Swim Channel

Arquivo : natação internacional

Em parceria técnica, Gilot desenvolve produtos Nabaiji
Comentários Comente

swimchannel

Quem melhor que o próprio nadador para saber as suas necessidades aquáticas? Logicamente, torna-se uma parceria perfeita para uma empresa que desenvolve produtos voltados para esse mercado pegar os conselhos e sugestões de um medalhista olímpico. Na França, a Nabaiji patrocina e consulta, entre outros atletas de ponta, o campeão olímpico e capitão da seleção francesa Fabien Gilot, que foi ouro em Londres-2012 ao ajudar a derrotar os americanos em uma final espetacularmente repleta de viradas e emoções até o fim no 4x100m livre.

“É a melhor maneira de ser forte mentalmente e também fisicamente durante as competições. Eu nado com uma marca que me acompanha e eu posso trocar e dividir ideias com os criadores dos produtos que eu uso”, explicou o próprio nadador à Swim Channel.

Fabien Gilot testa e palpita sobre os produtos - Foto: Nabaiji

Fabien Gilot testa e palpita sobre os produtos – Foto: Nabaiji

Ele testa os produtos e depois aponta suas necessidades e dá conselhos sobre como melhorá-los, e ajuda a criar uma nova linha de produtos dentro do que precisa. O atleta ainda apontou que é difícil encontrar originalidade no design dos produtos, algo que ele tenta trabalhar com a Nabaiji como parceiro técnico: para a concepção de novos produtos, coleções futuras, incluindo jammers, os trajes de competição, óculos, palmares, tecidos resistentes ao cloro, e acessórios aquáticos em geral.

E então entra todo um trabalho conversado: junto com as equipes de design e prototipagem, Fabien prova os diferentes protótipos a seco, compartilha suas impressões, faz seus ajustes. Troca ideias também com Fabrice Pellerin, comandante da equipe feminina francesa, que ajuda a desenvolver produtos técnicos.

Assim, a linha segue a ideia da Decathlon: ter produtos que contemplam as necessidades desde o iniciante até o atleta de ponta. Para incentivar e desenvolver a prática da natação de forma acessível.

Para Gilot, a ideia é simples: usar a técnica para melhorar seu desempenho no que pode ser sua despedida das piscinas. O veterano de 31 anos deve fazer no Rio de Janeiro suas últimas Olimpíadas. Se no cenário mundial ele não tem hoje a mesma força e chance de concorrer com os velocistas atuais, a prova coletiva já mostrou ser seu forte. E seu objetivo.

“A importância dos Jogos, para mim, será a de manter a conquista passada: temos que segurar a medalha do revezamento. Individualmente eu espero conquistar algo este ano. Mas antes de tudo tem o Mundial em Kazan, onde eu tenho que focar minhas forças”, completou o atleta.

Por Mayra Siqueira


Maria Lenk definirá a seleção para o Mundial Júnior
Comentários Comente

swimchannel

Faltam 12 dias para o Troféu Maria Lenk, a principal competição nacional do calendário brasileiro. Os holofotes do evento estarão sob os atletas que procuraram garantir suas vagas no Campeonato Mundial de Kazan e nos Jogos Pan-Amricanos de Toronto, porém, também estarão em jogo vagas para outra competição de nível internacional: o Campeonato Mundial Júnior de Cingapura, que acontecerá em agosto.

Até o momento sete nadadores já têm índice para a competição. O maior destaque é Brandonn Pierry de Almeida, que recentemente defendeu a seleção principal em competições no exterior e tem boas chances de subir ao pódio em Cingapura. Aos 18 anos de idade ele já tem no currículo uma participação em Mundiais Juniors. Em 2013 esteve com a equipe que nadou em Dubai e ficou em 9º lugar nos 400m medley. Brandonn já tem índices nos 400m e 1500m livre, 400m medley e 200m costas.

Brandonn Pierry já tem quatro índices para o Mundial Júnior - Foto: Satiro Sodré

Brandonn Pierry já tem quatro índices para o Mundial Júnior – Foto: Satiro Sodré

Os outros seis nadadores com índice até o momento são Felipe Ribeiro de Souza (50m e 100m livre), Nathan Bighetti (200m costas), Vinicius Lanza (100m borboleta), Pedro Henrique Spajari (100m livre), Giovanny Neves Lima (200m borboleta) e Gabriele Roncatto, a única representante feminina, com quatro índices nos 100m, 200m e 400m livre e 200m medley. Como alguns atletas ficaram próximos do índice no Torneio Open do ano passado, a tendência é que no Maria Lenk novos nomes sejam adicionados a lista.

O Mundial Júnior foi disputado pela primeira vez em 2006 na cidade do Rio de Janeiro. Na época não havia garantias de que o evento ser realizado novamente, mas com o sucesso do campeonato a Fina o adicionou a seu calendário internacional. A competição também passou a ser uma vitrine internacional para futuros destaques da natação mundial. Nomes como Tyler Clary, Mireia Belmonte, Kosuke Hagino, Bront Campbell e Etiene Medeiros, todos medalhistas anos depois em Jogos Olímpicos ou Campeonatos Mundiais, passaram da condição de promessa para a de realidade.

