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Arquivo : Michael Phelps

Treinos que gostaríamos de fazer (ou não)
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Ian Thorpe (foto: Ian Waldie/Reuters)

Confiram abaixo algumas séries que Ian Thorpe fazia em seus treinos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Sydney (fonte: Swim It Up!):

– 12x100m braço a cada 1m00, mantendo 57-58s.
– 5x100m perna (com prancha) a cada 4min00s. Todos abaixo de 1min01s.
– 7x200m a cada 5min00s. Média de 1min51s. Último para menos de 1min50s.
– 5x(4x400m):
4 a cada 4min50s para baixo de 4min40s
4 a cada 4min40s para baixo de 4min30s
4 a cada 4min30s para baixo de 4min20s
4 a cada 4min20s para baixo de 4min10s
4 a cada 4min10s mantendo 4min02s

Seriezinha de base de Michael Phelps, toda de crawl, descrita em seu livro Sem Limites: a incansável busca pelo prazer de vencer:

1x800m, 2x700m, 3x600m, 4x500m, 5x400m, 6x300m, 7x200m, 8x100m.
Total (só da série): 12 mil metros.

Consta que americano Tom Dolan, ex-recordista mundial e bicampeão olímpico dos 400m medley, chegou a treinar 30 mil metros em um único dia, divididos em três períodos. O mais impressionante é que Dolan, companheiro de Gustavo Borges na Universidade de Michigan, era asmático e tinha menor capacidade de respiração em relação a uma pessoa normal. Sua história de superação será assunto de um post em breve.

Ryan Lochte certa vez declarou para a revista da FINA que o treino mais pesado que já fez foi 100x100m. Com aquecimento e soltura, o treino totalizou 13.400m. “Levamos uma semana para nos recuperarmos, e obviamente não tivemos uma semana de folga, e sim de treinos normais.” O problema não foi a série, afinal uma série de 100x100m não é novidade no mundo da natação. Mas sim que a série era toda de crawl, na piscina longa, a cada 1min10s!

No Brasil, Poliana Okimoto tem algumas séries de matar. E, assim como Lochte, não esquece uma série de 100x100m. Que na verdade foi executada duas vezes, no mesmo dia, de manhã e à tarde, em uma véspera de Natal. Ela também já chegou a fazer 200x100m em uma única sessão, mas diz que fazer 100x100m duas vezes naquele dia foi o pior treino de sua vida (veja mais detalhes nessa entrevista).

Poliana Okimoto (foto: Satiro Sodré)

Em entrevista para a Swim Channel nº 8, antes dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Cesar Cielo citou algumas de suas séries inesquecíveis.

“Teve uma série em Auburn, nossa, eu passei o dia vendo estrelinha de tontura! Foram 30x100m perna na longa a cada 1min30s! Foi engraçado porque o técnico apareceu e falou assim: “pessoal, é só fazer o intervalo.” Eu pensei, “esse cara tá muito louco, como assim ‘só fazer o intervalo’?” Eu tenho que segurar uma intensidade forte para fazer 1min22s, 1min23s. Eu sou cheio de ficar fazendo conta na cabeça, então chegou no 13º, comecei a ver estrelinha, começou a dar tontura, e pensei, “meu Deus, eu não tô nem na metade ainda!” Chegou no 17º eu perdi o intervalo, ele me passou para a raia que estava fazendo a cada 1min40s, e foi uma série que depois que acabou fiquei meia hora boiando na piscina. Foi complicado, essa doeu bastante mesmo!”

