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Caeleb Dressel: o maior velocista da história em piscina de jardas
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Terminou no último sábado a Divisão 1 masculina do NCAA, o campeonato americano universitário, que consagrou pelo terceiro ano consecutivo a Universidade do Texas. Novamente a equipe comandada pelo técnico Eddie Reese foi campeã superando a Universidade da Califórnia. Porém, o tricampeonato dos texanos foi ofuscado por uma atuação impressionante de Caeleb Dressel. O nadador da Universidade da Flórida ganhou o prêmio de melhor atleta da competição após esmagar recordes e firmar-se como o melhor velocista de todos os tempos em piscina de jardas.

O show de Dressel nas finais começou no segundo dia de competições nos 50 livre onde nadou para 18s23 duas vezes. Primeiro na abertura do revezamento 4×50 livre da Flórida e em seguida na prova individual. O tempo é apenas três centésimos mais lento do que a melhor marca da história na prova, que coincidentemente também é dele tendo sido estabelecida no NCAA do ano passado. Agora Dressel detém dez das dez melhores marcas de todos os tempos. Um feito incrível.

Caeleb Dressel: o nome do NCAA – Foto: Peter H. Bick

No dia seguinte o nadador teve pela frente seu mais duro obstáculo: superar o campeão olímpico nos 100 borboleta. Tido como favorito antes do início do NCAA, Joseph Schooling não conseguiu frear o ímpeto de Dressel que com 43s58 venceu não só a final como também estabeleceu a melhor marca da história na prova. Mas a performance apoteótica estava por vir nos 100 livre. O velocista era de longe o favorito a vitória, porém, pouca gente imaginava que ele não só superaria o recorde do evento como estraçalharia a marca ao concluir a final dos 100 livre com 40s00 (veja a performance abaixo).

O tempo de Dressel é tão forte que foi quase meio segundo mais veloz do que a marca que lhe deu o título no NCAA do ano passado quando ele nadou para 40s46. O grande destaque foram suas fortíssimas parciais de 19s01 na ida e 20s99 na volta que renderam um elogio de Nathan Adrian que chamou de incrível a atuação do companheiro de seleção americana e afirmou que ele esta rompendo limites antes tidos como inimagináveis. A superioridade foi tamanha que o vice-campeão Michael Chadwick chegou quase um segundo atrás de Dressel (40s95).

A natação em jardas é um outro mundo em comparação com a natação na piscina de metros. Como em jardas a ela é menor, os nadadores fazem mais viradas e consequentemente ganham mais impulsão ao longo da prova que colabora para tempos bem mais baixos do que na piscina curta, por exemplo. Porém, apenas para efeito de comparação segundo a tabela de conversão de tempos da revista Swimming World, a marca de Dressel equivaleria a 44s43 na piscina curta e 45s81 na piscina longa, marcas muito abaixo dos atuais recorde mundiais.

Caeleb Dressel já vinha aparecendo no cenário internacional desde 2013, quando sagrou-se campeão mundial júnior nos 100m livre. Em 2015 terminou a temporada como o quinto nadador mais veloz nos 50m livre e ano passado ganhou duas medalhas de ouro com o time americano nos revezamentos 4x100m medley e 4x100m livre, além de ter sido sexto colocado nos 100m livre. Uma antiga promessa que tornou-se uma realidade e que já almeja voos mais altos para buscar estar entre os maiores velocistas de todos os tempos.

Por Guilherme Freitas


Katie Ledecky pronta para fazer história no NCAA
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As provas de natação feminina do NCAA, o campeonato americano universitário, tem início na próxima quinta-feira na piscina da Indiana University que em agosto também será palco do Campeonato Mundial Júnior. Como de costume, as provas femininas do NCAA serão uma semana antes da competição masculina que normalmente é a mais assistida pelo público. Porém, este ano o evento feminino terá a principal atração de todo o circuito do NCAA. E ela atende pelo nome de Katie Ledecky.

Estudante da Universidade de Stanford ela fará em Indianópolis sua estreia no principal evento da natação universitária americana nadando três provas individuais (200, 500 e 1650 livre) e mais dois revezamentos (4×100 e 4×200 livre). O NCAA é disputado na piscina curta e em jardas, características que costumam beneficiar nadadores velozes e com bons fundamentos nas viradas. Ledecky não vinha competindo neste tipo de piscina no último ciclo olímpico, mas desde os Jogos do Rio-2016 vem aprimorando suas habilidades visando um bom desempenho na competição em Indianápolis.

