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Arquivo : Ryan Lochte

Treinos que gostaríamos de fazer (ou não)
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Ian Thorpe (foto: Ian Waldie/Reuters)

Confiram abaixo algumas séries que Ian Thorpe fazia em seus treinos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Sydney (fonte: Swim It Up!):

– 12x100m braço a cada 1m00, mantendo 57-58s.
– 5x100m perna (com prancha) a cada 4min00s. Todos abaixo de 1min01s.
– 7x200m a cada 5min00s. Média de 1min51s. Último para menos de 1min50s.
– 5x(4x400m):
4 a cada 4min50s para baixo de 4min40s
4 a cada 4min40s para baixo de 4min30s
4 a cada 4min30s para baixo de 4min20s
4 a cada 4min20s para baixo de 4min10s
4 a cada 4min10s mantendo 4min02s

Seriezinha de base de Michael Phelps, toda de crawl, descrita em seu livro Sem Limites: a incansável busca pelo prazer de vencer:

1x800m, 2x700m, 3x600m, 4x500m, 5x400m, 6x300m, 7x200m, 8x100m.
Total (só da série): 12 mil metros.

Consta que americano Tom Dolan, ex-recordista mundial e bicampeão olímpico dos 400m medley, chegou a treinar 30 mil metros em um único dia, divididos em três períodos. O mais impressionante é que Dolan, companheiro de Gustavo Borges na Universidade de Michigan, era asmático e tinha menor capacidade de respiração em relação a uma pessoa normal. Sua história de superação será assunto de um post em breve.

Ryan Lochte certa vez declarou para a revista da FINA que o treino mais pesado que já fez foi 100x100m. Com aquecimento e soltura, o treino totalizou 13.400m. “Levamos uma semana para nos recuperarmos, e obviamente não tivemos uma semana de folga, e sim de treinos normais.” O problema não foi a série, afinal uma série de 100x100m não é novidade no mundo da natação. Mas sim que a série era toda de crawl, na piscina longa, a cada 1min10s!

No Brasil, Poliana Okimoto tem algumas séries de matar. E, assim como Lochte, não esquece uma série de 100x100m. Que na verdade foi executada duas vezes, no mesmo dia, de manhã e à tarde, em uma véspera de Natal. Ela também já chegou a fazer 200x100m em uma única sessão, mas diz que fazer 100x100m duas vezes naquele dia foi o pior treino de sua vida (veja mais detalhes nessa entrevista).

Poliana Okimoto (foto: Satiro Sodré)

Em entrevista para a Swim Channel nº 8, antes dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Cesar Cielo citou algumas de suas séries inesquecíveis.

“Teve uma série em Auburn, nossa, eu passei o dia vendo estrelinha de tontura! Foram 30x100m perna na longa a cada 1min30s! Foi engraçado porque o técnico apareceu e falou assim: “pessoal, é só fazer o intervalo.” Eu pensei, “esse cara tá muito louco, como assim ‘só fazer o intervalo’?” Eu tenho que segurar uma intensidade forte para fazer 1min22s, 1min23s. Eu sou cheio de ficar fazendo conta na cabeça, então chegou no 13º, comecei a ver estrelinha, começou a dar tontura, e pensei, “meu Deus, eu não tô nem na metade ainda!” Chegou no 17º eu perdi o intervalo, ele me passou para a raia que estava fazendo a cada 1min40s, e foi uma série que depois que acabou fiquei meia hora boiando na piscina. Foi complicado, essa doeu bastante mesmo!”

“Tem uma aqui no Brasil que é um desafio que o Albertinho passa para mim e para o Nicolas (Oliveira). A gente faz tiros de 50m a cada 2 minutos simulando a volta dos 100m livre, tentando nadar entre 24s4 e 25s0. A gente faz quantos conseguir até a hora que o tempo subir o tempo acima do planejado. Então quando eu faço 25s0, ele dá um minuto a mais de intervalo e a gente tenta de novo, se não conseguir a série acaba. Não tem um número determinado de tiros de 50m. Teve uma vez que eu fiz quatro para 24s, e falei: “Albertinho, acho que não dá pra fazer mais”. Ele disse “pô, mas você fez, tem que ir pra mais um!” Eu falei que não ia dar, ele falou para eu fazer. Aí eu tentei um quinto tiro, mas já foi pra 26s e alguma coisa, o lactato aquele dia subiu de um jeito que eu fiquei, nossa, fiquei quase que 30 minutos deitado com a perna pra cima, lactato bombando. Entrei na piscina de gelo, mas não adiantou nada. Fiquei meia hora pra poder ficar em pé de novo, foi uma série muito difícil mesmo.”

E aí, vai encarar?

Por Daniel Takata


Ryan Lochte assina com a TYR
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Parece que a nuvem negra que estava acima da cabeça de Ryan Lochte começou a se dissipar. Depois cair em desgraça devido a polêmica história do falso assalto sofrido no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos, o segundo maior medalhista olímpico da natação internacional perdeu seus patrocínios, foi duramente criticado pela opinião pública e levou uma dura suspensão de dez meses da USA Swimming. Mas aos poucos as coisas foram se ajeitando. No fim do ano passado ele anunciou que será pai pela primeira vez e que irá se casar com a namorada Kayla Rae Reid. Hoje ele foi anunciado como novo atleta da marca TYR.

A TYR é uma das marcas mais conceituadas do mercado aquático, famosa pela qualidade de suas peças e pela produção de acessórios com designs únicos. A empresa anunciou que Lochte será o grande destaque da nova campanha de marketing chamada “Just Let Me Work”, ou “Apenas me deixe trabalhar” em português, talvez uma referência a sua situação atual. Como esta suspenso por dez meses ele não pode nadar eventos competitivos e não terá condições de disputar a seletiva americana para o Campeonato Mundial de Budapeste. O nadador ainda vai estrelar um comercial de TV que deve ser lançado em breve.

Ryan Lochte agora é TYR - Foto: TYR Swimming

Ryan Lochte agora é TYR – Foto: TYR Swimming

“Estou empolgado por continuar a minha carreira na natação com a TYR. Ainda quero conquistar muitas coisas na natação e a TYR me oferece uma plataforma perfeita para atingir esses objetivos. Sempre fiquei impressionado com a qualidade dos produtos e equipamentos e hoje me sinto muito feliz por fazer parte desta família. Estou ansioso para o próximo capítulo da minha vida”, disse o atleta que ganhou ao longo da carreira 12 medalhas olímpicas. Matt DiLorenzo, CEO da empresa, afirmou que será importante para TYR contar com o nadador em seu grupo de atletas e que Lochte elevou a natação em uma escala global.

Além de Lochte, a TYR também conta com outros nadadores medalhistas olímpicos pelo time americano como Dana Vollmer, Kelsi Worrell, Codi Miller e Matt Grevers. A marca divulgou um breve teaser da campanha que você pode assistir abaixo:

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: os cinco maiores adversários de Michael Phelps
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A Swim Channel TV apresenta aqui um vídeo especial listando os cinco maiores que o gênio Michael Phelps teve durante sua carreira. Rivalidades sadias e competitivas como contra os compatriotas Ian Crocker e Ryan Lochte, um duelo em busca da consagração internacional contra o então super astro Ian Thorpe e duelos explosivos como os memoráveis embates contra Chad Le Clos e Milorad Cavic no nado borboleta. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!


Ryan Lochte: dez meses de gancho!
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A polêmica história do assalto sofrido no Rio de Janeiro custou caro para Ryan Lochte. Além da perda de patrocinadores e prestígio, o nadador americano também recebeu uma punição da USA Swimming e do Comitê Olímpico Americano por dez meses. Com essa pena Lochte está fora dos próximos dois campeonatos mundiais: de curta em Windsor, que acontece em dezembro, e de longa em Budapeste, marcado para julho do ano que vem. Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger, envolvidos na confusão, também foram punidos.

Após o término das provas de natação os quatro nadadores participaram de uma festa e na volta para Vila Olímpica se envolveram em uma confusão com seguranças em um posto de gasolina. Alcoolizados eles acabaram danificando o banheiro do estabelecimento e só saíram do local após deixar dinheiro para pagar pelos danos. O que seria apenas um incidente virou assunto mundial depois que Lochte contou a imprensa americana que havia sofrido um assalto a mão armada e teve uma pistola apontada para sua cabeça. Depois de depoimentos controversos entre os envolvidos a farsa foi descoberta pela polícia.

Ryan Lochte foi punido pela confusão no Rio - Foto: Associated Press

Ryan Lochte foi punido pela confusão no Rio – Foto: Associated Press

A atitude imatura de Lochte acabou lhe custando quatro contratos de patrocínios que, entre eles com Speedo e Ralph Lauren. Teve que conceder várias entrevistas sobre o caso e relutou em confessar que havia mentido, mas mesmo após inúmeros pedidos de desculpas acabou sendo intimado para prestar novo depoimento para a Polícia Rio de Janeiro, também viu sua reputação ser arranhada e foi até motivo de piada em apresentação do humorista Jimmy Fallon em cerimônia do VMA.

Porém, a punição mais dura foi o gancho de dez meses fora das piscinas. Isso irá impedi-lo de competir dentro e fora dos Estados Unidos. O nadador não estará em Windsor no fim do ano para o Mundial de curta e também vai perder a seletiva nacional e o Mundial de longa de Budapeste. Desde 2004 Lochte participa de todos os principais eventos internacionais de natação e já ganhou mais de 80 medalhas nestes eventos. A suspensão também inclui 20 horas de serviço comunitário, corte na ajuda de custo oferecida pela USA Swimming e ausência em eventos oficiais do Comitê Olímpico americano pelo período.

O nadadores Bentz, Conger (foto) e Feigen também foram suspensos - Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O nadadores Bentz, Conger (foto) e Feigen também foram suspensos – Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Feigen, Bentz e Conger também não se safaram de uma punição pelo caso. O trio recebeu uma pena menor: quatro meses, que os deixará fora do Mundial de curta. A ajuda de custo oferecida pela USA Swimming durante este período também foi cortada. Após toda a polêmica que rendeu dias de manchetes em jornais e entrevistas na TV a mentira não passou impune. Agora o quarteto terá que arcar com as consequências e esperamos que a lição tenha sido aprendida.

Por Guilherme Freitas


Embate de titãs nos 200m medley
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Poucas provas até o momento puderam contar em sua final com todos os medalhões ou atletas sempre apontados como favoritos. Até este quinto dia de competições no Estádio Aquático Olímpico, já assistimos falhas de Zetao Ning nos 100m livre, Daniel Gyurta nos 200m peito e Chad Le Clos nos 200m borboleta. Porém, este não é o caso dos 200m medley. Aqui, todos os grandes favoritos a medalha estarão na água.

E será sem dúvida nenhuma uma prova extremamente disputada e imprevisível. Podemos separar a disputa por dois grupos. O primeiro é do quarteto formado por Michael Phelps, Ryan Lochte, Kosuke Hagino e Thiago Pereira, que são apontados na maioria das apostas e palpites como os principais favoritos a subirem no pódio, principalmente pelos resultados obtidos neste ciclo olímpico.

Michael Phelps e Thiago Pereira estão na final - Foto: Vitor Silva/SSPress

Michael Phelps e Thiago Pereira estão na final – Foto: Vitor Silva/SSPress

No segundo grupo estão Shun Wang, Dan Wallace, Hiromasa Fujimori e Philip Heintz. Não estão no nível do primeiro quarteto citado aqui, mas tiveram resultados expressivos nos últimos anos. Wang levou o bronze nesta prova no Campeonato Mundial de Kazan e Wallace integrou os revezamentos britânicos medalhistas no 4x200m livre em Kazan e aqui no Rio.

Nas semifinais Michael Phelps (1min55s78) foi o mais rápido ao vencer uma eletrizante série contra Ryan Lochte (1min56s28) e Thiago Pereira (1min57s11). Em diversos momentos da provas eles estiveram lado a lado, mas acabaram tirando um pouco o pé do acelerador para guardar energia para amanhã. Na primeira série ninguém conseguiu acompanhar Kosuke Hagino (1min57s38) que também segurou no final quando viu que tinha vaga assegurada.

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Hagino vem nadando uma maratona de provas – Foto: Delly Carr

Amanhã na final a condição física pode ser um fator determinante. Com nove quedas na água até o momento (e duas medalhas conquistadas), Kosuke Hagino é de longe o mais cansado. E mesmo sendo um dos melhores da atualidade isso pode ser um fator preocupante para o japonês. Phelps é outro que já demonstra cansaço aqui no Rio de Janeiro. Assistimos a isso na final dos 200m borboleta anteontem, mas ele é Michael Phelps e pode tirar um coelho da cartola a qualquer momento.

Por outro lado, alguns nadadores chegam mais descansados. Thiago Pereira é o melhor exemplo, afinal nada apenas esta prova. Ryan Lochte também está quase “zero bala”, pois nadou até agora apenas as eliminatórias e finais do revezamento 4x200m livre.

Ryan Lochte - Foto de Clive Rose

Ryan Lochte – Foto de Clive Rose/Getty Images

A final poderia ter ainda Henrique Rodrigues, que acabou piorando seu tempo em relação as eliminatórias. Com 1min59s23 ele terminou apenas na nona colocação. Se tivesse repetido o desempenho da tarde estaria na final e podendo lutar por uma medalha.

Os quatro principais favoritos sabem que a luta entre eles por uma medalha promete ser intensa e imprevisível. Porém, não podem achar que a outra metade dos participantes irá se contentar em apenas participar e colocar no currículo que foi finalista olímpico. Pelo que vimos nas eliminatórias e nas semifinais qualquer erro pode custar muito caro na final de amanhã.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Olympic Trials: vai começar
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A partir de amanhã as atenções de todo o mundo aquático se voltarão ao Century Link Center, em Omaha. Mais de mil nadadores americanos cairão na água visando obter uma vaga para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Serão oito dias de competição recheados de grandes expectativa para boas performances e possíveis recordes mundiais. No dia 3 de julho iremos conhecer o Team USA que em agosto vem ao Brasil para a Olimpíada. O balizamento já foi divulgado e teremos provas bastante interessantes.

Sem dúvida a grande atração do evento será Michael Phelps. De volta as piscinas após uma breve aposentadoria, o maior atleta olímpico de todos os tempos nadará cinco provas em Omaha: 100m e 200m borboleta, 200m medley, 100m e 200m livre. Nos eventos de livre seu objetivo é conseguir um lugar nos revezamentos americanos. Por isso a tendência é que ele nade apenas as eliminatórias, porém, se a marca feita pela manhã não for boa o suficiente para lhe colocar no revezamento ele poderá disputar a final.

Phelps quer testar sua velocidade na competição - Foto: Omega Watches

Phelps inicia sua jornada por mais ouros olímpicos – Foto: Omega Watches

Se Phelps terá um programa de provas menor do que as últimas seletivas, o mesmo não se pode aplicar a Ryan Lochte. O nadador cairá na água seis vezes: 100m e 200m livre, 100m borboleta, 200m costas, 200m e 400m medley. Pelo seu histórico, é bem possível que ele se retire alguma prova na seletiva. Para Londres-2012 ele fez a loucura de se inscrever em 12 eventos (!), porém desistiu de nadar metade deles. Pelo fato dos 200m costas acontecerem no mesmo dia dos 200m medley, é bem provável que ele não nade esta prova. A grande surpresa é a inscrição nos 100m borboleta, prova que ele tentou se dedicar anos atrás, e os 400m medley, evento que cogitou nunca mais nadar depois do ouro olímpico em Londres.

Entre as mulheres chama a atenção as inscrições de Katie Ledecky. Serão seis quedas na água: todas as provas de livre e os 400m medley. A nadadora é a favorita absoluta a medalha de ouro olímpica nos 400m e 800m livre e tem grandes chances nos 200m livre. Nos 100m livre o objetivo deverá ser conseguir um lugar no revezamento e nos 50m testar sua velocidade. Já os 400m medley podem ser uma alternativa para entrar na competição, pois a prova acontece no primeiro dia. Já Missy Franklin nadará suas quatro tradicionais provas (100m e 200m livre e 100m e 200m costas) e Natalie Coughlin que busca no Rio tornar-se a maior medalhista da história da natação feminina nada três eventos: 50m e 100m livre e 100m costas.

Ledecky seria eleita a melhor do mundo pelos novos critérios da Fina - Foto: Associated Press

Katie Ledecky encara seis provas na seletiva americana – Foto: AP Photo

Outros destaques são os 100m livre masculino (com dez nadadores balizados abaixo dos 49s, liderados pelo campeão olímpico Nathan Adrian), as acirradas lutas por vagas nos revezamentos femininos de nado livre e os 100m costas masculino com o trio David Plummer, Matt Grevers e Ryan Murphy bem a frente dos adversários e lutando por duas vagas. A seletiva americana acontece durante os dias 26 de junho e 3 de julho e terá transmissão da TV americana NBC. Não haverá transmissão do evento para o Brasil, mas resultados em tempo real e mais detalhes podem ser acompanhados pelo site da USA Swimming, clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Ryan Lochte é a atração do GP de Charlotte
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Tem início na amanhã em Charlotte a quinta etapa do Arena Pro Swim Series, o principal circuito de Grand Prix a natação americana. Esvaziada, a competição não terá algumas estrelas como os campeões olímpicos Michael Phelps, Katie Ledecky, Missy Franklin e Nathan Adrian. Porém, o evento promete ser interessante já que a seletiva olímpica do país se aproxima (acontece entre 26 de junho e 3 de julho). Uma das atrações será Ryan Lochte.

Um dos nadadores que tem um dos programas de provas mais diversificados do mundo, Lochte se inscreveu para nadar sete eventos: 50m borboleta, 50m peito, 100m e 200m livre, 100m costas e 200m e 400m medley. Muito provavelmente ele não nadará todos eles em Charlotte, mas uma das provas chama atenção uma das provas: os 400m medley. Atual campeão olímpico, ele havia dito que não deveria mais encarar a distância, porém, o bom desempenho no GP de Austin, em janeiro quando marcou 4min12s66, podem animá-lo a nadar a prova novamente em uma Olimpíada.

Ryan Lochte: maior medalhista da história dos mundiais de curta (foto: Daniel Ochoa De Olza/AP)

Ryan Lochte volta a nadar os 400m medley – Foto: Daniel Ochoa De Olza/AP

Logo após o GP de Austin escrevemos aqui no Blog SWIM CHANNEL sobre as possibilidades de Lochte nadar a prova no Rio-2016. Na época ele desconversou dizendo que a prova é muito cansativa, que estava ouvindo mais o seu corpo e ele não é mais um garoto. Se o resultado for positivo novamente em Charlotte as chances de vê-lo disputar a prova na seletiva americana aumentam. Caso nade e se classifique para o Rio-2016 fará um eletrizante duelo com o japonês Kosuke Hagino, hoje o melhor do mundo na distância.

Além de Lochte outros nomes consagrados da natação americana caíram na água, como os campeões olímpicos Dana Vollmer e Tyler Clary, que nadarão respectivamente quatro e cinco provas. As provas de velocidade também prometem muito equilíbrio com as presenças de Anthony Ervin, Cullen Jones, Josh Schneider e Santo Condorelli. Alia Atkinson, Arkady Vyatchanin e Arianna Wallace Vanderpool são outros destaques estrangeiros.

João de Lucca teve um 2014 muito bom - Foto: Satiro Sodré

João de Lucca nadará três provas em Charlotte – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Em Charlotte teremos também a participação um brasileiro já classificado para o Rio-2016. Será João De Lucca, que na competição americana disputa os 50m, 100m e 200m livre. O Arena Pro Swim Series terá eliminatórias a partir das 10h e finais as 19h (horários de Brasília) e transmissão ao vivo do site da USA Swimming que pode ser conferido clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Lochte nos 400m medley: nada ou não nada no Rio?
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Depois de bater na trave em Pequim, quando ficou com a medalha de bronze, Ryan Lochte conquistou logo no primeiro dia de provas dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 a medalha de ouro nos 400m medley superando Thiago Pereira, Kosuke Hagino e Michael Phelps. Na época o americano afirmou que não nadaria mais os 400m medley em grandes competições para se concentrar em outras provas. Ele alegou que esta é uma prova muita cansativa e que gostaria de encarar novos desafios.

Lochte vem cumprindo esta promessa. Ficou ausente dos 400m medley nos principais eventos deste ciclo olímpico (Mundiais de longa em 2013 e 2015, Mundiais de curta em 2012 e 2014 e Pan-Pacífico em 2014) e experimentou uma nova prova, os 100m borboleta, onde ficou em 6º lugar no Mundial de Barcelona, foi prata no Pan-Pacífico e bronze no Mundial de curta de Istambul. Os 400m medley ele só nadou em eventos menores, como em Grand Prix americanos e no Desafio The Duel in the Pool. Porém, o resultado no último GP em Austin deixou no ar a possibilidade de Lochte encarar novamente a prova no Rio de Janeiro.

Ryan Lochte: maior medalhista da história dos mundiais de curta (foto: Daniel Ochoa De Olza/AP)

Ryan Lochte – Foto: Daniel Ochoa De Olza/AP

Desde Londres-2012, Lochte nadou apenas sete vezes os 400m medley. Foram seis na piscina longa e apenas uma vez na curta. O melhor tempo cravado foi no Grand Prix de Santa Clara onde ele fez 4min11s36. Neste fim de semana em Austin o americano venceu a prova com 4min12s66, um bom desempenho que lhe deixaria em 8º lugar no ranking mundial do ano passado e seria suficiente para lhe colocar na final do Mundial de Kazan.

Depois da prova ele desconversou sobre a possibilidade de encarar novamente a distância em um grande evento dizendo que não gosta de nadá-la por ser uma das mais duras e que já não é mais um garoto. Aos 31 anos de idade, Lochte afirma que esta ouvindo mais o seu corpo e buscando não extrapolar em uma grande quantidade de provas que possam comprometer seu desempenho. Além da questão física há os talentosos concorrentes Daiya Seto, Kosuke Hagino e Chase Kalisz, todos mais jovens e com bom retrospecto nas últimas temporadas.

Lochte dá mostras de que esta recuperado da lesão no joelho - Foto de Clive Rose

Lochte nada ou não nada os 400m medley? – Foto de Clive Rose

É bem possível que Lochte avalie muito bem antes de decidir se nada ou não a prova no Rio de Janeiro. Seu foco será nos 200m medley e 200m livre, além dos revezamentos e ele não pretende se desgastar para ficar fora do pódio. Porém, não será surpresa nenhuma caso seu nome apareça no start list dos 400m medley na seletiva americana. Uma atração a mais para os fãs da natação.

Por Guilherme Freitas


Golden Goggle: os melhores americanos do ano
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Foi um ano atípico e um pouco negativo para a natação norte-americana, se pegarmos como base o desempenho de equipe no Mundial de Kazan. Mas alguns nomes foram os destaques e, como sempre, chamaram a atenção de todo o planeta aquático. A federação do esporte no país, a USA Swimming, já começou a lançar os nomes dos candidatos ao título do Golden Goggles Awards de 2015, ou os “óculos de ouro” da natação dos Estados Unidos.

São oito categorias: Melhor Performance do ano, técnico do ano, troféu perseverança, melhor revezamento, melhor desempenho masculino, melhor desempenho feminino, melhor atleta masculino, melhor atleta feminino.

As categorias divulgadas até aqui foram as de principais atletas, do masculino e feminino, com Ryan Lochte, Michael Phelps e Jordan Wilimovsky; e Haley Anderson, Missy Franklin e Katie Ledecky – a última, inclusive, candidata incontestável para melhor prova/desempenho em três (de quatro) opções (200m, 800 e 1500m livre), ao lado dos 5km de Haley Anderson.

Confira uma breve análise da temporada dos atletas nomeados e deixe seu palpite de voto!

Masculino:

Michael Phelps em San Antonio: comemoração como há muito não se via (foto: AP)

Michael Phelps em San Antonio: comemoração como há muito não se via (foto: AP)

Michael Phelps: O pouco que pode pesar contra a estrela da natação mundial é o fato de não ter integrado o grupo que decepcionou em Kazan, graças à punição que ainda cumpria por ter sido pego dirigindo embriagado. Phelps derrubou queixos pelo mundo outra vez ao dominar o torneio Phillips 66 National em San Antonio, em que fez as melhores marcas do mundo de 2015 em três provas: 100m e 200m borboleta, e 200m medley. Teria elevado o desempenho norte-americano na Rússia para outro patamar. Só nas provas de borboleta ele fez o seu melhor tempo desde a era dos trajes tecnológicos, com 1m52s94 nos 200m e 50s45, e, no medley, seu melhor tempo desde os Jogos Olímpicos de Londres, com 1m54s75.

Ryan Lochte: O alento da natação masculina no Mundial, Lochte, outra vez, foi responsável pelo primeiro ouro  dos homens nos 200m medley, seu quarto consecutivo na prova (1m55s81), além de integrar os revezamentos campeões 4x100m livre misto e o 4x100m medley, e o vice 4x200m livre. Atingiu a marca de 27 medalhas em mundiais, sendo 18 de ouro.

Jordan Wilimovsky: Ponto para as águas abertas, que ganham um candidato representante na prova olímpica dos 10km. Campeão por alguns segundos em Kazan, e com vaga garantida para os Jogos do Rio-2016, ele levou o primeiro título do percurso para os americanos dos últimos 10 anos.

Feminino:

A Rainha do fundo: o incrível ano de Katie Ledecky

A Rainha do fundo: o incrível ano de Katie Ledecky

Katie Ledecky: Cinco ouros, quatro individuais, três recordes mundiais. A primeira atleta da história a vencer, em um mesmo Mundial, os 200m, 400m, 800m e 1500m livre. Na prova mais longa, abriu 15 segundos da medalhista de prata, e 10s da segunda colocada nos 800m. Recordes pulverizados, e a recuperação e, consequentemente, a liderança para o ouro nos 4x200m livre. Com 18 anos, ela soma nove medalhas de Mundiais, todas douradas. Barcelona viu nascer uma estrela, e ela agora se consolida no cenário aquático do planeta.

Missy Franklin: Perto do que já fez, a temporada de Missy não foi tão expressiva. Mas foi uma das três unicas a conquistar cinco medalhas em Kazan, com medalha de prata nos 200m costas, bronze nos 200m livre, ouro no 4x200m livre e 4×100 livre misto, além do terceiro lugar no 4x100m livre. Tornou-se uma das maiores medalhistas de todos os tempos em mundiais para o seu país, com 16, sendo 11 de ouro.

Haley Anderson: Com o ouro dos 5km nas águas abertas em Kazan, trouxe a primeira vitória para os Estados Unidos no Mundial, defendendo o seu título de 2013. Também conseguiu a vaga olímpica nos 10km com a nona colocação.

Para o troféu “perseverança”, que premia os atletas que superaram adversidades e conseguiram bons resultados após um período ruim, os nomeados foram Kevin Cordes, Connor Jaeger, e Allison Schmitt. Entre os “coaches”, os candidatos revelados são Bob Bowman, Bruce Gemmell, Dave Kelsheimer, David Marsh, e Catherine Vogt.

Por Mayra Siqueira


Mireia Belmonte: a Dama de Aço!
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Que dia! Quando nos surpreendemos com resultados, geralmente quer dizer que o mesmo de sempre não aconteceu. É sempre interessante observar o inesperado se desenhar diante dos nossos olhos. No primeiro dia do Mundial de Doha, algumas marcas importantes foram batidas e os brasileiros se saíram bem, mas o que levantou o apaixonado por natação da cadeira ou sofá foram dois duelos já salientados pela Swim Channel.

Neste espaço, vocês leram sobre as grandes disputas entre Katinka Hosszu e Mireia Belmonte, e não vale aqui repetir todas as provas e números que caíram com as duas na piscina. Sim, foi dito o equilíbrio entre as duas nos 200m borboleta, e a superioridade da Dama de Ferro nas provas de medley. Pois bem, o aço espanhol venceu o ferro húngaro! Duas vezes. Com recordes mundiais.

Mireia celebra: ela fez história

Mireia celebra: ela fez história

Mireia entrou em cena com a melhor marca nos 200m borboleta, mas tudo o que Katinka fez na temporada, inclusive sendo reconhecida pela FINA como melhor nadadora do ano, colocava o favoritismo ao seu lado. A húngara liderou a prova, passando forte e à frente da linha do recorde praticamente o tempo todo. Mas aquela “travada” que não estamos acostumados a ver na Dama de Ferro aconteceu. A espanhola cresceu ao final do percurso, e fez uma marca espantosa: baixou dos dois minutos pela primeira vez, batendo 1min59s61, novo recorde mundial. Shane Tsup, técnico e marido de Hosszu, fez caras de poucos amigos na comemoração de Belmonte.

Katinka retornou à piscina minutos depois, como já está acostumada em suas maratonas de provas. Na semi, passou com o terceiro tempo para a final dos 100m costas, e se preparou para mais uma decisão. Um novo embate com a rival nos 400m medley.

A prova dos quatro estilos parecia mais fácil, e terreno conhecido e no qual a húngara domina. Ou dominava. Até os 250m. Na virada para os últimos 50m do nado de peito, Mireia emparelhou e, partindo para o crawl, já estava à frente. Mais uma vez, a Dama de Ferro cansou. Com aproximadamente um corpo de vantagem, a espanhola abocanhou sua segunda medalha, com outro recorde mundial: 4min19s86, e fez seu treinador Fred Vergnoux vibrar com a pupila. A poucos metros, Shane Tsup atirava seus papéis no chão.

Rivalidade à parte, as conquistas de Mireia são ainda mais salientes pelo ineditismo de suas marcas. Nunca uma mulher havia baixado dos dois minutos nos 200m borboleta, ou dos 4min20s nos 400m medley. Provas absolutamente bem nadadas pela espanhola, e uma estratégia suicida e mal calculada da húngara. Louros para a jovem beldade.

Final  200m livre masculino

Chad Le Clos foi à Doha para brilhar. Já conquistou seu primeiro ouro, nos 200m livre, com 1min41s45, desbancando Ryan Lochte. O norte-americano, ainda assim, conquistou sua 31ª medalha em Mundiais de Curta, e a 78ª em torneios internacionais. Izotov apareceu com uma prova bem feita e discreta, e com um final fortíssimo levou a prata com 1min41s67. Lochte fica com o bronze 1min42s09.

Semifinal 50m peito feminino

Um centésimo! Ruta Meilutyte fez uma ótima prova outra vez, e ficou pertíssimo de bater o recorde mundial, com 28s81. Lado a lado estava Alia Atkinson, com 28s99. A decisão de quinta-feira será entre as duas.

Semifinal 100m costas masculino

Com uma prova de viradas fortíssimas, Guilherme Guido bateu 50s12 e brigará pelo pódio na final. Está com a segunda marca, atrás do australiano Mitchell Larkin, o único abaixo dos 50 segundos: 49s62. Guido foi bronze na prova na edição de Istambul-2012.

Semifinal 100m peito masculino

Felipe França fez uma prova consistente, e segurou nos 25m finais. Terminou sua série com 57s21, sexto tempo geral. O destaque foi para Adam Pety, que com 56s43 bateu o recorde britânico da prova e o de campeonato. Cameron van der Burgh também avançou à final na frente do brasileiro.

Semifinal 100m costas feminino

Quase não deu para Etiene Medeiros! A colocação assustou um pouco: quarta em sua série, mas encerrou com a sétima marca, e está na final. Pela segunda vez no dia a brasileira bateu o recorde sul-americano, agora com 57s13. Ela evoluiu na prova, mas tem poucas chances de brigar por medalha se não conseguir nadar para a casa dos 56s na decisão. Daria Zevina classificou-se em primeiro, com 56s23, seguida por Emily Seebohm (56s32) e Hosszu (56s65), cansada e se poupando para a final.

Semifinal 100m borboleta masculino

Uma surpresa brasileira: Marcos Macedo abaixou sua marca e acabou com o quarto tempo para a final, 50s03. Ele irá para a decisão atrás de Chad Le Clos, D’Orsogna, Shields, e ao lado de Losuke Hagino e Lochte. Nicholas Santos cansou no final da prova e terminou em 14º, com 50s79.

Revezamentos

Sem Cesar Cielo, que optou por não nadar a final após ajudar o Brasil a se classificar no revezamento, os nadadores acabaram com a oitava colocação. Não havia chances sem o principal atleta brasileiro. A França, impulsionada por um inspiradíssimo Florent Manaudou, venceu com novo recorde de campeonato. O rival de Cielo nadou para 44s80. Impressionante! Liderados por Morozov, que fez 45s51 e novo recorde de campeonato, a Rússia ficou com a prata, e os Estados Unidos com o bronze. O revezamento feminino da Holanda bateu o recorde mundial do 4x200m livre, com 7min32s85.

Por Mayra Siqueira