“Tem uma aqui no Brasil que é um desafio que o Albertinho passa para mim e para o Nicolas (Oliveira). A gente faz tiros de 50m a cada 2 minutos simulando a volta dos 100m livre, tentando nadar entre 24s4 e 25s0. A gente faz quantos conseguir até a hora que o tempo subir o tempo acima do planejado. Então quando eu faço 25s0, ele dá um minuto a mais de intervalo e a gente tenta de novo, se não conseguir a série acaba. Não tem um número determinado de tiros de 50m. Teve uma vez que eu fiz quatro para 24s, e falei: “Albertinho, acho que não dá pra fazer mais”. Ele disse “pô, mas você fez, tem que ir pra mais um!” Eu falei que não ia dar, ele falou para eu fazer. Aí eu tentei um quinto tiro, mas já foi pra 26s e alguma coisa, o lactato aquele dia subiu de um jeito que eu fiquei, nossa, fiquei quase que 30 minutos deitado com a perna pra cima, lactato bombando. Entrei na piscina de gelo, mas não adiantou nada. Fiquei meia hora pra poder ficar em pé de novo, foi uma série muito difícil mesmo.”

E aí, vai encarar?

Por Daniel Takata


Michael Phelps de olho em Tóquio-2020
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No dia 17 de agosto de 2016 quando Nathan Adrian bateu na parede e concluiu a vitória americana no revezamento 4x100m medley na final olímpica no Rio de Janeiro chegava ao fim oficialmente a carreira de Michael Phelps. Naquele dia ele havia nadado a parcial de borboleta e se despedia do esporte que o transformou no maior atleta olímpico de todos os tempos. Era um adeus com chave, ou melhor, medalha de ouro. A sua 28ª nos Jogos. Uma carreira de sucesso absoluto e que dificilmente será superada algum dia. Naquele mesmo 17 de agosto, Phelps deu sua última entrevista coletiva como um atleta de elite. Dali em diante não o veríamos mais em uma Olimpíada, pelo menos dentro d’água.

Ainda faltam três anos e meio para os Jogos de Tóquio-2020, mas Phelps já começou a traçar seus planos para estar presente na maior competição do planeta. Agora não mais como nadador e nem como técnico, dirigente ou comentarista de TV. Ele pretende aportar no Japão como empresário e quer ver os melhores nadadores do mundo utilizarem acessórios de sua própria marca: a MP. “Isso se tornou uma paixão para mim e estou disposto a gastar muito e energia nessa nova função. Gosto de estar próximo a natação e acredito que poderei trabalhar nesse ramo por muitos anos”, disse o supercampeão olímpico a um jornal francês durante um evento recente em Paris.

Phelps e sua esposa Nicole em evento da MP em Paris – Foto: Lionel Bonaventure/AFP Photo

Em 2014 Phelps anunciou que retornaria as piscinas após uma breve aposentadoria de 20 meses. Ao mesmo tempo começou a atuar em parceria com a AquaSphere e seu técnico Bob Bowman no desenvolvimento de trajes e acessórios para natação competitiva. No começo de 2015 ele lançou oficialmente a MP e seguiu trabalhando juntamente com a AquaSphere na produção de produtos de alto nível utilizando sua experiência e conhecimento. Em seguida surgiram os primeiros produtos da empresa: os jammers e kneeskins Xpresso e a linha de óculos Xceed, ambos utilizados por Phelps no Rio-2016.

Hoje a MP é vendida em diversos países além dos Estados Unidos como Austrália e Brasil. No Rio de Janeiro ele foi a principal vitrine e garoto propaganda da marca durante sua campanha arrebatadora e ajudou a expandir a fama da marca. Outro detalhe é que ele opina bastante durante o trabalho de desenvolvimento dos acessórios. “Não tive esta oportunidade de alguém escutar o que eu tinha a dizer sobre um produto ou uma combinação no passado e agora estou adorando poder passar toda minha experiência de mais de 20 anos piscina. E espero que muitos nadadores utilizem nossos produtos na próxima Olimpíada. Seria um sonho se tornando realidade”, afirmou o agora ex-nadador e empresário. E aguarde que nas próximas semanas a SWIM CHANNEL fará algumas matérias sobre os trajes e acessórios da linha MP.

Por Guilherme Freitas


Qual o segredo de Katie Ledecky?
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O que fazer quando você sai de uma Olimpíada com cinco medalhas, sendo quatro de ouro, dois recordes mundiais e aos 19 anos é considerada a maior fundista de todos os tempos?

