1944 jamais aconteceram. Em 1940 Maria Lenk estava no auge da forma física e técnica. Se aqueles Jogos Olímpicos, planejados para acontecer inicialmente em Tóquio, ocorressem poderíamos ver a história coroar Maria Lenk como a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica.

Maria Lenk durante sua juventude - Foto: Reprodução

Maria Lenk durante sua juventude – Foto: Reprodução

Maria nunca deixou o esporte e a natação de lado. Após parar de nadar competitivamente ela foi importante na implementação do curso de educação física no Brasil e da criação da Escola Nacional de Educação Física. Continuou nadando como master, ajudando a implementar esta categoria no Brasil. Em 1988 foi a primeira atleta do Brasil a entrar para o Hall da Fama da Natação e como nadadora master bateu recordes mundiais e conquistou diversos títulos.

Faleceu no dia 16 de abril de 2007, vítima de uma parada cardiorrespiratória logo após se sentir mal durante um treino na piscina do Flamengo, no Rio de Janeiro. Infelizmente não viveu para ver o belo complexo aquático erguido para os Jogos Pan-Americanos daquele ano que leva seu nome, assim como o principal campeonato nacional em uma homenagem póstuma.

Maria Lenk foi a pioneira do nado borboleta - Foto: Reprodução

Maria Lenk foi a pioneira do nado borboleta – Foto: Reprodução

Até hoje, Maria Lenk tem admiração e respeito de toda a comunidade aquática, inclusive por aqueles que não a conheceram pessoalmente ou nem a viram dar suas braçadas em alguma piscina deste mundo. Quando se fala em natação aqui no Brasil, seu nome logo vem a mente graças a sua carreira exemplar e pioneira dentro da piscina e aos legados deixados para futuras gerações. Tudo isso faz de Maria Lenk uma personagem de suma importância para o esporte olímpico brasileiro. Uma mulher forte que não deixou de nadar até o último dia de sua vida.

Por Guilherme Freitas


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