Ledekcy representará Stanford – Foto: Matt Rubel/Rubel Photography

A expectativa deste NCAA é de ver a história sendo feita. Ledecky tem grandes chances de bater novos recordes nas provas mais longas e ajudar Stanford a vencer os revezamentos e quem sabe o campeonato que não vem desde 1998. Ela é disparada a grande favorita nos 500 e 1650 livre. Na primeira prova esta balizada com pouco mais de cinco segundos de vantagem para Leah Smith e mês passado estabeleceu um novo recorde nacional para a distância (4min25s15). Já na segunda tem quase 28 segundos de frente a Smith no balizamento e seu recorde nacional na prova, os 15min03s92 feitos em novembro de 2016, foi avassalador com impressionantes 25s96 de parcial nas últimas 50 jardas e colocando mais de uma volta de todas as adversárias (assista a prova abaixo).

Os 200 livre serão onde ela encarará seu maior obstáculo no NCAA. Ledecky esta balizada com o segundo melhor tempo, atrás apenas de Simone Manuel que no Rio-2016 surpreendeu o mundo ao vencer os 100m livre. As duas são estudantes e companheiras de Stanford e na pré-temporada universitária duelaram intensamente com uma melhorando o tempo da outra. Os 200 livre em jardas tem como característica ser uma prova de muita intensidade e velocidade, que favorece Manuel. Porém, Ledecky aperfeiçoou estas habilidades e é difícil apostar quem leva a melhor em Indianápolis.

Como já mostramos aqui na SWIM CHANNEL, Ledecky é uma das atletas mais dedicadas e obstinadas da atualidade e visa sempre melhorar mais e mais. Será muito interessante ver o que ela pode fazer também em piscina de jardas expandindo seus recordes e firmando cada vez mais seu nome na história da modalidade.

Por Guilherme Freitas


Vai começar o NCAA 2015
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A Divisão I do NCAA, o campeonato universitário dos Estados Unidos, vai começar. Na verdade a divisão principal do NCAA é disputada em dois locais diferentes. Primeiro, como já o ditado, vem as damas. De hoje até sábado as mulheres disputam o seu campeonato na piscina do Greensboro Aquatic Center, na Carolina do Norte. Na semana seguinte, entre os dias 26 e 28 de março, os homens caem na piscina do Campus Recreation & Wellness Center, em Iowa. As provas de natação são disputadas na distância de jardas e após o término das etapas acontecem disputas de saltos ornamentais. Em 2014 as equipes vencedoras foram Geórgia no feminino e Califórnia no masculino.

O maior destaque da competição feminina é Missy Franklin, que disputará o NCAA pela última vez em sua carreira. Ano passado ela anunciou que a se tornará uma atleta profissional e devido às regras da competição, que proíbem a participação de nadadores remunerados, Missy não poderá mais representar a Universidade da Califórnia. Além da campeã olímpica o evento conta a participação de outras atletas da seleção americana, como Simone Manuel e Elizabeth Beisel que estiveram no Mundial de Barcelona em 2013.

Missy Franklin faz sua despedida da CAL -Foto: Tim Binning/The Swim Pictures

Missy Franklin faz sua despedida da CAL -Foto: Tim Binning/The Swim Pictures

A competição masculina só começa na outra semana e o vice-campeão mundial dos 400m medley Chase Kalisz é o destaque. No Mundial de Barcelona ele foi uma das maiores surpresas da competição, pois derrotou dois medalhistas olímpicos nesta prova, o brasileiro Thiago Pereira e o japonês Kosuke Hagino. Outros nadadores conhecidos internacionalmente são o venezuelano Cristian Quintero, medalhista pan-americano em Guadalajara-2011, e Joseph Schooling, de Cingapura, medalhista no último Commonweath Games de Glagscow-2014.

O Brasil estará presente nas duas competições. No feminino apenas uma atleta cai na água: Giuliana Giglioti, que nada pela Universidade de Utah. No masculino serão quatro atletas: Arthur Mendes Júnior (Auburn), Pedro Coutinho (Louisville), Alexandre Fernandes (Universidade de Utah) e Henrique Handa Machado (UNLV). Em toda a história do NCAA o Brasil já ganhou 60 medalhas de ouro, com destaque para Gustavo Borges e Cesar Cielo, que subiram dez vezes no pódio cada um.

