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Arquivo : Rio-2016

Poliana Okimoto disputa o Prêmio Brasil Olímpico 2016
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O Comitê Olímpico do Brasil divulgou a relação dos atletas que disputarão o Prêmio Brasil Olímpico 2016. Como sempre acontece são escolhidos primeiro os melhores esportistas de cada modalidade olímpica e depois os três melhores no geral disputam o prêmio máximo. Desta vez só medalhistas olímpicos estão entre os indicados. E no feminino teremos a presença de uma representante dos esportes aquáticos: Poliana Okimoto, medalha de bronze na maratona aquática de 10 km e primeira nadadora brasileira a subir ao pódio olímpico.

Poliana já conquistou este prêmio uma vez. Foi em 2013 após o grande ano da sua carreira quando ela ganhou três medalhas no Campeonato Mundial de Barcelona-2013. Na ocasião ela disputou o prêmio contra Rafaela Silva e Yane Marques e era a grande favorita ao prêmio. Desta vez as chances de Poliana são menores porque ela concorre contra campeãs olímpicas no Rio-2016: novamente contra Rafaela que foi ouro na categoria até 57kg e a dupla da vela Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs na prova 49erFX. No masculino os indicados foram Thiago Braz, campeão olímpico no salto com vara, Serginho, líbero da seleção campeã de vôlei, e Isaquias Queiroz, que ganhou três medalhas na canoagem.

Poliana ganhou o prêmio em 2013 – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Na natação o prêmio ficou com Etiene Medeiros. A nadadora pernambucana teve um ano intenso com resultados históricos. Nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 atingiu a final nos 50m livre superando o recorde sul-americano na prova com 24s45 na semifinal e ainda foi semifinalista nos 100m livre. No fim da temporada brilhou no Campeonato Mundial de piscina curta em Windsor ao conquistar o bicampeonato mundial nos 50m costas e ganhar uma prata com o revezamento 4x50m medley misto.

Os demais esportes aquáticos também tiveram seus premiados. No polo aquático Felipe Perrone, líder do time no Rio-2016, foi o vencedor; nos saltos ornamentais o prêmio ficou com Hugo Parisi, finalista no Rio-2016 na plataforma sincronizada de 10 metros, e no nado sincronizado as vencedoras foram Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci, que terminaram a prova olímpica do dueto em 13º lugar. Em breve o COB vai lançar a eleição popular na internet para escolha dos melhores atletas e do prêmio atleta da torcida, que vai premiar o atleta mais popular do Brasil em 2016.

Por Guilherme Freitas


“Hoje a natação é uma paz para mim”, diz Michael Phelps
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Ao longo de 16 anos de carreira competitiva, Michael Phelps conquistou nada mais do que 28 medalhas olímpicas, 34 medalhas em Campeonatos Mundiais, dezenas de recordes e uma infinidade de marcas e estatísticas que permanecerão intactas por muito tempo. Tornou-se um mito, uma lenda viva. Hoje não se pode falar de Jogos Olímpicos sem associá-los ao seu nome. E a história da natação pode muito bem ser dividida entre antes e depois de Phelps. Suas últimas braçadas foram dadas no Olympic Aquatic Stadium durante a final do revezamento 4x100m medley, na última prova do Rio-2016. Ao deixar a piscina chegava ao fim a carreira mais vitoriosa de nosso esporte. Mas como esta a vida de Michael Phelps pós-natação?

Ao fim dos Jogos Rio-2016, Phelps anunciou que abandonava o esporte competitivo de vez. Não haveria um retorno como aconteceu em 2014, após uma breve pausa de 18 meses. O  americano estava decidido a pendurar a sunga e curtir a vida com a esposa Nicole e filho Boomer. Nos últimos meses passou a encarar uma rotina totalmente diferente da de um atleta profissional. Durante boa parte de seu tempo esteve viajando pelos Estados Unidos promovendo seus negócios e participando de diversos eventos. Procurou se divertir com a família e também encontrou-se com o astro do basquete Le Bron James durante uma partida da NBA.

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Se no primeiro semestre do ano passado seu foco era treinar exaustivamente para subir ao pódio nos Jogos do Rio-2016, hoje Phelps dá prioridade para seus negócios pessoais. Principalmente para a Fundação Michael Phelps e a MP, sua marca de acessórios esportivos. Mas mesmo nesta rotina maluca e corrida de eventos e viagens, ele sempre encontra tempo para nadar, mas agora como um hobby.