Muitos tirariam longas férias para arejar cabeça e corpo após árduos quatro anos de treinamentos.

Mas não Katie Ledecky.

Katie Ledecky (Foto: Francois Xavier Marit/Getty Images)

A americana que se consagrou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ingressou na Universidade de Stanford após a Olimpíada e não quis saber de descanso.

Resultado: nas competições universitárias, em piscinas de jardas, superou o recorde americano das 1650 jardas livre, em novembro, e na semana passada melhorou a marca nacional nas 500 jardas livre, que já era dela. E impressionou, como de costume: o tempo de 4min25s15 é cinco segundos mais rápido que o de qualquer outra nadadora, e ela tem as nove melhores marcas da história da prova.

O NCAA, principal competição universitária americana, tem suas provas femininas de natação em duas semanas. Esperem mais um show da nadadora, com a promessa de uma batalha épica nas 200 jardas com Simone Manuel, campeã olímpica dos 100m livre, contra quem já vem tendo grandes duelos – o que é um feito e tanto para Ledecky, já que as 200 jardas é praticamente uma prova de velocidade, que exige grande explosão, qualidade que ela vem aprimorando.

A maior da história?

Por tudo que já fez, muitos dizem que Katie Ledecky já é a maior nadadora de todos os tempos.

Talvez a afirmação soe exagerada no momento. Talvez a americana ainda precise de algumas conquistas para se firmar como o maior nome da natação feminina da história.

Mas, a julgar pela lista feita pelo jornalista John Lohn no livro They Ruled The Pool: The 100 Greatest Swimmers Of All Time, ela já está muito perto do topo. Lançada em 2013, a publicação coloca, na seguinte ordem, os dez maiores nomes da história: Michael Phelps, Mark Spitz, Tracy Caulkins, Krisztina Egerszegi, Janet Evans, Dawn Fraser, Johnny Weissmuller, Ian Thorpe, Matt Biondi e Shane Gould.

A maioria concorda que os feitos de Ledecky já superam os de Evans, considerada por muito tempo a maior nadadora de longas distâncias da história. Então, na pior das hipóteses, ela só está atrás de Caulkins e Egerszegi entre as mulheres.

Não é para menos. Já são seis medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro, aos 19 anos. 13 recordes mundiais batidos. Nove das dez melhores marcas da história dos 400m livre, e os 12 tempos mais rápidos dos 800m livre. Nessa última prova, baixou o recorde mundial em quase dez segundos em quatro anos – para efeito de comparação, foram necessários 30 anos, de 1978 a 2008, para que uma melhora em nível semelhante, de dez segundos e meio, fosse observada. Muitos consideram seu tempo de 8min04s79 um dos mais impressionantes da história.

Katie Ledecky e um de seus quatro ouros olímpicos em 2016 (foto: USA Today Sports)

Muitos perguntam: qual é o segredo de Katie Ledecky?

Michael Phelps, o maior nadador da história, tem flexibilidade acima da média, grande envergadura, centro de massa de seu corpo ideal para a natação pés grandes – enfim, o corpo perfeito para um nadador.

Não é o que ocorre com Ledecky.

Quando o Comitê Olímpico dos Estados Unidos a fez passar por uma bateria de testes físicos logo após os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, nos quais ela venceu os 800m livre, os resultados, segundo seu treinador Bruce Gemmel, não foram dignos de nota. Gemmel ainda diz que, quando ela começou a nadar, não tinha uma puxada de braçada forte, não tinha um bom ritmo de pernada e não tinha grande sensibilidade na água.

Como ela chegou então onde chegou?

Disciplina, determinação e foco obviamente tiveram papéis fundamentais em sua trajetória. Mas uma técnica de nado livre desenvolvida especialmente de acordo com seu biotipo é responsável por tanta eficiência.

Uma técnica de nado perfeita para suas características

Yuri Suguiyama, seu técnico dos 10 aos 15 anos em Washington, no clube Nation’s Capital, achava o estilo de nado de sua jovem pupila OK, mas nada demais. Ela nadava como uma fundista clássica, braçadas simétricas, respiração bilateral, pernada ritmada com dois movimentos para cada ciclo de braçadas.

