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Arquivo : Michael Phelps

Michael Phelps de olho em Tóquio-2020
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No dia 17 de agosto de 2016 quando Nathan Adrian bateu na parede e concluiu a vitória americana no revezamento 4x100m medley na final olímpica no Rio de Janeiro chegava ao fim oficialmente a carreira de Michael Phelps. Naquele dia ele havia nadado a parcial de borboleta e se despedia do esporte que o transformou no maior atleta olímpico de todos os tempos. Era um adeus com chave, ou melhor, medalha de ouro. A sua 28ª nos Jogos. Uma carreira de sucesso absoluto e que dificilmente será superada algum dia. Naquele mesmo 17 de agosto, Phelps deu sua última entrevista coletiva como um atleta de elite. Dali em diante não o veríamos mais em uma Olimpíada, pelo menos dentro d’água.

Ainda faltam três anos e meio para os Jogos de Tóquio-2020, mas Phelps já começou a traçar seus planos para estar presente na maior competição do planeta. Agora não mais como nadador e nem como técnico, dirigente ou comentarista de TV. Ele pretende aportar no Japão como empresário e quer ver os melhores nadadores do mundo utilizarem acessórios de sua própria marca: a MP. “Isso se tornou uma paixão para mim e estou disposto a gastar muito e energia nessa nova função. Gosto de estar próximo a natação e acredito que poderei trabalhar nesse ramo por muitos anos”, disse o supercampeão olímpico a um jornal francês durante um evento recente em Paris.

Phelps e sua esposa Nicole em evento da MP em Paris – Foto: Lionel Bonaventure/AFP Photo

Em 2014 Phelps anunciou que retornaria as piscinas após uma breve aposentadoria de 20 meses. Ao mesmo tempo começou a atuar em parceria com a AquaSphere e seu técnico Bob Bowman no desenvolvimento de trajes e acessórios para natação competitiva. No começo de 2015 ele lançou oficialmente a MP e seguiu trabalhando juntamente com a AquaSphere na produção de produtos de alto nível utilizando sua experiência e conhecimento. Em seguida surgiram os primeiros produtos da empresa: os jammers e kneeskins Xpresso e a linha de óculos Xceed, ambos utilizados por Phelps no Rio-2016.

Hoje a MP é vendida em diversos países além dos Estados Unidos como Austrália e Brasil. No Rio de Janeiro ele foi a principal vitrine e garoto propaganda da marca durante sua campanha arrebatadora e ajudou a expandir a fama da marca. Outro detalhe é que ele opina bastante durante o trabalho de desenvolvimento dos acessórios. “Não tive esta oportunidade de alguém escutar o que eu tinha a dizer sobre um produto ou uma combinação no passado e agora estou adorando poder passar toda minha experiência de mais de 20 anos piscina. E espero que muitos nadadores utilizem nossos produtos na próxima Olimpíada. Seria um sonho se tornando realidade”, afirmou o agora ex-nadador e empresário. E aguarde que nas próximas semanas a SWIM CHANNEL fará algumas matérias sobre os trajes e acessórios da linha MP.

Por Guilherme Freitas


Qual o segredo de Katie Ledecky?
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O que fazer quando você sai de uma Olimpíada com cinco medalhas, sendo quatro de ouro, dois recordes mundiais e aos 19 anos é considerada a maior fundista de todos os tempos?

Muitos tirariam longas férias para arejar cabeça e corpo após árduos quatro anos de treinamentos.

Mas não Katie Ledecky.

Katie Ledecky (Foto: Francois Xavier Marit/Getty Images)

A americana que se consagrou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ingressou na Universidade de Stanford após a Olimpíada e não quis saber de descanso.

Resultado: nas competições universitárias, em piscinas de jardas, superou o recorde americano das 1650 jardas livre, em novembro, e na semana passada melhorou a marca nacional nas 500 jardas livre, que já era dela. E impressionou, como de costume: o tempo de 4min25s15 é cinco segundos mais rápido que o de qualquer outra nadadora, e ela tem as nove melhores marcas da história da prova.

O NCAA, principal competição universitária americana, tem suas provas femininas de natação em duas semanas. Esperem mais um show da nadadora, com a promessa de uma batalha épica nas 200 jardas com Simone Manuel, campeã olímpica dos 100m livre, contra quem já vem tendo grandes duelos – o que é um feito e tanto para Ledecky, já que as 200 jardas é praticamente uma prova de velocidade, que exige grande explosão, qualidade que ela vem aprimorando.

