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Arquivo : Fina

As idas e vindas de Thiago Pereira
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Thiago Pereira no Pan de 2007 (foto: Satiro Sodré)

Lá se vai Thiago Pereira. O anúncio de sua aposentadoria da natação competitiva, feito hoje no Prêmio Brasil Olímpico, é emblemático. Nunca alguém mereceu tal honraria. Pudera: não é todo dia que o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos sai de cena. E também não é sempre que um nadador medalhista olímpico individual brasileiro anuncia sua retirada – o último havia sido Fernando Scherer. Em março de 2007. Há exatos dez anos.

O anúncio de Thiago surpreendeu a muitos. Mesmo que tenha aparecido pouco nas piscinas desde a Olimpíada do Rio de Janeiro – competiu só uma vez, no Troféu José Finkel -, sua presença sempre pôde ser sentida no mundo da natação. Já há algum tempo ele conquistou aquele status de onipresente que só os grandes nomes possuem, mesmo quando ausentes.

Foi naquele 2007 que ele ficou famoso. Suas oito medalhas e seis ouros no Pan do Rio representaram a melhor performance de um atleta na história do evento – igualou os oito pódios da costa-riquenha Sylvia Poll em 1987 e os seis ouros do americano Frank Heckl de 1971. Mas seis ouros e oito medalhas, nunca ninguém havia conseguido. Foi celebrado por todo o país e viro astro do esporte nacional.

Mas já vinha pavimentando uma trajetória de sucesso. Foi duas vezes medalhista no Pan de 2003, mas foi em 2004 que ingressou entre os grandes – mais precisamente no Campeonato Sul-Americano de 2004, em Maldonado, em que se tornou o 12º nadador mais rápido da história dos 200m medley. No Troféu Brasil, baixou dos dois minutos pela primeira vez na prova, e nos 400m medley bateu o lendário recorde continental de Ricardo Prado, por ocasião da prata olímpica de 1984. Nos Jogos Olímpicos de Atenas, no primeiro embate contra Michael Phelps, Ryan Lochte e Laszlo Cseh, terminou na quinta posição nos 200m medley. Mas deu o troco em Lochte no Mundial de curta no mesmo ano, vencendo a prova. Tinha apenas 18 anos. Um 2004 inesquecível que pavimentou caminho para os anos seguintes.

Thiago Pereira ao lado de Oussama Mellouli e Ryan Lochte: campeão mundial de curta em 2004 (foto: Satiro Sodré)

Em 2005 ficou ausente dos grandes eventos, inclusive do Mundial de esportes aquáticos, por uma lesão. Mas, mesmo ausente, estava presente. A natação brasileira sabia que tinha uma joia para os próximos anos. Expectativa que se confirmou no Pan de 2007. Na Olimpíada de 2008, terminou os 200m e 400m medley novamente atrás de Phelps, Lochte e Cseh. Perdeu o posto de principal nadador do país para Cesar Cielo, vencedor dos 50m livre. E nos anos seguintes continou com a sina: nos Mundiais de 2009 e 2011, terminava sempre atrás dos rivais. Parecia que seu destino era terminar na quarta colocação.

Thiago incomodava-se, mas não se abalava. Sabia que, trabalhando duro, teria sua recompensa. Cesar assumira o papel de protagonista. Mas Thiago estava sempre lá. Jamais ausente, sempre presente. No Pan de 2011, conquistou novamente oito medalhas e seis ouros, enconstando nos recordes de maior medalhista brasileiro e maior medalhista da história do evento.

Mas olhos e mente estavam voltados aos Jogos Olímpicos de 2012. Em seu discurso hoje no Prêmio Brasil Olímpico, Thiago mencionou que na maioria das vezes o atleta não alcança seus sonhos. Certamente se referia aos vários quartos lugares já citados. É extremamente raro um nadador conquistar medalha em sua terceira Olimpíada após ter passado em branco as duas anteriores. Até então, apenas 13 nadadores haviam alcançado o feito.

Contra tudo e contra todos, Thiago chegou lá e coroou sua história de perseverança. Na primeira prova do programa, deu fim ao tabu: medalha de prata nos 400m medley, sua maior conquista, em uma prova primorosa. Ao invés de ser agressivo no início, como era de seu feitio, poupou-se, manteve-se em quinto lugar até os 200 metros e teve a melhor parcial de peito na história da prova. Assumiu a segunda posição e não largou mais. Deixou Michael Phelps fora do pódio. Sua carreira até então já era fantástica e se parasse de nadar antes de Londres, com 18 medalhas em Pans, campeão mundial de curta, campeão da Copa do Mundo (título conquistado em 2010) e recordista mundial (200m medley em piscina curta, em 2007), já estaria entre os maiores da história do país. Mas a medalha olímpica foi a coroação de sua trajetória.

Medalha de prata nos 400m medley nos Jogos Olímpicos de 2012 (foto: Satiro Sodré)

Medalha de prata nos 400m medley nos Jogos Olímpicos de 2012 (foto: Satiro Sodré)

As conquistas não pararam nos anos seguintes, incluindo medalhas em Mundiais de esportes aquáticos que ele nunca havia conseguido. Conquistou três, em 2013 e 2015. E, por justiça, deveria ter sido ouro nos 200m medley neste último, em que terminou na segunda posição atrás de Ryan Lochte, que executou movimento irregular na virada para o nado livre e não foi desclassificado. No Pan do mesmo ano, mais cinco medalhas, totalizando 23 na carreira e superando o ginasta cubano Erick López como o maior medalhista da história do evento – e também o nadador brasileiro Gustavo Borges como o esportista mais laureado do país.

Um ciclo olímpico que iniciou com uma prata nos Jogos de Londres, passou por medalhas inéditas em mundiais e o consagrou como “Mr. Pan”. Com a ausência de Cesar Cielo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ele era “o cara” da equipe, único medalhista olímpico da equipe brasileira. Presente, mais do que nunca. O fecho de ouro deveria vir com um pódio na Olimpíada brasileira. Infelizmente não foi o que aconteceu. A final dos 200m medley não foi tão forte quanto se esperava e com seu tempo usual brigaria pela prata. Mas errou na estratégia, foi muito agressivo no início da prova e sentiu no final. O acerto de 2012 não se repetiu em 2016.

Mas a falta da medalha em 2016 não maculou sua trajetória. Sua clínica de natação vem fazendo sucesso entre os jovens e é uma das mais concorridas do país. Neste ano fez parte de uma comitiva do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que foi a Tóquio, no Japão, para avaliar as estruturas a serem utilizadas pela delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de 2020. Sim, Thiago já trabalha pelo esporte nos bastidores, e não é de hoje. Em 2013 foi eleito vice-presidente da comissão de atletas da Federação Internacional de Natação (Fina). Também faz parte da comissão de atletas do COB e foi escolhido pelos próprios atletas olímpicos do país para a comissão de aletas da Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA).

Thiago Pereira a partir de agora está fora das piscinas. Mas não pensem que ouvirão falar menos o nome dele por causa disso. Seus feitos e conquistas deverão ser lembrados para sempre, e nós da Swim Channel fazemos nossa parte para preservar a memória esportiva da natação brasileira. E, além disso, Thiago deverá continuar nos holofotes como uma das vozes ativas do nosso esporte. Precisamos de um nome como ele para isso.

O momento é de despedida para Thiago. Mas não se preocupem. Ele sempre volta.

Por Daniel Takata


Poliana começa o ano com medalha de prata
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Em 2016 Poliana Okimoto atingiu o ápice da sua carreira conquistando o feito mais importante de sua vida: a medalha de bronze olímpica nos Jogos Rio-2016. Porém, o pódio em Copacabana são águas passadas e a nadadora já mira sua preparação para os próximos Jogos. Neste fim de semana ela deu início ao ciclo olímpico rumo a Tóquio-2020 disputando a primeira etapa da Copa do Mundo da Fina de águas abertas. A Copa teve início de forma conjunta com o Grand Prix, o circuito de longas distâncias da Fina, ambos disputados em águas argentinas.

A etapa inicial da Copa do Mundo em Viedma reuniu 38 atletas de 11 países, incluindo outra medalhista olímpica além da Poliana, a vice-campeão no Rio-2016 Rachele Bruni. A maratona aconteceu no Rio Negro e teve muitos contratempos climáticos, com muita chuva e tempo fechado. Mas isso não intimidou os atletas que fizeram uma grande prova. Na prova feminina a disputada foi acirrada e no fim a italiana Arianna Briddi conseguiu se desgarrar para vencer. Poliana e Rachele chegaram juntas e como não foi possível determinar uma vencedora desta disputa, a organização decidiu declarar as duas como vice-campeãs.

Poliana Okimoto ganhou prata em Viedma - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Poliana Okimoto ganhou prata em Viedma – Foto: Satiro Sodre/SSPress

No masculino o domínio italiano com dobradinha de Federico Vanelli e Simone Ruffini. O bronze foi para o francês David Aubry. Dos demais brasileiros que nadaram em Viedma, destaque para Ana Marcela Cunha que terminou em quinto lugar em sua primeira prova depois da cirurgia no baço. Betina Lorscheitter também disputou a maratona e terminou em 14º lugar. No masculino Allan do Carmo foi o mais bem colocado sexto lugar e Fernando Ponte veio logo em seguida na sétima colocação.

Allan do Carmo chegou na sexta colocação perdendo o quinto lugar para o francês Longa Fontaine no toque. Cerca de 19 segundos atrás de Allan, o outro brasileiro na prova, Fernando Ponte na sétima colocação.

Matheus Evangelista foi o melhor brasileiro em Santa Fé – Foto: Francismar Siviero

Matheus Evangelista foi o melhor brasileiro em Santa Fé – Foto: Francismar Siviero

Já o Grand Prix terá em 2017 uma temporada mais curta que o habitual, com apenas quatro etapas. Devido a esses poucos eventos a luta por somar pontos fica bem mais acirrada para os atletas que estão pensando na premiação final. Em uma dura prova de 57 km nas águas do Rio Coronda os torcedores locais puderam vibrar com a vitória de Damian Blaum que cruzou o pórtico de chegada em 8h28min16s, mais de cinco minutos à frente de seus principais concorrentes. Uma vitória incontestável e a primeira de um argentino na prova desde 2003. O italiano Edoardo Stochino levou a prata e o macedônio Evgenij Pop Acev o bronze. No feminino triunfo da Itália com Barbara Pozzobon em 8h53m42s, seguida pela compatriota Alice Franco e a francesa Aurelie Muller.

O Brasil enviou três nadadores para a prova Santa Fé-Corona. Matheus Evangelista foi o melhor deles terminando a prova na quinta colocação. O experiente ultramaratonista aquático Samir Barel terminou em 10º lugar. No feminino, a única representante foi Catarina Ganzeli que concluiu o longo percurso na 11ª colocação.

Damian Blaum venceu a Travessia de Santa Fé-Corona – Foto Luis Cetraro

Damian Blaum venceu a Travessia de Santa Fé-Corona – Foto Luis Cetraro

A Copa do Mundo de águas abertas terá ao todo sete etapas ao longo de 2017 e o próximo desafio será em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, no dia 11 de março. Já o Grand Prix contará com quatro etapas e a próxima parada será no dia 29 de julho no Lago Ssint Jean, no Canadá.

Por Guilherme Freitas

 


A história do Mundial Master
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Em julho os olhos da comunidade aquática se voltarão para Budapeste, capital da Hungria, que será palco da 17ª edição do Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos da Fina. Assim que Katie Ledecky, Katinka Hosszu e companhia deixarem a piscina entrarão em ação milhares de nadadores master com diferentes trajetórias nas piscinas. Existem ex-atletas olímpicos, nadadores de ponta que jamais chegaram a nadar um Mundial pela sua seleção e aqueles que descobriram o prazer da natação já em uma idade mais avançada. Mas como começou tudo isso?

Em 1978 aconteceu em Toronto, no Canadá, uma competição chamada Age Group Competition que reuniu nadadores masters de vários países. A princípio era apenas uma competição amistosa e sem intenção de tornar-se um grande evento mundial. Porém, cinco depois foi criada a Federação Internacional Master de Natação que estipulou regras e decidiu alavancar a modalidade master. Em 1984 o então presidente da Fina Robert Helmick, propôs ao Bureau da entidade que a natação master (e posteriormente as demais modalidades) fosse oficializada pela Federação Internacional. Dois anos depois acontecia em Tóquio o primeiro mundial da categoria.

Mundial master será em agosto - Foto: Daniel Quek

Mundial master será em agosto – Foto: Daniel Quek

A nova competição da Fina ocorreu durante os dias 12 e 16 de julho em 1986. Entre centenas de nadadores haviam nomes consagrados e que continuavam levando a natação como estilo de vida. Entre eles James Montgomery, campeão olímpico dos 100m livre em Montreal-1976 que faturou cinco medalhas de ouro nas provas de nado livre. Quem também pendurou cinco medalhas de ouro no pescoço foi Maria Lenk, que conquistou duas medalhas no estilo que ajudou a criar: o nado borboleta.

Além dela o Brasil esteve representado com dezenas de nadadores, entre eles Romulo Arantes que ainda era jovem, tinha 29 anos na época, e venceu com sobras as provas de 50m, 100m e 200m costas e o atual candidato a presidência da CBDA, Miguel Carlos Cagnoni que teve como melhor resultado o sétimo lugar nos 800m livre na categoria 40-44 anos. Ao todo a delegação brasileira subiu 53 vezes ao pódio, sendo 20 medalhas de ouro, 18 de prata e 15 de bronze.

Maria Lenk ganhou cinco medalhas no primeiro Mundial Master - Foto: Reprodução

Maria Lenk ganhou cinco medalhas no primeiro Mundial Master – Foto: Reprodução

Desde então o Campeonato Mundial Master passou a ser realizado sempre de dois em dois anos, inclusive sendo disputado em 1990 no Rio de Janeiro. Em 2015 ele foi integrado a programação do Mundial de Esportes Aquáticos e é disputado após o término das provas de natação da categoria absoluta, uma forma de integrar os atletas masters ao ambiente de um grande evento internacional e motivar também os nadadores de hoje que no futuro serão masters.

Por Guilherme Freitas


Phelps x Peaty, Hosszu x Ledecky: quantidade x qualidade?
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Tyler Clary afirmou que pode ceder sua vaga a Phelps nos 200m medley sem problemas

Michael Phelps (foto: divulgação)

Hoje, Cristiano Ronaldo foi premiado pela FIFA como o melhor jogador do mundo em 2016. As premiações da natação, por outro lado, já foram todas oferecidas no ano passado. Segue abaixo a lista das principais:
FINA
Feminino: Katinka Hosszu (HUN)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Revista Swimming World
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Swim Swam
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
SwimVortex
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Adam Peaty (GBR)
Best Swimming
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Não foram citados os prêmios em águas abertas, pois todos escolheram os mesmos nadadores: os holandeses SHaron van Rouwendaal e Ferry Weerman, campeões olímpicos dos 10 km.
Nas principais premiações dos melhores do mundo na natação, nenhuma unanimidade. Mas quase: os americanos Katie Ledecky e Michael Phelps foram eleitos os melhores nadadores do planeta por quase todas as publicações.
Katie Ledecky em ação no Rio-2016 - Foto: Michael Dalder/Reuters

Katie Ledecky (foto: Michael Dalder/Reuters)

O prêmio oferecido pela revista Swimming World é o mais tradicional do esporte: é oferecido desde 1964. O da FINA, por sua vez, tem caráter oficial e foi criado somente em 2010. Tem feito escolhas polêmicas e ainda precisa encontrar seu formato ideal – o atual é baseado em uma tabela de pontos, que, entre outras aberrações, coloca no mesmo nível conquistas em piscina curta e piscina longa, o que justifica a escolha de Katinka Hosszu nos últimos três anos enquanto Katie Ledecky era praticamente unanimidade.
Mas a discussão aqui é outra. Ledecky e Phelps foram os melhores para a maioria. Mas houve aqueles que escolheram Hosszu e Adam Peaty. Quais são os critérios? Alguns escolhem o nadador com mais vitórias e glórias; outros preferem aquele que chegou mais perto da perfeição em uma performance individual espetacular.
Houve anos em que não houve discussão. Em diversas temporadas recentes, como 2003, 2007 e 2008, no masculino, Michael Phelps foi o melhor em todos os critérios: foi o mais vencedor, o mais dominante, o autor dos recordes mais impressionantes. Há outros exemplos: Inge de Bruijn em 2000, Ian Thorpe em 2001, Missy Franklin em 2012.
O atual critério utilizado pela FINA valoriza somente os nadadores versáteis, que disputam várias competições e tem um leque de provas variado. Com isso, em 2015, premiou Hosszu e o australiano Mitch Larkin, em escolha muito criticada. Por isso, criou uma espécie de “prêmio de consolação” na ocasião, destinado aos melhores índices técnicos do ano, laureando assim Ledecky e Peaty, esses sim escolhidos por todas as publicações os melhores de 2015.
Adam Peaty celebra sua vitória nos 100m, peito - Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Adam Peaty (foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Ao colocar na balança versatilidade e hegemonia, muitas vezes a escolha é difícil. Em 2016, Adam Peaty, com seu 57s13 nos 100m peito nos Jogos Olímpicos, chocou o mundo. Está muito distante de seus concorrentes na prova e provavelmente demorará muito até que outro nadador supere a marca. E fica a pergunta: esse desempenho único supera os dois ouros e uma prata individual de Michael Phelps, além de três ouros nos revezamentos, nos Jogos Olímpicos? Para alguns sim, tamanha superioridade do britânico. Para outros não, pois seis medalhas olímpicas, sendo cinco ouros, é um feito gigantesco.
No feminino, também há discussão. Katie Ledecky teve os melhores resultados técnicos, com seus impressionantes recordes mundiais nos 400m e, sobretudo, nos 800m livre. Ela já nos acostumou nos últimos anos às suas marcas espetaculares, mas continua surpreendendo. E, ao contrário de Peaty, prima também pela quantidade: conquistou quatro ouros e uma prata na Olimpíada do Rio de Janeiro. Mas, em termos de quantidade, Ledecky tem uma rival imbatível: Katinka Hosszu. Três ouros e uma prata individuais no Rio, conquistou nove medalhas no Mundial de curta e mais de 100 na Copa do Mundo este ano. Conseguiu o feito de ter todos os recordes individuas húngaros em pisicna curta. E também prima pela qualidade: seu recorde mundial dos 400m medley na Olimpíada foi quase tão impressionante quanto as marcas de Ledecky.
Entre as mulheres, a qualidade venceu, pois, no caso de Ledecky, também estava aliada à quantidade. No masculino, deu Phelps – sua versatilidade superou a qualidade que Peaty mostrou em somente uma prova.
E para você, quais são os principais aspectos na escolha dos melhores nadadores do mundo?
Por Daniel Takata

Convenção da Fina: oportunidade de expor sua marca
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Terminou ontem em Windsor a 13ª edição do Campeonato Mundial de piscina curta, evento que reuniu diversas estrelas da natação internacional, coroou Katinka Hosszu que subiu nove vezes ao pódio e assistiu ao Brasil conquistar três medalhas, sendo uma delas o ouro para Etiene Medeiros nos 50m costas. Além das emoções na piscina, Windsor-2016 ainda foi palco da Convenção da Fina e premiou os melhores atletas das modalidades aquáticas da temporada.

É normal que nos grandes eventos internacionais da entidade diversas marcas ligadas aos esportes aquáticos exponham seus produtos para o público e convidados. Em Windsor não foi diferente e durante a Convenção da Fina, realizada no luxuoso Caesar Park Hotel, aconteceu uma feira de exibição. Uma das marcas presentes ao encontro foi a Arena, que também foi uma das patrocinadoras oficiais do Mundial de curta. A empresa italiana montou um grande stand e apresentou para os presentes detalhes e novidades de seus produtos.

Stand da Arena na Convenção da Fina - Foto: Site da Fina

Stand da Arena na Convenção da Fina – Foto: Site da Fina

No stand da Arena os visitantes puderam conferir informações sobre as peças da marca, sobre a tecnologia presente nos trajes e acessórios, conhecer detalhes sobre novas coleções para a próxima temporada e comprar diversos produtos para treino ou competição. Ao longo do Mundial de Windsor alguns nadadores patrocinados pela Arena passaram pelo stand e conversaram com o público e convidados, entre eles os campeões olímpicos Gregorio Paltrinieri e Sharon van Rouwendaal.

Além do stand e da loja, a Arena fez uma ação conjunta com a Nikon onde o público presente podia tirar fotografias em um grande painel alusivo ao próximo grande evento da Fina: o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Budapeste-2017. A Arena ainda ofereceu uma premiação especial para os melhores atletas do evento que acabaram sendo a húngara Katinka Hosszu e o sul-africano Chad Le Clos, dois atletas patrocinados pela marca italiana.

Por Guilherme Freitas

Colaborou Alessandro Carracio


Fina elege os melhores atletas do mundo em 2016
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Acabou a espera. A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou ontem os vencedores do prêmio de melhores atletas das modalidades aquáticas em 2016. A cerimônia aconteceu no Ceasar’s Hotel , palco da 4ª edição do Congresso Internacional da entidade, na cidade de Windsor, onde tem início amanhã o Campeonato Mundial de piscina curta. O “Soirée des Etoiles” é um evento onde os atletas premiados recebem suas honras, discursam para o público e participam de um jantar de gala. Para premiar os atletas das seis modalidades aquáticas, a entidade utilzia uma tabela de pontos com critérios já estabelecidos. Na natação a campanha nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 fez a diferença.

No masculino não haviam muitas dúvidas sobre a consagração de Michael Phelps. O maior atleta olímpico da história já havia sido eleito pela tradicional revista americana Swimming World como o melhor do ano e sua performance no Rio-2016 fez toda a diferença. Foram seis medalhas, sendo cinco de ouro. Nenhum atleta de todas as modalidades subiu tantas vezes ao pódio no Rio de Janeiro. Outro feito de destaque foi sua vitória nos 200m medley, tornando-se o primeiro nadador a vencer uma prova quatro vezes consecutivas. Outro nome que também teve méritos para receber o prêmio era o britânico Adam Peaty, que acabou levando o prêmio de melhor performance do ano devido sua avassaladora prova de 100m peito no Rio-2016, quando estabeleceu o novo recorde mundial de 57s13.

O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

Michael Phelps ganhou seis medalhas no Rio-2016 – Foto: Satiro Sodré/SSPress

A disputa feminina era mais disputada, embora o critério de pontuação da Fina já deixasse claro quem venceria: Katinka Hosszu. A dama de ferro foi implacável nesta temporada conquistando quatro medalhas no Rio-2016, sendo três delas de ouro. A húngara ainda destruiu o recorde mundial dos 400m medley e novamente venceu a Copa do Mundo de piscina curta com uma campanha superior ao ano passado. Katinka ainda deve ampliar seus feitos em 2016 com o Mundial de curta. Katie Ledecky, eleita pela Swimming World, recebeu o prêmio de melhor performance pelo seus x no Rio-2016.

Nas águas abertas nenhuma surpresa. A dupla holandesa e campeã olímpica ficou com os prêmios deste ano. No masculino Ferry Weertman, que disputa neste fim de semana o Desafio elite Rei e Rainha do Mar, e no feminino Sharon van Rouwendaal, que nada em Windsor o Mundial de piscina curta. Seus respectivos técnicos, Marcel Wouda e Philippe Lucas, também foram premiados. Na natação os melhores treinadores foram Bob Bowman e Shane Tusup.

Por Guilherme Freitas


5 razões pelas quais você não pode perder o Mundial de curta
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Começa amanhã, 6 de dezembro, a 13ª edição do Campeonato Mundial em piscina de 25 metros, a chamada piscina curta, em Windsor, no Canadá. Na alternância estabelecida pela FINA de mundiais em piscina longa em anos ímpares e mundiais de piscina curta em anos pares, chegamos à edição que fecha o ano olímpico – ou, se preferir, a que inaugura o ciclo olímpico rumo a Tóquio-2020. E é assim que os nadadores presentes irão encarar o campeonato.

Certamente não será o mais forte Mundial de todos os tempos, e a ausência de estrelas é até praxe em um Mundial de curta pós-olímpico. Mas isso não significa que não veremos grandes nomes. Pelo contrário. E tenham certeza que os que estarão lá darão seu melhor, mesmo sabendo que o mais vale é piscina de 50 metros. Esperem grandes provas, fortes tempos e até recordes mundiais. O Brasil vai com uma equipe enxuta, de 13 nadadores, e pode brigar por medalhas. Não se interessou? Veja abaixo uma lista dos cinco motivos pelos quais você não pode deixar de acompanhar o Mundial de curta desse ano.

Vista do Centro Aquático Internacional de Windsor - Foto: Divulgação

Vista do Centro Aquático Internacional de Windsor – Foto: Divulgação

1. Transmissão ao vivo em horário nobre

O Brasil tem o privilégio de ter a grande maioria das principais competições internacionais televisionada – Olimpíadas, Mundiais, Pan-Pacífico, Copa do Mundo… isso sem contar os campeonatos domésticos. E não será diferente dessa vez. o SporTV irá transmitir eliminatórias e finais, a partir de amanhã. E o horário dessa vez ajuda. O fuso horário de Windsor fará com que as finais sejam transmitidas a partir das 21:30 no horário de Brasília.

2. Medalhistas olímpicos

Não vamos mentir que um Mundial de curta em ano olímpico é um tanto esvaziado. Mesmo assim, por diversos motivos – seja para se manterem em ritmo de competição, seja por causa dos generosos prêmios em dinheiro, ou simplesmente em busca da glória -, estrelas não faltarão. Serão dez campeões olímpicos presentes: Oussama Mellouli (Tunísia), Federica Pellegrini (Itália), Cameron van der Burgh (África do Sul), Ranomi Kromowidjojo (Holanda), Chad le Clos (África do Sul), Katinka Hosszu (Hungria), Lilly King (Estados Unidos), Mireia Belmonte (Espanha), Sharon van Rouwendall (Holanda) e Gregorio Paltrinieri (Itália), sendo os últimos cinco consagrados nos Jogos do Rio de Janeiro. Vários outros medalhistas olímpicos também marcarão presença, muitos deles ausentes no circuito da Copa do Mundo, realizado entre os meses de agosto e outubro. Será interessante avaliar como retornarão após o grande evento do ano.

Mireia Belmonte - Foto: Reprodução

Mireia Belmonte – Foto: Reprodução

3. Katinka Hosszu

Nos últimos anos, o nome da húngara Katinka Hosszu foi sinônimo de medalhas e recordes. Faltava a sonhada medalha olímpica, conquista que saiu esse ano com juros e correção monetária: três ouros e uma prata. Nem assim teve descanso: venceu pela quinta vez a Copa do Mundo em piscina curta, com números de vitórias, medalhas e provas nadadas impressionantes. E o objetivo é manter os números superlativos. Há dois anos, no Mundial de curta de Doha, saiu oito medalhas individuais (quatro ouros, três pratas e um bronze), recorde na história da competição. Dessa vez, está balizada em 12 provas. Dificilmente nadará todas, e ela sabe que Mundial é diferente de Copa do Mundo. Mas chegou a um nível em que consegue administrar o cansaço e se poupar para suas próximas provas mantendo excelência. Em dez provas está balizada com o primeiro ou o segundo tempo. É favorita no costas e no medley, suas prioridades. É forte candidata em provas de meio fundo de livre e borboleta. Terá o desafio de gente como Mireia Belmonte, Federica Pelllegrini, Boglarka Kapas (sua compatriota medalhista olímpica nos 800m livre) e outras, algo que não ocorreu na Copa do Mundo. Mas apostamos em um desempenho ainda melhor que o de 2014. A dama é mais de ferro do que nunca.

4. Brasileiros

O Brasil não igualará a campanha história de 2014, em que foi campeão no quadro de medalhas com dez medalhas, sendo sete de ouro. Até pela equipe reduzida, de somente 13 atletas, devido a restrições financeiras da CBDA. Mas o país tem tradição na competição, e das sete últimas edições não trouxe medalhas em somente uma. Dessa vez, alguns atletas aparecem com boas chances com os resultados obtidos no Troféu José Finkel, em setembro. Thiago Simon está com o segundo tempo nos 200m peito, atrás somente do alemão recordista mundial da prova Marco Koch. Etiene Medeiros tem o terceiro tempo dos 50m costas e é a atual recordista mundial e defensora do título obtido em 2014. Felipe Lima tem a segunda marca nos 50m peito, atrás do sul-africano Cameron van der Burgh, e exibiu grande fase na Copa do Mundo, tendo vencido a prova em seis etapas no circuito. Esses são os que estão balizados entre os três primeiros. De olho em Felipe França, atual campeão mundial de curta nos 50m e 100m peito, em Nicholas Santos, que já foi campeão mundial nos 50m borboleta em 2012 e prata em 2014, em Brandonn Almeida, que após um Open espetacular chega com o sexto tempo nos 400m medley, e Manuella Lyrio, quinto tempo nos 200m livre. A equipe é pequena e conta com ausências de destaques olímpicos como Thiago Pereira, Bruno Fratus, Marcelo Chierighini e João Gomes Junior. Mas tem tudo para dar continuidade à tradição de bons resultados do país no campeonato.

Nicholas Santos - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Nicholas Santos – Foto: Satiro Sodré/SSPress

5. Rivalidades

– Em 2014, Katinka Hosszu entrou com um programa de provas carregado, e logo no primeiro dia foi derrotada por Mireia Belmonte nos 200m borboleta e 400m medley. Apesar de se recuperar nas provas seguintes, Katinka tem até hoje aquelas derrotas engasgadas, e terá a chance de se vingar da espanhola.
– Nicholas Santos, por sua vez, tem um empate com Chad le Clos nos 50m borboleta: em 2012, venceu a prova e deixou o sul-africano com a prata, e em 2014 as posições se inverteram. O tira-teima será interessante.
– Outro que tem uma rivalidade com le Clos é o japonês Daiya Seto, que em 2014 foi derrotado por muito pouco nos 200m borboleta e esse ano chegou a derrotar o rival na Copa do Mundo.
– Recentemente Katinka Hosszu conseguiu “unificar” os recordes nacionais húngaros em piscina curta: ela é simplesmente a recordista de todas as provas individuais. É um incentivo e tanto para sua compatriota Boglarka Kapas, atual medalhista de bronze olímpica nos 800m livre. Em piscina longa ela é a melhor do país e uma das melhores do mundo, mas na curta conseguirá tirar a Dama de Ferro do trono?
– A jamaicana Alia Atkinson, após não nadar bem na Olimpíada, voltou com tudo na Copa do Mundo, com dois recordes mundiais nos 50m e 100m peito. É a favorita em suas provas, mas terá um desafio que não teve no circuito: a americana Lilly King, simplesmente a campeã olímpica dos 100m peito. King nada muito bem em piscina de 25 jardas nas competições universitárias americanas, ou seja, tem explosão e força nas viradas, características essenciais para piscina curta.

Por Daniel Takata


Novos aplicativos aquáticos
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Ao longo dos tempos a natação passou por diversas inovações tecnológicas e foi se modernizando. Novos trajes, acessórios, equipamentos e instalações para piscinas mudaram a cara da modalidade que cada vez cresce e ganha adeptos ao redor do mundo, inclusive no universo digital. Nas últimas semanas dois novos aplicativos com muita informação sobre o esporte chegaram as lojas virtuais.

A Federação Internacional de Natação (Fina), principal entidade da natação mundial, divulgou oficialmente esta semana seu novo aplicativo. O app é gratuito e disponível em inglês. Ele é bem completo, concentrando diversos assuntos relacionados a natação como fichas dos principais nadadores federados de todo o mundo, resultados históricos dos eventos Fina e Jogos Olímpicos desde 2000, notícias, rankings e calendário dos principais eventos. No app é possível ainda encontrar nos perfis dos nadadores algumas entrevistas, curiosidades e links para páginas oficiais dos atletas.

O app da Fina - Foto: Reprodução

O app da Fina – Foto: Reprodução

Outro aplicativo lançado recentemente é o da Associação Brasileira Master de Natação (ABMN), disponível gratuitamente na Apple e Google Store para tablets e celulares. Desenvolvido pelo site Swim It Up!, o ABMN App apresenta informações sobre eventos, resultados e balizamentos das competições organizadas pela entidade e associações estaduais filiadas. O aplicativo também concentra histórico dos atletas e competições desde 2010, podendo ser usado como ferramenta para pesquisa.

Além destes novos aplicativos existem outros de natação disponíveis nas principais lojas e também de forma gratuita. Entidades como a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e a Federação Aquática Paulista (FAP) contam há um certo tempo com apps similares aos da ABMN. Pouco antes dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, Michael Phelps também lançou um app onde os interessados podem comprar seus emojis remetendo a momentos marcantes da carreira do atleta.

Por Guilherme Freitas


Os novos reis da Copa do Mundo
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Chegou ao fim mais uma temporada da Copa do Mundo de piscina curta da Fina. O circuito este ano foi disputado ao longo de nove etapas passando pela Europa e pela Ásia. Iniciada em Paris logo após o fim dos Jogos Olímpicos do Rio-2006, o evento terminou no último fim de semana em Hong Kong, coroando dois exímios nadadores de piscina curta e que levaram o prêmio de US$ 100 mil: a húngara Katinka Hosszu e o russo Vladimir Morozov.

Famosa por disputar literalmente tudo que vê pela frente, Katinka mais uma vez dominou a Copa do Mundo. Seu apelido de dama de ferro não é por acaso. Nas nove etapas ela chegou a medalhar em até 13 provas em duas pernas do circuito. A húngara ganhou ao todo 105 medalhas nesta temporada e atingiu números impressionantes. Atingiu a casa das 300 medalhas no evento, ultrapassando a marca de 200 vitórias. Números que a ajudaram a se tornar a rainha da Copa do Mundo pela quinta vez consecutiva. Um recorde que dificilmente cairá algum dia.

Morozov e Katinka: o casal real de 2016 - Foto: Giorgio Scala

Morozov e Katinka: o casal real de 2016 – Foto: Giorgio Scala

Entre os homens ninguém foi mais eficiente que Vladimir Morozov. Após uma campanha apagada no Rio-2016 e a quase não participação olímpica devido aos escândalos do esporte russo de doping, o velocista decidiu dar a volta por cima através do circuito da Fina. Dominou diversas provas de velocidade, bateu dois recordes mundiais nos 100m medley, ganhou 55 medalhas e sagrou-se pela primeira vez rei do circuito. E já declarou que esta motivado para subir ao pódio no Mundial de curta de Windsor, que acontece em dezembro.

Além da dupla campeã a Copa do Mundo registrou outros destaques. Um deles foi a jamaicana Alia Atkinson que ao longo do circuito bateu dois recordes mundiais, um nos 50m peito e igualou seu próprio recorde nos 100m peito. E Felipe Lima representou o Brasil em todas as etapas, conquistando 16 pódios sendo sete medalhas de ouro e acumulando US$ 18 mil em premiação.

Felipe Lima levou 16 medalhas na Copa do Mundo - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Felipe Lima levou 16 medalhas na Copa do Mundo – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Katinka, Morozov, Alia e Felipe assim como outros atletas que brilharam ao longo da Copa do Mundo estarão em ação no Campeonato Mundial de piscina curta, que acontecerá em dezembro na cidade de Windsor, no Canadá, encerrando este ano olímpico da natação.

Por Guilherme Freitas


Juventude e experiência em Windsor
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A CBDA anunciou finalmente a convocação da seleção brasileira para o Campeonato Mundial de piscina curta, que acontecerá em Windsor (Canadá) nos dias 6 a 11 de dezembro. Ao todo serão 14 atletas, sendo cinco deles classificados por atingir os fortíssimos índices no Troféu José Finkel mês passado. Os demais 11 completam a lista devido aos índices técnicos. Uma seleção mais enxuta em relação a Doha-2014, quando o Brasil fez sua melhor campanha em Mundiais de curta e terminou como líder no quadro de medalhas. E também uma seleção que mescla experiência de atletas consagrados com a juventude de estreantes em grandes eventos internacionais.

Do grupo que irá ao Canadá temos quatro campeões mundiais individuais em piscina curta. Kaio Márcio de Almeida foi campeão mundial nos 50m borboleta no Mundial de Xangai em 2006. Seis anos depois Nicholas Santos venceu a mesma prova na disputa do Mundial de Istambul. Em Doha-2014 Etiene Medeiros fez história ao se tornar a primeira mulher brasileira a vencer uma prova em Campeonatos Mundiais de piscina. Felipe França é o mais medalhado do grupo, somando três vitórias individuais e mais três ouros em revezamentos. Além deles há ainda Larissa Oliveira, que integrou o revezamento 4x50m medley misto que foi medalha de ouro em Doha-2014.

Etiene Medeiros vai defender seu título mundial - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Etiene Medeiros vai defender seu título mundial – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Também completam o time da experiência nadadores com muitas conquistas internacionais e que chegarão a Windsor com chances de também conquistarem suas primeiras medalhas em Mundiais de curta. Atletas como Leonardo de Deus e Felipe Lima estão há anos na seleção principal, mas ainda não conseguiram subir ao pódio nesta competição. No Canadá chances da dupla ser medalhista nos 200m borboleta e 50m peito, respectivamente, são boas. Ainda há Brandonn Almeida, Manuella Lyrio, Daiene Dias, Thiago Simon e Lucas Kanieski que também acumulam experiência no selecionado nacional e vão em buscar de uma medalha inédita.

Haverá ainda duas estreias na seleção brasileira absoluta em competições de grande porte. Estreias de nadadores do Grêmio Náutico União e que fizeram ótimas campanhas no Finkel. Em 2013 Viviane Jungblut nadou o Mundial Júnior de Dubai e agora disputa seu primeiro Mundial absoluto. No Finkel foi um dos destaques batendo recordes nacionais nas provas de fundo. A grande surpresa dessa equipe é Fernando Scheffer que na seletiva para Windsor venceu os 200m livre e garantiu uma vaga ao ser um dos melhores índices técnicos do evento.

Viviane Jungblut faz sua estreia na seleção absoluta - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Viviane Jungblut faz sua estreia na seleção absoluta – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Ainda não foram divulgado se o Brasil nadará alguma prova de revezamento. Porém, pela escalação divulgada é possível montar uma equipe para o 4x200m livre, 4x50m e 4x100m medley masculino e 4x50m e 4x100m medley misto. A missão de montar e avaliar esses possíveis revezamentos ficará a cargo dos técnicos Alberto Silva, Fernando Vanzella, Carlos Matheus, Eduardo Santos e Sérgio Marques.

Por Guilherme Freitas