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Arquivo : recordes

O fenômeno Katinka Hosszu
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A Dama de Ferro continua implacável. Se muita gente pensava que ela não poderia melhorar ainda mais em 2016, a húngara mostrou no último fim de semana que pode ser ainda mais competitiva. Durante o Campeonato Austríaco, disputado em piscina curta, Katinka venceu a prova dos 1500m livre e entrou para a história da natação mundial. Não pela vitória, mas pelo tempo de 16min04s85 que lhe deu mais um recorde nacional. Com essa marca chegou a um feito que dificilmente será repetido por um atleta de altíssimo nível: ser recordista nacional de todas as provas em piscina curta.

Este era o único recorde que faltava para o vasto currículo da Dama de Ferro. Este ano Katinka já havia conseguido estabelecer o novo recorde nacional nos 100m livre durante a primeira etapa da Copa do Mundo, em Chartres-Paris. A temporada inclusive, vem sendo inesquecível para a nadadora. Em agosto ela finalmente subiu ao pódio olímpico depois de passar em branco nas três primeiras edições que nadou. No Rio-2016 ela foi ouro nos 100m costas, 200m medley e 400m medley, batendo o recorde mundial nesta prova, e prata nos 200m costas. Também conquistou pelo quinto seguido o título da Copa do Mundo de piscina curta da Fina.

Katinka Hosszu faz uma temporada perfeita – Foto: Reuters

Katinka Hosszu faz uma temporada perfeita – Foto: Reuters

Entre seus 17 recordes individuais na curta, cinco deles são recordes mundiais. Na piscina longa Katinka detém a marca de nove recordes nacionais, sendo três deles mundiais: 200m borboleta, 200m e 400m medley. Ao todos, são 26 marcas mundiais nas duas piscinas. Não há nenhum outro atleta que represente um grande país da natação mundial que detenha tamanha hegemonia na tabela de recordes nacionais.

Katinka Hosszu é um fenômeno. É sem dúvidas a nadadora mais completa da atualidade e provavelmente a maior de todos os tempos. Encara qualquer prova que aparecer pela frente, não se incomoda de fazer longos programas de provas e consegue ser competitiva em todas elas, além de ser uma máquina de treinar. Mas o ano ainda não acabou. Em dezembro ela vai disputar o Campeonato Mundial de piscina curta de Windsor e poderá aumentar seus feitos e quem sabe fazer frente a Katie Ledecky, um outro fenômeno, no prêmio de melhor nadadora do mundo da Fina.

Por Guilherme Freitas


Os recordistas do Raia Rápida
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No próximo domingo teremos mais uma edição do Desafio Raia Rápida. Desta vez o palco da festa será a piscina do Olympic Aquatic Stadium, o mesmo local de disputa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. Na água teremos 16 nadadores de quatro países (Brasil, Estados Unidos, África do Sul e Itália) lutando pelo título de campeão da velocidade. Mas você sabe quem são os donos dos “recordes” das provas do Desafio? Se não lembra tudo bem, listamos aqui quem são os responsáveis.

Uma curiosidade é que todas essas marcas foram registradas na mesma edição em 2014 por nadadores veteranos e experientes. Na decisão dos 50m costas o gigante sul-africano Gerhard Zandberg venceu a forte bateria com 25s00, superando por 12 centésimos o brasileiro Guilherme Guido. Já na final dos 50m peito foi a vez de Felipe França cravar o melhor tempo com 27s21, marca que estaria no top 10 da temporada.

Nicholas Santos literalmente voou nos 50m borboleta - Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Nicholas Santos literalmente voou nos 50m borboleta – Foto: Satiro Sodre/SSPress.

Dois veteranos são os mais rápidos na história dos 50m borboleta e 50m livre. No borboleta, Nicholas Santos fez uma das melhores performances de sua vida ao nadar para 22s97 na última bateria, sendo quase um segundo mais veloz que o vice-campeão Eugene Godsoe. Um tempo mais forte do que o nadador fez no Troféu Maria Lenk daquele ano em seu melhor desempeno oficial e que seria top 5 naquela temporada.

