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Os novos reis da Copa do Mundo
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Chegou ao fim mais uma temporada da Copa do Mundo de piscina curta da Fina. O circuito este ano foi disputado ao longo de nove etapas passando pela Europa e pela Ásia. Iniciada em Paris logo após o fim dos Jogos Olímpicos do Rio-2006, o evento terminou no último fim de semana em Hong Kong, coroando dois exímios nadadores de piscina curta e que levaram o prêmio de US$ 100 mil: a húngara Katinka Hosszu e o russo Vladimir Morozov.

Famosa por disputar literalmente tudo que vê pela frente, Katinka mais uma vez dominou a Copa do Mundo. Seu apelido de dama de ferro não é por acaso. Nas nove etapas ela chegou a medalhar em até 13 provas em duas pernas do circuito. A húngara ganhou ao todo 105 medalhas nesta temporada e atingiu números impressionantes. Atingiu a casa das 300 medalhas no evento, ultrapassando a marca de 200 vitórias. Números que a ajudaram a se tornar a rainha da Copa do Mundo pela quinta vez consecutiva. Um recorde que dificilmente cairá algum dia.

Morozov e Katinka: o casal real de 2016 - Foto: Giorgio Scala

Morozov e Katinka: o casal real de 2016 – Foto: Giorgio Scala

Entre os homens ninguém foi mais eficiente que Vladimir Morozov. Após uma campanha apagada no Rio-2016 e a quase não participação olímpica devido aos escândalos do esporte russo de doping, o velocista decidiu dar a volta por cima através do circuito da Fina. Dominou diversas provas de velocidade, bateu dois recordes mundiais nos 100m medley, ganhou 55 medalhas e sagrou-se pela primeira vez rei do circuito. E já declarou que esta motivado para subir ao pódio no Mundial de curta de Windsor, que acontece em dezembro.

Além da dupla campeã a Copa do Mundo registrou outros destaques. Um deles foi a jamaicana Alia Atkinson que ao longo do circuito bateu dois recordes mundiais, um nos 50m peito e igualou seu próprio recorde nos 100m peito. E Felipe Lima representou o Brasil em todas as etapas, conquistando 16 pódios sendo sete medalhas de ouro e acumulando US$ 18 mil em premiação.

Felipe Lima levou 16 medalhas na Copa do Mundo - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Felipe Lima levou 16 medalhas na Copa do Mundo – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Katinka, Morozov, Alia e Felipe assim como outros atletas que brilharam ao longo da Copa do Mundo estarão em ação no Campeonato Mundial de piscina curta, que acontecerá em dezembro na cidade de Windsor, no Canadá, encerrando este ano olímpico da natação.

Por Guilherme Freitas


A ressureição de Morozov
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Após três etapas realizadas na Copa do Mundo da Fina em piscina curta não temos nenhuma novidade na categoria feminina. A húngara Katinka Hosszu, atual tetracampeã do circuito, lidera com folga e tem 237 pontos de vantagem para Jeanette Ottesen, a segunda colocada. Já no masculino sim. O russo Vladimir Morozov tem 34 pontos de vantagem para Chad Le Clos, que foi bicampeão da Copa do Mundo em 2014 e 2015. Uma surpresa, principalmente pela campanha de Morozov no Rio-2016.

O russo chegou aos Jogos Olímpicos considerado como um dos favoritos a medalha nas provas de velocidade. Dias antes, porém, ele acabou sendo incluído na lista de atletas russos suspeitos de doping e perdeu o direito de nadar no Rio de Janeiro. Após apelar e ter seu recurso aceito, Morozov conseguiu disputar os Jogos. O desgaste emocional em saber se poderia nadar ou não pode ter sido uma das razões para o fraco desempenho de Morozov. No Rio-2016 ele parou nas semifinais nos 50m e 100m livre e terminou em quarto lugar com os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley.

Após essa participação ruim a Copa do Mundo de piscina curta surge como uma ótima oportunidade para dar a volta por cima. E ele vem conseguindo de forma brilhante. No primeiro giro do circuito (etapas de Paris-Charthes, Berlim e Moscou) ele conquistou 18 medalhas (14 de ouro, duas de prata e duas de bronze), bateu duas vezes o recorde mundial nos 100m medley e já acumulou US$ 88,5 mil de premiação entre pódios, recordes e por ser o melhor nadador desta primeira parte da Copa.

O velocista Vladimir Morozov - Foto: Gian Mattia Dalberto/Lapresse

O velocista Vladimir Morozov – Foto: Gian Mattia Dalberto/Lapresse

Morozov tem bom retrospecto em eventos de piscina curta. Disputou os últimos dois campeonatos mundiais em Istambul-2012 e Doha-2014 e soma sete medalhas, tendo sido campeão dos 50m e 100m livre em 2012. O velocista também já subiu ao pódio 15 vezes no Europeu de curta e é o atual recordista dos 100m medley. Vale lembrar que ele também foi campeão universitário nos Estados Unidos na piscina de curta, mas em jardas.

A Copa do Mundo pode significar um recomeço para a Morozov após a participação discreta no Rio-2016. O título do circuito, além da gorda premiação, pode motivá-lo para o Campeonato Mundial de curta em Windsor no fim do ano e para a sequência do ciclo olímpico visando Tóquio-2020.

Por Guilherme Freitas


Mireia Belmonte: a Dama de Aço!
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Que dia! Quando nos surpreendemos com resultados, geralmente quer dizer que o mesmo de sempre não aconteceu. É sempre interessante observar o inesperado se desenhar diante dos nossos olhos. No primeiro dia do Mundial de Doha, algumas marcas importantes foram batidas e os brasileiros se saíram bem, mas o que levantou o apaixonado por natação da cadeira ou sofá foram dois duelos já salientados pela Swim Channel.

Neste espaço, vocês leram sobre as grandes disputas entre Katinka Hosszu e Mireia Belmonte, e não vale aqui repetir todas as provas e números que caíram com as duas na piscina. Sim, foi dito o equilíbrio entre as duas nos 200m borboleta, e a superioridade da Dama de Ferro nas provas de medley. Pois bem, o aço espanhol venceu o ferro húngaro! Duas vezes. Com recordes mundiais.

Mireia celebra: ela fez história

Mireia celebra: ela fez história

Mireia entrou em cena com a melhor marca nos 200m borboleta, mas tudo o que Katinka fez na temporada, inclusive sendo reconhecida pela FINA como melhor nadadora do ano, colocava o favoritismo ao seu lado. A húngara liderou a prova, passando forte e à frente da linha do recorde praticamente o tempo todo. Mas aquela “travada” que não estamos acostumados a ver na Dama de Ferro aconteceu. A espanhola cresceu ao final do percurso, e fez uma marca espantosa: baixou dos dois minutos pela primeira vez, batendo 1min59s61, novo recorde mundial. Shane Tsup, técnico e marido de Hosszu, fez caras de poucos amigos na comemoração de Belmonte.

Katinka retornou à piscina minutos depois, como já está acostumada em suas maratonas de provas. Na semi, passou com o terceiro tempo para a final dos 100m costas, e se preparou para mais uma decisão. Um novo embate com a rival nos 400m medley.

A prova dos quatro estilos parecia mais fácil, e terreno conhecido e no qual a húngara domina. Ou dominava. Até os 250m. Na virada para os últimos 50m do nado de peito, Mireia emparelhou e, partindo para o crawl, já estava à frente. Mais uma vez, a Dama de Ferro cansou. Com aproximadamente um corpo de vantagem, a espanhola abocanhou sua segunda medalha, com outro recorde mundial: 4min19s86, e fez seu treinador Fred Vergnoux vibrar com a pupila. A poucos metros, Shane Tsup atirava seus papéis no chão.

Rivalidade à parte, as conquistas de Mireia são ainda mais salientes pelo ineditismo de suas marcas. Nunca uma mulher havia baixado dos dois minutos nos 200m borboleta, ou dos 4min20s nos 400m medley. Provas absolutamente bem nadadas pela espanhola, e uma estratégia suicida e mal calculada da húngara. Louros para a jovem beldade.

Final  200m livre masculino

Chad Le Clos foi à Doha para brilhar. Já conquistou seu primeiro ouro, nos 200m livre, com 1min41s45, desbancando Ryan Lochte. O norte-americano, ainda assim, conquistou sua 31ª medalha em Mundiais de Curta, e a 78ª em torneios internacionais. Izotov apareceu com uma prova bem feita e discreta, e com um final fortíssimo levou a prata com 1min41s67. Lochte fica com o bronze 1min42s09.

Semifinal 50m peito feminino

Um centésimo! Ruta Meilutyte fez uma ótima prova outra vez, e ficou pertíssimo de bater o recorde mundial, com 28s81. Lado a lado estava Alia Atkinson, com 28s99. A decisão de quinta-feira será entre as duas.

Semifinal 100m costas masculino

Com uma prova de viradas fortíssimas, Guilherme Guido bateu 50s12 e brigará pelo pódio na final. Está com a segunda marca, atrás do australiano Mitchell Larkin, o único abaixo dos 50 segundos: 49s62. Guido foi bronze na prova na edição de Istambul-2012.

Semifinal 100m peito masculino

Felipe França fez uma prova consistente, e segurou nos 25m finais. Terminou sua série com 57s21, sexto tempo geral. O destaque foi para Adam Pety, que com 56s43 bateu o recorde britânico da prova e o de campeonato. Cameron van der Burgh também avançou à final na frente do brasileiro.

Semifinal 100m costas feminino

Quase não deu para Etiene Medeiros! A colocação assustou um pouco: quarta em sua série, mas encerrou com a sétima marca, e está na final. Pela segunda vez no dia a brasileira bateu o recorde sul-americano, agora com 57s13. Ela evoluiu na prova, mas tem poucas chances de brigar por medalha se não conseguir nadar para a casa dos 56s na decisão. Daria Zevina classificou-se em primeiro, com 56s23, seguida por Emily Seebohm (56s32) e Hosszu (56s65), cansada e se poupando para a final.

Semifinal 100m borboleta masculino

Uma surpresa brasileira: Marcos Macedo abaixou sua marca e acabou com o quarto tempo para a final, 50s03. Ele irá para a decisão atrás de Chad Le Clos, D’Orsogna, Shields, e ao lado de Losuke Hagino e Lochte. Nicholas Santos cansou no final da prova e terminou em 14º, com 50s79.

Revezamentos

Sem Cesar Cielo, que optou por não nadar a final após ajudar o Brasil a se classificar no revezamento, os nadadores acabaram com a oitava colocação. Não havia chances sem o principal atleta brasileiro. A França, impulsionada por um inspiradíssimo Florent Manaudou, venceu com novo recorde de campeonato. O rival de Cielo nadou para 44s80. Impressionante! Liderados por Morozov, que fez 45s51 e novo recorde de campeonato, a Rússia ficou com a prata, e os Estados Unidos com o bronze. O revezamento feminino da Holanda bateu o recorde mundial do 4x200m livre, com 7min32s85.

Por Mayra Siqueira


O top 10 do ranking mundial na piscina curta
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Em meados de outubro publicamos aqui no Blog Swim Channel/UOL um top 10 mundial dos resultados da temporada 2014 na piscina longa. A uma semana para o início do Campeonato Mundial de piscina curta de Doha e com praticamente todas as seleções definidas para o evento, apresentamos aqui um compilado com os dez melhores tempos das provas, tanto no masculino, como no feminino, antes do Mundial de curta começar.

Em 2014 tivemos grandes eventos de porte internacional na piscina longa, mas o único que reunirá boa parte das federações de todos os continentes juntos é o Mundial de curta. Na piscina de 25 metros os principais eventos internacionais foram as etapas da Copa do Mundo da Fina. Também tivemos campeonatos e seletivas nacionais este ano que renderam boas marcas, mas quatro dos cinco recordes mundiais registrados este ano ocorreram no circuito da Fina.

O australiano Mitch Larkin, líder dos 100m e 200m costas - Foto: Getty Images

O australiano Mitch Larkin, líder dos 100m e 200m costas – Foto: Getty Images

Se na piscina longa 29 países tinham atletas entre os dez melhores da temporada, na piscina de 25 metros foram 31 países que conseguiram colocar nadadores entre os dez melhores ranqueados em suas provas individuais. Na longa a liderança foi dos Estados Unidos com 60 atletas no top 10. Na curta quem lidera é Austrália, com 59 nadadores. O Brasil tem 21 nesta lista, o que dá uma boa perspectiva para o país no Mundial de Doha.

Katinka Hosszu venceu as provas de medley em Barcelona

Katinka Hosszu é a líder absoluta nas provas de medley – Crédito: Divulgação

Confira abaixo os países que contam com os nadadores no top 10 mundial. Em parênteses o número de atletas no ranking.

1. Austrália (59)
2. Estados Unidos (31)
3. Rússia (29)
4. Japão (27)
5. Alemanha (26)
6. Brasil (21)
6. Hungria (21)
8. Holanda (19)
9. França (18)
10. China (16)

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta - Foto: Divulgação

Florent Manaudou esta bem ranqueado na piscina curta – Foto: Divulgação

11. África do Sul (13)
12. Suécia (12)
13. Reino Unido (10)
14. Itália (9)
15. Dinamarca (8)
15. Espanha (8)
17. Jamaica (5)
17. Polônia (5)
19. República Tcheca (4)
19. Ucrânia (4)
21. Lituânia (3)
22. Áustria (2)
22. Bielorússia (2)
22. Eslováquia (2)
22. Sérvia (2)
22. Trinidad Tobago (2)
27. Bélgica (1)
27. Canadá (1)
27. Cingapura (1)
27. Liechtenstein (1)
27. Nova Zelândia (1)

Felipe França é o líder dos 50m e 100m peito - Foto: Satiro Sodré

Felipe França é o líder dos 50m e 100m peito – Foto: Satiro Sodré

Brasileiros no top 10 do ranking mundial na piscina longa
Cesar Cielo (3):
50m e 100m livre e 50m borboleta
Felipe França (3): 50m, 100m peito e 200m peito
Etiene Medeiros (3): 50m e 100m costas e 50m livre
Thiago Simon (3): 200m e 400m medley e 200m peito
Guilherme Guido (2): 50m e 100m costas
Nicholas Santos (1): 50m borboleta
João Luiz Gomes Júnior (1): 50m peito
Leonardo de Deus (1): 200m borboleta
Thiago Pereira (1): 100m medley
João de Lucca (1): 200m livre
Miguel Valente (1): 800m livre
Marcos Macedo (1): 100m borboleta

Por Guilherme Freitas


A história de Portugal no Mundial de curta
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Com boa parte de seu território sendo banhado pelo mar, Portugal é um país com muitos adeptos dos esportes aquáticos, entre eles a natação. No âmbito competitivo, porém, o país ibérico não é uma das grandes forças internacionais. Os portugueses estiveram presentes em dez das 11 edições do Campeonato Mundial de piscina curta disputadas até o momento. A única vez em que atletas do país não nadaram foi em 2004, quando o evento aconteceu nos Estados Unidos e poucos meses depois dos Jogos Olímpicos de Atenas.

Em dez participações em Mundiais de piscina curta, a natação portuguesa subiu ao pódio apenas uma vez. Foi em 2002, quando a competição aconteceu em Moscou. Na prova dos 50m peito, José Couto conquistou a medalha de prata com o tempo de 27s22, atrás apenas do então recordista mundial na distância, o ucraniano Oleg Lisogor. O pódio ainda teve outro representante da língua portuguesa, Eduardo Fischer, bronze com 27s26. Além dessa medalha de José Couto, Portugal ainda contabiliza outras 14 finais em Mundiais de piscina curta. O próprio Couto tem outras três finais de Mundial, mesmo número de seu contemporâneo Nuno Laurentino, que em Moscou-2002 terminou os 100m medley na quarta colocação.

José Couto comemora o bronze nos 100m peito - Foto: André Kosters

José Couto é o único medalhista de Portugal na história – Foto: André Kosters

No último Campeonato Mundial, disputado em Istambul, Portugal conseguiu chegar a duas finais, ambas com seu melhor nadador: Diogo Carvalho. Radicado nos Estados Unidos e especialista em provas de medley, ele ficou em 7º e 8º lugar nos 200m e 400m medley respectivamente. Diogo ainda é o nadador português que disputou mais finais em Mundiais de curta na história do país. Foram cinco ao todo, três individuais e duas com revezamentos.

Diogo é o grande destaque da equipe portuguesa que daqui a duas semanas disputa o Mundial em Doha e esta escalado para nadar quatro provas: 100m, 200m e 400m medley e os 200m borboleta. Além dele, Portugal terá outro atleta, o jovem Alexis Santos que nadará três provas: 50m e 100m costas e os 100m medley. Neste Mundial Portugal não tem tantas ambições como o Brasil, que vai a Doha pensando em bater seu recorde de medalhas. A dupla de nadadores portugueses esperam melhorar suas marcas pessoais e tentar beliscar alguma vaga nas finais.

Na Flórida, ele vem treinando com Gregg Troy. Foto: Divulgação

O nadador português Diogo Carvalho que estará em Doha. Foto: Divulgação

Por Guilherme Freitas

Leia mais notícias sobre a natação portuguesa no blog Beba Água, autoria de Nuno Vicente, correspondente da SWIM CHANNEL em Portugal.


Katinka Hosszu e Copa do Mundo: combinação perfeita
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Falou em Copa do Mundo de piscina curta, falou em Katinka Hosszu. O nome da húngara vem logo a cabeça quando se fala do circuito mundial da Fina na piscina de 25 metros. Terminadas as primeiras duas etapas do circuito, disputadas em Doha e Dubai, a húngara é de longe a melhor atleta do evento até aqui. Nestas duas pernas da Copa, a Dama de Ferro foi absoluta. Conquistou 20 medalhas, sendo 15 delas de ouro, e bateu cinco recordes mundiais.

Além disso, continua ganhando bastante dinheiro com as premiações que conquista. Nadadora mais bem paga da atualidade, Katinka engordou um pouco mais sua já “gordinha” conta bancária. Apenas nas etapas de Doha e Dubai, a húngara embolsou US$ 126 mil. Foram US$ 26 mil pelos pódios conquistados, US$ 50 mil por ter sido a melhor atleta deste primeiro giro da Copa do Mundo e mais US$ 50 mil pelos recordes mundiais que bateu. E tudo indica que com as demais etapas esse número só vai aumentar.

Katinka com um dos cheques que ganhou por bater recordes mundiais -Foto: Qatar Swimming

Katinka com um dos cheques que ganhou por bater recordes mundiais – Foto: Qatar Swimming

Falando em recordes mundiais, com as cinco novas marcas alcançadas na Copa do Mundo este ano, Katinka chega a 11 marcas mundiais batidas em sua carreira, todas em provas de medley: cinco nos 100m medley, quatro nos 200m medley e dois nos 400m medley. E curiosamente todas alcançadas na piscina curta e em etapas da Copa do Mundo. Katinka jamais bateu um recorde mundial na piscina longa.

Todos esses feitos mostram que a nadadora conseguiu se adaptar de forma fantástica ao formato da competição. A Copa do Mundo é disputada em apenas dois dias em cada uma das sedes. São 38 provas (contando eventos masculino e feminino) e Katinka costuma nadar entre nove e dez provas por etapa. O pouco tempo para descanso e recuperação entre as provas é uma das maiores dificuldade que os nadadores encontram, mas a húngara parece já ter acostumado seu corpo para encarar essas verdadeiras maratonas.

...e comemorando recordes mundiais

Ela não cansa de nadar, faturar, comemorar… – Foto: Fina/Divulgação

Desde 2012, quando venceu pela primeira vez o título de rainha da Copa do Mundo, Katinka já soma 130 medalhas conquistadas (71 delas de ouro) e 11 recordes mundiais. Parece que a Copa do Mundo foi feita sob medida para Katinka, que continua atualizando suas conquistas no circuito mundial da Fina sem descanso.

Por Guilherme Freitas


O foco agora é piscina curta
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Começa na próxima segunda a 43ª edição do Troféu José Finkel, o Campeonato Brasileiro Absoluto e um dos eventos mais tradicionais do país. Este ano a competição ocorre no Itaguará Country Clube, em Guaratinguetá, e voltará a ser disputada na piscina de 25 metros por uma razão especial: será a seletiva única do Brasil para o Campeonato Mundial de piscina curta, que vai acontecer em Doha, no Catar, durante os dias 3 e 7 de dezembro.

Os nadadores brasileiros estão vindo de um longo ciclo de treinamento e competições voltadas para a piscina longa. Começou praticamente em 2011 com a preparação para o Mundial de Xangai. Em seguida vieram os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, os Jogos Olímpicos de Londres, o Mundial de Barcelona e o Campeonato Pan Pacífico. Entre todos esses eventos aconteceu o Mundial de curta em Istambul, no fim de 2012, mas nem todos os nadadores brasileiros disputaram a competição ou focaram seus treinamentos específicos para este evento.

Vista da piscina de Guaratinguetá, local do Finkel-2014 - Foto: Federação Aquática Paulista

Vista da piscina de Guaratinguetá, local do Finkel – Foto: Federação Aquática Paulista

Como 2014 é um ano atípico, sem a disputa de Mundiais de piscina longa ou Jogos Olímpicos, alguns nadadores deverão dar uma pausa nos treinos em longa para se dedicar ao Mundial de curta nos próximos meses. Cesar Cielo é o maior exemplo. O velocista abriu mão de nadar o Pan Pacífico para focar seus treinos até o final do ano na piscina curta. Cielo planeja repetir o desempenho do Mundial de curta de Dubai-2010 e voltar a ser campeão mundial na piscina curta. Para isso ele quer aperfeiçoar seus fundamentos, principalmente nas viradas que são fundamentais.

Uma ótima oportunidade para ir se acostumando aos eventos na piscina de 25 metros é a tradicional Copa do Mundo em piscina curta da Fina, que coincidentemente começou nesta última semana em Doha, na mesma piscina do Mundial em dezembro e terá sua segunda etapa sendo disputada a partir de domingo em Dubai, também no Oriente Médio. É bem provável que atletas brasileiros disputem as próximas etapas do circuito como uma forma de poder competir em alto nível e já ir se preparando para Doha-2014.

No Mundial de curta de 2010, Cielo foi ouro nos 50m e 100m livre - Foto: Satiro Sodré

No Mundial de curta de 2010, Cielo foi ouro nos 50m e 100m livre – Foto: Satiro Sodré

Não é segredo para ninguém que o foco principal dos nadadores brasileiros são os Jogos Olímpicos em 2016, mas sem dúvida conquistar medalhas e disputar finais em um Mundial de curta também será um excelente resultado na preparação de quem busca representar o país nas Olimpíada do Rio de Janeiro.

Por Guilherme Freitas


Nicholas Santos vai à Ásia buscando recordes e medalhas
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A última lembrança de Nicholas Santos da piscina curta é muito boa. Afinal, no Campeonato Mundial de Istambul, disputado no fim do ano passado, o velocista conquistou o título mundial dos 50m borboleta, cravando o novo recorde de campeonato. Após bater na trave no Campeonato Mundial em Barcelona (ficou em quarto lugar) Nicholas nadou muito bem no Desafio Raia Rápida, evento que aconteceu mês passado no Rio de Janeiro. Na ocasião ele foi apenas um centésimo mais lento em relação ao Mundial de Barcelona, isso mesmo estando em fase pesada de treinamento.

Agora o velocista volta suas atenções à piscina de 25 metros já que irá literalmente atravessar o mundo para disputar as três últimas etapas da Copa do Mundo da Fina em Cingapura, Tóquio e Pequim. Focado em obter bons resultados neste fim de temporada o velocista conversou com a Swim Channel, mostrando estar bem confiante para as etapas e não descartando superar recordes. Confira a entrevista abaixo.

Nos últimos meses Nicholas focou seus treinamentos na piscina curta – Foto: Satiro Sodré

Swim Channel: Quais provas você irá nadar nestas etapas da Copa do Mundo? 50livre e 50borbo. Planeja nadar alguma de 100 metros?

Nicholas Santos: Os 100m livre e os 100m borboleta. Vou ver qual delas eu nade, mas provavelmente nadarei os 100m borboleta. Primeiro vou acompanhando as chances de medalha e ai depois decido qual delas nadar.

Swim Channel: O Albertinho (Alberto Pinto Silva, técnico de Nicholas) vai te acompanhar nesta viagem? Qual a importância da presença dele durante as competições?

Nicholas: O Albertinho não irá desta vez. Acredito que o tempo todo ele dá dicas, opinião de estratégia para a prova, onde posso melhorar durante a prova, etc. Isso é essencial na nossa relação. O resto é comigo.

Swim Channel: Na sua opinião, qual das etapas que você nadará (Cingapura, Tóquio e Pequim) será a mais difícil?

Nicholas: Na verdade as provas de velocidade são sempre fortes e existem nadadores que competem em todas as etapas buscando a premiação final da temporada. Acredito que o Roland Schoeman e o Vladmir Morozov serão os mais fortes adversários que enfrentarei. Mas sempre tem alguma surpresa nas etapas da Copa do Mundo, algum nadador que aparece mais rápido do que esperamos. Mas não vou fazer feio lá, mesmo sem descanso.

Sua saída é uma das melhores do mundo e na piscina curta, uma grande vantagem – Foto: Satiro Sodré

Swim Channel: No Raia Rápida, você acabou se surpreendendo com o tempo que fez nos 50m borboleta. Acha que pode ter alguma boa surpresa também na Copa do Mundo?

Nicholas: Tudo vai depender do número de provas que eu nadar, pois serão três etapas e fica bem cansativo quando escolhemos quatro provas para competir, por exemplo. Minha ideia é disputar medalha em todas as provas que cair na piscina. Mas não será uma surpresa se eu nadar abaixo do meu melhor tempo no 50m borboleta que é 22s22.

Swim Channel: Nesta temporada já aconteceram mais de dez recordes mundiais na Copa do Mundo. Você tem alguma expectativa para superar algum recorde pessoal, sul-americano ou até mundial?

Nicholas: Eu já estou de olho nesse recorde mundial dos 50m borboleta que é 21s80 faz um tempo. Embora seja um recorde remanescente da época dos trajes tecnológicos, acredito que seja possível superá-lo. Vamos atrás dele!

Por Guilherme Freitas


Moscou recebe a terceira etapa da Copa do Mundo
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Amanhã no Complexo Aquático Olímpico de Moscou tem início a terceira etapa da Copa do Mundo de piscina curta da Fina (Federação Internacional de Natação). Ao contrário das etapas de Eindhoven e Berlim, a competição não terá tantas estrelas presentes, mas os líderes do circuito Katinka Hosszu e Chad Le Clos estarão em ação na piscina moscovita. Além deles destacamos as presenças de Mireia Belmonte, Ruta Meilutyte, Yulia Efimova, Vladimir Morozov e Daniel Gyurta. E com nadadores desse calibre caindo na água sempre existe a expectativa para novos recordes mundiais.

Nas duas etapas desta temporada foram derrubados dez marcas mundiais. Mas vale lembrar que as provas em Eindhoven e Berlim foram realizadas pouco depois do Mundial de Barcelona e com os nadadores ainda no auge da forma física e técnica, o que contribuiu para esses excelentes números. Em Moscou também não será nenhuma surpresa caso não tenhamos recordes, afinal muitos atletas estão voltando das férias.

Katinka Hosszu é a líder do circuito feminino – Foto: Fina.org

As grandes atrações desta etapa serão os duelos entre Katinka Hosszu e Mireia Belmonte, que juntas bateram nove recordes mundiais em 2013. Outro duelo que promete agitar Moscou será entre campeãs mundiais: a dos 100m peito Ruta Meilutyte contra a dos 50m peito Yulia Efimova, que terá o apoio da torcida russa, assim como Vladimir Morozov que vai encarar George Bovell e Roland Schoeman nas provas de velocidade.

Ao todo dez brasileiros estarão presentes nesta etapa russa: Felipe Martins, Gustavo Godoy, Carolina Bilich, Roberta Albino, Luiz Pedro Pereira, Miguel Leite, Marcos Ferrari, Lucas Kanieski, Nelson Silva e Henrique Rodrigues.

Henrique Rodrigues será um dos brasileiros em ação na Rússia – Foto: Satiro Sodré

A Copa do Mundo continua neste mês de outubro com as etapas de Dubai e Doha. Em novembro as etapas asiáticas de Cingapura, Tóquio e Pequim encerram a temporada e definem o novo casal real da competição.

As finais da etapa de Moscou terão transmissão do Sportv3 a partir das 19h no sábado e das 11h30 no domingo. Confira o balizamento e resultados em tempo real clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


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