“Hoje nadar representa uma grande paz para mim, uma forma de escapar e estar sozinho. Como estou aposentado posso nadar do jeito e quanto eu quiser. Cair na piscina para mim é algo que sempre vai fazer parte da minha vida”, disse o supercampeão olímpico durante um evento na semana passada. Além de manter a cabeça sã dando suas braçadas, Phelps também utiliza a modalidade para manter a forma física. Ele revelou neste mesmo evento que além da natação, costuma correr, pedalar e levantar peso para se exercitar.

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

O fim da carreira é sempre bastante pessoal. Há atletas que encaram melhor do que outros, afinal é um ciclo da vida que chega ao fim. Phelps segue sua vida e dá suas braçadas sempre que possível como uma forma de relaxar. A natação lhe proporcionou tudo nesta vida e ele jamais vai deixar de amar este esporte.

Por Guilherme Freitas


Quatro medalhistas olímpicos em Copacabana
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Foram divulgadas as duplas da edição 2016 do Desafio Elite do Rei e Rainha do Mar, que acontecerá no domingo dia 11 de dezembro, no Posto 5 da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A competição, que acontece anualmente, será disputada no formato de duplas, cada atleta terá que concluir três voltas de 500m, 450m de natação e 50m de corrida para a troca de bastão, totalizando seis voltas. Os homens abrem a disputa e as mulheres encerram. Copacabana também se reencontrará com três nadadores que se consagraram e ganharam medalhas nas águas da praia em agosto durante os Jogos Olímpicos do Rio-2016.

Primeira nadadora brasileira a subir ao pódio olímpico, Poliana Okimoto será uma das medalhistas olímpicas em ação. Medalha de bronze no Rio-2016, ela repete a parceria do ano passado com Allan do Carmo que em 2015 terminou em quinto lugar. A nadadora também foi homenageada pela organização do Rei e Rainha do Mar, que lançou a prova de super challenge com a distância de 10 km justamente para honrar Poliana. Além deles o Brasil terá uma segunda dupla formada por Betina Lorscheiter e Luis Rogério Arapiraca.

Allan e Poliana serão uma das duplas do Brasil - Foto: Reprodução

Allan e Poliana serão uma das duplas do Brasil – Foto: Reprodução

Além da presença de Poliana outra grande atração será Ferry Weertman, campeão olímpico da prova no Rio-2016. Em agosto durante os Jogos o holandês fez uma prova extremante estratégica para crescer no final e conquistar a medalha de ouro em sua primeira prova nas águas de Copacabana. Sua parceira será a jovem Esmee Vermeuten, de apenas 20 anos, que esteve na Olimpíada para integrar o time holandês na prova do revezamento 4x200m livre em piscina.

Outra medalhista que estará em ação na Praia de Copacabana será Rachele Bruni, vice-campeã no Rio-2016. A italiana foi uma das protagonistas da polêmica chegada da prova olímpica, quando foi afundada por Aurélie Müller no pórtico de chegada que culminou com a desclassificação da francesa. O nadador Dario Verani será seu parceiro.

O campeão olímpico Ferry Weertman – Foto: Gregory Bull

O campeão olímpico Ferry Weertman – Foto: Gregory Bull

Além do trio medalhista em Copacabana outra medalhista olímpica estará em ação: a americana Haley Anderson , prata nos Jogos de Londres-2012 e que fará uma das duplas mais fortes deste Desafio Rei e  Rainha do Mar ao lado de Chip Peterson, campeão do desafio no ano passado.

Completam ainda a edição 2016 as equipes do Japão, com os olímpicos Yumi Kida e Yasunari Hirai, a Argentina com Julia Arino e Guillermo Bertola e o Peru que terá Maria Alejandra Bramont e Piero Canduelas. A largada do Desafio deste ano tem previsão para as 11h da manhã e contará com transmissão ao vivo da TV Globo.

Por Guilherme Freitas


Daniel Dias: o mito!
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Chegou ao fim a 15ª edição dos Jogos Paralimpicos e mais uma vez Daniel Dias foi o grande nome de toda a competição ao ser o paratleta mais medalhado do evento. Daniel terminou sua campanha no Rio-2016 na liderança do pódio empatado com o também nadador ucraniano Ievgenii Bogodaiko. Na piscina do Olympic Aquatic Stadium o brasileiro conquistou nove medalhas, sendo quatro de ouro, três de prata e duas de bronze.

Se dentro d’água Daniel não bateu nenhum recorde mundial, fora d’água ele atingiu uma marca histórica. Com o resultado do Rio-2016 o nadador atingiu 24 medalhas paralímpicas e conquistou mais um recorde: tornou-se o maior medalhista da história natação paralímpica entre os homens, superando o australiano Matthew Cowdrey.  A recordista no geral é uma americana, Trischa Zorn que ganhou 55 medalhas em sete Paralimpíadas.

Daniel foi brilhante em suas quatro vitórias no Rio-2016. A primeira veio nos 200m livre onde ele sobrou, não dando chance aos rivais e ficando a apenas cinco centésimos do recorde paralímpico. Outra vitória muito superior aos adversários veio nos 100m livre com mais de quatro segundos de vantagem para o vice-campeão. Já nos 50m livre e 50m costas ele também sobrou e venceu sem dificuldades. Poderiam ser cinco ouros já que o nadador perdeu o ouro na chegada dos 50m peito para o chinês Junsheng Li.

Daniel Dias em ação - Foto: AFP Photo

Daniel Dias em ação – Foto: AFP Photo

Nos revezamentos Daniel também foi preciso. No 4x50m livre misto 20 pontos ele pode ter o prazer de dividir o pódio com seu grande ídolo Clodoaldo Silva. Foi graças a performance do Tubarão das piscinas em Atenas-2004 que Daniel começou a nadar. A prata neste revezamento foi a despedida perfeita para Clodoaldo que anunciou sua aposentadoria. Nos 4x100m livre 34 pontos (prata) e 4x100m medley 34 pontos (bronze) ele mostrou como é fora de série ao ser o único classe S5 a nadar as finais contra atletas de classe mais alta e que consequentemente são mais rápidos.

São 24 medalhas paralímpicas, dois tricampeonatos nos 100m e 200m livre e dono de dois Prêmios Laureus.  Maior paratleta do Brasil e o maior nadador em Jogos Paralímpicos. E que pode seguir ampliando seus feitos em Tóquio-2020.

Por Guilherme Freitas


As diferenças da natação paralímpica*
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por Andre Brasil

Em 1948, Ludwig Guttman organizou uma competição esportiva que envolvia veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesão na medula espinhal. O evento foi realizado em Stoke Mandeville, na Inglaterra. Quatro anos mais tarde, competidores da Holanda uniram-se aos Jogos e, assim, nasceu um movimento internacional voltado para atletas deficientes. Em 1960, a cidade de Roma foi sede da Olimpíada e, após o evento, ocorreu pela primeira vez a edição dos Jogos Paralímpicos, disputados de quatro em quatro anos logo após os Jogos Olímpicos. A natação está presente no quadro de modalidades Paralímpicas desde a primeira edição.

No Brasil, em 1984, começou então a prática de atividades físicas para pessoas com deficiência, que se iniciou pelo basquete em cadeiras de roda. A natação teve seu primeiro destaque em 1992, nos Jogos de Barcelona, quando José Afonso Medeiros ganhou a primeira medalha de ouro da modalidade em Paralimpíadas, na prova dos 50m borboleta. Em 2004, o Tubarão das Piscinas, Clodoaldo Silva, mostrou ao mundo toda a capacidade de um atleta com deficiência ao ganhar seis medalhas de ouro em Atenas.

Após assistir pela televisão a Clodoaldo Silva e a sua “trupe”, muitos jovens se interessaram pela modalidade. Entre eles, Daniel Dias e eu; quatro anos depois, estávamos lado a lado com nosso ídolo disputando os Jogos Paralímpicos de Pequim e escrevendo nova era no movimento adaptado. Mas como entender as regras da natação paralímpica? Como pessoas com doenças diferentes são classificadas e colocadas em pé de igualdade dentro da água?

Andre Brasil nada sua terceira Paralímpiada – Jonne Roriz/MPIX/CPB

Andre Brasil nada sua terceira Paralímpiada – Jonne Roriz/MPIX/CPB

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
A classificação funcional de natação paralímpica é composta por três partes: teste clínico (realizado fora da água), teste técnico (realizado na água) e observação durante a competição. Após essas etapas, cada atleta recebe uma classe. Na natação, coloca-se a letra S (swimming) na frente para indicar a modalidade. Os nados também são subdivididos em S (crawl , borboleta e costas), SB (nado peito, breastroke) e SM (medley).

Existe uma regra muito importante pela qual se definem as classes: quanto maior o grau de deficiência do atleta, menor o número que recebe. Os atletas são classificados em: doenças físico/motoras, visuais e mentais. Os nadadores com deficiência físico/motoras são classificados nas classes de 1 a 10. As classes S1 e S2 concentram atletas com severo comprometimento nos quatro membros ou grave lesão medular. (Na S1, é surpreendente observar como alguém consegue nadar com pouco movimento de cabeça e de tronco). Já na S2, há pequena diferença em relação à classe anterior na questão dos movimentos.

Nas classes seguintes, S3 a S5, competem atletas com paralisia cerebral, lesões medulares menos severas, má formação e amputações. Nadadores com paralisia, lesão medular, amputações e nanismo nadam entre as classes S6 e S10. Os deficientes visuais competem em três classes: S11, S12 e S13. Por fim, há a classe S14, destinada a atletas com deficiência mental e síndrome de down.

Daniel Dias com medalhas de Londres-2012 – Foto: Buda Mendes/CPB

Daniel Dias já ganhou 17 medalhas paralímpicas – Foto: Buda Mendes/CPB

OS ATLETAS DAS CLASSES
Na classe S1, temos um atleta brasileiro que é destaque internacional: Lucas Ito, nadador tetraplégico. Na S2, um dos símbolos é o americano Curtis Lovejoy, acidentado em guerra quando levou um tiro e teve lesão medular que paralisou seus braços e pernas parcialmente. Na S3, está o brasileiro Genezi Andrade, que teve paralisia infantil e atrofia nas duas pernas.

Na classe S4, podemos destacar o espanhol Richard Oribe, que tem paralisia cerebral. Diferentemente do que muitos pensam, essa patologia não afeta o cognitivo e sim a parte motora do cérebro, levando à perda de movimentos e de sincronia de braços e/ou pernas. Dois dos maiores nomes da natação paralímpica do Brasil estão na S5: Daniel Dias e Clodoaldo Silva, grandes amigos e rivais. Daniel tem má formação congênita e Clodoaldo paralisia cerebral de forma mais branda que Oribe.

Já na classe S6, está Talisson Glock, revelação brasileira que sofreu acidente quando criança e perdeu um dos braços e parte da perna. Na S7, o destaque é a alemã Kirsten Bruhn, campeã paralímpica em Atenas e Pequim, que não tem movimentos parciais das pernas; e, no S8, a americana Jessica Long, que tem amputadas ambas as pernas na altura do joelho.

Um dos destaques da classe S9 é a sul-africana Natalie Du Toit. Sofreu acidente de moto que resultou na amputação de uma das pernas. Em 2008, entrou para a história ao ser a única nadadora a disputar no mesmo ano uma Olimpíada – no caso a maratona aquática – e uma Paralimpíada. Estou ranqueado na classe S10, pois tive paralisia infantil e, após várias cirurgias experimentais, fiquei com diminuição da musculatura na perna esquerda e tenho um pé menor que o outro.

Fabiana Sugimori foi bicampeã paralímpica - Foto: Divulgação

Fabiana Sugimori foi bicampeã paralímpica – Foto: Divulgação

Na classe S11, nadam os atletas com nenhuma percepção de luz, como a bicampeã paralímpica (em Sydney-2000 e Atenas-2004) Fabiana Sugimori. Na S12, estão os nadadores com pouca percepção visual, como o ucraniano Maksym Veraksa, que tem apenas 5% da visão e foi o primeiro velocista a nadar os 50m livre abaixo dos 23s. Já na S13, estão aqueles com lesões mais brandas que as anteriores, caso do brasileiro Carlos Farrenberg, que teve toxoplasmose congênita e nasceu com apenas 10% da visão. Por fim, na classe S14 está Guto Ferraz, que tem deficiência mental leve e é um dos destaques na natação paralimpíca brasileira.

Hoje em dia, pessoas como nós lutam para o desenvolvimento do desporto adaptado em nosso país. Sabemos que a transformação leva tempo, mas temos convicção de que em alguns anos a Olimpíada e Paralimpíada serão uma só, a natação e natação adaptada serão uma só. Atletas de alto nível disputarão de igual para igual buscando resultados e sendo valorizados por isso. E lembrem-se sempre: “o impossível está ao alcance dos dedos. Pegue-o”.

Andre Brasil é atleta paralímpico e no momento disputa os Jogos do Rio-2016. Ganhou até hoje dez medalhas nas Paralimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012.

* Texto publicado originalmente na edição 9 da SWIM CHANNEL para adquirir a edição clique aqui.


Trio de ídolos em ação hoje no Rio
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Clodoaldo Silva, Daniel Dias e André Brasil somam juntos 38 medalhas em Jogos Paralímpicos. Os três influenciaram e continuam influenciando gerações a praticar natação paraolímpica e também são considerados como os maiores ídolos da modalidade no Brasil. A Clodoaldo inclusive, coube a honra de ascender a pira paralímpica. Hoje os três caíram na água e podem deixar o Estádio Aquático Olímpico com novas medalhas para a vasta coleção.

Ontem Daniel Dias já estreou o pódio olímpico, local onde deverá voltar muitas vezes nestes Jogos Paralímpicos. O nadador sagrou-se tricampeão na prova dos 200m livre na classe S5 ao vencer a prova com o tempo de 2min27s88, acima de seu recorde mundial que é de 2min26s51. Hoje ele volta a piscina para disputar a final do revezamento 4x50m livre misto 20 pontos.

Daniel Dias celebra seu primeiro ouro – Foto: Gabriel Heusi

Daniel Dias celebra seu primeiro ouro – Foto: Gabriel Heusi

Nas eliminatórias do revezamento tivemos Clodoaldo Silva nadando as eliminatórias e completando sua parcial com 35s51. Disputando a última Paralímpiada da carreira, o tubarão das piscinas voltará para a final juntamente com a experiente nadadora Susana Schnarndorf e há boas chances do revezamento, que terá ainda Joana Neves e Daniel Dias, conquistar o ouro.

Dono de dez medalhas paralímpicas, André Brasil fará estreia na competição em uma das provas onde é considerado um dos favoritos: os 50m livre classe S10. Aqui ele lutará pelo tricampeonato paraolímpico na distância, onde detém também o recorde mundial e paraolímpico de 23s16 obtidos nos Jogos de Londres-2012.

Andre Brasil nada sua terceira Paralímpiada – Jonne Roriz/MPIX/CPB

Andre Brasil busca o tri nos 50m livre S10 – Jonne Roriz/MPIX/CPB

Ontem, além de Daniel Dias o Brasil também ganhou um bronze com Ítalo Pereira nos 100m costas classe S8 (1min12s48) e fez ao todo sete finais, com destaque para Talisson Glock e Caio Oliveira, que terminaram em quarto lugar nos 100m costas S6 e 400m livre S8, respectivamente. Hoje também teremos nas finais lutando por medalhas os nadadores Talisson Glock nos 50m borboleta classe S6, Phelipe Rodrigues nos 50m livre classe S10 e Mariana Ribeiro nos 50m livre classe S10.

Clodoaldo Silva se despede das Paralímpiadas – Foto: Luiza Kreitlon/Pautas & Notícias

Clodoaldo Silva se despede das Paralímpiadas – Foto: Luiza Kreitlon/Pautas & Notícias

Por Guilherme Freitas


Ryan Lochte: dez meses de gancho!
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A polêmica história do assalto sofrido no Rio de Janeiro custou caro para Ryan Lochte. Além da perda de patrocinadores e prestígio, o nadador americano também recebeu uma punição da USA Swimming e do Comitê Olímpico Americano por dez meses. Com essa pena Lochte está fora dos próximos dois campeonatos mundiais: de curta em Windsor, que acontece em dezembro, e de longa em Budapeste, marcado para julho do ano que vem. Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger, envolvidos na confusão, também foram punidos.

Após o término das provas de natação os quatro nadadores participaram de uma festa e na volta para Vila Olímpica se envolveram em uma confusão com seguranças em um posto de gasolina. Alcoolizados eles acabaram danificando o banheiro do estabelecimento e só saíram do local após deixar dinheiro para pagar pelos danos. O que seria apenas um incidente virou assunto mundial depois que Lochte contou a imprensa americana que havia sofrido um assalto a mão armada e teve uma pistola apontada para sua cabeça. Depois de depoimentos controversos entre os envolvidos a farsa foi descoberta pela polícia.

Ryan Lochte foi punido pela confusão no Rio - Foto: Associated Press

Ryan Lochte foi punido pela confusão no Rio – Foto: Associated Press

A atitude imatura de Lochte acabou lhe custando quatro contratos de patrocínios que, entre eles com Speedo e Ralph Lauren. Teve que conceder várias entrevistas sobre o caso e relutou em confessar que havia mentido, mas mesmo após inúmeros pedidos de desculpas acabou sendo intimado para prestar novo depoimento para a Polícia Rio de Janeiro, também viu sua reputação ser arranhada e foi até motivo de piada em apresentação do humorista Jimmy Fallon em cerimônia do VMA.

Porém, a punição mais dura foi o gancho de dez meses fora das piscinas. Isso irá impedi-lo de competir dentro e fora dos Estados Unidos. O nadador não estará em Windsor no fim do ano para o Mundial de curta e também vai perder a seletiva nacional e o Mundial de longa de Budapeste. Desde 2004 Lochte participa de todos os principais eventos internacionais de natação e já ganhou mais de 80 medalhas nestes eventos. A suspensão também inclui 20 horas de serviço comunitário, corte na ajuda de custo oferecida pela USA Swimming e ausência em eventos oficiais do Comitê Olímpico americano pelo período.

O nadadores Bentz, Conger (foto) e Feigen também foram suspensos - Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O nadadores Bentz, Conger (foto) e Feigen também foram suspensos – Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Feigen, Bentz e Conger também não se safaram de uma punição pelo caso. O trio recebeu uma pena menor: quatro meses, que os deixará fora do Mundial de curta. A ajuda de custo oferecida pela USA Swimming durante este período também foi cortada. Após toda a polêmica que rendeu dias de manchetes em jornais e entrevistas na TV a mentira não passou impune. Agora o quarteto terá que arcar com as consequências e esperamos que a lição tenha sido aprendida.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Ricardo Cintra revela detalhes da conquista de Poliana
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A Swim Channel TV falou com Ricardo Cintra, técnico e marido de Poliana Okimoto. Na entrevista ele conta sobre sua relação com a esposa e atleta, a estratégia para a conquista da medalha de bronze olímpica e os planos para o futuro visando Tóquio-2020. Confira aqui o bate-bapo com Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!

 

 

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Refugiados farão estreia em Paralímpiadas
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Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 uma das delegações mais aplaudidas pelo público presente ao Maracanã foi a do Time Olímpico dos Refugiados. Eram dez atletas de três modalidades (natação, judô e atletismo) que passavam ao mundo a essência do espírito olímpico e que o esporte pode ser um poderoso instrumento para melhorar o mundo. A natação teve dois representantes oriundos da Síria e com belas histórias de superação e agora é a vez de assistirmos isso novamente desta vez nos Jogos Paralímpicos.

Será a primeira vez na história que uma equipe de atletas refugiados competirá em uma Paralímpiada e o Comitê Internacional Paralímpico selecionou dois atletas para ter esta honra: o corredor iraniano Shahrad Nasajpour, que tem paralisia cerebral e vive nos Estados Unidos, e o nadador sírio Ibrahim Al-Hussein, uma vítima da Guerra Civil de seu país que encontrou no esporte uma oportunidade de superação.

Ibrahim al-Hussein durante treinamento na Grécia - Foto: Achilleas Zavallis/UNHCR

Ibrahim al-Hussein durante treinamento na Grécia – Foto: Achilleas Zavallis/UNHCR

Al-Hussein perdeu uma perna após uma explosão em Deir ez-Zor, sua cidade natal. Na ocasião ele tentava ajudar um amigo ferido e acabou sendo pego de surpreso por uma bomba. A lesão na perna direita foi gravíssima e ele teve que amputar parte dela. Sem condições médicas ou de segurança ele decidiu deixar a Síria e encarou a perigosa travessia sobre as águas do Mar Mediterrâneo. Hoje vive na Grécia, onde também treina para os Jogos Paralímpicos.

“Eu sonhei com esse momento por 22 anos. Pensei que meu sonho tinha acabado quando perdi minha perna, mas agora ele voltou de verdade. Mal posso acreditar que vou ao Rio”, conta o nadador que carregou a tocha olímpica na Grécia e nadará os 50m e 100m livre na classe S10. Al-Hussein espera fazer uma boa competição e também servir de inspiração para jovens sírios que foram feridos e sofrem com as atrocidades do sangrento conflito civil no país.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Anthony Ervin conta detalhes do título olímpico
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A Swim Channel TV conversou com Anthony Ervin, bicampeão olímpico dos 50m livre. Nesta entrevista ele revela curiosidades e detalhes de sua vitória no Rio-2016 que lhe deram o título de nadador mais velho a ganhar uma medalha de ouro. Confira aqui o bate-bapo com Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!

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