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Cesar Cielo participa de clínica na Argentina
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O ano de 2016 não foi nada bom para Cesar Cielo dentro da piscina. Após se recuperar de uma lesão no ombro o nadador não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpico do Rio-2016, onde seria uma das grandes atrações e candidato a lutar por medalhas. Após a terceira colocação nos 50m livre no Troféu Maria Lenk ele sumiu dos holofotes. Fora das piscinas ele conseguiu arrumar tempo para executar e por em prática alguns projetos de seu instituto.

Cielo poderia anunciar sua aposentadoria da natação, afinal, já conquistou tudo que podia e esta na galeria dos maiores de todos os tempos da modalidade. Porém, em 2017 ele busca um recomeço para sua carreira. E o início desse retorno é justamente passar um pouco de sua experiência para as novas gerações através de clínicas. Em novembro durante o Campeonato Brasileiro Infantil ele realizou um evento em Aracaju e agora se junta com Jose Meolans para ministrar clínicas na Argentina.

Cesar Cielo participa de clínica na Argentina - Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Cesar Cielo participa de clínica na Argentina – Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Durante os dias 20 e 21 de janeiro a dupla de velocistas participa do evento “Desafio Meolans x Cielo 2017”, onde ministrarão clínicas sobre técnicas de velocidade. Ambos se enfrentaram algumas vezes em competições internacionais, como na final dos 100m livre nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007. Na ocasião o brasileiro venceu a prova com 48s79 e superou o argentino que levou a prata com 49s42.

Cielo ainda detém os recordes mundiais dos 50m e 100m livre em piscina longa e Meolans é um dos maiores nadadores da história da Argentina, tendo sido campeão mundial na piscina curta em 2002. Além de conversar sobre seus feitos na água eles vão duelar novamente numa exibição em piscina. No dia 20 a clínica acontece na cidade de Necochea e no dia seguinte em Mar del Plata. A entrada do público será gratuita.

Nos últimos anos, Meolans vem participando de clínicas na Argentina - Foto: El Observador del Sur

Nos últimos anos, Meolans vem participando de clínicas na Argentina – Foto: El Observador del Sur

O brasileiro ainda não tem data confirmada para retornar as competições. No ano passado em entrevista coletiva para a imprensa ele confirmou que vai retornar as piscinas entre 2017 e 2018, porém, até o momento são poucas as chances dele conseguir se preparar a tempo para disputar o Campeonato Mundial de Budapeste em julho.

Por Guilherme Freitas


O veloz Caeleb Dressell
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Na última Olimpíada todos os representantes americanos para as provas individuais de velocidade já eram campeões olímpicos e tinham um currículo bastante recheado. Anthony Ervin dividiu o ouro com Gary Hall Jr nos 50m livre em Sidney-2000 e havia sido campeão mundial no ano seguinte. Nathan Adrian e Cullen Jones integraram o revezamento 4x100m livre campeão em Pequim-2008 e somavam pódios em Mundiais de curta e Campeonatos Pan-Pacífico. Se em Londres o Team USA apostava na experiência, tudo indica que a história será diferente no Rio de Janeiro.

Podendo disputar sua terceira Olimpíada, Nathan Adrian ainda é o principal velocista do país. Terminou 2015 com o segundo melhor tempo nos 50m livre (21s37) e o 12º nos 100m livre (48s31), além do vice-campeonato mundial nos 50m livre batendo o recorde nacional. Mas o atual campeão olímpico dos 100m livre já começa a ver uma sombra surgir.

O velocista Caeleb Dressel - Foto: Soobum Im/USA TODAY Sports

O velocista Caeleb Dressel – Foto: Soobum Im/USA TODAY Sports

Essa sombra atende pelo nome de Caeleb Dressell. O jovem velocista completará 20 anos de idade no dia 16 de agosto, justamente bem ao fim das disputas olímpicas da natação. E ele planeja comemorar e curtir seu aniversário na cidade do Rio de Janeiro. Ano passado o nadador, que representa a Universidade da Flórida, teve a melhor temporada da carreira. Foi campeão nacional nos 50m e 100m livre, campeão do NCAA nos 50 livre e terminou no top 5 mundial dos 50m livre com 21s53.