Ele percebeu então que, apesar de ela não ter grande envergadura ou flexibilidade, tinha uma qualidade marcante: uma enorme força nos quadris.

“Assistindo ao vídeo dos 200m livre de Michael Phelps no Mundial de Melbourne, em 2007, notei que sua pernada era constante o tempo inteiro. E suas braçadas não eram simétricas. Ele nadava meio “mancando”. Braçada esquerda mais curta, braçada direita mais longa. Respirando o tempo inteiro apenas para um único lado. Pensei, ‘Katie pode fazer isso.’ Podia aproveitar a fúria que ela tinha ao nadar,” diz Suguiyama para essa reportagem.

Katie Ledecky, aos nove anos, pede autógrafo a Michael Phelps (foto: arquivo pessoal/Katie Ledecky)

Para incorporar tal técnica, é preciso ter muita força nos quadris. Uma força que muitos nadadores têm, mas poucas nadadoras possuem.

“Descobrimos que é uma técnica que se aproveita muito da força dos quadris, e com eles consigo um ritmo e uma rotação muito boa do meu corpo. E tenho muita força nos quadris,” diz Ledecky. “Essa técnica me faz aproveitar muito bem essa característica.”

O clichê de que Ledecky nada como um homem é justificado em sua técnica de nado.

Veja o vídeo abaixo com comentários de Suguiyama e Gemmel sobre a técnica da nadadora (em inglês).

Esse é o aspecto técnico. Mas existe outro tão importante destacado por Gemmel.

“Não existe fórmula mágica. Ela não tem uma envergadura grande. Não tem uma excepcional flexibilidade nos pés. Assim como Michael (Phelps), seu grande diferencial está na cabeça. E no coração. O apetite pela competição, o ódio de perder, o desejo pelo desafio. E não apenas o desafio na competição, mas também nos treinamentos.”

Ledecky mostra também um interesse acima da média na evolução de sua natação. Estuda de maneira dedicada suas análises biomecânicas, através de dados e vídeos. É uma obcecada em melhorar o aproveitamento de suas braçadas. Tem os números em sua cabeça de quantas braçadas precisa executar por distância e coloca em prática todos os dias.

Certa vez, um site listou 40 dicas para nadar como Katie Ledecky. Seu treinador Bruce Gemmel compartilhou a matéria no Twitter e acrescentou: “Dica número 41: trabalhe duro. Muito duro.”

Por Daniel Takata


Manaudou pode retornar um dia a natação? Phelps crê que sim
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A natação é um esporte de idas e vindas. É comum nadadores despontarem ainda muito jovens ao estrelato e decidirem se aposentar das piscinas precocemente. Já cansamos de ver histórias assim. Ian Thorpe e Anthony Ervin  são alguns exemplos de atletas que muito novos já eram grandes campeões e se aposentaram para seguir outros caminhos com menos de 25 anos. O caso mais recente é o de Florent Manaudou.

Campeão olímpico em Londres-2012 aos 21 anos, o gigante francês de 2m de altura anunciou após a última Olimpíada no Rio-2016 sua precoce aposentadoria das piscinas aos 25 anos para concretizar um sonho de juventude: jogar handebol. Atuar no esporte de quadra em alto nível era um desejo antigo do francês que praticou a modalidade durante a adolescência. Hoje ele está treinando com a equipe Aix en Provence e sonha com a possibilidade de estrear profissionalmente na liga francesa.

Manaudou deixou a natação para se dedicar ao handebol – Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

Por ainda ser jovem (terá 29 anos em Tóquio-2020) e caso não tenha sucesso nas quadras será possível um retorno de Manaudou as piscinas? É uma pergunta difícil de responder, mas Michael Phelps que já passou por esta situação afirmou em entrevista a um jornal francês que o ex-velocista tem potencial para retornar. “Tudo é possível. Nós vimos como ele é talentoso e muito rápido. Se ele decidir voltar a natação de alto nível e fazer os sacrifícios necessários, acredito que ele será capaz”, disse o multicampeão olímpico que se aposentou pela primeira vez aos 27 anos, mas retornou as piscinas apenas 18 meses depois.

Manaudou abriu mão de fazer história nas piscinas. Em 2015, quando foi campeão mundial em Kazan com 21s19, tornou-se o homem mais rápido do mundo a nadar os 50m livre sem auxílio de trajes. Não repetiu o desempenho Rio de Janeiro, mas poderia neste ciclo olímpico tentar se aproximar do recorde mundial de Cesar Cielo. O francês até nadou amistosamente um evento no fim do ano passado, mas sem ambições de competir. Repetirá a trajetória da irmã que se aposentou aos 22 anos para chegar novamente anos depois e chegar as Jogos Olímpicos? Ainda faltam três anos e meio para Tóquio-2020 e quem sabe nesse meio de caminho Florent Manaudou não volte a nadar e confirme as palavras de Phelps.

Por Guilherme Freitas


“Hoje a natação é uma paz para mim”, diz Michael Phelps
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Ao longo de 16 anos de carreira competitiva, Michael Phelps conquistou nada mais do que 28 medalhas olímpicas, 34 medalhas em Campeonatos Mundiais, dezenas de recordes e uma infinidade de marcas e estatísticas que permanecerão intactas por muito tempo. Tornou-se um mito, uma lenda viva. Hoje não se pode falar de Jogos Olímpicos sem associá-los ao seu nome. E a história da natação pode muito bem ser dividida entre antes e depois de Phelps. Suas últimas braçadas foram dadas no Olympic Aquatic Stadium durante a final do revezamento 4x100m medley, na última prova do Rio-2016. Ao deixar a piscina chegava ao fim a carreira mais vitoriosa de nosso esporte. Mas como esta a vida de Michael Phelps pós-natação?

Ao fim dos Jogos Rio-2016, Phelps anunciou que abandonava o esporte competitivo de vez. Não haveria um retorno como aconteceu em 2014, após uma breve pausa de 18 meses. O  americano estava decidido a pendurar a sunga e curtir a vida com a esposa Nicole e filho Boomer. Nos últimos meses passou a encarar uma rotina totalmente diferente da de um atleta profissional. Durante boa parte de seu tempo esteve viajando pelos Estados Unidos promovendo seus negócios e participando de diversos eventos. Procurou se divertir com a família e também encontrou-se com o astro do basquete Le Bron James durante uma partida da NBA.

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Se no primeiro semestre do ano passado seu foco era treinar exaustivamente para subir ao pódio nos Jogos do Rio-2016, hoje Phelps dá prioridade para seus negócios pessoais. Principalmente para a Fundação Michael Phelps e a MP, sua marca de acessórios esportivos. Mas mesmo nesta rotina maluca e corrida de eventos e viagens, ele sempre encontra tempo para nadar, mas agora como um hobby.

“Hoje nadar representa uma grande paz para mim, uma forma de escapar e estar sozinho. Como estou aposentado posso nadar do jeito e quanto eu quiser. Cair na piscina para mim é algo que sempre vai fazer parte da minha vida”, disse o supercampeão olímpico durante um evento na semana passada. Além de manter a cabeça sã dando suas braçadas, Phelps também utiliza a modalidade para manter a forma física. Ele revelou neste mesmo evento que além da natação, costuma correr, pedalar e levantar peso para se exercitar.

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

O fim da carreira é sempre bastante pessoal. Há atletas que encaram melhor do que outros, afinal é um ciclo da vida que chega ao fim. Phelps segue sua vida e dá suas braçadas sempre que possível como uma forma de relaxar. A natação lhe proporcionou tudo nesta vida e ele jamais vai deixar de amar este esporte.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Os maiores recordistas mundiais da atualidade
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Você sabe quem são os cinco nadadores que detém o maior número de recordes mundiais individuais atualmente? Listamos aqui esses nadadores, todos multicampeões olímpicos e mundiais. Uma curiosidade é que são quatro mulheres e apenas um homem. E este homem é Michael Phelps! Assista ao vídeo, descubra quem são todos eles e assine o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Fina elege os melhores atletas do mundo em 2016
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Acabou a espera. A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou ontem os vencedores do prêmio de melhores atletas das modalidades aquáticas em 2016. A cerimônia aconteceu no Ceasar’s Hotel , palco da 4ª edição do Congresso Internacional da entidade, na cidade de Windsor, onde tem início amanhã o Campeonato Mundial de piscina curta. O “Soirée des Etoiles” é um evento onde os atletas premiados recebem suas honras, discursam para o público e participam de um jantar de gala. Para premiar os atletas das seis modalidades aquáticas, a entidade utilzia uma tabela de pontos com critérios já estabelecidos. Na natação a campanha nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 fez a diferença.

No masculino não haviam muitas dúvidas sobre a consagração de Michael Phelps. O maior atleta olímpico da história já havia sido eleito pela tradicional revista americana Swimming World como o melhor do ano e sua performance no Rio-2016 fez toda a diferença. Foram seis medalhas, sendo cinco de ouro. Nenhum atleta de todas as modalidades subiu tantas vezes ao pódio no Rio de Janeiro. Outro feito de destaque foi sua vitória nos 200m medley, tornando-se o primeiro nadador a vencer uma prova quatro vezes consecutivas. Outro nome que também teve méritos para receber o prêmio era o britânico Adam Peaty, que acabou levando o prêmio de melhor performance do ano devido sua avassaladora prova de 100m peito no Rio-2016, quando estabeleceu o novo recorde mundial de 57s13.

O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

Michael Phelps ganhou seis medalhas no Rio-2016 – Foto: Satiro Sodré/SSPress

A disputa feminina era mais disputada, embora o critério de pontuação da Fina já deixasse claro quem venceria: Katinka Hosszu. A dama de ferro foi implacável nesta temporada conquistando quatro medalhas no Rio-2016, sendo três delas de ouro. A húngara ainda destruiu o recorde mundial dos 400m medley e novamente venceu a Copa do Mundo de piscina curta com uma campanha superior ao ano passado. Katinka ainda deve ampliar seus feitos em 2016 com o Mundial de curta. Katie Ledecky, eleita pela Swimming World, recebeu o prêmio de melhor performance pelo seus x no Rio-2016.

Nas águas abertas nenhuma surpresa. A dupla holandesa e campeã olímpica ficou com os prêmios deste ano. No masculino Ferry Weertman, que disputa neste fim de semana o Desafio elite Rei e Rainha do Mar, e no feminino Sharon van Rouwendaal, que nada em Windsor o Mundial de piscina curta. Seus respectivos técnicos, Marcel Wouda e Philippe Lucas, também foram premiados. Na natação os melhores treinadores foram Bob Bowman e Shane Tusup.

Por Guilherme Freitas


O que é o Golden Goggle Awards?
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Na última segunda-feira o luxuoso salão do New York Marriott Marquis, na Times Squares em Nova York, sediou a festa de premiação do tradicional Golden Goggle Awards, evento promovido pela USA Swimming e que premia anualmente os melhores atletas da natação americana. Com vídeos emocionantes ao longo da apresentação, discursos de grandes ídolos do passado e um jantar de gala, esta cerimônia é considerada o Oscar da natação dos Estados Unidos. Mas o que é o Golden Goggle Awards?

O prêmio foi criado em 2004 pela USA Swimming visando valorizar seus atletas e ajudar na promoção da modalidade no país. Anualmente são premiados os melhores atletas, performances e técnicos que recebem troféus banhados em ouro no formato de óculos de natação em uma cerimônia de gala e transmissão ao vivo. Mas além de todo esse caráter festivo, o Golden Goggle Awards também tem uma nobre missão. O evento visa arrecadar fundos para a Fundação Americana de Natação, que tem como objetivo ajudar a massificar a prática do esporte buscando salvar vidas, além de formar novos atletas e cidadãos. Doações e a venda de ingressos para a cerimônia são outras formas de arrecadação da Fundação em prol da natação local.

