Swim Channel

Arquivo : Abilio Couto

Ricardo Ratto entra para o Hall da Fama das águas abertas
Comentários Comente

swimchannel

No próximo sábado, dia 22 de abril, acontece em Londres a premiação da classe 2017 dos homenageados pelo Hall da Fama do International Marathon Swimming Hall of Fame (IMSHOF). Esta honraria é diferente do tradicional prêmio oferecido pela International Swimming Hall of Fame (ISHOF) e desde 1965 congratula nomes importantes de todas as modalidades aquáticas. Com sede nos Estados Unidos, a edição 2017 do ISHOF acontecerá em agosto. Nesta premiação das águas abertas serão ao todo dez personalidades da modalidade indicadas pela instituição, entre eles um brasileiro: Ricardo Ratto.

Ratto tem uma sólida carreira nas águas abertas. Técnico de natação desde a década de 1990 ele atuou como dirigente da CBDA entre 1995 e 2006, período quando a modalidade começou a se transformar em esporte olímpico e ganhar novos adeptos. Em 1999 tornou-se árbitro internacional da Fina e participou nesta função dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e de outros sete campeonatos mundiais da entidade. Uma das principais referências das águas abertas da América do Sul, Ratto é atualmente coordenador técnico de natação e águas abertas do clube Vasco da Gama.

Abilio Couto, Águas abertas, Hall da Fama, Igor de Souza, IMSHOF, Ricardo Ratto

Quem também será homenageado este ano pelo Hall da Fama será o nadador e contribuidor americano de águas abertas Steve Munatones que será aclamado como vencedor do Prêmio Poseidon. Criador do site Open Water Swimming e grande referência internacional da modalidade, Munatones sofreu um ataque cardíaco em 2016 que quase o matou. Recuperado e de volta a ativa e agora recebe mais uma justa homenagem pelos serviços em prol da natação em águas abertas. Entre outros homenageados destaque para a Organização da travessia do Canal de Gilbratar e o nadador irlandês Stephen Redmond que completou com sucesso todas as travessias do Sete Mares. Para ver a lista completa de todos os premiados clique aqui.

Além de Ricardo Ratto, o Brasil tem outros dois membros no Hall da Fama das águas abertas. Em 2001 Abílio Couto entrou para o seleto grupo de homenageados de forma póstuma já que havia falecido três anos antes. Ele foi o primeiro brasileiro a concluir a travessia do Canal da Mancha em 1958 e realizou ao longo da carreira diversas outras provas pelo mundo. Em 2004 foi a vez de Igor de Souza, primeiro brasileiro a concluir a travessia do Canal da Mancha em ida e volta e tricampeão da Travessia de Manhattan, ser homenageado pelo Hall da Fama.

Por Guilherme Freitas


Novo recorde brasileiro em Gibraltar
Comentários Comente

swimchannel

No mês passado mais um atleta brasileiro concluiu uma das maiores provas de natação em águas abertas do mundo. Natural de Votorantim, no interior de São Paulo, o nadador Marcos Salvador de Oliveira de 39 anos atravessou no dia 8 de outubro o Estreito de Gibraltar, uma faixa de água de aproximadamente 16 km que separa a Europa da região norte do continente africano. Em 3h43min ele concluiu o percurso e estabeleceu o novo recorde brasileiro na travessia. Outro dado curioso é que ele completou a prova exatos 50 anos depois de Abilio Couto, o primeiro brasileiro a atravessar o Estreito de Gibraltar a nado.

Marcos tem muita experiência em provas de águas abertas, afinal, são 16 anos nadando grandes distâncias e vinha há muito tempo treinando para encarar este desafio. “A preparação foi intensa, foram várias provas de longas distâncias, algumas de 10 km. Realizei uma travessia em mar aberto de 25 km em 7h03min em março, saindo de São Vicente até a Praia da Enseada no Guarujá. Treino seis dias por semana e a cada 15 dias nado em uma represa”, conta o atleta que se tornou o sétimo brasileiro a concluir esta que é uma das travessias mais antigas de todos os tempos.

O nadador Marcos Salvador de Oliveira - Foto: Arquivo pessoal

O nadador Marcos Salvador de Oliveira – Foto: Arquivo pessoal

Sobre atravessar os 16 km do Estreito, Marcos afirmou que a sensação é emocionante, única. “Pode aparecer exagero, mas concluir o Estreito de Gibraltar foi como ganhar uma medalha de ouro numa Olimpíada. É a realização de um sonho, já que tinha a ideia de fazer a travessia desde 2011 e este é um grande projeto que deu muito certo”, conta o nadador que realizou pizzadas, almoços, rifas e eventos para angariar fundos para sua travessia.

Com essa missão cumprida, Marcos já começa a traçar novos planos para sua carreira. “Ainda quero fazer mais algumas travessias longas aqui no Brasil. Vou participar dia 12 da Travessia 14 bis (prova de 24 km) e em dezembro nado na Represa de Itupararanga (26 km). Para o ano que vem pretendo fazer a Travessia do Leme ao Pontal (35 km) e a do Arvoredo (25 km) e quem sabe no futuro atravessar o Canal da Mancha”, planeja o mais novo brasileiro a cruzar o estreito de Gibraltar.

Por Guilherme Freitas


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>