É um atleta que esta em franca ascensão e a cada competição mostra-se mais veloz. Ontem ele disputou o SEC Swimming Championships e conseguiu um resultado histórico. Logo nas eliminatórias ele superou todos os recordes possíveis no 50 livre em piscina de jardas ao nadar para 18s39, deixando para trás o próprio Adrian recordista americano, e Cesar Cielo, que era até então o homem mais rápido da história nesta distância. Na final Dressell foi ainda melhor: 18s23, ratificando a melhor marca da história e que na conversão para a piscina curta é 20s23 e na longa 21s03. Um belo tempo. No sábado ele nada os 100 livre, onde vai tentar superar os 40s76 de Vlad Morozov.

Caeleb Dressel celebra seu feito - Foto: Tim Casey

Caeleb Dressel celebra seu feito – Foto: Tim Casey

Dressell surgiu para o cenário internacional em 2013, quando terminou o Campeonato Mundial Júnior de Dubai com seis medalhas e o título nos 100m livre. Desde então passou a ser cada vez mais rápido nos 50m livre e agora se coloca ao lado de Adrian como favorito para garantir uma vaga no time olímpico americano nos 50m livre e talvez nos 100m livre, onde terá mais concorrência e pode pegar uma vaga no competitivo 4x100m livre.

Na primeira reunião da equipe do Pool Party (clique aqui para assistir ao programa), Gustavo Borges apostou que Dressell pode surpreender com um pódio no Rio-2016. Gustavo sabe muito bem que em Jogos Olímpicos surpresas sempre acontecem e que Dressell pode ser uma delas. O jovem ainda é uma promessa, mas caminha, ou melhor, nada cada vez mais rápido para tornar-se uma realidade.

Por Guilherme Freitas


GP de Austin: um bom teste para Bruno Fratus
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Começa amanhã na cidade texana de Austin, a segunda etapa do Arena Pro Swim Series 2015/16, o circuito de Grand Prix da natação americana. Será o primeiro desafio do ano para vários nomes da natação internacional e também um bom teste para alguns atletas que neste semestre vão encarar suas seletivas nacionais visando os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O Brasil terá um representante na competição e esse cara tem boas chances de subir no pódio. Trata-se de Bruno Fratus, radicado há alguns anos em Auburn e que terá um teste interessante neste início de temporada.

O brasileiro terminou 2015 em alta. Segundo colocado no ranking mundial dos 50m livre com 21s37, vice-campeão pan-americano em Toronto e medalha de bronze no Mundial de Kazan, Fratus também mostrou muita regularidade na prova mais rápida da natação. Foram 11 vezes nadando a prova na casa dos 21 segundos, sendo três vezes abaixo dos 21s60. Em Austin Fratus vai nadar os 50m e 100m livre. Também terá pela frente alguns dos concorrentes ao pódio olímpico.

Fratus durante os 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Bruno Fratus em ação – Foto: Satiro Sodré

O principal adversário será Nathan Adrian, que também cravou 21s37 em 2015 e dividiu o número 2 do ranking mundial com o brasileiro. Adrian, assim como Fratus, também mantém uma constância na prova. Em 2015 foi muito competitivo ao longo do ano e conseguiu nadar sete vezes na casa dos 21 segundos. Em busca de recuperação após uma temporada ruim, os veteranos da natação americana Anthony Ervin e Cullen Jones também nadarão os 50m livre. A dupla encara o GP de Austin como uma forma de recuperação e motivação para o Olympic Trials onde tentaram vaga para mais uma Olimpíada.