Já no livre tivemos o único sub 22 segundos na história do Raia Rápida estabelecidos pelo americano Ahntony Ervin, que dois anos depois seria campeão olímpico no Rio de Janeiro. Naquela ocasião ele venceu com 21s92. Os tempos fortes nas baterias individuais refletiram na final do 4x50m medley com a vitória do Brasil por 1min37s68 ante 1min37s75 dos Estados Unidos com todos nadando em seus limites.

Ervin, o único na casa dos 21 segundos na história do Raia Rápida - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Ervin, o único na casa dos 21 segundos na história do Raia Rápida – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Este ano teremos nadadores com capacidade para superar estas marcas como os atuais recordistas Anthony Ervin e Gerhard Zandberg, além de Bruno Fratus, Roland Schoeman, Henrique Martins, João Gomes Júnior e Fabio Scozzoli. E na veloz piscina do Olympic Aquatic Stadium, as chances aumentam. Aproveite e baixe aqui o guia completo da edição 2016 do Raia Rápida.

Por Guilherme Freitas


Muitos recordes na Copa Brasil Masters
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No último fim de semana a piscina do Tênis Clube de Campinas foi a casa da natação master. Por lá estavam centenas de nadadores de clubes e equipes de todo o país para a disputa da 23ª edição da Copa Brasil Masters de Natação. O evento, organizado pelo Associação Brasileira Master de Natação (ABMN) e em piscina curta, registrou 43 novos recordes, entre brasileiros, sul-americanos e mundiais.

Na abertura do revezamento 4x50m medley misto categoria 100+, Rodrigo Triviño nadou abaixo do recorde mundial com expressivos 24s58. O tempo é 23 centésimos mais rápido em relação a antiga marca feita pelo americano Derya Buyukuncu em 2009 (clique aqui e assista o vídeo da prova). Atleta da equipe TNT Masters, Triviño ainda ganhou outras três medalhas de ouro nos 100m livre, 50m borboleta e revezamento 4x50m livre categoria 30+.

O novo revezamento 4x100m medley recordista - Foto: Paulo Rezende

O novo revezamento 4x100m medley recordista – Foto: Paulo Rezende

O outro recorde mundial veio com o revezamento 4x100m medley categoria 320+ formado por José Orlando Loro, Paulo Motta, Antonio Carlos Orselli e José Eugenio Ferraz que registrou o feito em uma tomada de tempo. Outros destaques foram as nadadoras Sophie Monginet da Academia Acquamondo e Aroma Martorell do Clube Paineiras dpo Morumby que bateram três recordes sul-americanos cada uma.

Ao todo foram três equipes campeãs na Copa Brasil. Na categoria para equipes grandes a taça ficou com a Okuda Swim Team, nas equipes médias a vencedora foi a Lira Tênis Clube e nas equipes pequenas o GRES Acadêmicos do Salgueiro foi o campeão. O próximo campeonato nacional da ABMN será o Torneio Aberto Brasil Masters que vai acontecer dias 17 e 18 de setembro, na cidade de Ribeirão Preto. Confira todos os resultados da Copa Brasil clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Katie Ledecky: cada vez mais dominante
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São poucos atletas na atualidade que dominam suas respectivas modalidades e ostentam números impressionantes. No atletismo temos Usain Bolt que há muito tempo não sabe o que é perder uma prova de 100m e 200m rasos. No tênis masculino Novak Djokovic lidera o ranking mundial desde julho de 2014 e conquista taças atrás de taças. A natação não fica atrás e também seu nome dominante: Katie Ledecky.

A fundista tem uma carreira irretocável. Nunca foi derrotada em um grande evento internacional. Sempre quando caiu na água ela jamais viu alguém chegar na sua frente. Acumula 15 medalhas de ouro em quatro eventos (Campeonatos Mundiais de Barcelona-2013 e Kazan-2015, Campeonato Pan-Pacífico de Gold Coast-2014 e Jogos Olímpicos de Londres-2012) e ao que tudo indica essa sequência vai continuar no Rio-2016.

Neste fim de semana, Ledecky mais uma vez sobrou em uma de suas especialidades. Nadando o Atlanta Classic Swim Meet ela venceu os 400m livre com o melhor tempo do mundo em 2016: 4min00s31. Um bom resultado para esta época do ano, onde a fundista enfrenta treinamentos pesados visando a seletiva olímpica americana. E pelo andar da carruagem Ledecky deve fazer excelentes marcas na competição em Omaha.

Ledecky seria eleita a melhor do mundo pelos novos critérios da Fina - Foto: Associated Press

Katie Ledecky continua escrevendo a história – Foto: Associated Press

O resultado no Atlanta Classic além de ter sido o mais rápido da temporada, também é o oitavo melhor da história. E isso não é nenhuma novidade se tratado de Katie Ledecky. Dos dez melhores desempenhos de todos os tempos nos 400m livre, oito são da americana. A supremacia também é vista nas outras provas de fundo. Nos 800m livre o domínio é ainda maior: dos dez melhores tempos da história, nove são dela. E nos 1500m livre a nadadora tem seis das dez maiores marcas da prova.

Fenômeno, gênio e monstro são alguns adjetivos que para Katie Ledecky funcionam como sinônimo. Aos 19 anos, a jovem americana parece estar cada dia melhor e cada vez mais arrasadora. E o que mais assusta: parece estar longe do ápice da carreira devido suas constantes marcas e recordes. Suas adversárias não estão nas raias ao lado, mas sim girando no cronômetro. São os números, segundos e centésimos, os seus maiores rivais. E sorte a nossa que poderemos apreciá-la daqui a 80 dias na piscina do Estádio Olímpico.

Por Guilherme Freitas


Os feitos que Phelps ainda não conseguiu
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Michael Phelps é o maior atleta olímpico de todos os tempos. São 22 medalhas conquistadas, sendo 18 delas de ouro, além de cinco recordes olímpicos cravados por ele que ainda vigoram. Nunca houve um atleta como ele na história dos Jogos Olímpicos, mas há ainda outras duas marcas que o nadador americano pode estabelecer nos Jogos do Rio-2016 caso continue superando limites.

A primeira delas é se tornar o atleta olímpico com mais medalhas individuais na história. Das 22 conquistadas por Phelps 13 delas foram em provas individuais. Basta conquistar apenas mais um pódio no Rio de Janeiro para igualar a ex-ginasta soviética Larisa Latynina. Levando em consideração o retrospecto de Phelps a tarefa parece ser simples, afinal, das 15 vezes em que ele nadou uma prova só não conseguiu subir ao pódio em duas, nos 400m medley em Londres-2012 e em sua estréia olímpica nos 200m borboleta em Sidney-2000.

Michael Phelps retornou as piscinas em grande estilo - Foto: Bob Stanton/USA TODAY Sports

Michael Phelps pode conseguir novos recordes no Rio – Foto: Bob Stanton/USA TODAY Sports

A segunda marca ele não conseguirá superar, apenas igualar. Em Londres-2012 Phelps tornou-se o primeiro nadador a conquistar um tricampeonato olímpico em eventos masculinos. E fez em dose dupla, nos 200m medley e nos 100m borboleta. Caso se classifique e vença esta duas provas no Rio-2016 ele chegará a um inédito tetracampeonato olímpico consecutivo. Na história apenas dois atletas conseguiram ganhar quatro medalhas de ouro seguidas em eventos individuais: Carl Lewis, no salto em distância entre 1984 e 1996, e Al Oerter, no lançamento de disco ente 1956 e 1968. Os iatistas Paul Elvstrom e Ben Ainsliex também ganharam quatro medalhas de ouro consecutivas, mas em classes de vela diferentes. Se reconsiderar sua aposentadoria definitiva depois dos Jogos do Rio e nadar em Tóquio daqui a quatro anos, ai sim ele pode superá-lo e liderar isoladamente mais uma estatística olímpica.

Bob Bowman, técnico de Phelps, já afirmou que seu pupilo deverá focar sua preparação em três provas (100m e 200m borboleta e 200m medley) além de buscar uma vaga nos revezamentos americanos. Devido a seu ótimo desempenho ano passado, quando terminou a temporada como líder do ranking mundial nestas três provas, é muito possível que ele consiga novamente triunfar no Rio de Janeiro e colocar novas medalhas de ouro no pescoço. E consequentemente fará história mais uma vez, escrevendo seu nome como o maior atleta de todos os tempos.

Por Guilherme Freitas


O veloz Caeleb Dressell
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Na última Olimpíada todos os representantes americanos para as provas individuais de velocidade já eram campeões olímpicos e tinham um currículo bastante recheado. Anthony Ervin dividiu o ouro com Gary Hall Jr nos 50m livre em Sidney-2000 e havia sido campeão mundial no ano seguinte. Nathan Adrian e Cullen Jones integraram o revezamento 4x100m livre campeão em Pequim-2008 e somavam pódios em Mundiais de curta e Campeonatos Pan-Pacífico. Se em Londres o Team USA apostava na experiência, tudo indica que a história será diferente no Rio de Janeiro.

Podendo disputar sua terceira Olimpíada, Nathan Adrian ainda é o principal velocista do país. Terminou 2015 com o segundo melhor tempo nos 50m livre (21s37) e o 12º nos 100m livre (48s31), além do vice-campeonato mundial nos 50m livre batendo o recorde nacional. Mas o atual campeão olímpico dos 100m livre já começa a ver uma sombra surgir.

O velocista Caeleb Dressel - Foto: Soobum Im/USA TODAY Sports

O velocista Caeleb Dressel – Foto: Soobum Im/USA TODAY Sports

Essa sombra atende pelo nome de Caeleb Dressell. O jovem velocista completará 20 anos de idade no dia 16 de agosto, justamente bem ao fim das disputas olímpicas da natação. E ele planeja comemorar e curtir seu aniversário na cidade do Rio de Janeiro. Ano passado o nadador, que representa a Universidade da Flórida, teve a melhor temporada da carreira. Foi campeão nacional nos 50m e 100m livre, campeão do NCAA nos 50 livre e terminou no top 5 mundial dos 50m livre com 21s53.

É um atleta que esta em franca ascensão e a cada competição mostra-se mais veloz. Ontem ele disputou o SEC Swimming Championships e conseguiu um resultado histórico. Logo nas eliminatórias ele superou todos os recordes possíveis no 50 livre em piscina de jardas ao nadar para 18s39, deixando para trás o próprio Adrian recordista americano, e Cesar Cielo, que era até então o homem mais rápido da história nesta distância. Na final Dressell foi ainda melhor: 18s23, ratificando a melhor marca da história e que na conversão para a piscina curta é 20s23 e na longa 21s03. Um belo tempo. No sábado ele nada os 100 livre, onde vai tentar superar os 40s76 de Vlad Morozov.

Caeleb Dressel celebra seu feito - Foto: Tim Casey

Caeleb Dressel celebra seu feito – Foto: Tim Casey

Dressell surgiu para o cenário internacional em 2013, quando terminou o Campeonato Mundial Júnior de Dubai com seis medalhas e o título nos 100m livre. Desde então passou a ser cada vez mais rápido nos 50m livre e agora se coloca ao lado de Adrian como favorito para garantir uma vaga no time olímpico americano nos 50m livre e talvez nos 100m livre, onde terá mais concorrência e pode pegar uma vaga no competitivo 4x100m livre.

Na primeira reunião da equipe do Pool Party (clique aqui para assistir ao programa), Gustavo Borges apostou que Dressell pode surpreender com um pódio no Rio-2016. Gustavo sabe muito bem que em Jogos Olímpicos surpresas sempre acontecem e que Dressell pode ser uma delas. O jovem ainda é uma promessa, mas caminha, ou melhor, nada cada vez mais rápido para tornar-se uma realidade.

Por Guilherme Freitas


Daniel Dias: um fenômeno
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No último domingo chegou ao fim a quinta edição dos Jogos ParaPan-Americanos, na cidade de Toronto, no Canadá. Se na natação convencional o Brasil já havia feito uma ótima participação, igualando o número de ouros das duas últimas edições e conquistando uma inédita vitória no feminino, na natação paralímpica o resultado foi ainda melhor. Nada mais, nada menos, do que 104 medalhas (38 de ouro, 29 de prata e 37 de bronze) e o título de maior campanha da história da modalidade.

Um dos grandes colaboradores para esse resultado histórico foi Daniel Dias. O nadador de 27 anos disputou seu terceiro ParaPan e conquistou oito medalhas, todas de ouro. Essas novas medalhas juntam-se a outras 19 que já havia ganhado no Rio de Janeiro-2007 e em Guadalajara-2011. E detalhe, assim como na edição canadense todas são de ouro. Em Jogos ParaPan-Americanos Daniel Dias subiu ao pódio 27 vezes, todas no lugar mais alto do pódio. Um resultado impressionante e que lhe dá com méritos o título de Mr. Parapan.

Daniel Dias posa com um de seus ouros em Toronto - Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

Daniel Dias posa com um de seus ouros em Toronto – Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

O nadador da categoria S5 é o atleta mais condecorado da natação paralímpica brasileira. Além das 27 medalhas em ParaPan, ele ainda tem outras dezenas de conquistas em competições internacionais de primeira linha, além de vários recordes mundiais quebrados ao longo de sua carreira. Em Jogos Paralímpicos são 15 medalhas em duas edições (Pequim-2008 e Londres-2012) e em Campeonatos Mundiais são mais 30 em cinco edições disputadas (Durban-2006, Rio de Janeiro-2009, Eindhoven-2010, Montreal-2013 e Glasgow-2015). Somando estes três eventos Daniel tem impressionantes 82 medalhas: 68 de ouro, 13 de prata e uma de bronze.

Para efeito de comparação apenas o australiano Matthew Cowdrey, da categoria S9, tem números semelhantes aos de Daniel. Cowdrey, que se aposentou das piscinas no começo deste ano, conquistou 57 medalhas em Jogos Paralímpicos, Campeonatos Mundiais e no Commonwealth Games. Em Paralímpiadas ele supera Daniel pois conquistou 23 medalhas, 13 delas de ouro. Porém, como o brasileiro deverá nadar os Jogos do Rio-2016 e futuras competições no próximo ciclo paralímpico é bem provável que Daniel Dias amplie ainda esses feitos.

Daniel Dias em ação - Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Daniel Dias em ação – Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Confira abaixo um resumo das conquistas de Daniel Dias em grandes eventos:

Jogos Paralímpicos: 15 medalhas (10 de ouro, quatro de prata e uma de bronze)
Campeonatos Mundiais: 40 medalhas (31 de ouro e nove de prata)
Jogos ParaPan-Americanos: 27 medalhas (27 de ouro)
Total: 68 medalhas de ouro, 13 de prata e uma de bronze.

Por Guilherme Freitas


Uma semana para o início da natação no Pan
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Faltam exatos sete dias para o início das provas de natação dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Mesmo com a ausência de grandes nomes da natação dos Estados Unidos e do brasileiro Cesar Cielo, este Pan promete reservar bons momentos e ser um aperitivo para o Campeonato Mundial de Kazan. Para já ir entrando no clima do Pan listamos abaixo sete feitos que a natação brasileira poderá atingir nas águas de Toronto. De recordes de medalhas a conquistas inéditas. Confira a lista a seguir:

Maior da história

Em Toronto Thiago Pereira poderá ratificar de vez o apelido de “Mister Pan”. Em três edições disputadas, o brasileiro subiu 18 vezes ao pódio e este ano caso conquiste mais cinco medalhas será o maior medalhista da história dos Jogos. E com mais duas medalhas ele também será o brasileiro com mais medalhas, deixando Gustavo Borges para trás.

Thiago pode se tornar o maior medalhista da história - Foto: Satiro Sodré

Thiago pode se tornar o maior medalhista da história – Foto: Satiro Sodré

Hegemonia na velocidade

O domínio da natação brasileira nos 50m livre começou em 1995, quando Fernando Scherer venceu a prova mais rápida da natação em Mar del Plata. Desde então o Brasil não perdeu mais. O próprio Scherer venceu novamente em 1999 e 2003 e Cesar Cielo foi bicampeão em 2007 e 2011. Este ano a responsabilidade de manter a hegemonia intacta será de Nicholas Santos e Bruno Fratus, vice-campeões em 2007 e 2011 respectivamente.

Três vezes tri

Apenas um brasileiro poderá se sagrar tricampeão pan-americano em Toronto, e não apenas em uma prova. Thiago Pereira é o atual bicampeão dos Jogos nos 200m costas, 200m medley e 400m medley. Ele nadará todos os eventos este ano e caso consiga vencer a menos uma igualará o desempenho de Fernando Scherer, o único nadador do Brasil que conseguiu ser tricampeão consecutivo em uma mesma prova.

Joanna Maranhão encerrou sua participação no Mundial de Barcelona - Foto: Satiro Sodré

Com mais três medalhas Joanna será a maior medalhista do Brasil – Foto: Satiro Sodré

Senhorita Pan

Se Thiago é o Mister Pan e persegue a marca de maior medalhista da história do Pan, Joanna Maranhão também pode fazer história em Toronto. Com mais três medalhas ela igualará Tatiana Lemos e se tornará a maior medalhista do Brasil nos Jogos. Tatiana tem oito medalhas e Joanna soma cinco. Em Toronto ela nadará quatro provas individuais, além do revezamento 4x200m livre, e pode até ultrapassar sua ex-companheira de seleção.

50 medalhas de ouro

A natação brasileira conquistou até hoje 151 medalhas na natação em Jogos Pan-Americanos. Destas, 42 foram de ouro. Caso consiga repetir o desempenho das últimas duas edições do Pan (quando ganhou dez medalhas de ouro) o Brasil vai superar o número de 50 medalhas douradas. Alguém arrisca um favorito para chegar a esta marca?

Samuel de Bona, Carlos Rogerio Arapicara. 54¼ Trofeu Maria Lenk de Maratonas Aquaticas na raia Olimpica da USP. 26 de abril de 2014, Sao Paulo, SP, Brasil. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Samuel de Bona, Carlos Rogerio Arapicara. 54¼ Trofeu Maria Lenk de Maratonas Aquaticas na raia Olimpica da USP. 26 de abril de 2014, Sao Paulo, SP, Brasil. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Possível recorde no feminino

As edições do Rio-2007 e Guadalajara-2011 do Pan foram as melhores da natação feminina do Brasil. Em ambos os eventos as nadadoras subiram sete vezes ao pódio. Em Toronto existe possibilidade de este número ser superado devido aos bons resultados recentes da equipe feminina e também a consistência dos revezamentos.

Será que sai o primeiro ouro?

Em 2013 e 2014 as águas abertas do Brasil chegaram ao topo do mundo com o título por equipe em Barcelona e as vitórias na Copa do Mundo de 10 km da Fina. Porém, o país nunca subiu no lugar mais alto do pódio em Jogos Pan-Americanos. Este ano as esperanças de ouro se concentram em Carolina Bilich, Samuel de Bona e Luiz Rogério Arapiraca que têm totais condições de vencerem suas respectivas provas.

Por Guilherme Freitas


Reece Whitley: esperança do nado peito americano
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Negro, 15 anos de idade, 2,03m de altura, taxado como grande promessa e com diversos títulos conquistados ao longo de sua curta carreira esportiva. Quem lê apenas essas informações imagina que se trata de um promissor jogador de basquete que esta a caminho de um dia chegar a badalada NBA. De fato poderia ser isso mesmo, mas o breve perfil citado no começo deste texto não é de um futuro pivô e sim de um nadador. Reece Whitley para ser mais preciso.

Nascido no dia 3 de janeiro de 2000, na região da Philadelphia, Whitley é um talento precoce e uma das grandes revelações da natação americana. Aos 12 anos de idade ele já conseguia nadar os 100 peito abaixo do minuto na piscina de jardas e na faixa etária 13-14 anos acumulou vitórias e recordes nacionais nas provas do estilo. Porém, seu maior feito aconteceu este ano durante o Arena Pro Swim Series de Charlotte, no mês de maio.

O jovem nadador Reece Whitley - Foto: Philly.com

O jovem nadador Reece Whitley – Foto: Philly.com

O jovem estabeleceu um novo recorde americano nos 200m peito na faixa etária 15-16 anos com 2min12s92, nada mais, nada menos do que 1s75 abaixo do antigo recorde. No mesmo campeonato ele nadou os 100m peito para 1min01s86. Em ambas as provas esta no top 10 da natação americana em 2015 e devido a esses resultados recentes é tido por muitos especialistas como o futuro do nado peito nos Estados Unidos.

Este ano ele tem um grande objetivo: vencer o Campeonato Nacional e obter um lugar na equipe americana que disputará em agosto o Campeonato Mundial Júnior de Cingapura. Seria sua primeira disputa de nível mundial. Uma reportagem do site Philly.com cita uma declaração de Brendan Hanson, um dos melhores peitistas da história, dizendo que Whitley é a grande revelação que o país estava esperando.

Reece Whitley é a esperança do peito americano - Foto: Bryan Flaherty/The Washington Post

Reece Whitley é a esperança do peito americano – Foto: Bryan Flaherty/The Washington Post

Uma evolução do jovem peitista também seria ótima para o revezamento 4x100m medley dos Estados Unidos. O estilo é o mais fraco da equipe e é onde os americanos levam desvantagem em relação a outras seleções de primeira linha. Whitley ainda é muito jovem, mas os resultados que vem alcançando o credenciam a condição de ser o número 1 do nado peito americano e peça-vital para os revezamentos no futuro.

Por Guilherme Freitas


Lucas Salatta, o maior nadador da história do Chico Piscina
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Amanhã começa mais uma edição do Troféu Chico Piscina, um dos eventos mais tradicionais da natação brasileira. Sempre disputado na cidade de Mococa, no complexo aquático da Associação Esportiva Mocoquense, a competição reúne as seleções das federações estaduais das categorias infantil e juvenil e algumas delegações estrangeiras. Em 1968 ocorreu a primeira edição apenas com equipes paulistas. Vinte anos depois o campeonato ganhou status nacional e em 1995 internacional.

Ao longo de todos esses anos grandes nomes da natação brasileira foram revelados como os medalhistas olímpicos Cesar Cielo e Thiago Pereira. Porém, ninguém tem um currículo tão vencedor como Lucas Salatta. Sempre defendendo a seleção paulista, o nadador disputou a competição em quatro oportunidades: 2000, 2001, 2002 e 2003. Nestas quatro edições ganhou ao todo 14 medalhas em provas individuais: dez de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Até hoje Salatta tem três recordes de campeonato - Foto: Satiro Sodré

Até hoje Salatta tem três recordes de campeonato – Foto: Satiro Sodré

Ninguém tem um histórico tão bom no Chico Piscina como ele. Além de sempre estar no pódio, Salatta era uma máquina de quebrar recordes. Atualmente três marcas suas ainda vigoram na tabela de recordes de campeonato: nos 100m borboleta juvenil (54s90), nos 200m medley infantil (2min11s72) e juvenil (2min04s94). São tempos tão fortes e expressivos para atletas dessa idade, que ainda hoje elas seriam a melhor marca da temporada.

Nesta época Lucas Salatta era apontado por muitos como um dos melhores nadadores do país e grande promessa. Muito técnico, nadava bem todos os estilos e travou duelos eletrizantes com Thiago Pereira nas provas de medley durante muitos anos. De fato Salatta esteve entre os melhores no futuro, defendendo a seleção olímpica em Atenas-2004, sendo medalhista no Mundial de curta de Indianapolis-2004 e nos Jogos Pan-Americanos-2007 e participando de diversos eventos internacionais de grande porte. Após um período de resultados ruins e algumas lesões, ele esta de volta a seleção brasileira para disputar o Mundial de curta de Doha.

Salatta subiu ao pódio 14 vezes no Chico Piscina - Foto: Satiro Sodré

Salatta subiu ao pódio 14 vezes no Chico Piscina – Foto: Satiro Sodré

Este ano o Troféu Chico Piscina será disputado por 22 delegações (17 federações estaduais e cinco equipes estrangeiras) e terá transmissão ao vivo do SporTV a partir das 18h, com comentários do colunista da SWIM CHANNEL, Alexandre Pussieldi, o Coach. Para mais informações confira o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas