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Arquivo : Tóquio-2020

Mamães maravilha
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Tudo indicava ser mais um dia corriqueiro na vida de Andy Grant, um ex-nadador da Universidade de Stanford.

Pois aquele dia de junho de 2014 tornou-se inesquecível para ele, por uma frase de sua esposa: “estou grávida!”

Passada a surpresa e a empolgação inicial da notícia, sentou-se com ela para planejar o futuro. Afinal, a gravidez prometia uma reviravolta na carreira profissional dela.

Isso porque ela simplesmente era uma nadadora campeã olímpica e recordista mundial. Seu nome: Dana Vollmer.

Dana Vollmer em Londres-2012 (foto: Matt Slocum/AP)

A americana vinha dos anos mais bem-sucedidos de sua carreira. Conquistara o ouro olímpico nos 100m borboleta com recorde mundial em 2012. Em 2013, manteve-se entre as melhores do mundo, com duas medalhas no Mundial de Barcelona.

Por isso, seu nome era um dos cotados para estar novamente brigando por medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Grant queria saber dela o que pretendia fazer após o nascimento do bebê. Iria ela trabalhar naquilo que estudara na faculdade, antropologia? Ou se manteria ligada à natação de alguma forma fora da piscina?

Foi quando Grant ouviu: “quem disse que quero deixar as piscinas?”

Em um primeiro momento, ele achou que sua esposa não tinha avaliado bem o momento pelo qual estava passando. Afinal, já era uma nadadora consagrada, com todas as conquistas que um esportista pode sonhar. E iriam ter um filho. Continuar a ser uma nadadora profissional?

“Sim, é isso que eu quero”, disse ela. “Quero nadar a próxima Olimpíada. Mas, para isso, precisarei de um apoio enorme. Você será importantíssimo para mim nessa jornada. E aí, rola?”

Grant percebeu que o que estava em jogo não eram apenas medalhas e recordes, que ela já acumulava aos montes. Mas sim aquele incomparável sentimento de realização no esporte que ama.

E imediatamente se prontificou a estar ao lado da esposa, qualquer que fosse sua decisão.

O resto é uma história conhecida. O pequeno Arlen Grant nasceu em fevereiro de 2015. Aos poucos Vollmer voltou aos treinamentos e classificou-se para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Lá, conquistou o bronze nos 100m borboleta, além de mais duas medalhas em revezamentos: ouro no 4x100m medley e prata no 4x100m livre.

Ao contrário do pequeno Boomer, filho de Michael Phelps, que tanto sucesso fez no Rio, Arlen não estava nas arquibancadas. Ficou com o pai na California e conversava com a mãe todos os dias pelo aplicativo Facetime.

Vollmer deixou o Brasil com a missão cumprida. Era um dos retornos mais bem sucedidos da história da natação após uma gravidez.

Após tal sucesso, Vollmer teve novamente uma conversa com Grant semelhante àquela de junho de 2014, dessa vez em novembro de 2016. Estava grávida novamente. E seus objetivos continuavam os mesmos.

Por isso, não foi surpresa vê-la nadar na semana passada os 50m livre no Grand Prix de Mesa, no Arizona.

Em situação normal, ela já seria uma das grandes atrações da competição, afinal trata-se de uma campeã olímpica. Mas atraiu ainda mais holofotes dessa vez. Não é todo dia que vemos uma grávida de seis meses completar os 50m livre em 27s59.

Dana Vollmer, grávida de seis meses, após sua prova no GP de Mesa (foto: Yahoo Sports)

A situação inusitada até ofuscou alguns bons resultados obtidos por outros nadadores, como as performances de Katie Ledecky nos 200m, 400m e 800m livre, as três provas em que é campeã olímpica (1min56s31, 4min01s01 e 8min15s44 – nas duas últimas provas, tempos que apenas ela nadou mais rápido nos Jogos Olímpicos do ano passado), Chase Kalisz nos 400m medley (4min11s01), 200m borboleta (1min55s82) e 200m medley (1min57s71), a campeã olímpica Simone Manuel nos 50m (24s66) e 100m livre (53s66) e Nathan Adrian nos 100m livre (48s18).

O recado de Vollmer ao nadar em Mesa foi claro: ela estará de volta para brigar por medalhas em 2020, nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Apesar de ser mais comum em outros esportes, é raríssimo ver nadadoras retornarem à natação profissional após darem à luz. O nível de dedicação, com treinos de madrugada e comprometimento integral, faz com que estes sejam casos isolados. É preciso contar com muito apoio do parceiro e um planejamento minuncioso das vidas pessoal e profissional.

Ser mãe não é fácil. Ser nadadora olímpica não é fácil. A intersecção é para pouquíssimas.

Nos últimos anos, vimos alguns casos de nadadoras que retornaram da gravidez e voltaram entre as melhores do mundo.

A mais famosa é Dara Torres, que teve sua filha Tessa em 2006 e dois anos depois conquistou três medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim, aos 41 anos.

A holandesa Marleen Veldhuis conquistou a medalha de bronze nos 50m livre na Olimpíada de 2012 após ter tido sua filha Hannah em 2010.

A sueca Therese Alshammar deu à luz a Fred em 2013 e em 2016 voltou para competir sua sexta Olimpíada.

A australiana Hayley Lewis, medalhista olímpica nos 400m e 800m livre em 1992, teve seu filho em 1998, obteve classificação para os Jogos Olímpicos de 2000 e foi medalhista mundial nas águas abertas na prova de 5km em 2001.

No Brasil, o caso mais notável é o de Piedade Coutinho. Disputou os Jogos Olímpicos de 1936 e conquistou um excepcional quinto lugar nos 400m livre. No início da década de 40, deixou as piscinas para ter seu filho. Em 1943, voltou à natação.

Piedade Coutinho (foto: O Globo Sportivo)

Se o fato já é raro nos dias de hoje, imaginem há mais de 70 anos uma mulher romper valores que incompatibilizavam os papeis de mãe, esposa e dona-de-casa com a prática do esporte. Não só isso, Piedade voltou a ser finalista olímpica em 1948, e em 1951 foi a primeira medalhista pan-americana na história da nataçao feminina do país.

Ela merece todas as reverências. Assim como todas as mulheres que ousaram conciliar o papel de mãe com o de nadadora, e alçaram altos vôos. “Fiz pelo meu filho”, todas elas diriam.

Uma menção especial a Tanya Dangakalova. Nunca ouviu falar dela? Pois deveria.

Além de ter conquistado a primeira medalha de ouro olímpica da história da natação búlgara, ao vencer os 100m peito em 1988, ela é a única nadadora a vencer uma prova individual em Jogos Olímpicos após ter tido um filho, o que ocorreu um ano antes.

Ficou na história não só seu feito inédito, como sua emoção após a prova ao não conseguir sequer falar com a imprensa, por derrotar a favoritíssima alemã-oriental Sikle Horner, então recordista mundial. Veja abaixo o vídeo da prova.

Dana Vollmer busca repetir o feito de Dangakalova em 2020. Se estiver em Tóquio, será a primeira nadadora a disputar uma Olimpíada após duas gravidezes em dois ciclos olímpicos. Mas, se chegar lá, irá buscar o ouro, como a búlgara fez em 1988.

E aí, rola?

Por Daniel Takata


Sarah Sjöstrom se aproxima de recorde mundial
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Este mês de abril esta sendo bastante intenso e recheado de competições pelo mundo. Canadá, Austrália, China, Holanda e Suécia realizam ou realizaram eventos nos últimos dias que são válidos como seletivas ou torneios para conseguir índice para o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em Budapeste. Já tivemos resultados bem expressivos como os 21s55 de Cameron McEvoy nos 50m livre e os 3min42s16 de Sun Yang nos 400m livre. Mas ninguém vem sendo mais implacável neste início de temporada do que Sarah Sjöstrom.

Depois de uma bela temporada em 2016, quando conquistou três medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e melhorou seu recorde mundial nos 100m borboleta, a sueca começou 2017 com tudo. Disputando o Aberto de Estocolmo, a velocista conquistou quatro medalhas de ouro com tempos bem fortes em todas as provas. O melhor desempenho veio nos 50m livre onde Sjöstrom ficou a míseros 10 centésimos de bater o recorde mundial que ainda pertence a alemã Brita Steffen feitos no Mundial de Roma-2009 na era dos trajes tecnológicos.

A sueca ficou a 10 centésimos do recorde mundial – Foto: Gian Mattia D’Alberto/Lapresse

Em Estocolmo Sjöstrom não deu chances a campeão olímpica Pernille Blume e venceu com 23s83, superando também o recorde nacional que era de Therese Alshammar desde 2009. Plume chegou num distante segundo lugar com 24s15. Outro resultado expressivo veio nos 100m livre com novo recorde sueco: 52s54, marca que a coloca também no topo do ranking mundial em 2017 a frente das irmãs Campbell que também já nadaram este ano abaixo dos 53 segundos. Ela ainda venceu os 50m e 100m borboleta com 24s96 e 56s26 respectivamente.

Extremamente veloz e cada vez mais constante, Sjöstrom renovou no começo do ano seu contrato de patrocínio com a Arena até os Jogos de Tóquio-2020. A sueca vive desde 2015 o melhor momento da carreira medalhando nos principais campeonatos internacionais e estabelecendo novos recordes ou marcas pessoais. Sem dúvida um nome para acompanharmos com atenção e ficar de olho daqui a três meses em Budapeste.

Por Guilherme Freitas


Cesar Cielo, o mentor
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Cesar Cielo e Alberto Silva (foto: Ricardo Bufolin/ECP)

Maio de 2004. Gustavo Borges disputa sua última edição de Troféu Brasil (hoje Troféu Maria Lenk). Conquista sua última medalha, uma prata, no revezamento 4x100m livre, nadando pelo Pinheiros. Meses depois, competiria pela última vez nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Nadando na mesma equipe de Gustavo naquele Troféu, um jovem nadador conquistaria sua primeira medalha na história da competição. Nos anos seguintes, Cesar Cielo subiria muitas vezes ao pódio. Mas aquele revezamento foi simbólico. Foi como uma passagem de bastão, do maior nome da geração anterior para o futuro maior nome da geração seguinte da natação do país.

Por isso, a frase proferida por Cesar, hoje, em entrevista coletiva no Pinheiros para apresentação da equipe do clube para 2017, teve um quê de perplexidade: “estou treinando com o filho do Gustavo!”

Sim, o tempo passa. E Cesar se dá conta disso quando divide a piscina do Pinheiros com Luiz Gustavo Borges, filho do maior medalhista olímpico da natação do país e que mostra talento como velocista. E se lembra daquele Gustavo de 2004, que foi aos Jogos Olímpicos de Atenas menos para disputar medalhas e mais como um mentor e líder de uma jovem equipe na qual despontavam, entre outros, Thiago Pereira, Joanna Maranhão, Kaio Márcio de Almeida e Flavia Delaroli.

Não que nesse retorno de Cesar ao Pinheiros ele não queira brigar por lugares no pódio. Nisso ele não mudou em nada. “Voltei para dar o melhor de mim. Estou treinando muito bem, como não fazia há três ou quatro anos. Quero nadar bem o Troféu Maria Lenk, daqui um mês. Se ainda não for suficiente para eu me classificar para o Mundial de Budapeste, não vou me desesperar. Vou continuar trabalhando. Assinei com o clube por dois anos para ter esse tempo.” E completa: “aqui no Pinheiros a competitividade entre os atletas ajuda bastante. Estou adorando treinar e tomar pau nos treinos do Pedro Spajari e do Gabriel Santos”, disse o único medalhista de ouro olímpico da natação brasileira, referindo-se às duas jovens revelações do clube. E é aí que entra o Cesar dessa nova fase.

“Estou em uma fase de me redescobrir na piscina. Quero ir para o Mundial, mas não me pressiono tanto para isso”, afirmou, em uma declaração impensável há alguns anos. “Na verdade, aqui no Pinheiros quero nadar bem, mas também quero servir como um mentor, com minha experiência. Quero ajudar e ser útil nesse processo rumo aos Jogos Olímpicos de 2020, mesmo se eu não estiver lá.”

O tempo sabático que tirou após não ter se classificado para a Olimpíada do Rio de Janeiro o fez colocar as coisas em perspectiva. Percebeu que, mesmo fora da competição, ainda era um nome relevante. E que poderia contribuir muito para o esporte do país.

“Antes eu vinha para o treino no sábado e queria ir embora logo para casa. Agora sou sócio do clube, venho de sábado e domingo, curto com meu filho e minha esposa. É legal ver as pessoas no clube e saber que sou uma referência. Quero usar isso como retorno para a natação.”

Nadadores olímpicos do Pinheiros e o recém-inaugurado quadro de recordes da piscina (foto: Ricardo Bufolin/ECP)

Hoje, Cesar teve a placa do recorde mundial dos 50m livre, que bateu na piscina do Pinheiros em 2009, reinaugurada. E os nadadores olímpicos do clube, entre os quais João Gomes Júnior, Manuella Lyrio, Guilherme Guido, Larissa Oliveira e Luiz Altamir Melo, participaram da inauguração do quadro de recordes da piscina.

Exatamente na mesma piscina em que, em 2004, em um evento comemorativo, Gustavo Borges fez sua despedida da natação. E em que hoje Cesar treina com o filho do ídolo.

Uma medalha olímpica já estava na mente daquele Cesar Cielo de 2004. Mas não imaginava as voltas que a vida daria e que fariam dele hoje um líder.

Para ele, um feito tão recompensador como subir no alto do pódio.

Por Daniel Takata


Michael Phelps de olho em Tóquio-2020
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No dia 17 de agosto de 2016 quando Nathan Adrian bateu na parede e concluiu a vitória americana no revezamento 4x100m medley na final olímpica no Rio de Janeiro chegava ao fim oficialmente a carreira de Michael Phelps. Naquele dia ele havia nadado a parcial de borboleta e se despedia do esporte que o transformou no maior atleta olímpico de todos os tempos. Era um adeus com chave, ou melhor, medalha de ouro. A sua 28ª nos Jogos. Uma carreira de sucesso absoluto e que dificilmente será superada algum dia. Naquele mesmo 17 de agosto, Phelps deu sua última entrevista coletiva como um atleta de elite. Dali em diante não o veríamos mais em uma Olimpíada, pelo menos dentro d’água.

Ainda faltam três anos e meio para os Jogos de Tóquio-2020, mas Phelps já começou a traçar seus planos para estar presente na maior competição do planeta. Agora não mais como nadador e nem como técnico, dirigente ou comentarista de TV. Ele pretende aportar no Japão como empresário e quer ver os melhores nadadores do mundo utilizarem acessórios de sua própria marca: a MP. “Isso se tornou uma paixão para mim e estou disposto a gastar muito e energia nessa nova função. Gosto de estar próximo a natação e acredito que poderei trabalhar nesse ramo por muitos anos”, disse o supercampeão olímpico a um jornal francês durante um evento recente em Paris.

Phelps e sua esposa Nicole em evento da MP em Paris – Foto: Lionel Bonaventure/AFP Photo

Em 2014 Phelps anunciou que retornaria as piscinas após uma breve aposentadoria de 20 meses. Ao mesmo tempo começou a atuar em parceria com a AquaSphere e seu técnico Bob Bowman no desenvolvimento de trajes e acessórios para natação competitiva. No começo de 2015 ele lançou oficialmente a MP e seguiu trabalhando juntamente com a AquaSphere na produção de produtos de alto nível utilizando sua experiência e conhecimento. Em seguida surgiram os primeiros produtos da empresa: os jammers e kneeskins Xpresso e a linha de óculos Xceed, ambos utilizados por Phelps no Rio-2016.

Hoje a MP é vendida em diversos países além dos Estados Unidos como Austrália e Brasil. No Rio de Janeiro ele foi a principal vitrine e garoto propaganda da marca durante sua campanha arrebatadora e ajudou a expandir a fama da marca. Outro detalhe é que ele opina bastante durante o trabalho de desenvolvimento dos acessórios. “Não tive esta oportunidade de alguém escutar o que eu tinha a dizer sobre um produto ou uma combinação no passado e agora estou adorando poder passar toda minha experiência de mais de 20 anos piscina. E espero que muitos nadadores utilizem nossos produtos na próxima Olimpíada. Seria um sonho se tornando realidade”, afirmou o agora ex-nadador e empresário. E aguarde que nas próximas semanas a SWIM CHANNEL fará algumas matérias sobre os trajes e acessórios da linha MP.

Por Guilherme Freitas


Manaudou pode retornar um dia a natação? Phelps crê que sim
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A natação é um esporte de idas e vindas. É comum nadadores despontarem ainda muito jovens ao estrelato e decidirem se aposentar das piscinas precocemente. Já cansamos de ver histórias assim. Ian Thorpe e Anthony Ervin  são alguns exemplos de atletas que muito novos já eram grandes campeões e se aposentaram para seguir outros caminhos com menos de 25 anos. O caso mais recente é o de Florent Manaudou.

Campeão olímpico em Londres-2012 aos 21 anos, o gigante francês de 2m de altura anunciou após a última Olimpíada no Rio-2016 sua precoce aposentadoria das piscinas aos 25 anos para concretizar um sonho de juventude: jogar handebol. Atuar no esporte de quadra em alto nível era um desejo antigo do francês que praticou a modalidade durante a adolescência. Hoje ele está treinando com a equipe Aix en Provence e sonha com a possibilidade de estrear profissionalmente na liga francesa.

Manaudou deixou a natação para se dedicar ao handebol – Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

Por ainda ser jovem (terá 29 anos em Tóquio-2020) e caso não tenha sucesso nas quadras será possível um retorno de Manaudou as piscinas? É uma pergunta difícil de responder, mas Michael Phelps que já passou por esta situação afirmou em entrevista a um jornal francês que o ex-velocista tem potencial para retornar. “Tudo é possível. Nós vimos como ele é talentoso e muito rápido. Se ele decidir voltar a natação de alto nível e fazer os sacrifícios necessários, acredito que ele será capaz”, disse o multicampeão olímpico que se aposentou pela primeira vez aos 27 anos, mas retornou as piscinas apenas 18 meses depois.

Manaudou abriu mão de fazer história nas piscinas. Em 2015, quando foi campeão mundial em Kazan com 21s19, tornou-se o homem mais rápido do mundo a nadar os 50m livre sem auxílio de trajes. Não repetiu o desempenho Rio de Janeiro, mas poderia neste ciclo olímpico tentar se aproximar do recorde mundial de Cesar Cielo. O francês até nadou amistosamente um evento no fim do ano passado, mas sem ambições de competir. Repetirá a trajetória da irmã que se aposentou aos 22 anos para chegar novamente anos depois e chegar as Jogos Olímpicos? Ainda faltam três anos e meio para Tóquio-2020 e quem sabe nesse meio de caminho Florent Manaudou não volte a nadar e confirme as palavras de Phelps.

Por Guilherme Freitas


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