O Brasil esteve presente em todos os Campeonatos Mundiais Júnior e já ganhou nove medalhas nas primeiras quatro edições. O Mundial Júnior deste ano será disputado em Cingapura, no OCBC Aquatic Centre, durante os dias 25 e 30 de agosto.

Por Guilherme Freitas


O adeus e o passo à frente de Missy
Comentários Comente

swimchannel

Acabou a era de amadorismo, de risadas leves e esporte como pura diversão. Não que no nível profissional a já campeã olímpica Missy Franklin não vá poder distribuir os sorrisos e as gargalhadas de costume, mas agora parece que a coisa se tornou “séria”. Com o encerramento – com chave de ouro – do NCAA, o campeonato escolar norte-americano, ela completou o seu ciclo como atleta universitária, e passará a poder ter um contrato profissional, patrocinadores e carreira direcionada.

Missy Franklin encerra com chave de ouro a sua participação universitária na NCAA

Missy Franklin encerra com chave de ouro a sua participação universitária na NCAA

Missy leva a natação como um prazer. Um hobby cansativo, talvez, mas que lhe dá como frutos amizades, relações e conquistas que fazem com que ela tenha o riso fácil. Dois anos atrás ela explicava a decisão de manter seu status amador, para iniciar seus estudos na Universidade da Califórnia: “Tenho apenas 17 anos e não me sinto pronta para encarar a natação como meu trabalho. A equipe é muito importante para mim e gostei muito de ter terminado meu último ano na high school nadando com meus amigos”. Relações, social, espírito de time. O número de vezes que Missy usou as palavras “team” (equipe, em inglês) e “my girls” (“minhas garotas”) para se referir às companheiras que integraram o grupo campeão do NCAA, é incontável. Uma vida de carreira solitária, focada na relação treinador-atleta na borda da piscina talvez nunca seja o caminho para a jovem estrela de 19 anos. Para um esporte tão solitário e individualista, nada faz a nadadora sorrir – de dentro para fora – como um time, um revezamento, um sentimento de união e pertencimento.

Atletas da Cal pulam na piscina para celebrar o título: um time - Foto: Reprodução Instagram

Atletas da Cal pulam na piscina para celebrar o título: um time – Foto: Reprodução Instagram

Com talento e charme combinados, a norte-americana de Pasadena deve ter grande facilidade para conseguir cotas gordas e sustentáveis de patrocínio nos próximos dias. Não seria impressionante se já houvesse uma pequena fila de interessados na porta da casa de seus pais, que administram e cuidam de sua carreira. Do lanche com toddynho na bolsa térmica, até a presença imprescindível do ursinho de pelúcia que vai com ela a todas as competições e pódios. Sua mãe é sua grande amiga. Seu pai, um exemplo de pessoa para ela. Estes aspectos mostram quem é Missy Franklin. Uma garota que ama o que faz acima de tudo, e preza o seu próprio bem estar. Mesmo que às custas de rejeitar ajuda financeira externa pelos últimos dois anos, com cinco medalhas olímpicas na parede de casa.

Com roteiro perfeito para um filme hollywoodiano, Franklin foi eleita o destaque do campeonato que foi encerrado neste fim de semana, com vitórias em suas três provas individuais – 200 medley, costas e livre, com direito a recorde americano no último, se tornando a primeira mulher a quebrar a barreira dos 1m50s, e mais três pódios de revezamento, dois ouros, uma prata e um bronze. E o impulso de sua presença no título dos Golden Bears é simples: conquistou 206 dos 513 pontos da equipe no fim de semana. Ao receber o prêmio de destaque individual, lágrimas. Na entrevista coletiva, mais um pouco de choro. No salto em grupo dentro da piscina, alguns centímetros a mais de água  graças à sua emoção fora de controle. “Nem sinto que eu doei alguma coisa, porque eu ganhei tanto! Não poderia esperar um final melhor”, disse Missy, no encerramento.

O timing de sua profissionalização é perfeito: ela consegue somar o melhor das duas partes, com dois anos de atleta universitária e praticamente dois anos para se preparar como “adulta” para os Jogos do Rio-2016. A começar por Kazan, no Mundial da Rússia, o momento ideal para que se possa ver outra vez sua atuação em piscina longa, e em metros, já que o NCAA é disputado em jardas. Ela passou por uma lesão na última temporada que prejudicou seu desempenho nos principais torneios internacionais, como o Pan Pacífico.

Missy ainda não anunciou se vai continuar treinando na Cal com sua técnica Tery McKeever ou se retornará ao Colorado Starz com seu antigo coach Todd Smitz. Além de muitos ouros olímpicos para o ano que vem, a nadadora tem uma outra “pequena” pretensão para a carreira:  tornar-se a mais premiada medalhista olímpica da história. Ela já tem cinco, e precisa superar, somente em seu país, as colegas nadadoras Jenny Thompson, Dara Torres e Natalie Coughlin, todas com 12 medalhas. Entre as atletas de todos os esportes, a mais premiada é a ex-ginasta russa Larissa Latynina, 18 medalhas em três Olimpíadas.

