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Caeleb Dressel: o maior velocista da história em piscina de jardas
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Terminou no último sábado a Divisão 1 masculina do NCAA, o campeonato americano universitário, que consagrou pelo terceiro ano consecutivo a Universidade do Texas. Novamente a equipe comandada pelo técnico Eddie Reese foi campeã superando a Universidade da Califórnia. Porém, o tricampeonato dos texanos foi ofuscado por uma atuação impressionante de Caeleb Dressel. O nadador da Universidade da Flórida ganhou o prêmio de melhor atleta da competição após esmagar recordes e firmar-se como o melhor velocista de todos os tempos em piscina de jardas.

O show de Dressel nas finais começou no segundo dia de competições nos 50 livre onde nadou para 18s23 duas vezes. Primeiro na abertura do revezamento 4×50 livre da Flórida e em seguida na prova individual. O tempo é apenas três centésimos mais lento do que a melhor marca da história na prova, que coincidentemente também é dele tendo sido estabelecida no NCAA do ano passado. Agora Dressel detém dez das dez melhores marcas de todos os tempos. Um feito incrível.

Caeleb Dressel: o nome do NCAA – Foto: Peter H. Bick

No dia seguinte o nadador teve pela frente seu mais duro obstáculo: superar o campeão olímpico nos 100 borboleta. Tido como favorito antes do início do NCAA, Joseph Schooling não conseguiu frear o ímpeto de Dressel que com 43s58 venceu não só a final como também estabeleceu a melhor marca da história na prova. Mas a performance apoteótica estava por vir nos 100 livre. O velocista era de longe o favorito a vitória, porém, pouca gente imaginava que ele não só superaria o recorde do evento como estraçalharia a marca ao concluir a final dos 100 livre com 40s00 (veja a performance abaixo).

O tempo de Dressel é tão forte que foi quase meio segundo mais veloz do que a marca que lhe deu o título no NCAA do ano passado quando ele nadou para 40s46. O grande destaque foram suas fortíssimas parciais de 19s01 na ida e 20s99 na volta que renderam um elogio de Nathan Adrian que chamou de incrível a atuação do companheiro de seleção americana e afirmou que ele esta rompendo limites antes tidos como inimagináveis. A superioridade foi tamanha que o vice-campeão Michael Chadwick chegou quase um segundo atrás de Dressel (40s95).

A natação em jardas é um outro mundo em comparação com a natação na piscina de metros. Como em jardas a ela é menor, os nadadores fazem mais viradas e consequentemente ganham mais impulsão ao longo da prova que colabora para tempos bem mais baixos do que na piscina curta, por exemplo. Porém, apenas para efeito de comparação segundo a tabela de conversão de tempos da revista Swimming World, a marca de Dressel equivaleria a 44s43 na piscina curta e 45s81 na piscina longa, marcas muito abaixo dos atuais recorde mundiais.

Caeleb Dressel já vinha aparecendo no cenário internacional desde 2013, quando sagrou-se campeão mundial júnior nos 100m livre. Em 2015 terminou a temporada como o quinto nadador mais veloz nos 50m livre e ano passado ganhou duas medalhas de ouro com o time americano nos revezamentos 4x100m medley e 4x100m livre, além de ter sido sexto colocado nos 100m livre. Uma antiga promessa que tornou-se uma realidade e que já almeja voos mais altos para buscar estar entre os maiores velocistas de todos os tempos.

Por Guilherme Freitas


Campeões olímpicos em ação no NCAA
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Uma semana depois do término das provas femininas do NCAA agora é a vez dos homens caírem na água a partir de hoje na piscina do Natatorium da Universidade de Indiana para disputar o título da temporada 2017. Há muita rivalidade pela disputa do título já que há dois anos a Universidade do Texas de Eddie Reese derrota a Universidade da Califórnia, que nesta vez busca dar o troca. Um trio de nadadores que se conhece desde a juventude e que brilhou no Rio-2016 é que será a atração máxima durante o principal campeonato universitário dos Estados Unidos.

Caeleb Dressel, Joseph Schooling e Ryan Murphy. Nos Jogos do Rio-2016 os três chegaram ao Olympic Aquatic Stadium como jovens promessas e candidatos a brilhar em Olimpíadas futuras. Porém, não precisaram esperar muito e na mesma Olimpíada já se tornaram campeões olímpicos. Dressel integrou o revezamento 4x100m livre, Schooling bateu Phelps na final dos 100m borboleta e Murphy levou três ouros nos 100m e 200m costas e 4x100m medley e ainda bateu o recorde mundial abrindo o revezamento medley. Curiosamente eles estudaram e nadaram juntos na conceituada Bolles Swimming Schoolm, na Flórida, antes de trilharem seus próprios destinos.

O trio Schooling, Murphy e Dressel – Foto: Andy Ringgold / Aringo Photos

Dressel, que representa a Universidade da Flórida, brilhou na pré-temporada universitária com tempos expressivos principalmente em parciais de revezamento em piscina de jardas. Hoje ele detém nove das dez melhores marcas da história dos 50 livre e muitos acreditam que pode superar seu recorde de 18s20 feitos no NCAA de 2016. Se Dressel é o rei da velocidade Schooling e Murphy deverão ser os “homens a serem batidos” no nado borboleta e costas respectivamente. Campeão em 2016, Schooling busca o bicampeonato nos 100 borboleta em seu último ano na Universidade do Texas e terá como um dos principais adversários Caeleb Dressel. Já Murphy busca repetir a dobradinha do ano passado nos 100 e 200 costas e finalmente ajudar a Universidade da Califórnia a vencer o torneio. e na edição passada do NCAA foi eleitos os melhores do evento.

Em Indianápolis o Brasil marcará presença com dois atletas, os mineiros Vinicius Lanza e Rodrigo Correia. Lanza, que disputará pela segunda vez o NCAA e nadará em casa na Universidade de Indiana, é quem tem as melhores chances de disputar finais e quem sabe buscar medalhas. Ele esta balizado com o 5º tempo nos 200 medley e o 7º nos 100 e 200 borboleta. Já Correia estreia no NCAA pela Universidade de Georgia Tech e vai nadar os 100 costas (14º tempo do balizamento), 100 livre (47º tempo) e 200 medley (56º tempo). Em toda a história o Brasil soma 39 medalhas de ouro na Divisão 1 do NCAA, incluindo pódios de medalhistas olímpicos como Cesar Cielo, Gustavo Borges e Ricardo Prado.

O brasileiro Vinicius Lanza. nada três provas no NCAA – Foto: Satiro Sodre/SSPress

O NCAA começa hoje e termina no próximo sábado dia 25 de março. A competição já teve seu start list divulgado (clique aqui) e os resultados em tempo real serão disponibilizados aqui.

Por Guilherme Freitas


Katie Ledecky pronta para fazer história no NCAA
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As provas de natação feminina do NCAA, o campeonato americano universitário, tem início na próxima quinta-feira na piscina da Indiana University que em agosto também será palco do Campeonato Mundial Júnior. Como de costume, as provas femininas do NCAA serão uma semana antes da competição masculina que normalmente é a mais assistida pelo público. Porém, este ano o evento feminino terá a principal atração de todo o circuito do NCAA. E ela atende pelo nome de Katie Ledecky.

Estudante da Universidade de Stanford ela fará em Indianópolis sua estreia no principal evento da natação universitária americana nadando três provas individuais (200, 500 e 1650 livre) e mais dois revezamentos (4×100 e 4×200 livre). O NCAA é disputado na piscina curta e em jardas, características que costumam beneficiar nadadores velozes e com bons fundamentos nas viradas. Ledecky não vinha competindo neste tipo de piscina no último ciclo olímpico, mas desde os Jogos do Rio-2016 vem aprimorando suas habilidades visando um bom desempenho na competição em Indianápolis.

Ledekcy representará Stanford – Foto: Matt Rubel/Rubel Photography

A expectativa deste NCAA é de ver a história sendo feita. Ledecky tem grandes chances de bater novos recordes nas provas mais longas e ajudar Stanford a vencer os revezamentos e quem sabe o campeonato que não vem desde 1998. Ela é disparada a grande favorita nos 500 e 1650 livre. Na primeira prova esta balizada com pouco mais de cinco segundos de vantagem para Leah Smith e mês passado estabeleceu um novo recorde nacional para a distância (4min25s15). Já na segunda tem quase 28 segundos de frente a Smith no balizamento e seu recorde nacional na prova, os 15min03s92 feitos em novembro de 2016, foi avassalador com impressionantes 25s96 de parcial nas últimas 50 jardas e colocando mais de uma volta de todas as adversárias (assista a prova abaixo).

Os 200 livre serão onde ela encarará seu maior obstáculo no NCAA. Ledecky esta balizada com o segundo melhor tempo, atrás apenas de Simone Manuel que no Rio-2016 surpreendeu o mundo ao vencer os 100m livre. As duas são estudantes e companheiras de Stanford e na pré-temporada universitária duelaram intensamente com uma melhorando o tempo da outra. Os 200 livre em jardas tem como característica ser uma prova de muita intensidade e velocidade, que favorece Manuel. Porém, Ledecky aperfeiçoou estas habilidades e é difícil apostar quem leva a melhor em Indianápolis.

Como já mostramos aqui na SWIM CHANNEL, Ledecky é uma das atletas mais dedicadas e obstinadas da atualidade e visa sempre melhorar mais e mais. Será muito interessante ver o que ela pode fazer também em piscina de jardas expandindo seus recordes e firmando cada vez mais seu nome na história da modalidade.

Por Guilherme Freitas


Henrique Barbosa anuncia a aposentadoria
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Semana passada foi realizado na cidade Palhoça a última competição de nível absoluto da natação brasileira. Trata-se do Torneio Open, que também foi a primeira seletiva para os Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos de Budapeste e Júnior de Indianápolis. O evento esteve um pouco esvaziado, mas mesmo assim registrou alguns bons resultados. O Open marcou também a despedida de um dos principais peitistas dos últimos anos: Henrique Barbosa.

Revelado pelo Minas Tênis Clube, e com passagens em grande clubes como Pinheiros, Flamengo, Fluminense e Unisanta, Henrique Barbosa decidiu pendurar os óculos e calção ao término da competição em Palhoça. “Saio com a sensação de dever cumprido! Sei que pude contribuir muito para o esporte brasileiro, principalmente para a natação. A decisão de parar não é fácil, mas era hora. Posso ajudar mais na evolução da modalidade, apoiando a nova geração a alcançar seus sonhos”, conta o agora ex-nadador. E na competição derradeira não passou batido, tendo conquistado a medalha de prata nos 200m peito, atrás apenas do campeã pan-americano Thiago Simon.

Henrique Barbosa chegou a seleção em 2002 aos 15 anos – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Henrique Barbosa chegou a seleção em 2002 aos 15 anos – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Henrique foi um dos principais nadadores de peito do Brasil nos últimos anos. Se destacou desde cedo nas categorias de base e conseguiu seu primeiro pódio no Troféu Brasil em 2002, aos 15 anos, quando também chegou a seleção principal. Mudou-se para os Estados Unidos, onde foi estudar e treinar pela Universidade da Califórnia. Na natação americana conquistou resultados de expressão e foi campeão nos 100 peito em 2006. Rodou o mundo treinando e competindo em vários países, somando medalhas e títulos na Espanha e França. Pela seleção esteve em dois Jogos Olímpicos (Pequim-2008 e Londres-2012) e ganhou duas medalhas de prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio-2007. Na final dos 100m peito no Troféu Maria Lenk em 2009 estabeleceu um novo recorde sul-americano (59s03) que só foi superado este ano na Olimpíada do Rio por Felipe França.

Um dos momentos mais marcantes da carreira de Henrique aconteceu no Troféu Maria Lenk em 2008. Na ocasião quatro nadadores lutavam por uma vaga no time olímpico do Brasil: Eduardo Fischer, Felipe Lima, Felipe França e Henrique Barbosa. Fischer fez o índice na primeira eliminatória. Na segunda bateria foi a vez de Felipe Lima fazer o índice. Na última Felipe França e Henrique fizeram o tempo exigido. Uma sequência de três baterias eliminatórias de 100m peito que levou a torcida presente as arquibancadas do Parque Aquático Maria Lenk a loucura. Na final no dia seguinte nenhum deles melhorou a marca.

Pela CAL Henrique venceu o NCAA em 2006 – Foto Satiro Sodre/SSPress

Pela CAL Henrique venceu o NCAA em 2006 – Foto Satiro Sodre/SSPress

Após uma carreira recheada de bons resultados, Henrique optou por deixar a natação, mas não estará longe do esporte. Ao lado do amigo e companheiro de seleção brasileira por vários anos, Nicolas Oliveira, Henrique criou a agência Dream Big Club, que presta consultoria a atletas que pretendem competir no sistema universitário nos Estados Unidos e no exterior.

por Guilherme Freitas


Invasão brasileira nos Estados Unidos
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Nas últimas semanas foram anunciadas algumas transferências de jovens nadadores brasileiros para as principais universidades dos Estados Unidos. Além da oportunidade única de estudar em uma grande instituição estes atletas também estarão treinando e competindo contra campeões olímpicos da natação americana como Katie Ledecky, Caeleb Dressel e Ryan Murphy. São jovens promessas que futuramente estarão integrando a seleção e que poderão contribuir em muito para a natação brasileira.

A Florida State University receberá em 2017 duas novidades para suas equipes. O time masculino ganhará o reforço de Felipe Ribeiro, de 18 anos de idade e atleta da Unisanta. Medalhista de bronze nos 100m livre no Campeonato Mundial Júnior de Cingapura-2015, Felipe chega para compor o time de velocistas da Florida States e tentar fazer a equipe voltar a ser campeã do NCAA. O último título no masculino foi em 1984 e na edição passada a equipe foi a terceira colocada.

Felipe Souza Ribeiro nadará pela Florida State - Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Felipe Souza Ribeiro nadará pela Florida State – Foto: Satiro Sodré/SSPress.

No feminino a novidade é Ana Giulia Zortea, de 16 anos e que no Brasil representa o Flamengo. Entre 2015 e 2016 a jovem nadadora teve ótimos desempenhos, conquistando uma medalha de ouro no Torneio Open e chegando a seleção brasileira absoluta. Ana chega para reforça o time do sul dos Estados Unidos que não levanta a taça desde 2010. A dupla fará companhia a Manuella Andrade que já representava a equipe.

Outra equipe que terá novidades made in Brazil será Indiana. A equipe do Centro-Oeste americano, que busca seu primeiro título na versão feminina do NCAA, contará a partir de 2017 com a revelação Maria Paula Heitmann, 17 anos, do Minas Tênis Clube. A atleta chegou a ficar muito próxima dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, mas ficou em quinto lugar no geral dos 200m livre e não conseguiu uma vaga para compor o revezamento. Em Indiana, Maria Paula vai se reencontrar com o companheiro de Minas Vinícius Lanza, que fez ano passado sua estreia no campeonato nacional universitário.

Maria Paula Heitmann representará a Universidade de Indiana -Foto: Satiro Sodre/SSPress

Maria Paula Heitmann representará a Universidade de Indiana -Foto: Satiro Sodre/SSPress

Por fim, Michigan também anunciou que terá um brasileiro em sua equipe. Na verdade, trata-se de um sobrenome bastante conhecido por lá. Luiz Gustavo Borges, filho de Gustavo Borges, nadará pela Universidade onde o pai fez história sendo campeão dez vezes do NCAA, ajudando a equipe a vencer o certame em 1995 e integrando o Hall da Fama da instituição. Aos 17 anos, Luiz Gustavo é velocista, disputa as provas de 50m e 100m livre e no Brasil representa o Pinheiros. Além de todos esses nadadores citados o NCAA de 2017 ainda terá a presença do atleta Thomaz Martins, da Arizona State University e do técnico Arthur Albiero, da Universidade de Louisville.

Por Guilherme Freitas


Estudos primeiro, dinheiro depois
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Katie Ledecky foi uma das grandes sensações dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. A jovem de 19 anos conquistou a admiração do público que compareceu ao Estádio Aquático Olímpico e gravou seu nome na história ao conquistar cinco medalhas, sendo quatro delas de ouro e bater dois recordes mundiais. Um feito que lhe daria oportunidade de ganhar muito dinheiro com novos patrocinadores que com certeza adorariam vincular suas imagens a atleta. Porém, ela recusou algumas ofertas para se dedicar a um sonho antigo: estudar.

Nos Estados Unidos atletas universitários contam com estrutura de ponta para seguir no esporte de alto rendimento, em contrapartida são proibidos de receber dinheiro via patrocínio e devem se dedicar apenas as aulas e aos treinamentos. Em muitos casos talentos do esporte acabam ganhando bolsas de estudos para cursar renomadas universidades e ao mesmo tempo seguir treinando em alto nível, uma realidade de diversas modalidades que fazem os Estados Unidos serem a maior potência esportiva do mundo mesclando educação e esporte.

Ledecky irá estudar em Stanford – Foto: Reprodução

Ledecky irá estudar em Stanford – Foto: Reprodução

Ledecky sempre afirmou que gostaria de participar e vivenciar o ambiente da natação universitária americana. Esta semana em uma entrevista para uma rádio ela reforçou este desejo ao afirmar que “não teve dúvida nenhuma em escolher a natação universitária do que a profissional”. A nadadora foi aceita ano passado pela Universidade de Stanford, mas resolveu adiar sua matrícula para se dedicar aos Jogos do Rio-2016. Agora poderá começar suas aulas após as férias de verão e nadar o próximo NCAA pela tradicional equipe da instituição.

Segundo Bob Dorfman, especialista em marketing esportivo, a nadadora poderia fechar patrocínios com grandes empresas e lucrar até US$ 5 milhões por ano. Ledecky é jovem e sabe que poderá ganhar ainda muito dinheiro no futuro quando for se profissionalizar, mas no momento ela quer viver o sonho de uma experiência única. Para a fenomenal atleta americana o dinheiro pode esperar.

Por Guilherme Freitas


Vai começar o NCAA 2016
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Começa amanhã, na piscina da Universidade de Georgia Tech, a divisão principal do NCAA masculino. Após a realização da etapa feminina e das divisões inferiores, agora é a vez da elite universitária do país dar as caras. Disputado desde 1937, o famoso campeonato universitário da natação americana terá neste ano ótimas atrações importantes na piscina, como a sensação Caeleb Dressel e três atletas brasileiros.

Os holofotes da edição 2016 do NCAA se voltam para o jovem velocista Caeleb Dressel. Cotado para ser um dos membros do time americano no Rio-2016, ele tornou-se mês passado o homem mais veloz da história nos 50 livre em piscina de jardas, batendo duas vezes o antigo recorde de Cesar Cielo. Atual campeão dos 50 livre, Dressel representará a Universidade da Flórida e além dos 50 livre também encara os 100 livre, os 100 borboleta e integra os revezamentos de sua equipe.

O velocista Caeleb Dressel - Foto: Soobum Im/USA TODAY Sports

O velocista Caeleb Dressel – Foto: Soobum Im/USA TODAY Sports

Outra atração internacional será Joseph Schooling. Ano passado o atleta de Cingapura ganhou a medalha de bronze nos 100m borboleta no Mundial de Kazan e é o favorito para vencer os 100 borboleta, prova que curiosamente terá os três brasileiros inscritos para disputa do NCAA 2016: Arthur Mendes, Pedro Coutinho e Vinícius Lanza.

Arthur Mendes disputa o evento pela última vez. Representando a tradicional Auburn ele nadará além dos 100 borboleta, os 200 borboleta e também os revezamentos. Pedro Coutinho, atleta da Universidade de Louisville, também encerra sua história no NCAA e nadará apenas esta prova os revezamentos medley. Por fim, Vinícius Lanza fará sua estreia no evento nadando pela Universidade de Indiana. O jovem, que foi medalhista no último Campeonato Mundial Júnior, é uma das grandes promessas do país e também vai encarar os 200 borboleta e os 200 medley.

No feminino a Universidade da Geórgia foi a grande campeã na semana passada. Na divisão 2 a Universidade de Queens levou o título no masculino e feminino, enquanto na divisão 3 a Universidade de Denison e a Universidade de Emory foram os vencedores no masculino e feminino, respectivamente. Para acompanhar os resultados da divisão 1 masculina em tempo real clique aqui.

Por Guilherme Freitas


Vai começar o NCAA 2015
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A Divisão I do NCAA, o campeonato universitário dos Estados Unidos, vai começar. Na verdade a divisão principal do NCAA é disputada em dois locais diferentes. Primeiro, como já o ditado, vem as damas. De hoje até sábado as mulheres disputam o seu campeonato na piscina do Greensboro Aquatic Center, na Carolina do Norte. Na semana seguinte, entre os dias 26 e 28 de março, os homens caem na piscina do Campus Recreation & Wellness Center, em Iowa. As provas de natação são disputadas na distância de jardas e após o término das etapas acontecem disputas de saltos ornamentais. Em 2014 as equipes vencedoras foram Geórgia no feminino e Califórnia no masculino.

O maior destaque da competição feminina é Missy Franklin, que disputará o NCAA pela última vez em sua carreira. Ano passado ela anunciou que a se tornará uma atleta profissional e devido às regras da competição, que proíbem a participação de nadadores remunerados, Missy não poderá mais representar a Universidade da Califórnia. Além da campeã olímpica o evento conta a participação de outras atletas da seleção americana, como Simone Manuel e Elizabeth Beisel que estiveram no Mundial de Barcelona em 2013.

Missy Franklin faz sua despedida da CAL -Foto: Tim Binning/The Swim Pictures

Missy Franklin faz sua despedida da CAL -Foto: Tim Binning/The Swim Pictures

A competição masculina só começa na outra semana e o vice-campeão mundial dos 400m medley Chase Kalisz é o destaque. No Mundial de Barcelona ele foi uma das maiores surpresas da competição, pois derrotou dois medalhistas olímpicos nesta prova, o brasileiro Thiago Pereira e o japonês Kosuke Hagino. Outros nadadores conhecidos internacionalmente são o venezuelano Cristian Quintero, medalhista pan-americano em Guadalajara-2011, e Joseph Schooling, de Cingapura, medalhista no último Commonweath Games de Glagscow-2014.

O Brasil estará presente nas duas competições. No feminino apenas uma atleta cai na água: Giuliana Giglioti, que nada pela Universidade de Utah. No masculino serão quatro atletas: Arthur Mendes Júnior (Auburn), Pedro Coutinho (Louisville), Alexandre Fernandes (Universidade de Utah) e Henrique Handa Machado (UNLV). Em toda a história do NCAA o Brasil já ganhou 60 medalhas de ouro, com destaque para Gustavo Borges e Cesar Cielo, que subiram dez vezes no pódio cada um.

Chase Kalisz é o destaque do NCAA masculino - Foto: Mike Lewis/Ola Vista Photography

Chase Kalisz é o destaque do NCAA masculino – Foto: Mike Lewis/Ola Vista Photography

A Divisão II do NCAA foi disputada em Indianápolis entre os dias 10 e 14 de março. Thiago Sickert foi um dos destaques ao conquistar seis medalhas, sendo duas de ouro nos 100 e 200 livre.  A Divisão III começou ontem no Texas, e vai até sábado. Nas divisões inferiores os eventos de ambos os sexos são disputados de forma conjunta.

Os resultados em tempo real do NCAA feminino Divisão I podem ser acompanhados através deste site: http://www.swmeets.com/Realtime/NCAA/2015/

Por Guilherme Freitas


Gustavo Borges, o maior brasileiro na história do NCAA
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Tem início amanhã em Austin, as disputas da primeira divisão do NCAA, o campeonato americano universitário que engloba diversas modalidades olímpicas. Na natação ele é disputada na piscina de jardas. Na semana passada tivemos a competição feminina, que contou com a presença de Missy Franklin e terminou com a Universidade da Georgia como campeã. Este final de semana acontecem as provas masculinas, onde teremos a participação de oito atletas brasileiros. Para mais detalhes e estatísticas sobre o evento, indicamos uma visita na página da Best Swimming.

O Brasil tem bastante tradição nas disputas do NCAA, produzindo medalhistas e campeões ao longo dos anos. Ao todo foram 35 medalhas de ouro apenas na primeira divisão da competição universitária. Mas você sabe quem é o brasileiro que mais venceu no NCAA? Se você respondeu Gustavo Borges acertou. Sempre competindo pela Universidade de Michigan, Gustavo acumulou dez medalhas de ouro ao longo de quatro temporadas: oito em provas individuais e mais duas em revezamentos.

Gustavo Borges em evento onde foi homenageado pela Universidade de Michigan - Foto: Divulgação

Gustavo Borges em evento onde foi homenageado pela Universidade de Michigan em 2013 – Foto: Divulgação

Ele chegou aos Estados Unidos em 1990 após indicação de Maria Lenk que o recomendou para a Bolles School, equipe comandada na época por Gregg Troy. Lá ele se destacou em competições High School e no início de 1992 ingressou na Universidade de Michigan para treinar e estudar economia. Na época ele já era um jovem promissor no cenário internacional, pois havia conquistado cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Havana em 1991.

Gustavo disputou o NCAA entre 1992 e 1995. Neste período ele foi imbatível na prova dos 100 livre vencendo em todos os anos. Também triunfou três vezes os 200 livre e uma vez os 50 livre. Apelidado de Mr. Relay (senhor revezamento) pelas suas ótimas parciais nestas disputas, ainda foi campeão duas vezes com o 4×200. Seu melhor ano foi em 1995, quando venceu três provas individuais, foi capa da revista Swimming World, eleito melhor nadador e liderou a Universidade de Michigan ao título geral na competição masculina.

Toucas de Phelps e Gustavo no memorial da Universidade de Michigan - Foto: Reprodução

Toucas de Phelps e Gustavo no memorial da Universidade de Michigan – Foto: Reprodução

Até hoje Gustavo é muito respeitado e admirado na Universidade de Michigan. Em 2013 ele foi homenageado e entrou para o Hall da Fama da Universidade. Hoje quem for a Michigan poderá ver sua touca exibida ao lado de outras lendas que também defenderam a Universidade, como podemos ver na imagem acima.

Por Guilherme Freitas


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