Além dos americanos Fratus terá outros adversários internacionais. O sempre perigoso Vladmir Morozov será um deles. Em Kazan, Morozov terminou os 50m livre em quarto lugar apenas um centésimo atrás de Fratus. O russo, conhecido pela intensidade e explosão, também teve um bom retrospecto em 2015 concluindo a prova oito vezes abaixo dos 21 segundos. Destaque também para uma das grandes revelações da temporada passada, o canadense Santo Condorelli, balizado com o sétimo tempo. E fique de olho também em Michael Chadwick, Matt Grevers, Jimmy Feigen, Brad Tandy e o jovem Michael Andrew.

Nathan Adrian vem evoluindo nesta temporada - Foto: Michael Sohn/AP

O americano Nathan Adrian – Foto: Albert Gea/Reuters

Será bastante interessante acompanhar a disputa dos 50m livre neste Grand Prix. Sem a presença de Florent Manaudou, o homem a ser batido na distância, o equilíbrio entre os velocistas promete ser um dos pontos altos em Austin.

Por Guilherme Freitas


4x100m livre: dois quase pódios com gosto de medalha
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Brasil no revezamento 4x100m livre. Duas chances de medalhas. E dois quase pódios. Foi isso que aconteceu em Kazan e Cingapura, com as equipes absoluta e júnior. Duas bolas na trave que por muito pouco não foram dois gols. Mas engana-se quem acha que iremos lamentar o resultado. Por mais que a medalha não tenha vindo, a análise mostra que o país caminha para subir novamente no pódio desta nobre prova.

Em Kazan, durante o Campeonato Mundial Absoluto, o Brasil chegou a final e terminou em quarto lugar. Mesmo sem a presença de Estados Unidos e Austrália, que falharam nas eliminatórias, o quarteto brasileiro nadou muito bem e durante todo o tempo esteve na briga por um lugar no pódio. A medalha escapou justamente na última parcial quando o italiano Filippo Magnini foi quase 1 segundo mais veloz que João de Lucca e tirou a diferença para alçar a Azurra a medalha de bronze. Embora os parciais brasileiros tenham sido equilibrados com todos na casa dos 48s e nadando sempre no pelotão da frente, os medalhistas tiveram atletas em sua grande maioria para 47s. E isso fez a diferença no final.

O quarteto do 4x100m livre foi ouro no Pan e 4º no Mundal - Foto: Satiro Sodre/SSPress

O quarteto do 4x100m livre foi ouro no Pan e 4º no Mundal – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Na prova em Cingapura, válida pelo Mundial Júnior, novamente o Brasil bateu na trave ao terminar em quarto lugar. Porém, diferentemente do time absoluto o país só esteve na luta pelo pódio no primeiro parcial quando Felipe Ribeiro abriu na frente com 49s37. Depois a equipe caiu de rendimento, chegando a ficar em quinto lugar, e teve que fazer uma prova de recuperação para chegar em quarto, apenas 34 centésimos distantes da Itália que teve um time mais equilibrado com três atletas para 49s e um para 50s. E embora o Brasil tenha tido as melhores trocas entre todos os revezamentos, teve apenas um nadador para 48s, outro para 49s e dois para 50s.

Como podemos ver nos dois casos do revezamento os medalhistas subiram ao pódio por terem equipes com parciais próximos. No caso do absoluto o Brasil também teve esse equilibro entre os nadadores, porém, para lutar por pódio pelo menos dois ou três deles deveriam nadar para 47s como fizeram França, Rússia e Itália. Na versão júnior a mesma coisa. Austrália, Estados Unidos e Itália foram medalhistas porque tiveram três atletas na casa de 48s e 49s, enquanto o Brasil apenas dois.

O 4x100m livre em Cingapura foi 4º colocado - Foto: Satiro Sodre/SSPress

O 4x100m livre em Cingapura foi 4º colocado – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Esses detalhes são trabalhos que serão aperfeiçoados com o passar do tempo e que já vem colhendo resultados ano após ano. Em Kazan o quarteto fez o melhor tempo desde o histórico 4x100m livre de Roma-2009 no auge dos trajes tecnológicos e em Cingapura a equipe fez o melhor tempo de sua história em Mundiais Júniors, quase quatro segundos abaixo do time medalhista de bronze em Monterrey-2008. Bons resultados que mostram que o Brasil, medalhista olímpico, mundial e mundial júnior no 4x100m livre, poderá voltar aos bons tempos em uma questão de tempo.

Por Guilherme Freitas


Quatro anos liderando o ranking mundial
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No tênis masculino é comum que ao fim da temporada os primeiros colocados do ranking mundial ganhem um troféu simbólico pela posição de número 1 que ocupem. Grandes nomes da modalidade, incluindo o brasileiro Gustavo Kuerten, já tiveram a honra de ganhar este prêmio. Na natação não existe uma premiação similar, mas caso existisse ninguém teria mais prêmios como número 1 na mesma prova e há tantos anos de forma consecutiva como James Magnussen.

O míssil australiano termina uma temporada como líder do ranking mundial nos 100m livre desde 2011, ano em que de fato apareceu para o circuito internacional. Em 2010 ele já havia disputado competições importantes como o Commonwealth Games e o Pan-Pacífico, mas só ganhou medalhas com o revezamento 4x100m livre. Em 2011 ele colocou seu nome entre os melhores da atualidade ao vencer a prova nobre da natação no Mundial de Xangai com expressivos 47s49, marca que lhe garantiu o número 1 naquele ano.

Magnussen vai em busca do 5º ano na liderança dos 100m livre: Foto: Pierre-Philippe Marcou/Getty Images

Magnussen vai em busca do 5º ano na liderança dos 100m livre: Foto: Pierre-Philippe Marcou/Getty Images

Na temporada seguinte Magnussen assombrou o planeta ao cravar 47s10 no Campeonato Australiano, ficando a apenas 19 centésimos do recorde mundial de Cesar Cielo. Muitos acreditavam que o velocista poderia bater a marca nos Jogos Olímpicos de Londres, mas ele acabou perdendo a medalha de ouro na batida de mão contra o americano Nathan Adrian. Porém, a marca feita em Adelaide lhe garantiu pelo segundo ano a liderança no ranking mundial dos 100m livre.

Em 2013, Magnussen voltou a ser campeão mundial na prova nobre da natação em Barcelona e terminou pelo terceiro ano consecutivo como melhor nadador da distância. Porém, a marca que lhe deu a liderança no ranking foi feita novamente em Adelaide, no campeonato nacional: 47s53. Por fim, no ano passado lá estava mais uma vez o australiano fechando a temporada na frente de todo mundo com 47s59, feitos no BHP Billiton Aquatic Super Series no começo do ano. Magnussen começou 2015 na frente e até o momento detém a melhor marca mundial: 48s43 conquistados no BHP Billiton.

Em Londres-2012, Adrian levou a melhor sobre Magnussen... - Foto de Lee Jin-man/AP

Magnussen foi o mais rápido em 2012, mas perdeu o ouro olímpico para Adrian – Foto: Lee Jin-man/AP

O australiano é considerado por muitos como o nadador mais eficiente da atualidade nesta prova. Ele divide muito bem suas passagens e consegue ter uma segunda parcial muito forte. Além disso, ninguém nadou mais vezes abaixo da casa dos 48 segundos do que Magnussen. Foram 17 vezes e todas sem vestir um traje tecnológico. Do lado negativo pesa o fato de cometer erros na hora H como na final olímpica em 2012 e no duelo contra o compatriota Cameron McEvoy na final do Campeonato Australiano do ano passado.

Terminar pelo quinto ano seguido como líder do ranking mundial só o tempo dirá, mas que James Magnussen é o grande favorito para conseguir esse feito, isso não temos dúvidas.

Por Guilherme Freitas


A prova nobre
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Os 100m livre é considerado a prova nobre da natação mundial. Disputada desde 1896 nos Jogos Olímpicos (com exceção da edição de 1900) e que já coroou como campeões mundiais e olímpico Duke Kahanamoku, Johnny Weissmuller, Mark Spitz, Matt Biondi, Alexander Popov, Pieter van den Hoogenband, Filippo Magnini e Cesar Cielo. A prova é sempre a mais aguardada pelo público dos grandes eventos internacionais, similar a disputa dos 100m rasos no atletismo.

No Campeonato Mundial de piscina curta, que começa daqui a três semanas em Doha, no Catar, a prova dos 100m livre tem tudo para ser realmente nobre, com a presença de grandes velocistas da atualidade. A prova seria ainda mais nobre caso Vladimir Morozov, atual campeão mundial da distância na piscina curta, disputasse a distância. Ele abriu mão para tentar uma medalha nos 100m medley. Danila Izotov será um dos representantes russos no evento e durante o campeonato nacional, que terminou anteontem, ele cravou a quarta marca mundial da distância na piscina de 25 metros: 46s49. Um tempo que lhe coloca com boas chances de pódio em Doha.

Cesar Cielo é um dos favoritos ao ouro em Doha - Foto: Satiro Sodré

Cesar Cielo tem boas chances também nos 100m livre – Foto: Satiro Sodré

Além dos russos, há outros atletas bem cotados. Um deles é Cesar Cielo, campeão mundial da distância em Dubai-2010. O brasileiro é um dos favoritos e tem o melhor tempo da temporada (46s08). Há alguns meses moldou seus treinamentos para a distância de 25 metros, aperfeiçoando suas saídas e viradas para voltar a ser coroado como campeão mundial na curta. E inovou seu programa de treino, nadando eventos de categoria masters nos Estados Unidos em piscina de 25 metros.

Florent Manaudou é outro que chegará a Doha com a pecha de favorito. O francês, que ano passado quase bateu o recorde mundial na prova com 45s04, chegará forte em Doha (com o terceiro tempo do ano) de olho em uma medalha que falta em seu vitorioso currículo: o ouro no Mundial de curta. Os americanos vêm com uma dupla forte: Jimmy Feigen e Conor Dwyer, ambos medalhistas olímpicos e mundiais. Segundo nadador mais rápido do mundo nos 100m livre na piscina longa, o australiano Cameron McEvoy é outro nome para se prestar atenção. Semana passada, no campeonato australiano de curta, ele cravou a sexta melhor marca mundial: 46s85.

Florent Manaudou (foto: Josep Lago/AFP)

Florent Manaudou busca uma medalha inédita – Foto: Josep Lago/AFP

O polonês Konrad Czerniak, o alemão Steffen Deibler e o australiano Tommaso D’Orsogna também estão no top 10 dos 100m livre na curta e deverão disputar a prova. E ainda tem o sul-africano Chad Le Clos, segundo melhor tempo em 2014. Especialista nas provas de borboleta, mas que pode se arriscar aqui como uma forma de desafiar os grandes velocistas. De fato, os 100m livre no Mundial de Doha será uma prova mais do que nobre.

Por Guilherme Freitas


Com Fratus, Brasil fecha Pan Pacífico com ouro
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O Brasil fechou sua participação no Campeonato Pan Pacífico com chave de ouro. Ou melhor, com medalha de ouro. Bruno Fratus conquistou a quarta e última medalha do país na competição em Gold Coast. Depois de integrar o revezamento 4x100m livre que ganhou ontem o bronze, o velocista triunfou em sua especialidade: os 50m livre. E mais, com 21s44 anotou o melhor tempo de sua vida na prova.

Nas eliminatórias, Fratus segurou seu ritmo e fez 22s10, que lhe deu o terceiro melhor tempo. Na final ele não aliviou em nada. Largou muito bem e foi crescendo no decorrer da prova, abrindo vantagem e chegando muito forte nos metros finais. Fratus não foi ameaçado em momento algum pelos americanos Anthony Ervin e Nathan Adrian, vencendo com autoridade. Com 21s44 ele permanecia na vice-liderança do ranking mundial da prova. Porém, na final do Campeonato Europeu de Berlim o francês Florent Manaudou venceu a prova com 21s32 e passou a ser o mais veloz nos 50m livre este ano.

Fratus comemora sua vitória nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Fratus comemora sua vitória nos 50m livre – Foto: Satiro Sodré

“A prova foi boa e estou satisfeito porque vai tocar o hino, que é o mais importante. Queria fazer um tempo ainda melhor, mas o frio da noite aqui, em torno de 10 graus, e com ventinho contra, não ajuda. Vencer aqui é bem legal, basta ver a empolgação do público que lotou a arquibancada”, disse o nadador ao site da CBDA.

Em abril deste ano Fratus havia feito o melhor tempo de sua vida nos 50m livre, na final do Troféu Maria Lenk. Nadou para 21s45. Curiosamente, naquele dia as condições do ambiente eram semelhantes as de Gold Coast. Era uma noite fria e com vento gelado numa piscina aberta (no Ibirapuera em São Paulo). Pode ser que em uma piscina fechada e melhor climatizada, como era a dos Jogos Olímpicos de Londres, ele possa ser ainda mais veloz.

Fratus durante os 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Fratus durante os 50m livre – Foto: Satiro Sodré

O resultado só confirma a hegemonia do Brasil nos 50m livre. O país tem dois dos melhores velocistas da atualidade que têm tudo para nadarem ainda mais rápido. São ótimas as expectativas para os futuros da seleção brasileira até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nos cinquentinha.

RESUMO DO PAN PACÍFICO
A seleção brasileira volta da Austrália com bons resultados. Foram quatro medalhas conquistadas (além do ouro de Fratus, prata com Leonardo de Deus nos 200m borboleta, prata de Felipe França nos 100m peito e bronze com o revezamento masculino 4x100m livre), 30 finais individuais (18 em finais A e 12 em finais B) e nadadores conseguindo cravar seus melhores tempos pessoais em algumas provas.

Por Guilherme Freitas


O próximo a entrar na briga
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Os velocistas começaram 2014 com tudo. Na Austrália, James Magnussen nadou seis vezes na casa dos 47 segundos, mas acabou sendo superado na hora H pelo compatriota Cameron McEvoy, o novo campeão nacional nos 100m livre. Ambos também estão no top 10 dos 50m livre, que tem o veterano Eamon Sullivan com terceiro melhor tempo do ano. O Brasil tem a dupla mais veloz de 2014. Cesar Cielo e Bruno Fratus fizeram uma dobradinha histórica nos 50m livre no Troféu Maria Lenk. Cielo ainda é o terceiro mais rápido nos 100m livre e o jovem Matheus Santana mais uma vez abaixou seu recorde mundial júnior nesta distância.

Na Europa, o francês Florent Manaudou é o quinto homem mais veloz da temporada nos 50m livre e o alemão Paul Biedermann é o quinto nos 100m livre. E ainda tem Nathan Adrian que segue sendo o melhor velocista americano da atualidade estando entre os cinco melhores do ano nos 50m e 100m livre. Sentiu a falta de um nome nessa lista?

O russo Vladimir Morosov

O russo Vladimir Morozov em ação – Foto: Divulgação

Se você pensou em Vladimir Morozov acertou. É exatamente ele quem está faltando nessa relação. O russo que ano passado ganhou seis medalhas na Universíade de Kazan e levou a prata nos 50m livre no Mundial de Barcelona, deve figurar no top 10 da velocidade a partir desta semana, quando começa o Campeonato Russo, seletiva para o Campeonato Europeu de agosto e que ocorre em Moscou durante os dias 13 e 17 de maio (veja o balizamento aqui: http://bit.ly/1iHzCoJ).

O russo esta inscrito para nadar quatro provas individuais (50m e 100m livre, 100m costas e 50m peito), além dos revezamentos. Ele deve melhorar principalmente seus tempos nos 50m e 100m livre. Até agora as melhores marcas de Morozov em 2014 são 22s41 nos 50m livre (28ª posição no ranking mundial) e 49s42 nos 100m livre (39ª colocação). Ambos os resultados foram feitos em uma competição nos Estados Unidos no mês de março, quando ele não estava no polimento ideal para conseguir tempos mais expressivos. Podemos falar que agora ele de fato vai estrear em 2014.

Morozo deve entrar no top dos 50m e 100m livre após o Campeonato Russo - Foto: Murad Sezer/ Reuters

Morozov deve entrar no top dos 50m e 100m livre após o Campeonato Russo – Foto: Murad Sezer/ Reuters

Pelo seu histórico dos últimos anos é muito provável que o velocista colha bons resultados na piscina de Moscou e se firme como um dos principais favoritos ao título das provas de velocidade do Campeonato Europeu de Berlim. Competitivo também na piscina curta, vale lembrar que o russo é o atual campeão mundial nos 50m e 100m livre e deve defender seus títulos em dezembro no Mundial de Piscina Curta em Doha, sendo um dos principais adversários de Cesar Cielo. Após esse Campeonato Russo, Morozov pode embaralhar ainda mais esse competitivo ranking da velocidade mundial.

Por Guilherme Freitas


Brasil, o país dos 50m livre
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O terceiro dia de finais do Troféu Maria Lenk só confirmou uma tendência que muita gente já sabia: o Brasil é o país da velocidade, ou melhor, o país dos 50m livre. Ontem na final masculina da prova tivemos uma apresentação de gala de Cesar Cielo e Bruno Fratus. A dupla de velocistas brilhou na piscina do Ibirapuera e cravou os dois melhores tempos da temporada. Cielo marcou 21s39 e Fratus veio logo atrás com 21s45.

O tempo de Cielo é o terceiro melhor de sua carreira sem os trajes tecnológicos e apenas sete centésimos acima da marca que lhe deu o tricampeonato mundial nos 50m livre em Barcelona-2013. Cercado pela imprensa após a prova ele disse que já se sente melhor em relação ao Mundial do ano passado e que acredita ser possível nadar mais rápido ao longo do ano, já mirando uma boa participação no Pan-Pacífico. Mais uma vez ele citou os blocos do complexo do Ibirapuera e disse que se eles fossem melhores poderia ter nadado na casa dos 21s1. Cielo foi veloz a prova toda e procurou não vacilar um segundo sequer, afinal Bruno estava na sua cola.

Cesar Cielo é o homem mais rápido do mundo em 2014 - Foto: Satiro Sodré

Cesar Cielo é o homem mais rápido do mundo em 2014 – Foto: Satiro Sodré

Fratus apertou Cielo durante todo o percurso. Ao fim da prova estava bastante satisfeito com seu resultado, afinal 21s45 é o melhor tempo da sua vida. São exatos 16 centésimos abaixo dos 21s61 obtidos nos Jogos Olímpicos de Londres quando ele ficou em quarto lugar. Após passar por uma cirurgia no ombro, ficar de fora do Mundial de Barcelona e se mudar para treinar os Estados Unidos, o velocista afirmou que ficou satisfeito com o resultado mesmo tendo sido o segundo colocado. Além disso, comemorou o fato de que sua parceria com o australiano Brett Hawke esta dando certo. Desde o começo do ano ele treina na Universidade Auburn com o australiano, ex-técnico de Cielo e que esta no Ibirapuera acompanhando de perto Fratus e Marcelo Chierighini, seus pupilos em Auburn.

E a natação feminina parece seguir pelo mesmo caminho. Graciele Herrmann mais uma vez nadou na casa dos 24 segundos. Depois de igualar o recorde sul-americano na abertura do revezamento 4x50m livre (24s76), ela repetiu a dose novamente ontem. Nas eliminatórias fez 24s96 e na final 24s79. Alessandra Marchioro também mostrou evolução na prova mais rápida da natação e igualou seu melhor tempo pessoal: 25s17, se aproximando dos 24 segundos. Isso tudo depois de se recuperar de alguns problemas de saúde recentes, e assim como Graciele, garantindo índice para o Pan-Pacífico.

A dupla Cielo e Fratus celebra o resultado na piscina - Foto: Satiro Sodré

A dupla Cielo e Fratus celebra o resultado na piscina – Foto: Satiro Sodré

Após nadarem os 50 metros lado a lado, Cielo e Fratus se cumprimentaram e deram um abraço. Uma forma de demonstrar respeito pelo adversário e mostrar que ali existe uma rivalidade sadia. Como Fratus revelou ao fim da prova, competindo um contra o outro, os dois só tem a ganhar.

Por Guilherme Freitas


O russo Morozov é o destaque da Universíade
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Antes do principal evento da temporada, o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona, a natação mundial tem seus olhos voltados para a Universíade. O evento, uma espécie de Campeonato Mundial Universitário, termina dia 17 de julho e reúne centenas de nadadores na cidade russa de Kazan. Muitos desses atletas estarão em ação na piscina de Barcelona a partir do dia 28 de julho. Entre estas estrelas aquáticas o grande destaque da Universíade é justamente um nadador da casa. Trata-se do velocista Vladimir Morozov, que com as boas marcas atingidas nos 50m e 100m livre chegará muito bem cotado para subir ao pódio no Mundial.

Morozov registrou excelentes marcas em suas duas especialidades, os 50m e 100m livre. Na prova nobre da natação ele conquistou a medalha de maneira absoluta, dominando os rivais e cravando um ótimo 47s62 (veja o vídeo da prova aqui). O tempo, além de ser o novo recorde do campeonato, também lhe confere a segunda colocação no ranking mundial deste ano (apenas nove centésimos atrás do líder, o australiano James Magnussen) e lhe coloca de vez como postulante a conquistar uma medalha nesta prova. No revezamento 4x100m livre ele integrou a equipe russa que foi campeã e cravou a melhor marca da temporada: 3min10s88. Morozov foi ainda o mais veloz do quarteto nadando sua parcial para 47s14.

O russo Vladimir Morozov

Já na prova mais veloz da natação o russo avançou hoje para a final nadando para 21s81. Morozov já nadou mais rápido do que isso no Campeonato Russo deste ano e provavelmente deverá abaixar ainda mais seu tempo na final de amanhã. Ele também já ganhou em Kazan outras duas medalhas: prata nos 50m costas (24s87) e bronze nos 50m peito (27s70). O velocista deverá fechar a sua participação no evento nadando o 4x100m medley na quarta-feira, último dia de provas de natação na Universíade. Depois disso, ele e a delegação russa seguem para Barcelona.

O russo será um dos principais adversários na luta de Cesar Cielo pelo tricampeonato mundial nos 50m livre. Porém, Cielo não é o único brasileiro que tem Morozov como adversário. Este ano o russo teve outra rivalidade com um velocista brasileiro. No NCAA ele e Marcelo Chierighini protagonizaram as melhores cenas das provas de velocidade. E Morozov derrotou o brasileiro duas vezes, nas 50 e 100 jardas. Após a Universíade de Kazan, Morozov chega com moral e pronto para tentar surpreender os grandes favoritos nas provas de velocidade. A Rússia que já viu Alexander Popov ser o rei da velocidade durante uma década espera agora que Morozov trilhe o mesmo caminho.

Por Guilherme Freitas


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