Um desafio e tanto, que Missy, como o próprio apelido sugere, tentará carregar com a jovialidade e simplicidade de sempre.

Por Mayra Siqueira

 


O fim da geração ‘menor de idade’ de Londres
Comentários Comente

swimchannel

Na última quinta-feira, quando soprava dezoito velinhas sobre seu bolo de aniversário, Ruta Meilutyte colocava fim a uma era de “novinhas” aquáticas. Se ela e outras companheiras surpreenderam o mundo nos Jogos Olímpicos de 2012 desbancando veteranas, agora elas são as experientes e rivais a serem batidas para o esperado evento do Rio no próximo ano.

Aos 15 anos, a lituana venceu os 100m peito e se tornou a segunda atleta mais jovem da natação a conquistar um ouro olímpico – perdeu para a japonesa Kyoko Iwasaki, que venceu os 200m peito da Olimpíada de Barcelona em 1992 aos 14 anos.

No mesmo evento, a chinesa Ye Shiwen já havia assombrado o planeta ao vencer os 400m medley com um arrasador final de prova. Aos 16. Entre as americanas, a já bem conhecida “Phelps de saias”, Missy Franklin, abocanhou aos 17 anos cinco medalhas olímpicas, sendo quatro de ouro, na sua primeira participação nos Jogos.

Sem óculos, de maiô simples, e tamanho infantil: Kyoko Iwasaki foi campeã olímpica aos 14 anos - Foto: Reprodução YouTube

Sem óculos, de maiô simples, e tamanho infantil: Kyoko Iwasaki foi campeã olímpica aos 14 anos – Foto: Reprodução YouTube

Dois dias antes do aniversário de Ruta encerrar a geração “menor de idade” de Londres, Katie Ledecky, a mais jovem integrante da seleção norte-americana e medalhista de ouro dos 800m livre em Londres, também recebeu os parabéns e completou 18 anos.

Hoje experientes no cenário mundial, confira o que fizeram de 2012 pra cá – e o que esperar dos já não tão novos fenômenos da natação:

Missy Franfklin – 19 anos (completa 20 em maio)

Missy Franklin é referência da natação feminina norte-americana

Missy Franklin é referência da natação feminina norte-americana

Talvez mais famosa que sua conterrânea Ledecky, Missy já tinha mais atenção da mídia em 2012 – até por ser dois anos mais velha. Mas os primeiros passos foram parecidos. A jovem de Pasadena, Califórnia, ficou popular depois do vídeo ao som do hit “Call Me Maybe”, com a seleção norte-americana, que tornou-se um viral na época. Parece quase um pecado atribuir popularidade para uma estrela esportiva por um desempenho em um vídeo amador, mas a verdade é que a simpatia de Missy fez o mundo vê-la com olhares nem sempre dispensados a atletas fenomenais, mas pouco carismáticos, como Michael Phelps.

Franklin debutou internacionalmente na seletiva americana de 2008, aos 13 anos. Nada de muito espetacular, mas em 2010 ela conseguiu vaga no time para o Pan Pacífico, quando sua carreira realmente deslanchou. Em Londres, desnecessário dizer: tornou-se uma estrela feminina das piscinas, selando seu bom momento em Barcelona-2013, com seis ouros em sete provas (200m livre, 100m e 200m costas, 400m medley e 4x100m medley e livre, e 4×200 livre, além de um quarto lugar no 100m livre).

Assim como optou Ledecky, Missy escolheu permanecer amadora (isso é, rejeitando qualquer tipo de contrato de patrocínio) até este ano, para poder disputar o NCAA, o fortíssimo campeonato norte-americano universitário.

Com uma lesão nas costas, Franklin teve uma temporada abaixo da média em 2014. Ainda assim bateu a terceira melhor marca da história americana no 100m costas no campeonato nacional, vencendo também os 200m do estilo e 100m livre, e terminando com a prata nos 200m livre, atrás de Katie. No Pan Pacífico, nadou quatro provas individuais e três revezamentos, e levou apenas um bronze sozinha, nos 100m costas, além de ouro no 4x200m livre e prata nos 4×100 livre e medley.

Ye Shiwen – 19 anos

Ye Shiwen, dona do fim de prova mais impressionante de todos os tempos nos 400m medley - Foto: Martin Bureau/AFP

Ye Shiwen, dona do fim de prova mais impressionante de todos os tempos nos 400m medley – Foto: Martin Bureau/AFP

Ela venceu os 400m em Londres com um fim de prova mais rápido que o campeão masculino da prova, Ryan Lochte. “Só” isso. Levantou suspeitas – e acusações – de uso de doping para justificar seu desempenho espantoso. Negou veementemente. E seguiu com poucos holofotes por parte do mundo aquático ocidental desde então.

