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Arquivo : Torneio Open

Torneio Open e como não se montar uma seleção brasileira
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Chegou ao fim ontem o Torneio Open/Campeonato Brasileiro Sênior de natação, em Palhoça-SC, em piscina de 50 metros. O campeonato foi a primeira de duas seletivas para o Campeonato Mundial que ocorrerá no ano que vem, em Budapeste, na Hungria. A última seletiva será o Troféu Maria Lenk no ano que vem.

Em termos de resultados de nível internacional, foi a competição nacional absoluta mais fraca dos últimos anos. Com a ausência de Cesar Cielo, Thiago Pereira e Poliana Okimoto, não tivemos a presença de nenhum medalhista olímpico, algo que não ocorria em uma competição nacional absoluta desde o Troféu José Finkel de 2011. Ressaca olímpica mostrada até por nadadores que não disputaram a Olimpíada. O Minas Tênis Clube, por exemplo, deixou a critério de seus atletas disputarem ou não a competição. E apenas metade da seleção brasileira que disputará o Mundial de Curta no mês que vem, em Windsor, no Canadá, marcou presença em Palhoça.

Destaques

Alguns nadadores se superaram e mostraram marcas interessantes. 48s60 de Gabriel Silva Santos nos 100m livre é sua melhor marca pessoal. Mostrou muita evolução esse ano, foi convocado para o revezamento 4x100m livre olímpico e mostra que veio para ficar. Leonardo de Deus, com 1min56s21 nos 200m borboleta, fez marca até melhor que na Olimpíada. Etiene Medeiros, melhor nadadora do país no feminino e finalista olímpica dos 50m livre, venceu a prova com 24s98 e também fez boa marca ao vencer os 50m costas com 27s79, nono melhor tempo do mundo no ano.

Mas o maior destaque foi, sem dúvida, Brandonn Almeida. Após um desempenho ruim na Olimpíada do Rio, finalmente conseguiu colocar em prática tudo que treinou no último ano. Seu 4min12s49 nos 400m medley melhorou seu 4min14s e teria sido finalista olímpico. Com 3min49s46 nos 400m livre, superou o único recorde sul-americano da competição. Outras duas vitórias vieram, nos 200m costas e 200m medley, ambas com melhores marcas pessoais.

 

Brandonn Almeida - Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Brandonn Almeida – Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Quem também se recuperou foi Thiago Simon. Após um ano sem nadar bem, após a vitória no Pan de Toronto de 2015, teve bom desempenho no Troféu José Finkel, em setembro, e agora com 2min10s78 chegou perto de sua melhor marca nos 200m peito e, de acordo com a CBDA, fez a melhor marca técnica da competição.

O famigerado índice técnico

Melhor marca técnica? Como o tempo de Simon, que lhe daria a 13ª colocação olímpica, é uma melhor marca técnica que a do eventual finalista Brandonn Almeida? Para a CBDA, é isso que ocorre. E mais: para a CBDA, a marca de Brandonn é pior também que os 100m peito de Pedro Cardona, que com 1min00s46 nos 100m peito ficaria na 23ª posição no Rio de Janeiro.

E onde queremos chegar com isso? Simples. É esse o critério que a CBDA utilizará para convocar a seleção brasileira para o Mundial de Budapeste. Os oito atletas com melhores índices técnicos em provas olímpicas individuais (ou seja, excluem-se 50m borboleta, costas e peito, 800m livre feminino e 1500m livre masculino) do Open e do Troféu Maria Lenk do ano que vem serão convocados. O problema é que o tal índice técnico é baseado em uma tabela elaborada pela FINA, calculada por uma fórmula que avalia o seguinte: quanto mais próximo do recorde mundial ao final do ano anterior (no caso, 2015), melhor o índice. E, como recordes de diferentes provas não necessariamente apresentam o mesmo nível de dificuldade, tal critério tem diversos inconvenientes.

Por exemplo: imagine que uma nadadora, digamos Maria, complete os 800m livre feminino em 8min15s96, e um nadador, digamos José, termine os 200m peito masculino em 2min09s20. Pela tabela da FINA, a convocação da CBDA daria preferência a José, que teria 950 pontos, enquanto a Maria receberia 949. Se ele se colocasse na oitava posição ao fim das seletivas no ranking dos índices técnicos, ela estaria fora do Mundial.

Mas adivinhem: com 8min15s96, Maria teria conquistado a prata olímpica em 2016, e no mínimo o segundo lugar em qualquer competição internacional da história. Com 2min09s20, José não teria chegado à final olímpica no ano passado, e no máximo a um sexto lugar em mundiais e olimpíadas nos últimos cinco anos.

Parece óbvio que Maria teria que ser convocada em detrimento a José. Esse é só um exemplo das inúmeras inconsistências geradas pelo critério utilizado pela CBDA. Como o já citado Pedro Cardona à frente de Brandonn Almeida. A tabela de pontuação da FINA é cheia de falhas, e a CBDA, sem conseguir detectar isso em suas análises, pode cometer injustiças ao convocar a seleção.

No momento, os oito atletas com melhores índices técnicos, em provas olímpicas, e que formariam a seleção brasileira seriam:

1º Thiago Simon 200m peito 2min10s78 915 pontos (ficaria em 12º na Olimpíada)
2º Pedro Cardona 100m peito 1min00s46 904 pontos (ficaria em 23º na Olimpíada)
3º Brandonn Almeida 400m medley 4min12s49 901 pontos (ficaria em 7º na Olimpíada)
4º Gabriel Silva Santos 100m livre 48s60 899 pontos (ficaria em 17º na Olimpíada)
5º Felipe França 100m peito 1min00s65 896 pontos (ficaria em 24º na Olimpíada)
6º Leonardo de Deus 200m borboleta 1min56s21 884 pontos (ficaria em 11º na Olimpíada)
7º Guilherme Guido 100m costas 54s30 875 pontos (ficaria em 21º na Olimpíada)
8º Manuella Lyrio 200m livre 1min58s25 872 pontos (ficaria em 25º na Olimpíada)
(fonte: Best Swimming)

Thiago Simon - Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Thiago Simon – Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Um critério alternativo, baseado nas distribuições dos 100 melhores tempos da história de cada prova até o final de 2015, alteraria drasticamente a ordem, e refletiria melhor os eventuais desempenhos dos nadadores nos Jogos Olímpicos. Brandonn Almeida seria o primeiro disparado. Etiene Medeiros, que não entrou na lista acima, passa a figurar entre os melhores:

1º Brandonn Almeida (4min12s49 nos 400m medley, ficaria em 7º na Olimpíada)
2º Leonardo de Deus (1min56s21 nos 200m borboleta, ficaria em 11º na Olimpíada)
3º Etiene Medeiros (24s98 nos 50m livre, ficaria em 16º na Olimpíada)
4º Thiago Simon (2min10s78 nos 200m peito, ficaria em 12º na Olimpíada)
5º Pedro Cardona (1min00s46 nos 100m peito, ficaria em 23º na Olimpíada)
6º Gabriel Silva Santos (48s60 nos 100m livre, ficaria em 17º na Olimpíada)

Talvez o critério mude, pois a convocação de apenas oito atletas se dá pelas restrições financeiras. Seria a menor seleção brasileira de natação em um Campeonato Mundial desde 1991. 2017 é ano de eleição na CBDA e uma eventual nova diretoria pode alterar os critérios. O fato é que o que foi escolhido está longe de ser adequado.

Falha grave da CBDA, que ao que parece não se deu ao trabalho de analisar o critério escolhido e optou pelo mais fácil. E menos justo.

Por Daniel Takata


Open começa sendo seletiva para Mundial, mas sem índices
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Tem início amanhã, a partir das 9h, o último Campeonato Brasileiro absoluto da temporada: o Torneio Open, evento que desde 2005 encerra a temporada aquática do Brasil e desta vez será seletiva para dois Campeonatos Mundiais: o Absoluto e o Júnior, que acontecem ano que vem respectivamente em Budapeste e Indianápolis. Serão centenas de nadadores de 42 clubes em ação na piscina do Parque Aquático da Unisul, em Palhoça, mesmo palco da edição do ano passado.

O Torneio Open terá a presença de algumas estrelas da natação nacional e de jovens que buscam firmar-se neste próximo ciclo olímpico. Finalistas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e já convocados para o Mundial de piscina curta de Windsor, Etiene Medeiros e Felipe França estrarão em ação em Palhoça lutando por medalhas e vagas no Mundial de longa do ano que vem. Etiene nadará apenas provas de 50 metros: os 50m costas, borboleta e livre, já França encara seus tradicionais 50m, 100m e 200m peito. Bruno Fratus, João Luiz Júnior e Marcelo Chierighini, também finalistas no Rio de Janeiro, são outros destaques.

 

Vista da piscina da Unisul - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Vista da piscina da Unisul – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Entre os jovens que buscam se firmar nas próximas seleções destaque para a dupla gaúcha Viviane Jungblut e Fernando Scheffer que estão classificados para seu primeiro campeonato mundial de piscina curta. A competição também contará com outras promessas como Felipe de Souza, que disputará o NCAA ano que vem nos Estados Unidos, Rafaela Raurich, destaque no Troféu Chico Piscina e que busca vaga no Mundial Júnior e Ana Giulia Zortea, que também irá para a natação americana no futuro.

Esta edição porém, terá alguns desfalques a começar pelos dois últimos medalhistas olímpicos do Brasil. Cesar Cielo ainda esta inativo, mas já anunciou que deve retornar as competições no ano que vem. Thiago Pereira preferiu seguir com seus treinamentos nos Estados Unidos visando o Troféu Maria Lenk de 2017 e abriu mão do Open. Após um circuito recheado de medalhas na Copa do Mundo, Felipe Lima também não disputa o Open para se concentrar 100% no Mundial de curta onde pretende subir ao pódio nos 50m e 100m peito. Estratégia similar a de Nicholas Santos que quer voltar de Windsor com uma nova medalha nos 50m borboleta.

 

Felipe França: largada para a glória (foto: Satiro Sodré)

Felipe França disputará três provas em Palhoça – Foto: Satiro Sodré

Porém, uma decisão polêmica da CBDA pode acabar ofuscando os resultados na piscina. Um boletim divulgado ontem afirma que devido as dificuldades financeiras da entidade, apenas os oitos melhores índices técnicos em provas olímpicas serão convocados para os Mundiais absoluto e júnior independentemente de sexo ou categoria. Ou seja, existe a possibilidade da seleção absoluta ter apenas homens ou não conseguir formar um time de revezamento. De qualquer forma os atletas nadarão sem ter índices como parâmetros. Se quiserem estar nos Mundiais ano que vem devem nadar mais rápido que os adversários.

Por Guilherme Freitas


Open dia 4: Meio caminho para o Rio-2016 nadado
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Terminou o Torneio Open e também a primeira seletiva olímpica da natação brasileira para os Jogos Olímpicos do Rio-2016. Ao todo, 32 índices foram atingidos por 26 atletas nestes últimos quatro dias de disputas na piscina da Unisul em Palhoça. Ainda teremos mais uma seletiva, o decisivo Troféu Maria Lenk que acontecerá no Parque Olímpico em abril do ano vem. No Open muitos tempos foram altos a nível mundial, mas suficientes para os nadadores tirarem um peso das costas e poderem traçar seus planejamentos para 2016.

Os 50m livre abriram o dia e . No feminino Etiene Medeiros não teve adversárias. De manhã foi a única abaixo dos 25 segundos. Na final a tarde novamente mandou um sub-25: 24s71, confirmando seu índice para o Rio-2016. Quem também nadou abaixo do índice foi Graciele Herrmann que marcou 24s92. No masculino tivemos uma dança de cadeiras. Pela manhã índice para Bruno Fratus e Marcelo Chierighini com 21s66 e 22s17, respectivamente. Na final Fratus melhorou nadando 21s50. Já Chierighini piorou seu tempo e viu Ítalo Duarte com 22s08 passar na seu frente na briga olímpica. A disputa promete ser intensa até o Maria Lenk já que Matheus Santana (22s17) e Henrique Martins (22s25) nadaram abaixo do índice. E ainda tem Cesar Cielo.

Luiz  Altamir vibra com o índice nos 400m livre - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Luiz Altamir vibra com o índice nos 400m livre – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Nos 100m peito também tivemos mudança entre os candidatos a vaga olímpica. Felipe França segue absoluto. Nadou duas vezes abaixo do minuto e seu tempo da manhã, 59s56, vale como melhor marca pelo Rio-2016. A disputa pela outra vaga promete ser intensa. De manhã Felipe Lima com 1min00s09 e Pedro Cardona com 1min00s41 fizeram o índice (Cardona ainda melhorou 27 centésimos a tarde), mas no fim que tem o segundo posto momentaneamente é João Luiz Júnior que cravou 1min00s00. No feminino Jhennifer Conceição foi a melhor atleta com 1min08s84, mas precisará baixar um segundo para atingir o índice.

Depois de conseguir o primeiro índice para o Rio-2016 nos 200m costas, Leonardo de Deus voltou a piscina e atingiu seu objetivo de também garantir uma marca nos 200m borboleta ao vencer a final com 1min56s14. No feminino Joanna Maranhão levou sua quarta medalha de ouro no Open, mas com 2min11s95 esta mais de dois segundos acima do índice. Nos 400m livre Luiz Altamir confirmou a boa fase que vem atravessando há algum tempo e com 3min50s32 conseguiu o índice para o Rio-2016. No feminino Manuella Lyrio ficou perto do índice ao fazer 4min09s96 e bater o recorde brasileiro.

Manuella bateu o recorde brasileiro, mas não fez índice – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Manuella bateu o recorde brasileiro, mas não fez índice – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Confira abaixo quem já obteve índice para o Rio-2016 após a primeira seletiva olímpica:

Masculino

50m livre: Bruno Fratus (21s50), Ítalo Duarte (22s08), Marcelo Chierighini (22s17), Matheus Santana (22s17) e Henrique Martins (22s25)

100m livre: Nicolas Oliveira (48s41), Matheus Santana (48s71), Marcelo Chierighini (48s72) e Alan Vitória (48s96)

200m livre: Nicolas Oliveira (1min47s09) e João de Lucca (1min47s97)

400m livre: Luiz Altamir (3min50s42)

100m costas: Guilherme Guido (53s09)

200m costas: Leonardo de Deus (1min57s43)

100m peito: Felipe França (59s56), João Luiz Júnior (1min00s00), Felipe Lima (1min00s09) e Pedro Cardona (1min00s14)

200m peito: Thiago Simon (2min11s29)

100m borboleta: Henrique Martins (52s14), Marcos Macedo (52s17) e Nicholas Santos (52s31)

200m borboleta: Leonardo de Deus (1min57s43)

200m medley: Henrique Rodrigues (1min58s26) e Thiago Pereira (1min58s32)

400m medley: Brandonn Almeida (4min14s07)

João Luiz Júnior fez o índice nos 100m peito – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

João Luiz Júnior fez o índice nos 100m peito – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Feminino

50m livre: Etiene Medeiros (24s71) e Graciele Herrmann (24s92)

100m livre: Etiene Medeiros (54s26)

200m livre: Manuela Lyrio (1min58s43)

200m medley: Joanna Maranhão (2min14s04)

400m medley: Joanna Maranhão (4min40s78)

Por Guilherme Freitas


Open dia 3: Novos índices e a desistência de Cielo
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Mais nove índices para o Rio-2016 foram registrados hoje, na terceira etapa do Torneio Open em Palhoça (SC). Nem a desistência de Cesar Cielo, que não conseguiu avançar para a final dos 100m livre e abriu mão da competição, ofuscou o evento que viu um novo recorde sul-americano de Etiene Medeiros nos 100m livre, o equilíbrio na prova masculina e o domínio do trio Joanna Maranhão, Thiago Pereira e Henrique Rodrigues nos 200m medley.

Depois de falhar na tentativa de alcançar o índice nos 100m costas, Etiene Medeiros deu a volta por cima nos 100m livre. Conseguiu o índice pela manhã e ainda por cima bateu o recorde sul-americano com 54s26. O tempo lhe dá também a primeira colocação na luta por um lugar no revezamento 4x100m livre. Além de Etiene a equipe teria hoje Manuella Lyrio (55s20), Larissa Oliveira (55s37) e Luana Ribeiro (55s40). No masculino a final foi bem equilibrada. Nicolas Oliveira, que de manhã havia sido o mais rápido com 48s41, voltou a ser o mais veloz na final com 48s66, confirmando índice para o Rio-2016. Até o momento, a segunda vaga esta com Matheus Santana (48s71). Completam o momentâneo 4x100m livre Marcelo Chierighini (48s72) e Alan Vitória (48s96).

Cesar Cielo nadou apenas de manhã - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Cesar Cielo nadou apenas de manhã – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Como esperado Thiago Simon atingiu o índice para os 200m peito. Na final do Open o campeão pan-americano começou muito forte, mas cansou demais no último parcial. Mesmo assim fez o suficiente para conseguir cavar um lugarzinho no time olímpico com 2min11s29. Já no feminino Pamela Alencar conquistou o bicampeonato no Open, porém ainda esta distante da marca exigida para disputar os Jogos. Ela nadou hoje para 2min32s94 e precisará baixar exatos seis segundos até o Troféu Maria Lenk.

A última prova do dia foi os 200m medley e não tivemos nenhuma surpresa. No masculino a dupla Henrique Rodrigues (1min58s26) e Thiago Pereira (1min58s32) conseguiu nadar abaixo do índice olímpico. Dificilmente a dupla ficará fora dos Jogos e no Maria Lenk deverão confirmar a vaga e disputar um lugar nos revezamentos do Brasil. Já no feminino Joanna Maranhão foi absoluta e voltou a fazer um novo índice ao vencer a final da tarde com 2min14s04.

Etiene bateu o recorde sul-americano nos 100m livre - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Etiene bateu o recorde sul-americano nos 100m livre – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Tivemos também os 50m costas, a última prova individual do programa que não valia índice para Rio. No feminino vitória da jovem Ana Giulia Pereira de 15 anos que cravou 29s50. No masculino quem levou a melhor foi Guilherme Guido. Em grande fase ele mandou 24s76 e registrou seu melhor tempo na prova desde a era dos trajes tecnológicos.

Confira abaixo quem já obteve índice para o Rio-2016:

Masculino

100m livre: Nicolas Oliveira (48s41), Matheus Santana (48s71), Marcelo Chierighini (48s72) e Alan Vitória (48s96)

200m livre: Nicolas Oliveira (1min47s09) e João de Lucca (1min47s97)

100m costas: Guilherme Guido (53s09)

200m costas: Leonardo de Deus (1min57s43)

200m peito: Thiago Simon (2min11s29)

100m borboleta: Henrique Martins (52s14), Marcos Macedo (52s17) e Nicholas Santos (52s31)

200m medley: Henrique Rodrigues (1min58s26) e Thiago Pereira (1min58s32)

400m medley: Brandonn Almeida (4min14s07)

Thiago nadou para o gasto e fez o índice - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Thiago nadou para o gasto e fez o índice – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Feminino

100m livre: Etiene Medeiros (54s26)

200m livre: Manuela Lyrio (1min58s43)

200m medley: Joanna Maranhão (2min14s04)

400m medley: Joanna Maranhão (4min40s78)

Por Guilherme Freitas


As marcas inéditas de Guilherme Guido
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Acompanhe a evolução de Guilherme Guido no ranking mundial dos 100m costas:

2004   82º
2005   85º
2006   55º
2007   43º
2008   31º
2009   13º
2010   32º
2011   44º
2012   87º
2013   52º
2014   16º

Seu melhor desempenho, como se vê, foi no ano auge dos trajes tecnológicos, em 2009.

Depois disso, foi ladeira abaixo. Em 2012, seu pior ano, justamente o ano olímpico, sequer chegou perto de fazer parte da seleção brasileira.

Muitos imaginaram que o fim da carreira estava próximo. Afinal, já não era nenhum garoto.

Mas Guido soube se reinventar. No Pinheiros, reencontrou a motivação. Treinar ao lado dos mais rápidos nadadores de costas do país dos últimos anos (Daniel Orzechowski e Fabio Santi) também ajudou.

Desde então, foi ladeira acima.

53s12 na abertura do revezamento 4x100m medley no Pan de Toronto foi um espetáculo.

Guilherme Guido (foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

Guilherme Guido (foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

Hoje, no Open, repetiu a dose: 53s09, novo recorde sul-americano e, claro, índice olímpico. Melhor colocação no ranking mundial na carreira: 9º lugar.

Rômulo Arantes (3º em 1979) e Alexandre Massura (5º em 1999) obtiveram colocações melhores, e justamente em anos pré-olímpicos.

Mas não conseguiram ser finalistas em Olimpíadas.

Algo que Guido tentará no ano que vem. E, apesar de não ser nenhum garoto (fará 29 anos em fevereiro), não para de evoluir. E tem boas chances.

Mas um feito inédito ele terá alcançado somente de nadar a prova na Olimpíada: será o primeiro homem brasileiro a voltar aos Jogos com índice individual oito anos após sua primeira participação, tendo ficado de fora da edição anterior (no feminino, Fabiola Molina conseguiu em 2000 e 2008, coincidentemente também nos 100m costas).

Por Daniel Takata


Open registra mais nove índices para o Rio-2016
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Se ontem o primeiro dia do Torneio Open foi morno com apenas um índice olímpico alcançado o segundo dia registrou uma chuva de marcas para o Rio-2016. Ao todo foram nove índices atingidos hoje na piscina da Unisul que nos deixa mais empolgados para o que pode acontecer nos próximos dois dias de disputa.

Os 200m livre abriram o dia de competição em Palhoça. No feminino Manuela Lyrio fez o único índice individual da distância na final com 1min58s43. Além da vaga individual, também esta em jogo um lugar no revezamento. Até o momento a equipe seria composta por Manuela, Jessica Cavalheiro, Maria Paula Heitmann e Larissa Martins, além de Rafaela Raurich que seria a primeira reserva.

Joanna Maranhão garantiu vaga para 4ª Olimpíada - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Joanna Maranhão garantiu vaga para 4ª Olimpíada – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Já no masculino houve índice individual, ou melhor, dois. Pela manhã Nicolas Oliveira e João de Lucca nadaram abaixo do índice com 1min47s09 e 1min47s97, respectivamente. Luiz Altamir chegou perto da marca ao nadar de manhã para 1min48s34. Com esse resultado ele tem o terceiro tempo na prova e estaria no revezamento olímpico, ao lado de Leonardo de Deus que tem o quarto tempo. Hoje o primeiro reserva seria Giovanny Lima.

Guilherme Guido mostrou estar em grande fase ao cravar o índice olímpico nos 100m costas pela manhã com expressivos 53s41. Na final ele foi ainda melhor com 53s09, estabelecendo um novo recorde sul-americano. Já Etiene Medeiros ficou próxima da marca ao nadar pela manhã para 1min00s31. Se nos 100m costas foi apenas um índice, nos 100m borboleta foi o oposto. A piscina da Unisul registrou três índices. No masculino Henrique Martins (52s14), Marcos Macedo (52s17) e Nicholas Santos (52s31) conseguiram o tempo pela manhã. Já no feminino a dupla Daynara de Paula e Daiene Dias, com respectivos 58s87 e 58s93 ficaram perto, porém, não conseguiram.

Guilherme Guido cravou um ótimo tempo nos 100m costas - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Guilherme Guido bateu o recorde sul-americano nos 100m costas – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Depois de raspar no índice olímpico dos 800m livre nas finais de ontem, Joanna Maranhão fez história hoje em Palhoça. Ano que vem no Rio de Janeiro ela se tornará a nadadora brasileira com mais participações em Jogos Olímpicos. Pela manhã a nadadora nadou os 400m medley para 4min40s78 e garantiu índice para disputar sua quarta Olimpíada. Na prova masculina Brandonn Almeida mostrou que acertou ao deixar de nadar os 1500m livre para focar suas forças nesta prova e com 4min14s07 também garantiu índice para o Rio-2016 e superando sei próprio recorde mundial júnior.

Servindo como uma espécie de aquecimento para as provas olímpicas os 50m peito registraram bons tempos em Palhoça. Os campeões foram Jhennifer Conceição no feminino e João Luiz Gomes no masculino com respectivos 31s17 e 27s18.

Brandonn Almeida conquistou o índice nos 400m medley - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Brandonn Almeida conquistou o índice nos 400m medley – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Confira abaixo quem já obteve índice para o Rio-2016:

Masculino

200m livre: Nicolas Oliveira (1min47s09) e João de Lucca (1min47s97)

100m costas: Guilherme Guido (53s09)

200m costas: Leonardo de Deus (1min57s43)

100m borboleta: Henrique Martins (52s14), Marcos Macedo (52s17) e Nicholas Santos (52s31)

400m medley: Brandonn Almeida (4min14s07)

Feminino

200m livre: Manuela Lyrio (1min58s43)

400m medley: Joanna Maranhão (4min40s78)

Por Guilherme Freitas


Open 2015: O primeiro índice alcançado
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A luta por um lugar no time olímpico do Rio-2016 começou. Em Palhoça as principais estrelas da natação brasileira estarão em ação pela manhã no Troféu Daltely Guimarães, o Campeonato Brasileiro Sênior de verão, e no fim da tarde no Torneio Open. Ambas as competições estão abertas para a chance de atingir os índices olímpicos estabelecidos pela CBDA e hoje, na abertura, tivemos apenas um registro.

E ele veio com Leonardo de Deus. Pela manhã, durante as disputas do Campeonato Brasileiro Sênior nos 200m costas o nadador cravou o tempo de 1min57s43 e conseguiu nadar abaixo do tempo exigido. Com o índice feito Leo decidiu não disputar a final procurando se resguardar. Depois de uma temporada bastante puxada, pois disputou os Jogos Pan-Americanos e o Campeonato Mundial, o nadador pretende se poupar o máximo para conseguir seu segundo índice no sábado nos 200m borboleta.

Leonardo de Deus conquistou o índice - Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Leonardo de Deus conquistou o índice – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Outra prova onde existia uma possibilidade de índice para o Rio-2016 era nos 1500m livre. Balizado com um tempo abaixo do índice olímpico Lucas Kanieski não conseguiu repetir o tempo nadando para 15min23s82, muito acima do exigido. Ele ficou com o bronze, chegando 53 centésimos atrás de Luiz Rogério Arapiraca que ficou em segundo. A vitória foi do equatoriano Esteban Enderica que bateu o recorde sul-americano com 15min09s82. A última seletiva será o Troféu Maria Lenk onde teremos também a presença do atual recordista brasileiro Brandonn Almeida que abriu mão desta prova no Open para focar a vaga nos 400m medley.

Demais provas

Nos 50m borboleta Nicholas Santos mostrou que continua sendo o cara a ser batido nessa prova. Vice-campeão mundial em Kazan ele venceu a prova com 23s38, depois de fazer 23s16 pela manhã. Já no feminino Daynara de Paula levou a melhor com 26s47 e agora vai em busca do índice nos 100m borboleta. Nos 200m costas feminino a vitória foi de Natália de Luccas que até ficou perto do recorde sul-americano com 2min12s44, mas distante do índice que é 2min10s60. Nos 800m livre feminino vitória de Joanna Maranhão com 8min35s93, quase dois segundos acima do índice. O Sportv transmite a partir de amanhã as etapas do Open ao vivo, a partir das 17h30. Confira abaixo quem já obteve índice para o Rio-2016:

Masculino

200m costas: Leonardo de Deus (1min57s43)

Por Guilherme Freitas

 


Palhoça-2015: um Open pré-olímpico diferente
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Daqui a nove dias terá início na piscina da Unisul, em Palhoça (SC), as disputas do Torneio Open que será a última competição da temporada 2015 da natação brasileira. Porém, engana-se que pense que esse será apenas mais um evento para cumprir tabela antes das férias de fim de ano chegar. Estará em jogo além de medalhas e títulos nacionais algo muito mais importante: vagas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Desta vez teremos apenas duas seletivas: o Open da semana que vem e o Troféu Maria Lenk em abril do ano que vem. São apenas duas oportunidades para os nadadores integrarem o tão cobiçado time olímpico.

Disputado pela primeira vez em 2005, o Torneio Open será pela terceira vez uma seletiva olímpica. Nas duas vezes anteriores, em 2007 e 2011, assistimos a apenas seis índices para os Jogos de Pequim e Londres, respectivamente. O motivo para tão poucas marcas se dava pelo fato de haverem diversas seletivas ao longo do ciclo olímpico, que começavam muitas vezes com mais de um ano de antecedência para a Olimpíada. Para Pequim os atletas tiveram sete tentativas para se classificar e para Londres o número subiu para nove oportunidades. Mas você se lembra de como foram essas duas edições do Open pré-Jogos Olímpicos? Relembramos abaixo.

Rodrigo Castro vibra com o índice olímpico em 2007 - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Rodrigo Castro vibra com o índice olímpico em 2007 – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Em 2007 a competição foi a quarta das sete seletivas para os Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Porém o campeonato de encerramento da temporada, disputado na piscina do Esporte Cube Pinheiros, assistiu a apenas um índice olímpico. Um emocionante índice, diga-se de passagem, protagonizado por Rodrigo Castro que venceu os 200m livre com 1min48s50 conseguindo vaga para sua terceira Olimpíada e comemorando demais a conquista. O Open ainda registrou outras grandes marcas como os recordes sul-americanos de Monique Ferreira nos 400m livre (4min13s03) e 200m livre (2min01s10) e de Fabiola Molina e Guilherme Guido nos 50m costas, 28s50 e 25s14, respectivamente.

Quatro anos depois a piscina do Parque Aquático Maria Lenk foi palco do Torneio Open, a sexta das nove seletivas olímpicas para Londres-2012. Diferentemente da edição de 2007, quando tivemos um solitário índice, desta vez saíram cinco marcas para a Olimpíada londrina, com João Luiz Júnior nos 100m peito (1min00s40), Nicolas Oliveira nos 100m livre (48s71), Henrique Rodrigues nos 200m medley (1min59s79), Graciele Herrmann nos 50m livre (25s12) e Joanna Maranhão nos 400m medley (4min40s79).

João Luiz Jr vibra com o índice em 2011 - Foto: Ricardo Brandão/AGIF

João Luiz Jr vibra com o índice em 2011 – Foto: Ricardo Brandão/AGIF

Desta vez a expectativa é para que um número maior de marcas seja atingido, principalmente pelo fato dos nadadores terem apenas duas chances para fazê-lo. Um vacilo ou uma prova mal nadada neste Open podem dificultar a vida e colocar ainda mais pressão nos candidatos a membros da equipe do Rio-2016 que terão a oportunidade derradeira no Maria Lenk ano que vem. Em Palhoça, além dos índices olímpicos, esperem muita emoção e disputas eletrizantes.

Por Guilherme Freitas


Eu voltei para ficar
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Sendo disputado de forma simultânea na piscina do Botafogo, no Rio de Janeiro, o Campeonato Brasileiro Sênior e o Torneio Open são a primeira seletiva brasileira para o Campeonato Mundial de Kazan do ano que vem. Nesta quinta-feira saíram quatro índices para o campeonato na Rússia. Dois destes índices são simbólicos, conquistados por duas nadadoras que passaram algum tempo longe das competições e que pouca gente esperava que poderiam estar relacionadas para o time de Kazan: Joanna Maranhão e Daiene Dias.

Joanna anunciou no começo do ano que estava se despedindo das piscinas. Responsável pelo melhor desempenho da natação feminina brasileira em Jogos Olímpicos, o quinto lugar nos 400m medley em Atenas-2004, ela afirmava que estava na hora de traçar outros projetos. “Sei do meu talento e não foi fácil abrir mão disso, mas estava em um dilema: continuar nadando pelo prazer que sinto ou entrar de cabeça naquilo que acho certo e lutar por isso?” disse a época para a reportagem SWIM CHANNEL na edição 16. Pois bem, após alguns meses sem competir, mas treinando para manter a forma, Joanna retornou as piscinas em novembro para disputar os Jogos Universitários Brasileiros (Jubs) onde conseguiu subir ao pódio.

Joanna Maranhão comemora seu resultado no Open - Foto: Satiro Sodré

Joanna Maranhão comemora seu resultado no Open – Foto: Satiro Sodré

A confirmação definitiva de seu retorno aconteceu nesta quinta-feira, na piscina do Botafogo ao nadar os 400m medley nos dois campeonatos. Nas duas vezes que caiu na água Joanna nadou abaixo do índice para o Mundial de Kazan: 4min41s99 de manhã e 4min41s00 a tarde. Dois tempos muito bons para uma atleta que não nadava um campeonato de grande porte há muito tempo. “Eu queria muito isso. Melhorar meu tempo é sinal que as coisas estão melhores do que eu estava esperando. É hora de rever as metas, pensar em alguma coisa mais audaciosa e preparar a mente pra isso porque o meu corpo está preparado há muito tempo. Nessa minha volta eu tenho feito muito mais uma reforma mental do que física”, disse ao site da CBDA após a prova.

Outra nadadora que pode se encaixar nesse quesito de retorno é Daiane Dias. Medalhista nos Jogos Pan-Americanos de 2007, Daiene se afastou da natação competitiva no fim de 2009. Nesse período chegou a disputar campeonatos de triatlo, mas resolveu voltar para a natação em 2010 e desde então vem evoluindo e tem boas chances de conseguir um lugar na equipe olímpica em 2016. No Mundial de curta em Doha foi finalista nos 100m borboleta e neste Open conseguiu o índice para Kazan-2015 na mesma prova.

Daiene Dias segue em boa fase e se garantiu em Kazan - Foto: Satiro Sodré

Daiene Dias segue em boa fase e se garantiu em Kazan – Foto: Satiro Sodré

Joanna e Daiene, duas nadadoras que após breves despedidas das piscinas retornaram para fazer aquilo que mais gostam. Quem sabe não as vemos em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Por Guilherme Freitas


Torneio Open: para fechar o ano com chave de ouro
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A bela piscina do Botafogo será o local que encerrará uma das melhores temporadas da história da natação brasileira. A partir de amanhã, com disputas até sábado, o complexo aquático do Mourisco será o local das disputas do Campeonato Brasileiro Sênior e do Torneio Open, as últimas competições do calendário de 2014. E também estarão em jogo vagas para seleções brasileiras da próxima temporada. Devido a excepcional campanha verde-amarela no Mundial de piscina curta em Doha existe a expectativa para termos um bom público nas arquibancadas da piscina.

Pela manhã acontece o Campeonato Brasileiro Sênior, somente para nadadores com 20 anos ou mais. Porém, os atletas mais jovens da categoria júnior e juvenil poderão nadar em observação (que não dá pontos para os clubes) e para obter tempos que lhes garantam vagas nas finais que reunirá os oito melhores tempo da manhã. Participam do Open 332 nadadores de 52 clubes.

Vista da belíssima piscina do Botafogo, palco do Open 2014 - Foto: Satiro Sodré

Vista da belíssima piscina do Botafogo, palco do Open 2014 – Foto: Satiro Sodré

O Open também será uma competição bastante visada pelos nadadores por um simples motivo: será a primeira das duas seletiva para formação das seleções do Brasil para os principais eventos de 2015, que são os Jogos Pan-Americanos em Toronto, o Campeonato Mundial dos Esportes Aquáticos em Kazan e o Campeonato Mundial Júnior em Cingapura. Depois deste campeonato a chance derradeira será o Troféu Maria Lenk do ano que vem. Por isso há a expectativa para boas marcas.

Felipe França, Cesar Cielo, Etiene Medeiros e Nicholas Santos ganharam medalhas em provas individuais no Mundial de piscina curta e serão algumas das atrações deste Open. Todos planejam conseguir agora uma vaga na seleção que disputará ano que vem o Mundial de Kazan. Bruno Fratus e Thiago Pereira que treinam nos EUA já chegaram ao Rio e também esperam começar a traçar seus roteiros para os grandes campeonatos de 2015. Destaque também para Joanna Maranhão que disputa no Open seu primeiro evento de grande porte após a breve aposentadoria.

Felipe França é uma das atrações do Torneio Open - Foto: Satiro Sodré

Felipe França será uma das atrações do Torneio Open – Foto: Satiro Sodré

A competição no Botafogo também é importante para os nadadores juvenis e júniors que buscam atingir os índices para o Mundial Júnior. Até o momento quatro atletas já conseguiram nadar abaixo desses índices: Brandonn Pierry, Nathan Bighetti, Vinicius Lanza e Pedro Spajari. O Open também encerra oficialmente a temporada 2014 da natação brasileira e vai definir a equipe campeã do ranking nacional de clubes. De acordo com a última atualização da CBDA, divulgada dia 1º de dezembro, o Pinheiros lidera a disputa com 15 pontos a frente do Corinthians, o vice-líder.

As finais da competição, provas do Torneio Open, serão televisionadas pelo Sportv sempre às 17h.

Por Guilherme Freitas


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