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 - Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Na edição de 2016 do prêmio o tema principal não poderia deixar de ser outro: os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Além da importância do evento, a campanha dos americanos no Olympic Aquatic Stadium no Parque Olímpico foi impecável: 33 medalhas, sendo 16 de ouro, oito de prata e nove de bronze, além de três novos recordes mundiais superados. A melhor campanha olímpica de todos os tempos. O palco do teatro foi decorado em tons verde e amarelo, alusivos ao Brasil e toda a equipe olímpica americana foi apresentada aos presentes ao som de samba.

Foram entregues ao todo nove prêmios durante a noite. Os principais ficaram com os nadadores que mais conquistaram medalhas no Rio-2016. No masculino Michael Phelps, que deixou o Rio de Janeiro com seis medalhas, ganhou na categoria de melhor nadador do ano e confirmou oficialmente sua aposentadoria das piscinas. Na categoria feminina o prêmio ficou com Katie Ledecky, que na Olimpíada destruiu recordes e se firmou como a melhor fundista de todos os tempos ao faturar cinco medalhas. Outras premiações de destaque foram para Simone Manuel (melhor performance feminina pelos 100m livre), Michael Phelps (melhor performance masculina pelos 200m borboleta) e Anthony Ervin (prêmio de perseverança pela vitória nos 50m livre).

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Nem todos, porém, foram convidados para a grande noite de festa. Envolvidos na confusão do falso assalto em um posto no Rio de Janeiro os nadadores Ryan Lochte, Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger ficaram de fora. Suspensos pela USA Swimming eles não podem participar de nenhum evento promovido pela federação americana e nem tiveram seus nomes citados ao longo do prêmio.

Assista abaixo a todas as premiações da noite:

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: os cinco maiores adversários de Michael Phelps
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A Swim Channel TV apresenta aqui um vídeo especial listando os cinco maiores que o gênio Michael Phelps teve durante sua carreira. Rivalidades sadias e competitivas como contra os compatriotas Ian Crocker e Ryan Lochte, um duelo em busca da consagração internacional contra o então super astro Ian Thorpe e duelos explosivos como os memoráveis embates contra Chad Le Clos e Milorad Cavic no nado borboleta. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!


A LENDA
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O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

O adeus de veio de Michael Phelps das piscinas veio com medalha de ouro! O maior atleta olímpico de todos os tempos encerrou sua gloriosa carreira com mais uma vitória para seu incrível currículo: ouro com o revezamento 4x100m medley e com novo recorde olímpico. Ao lado de Ryan Murphy, Cody Miller e Nathan Adrian ele recebeu no pódio do Estádio Aquático Olímpico sua 28ª medalha olímpica, a 23ª dourada. Um recorde que dificilmente será alcançado algum dia. Listamos aqui alguns dos feitos conquistados por este gênio chamada Michael Phelps. Confira:

28 medalhas olímpicas

23 medalhas de ouro (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley, revezamentos 4x200m livre e 4x100m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, 100m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x200m livre e 4x100m medley em Londres-2012, 200m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley no Rio-2016)

3 medalhas de prata (200m borboleta e revezamento 4x100m livre em Londres-2012, 100m borboleta no Rio-2016)

2 medalhas de bronze (200m livre e revezamento 4x100m livre em Atenas-2004)

3 recordes olímpicos superados ao longo da carreira (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, revezamento 4x100m medley no Rio-2016)

16 medalhas conquistadas em provas individuais, recorde absoluto

12 medalhas conquistadas em revezamento, recorde absoluto

30 finais olímpicas (200m borboleta em Sydney-2000, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Londres-2012, 100m e 200m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley no Rio-2016)

5 edições de Jogos Olímpicos disputados (Sydney-2000, Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016)

1 LENDA

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil