Swim Channel

Arquivo : curiosidade

Swim Channel TV: Natação para quem tem medo de mar
Comentários Comente

swimchannel

Você gosta e pratica natação, mas nunca fez uma travessia em águas abertas porque tem medo de nadar no mar? Não se preocupe, afinal, até a medalhista olímpica Poliana Okimoto tinha medo de cair encarar o mar e seus animais marinhos. Mas saiba que a natação no mar não é esse bicho de sete cabeças e com treinamento adequado você vai perder essa fobia. Por isso o novo episódio da SWIM CHANNEL TV apresentamos conselhos do técnico Almir Marchetti indicados para quem esta disposto a perder o medo de nadar no mar. Assista o vídeo abaixo e não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

Dicas: Almir Marchetti

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Swim Channel TV: Grandes rivalidades da natação
Comentários Comente

swimchannel

O que é o esporte sem a rivalidade? Esse ingrediente que apimenta as disputas e faz os atletas se motivarem, muitas vezes é capaz de criar fortes laços de amizades entre adversários como também um ambiente de ódio mútuo entre os rivais. Mas uma coisa certa, com um adversário a altura o atleta sempre cresce. Listamos aqui neste vídeo cinco grandes rivalidades que marcaram e marcam a natação internacional, algumas sadias, outras explosivas. Confira nossa lista aqui e não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Swim Channel TV: os 10 nadadores mais rápidos do mundo
Comentários Comente

swimchannel

Você sabe quem são os dez homens mais rápidos da história? Aqueles que voaram dentro d’água durante a prova de 50m livre? Esse é o tema do Swim Channel TV desta semana apresentando os nadadores mais velozes de todos os tempos. E na lista tem dois brasileiros, sendo um deles o atual recordista mundial da prova. Descubra que são eles e não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Matthew Webb: o pioneiro do Canal da Mancha
Comentários Comente

swimchannel

A travessia do Canal da Mancha é a prova mais nobre e famosa das águas abertas. Todo o nadador de águas abertas já ouviu falar pelo menos uma vez na vida nesta prova que anualmente leva dezenas de atletas as águas geladas do canal para tentar concluir a prova. Uma lista seleta de lendas e grandes nadadores já atravessaram o estreito que separa o norte da França do sul da Inglaterra. Mas para que essa prova chegasse a esse status de importância foi necessário haver um início. E hoje seria o aniversário deste pioneiro: o capitão Matthew Webb.

Nascido há exatos 169 anos, no dia 19 de janeiro de 1848, Webb entrou para a história do esporte a se tornar a primeira pessoa a realizar a travessia do Canal no Mancha a nado e sem auxílio nenhum de equipamentos. Durante toda sua vida ele foi um apaixonado pela natação e era famoso pela grande resistência de nadar grandes distâncias. Ainda na juventude ingressou na marinha britânica onde fez carreira até chegar ao posto de capitão. Em uma de suas missões pela marinha ele acabou ganhou projeção nacional quando tentou salvar a vida de um homem que se afogava nas águas do Oceano Atlântico e ganhou uma medalha pelo ato de bravura.

O capitão Matthew Webb – Foto: Reprodução

O capitão Matthew Webb – Foto: Reprodução

Ao ler em um jornal sobre uma tentativa frustrada da travessia no Canal da Mancha Webb resolveu encarar o desafio. Motivado treinou e se preparou por alguns anos para tentar registrar o feito. No dia 12 de agosto de 1875 ele fez sua primeira tentativa, mas os fortes ventos o obrigaram a recuar. Duas semanas depois, no dia 24 de agosto ele partiu de Dover a caminho de Calais. Sem nenhum auxílio técnico e vestindo apenas um maiô, Webb cobriu seu corpo com óleo para se proteger do frio e caiu nas gélidas águas do canal. Após 21h45min ele finalmente chegou a costa francesa e tornou-se o primeiro ser humano a atravessar a nado o Canal da Mancha.

Durante a prova Webb tomou café e cerveja, comeu bacon e óleo de fígado de bacalhau além de nadar em zigue-zague devido as correntes, o que aumentou em dezenas de quilômetros o percurso da prova. Após a travessia bem-sucedida ele foi saudado como um grande herói nacional e passou a viajar pelo mundo divulgado a natação e seu feito. Como já havia atravessado o Canal da Mancha passou a desafiar novas águas internacionais e realizar eventos de resistência e longas durações. Em 1883 ele tentou atravessar a nado o Rio Niágara, que fica abaixo das famosas cataratas, porém, no meio do caminho acabou entrando em um redemoinho e veio a falecer, fazendo aquilo que mais adorava.

Pintura mostra como teria sido o desembarque de Webb em Calais – Foto: Reprodução

Pintura mostra como teria sido o desembarque de Webb em Calais – Foto: Reprodução

O capitão Matthew Webb deixou um enorme legado para a natação em águas abertas, sendo eternizado no Hall da Fama das águas abertas em 1863 e no Hall da Fama da natação em 1865. Após seu sucesso muitos nadadores passaram a realizar a Travessia do Canal da Mancha e a adotar as águas abertas como estilo de vida. “Nada grandioso é fácil”. Essa é a frase que esta registrada em seu memorial na cidade Dawley. Uma afirmação perfeita para representar o que o feito de Webb significa.

Por Guilherme Freitas


A história do Mundial Master
Comentários Comente

swimchannel

Em julho os olhos da comunidade aquática se voltarão para Budapeste, capital da Hungria, que será palco da 17ª edição do Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos da Fina. Assim que Katie Ledecky, Katinka Hosszu e companhia deixarem a piscina entrarão em ação milhares de nadadores master com diferentes trajetórias nas piscinas. Existem ex-atletas olímpicos, nadadores de ponta que jamais chegaram a nadar um Mundial pela sua seleção e aqueles que descobriram o prazer da natação já em uma idade mais avançada. Mas como começou tudo isso?

Em 1978 aconteceu em Toronto, no Canadá, uma competição chamada Age Group Competition que reuniu nadadores masters de vários países. A princípio era apenas uma competição amistosa e sem intenção de tornar-se um grande evento mundial. Porém, cinco depois foi criada a Federação Internacional Master de Natação que estipulou regras e decidiu alavancar a modalidade master. Em 1984 o então presidente da Fina Robert Helmick, propôs ao Bureau da entidade que a natação master (e posteriormente as demais modalidades) fosse oficializada pela Federação Internacional. Dois anos depois acontecia em Tóquio o primeiro mundial da categoria.

Mundial master será em agosto - Foto: Daniel Quek

Mundial master será em agosto – Foto: Daniel Quek

A nova competição da Fina ocorreu durante os dias 12 e 16 de julho em 1986. Entre centenas de nadadores haviam nomes consagrados e que continuavam levando a natação como estilo de vida. Entre eles James Montgomery, campeão olímpico dos 100m livre em Montreal-1976 que faturou cinco medalhas de ouro nas provas de nado livre. Quem também pendurou cinco medalhas de ouro no pescoço foi Maria Lenk, que conquistou duas medalhas no estilo que ajudou a criar: o nado borboleta.

Além dela o Brasil esteve representado com dezenas de nadadores, entre eles Romulo Arantes que ainda era jovem, tinha 29 anos na época, e venceu com sobras as provas de 50m, 100m e 200m costas e o atual candidato a presidência da CBDA, Miguel Carlos Cagnoni que teve como melhor resultado o sétimo lugar nos 800m livre na categoria 40-44 anos. Ao todo a delegação brasileira subiu 53 vezes ao pódio, sendo 20 medalhas de ouro, 18 de prata e 15 de bronze.

Maria Lenk ganhou cinco medalhas no primeiro Mundial Master - Foto: Reprodução

Maria Lenk ganhou cinco medalhas no primeiro Mundial Master – Foto: Reprodução

Desde então o Campeonato Mundial Master passou a ser realizado sempre de dois em dois anos, inclusive sendo disputado em 1990 no Rio de Janeiro. Em 2015 ele foi integrado a programação do Mundial de Esportes Aquáticos e é disputado após o término das provas de natação da categoria absoluta, uma forma de integrar os atletas masters ao ambiente de um grande evento internacional e motivar também os nadadores de hoje que no futuro serão masters.

Por Guilherme Freitas


Fuga de Alcatraz
Comentários Comente

swimchannel

Localizada no meio da Baía de São Francisco a prisão de Alcatraz é mundialmente conhecida por ter abrigado criminosos famosos e também ter sido palco de uma das fugas mais espetaculares de todos os tempos, protagonizada por Frank Morris e os irmãos John e Clarence Anglin em 1962 que fugiram da prisão a nado durante a madrugada, história contada no filme “Fuga de Alcatraz” estrelado por Clint Eastwood em 1979.

Durante muito tempo criou-se o mito de que era impossível nadar na Baía de São Francisco devido as condições do local, com uma água gelada, fortes correntezas, nevoeiros e eventualmente ter a presença de tubarões. A construção da prisão no local faz parte desse mito. Porém, a história da fuga do trio a nado ainda intriga muita gente até hoje, já que ninguém sabe se eles sobreviveram a travessia pois nenhum vestígio deles foi encontrado.

Vista da Ilha de Alcatraz - Foto: Reprodução/Internet

Vista da Ilha de Alcatraz – Foto: Reprodução/Internet

O mito de nadar nas águas geladas sobrevive, mas vem sendo constantemente posto a prova por uma quantidade cada vez maior de nadadores que desafiam as águas da Baía de São Francisco. Todos os meses dezenas de atletas amadores se juntam para encarar os 2 km que separam a ilha da costa da cidade de São Francisco. Este é o projeto Water World Swim, idealizado por Pedro Ordenes que disponibiliza técnicos e equipes de apoio para acompanhar o grupo de nadadores ao longo da travessia.

Há dois trajetos para atravessar a Baía. Em ambos a largada é as margens da ilha de Alcatraz, mas o percurso muda de acordo com a correnteza. A rota de Alcatraz para a Praia de São Francisco é considerada como a mais fácil pelo fato do atleta nadar a favor da correnteza. A outra rota tem chegada no Parque Aquático de São Francisco. Para participar da travessia é preciso fazer uma inscrição e desembolsar US$ 205 (aproximadamente R$ 670). Quem for sócio da instituição tem desconto para nadar.

 

Grupo de nadadores durante a travessia – Foto Vivek Khanzode

Grupo de nadadores durante a travessia – Foto Vivek Khanzode

O Water World Swim ainda realiza outras travessias nas Ilhas Galápagos, em Cuba, na Grécia e no Estreito de Messina, na Itália. Para mais detalhes veja aqui. Outra travessia com saída da ilha de Alcatraz é organizada anualmente pela Sharkfest Swim e este ano será realizada em junho. Para mais informações clique aqui.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Desafio dos Sete Mares
Comentários Comente

swimchannel

O novo programa da Swim Channel TV apresenta as travessias que compõe o Desafio dos Sete Mares, o circuito que reúne as sete principais e mais tradicionais provas em águas abertas do mundo. Confira as principais características e curiosidades delas: Canal do Norte, Estreito de Cook, Canal de Molokai, Estreito de Tsugaru, Canal de Catalina, Estreito de Gibraltar, e Canal da Mancha. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Nadar: seu cérebro agradece
Comentários Comente

swimchannel

A prática da natação é algo que o ser humano está acostumado a realizar desde os primórdios de sua existência. Com o passar dos tempos ela foi evoluindo tornando-se não só um meio de sobrevivência, mas também uma modalidade esportiva e um estilo de vida. Além de ser uma ótima maneira para manter o corpo e músculos em forma sadia ela também desenvolve uma das regiões mais vitais do nosso corpo: o cérebro.

Um estudo publicado pelos pesquisadores da Universidade de Nebraska Ashish Sharma, Vishal Madaan e Frederick D. Petty na revista National Center for Biotechnology Information, afirma que a prática da natação deixa o cérebro mais saudável e ajuda a produzir benefícios nos neurotransmissores que influenciam diversas atividades cerebrais como humor, memória, habilidades e coordenação cognitiva, além de recuperar células de qualquer dano cerebral e ajudar a aliviar sintomas de depressão e ansiedade.

Competição aconteceu na Cidade do México - Foto ilustrativa: Satiro Sodré/SSPress

O estudo aponta os benefícios da natação – Foto ilustrativa: Satiro Sodré/SSPress

Segundo o estudo as melhorias de humor e redução dos sentimentos de tristeza são causadas por um aumento significativo na circulação sanguínea no cérebro e seus efeitos sobre o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, que é um conjunto de glândulas responsável pelo controle das ações emocionais e de estresse do nosso organismo.

Recentemente outros estudos revelaram que a natação é uma das atividades mais completos e que ajuda na conservação da memória, nas funções cognitivas e na coordenação motora. Todas essas publicações apenas reforçam que a prática da natação de forma saudável é uma excelente maneira de melhorar a qualidade de vida. Alguma dúvida para cair na água e dar suas braçadas?

Por Guilherme Freitas


Dobradinha dupla olímpica: um feito para poucos
Comentários Comente

swimchannel

Os Jogos Olímpicos têm algumas curiosidades e façanhas bastante interessantes e muito raras de acontecer. Uma delas é a dobradinha dupla, que acontece quando um atleta conquista duas medalhas olímpicas numa mesma edição e repete o mesmo desempenho na Olimpíada seguinte. Se ganhar uma medalha olímpica já é algo muito difícil, ganhar quatro é uma missão para poucos. Dos milhares de nadadores que já nadaram o evento, apenas cinco atingiram esse feito tão raro e um conseguiu superá-lo.

O primeiro nadador a conseguir foi um dos maiores da história. Atleta da antiga Alemanha Oriental, Roland Matthes bateu 19 recordes mundiais ao longo de sua carreira e ganhou o apelido Swimming Rolls-Royce. Nadava bem todos os estilos, mas se consagrou nas provas de costas. Metade de suas oito medalhas olímpicas foram conquistadas de forma consecutiva neste estilo. Nos Jogos do México-1968 ele venceu os 100m e 200m costas com novo recorde olímpico, feito que repetiu quatro anos depois em Munique.

O alemão Roland Matthes - Foto: Reprodução/Internet

O alemão Roland Matthes – Foto: Reprodução/Internet

Depois de Matthes demorou um tempo para que esta façanha fosse repetida por outro nadador. Sendo mais preciso, foram vinte anos. Aconteceu em Barcelona-1992, quando o húngaro Tamás Darnyi venceu pela segunda vez consecutiva os 200m e 400m medley. Quatro anos antes em Seul-1988, o nadador também já tinha colocado no pescoço a medalha de ouro nas mesmas provas. Primeiro homem a nadar os 200m medley abaixo dos 2 minutos, Darnyi também foi bicampeão consecutivo nas duas provas nos Mundiais de Madri-1986 e Perth-1991.

Considerado um dos maiores velocistas de todos os tempos, Alexander Popov também protagonizou uma dobradinha dupla em Olimpíadas. Em sua estreia na competição como membro da delegação da Comunidade dos Estados Independentes (que foi uma equipe unificada com os países que compunham a antiga URSS que havia se desmantelado no ano anterior) ele venceu os 50m e 100m livre em Barcelona-1992. Quatro anos depois em Atlanta-1996, agora representando a Rússia, ele repetiu a dose ao vencer os 50m e 100m livre em dois épicos duelos contra o americano Gary Hall Jr.

A ucraniana Yana Klochkova - Foto: Stuart Hannagan/Getty Images

A ucraniana Yana Klochkova – Foto: Stuart Hannagan/Getty Images

Apenas uma mulher na história dos Jogos Olímpicos conseguiu realizar este feito de conquistar duas medalhas de ouro seguidas em duas provas diferentes. E ela atende pelo nome de Yana Klochkova. A ucraniana conquistou em Sydney-2000 duas medalhas nos 200m e 400m medley em sua estreia olímpica. Nos 200m bateu o recorde olímpico e nos 400m a marca mundial. Quatro anos depois, em Atenas-2004, ela repetiu a campanha e subiu novamente ao lugar mais alto do pódio.

Tido com um dos maiores nadadores de todos os tempos, Kosuke Kitajima também faz parte dessa galeria ilustre. O japonês tem quatro medalhas de ouro olímpicas no currículo, sendo conquistadas em apenas duas provas: 100m e 200m peito. Em Atenas-2004 ele chegou como grande favorito e venceu as duas provas. Quatro anos depois ele chegou a ter seu favoritismo posto a prova por alguns críticos, mas ratificou o bicampeonato nas duas distâncias. Kitajima seguiu na atividade até este ano quando decidiu se aposentar ao não se classificar para o Rio-2016.

O russo Alexander Popov - Foto: Donald Miralle/Getty Images

O russo Alexander Popov – Foto: Donald Miralle/Getty Images

Poderíamos incluir nesta lista outro gênio das piscinas, porém, ele é tão superior aos demais mortais que não só conquistou uma dobradinha dupla, como conquistou uma dobradinha quadrupla! Além de ser o maior medalhista da história, único tricampeão em uma única prova entre tantos outros recordes. Nem precisamos dizer seu nome, pois vocês já imaginam de quem se trata não é mesmo?

Outros três nadadores poderão entrar nesse seleto grupo no Rio-2016: Sun Yang nos 400m e 1500m livre, Missy Franklin nos 100m e 200m costas e Ranomi Kromowidjojo nos 50m e 100m livre. Conseguiram atingir mais este feito em suas carreiras?

O japonês Kosuke Kitajima - Foto: Mike Hewitt/Getty Images

O japonês Kosuke Kitajima – Foto: Mike Hewitt/Getty Images

Por Guilherme Freitas


Nadando abaixo de zero
Comentários Comente

swimchannel

Imagine montar uma piscina de 25 metros no meio da neve durante o duro e rigoroso inverno russo e convidar atletas de várias partes do mundo para disputar um Campeonato Mundial de natação. Considera isso algo absurdo de ser realizado? Pois saiba que não é, afinal isso realmente aconteceu.

Durante os dias 8 e 12 de março, na cidade de Tyumen, localizada na região da Sibéria, foi disputada a 10ª edição deste peculiar campeonato internacional de natação. Realizado anualmente em locais gélidos, o Mundial 2016 reuniu mais de 1200 nadadores de 42 países, com idades de 8 a 92 anos.

Os nadadores foram separados por idade e disputaram provas de 50 a 200 metros. Além da condição climática, que não era nada agradável com a baixa temperatura, os atletas ainda nadaram em águas geladas que não tinham aquecimento e foram extraídas diretamente de um rio que ficava nas proximidades.

Vista da piscina do evento - Foto: Divulgação do evento

Vista da piscina do evento – Foto: Divulgação do evento

Maria Luisa Lozano Letelier, que nadou sete provas na categoria 30 a 39 anos de idade, foi a única representante do Brasil no Mundial. Ela não subiu ao pódio, mas terminou em as dez melhores colocadas em todas as provas que nadou. País anfitrião a Rússia for a grande vencedora no quadro geral de medalhas, seguida pela Finlândia outro país famoso pelas baixas temperaturas.

A realização do Mundial de inverno motiva também aqueles que são a favor da entrada da modalidade nos Jogos Olímpicos de Inverno, algo que por enquanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) não tem interesse em aderir.

Por Guilherme Freitas