Chase Kalisz é o destaque do NCAA masculino - Foto: Mike Lewis/Ola Vista Photography

Chase Kalisz é o destaque do NCAA masculino – Foto: Mike Lewis/Ola Vista Photography

A Divisão II do NCAA foi disputada em Indianápolis entre os dias 10 e 14 de março. Thiago Sickert foi um dos destaques ao conquistar seis medalhas, sendo duas de ouro nos 100 e 200 livre.  A Divisão III começou ontem no Texas, e vai até sábado. Nas divisões inferiores os eventos de ambos os sexos são disputados de forma conjunta.

Os resultados em tempo real do NCAA feminino Divisão I podem ser acompanhados através deste site: http://www.swmeets.com/Realtime/NCAA/2015/

Por Guilherme Freitas


O retorno de Bruno Fratus
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Depois de quase sete meses sem competir, o velocista Bruno Fratus volta a cair numa piscina para disputar medalhas. Quarto colocado nos 50m livre nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, Fratus disputa a partir de hoje o Grand Prix de Minneapolis, nos Estados Unidos. A competição abre a temporada 2013-14 dos Grand Prix americanos e será realizada em piscina de jardas. Fazendo sua estreia neste tipo de piscina, Fratus vai ter adversários de peso como o francês Yannick Agnel, o americano Conor Dwyer e o brasileiro Cesar Cielo nas provas de 50 e 100 livre.

Em conversa com a Swim Channel, o velocista falou sobre a delicada cirurgia que se submeteu para tratar de uma lesão no ombro, os planos para sua volta as competições e sobre os treinamentos que vêm realizando com o técnico da seleção brasileira Alberto Silva, o Albertinho. Confira abaixo a entrevista com Bruno Fratus.

Bruno Fratus esta recuperado da lesão no ombro - Foto: Satiro Sodré

Bruno Fratus esta recuperado da lesão no ombro – Foto: Satiro Sodré

Swim Channel: Como foi a recuperação da cirurgia no ombro? No que a lesão estava te atrapalhando?
Bruno Fratus: Foi uma recuperação intensa e muito bem feita, pois tive a felicidade de poder contar com aquela que acredito ser a melhor equipe médica e técnica do país. A lesão me causava muita dor durante os treinos. Esse era um desconforto que ficou no passado.

Swim Channel: Durante todo esse tempo sem competir você inovou alguma coisa em seus treinamentos? Passou a fazer treinos diferentes dentro e fora d’água?
Fratus: Passei a treinar de forma de diferente sim, mais inteligente. Muitas vezes, talvez por empolgação, corremos riscos desnecessários durante o treino e estou tentando minimizar riscos de lesão principalmente.

Swim Channel: Depois de tanto tempo sem competir imagino que esteja ansioso para cair na água. Este motivado para nadar o Grand Prix contra nadadores como Cesar Cielo, Yannick Agnel e Conor Dwyer?
Fratus: Com certeza, estou bem motivado. Sou um atleta que precisa competir o máximo possível e não vejo a hora de voltar a fazer o que mais gosto.

O velocista estreia em piscina de jardas - Foto Satiro Sodré

O velocista faz sua estreia em piscina de jardas – Foto Satiro Sodré

Swim Channel: É verdade que você nunca competiu em uma piscina de jardas? Como será sua estratégia para nadar neste tipo de piscina?
Fratus: É verdade. Essa será a primeira vez que competirei em uma piscina de jardas e a estratégia que vou traçar nesse caso é prestar o máximo de atenção possível nos fundamentos e detalhes, além de nadar bem rápido.

Swim Channel: Como esta se preparando para 2014 a nível internacional? Disputar o Pan-Pacífico e o Mundial de curta são seus objetivos maiores?
Fratus: Tenho me recondicionado e focado na minha recuperação plena. Sem dúvida o Pan-Pacífico e o Mundial de curta estarão no topo da minha lista de prioridades internacionais para o ano que vem.

Swim Channel: Após a cirurgia você pretende manter-se focado nos 50m e 100m livre? Ou vai arriscar outra prova?
Fratus: 50m e 100m livre são as provas que vão estar sempre na minha programação das competições, mas se por acaso eu puder me divertir em alguma outra prova de velocidade, por que não?

Por Guilherme Freitas


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