Ye Shiwen foi escolhida ao final de 2014 a nadadora asiática do ano pelo portal especializado Swim Swam, com a explicação de que, realmente, não teve assim uma temporada espetacular, mas ainda está muito à frente das principais nadadoras asiáticas. Venceu os 200m e 400m medley nos Jogos Asiáticos, e com uma distância considerável de suas rivais, se mantendo no top 10 do mundo do ano nas provas. A menos de um segundo da líder Katinka Hosszu nos 200m, em quarto lugar na lista e, ainda mais expressivo, líder nos 400m com os 4m30s84 que bateu no Campeonato Chinês, tempo feito com uma dor de estômago que a tirou da prova mais curta na ocasião. Relevantes marcas internacionais.

Katie Ledecky – 18 anos

Katie Ledecky é hoje a maior nadadora americana, aos olhos do especialistas - Foto: Lluis Gene/AFP/Getty Images

Katie Ledecky é hoje a maior nadadora americana, aos olhos do especialistas – Foto: Lluis Gene/AFP/Getty Images

Três recordes mundiais nas três provas de fundo da natação. A nona nadadora na história, mas a primeira desde Janet Evans (1988-2006), a conquistar o feito.

Ledecky está destinada a grandes conquistas desde o início de sua adolescência, assim veem os que tiveram contato com a jovem nas primeiras braçadas. Até as seletivas pré-olímpicas de 2012, Katie não havia disputado uma grande competição. Pode-se considerar, sim, que era uma quase desconhecida do mundo quando pisou no parque aquático londrino, três anos atrás. O foco estava na dona da casa, recordista mundial e favorita, Rebecca Adlington. Que viu seu reinado cair com a batida de mão da menina de 15 anos, seis segundos à sua frente. E 21 segundos abaixo do que a americana fazia um ano antes.

Isso é apenas uma “reprise” do que foi o surgimento de Ladecky no cenário internacional. Mas o que a atleta é, e o seu gigante potencial, apareceriam de verdade para o mundo nas duas temporadas subsequentes. Antes de ter permissão de dirigir em seu país, ela já somava dois recordes mundiais, quatro títulos mundiais e o ouro olímpico. No Pan Pacífico do ano passado, foram cinco vitórias: 200m, 400m, 800m, 1500m e 4x200m livre. A primeira atleta a conquistar quatro provas individuais no evento.

Do alto de sua precoce maturidade, Katie prega o que todo veterano, eventualmente, aprende: “Quando você está atrás do bloco, você põe em prática o que você treinou. É claro que você sabe o que você vai fazer em cada prova”. Parece simples, mas muitos demoram a aprender. E a pequena joia é guardada com todo o cuidado pela comissão técnica  norte-americana.

Ruta Meilutyte – 18 anos

Lágrimas e sorriso infantil: a 'menina' Ruta Meilutite, é, aos olhos do seu treinador e rivais, uma mulher formada

Lágrimas e sorriso infantil: a ‘menina’ Ruta Meilutite, é, aos olhos do seu treinador e rivais, uma mulher formada

Ela nada com adultas, com mente equivalente. Apesar da idade, o sucesso precoce fez com que a jovial lituana que fez história em Londres aprendesse a pensar como suas concorrentes. Talvez ironicamente, ela se sente melhor entre as mais velhas. Quando pisava em um evento junior, até então de sua categoria, Ruta era uma estrela. Autógrafos, fotos, rostos virando em sua direção, olhas furtivos e ansiosos no balizamento. Mas entre os profissionais, ela é apenas mais uma.

Meilutyte abocanhou desde Londres todos os títulos mais relevantes possíveis no cenário internacional, nos 50m e 100m peito: foi campeã mundial de longa e de curta – no absoluto e na categoria junior-, campeã europeia nas duas piscinas, campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude, e campeã europeia junior. Ainda possui os recordes mundiais de 50m na longa e 100m peito nas duas piscinas (dividindo o de curta com a jamaicana Alia Atkinson).

A maturidade se vê na forma como ela encara a “pressão”. Quer vencer os 100m peito no Rio novamente por uma questão de orgulho – orgulho de manter seu título, e para repetir o orgulho de seus conterrâneos com mais uma expressiva marca para o pequeno país. “A pressão existe porque todos ali querem me ver nadar bem outra vez. Não tem como ver como algo negativo”.

***

A atleta mais jovem a conquistar um ouro na história dos Jogos Olímpicos foi a americana Marjorie Gestring dos Saltos Ornamentais, que venceu Berlim, em 1936, aos 13 anos. Entre outros eventos internacionais, a nadadora mais jovem a conquistar uma medalha foi a dinamarquesa Inge Sorensen, bronze nos 200m peito com apenas 12 anos.

Por Mayra Siqueira


50m livre, a grande prova do Golden Tour de Marselha
Comentários Comente

swimchannel

Começa hoje na piscina do Cercle des Nageurs de Marseille, a etapa de Marselha do Golden Tour de Natation, circuito internacional promovido pela Federação Francesa de Natação. A competição será disputada entre hoje e domingo e os resultados em tempo real podem ser conferidos neste site aqui: http://www.liveffn.com/cgi-bin/index.php?competition=30077&langue=gbr. As eliminatórias começam as 5h e as finais as 12h30, apenas no domingo as finais ocorrem a partir das 11h, no horário de Brasília.

O Brasil está escalado para o evento com 15 nadadores e entre várias estrelas internacionais como Katinka Hosszu, Camille Lacourt, Mireia Belmonte, Sarah Sjostrom, Jeanette Ottesen e Tom Shields, uma prova se destaca como a imperdível: os 50m livre masculino, que será disputada neste sábado. Estarão na água alguns dos melhores velocistas da atualidade.

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta - Foto: Divulgação

Florent Manaudou é o líder do ranking mundial em 2015 – Foto: Divulgação

Os dois homens mais rápidos de 2015 estarão em ação em Marselha. Líder do ranking mundial, Florent Manaudou estará em casa e terá o apoio da torcida para tentar nadar abaixo de 21s81, melhor marca do ano. O vice-líder da temporada é Bruno Fratus que no Grand Prix de Austin nadou para 21s91. Fratus teve um excelente ano em 2014, nadando na casa dos 21s4 três vezes, e chega motivado para o duelo contra Manaudou. Outro detalhe é que em 2015 apenas eles baixaram dos 22 segundos.

Além da dupla teremos outro peso pesado da velocidade mundial, o americano Anthony Ervin que este ano tem como melhor marca 22s66, mas que desde 2012 termina a temporada entre os cinco mais rápidos do mundo. E a lista de ótimos velocistas inscritos nos 50m livre não para por ai. Teremos também os franceses Yannick Agnel, Fabien Gilot, Frederic Bousquet, os italianos Marco Orsi e Luca Dotto, o polonês Konrad Czerniak e os brasileiros Matheus Santana e Marcos Macedo.

Fratus comemora sua vitória nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Bruno Fratus é o vice-líder dos 50m livre em 2015 – Foto: Satiro Sodré

O desfalque fica por conta de Cesar Cielo que optou por não nadar em Marselha para continuar treinando de olho no Mundial de Kazan. Esse fim de semana o tricampeão mundial dos 50m livre disputará um evento em Belo Horizonte com o time do Minas Tênis Clube. O embate entre ele e Manaudou ficou para uma outra oportunidade. De qualquer forma, esse cinquentinha ou petit cinquante promete!

Por Guilherme Freitas


Quatro anos liderando o ranking mundial
Comentários Comente

swimchannel

No tênis masculino é comum que ao fim da temporada os primeiros colocados do ranking mundial ganhem um troféu simbólico pela posição de número 1 que ocupem. Grandes nomes da modalidade, incluindo o brasileiro Gustavo Kuerten, já tiveram a honra de ganhar este prêmio. Na natação não existe uma premiação similar, mas caso existisse ninguém teria mais prêmios como número 1 na mesma prova e há tantos anos de forma consecutiva como James Magnussen.

O míssil australiano termina uma temporada como líder do ranking mundial nos 100m livre desde 2011, ano em que de fato apareceu para o circuito internacional. Em 2010 ele já havia disputado competições importantes como o Commonwealth Games e o Pan-Pacífico, mas só ganhou medalhas com o revezamento 4x100m livre. Em 2011 ele colocou seu nome entre os melhores da atualidade ao vencer a prova nobre da natação no Mundial de Xangai com expressivos 47s49, marca que lhe garantiu o número 1 naquele ano.

Magnussen vai em busca do 5º ano na liderança dos 100m livre: Foto: Pierre-Philippe Marcou/Getty Images

Magnussen vai em busca do 5º ano na liderança dos 100m livre: Foto: Pierre-Philippe Marcou/Getty Images

Na temporada seguinte Magnussen assombrou o planeta ao cravar 47s10 no Campeonato Australiano, ficando a apenas 19 centésimos do recorde mundial de Cesar Cielo. Muitos acreditavam que o velocista poderia bater a marca nos Jogos Olímpicos de Londres, mas ele acabou perdendo a medalha de ouro na batida de mão contra o americano Nathan Adrian. Porém, a marca feita em Adelaide lhe garantiu pelo segundo ano a liderança no ranking mundial dos 100m livre.

Em 2013, Magnussen voltou a ser campeão mundial na prova nobre da natação em Barcelona e terminou pelo terceiro ano consecutivo como melhor nadador da distância. Porém, a marca que lhe deu a liderança no ranking foi feita novamente em Adelaide, no campeonato nacional: 47s53. Por fim, no ano passado lá estava mais uma vez o australiano fechando a temporada na frente de todo mundo com 47s59, feitos no BHP Billiton Aquatic Super Series no começo do ano. Magnussen começou 2015 na frente e até o momento detém a melhor marca mundial: 48s43 conquistados no BHP Billiton.

Em Londres-2012, Adrian levou a melhor sobre Magnussen... - Foto de Lee Jin-man/AP

Magnussen foi o mais rápido em 2012, mas perdeu o ouro olímpico para Adrian – Foto: Lee Jin-man/AP

O australiano é considerado por muitos como o nadador mais eficiente da atualidade nesta prova. Ele divide muito bem suas passagens e consegue ter uma segunda parcial muito forte. Além disso, ninguém nadou mais vezes abaixo da casa dos 48 segundos do que Magnussen. Foram 17 vezes e todas sem vestir um traje tecnológico. Do lado negativo pesa o fato de cometer erros na hora H como na final olímpica em 2012 e no duelo contra o compatriota Cameron McEvoy na final do Campeonato Australiano do ano passado.

Terminar pelo quinto ano seguido como líder do ranking mundial só o tempo dirá, mas que James Magnussen é o grande favorito para conseguir esse feito, isso não temos dúvidas.

Por Guilherme Freitas


Espanha vive sua “Mireiamania”
Comentários Comente

swimchannel

Campeão e recordista mundial. Diversos pedidos de entrevistas, convites para participação em eventos e anúncios comerciais. Considerado por muitos como o melhor atleta do país. Ídolo nacional. Tudo isso aconteceu em 2009 com Cesar Cielo depois do mágico ano que teve dentro das piscinas. Em 2014 a história se repetiu, mas não no Brasil, e sim na Espanha com Mireia Belmonte.

A espanhola teve uma temporada ainda melhor do que a de 2013, acumulando medalhas, títulos e recordes mundiais. Seu ápice foi no Mundial de piscina curta de Doha, quando ganhou quatro medalhas de ouro e bateu dois recordes mundiais em performances inesquecíveis. Nos 200m borboleta tornou-se a primeira mulher a nadar a prova abaixo dos 2 minutos com 1min59s61. Já nos 400m medley destruiu Katinka Hosszu com um fim de prova fortíssimo e estabeleceu a marca mundial de 4min19s86. Ainda levou seis medalhas no Campeonato Europeu de Berlim e no campeonato espanhol de piscina curta recuperou o recorde mundial nos 1500m livre com 15min19s71.

Mireia celebra: ela fez história

Em Doha, Mireia não deu chances para Katinka Hozzsu – Foto: Reprodução/Internet

Assim como Cielo inaugurou a “Cielomania” no Brasil, a Espanha agora vive a “Mireiamania”. Nascida na cidade de Badalona, na região da Catalunha, a nadadora vai receber na semana que vem da prefeitura local o título de “filha preferida de Badalona” e vai batizar um novo complexo aquático que está em fase de construção na cidade. Uma exposição com medalhas e objetos da atleta também está em cartaz em sua cidade natal. Mireia também concedeu nos últimos meses muitas entrevistas e participou de diversos eventos.

Em uma entrevista a tradicional revista de moda Vogue, ela afirmou que não pensa em se tornar a maior atleta espanhola de todos os tempos e no momento só se concentra em treinar e aperfeiçoar-se cada vez mais. E ela terá uma árdua missão nos próximos meses, pois vai atrás das duas medalhas que ainda não conseguiu colocar em seu pescoço. Este ano em Kazan, tentará obter sua primeira medalha de ouro em Mundiais de longa e ano que vem tenta ganhar a medalha de ouro olímpica.

Assim como Cielo, Mireia se destaca e torna-se ídolo nacional em um país que tem o futebol como seu esporte mais popular e que domina as manchetes do noticiário. Mas com os resultados e vitórias nas piscinas, parece que a Espanha ainda vai viver um bom tempo a “Mireiamania”.

Mireya Belmonte (foto: Patrick B. Kraemer/EFE)

Mireia é cada vez mais ídolo na Espanha – Foto: Patrick B. Kraemer/EFE

Por Guilherme Freitas


BHP Billiton: abrindo os serviços de 2015
Comentários Comente

swimchannel

Em 2015 teremos grandes eventos internacionais como o Campeonato Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto, mas a primeira grande atração da temporada será o BHP Billiton Aquatic Super Series. Esta competição foi criada em 2013 pela Federação Australiana de Natação em parceria com diversos patrocinadores para ter a função de promover os esportes aquáticos para a comunidade australiana. Sempre disputado no início de cada temporada, o evento ocorre dias 30 e 31 de janeiro no HBF Stadium, na cidade de Perth, mesmo local de disputas dos Mundiais de natação de 1991 e 1998.

O Brasil foi um dos participantes da edição do ano passado, mas optou por não disputar o evento este ano visando sua preparação para o Mundial e o Pan-Americano. Sem os brasileiros a novidade fica por conta da seleção dos Estados Unidos, que disputará esse campeonato pela primeira vez e era uma das grandes obsessões dos organizadores. Além dos americanos e australianos, o Japão e a China também disputarão o BHP Billiton 2015.

As irmãs australianas Cate e Bronte Campbell - Foto: Quinn Rooney/Getty Images

As irmãs Campbell foram convocadas – Foto: Quinn Rooney/Getty Images

A seleção anfitriã foi a única até o momento a convocar sua equipe. Nomes de peso como James Magnussen, Cameron McEvoy, Emily Seebohm e as irmãs Cate e Bronte Campbell estarão em ação na piscina do HBF Stadium. Vale lembrar que na edição do ano passado Magnussen foi um dos destaques ao vencer os 100m livre com 47s59, marca que foi a melhor da temporada.

As demais equipes convocarão seus atletas nos próximos dias. É bem provável que o Japão envie força máxima ao evento com destaque para o trio Kosuke Hagino, Ryosuke Irie e Daiya Seto. A China por outro lado provavelmente não terá seu astro Sun Yang, que cumpriu ano passado uma suspensão de três meses por doping. Katie Ledecky, Nathan Adrian e Missy Franklin serão desfalques no time dos Estados Unidos, mas a participação de Ryan Lochte é muito provável.

Lochte dá mostras de que esta recuperado da lesão no joelho - Foto de Clive Rose

Ryan Lochte deverá disputar o evento – Foto: Clive Rose

Além da natação o evento ainda promove outras atividades aquáticas. As duas seleções australianas de pólo aquático farão amistosos internacionais. O time feminino encara a China e o masculino joga contra os Estados Unidos. Nas águas abertas será disputado o desafio “#SwimTheSwan”, onde os nadadores poderão nadar as distâncias de 500m, 1,2 km, 2,5 km, 5 km, 10 km ou o desafio 5 km por equipe nas águas do Rio Swan. Nas águas abertas poderão nadar tanto atletas de elite como amadores.

Por Guilherme Freitas


Mireia Belmonte: a Dama de Aço!
Comentários Comente

swimchannel

Que dia! Quando nos surpreendemos com resultados, geralmente quer dizer que o mesmo de sempre não aconteceu. É sempre interessante observar o inesperado se desenhar diante dos nossos olhos. No primeiro dia do Mundial de Doha, algumas marcas importantes foram batidas e os brasileiros se saíram bem, mas o que levantou o apaixonado por natação da cadeira ou sofá foram dois duelos já salientados pela Swim Channel.

Neste espaço, vocês leram sobre as grandes disputas entre Katinka Hosszu e Mireia Belmonte, e não vale aqui repetir todas as provas e números que caíram com as duas na piscina. Sim, foi dito o equilíbrio entre as duas nos 200m borboleta, e a superioridade da Dama de Ferro nas provas de medley. Pois bem, o aço espanhol venceu o ferro húngaro! Duas vezes. Com recordes mundiais.

Mireia celebra: ela fez história

Mireia celebra: ela fez história

Mireia entrou em cena com a melhor marca nos 200m borboleta, mas tudo o que Katinka fez na temporada, inclusive sendo reconhecida pela FINA como melhor nadadora do ano, colocava o favoritismo ao seu lado. A húngara liderou a prova, passando forte e à frente da linha do recorde praticamente o tempo todo. Mas aquela “travada” que não estamos acostumados a ver na Dama de Ferro aconteceu. A espanhola cresceu ao final do percurso, e fez uma marca espantosa: baixou dos dois minutos pela primeira vez, batendo 1min59s61, novo recorde mundial. Shane Tsup, técnico e marido de Hosszu, fez caras de poucos amigos na comemoração de Belmonte.

Katinka retornou à piscina minutos depois, como já está acostumada em suas maratonas de provas. Na semi, passou com o terceiro tempo para a final dos 100m costas, e se preparou para mais uma decisão. Um novo embate com a rival nos 400m medley.

A prova dos quatro estilos parecia mais fácil, e terreno conhecido e no qual a húngara domina. Ou dominava. Até os 250m. Na virada para os últimos 50m do nado de peito, Mireia emparelhou e, partindo para o crawl, já estava à frente. Mais uma vez, a Dama de Ferro cansou. Com aproximadamente um corpo de vantagem, a espanhola abocanhou sua segunda medalha, com outro recorde mundial: 4min19s86, e fez seu treinador Fred Vergnoux vibrar com a pupila. A poucos metros, Shane Tsup atirava seus papéis no chão.

Rivalidade à parte, as conquistas de Mireia são ainda mais salientes pelo ineditismo de suas marcas. Nunca uma mulher havia baixado dos dois minutos nos 200m borboleta, ou dos 4min20s nos 400m medley. Provas absolutamente bem nadadas pela espanhola, e uma estratégia suicida e mal calculada da húngara. Louros para a jovem beldade.

Final  200m livre masculino

Chad Le Clos foi à Doha para brilhar. Já conquistou seu primeiro ouro, nos 200m livre, com 1min41s45, desbancando Ryan Lochte. O norte-americano, ainda assim, conquistou sua 31ª medalha em Mundiais de Curta, e a 78ª em torneios internacionais. Izotov apareceu com uma prova bem feita e discreta, e com um final fortíssimo levou a prata com 1min41s67. Lochte fica com o bronze 1min42s09.

Semifinal 50m peito feminino

Um centésimo! Ruta Meilutyte fez uma ótima prova outra vez, e ficou pertíssimo de bater o recorde mundial, com 28s81. Lado a lado estava Alia Atkinson, com 28s99. A decisão de quinta-feira será entre as duas.

Semifinal 100m costas masculino

Com uma prova de viradas fortíssimas, Guilherme Guido bateu 50s12 e brigará pelo pódio na final. Está com a segunda marca, atrás do australiano Mitchell Larkin, o único abaixo dos 50 segundos: 49s62. Guido foi bronze na prova na edição de Istambul-2012.

Semifinal 100m peito masculino

Felipe França fez uma prova consistente, e segurou nos 25m finais. Terminou sua série com 57s21, sexto tempo geral. O destaque foi para Adam Pety, que com 56s43 bateu o recorde britânico da prova e o de campeonato. Cameron van der Burgh também avançou à final na frente do brasileiro.

Semifinal 100m costas feminino

Quase não deu para Etiene Medeiros! A colocação assustou um pouco: quarta em sua série, mas encerrou com a sétima marca, e está na final. Pela segunda vez no dia a brasileira bateu o recorde sul-americano, agora com 57s13. Ela evoluiu na prova, mas tem poucas chances de brigar por medalha se não conseguir nadar para a casa dos 56s na decisão. Daria Zevina classificou-se em primeiro, com 56s23, seguida por Emily Seebohm (56s32) e Hosszu (56s65), cansada e se poupando para a final.

Semifinal 100m borboleta masculino

Uma surpresa brasileira: Marcos Macedo abaixou sua marca e acabou com o quarto tempo para a final, 50s03. Ele irá para a decisão atrás de Chad Le Clos, D’Orsogna, Shields, e ao lado de Losuke Hagino e Lochte. Nicholas Santos cansou no final da prova e terminou em 14º, com 50s79.

Revezamentos

Sem Cesar Cielo, que optou por não nadar a final após ajudar o Brasil a se classificar no revezamento, os nadadores acabaram com a oitava colocação. Não havia chances sem o principal atleta brasileiro. A França, impulsionada por um inspiradíssimo Florent Manaudou, venceu com novo recorde de campeonato. O rival de Cielo nadou para 44s80. Impressionante! Liderados por Morozov, que fez 45s51 e novo recorde de campeonato, a Rússia ficou com a prata, e os Estados Unidos com o bronze. O revezamento feminino da Holanda bateu o recorde mundial do 4x200m livre, com 7min32s85.

Por Mayra Siqueira


Cielo x Manaudou: que vença o mais veloz
Comentários Comente

swimchannel

De um lado do “ringue” aquático, o cara três vezes mais veloz do mundo na piscina e campeão olímpico de 2008; do outro, o campeão europeu e atual detentor dos louros olímpicos de 2012. Os dois igualados na melhor marca dos 50m livre na era sem trajes – nas duas piscinas, longa e curta.

A maior derrota de Cielo para Manaudou foi em Londres-2012

A maior derrota de Cielo para Manaudou foi em Londres-2012

Cesar Cielo fez de 2014 a sua temporada de, além de algumas mudanças de comando técnico, foco na piscina de 25m. Foram treinos e competições na metragem semiolímpica para estar nos trinques durante o Mundial de Doha. Ele voltou a treinar com Scott Goodrich nos Estados Unidos para buscar velocidade. E, como não poderia deixar de ser, ficou “mordido” ao ver o rival francês igualar seus melhores tempos na era pós-trajes tecnológicos. É tudo ou nada.

Cesar Cielo: em busca da dobradinha nos 50m e 100m (foto: Satiro Sodré)

Cesar Cielo: em busca da dobradinha nos 50m e 100m (foto: Satiro Sodré)

Já Florent Manaudou teve uma temporada tão espetacular que fica difícil enumerar suas conquistas neste ano. Ele conseguiu um feito inédito na França: venceu todas as provas de velocidade em cada estilo. Está no top 3 do mundo nos 50m livre, peito, costas e borboleta em piscina curta.

A nobre prova dos 50m livre estará ainda mais acirrada. A rivalidade vem desde Londres – quando Cielo, 27 anos, terminou com o bronze, derrotado pelo francês, de 24. Abrindo um revezamento no Campeonato Francês de Curta, Manaudou bateu o 20s51 que o brasileiro havia estabelecido como melhor tempo pós-trajes em 2010, no Mundial de Dubai.

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta - Foto: Divulgação

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta – Foto: Divulgação

Mais forte e resistente após seu período de treinos com Scott Volkers no Minas Tênis Clube, Cielo voltou a melhorar o seus 100m livre, e, principalmente: voltou a gostar e disputar a prova. Tem na curta em 2014 o melhor tempo do mundo, com 46s08, contra 46s48 de Manaudou, terceira marca do ranking. Porém o tempo de balizamento do francês é 45s04, feito em dezembro de 2013.

O reencontro, desta vez, não acontecerá nos 50m borboleta, prova que o brasileiro sempre se destacou, mas desistiu de participar em Doha. O duelo de ponta mais provável para a prova será contra o atual campeão mundial de curta, Nicholas Santos, e o sul-africano Chad Le Clos.

Para fechar, a dupla Cielo-Manaudou encerra sua rivalidade nas disputas dos revezamentos.

Um duelo de estrelas olímpicas empatadas. O que importa, afinal, é fazer o tempo certo na competição certa. E a hora é agora.

Por Mayra Siqueira