A maior da história?

Por tudo que já fez, muitos dizem que Katie Ledecky já é a maior nadadora de todos os tempos.

Talvez a afirmação soe exagerada no momento. Talvez a americana ainda precise de algumas conquistas para se firmar como o maior nome da natação feminina da história.

Mas, a julgar pela lista feita pelo jornalista John Lohn no livro They Ruled The Pool: The 100 Greatest Swimmers Of All Time, ela já está muito perto do topo. Lançada em 2013, a publicação coloca, na seguinte ordem, os dez maiores nomes da história: Michael Phelps, Mark Spitz, Tracy Caulkins, Krisztina Egerszegi, Janet Evans, Dawn Fraser, Johnny Weissmuller, Ian Thorpe, Matt Biondi e Shane Gould.

A maioria concorda que os feitos de Ledecky já superam os de Evans, considerada por muito tempo a maior nadadora de longas distâncias da história. Então, na pior das hipóteses, ela só está atrás de Caulkins e Egerszegi entre as mulheres.

Não é para menos. Já são seis medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro, aos 19 anos. 13 recordes mundiais batidos. Nove das dez melhores marcas da história dos 400m livre, e os 12 tempos mais rápidos dos 800m livre. Nessa última prova, baixou o recorde mundial em quase dez segundos em quatro anos – para efeito de comparação, foram necessários 30 anos, de 1978 a 2008, para que uma melhora em nível semelhante, de dez segundos e meio, fosse observada. Muitos consideram seu tempo de 8min04s79 um dos mais impressionantes da história.

Katie Ledecky e um de seus quatro ouros olímpicos em 2016 (foto: USA Today Sports)

Muitos perguntam: qual é o segredo de Katie Ledecky?

Michael Phelps, o maior nadador da história, tem flexibilidade acima da média, grande envergadura, centro de massa de seu corpo ideal para a natação pés grandes – enfim, o corpo perfeito para um nadador.

Não é o que ocorre com Ledecky.

Quando o Comitê Olímpico dos Estados Unidos a fez passar por uma bateria de testes físicos logo após os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, nos quais ela venceu os 800m livre, os resultados, segundo seu treinador Bruce Gemmel, não foram dignos de nota. Gemmel ainda diz que, quando ela começou a nadar, não tinha uma puxada de braçada forte, não tinha um bom ritmo de pernada e não tinha grande sensibilidade na água.

Como ela chegou então onde chegou?

Disciplina, determinação e foco obviamente tiveram papéis fundamentais em sua trajetória. Mas uma técnica de nado livre desenvolvida especialmente de acordo com seu biotipo é responsável por tanta eficiência.

Uma técnica de nado perfeita para suas características

Yuri Suguiyama, seu técnico dos 10 aos 15 anos em Washington, no clube Nation’s Capital, achava o estilo de nado de sua jovem pupila OK, mas nada demais. Ela nadava como uma fundista clássica, braçadas simétricas, respiração bilateral, pernada ritmada com dois movimentos para cada ciclo de braçadas.

Ele percebeu então que, apesar de ela não ter grande envergadura ou flexibilidade, tinha uma qualidade marcante: uma enorme força nos quadris.

“Assistindo ao vídeo dos 200m livre de Michael Phelps no Mundial de Melbourne, em 2007, notei que sua pernada era constante o tempo inteiro. E suas braçadas não eram simétricas. Ele nadava meio “mancando”. Braçada esquerda mais curta, braçada direita mais longa. Respirando o tempo inteiro apenas para um único lado. Pensei, ‘Katie pode fazer isso.’ Podia aproveitar a fúria que ela tinha ao nadar,” diz Suguiyama para essa reportagem.

Katie Ledecky, aos nove anos, pede autógrafo a Michael Phelps (foto: arquivo pessoal/Katie Ledecky)

Para incorporar tal técnica, é preciso ter muita força nos quadris. Uma força que muitos nadadores têm, mas poucas nadadoras possuem.

“Descobrimos que é uma técnica que se aproveita muito da força dos quadris, e com eles consigo um ritmo e uma rotação muito boa do meu corpo. E tenho muita força nos quadris,” diz Ledecky. “Essa técnica me faz aproveitar muito bem essa característica.”

O clichê de que Ledecky nada como um homem é justificado em sua técnica de nado.

Veja o vídeo abaixo com comentários de Suguiyama e Gemmel sobre a técnica da nadadora (em inglês).

Esse é o aspecto técnico. Mas existe outro tão importante destacado por Gemmel.

“Não existe fórmula mágica. Ela não tem uma envergadura grande. Não tem uma excepcional flexibilidade nos pés. Assim como Michael (Phelps), seu grande diferencial está na cabeça. E no coração. O apetite pela competição, o ódio de perder, o desejo pelo desafio. E não apenas o desafio na competição, mas também nos treinamentos.”

Ledecky mostra também um interesse acima da média na evolução de sua natação. Estuda de maneira dedicada suas análises biomecânicas, através de dados e vídeos. É uma obcecada em melhorar o aproveitamento de suas braçadas. Tem os números em sua cabeça de quantas braçadas precisa executar por distância e coloca em prática todos os dias.

Certa vez, um site listou 40 dicas para nadar como Katie Ledecky. Seu treinador Bruce Gemmel compartilhou a matéria no Twitter e acrescentou: “Dica número 41: trabalhe duro. Muito duro.”

Por Daniel Takata


Manaudou pode retornar um dia a natação? Phelps crê que sim
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A natação é um esporte de idas e vindas. É comum nadadores despontarem ainda muito jovens ao estrelato e decidirem se aposentar das piscinas precocemente. Já cansamos de ver histórias assim. Ian Thorpe e Anthony Ervin  são alguns exemplos de atletas que muito novos já eram grandes campeões e se aposentaram para seguir outros caminhos com menos de 25 anos. O caso mais recente é o de Florent Manaudou.

Campeão olímpico em Londres-2012 aos 21 anos, o gigante francês de 2m de altura anunciou após a última Olimpíada no Rio-2016 sua precoce aposentadoria das piscinas aos 25 anos para concretizar um sonho de juventude: jogar handebol. Atuar no esporte de quadra em alto nível era um desejo antigo do francês que praticou a modalidade durante a adolescência. Hoje ele está treinando com a equipe Aix en Provence e sonha com a possibilidade de estrear profissionalmente na liga francesa.

Manaudou deixou a natação para se dedicar ao handebol – Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

Por ainda ser jovem (terá 29 anos em Tóquio-2020) e caso não tenha sucesso nas quadras será possível um retorno de Manaudou as piscinas? É uma pergunta difícil de responder, mas Michael Phelps que já passou por esta situação afirmou em entrevista a um jornal francês que o ex-velocista tem potencial para retornar. “Tudo é possível. Nós vimos como ele é talentoso e muito rápido. Se ele decidir voltar a natação de alto nível e fazer os sacrifícios necessários, acredito que ele será capaz”, disse o multicampeão olímpico que se aposentou pela primeira vez aos 27 anos, mas retornou as piscinas apenas 18 meses depois.

Manaudou abriu mão de fazer história nas piscinas. Em 2015, quando foi campeão mundial em Kazan com 21s19, tornou-se o homem mais rápido do mundo a nadar os 50m livre sem auxílio de trajes. Não repetiu o desempenho Rio de Janeiro, mas poderia neste ciclo olímpico tentar se aproximar do recorde mundial de Cesar Cielo. O francês até nadou amistosamente um evento no fim do ano passado, mas sem ambições de competir. Repetirá a trajetória da irmã que se aposentou aos 22 anos para chegar novamente anos depois e chegar as Jogos Olímpicos? Ainda faltam três anos e meio para Tóquio-2020 e quem sabe nesse meio de caminho Florent Manaudou não volte a nadar e confirme as palavras de Phelps.

Por Guilherme Freitas


“Hoje a natação é uma paz para mim”, diz Michael Phelps
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Ao longo de 16 anos de carreira competitiva, Michael Phelps conquistou nada mais do que 28 medalhas olímpicas, 34 medalhas em Campeonatos Mundiais, dezenas de recordes e uma infinidade de marcas e estatísticas que permanecerão intactas por muito tempo. Tornou-se um mito, uma lenda viva. Hoje não se pode falar de Jogos Olímpicos sem associá-los ao seu nome. E a história da natação pode muito bem ser dividida entre antes e depois de Phelps. Suas últimas braçadas foram dadas no Olympic Aquatic Stadium durante a final do revezamento 4x100m medley, na última prova do Rio-2016. Ao deixar a piscina chegava ao fim a carreira mais vitoriosa de nosso esporte. Mas como esta a vida de Michael Phelps pós-natação?

Ao fim dos Jogos Rio-2016, Phelps anunciou que abandonava o esporte competitivo de vez. Não haveria um retorno como aconteceu em 2014, após uma breve pausa de 18 meses. O  americano estava decidido a pendurar a sunga e curtir a vida com a esposa Nicole e filho Boomer. Nos últimos meses passou a encarar uma rotina totalmente diferente da de um atleta profissional. Durante boa parte de seu tempo esteve viajando pelos Estados Unidos promovendo seus negócios e participando de diversos eventos. Procurou se divertir com a família e também encontrou-se com o astro do basquete Le Bron James durante uma partida da NBA.

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Se no primeiro semestre do ano passado seu foco era treinar exaustivamente para subir ao pódio nos Jogos do Rio-2016, hoje Phelps dá prioridade para seus negócios pessoais. Principalmente para a Fundação Michael Phelps e a MP, sua marca de acessórios esportivos. Mas mesmo nesta rotina maluca e corrida de eventos e viagens, ele sempre encontra tempo para nadar, mas agora como um hobby.

“Hoje nadar representa uma grande paz para mim, uma forma de escapar e estar sozinho. Como estou aposentado posso nadar do jeito e quanto eu quiser. Cair na piscina para mim é algo que sempre vai fazer parte da minha vida”, disse o supercampeão olímpico durante um evento na semana passada. Além de manter a cabeça sã dando suas braçadas, Phelps também utiliza a modalidade para manter a forma física. Ele revelou neste mesmo evento que além da natação, costuma correr, pedalar e levantar peso para se exercitar.

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

O fim da carreira é sempre bastante pessoal. Há atletas que encaram melhor do que outros, afinal é um ciclo da vida que chega ao fim. Phelps segue sua vida e dá suas braçadas sempre que possível como uma forma de relaxar. A natação lhe proporcionou tudo nesta vida e ele jamais vai deixar de amar este esporte.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Os maiores recordistas mundiais da atualidade
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Você sabe quem são os cinco nadadores que detém o maior número de recordes mundiais individuais atualmente? Listamos aqui esses nadadores, todos multicampeões olímpicos e mundiais. Uma curiosidade é que são quatro mulheres e apenas um homem. E este homem é Michael Phelps! Assista ao vídeo, descubra quem são todos eles e assine o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Fina elege os melhores atletas do mundo em 2016
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Acabou a espera. A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou ontem os vencedores do prêmio de melhores atletas das modalidades aquáticas em 2016. A cerimônia aconteceu no Ceasar’s Hotel , palco da 4ª edição do Congresso Internacional da entidade, na cidade de Windsor, onde tem início amanhã o Campeonato Mundial de piscina curta. O “Soirée des Etoiles” é um evento onde os atletas premiados recebem suas honras, discursam para o público e participam de um jantar de gala. Para premiar os atletas das seis modalidades aquáticas, a entidade utilzia uma tabela de pontos com critérios já estabelecidos. Na natação a campanha nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 fez a diferença.

No masculino não haviam muitas dúvidas sobre a consagração de Michael Phelps. O maior atleta olímpico da história já havia sido eleito pela tradicional revista americana Swimming World como o melhor do ano e sua performance no Rio-2016 fez toda a diferença. Foram seis medalhas, sendo cinco de ouro. Nenhum atleta de todas as modalidades subiu tantas vezes ao pódio no Rio de Janeiro. Outro feito de destaque foi sua vitória nos 200m medley, tornando-se o primeiro nadador a vencer uma prova quatro vezes consecutivas. Outro nome que também teve méritos para receber o prêmio era o britânico Adam Peaty, que acabou levando o prêmio de melhor performance do ano devido sua avassaladora prova de 100m peito no Rio-2016, quando estabeleceu o novo recorde mundial de 57s13.

O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

Michael Phelps ganhou seis medalhas no Rio-2016 – Foto: Satiro Sodré/SSPress

A disputa feminina era mais disputada, embora o critério de pontuação da Fina já deixasse claro quem venceria: Katinka Hosszu. A dama de ferro foi implacável nesta temporada conquistando quatro medalhas no Rio-2016, sendo três delas de ouro. A húngara ainda destruiu o recorde mundial dos 400m medley e novamente venceu a Copa do Mundo de piscina curta com uma campanha superior ao ano passado. Katinka ainda deve ampliar seus feitos em 2016 com o Mundial de curta. Katie Ledecky, eleita pela Swimming World, recebeu o prêmio de melhor performance pelo seus x no Rio-2016.

Nas águas abertas nenhuma surpresa. A dupla holandesa e campeã olímpica ficou com os prêmios deste ano. No masculino Ferry Weertman, que disputa neste fim de semana o Desafio elite Rei e Rainha do Mar, e no feminino Sharon van Rouwendaal, que nada em Windsor o Mundial de piscina curta. Seus respectivos técnicos, Marcel Wouda e Philippe Lucas, também foram premiados. Na natação os melhores treinadores foram Bob Bowman e Shane Tusup.

Por Guilherme Freitas


O que é o Golden Goggle Awards?
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Na última segunda-feira o luxuoso salão do New York Marriott Marquis, na Times Squares em Nova York, sediou a festa de premiação do tradicional Golden Goggle Awards, evento promovido pela USA Swimming e que premia anualmente os melhores atletas da natação americana. Com vídeos emocionantes ao longo da apresentação, discursos de grandes ídolos do passado e um jantar de gala, esta cerimônia é considerada o Oscar da natação dos Estados Unidos. Mas o que é o Golden Goggle Awards?

O prêmio foi criado em 2004 pela USA Swimming visando valorizar seus atletas e ajudar na promoção da modalidade no país. Anualmente são premiados os melhores atletas, performances e técnicos que recebem troféus banhados em ouro no formato de óculos de natação em uma cerimônia de gala e transmissão ao vivo. Mas além de todo esse caráter festivo, o Golden Goggle Awards também tem uma nobre missão. O evento visa arrecadar fundos para a Fundação Americana de Natação, que tem como objetivo ajudar a massificar a prática do esporte buscando salvar vidas, além de formar novos atletas e cidadãos. Doações e a venda de ingressos para a cerimônia são outras formas de arrecadação da Fundação em prol da natação local.

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 - Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Na edição de 2016 do prêmio o tema principal não poderia deixar de ser outro: os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Além da importância do evento, a campanha dos americanos no Olympic Aquatic Stadium no Parque Olímpico foi impecável: 33 medalhas, sendo 16 de ouro, oito de prata e nove de bronze, além de três novos recordes mundiais superados. A melhor campanha olímpica de todos os tempos. O palco do teatro foi decorado em tons verde e amarelo, alusivos ao Brasil e toda a equipe olímpica americana foi apresentada aos presentes ao som de samba.

Foram entregues ao todo nove prêmios durante a noite. Os principais ficaram com os nadadores que mais conquistaram medalhas no Rio-2016. No masculino Michael Phelps, que deixou o Rio de Janeiro com seis medalhas, ganhou na categoria de melhor nadador do ano e confirmou oficialmente sua aposentadoria das piscinas. Na categoria feminina o prêmio ficou com Katie Ledecky, que na Olimpíada destruiu recordes e se firmou como a melhor fundista de todos os tempos ao faturar cinco medalhas. Outras premiações de destaque foram para Simone Manuel (melhor performance feminina pelos 100m livre), Michael Phelps (melhor performance masculina pelos 200m borboleta) e Anthony Ervin (prêmio de perseverança pela vitória nos 50m livre).

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Nem todos, porém, foram convidados para a grande noite de festa. Envolvidos na confusão do falso assalto em um posto no Rio de Janeiro os nadadores Ryan Lochte, Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger ficaram de fora. Suspensos pela USA Swimming eles não podem participar de nenhum evento promovido pela federação americana e nem tiveram seus nomes citados ao longo do prêmio.

Assista abaixo a todas as premiações da noite:

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: os cinco maiores adversários de Michael Phelps
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A Swim Channel TV apresenta aqui um vídeo especial listando os cinco maiores que o gênio Michael Phelps teve durante sua carreira. Rivalidades sadias e competitivas como contra os compatriotas Ian Crocker e Ryan Lochte, um duelo em busca da consagração internacional contra o então super astro Ian Thorpe e duelos explosivos como os memoráveis embates contra Chad Le Clos e Milorad Cavic no nado borboleta. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!


A LENDA
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O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

O adeus de veio de Michael Phelps das piscinas veio com medalha de ouro! O maior atleta olímpico de todos os tempos encerrou sua gloriosa carreira com mais uma vitória para seu incrível currículo: ouro com o revezamento 4x100m medley e com novo recorde olímpico. Ao lado de Ryan Murphy, Cody Miller e Nathan Adrian ele recebeu no pódio do Estádio Aquático Olímpico sua 28ª medalha olímpica, a 23ª dourada. Um recorde que dificilmente será alcançado algum dia. Listamos aqui alguns dos feitos conquistados por este gênio chamada Michael Phelps. Confira:

28 medalhas olímpicas

23 medalhas de ouro (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley, revezamentos 4x200m livre e 4x100m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, 100m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x200m livre e 4x100m medley em Londres-2012, 200m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley no Rio-2016)

3 medalhas de prata (200m borboleta e revezamento 4x100m livre em Londres-2012, 100m borboleta no Rio-2016)

2 medalhas de bronze (200m livre e revezamento 4x100m livre em Atenas-2004)

3 recordes olímpicos superados ao longo da carreira (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, revezamento 4x100m medley no Rio-2016)

16 medalhas conquistadas em provas individuais, recorde absoluto

12 medalhas conquistadas em revezamento, recorde absoluto

30 finais olímpicas (200m borboleta em Sydney-2000, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Londres-2012, 100m e 200m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley no Rio-2016)

5 edições de Jogos Olímpicos disputados (Sydney-2000, Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016)

1 LENDA

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Embate de titãs nos 200m medley
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Poucas provas até o momento puderam contar em sua final com todos os medalhões ou atletas sempre apontados como favoritos. Até este quinto dia de competições no Estádio Aquático Olímpico, já assistimos falhas de Zetao Ning nos 100m livre, Daniel Gyurta nos 200m peito e Chad Le Clos nos 200m borboleta. Porém, este não é o caso dos 200m medley. Aqui, todos os grandes favoritos a medalha estarão na água.

E será sem dúvida nenhuma uma prova extremamente disputada e imprevisível. Podemos separar a disputa por dois grupos. O primeiro é do quarteto formado por Michael Phelps, Ryan Lochte, Kosuke Hagino e Thiago Pereira, que são apontados na maioria das apostas e palpites como os principais favoritos a subirem no pódio, principalmente pelos resultados obtidos neste ciclo olímpico.

Michael Phelps e Thiago Pereira estão na final - Foto: Vitor Silva/SSPress

Michael Phelps e Thiago Pereira estão na final – Foto: Vitor Silva/SSPress

No segundo grupo estão Shun Wang, Dan Wallace, Hiromasa Fujimori e Philip Heintz. Não estão no nível do primeiro quarteto citado aqui, mas tiveram resultados expressivos nos últimos anos. Wang levou o bronze nesta prova no Campeonato Mundial de Kazan e Wallace integrou os revezamentos britânicos medalhistas no 4x200m livre em Kazan e aqui no Rio.

Nas semifinais Michael Phelps (1min55s78) foi o mais rápido ao vencer uma eletrizante série contra Ryan Lochte (1min56s28) e Thiago Pereira (1min57s11). Em diversos momentos da provas eles estiveram lado a lado, mas acabaram tirando um pouco o pé do acelerador para guardar energia para amanhã. Na primeira série ninguém conseguiu acompanhar Kosuke Hagino (1min57s38) que também segurou no final quando viu que tinha vaga assegurada.

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Hagino vem nadando uma maratona de provas – Foto: Delly Carr

Amanhã na final a condição física pode ser um fator determinante. Com nove quedas na água até o momento (e duas medalhas conquistadas), Kosuke Hagino é de longe o mais cansado. E mesmo sendo um dos melhores da atualidade isso pode ser um fator preocupante para o japonês. Phelps é outro que já demonstra cansaço aqui no Rio de Janeiro. Assistimos a isso na final dos 200m borboleta anteontem, mas ele é Michael Phelps e pode tirar um coelho da cartola a qualquer momento.

Por outro lado, alguns nadadores chegam mais descansados. Thiago Pereira é o melhor exemplo, afinal nada apenas esta prova. Ryan Lochte também está quase “zero bala”, pois nadou até agora apenas as eliminatórias e finais do revezamento 4x200m livre.

Ryan Lochte - Foto de Clive Rose

Ryan Lochte – Foto de Clive Rose/Getty Images

A final poderia ter ainda Henrique Rodrigues, que acabou piorando seu tempo em relação as eliminatórias. Com 1min59s23 ele terminou apenas na nona colocação. Se tivesse repetido o desempenho da tarde estaria na final e podendo lutar por uma medalha.

Os quatro principais favoritos sabem que a luta entre eles por uma medalha promete ser intensa e imprevisível. Porém, não podem achar que a outra metade dos participantes irá se contentar em apenas participar e colocar no currículo que foi finalista olímpico. Pelo que vimos nas eliminatórias e nas semifinais qualquer erro pode custar muito caro na final de amanhã.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil