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Entrevista com Igor de Souza
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Igor de Souza é uma referência e um dos maiores nadadores do Brasil nas águas abertas. Tricampeão da tradicional Volta de Manhattan e com outras dezenas de famosas travessias concluídas no currículo, ele tem como maior feito em sua carreira atravessar o Canal da Mancha três vezes. A primeira foi em 1996 quando partiu da Inglaterra e chegou a costa francesa em 11h06min. No ano seguinte ele voltou para as águas gélidas do Canal e tornou-se o primeiro brasileiro a completar o percurso em ida e volta. Um pioneiro que hoje auxilia nadadores a atravessar o Canal e tem em sua agenda compromissos marcados até 2019!

Atualmente diretor do Circuito Maratona Aquática, o mais antigo evento por etapas de águas abertas do país e que tem inscrições para a etapa do Guarujá abertas na SWIM CHANNEL, e gerente de marketing esportivo da Speedo Brasil, Igor contou nesta entrevista um pouco mais sobre sua carreira, os métodos de treinamento para cruzar o Canal da Mancha e outros momentos marcantes de suas braçadas pelo mundo. Leia abaixo.

O nadador Igor de Souza – Foto: Tuca Vieira

SWIM CHANNEL: Conte um pouco sobre sua carreira de nadador. Que clubes você representou quando nadava?

Igor de Souza: Meu primeiro clube foi o Clube Atlético Aramaçan em Santo André. De lá fui para o SERC Santa Maria de São Caetano do Sul e depois para a equipe da Pirelli de Santo André. Também treinei um período na Hebraica e depois no Paineiras do Morumby. Outro local por onde passei foi o IARA Clube de São Bernardo Campo, além de treinar em vários locais fora do país, como EUA, Austrália e Itália.

SC: Qual foi a sua primeira experiência nas águas abertas e porque decidiu nadar apenas essas provas mais longas?

Igor: Minha estreia em provas de águas abertas foi em 1974 aos 11 anos, na Represa Billings. A prova se chamava Travessia São Paulo à Nado e era um dos maiores eventos esportivos de São Paulo, patrocinado pelo Jornal A Gazeta que também organizava a São Silvestre e a Corrida de Ciclismo 9 de Julho. Era uma prova internacional, que tinha como convidados os atuais campeões mundiais dos 1500m livre masculino e 800m livre feminino. A distância era de 1,5 km. A decisão de nadar maratonas aquáticas veio evoluindo, sempre estive entre os melhores nadadores de 1500m livre do país, mas a nível internacional era mero coadjuvante. Nas provas de águas abertas que eram realizadas no Brasil vencia a maioria com certa facilidade. Fui convidado pelo então Diretor de Águas Abertas da CBDA, Sr. Abílio Couto, a participar do Campeonato Mundial da Modalidade que ocorreu na Itália, terminei na quarta colocação. Sempre treinei muito e vi nas maratonas aquáticas um esporte em que eu poderia ir melhor, além de sempre ter gostado de nadar no mar.

Igor atravessou três vezes o Canal da Mancha – Foto: Reprodução/Speedo

SC: Sobre o Canal da Mancha como surgiu a ideia faze-lo ida e volta? Como foi essa preparação para encarar o desafio?

Igor: Quando cruzei o Canal da Mancha pela primeira vez fui com a intenção de estabelecer um novo recorde para a prova, apesar de ter sido o mais rápido do ano, meu tempo foi muito acima do imaginado e descobri que cruzar o canal da mancha é a grande conquista, pois fazer um bom tempo na prova não depende apenas de sua condição física, depende das condições climáticas e de muita sorte. Depois do Canal, fui disputar as outras etapas do circuito mundial e conversando com vários atletas que já haviam cruzado o canal aprendi que buscar um bom tempo de cruze no canal exige fatores que não posso controlar, mas fazer a prova ida e volta, são 90% de condicionamento físico e apenas 10% das condições climáticas. Eu queria me provar, eu precisava saber do meu limite. A preparação basicamente foi a mesma que tive para me preparar para nadar o circuito mundial, inclusive, nadei as etapas do circuito antes do canal, pois dependia de bons resultados no circuito para poder fazer caixa e pagar as despesas da prova do canal. A única diferença dos outros anos de preparação foi minha preocupação de não aguentar o frio ou de “apagar” durante a prova. Para isto fiz alguns trabalhos diferenciados físicos e mentais. Para me manter focado o tempo todo, me aprofundei no taoísmo, uma filosofia chinesa que ajuda na concentração. Trabalhei minha mente para fixar que a prova era ida e volta e não que seriam duas provas, a de ida e depois a de volta, em tudo o que fazia no treino e fora dele tinha na minha cabeça que era ida e volta, por exemplo, iniciava os treinos com 800m, dividia mentalmente em 400m de ida e 400m de volta e assim por diante. Para não “apagar” na prova, pois poderia nadar até pouco mais de 24h, fiz três treinos de 24 horas nadando, no melhor deles nadei 112,8 km, melhor marca do mundo na época. Também nadei algumas vezes sozinho na represa Billings, inciando os treinos por volta das 21h e terminando somente ao amanhecer. Com todo este trabalho me senti muito bem durante toda a prova e muitos me perguntam se foi a prova mais difícil que nadei e digo que não foi, nadei provas menores em que terminei muito mais desgastado. Acho que a razão foi o medo, não tinha medo do canal, não tinha medo de morrer, mas tinha muito receio de não conseguir e por esta razão treinei excessivamente e respeitei muito o canal durante toda a prova.

Igor com Gustavo Borges em evento da Speedo – Foto: Igor Andrade

SC: Outra prova que você ganhou é a Volta de Manhattan. Na sua opinião qual dessas conquistas foi mais especial?

Igor: A prova de Manhattan é uma conquista diferente do Canal da Mancha. No canal sua disputa principal é com você mesmo. Já em Manhattan era como as demais provas do circuito mundial, era uma competição. Manhattan era uma prova de grande domínio de americanos e australianos. Vencê-la te ajuda a inflar o ego, a mostrar que esta tão bem preparado como os melhores do mundo, já o canal te eleva o espírito, te alimenta a autoconfiança e te dá a sensação de gratidão pelo anos de trabalho.

SC: Além das funções de diretor e coordenador técnico você também acompanha nadadores que pretendem travessar o Canal da Mancha. Como está trabalho atualmente? Há atletas visando concluir a prova este ainda ano?

Igor: Há 16 anos levo atletas para o Canal da Mancha, já acompanhei 92 nadadores. E a cada ano vem aumentando a procura por este desafio, já tenho reservas para atletas até 2019. O clima mundial ajudou a tornar o canal um pouco mais acessível. Em 1996 quando cruzei pela primeira vez a temperatura oscilava em torno dos 11ºC, atualmente a média do canal fica em 13,8ºC, são quase 3 graus a mais, mas igualmente muito perigoso, as metodologias de treinamento, suplementação e auxílio médico também evoluíram muito, mas mesmo com tudo isto a média hoje de sucessos no canal não chega a 20%.

SC: O que esta achando do Circuito Maratona Aquática deste ano até o momento? E quais são as expectativas para as próximas etapas?

Igor: Estou surpreso com o volume de atletas praticantes, com a crise que assola o país, imaginava que teríamos uma queda nos participantes e para nossa surpresa vem se mantendo o volume de inscrições. Além da crise econômica, este é um ano complicado para realização de eventos, pois ocorreu as eleições municipais e com ela muda-se todas a máquina administrativa. Então é como começar do zero, mas mesmo assim estamos tendo um numero maior de cidades interessadas do que o número de etapas disponíveis.

Por Guilherme Freitas


Esportes aquáticos brilham no Prêmio Brasil Olímpico
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Enfim, o troféu tão esperado chegou. Acostumada a premiações de vários tipos vestindo maiô, touca e óculos, Ana Marcela Cunha estampou um enorme sorriso ao receber das mãos dos apresentadores do Prêmio Brasil Olímpico a homenagem por ser a melhor atleta de 2015 no esporte brasileiro. A maratonista, ao lado de Isaquias Queiroz, da canoagem, foi eleita na noite de terça-feira a atleta do ano no evento realizado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) no Rio de Janeiro.

Ana Marcela Cunha recebeu prêmio com Isaquias Queiroz

Ana Marcela Cunha recebeu prêmio com Isaquias Queiroz

“Foi um dos melhores anos da vida. O prêmio é para fechar com chave de ouro”, disse. Uma lembrança para coroar sua temporada marcada em especial pelo ouro nos 25km no Mundial de Kazan, na Rússia, em agosto, pelo bronze na prova olímpica dos 10km, e pela prata na equipe mista de 5km. A baiana já havia sido derrotada por Fabiana Murer em 2010 e por Martine Grael e Kahena Kunze no ano passado na mesma premiação. Além do pequeno troféu, ela recebe um prêmio de R$30 mil. Na concorrência, superou a dupla Ágatha/Bárbara, do vôlei de praia, e Fabiana Murer, do atletismo. “Em 2016, que a gente brilhe muito e conquiste muitas medalhas”, completou a esperança de medalha olímpica na “curta” prova de 10km, fichinha para a nadadora acostumada a longas metragens.

A baiana ainda foi eleita a melhor atleta das maratonas aquáticas. Na natação, Thiago Pereira foi lembrado duas vezes: como melhor atleta da modalidade, e como o “Atleta da torcida”, que é dado a partir de votação popular, impulsionado pelo recorde de se tornar o atleta mais premiado dos Jogo Pan-Americanos, com 23 medalhas. Ele recebeu 24% dos votos, e concorreu ao lado da própria Ana Marcela, além de Alison/Bruno Schmitt (vôlei de praia), Marcelo Melo (tênis), Isaquias Queiroz (canoagem), Fabiana Murer (salto com vara), Yane Marques (pentatlo moderno) e Érika Miranda (judô).

Os outros esportes aquáticos também foram lembrados. O croata Ratko Rudic, técnico da seleção masculina de pólo aquático, venceu entre os esportes coletivos. Seu atleta Felipe Perrone foi eleito o melhor da modalidade, enquanto no Nado Sincronizado, Luisa Nunes Borges e Maria Eduarda Miccuci foram as premiadas, e Giovanna Pedroso e Ingrid de Oliveira nos Saltos Ornamentais.

Por MayraSiqueira


Uma travessia gaúcha com 92 anos de história
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Será realizada no próximo domingo, dia 8 de março, a famosa Travessia a nado de São José do Norte, competição de águas abertas que é a mais antiga do estado gaúcho. Em 1923 aconteceu a primeira edição do evento, que foi vencido pelo nadador Tibúrcio de Barros Brigido, atleta do Clube de Regatas Rio Grande. Entre a edição inaugural até 1963, foram disputadas mais 14 provas. Em 1995, graças ao empenho de Luiz Carlos Tarta (vencedor das edições de 1962 e 1963) e de Jaime Costa a travessia voltou a ser disputada.

Nadadores nos primórdios da travessia - Foto: Travessia a nado de São José do Norte/Arquivo

Nadadores nos primórdios da travessia – Foto: Travessia a nado de São José do Norte/Arquivo

A prova é disputada em linha reta nas águas do Canal que separa as cidades de São José do Norte e Rio Grande, localizadas na região sul do estado. O canal também liga a famosa Lagoa dos Patos com as águas do Oceano Atlântico. Os participantes são transportados por barcos até o píer de São José do Norte e de lá eles partem em direção ao Clube de Regatas do Rio Grande, local de chegada da prova. São cerca de 3,5 km de distância entre os dois pontos em um trajeto cheio de obstáculos e desafios.

Em seu blog, o nadador master do Grêmio Náutico União, Francismar Siviero, conta que esta travessia é a mais emocionante do Rio Grande do Sul pelas dificuldades impostas pela natureza: “Ela possui obstáculos que o nadador deve observar e respeitar. Tem uma distância média, porém exige do atleta uma resistência maior que a maioria das outras provas. Normalmente se enfrentam duas marés, uma enchente em direção a Lagoa dos Patos e outra vazante no sentido do oceano, além da correnteza das águas do canal, aliado a ventos comuns nesta região”.

Samuel de Bona é o atual campeão do desafio - Foto: Satiro Sodré

Samuel de Bona é o atual recordista da travessia – Foto: Satiro Sodré

Após a reativação do evento na década de 1990, os recordes da prova foram caindo com frequência. Atualmente o detentor da melhor marca nesta disputa é o nadador da seleção brasileira Samuel de Bona, que em 2013 venceu a prova em 39min04s. Neste domingo a prova começa as 10h e os melhores colocados serão premiados em dinheiro. As inscrições terminam amanhã e mais detalhes sobre o evento podem ser encontrados aqui: http://www.acorrg.com.br

Por Guilherme Freitas


Samuel de Bona: ‘Talvez vença na experiência’
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Ele é o atual Rei do Mar, mas a coroa está em risco neste ano: Samuel de Bona sabe que tem pela frente uma rivalidade fortíssima dentro de casa. O gaúcho que foi vencedor em 2013 fazendo dupla com a multicampeã Poliana Okimoto, mas agora, com a lesão da paulista, trocou de parceira. Ao lado da conterrânea Betina Lorscheitter, pretende superar a dupla fortíssima e destaque da temporada, Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo.

Samuel de Bona é o atual campeão do desafio - Foto: Satiro Sodré

Samuel de Bona é o atual campeão do desafio – Foto: Satiro Sodré

“Eles estão num ano excelente, mas talvez eu ganhe um pouco na experiência por já ter nadado a prova. Eles sabem como eu e a Betina trabalhamos bem em equipe. Vai ser legal ver os dois nadando juntos, eles têm afinidade, mas eu e a Betina treinamos juntos e eu estou acostumado com esse tipo de prova. Isso pode se equiparar ao bom ano deles”, disse o nadador à Swim Channel.

Samuel revelou que a prova entra cada vez mais forte ao calendário de muitos atletas das águas abertas. As férias são sempre adiadas pensando no evento. “O nível é muito alto e a prova é decidida no detalhe. Eu e a Betina preparamos nossa estratégia pra ganhar, e pensamos apenas no título”. E os concorrentes? Também já inserem a prova em sua temporada. “Todo mundo de fora quer nadar essa prova, porque ela é forte e interessante, tem que usar estratégia e trabalhar em equipe, algo que não fazemos tanto em maratonas. Recebemos muitos recados de gente de fora, pedindo para nadar e para que a gente interceda por eles. Valoriza o Brasil, que é um grande campeão nas maratonas aquáticas”.

A prova será no domingo e contará com oito duplas de sete países. Somente o Brasil terá quatro nadadores. E, além de tudo, uma estrela internacional: o alemão Thomas Lurz, por muito tempo considerado o melhor nadador de águas abertas do planeta.

“O Thomaz com certeza dá medo, é um dos maiores atletas do mundo. Mas provamos esse ano inteiro que ele não é imbatível, é como a gente. A maratona brasileira está num ótimo momento. Ele também deve estar bem acuado com a gente. Não é mais o mesmo monstro que ele era na nossa visão. Com certeza é um adversário forte, mas que entrará em nosso território, e aqui em casa ele vai sentir a pressão”, finalizou Samuel.

Poliana Okimoto e Samuel de Bona: Rainha e Rei do Mar de 2013 (foto: Satiro Sodré)

Poliana Okimoto e Samuel de Bona: Rainha e Rei do Mar de 2013 (foto: Satiro Sodré)

Poliana Okimoto, campeã na última temporada, sofreu uma lesão nas costas em 2014 que a tirou da maioria das competições, e optou por não repetir a participação no Rei e Rainha do Mar por não estar 100%.

Por Mayra Siqueira


4 mil nadadores nas águas de Copacabana
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No próximo domingo grandes nomes das águas abertas do mundo estarão em ação nas águas da Praia de Copacabana para disputar a tradicional prova de elite do Desafio Rei e Rainha do Mar. Estrelas como os campeões da Copa do Mundo da Fina, Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha, medalhistas em campeonatos mundiais como o italiano Valerio Cleri e o americano Chip Peterson e até aquele que é considerado o maior atleta da modalidade da história, o alemã Thomas Lurz são nomes confirmados no evento.

Porém, na véspera do desafio de elite cerca de 4 mil nadadores também cairão na água para disputar as provas da terceira etapa da competição. Também serão conhecidos os campeões da temporada 2014 do Rei do Mar, que é um circuito que conta com três etapas ao longo do ano. Para os nadadores amadores opção é o que não falta. Haverá três provas: sprint, classic e challenge.

As águas de Copacabana vão ferver neste sábado - Foto: Organização do Rei e Rainha do Mar

As águas de Copacabana vão ferver neste sábado – Foto: Organização do Rei e Rainha do Mar

A prova sprint é a mais curta, com 1 km de distância, e os nadadores contornam quatro boias em um percurso simples. É considerada a mais democrática por abranger atletas de diferentes níveis técnicos. A classic tem a distância de 2 km e um nível mais exigente do que a sprint. Nesta prova os atletas também nadam em apenas uma volta, contornando sete boias. Por fim, a challenge é a prova mais longa e desafiadora do Rei e Rainha do Mar tendo a distância de 4 km. O percurso é o mesmo da classic, porém, os nadadores precisam dar duas voltas nas águas de Copacabana.

Além das disputas de águas abertas, a organização do evento ainda disponibiliza outras três provas. Uma delas, e que reúne muitos nadadores, é a beach biathlon. Esta prova foi idealizada para triatletas, mas aqui os participantes só nadam (1 km) e correm na areia da Praia de Copacabana (2,5 km). Há também a Beach Run, com corrida de 5 km na areia da praia e as provas de Stand Up Paddle, modalidade que vem crescendo em popularidade no Brasil, com as distâncias de 2 km, 6 km e 12 km.

Haverá três provas de águas abertas para nadadores amadores - Foto: Satiro Sodré

Haverá três provas de águas abertas para nadadores amadores – Foto: Satiro Sodré

A organização do Desafio Rei e Rainha do Mar também incentiva a ida a Praia de Copacabana de bicicleta, já que haverá um grande bicicletário (com checagem de freio e calibragens de pneus) próximo ao ponto de largada para os participantes deixarem suas magrelas. Além da medalha e do kit, haverá um prêmio extra para os vencedores gerais de cada prova (apenas para os primeiros colocados no feminino e masculino): uma bicicleta dobrável e customizada.

A prova tem o apoio da SWIM CHANNEL, e faz parte do calendário de verão da Rede Globo, sendo transmitida ao vivo no programa Esporte Espetacular. Para mais informações sobre o evento acesse: http://www.reierainhadomar.com.br/.

Por Guilherme Freitas


Inspirada por Ayrton Senna, Ana Marcela faz história
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Ana Marcela Cunha conquistou ontem um resultado histórico para as águas abertas do Brasil. A nadadora venceu a tradicional e concorridíssima travessia Capri-Napoli e bateu o recorde da prova ao nadar os 36 km da maratona em 6h24min45s, quase sete minutos mais veloz que a antiga marca da italiana Martina Grimaldi. Considerada como uma das mais desafiadores do mundo, a Travessia Capri-Napoli liga a bela ilha de Capri com a costa da cidade de Nápoles e tem mais de 60 anos de história. Além disso, esta prova faz parte do calendário do Grand Prix da Fina. Para vencer, Ana Marcela tentou nadar o máximo do tempo possível no pelotão dos homens.

“Estou exausta, mas absurdamente feliz pelo resultado. É sensacional você acreditar em um sonho e conseguir alcançá-lo. Esta prova é muito desgastante e um desafio para poucos. Tive que impor um ritmo forte para poder acompanhar os homens sem perder o pelotão de frente. O mar não estava fácil e água muito salgada. Mas felizmente deu tudo certo e a homenagem a Ayrton Senna se completa com vitória e recorde, do jeito que ela gostava”, disse a nadadora, que nadou com uma touca inspirada no capacete do tricampeão mundial de Fórmula 1 após vencer a prova.

Ana Marcela com a touce inspirada em Ayrton Senna - Foto: Arquivo pessoal

Ana Marcela com a touce inspirada em Ayrton Senna – Foto: Arquivo pessoal

Esta foi a primeira vez que um(a) nadador(a) brasileiro(a) venceu esta tradicional prova. Grandes nomes das águas abertas do país como Abílio Couto, Igor de Souza e Renata Agondi haviam dado suas braçadas nas águas italianas, porém, jamais haviam vencido esta prova. A vitória com recorde na Itália também coroa o melhor momento da carreira da nadadora baiana.

Desde 2013 ela acumula conquistas e resultados expressivos. No Mundial de Barcelona foi vice-campeã nos 10 km e terceira colocada nos 5 km, subiu ao pódio em provas da Copa do Mundo e foi campeã do Circuito Brasileiro de águas abertas. Este ano já conquistou matematicamente o tricampeonato na Copa do Mundo de 10 km da Fina e lidera o circuito brasileiro. Com o triunfo em Capri-Nápoles, ela adiciona mais uma vitória no circuito Grand Prix da Fina, que contempla travessias com mais de 15 km de distância. Em 2012 ela venceu, com recorde, a prova de 32 km no Lac Saint Jean, no Canadá. No masculino Matheus Evangelista terminou na sétima colocação e Samir Barel em 12º lugar.

A brasileira vive o melhor momento da carreira - Foto: Satiro Sodré

A brasileira vive o melhor momento da carreira – Foto: Satiro Sodré

A vitória de Ana Marcela não foi o único fato de comemoração das águas abertas do Brasil neste fim de semana. No Lago Balaton, na Hungria, a seleção brasileira júnior do país caiu na água para disputar a segunda edição do Mundial júnior da modalidade. E voltará para casa com uma medalha de bronze no peito. Na prova de revezamento da categoria (16 a 18 anos) o trio Viviane Jungblut, Yagoh Watanabe e Marcus Silva completou os 3 km na terceira colocação com o tempo de 34min26s4.

Uma conquista história e um grande resultado para a nova geração. Cada vez mais o Brasil vai fazendo jus ao título de “país das águas abertas”.

Os jovens medalhistas do Brasil no Mundial Júnior - Foto: CBDA/Reprodução

Os jovens medalhistas do Brasil no Mundial Júnior – Foto: CBDA/Reprodução

Por Guilherme Freitas


XTerra Swim Challenge: o retorno
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O Swim Challenge esta de volta ao XTerra, um dos circuitos de esportes em outdoor mais famosos do mundo. O triatlo, a corrida na mata e o mountain bike são as modalidades mais populares desse evento que foi criado no Havaí em 1996. Atualmente é disputado em 17 países e engloba diversas competições. No Brasil é organizado pela X3M Sports Business e no dia 1º de novembro acontece o XTerra de Costa Verde, que será disputado na bela cidade de Mangaratiba, no litoral sul do Rio de Janeiro. Após um período de ausência, as provas de águas abertas voltarão a fazer parte da competição.

Inicialmente a direção do evento resolveu retirar as provas de águas abertas da grade de programação do circuito. A ideia deixou muitos atletas tristes, pois era uma das atividades provas preferidas dos participantes, pelo desafio de nadar no mar e pela adrenalina que o evento proporciona. Após pressão dos nadadores, da Speedo e também da SWIM CHANNEL, a X3M resolveu introduz novamente o Swim Challenge no XTerra.

Largada da prova de Costa Verde do ano passado - Foto: XTerra/Reprodução

Largada da prova de Costa Verde do ano passado – Foto: Inner Sports

Na etapa de Costa Verde haverá duas provas: uma de 1,5 km e outra de 3 km. O local de disputa é na baía de Mangaratiba, que tem como característica o mar calmo e uma temperatura da água bastante agradável. Um dos diferenciais do XTerra é que o nadador precisa mostrar que também tem agilidade na areia. Nesta etapa os nadadores precisam sair da água a cada volta e correr 50 metros pela praia. Em seguida, mergulham novamente para completar a prova. Ação semelhante ao que acontece na etapa de Ilhabela, quando os nadadores precisam subir em um píer a cada volta e saltar novamente na água. Adrenalina pura!

O Swim Challenge é uma das provas mais popualres do circuito - Foto: XTerra/Reprodução

O Swim Challenge é uma das provas mais popualres do circuito – Foto: XTerra/Reprodução

Além de competir o evento também promove uma união entre nadadores, triatletas e corredores, pois após a realização de todos as provas acontecerá o show do cantor Rodrigo Santos no Resort Portobello, hotel oficial do XTerra. E quem quiser ir com a família para o evento já pode ir se programando. No dia seguinte a travessia ocorre uma corrida mirim para toda a criançada conhecida como X-terra Kids. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no site oficial do XTerra Brasil: http://xterrabrasil.com.br/.

Boa sorte e Boa prova!

Salto do píer na etapa de Ilhabela - Foto: XTerra/Reprodução

Salto do píer na etapa de Ilhabela – Foto: XTerra/Reprodução

Por Guilherme Freitas


Alemães são os favoritos nas águas abertas de Berlim
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Começa nesta quarta-feira, com as provas de águas abertas, a 32ª edição do Campeonato Europeu de Esportes Aquáticos na cidade alemã de Berlim. O evento será o primeiro de uma sequência para os amantes da natação, que terá em seguida os Jogos Olímpicos da Juventude e o Campeonato Pan-Pacífico. Maior competição do velho continente, o Europeu será realizado em duas semanas. Na primeira acontecem as disputas do nado sincronizado e as travessias de 5 km, 10 km, 25 km e em equipe na distância de 5 km. Na semana que vem é a vez das provas de natação em piscina e dos saltos ornamentais. O polo aquático não é disputado neste campeonato.

Começamos pelas águas abertas que vão ser disputadas nas águas de Regattastrecke Grünau. Se nas provas de piscina os alemães são coadjuvantes, nas maratonas eles têm a melhor equipe. Os principais trunfos germânicos atendem pelos nomes de Angela Maurer e Thomas Lurz. Angela, dona de seis medalhas em Campeonatos Europeus, disputará as provas de 10 e 25 km e é cotada como favorita a vitória em ambas. Aos 39 anos de idade a veterana nadadora não ostenta a mesma forma de antes, mas ainda está no grupo das melhores maratonistas do planeta. Prova disso foi seu desempenho no Mundial de Barcelona no ano passado quando faturou duas medalhas.

Lurz é o atual tricampeão europeu dos 10 km - Foto: Gian Mattia D'Alberto / La Presse

Lurz é o atual tricampeão europeu dos 10 km – Foto: Gian Mattia D’Alberto / La Presse

No masculino o grande nome dos anfitriões é o multicampeão Thomas Lurz. Aos 34 anos de idade, ele é considerado por muitos como um dos maiores (senão o maior) maratonista de todos os tempos. Em Campeonatos Europeus Lurz já ganhou sete medalhas e é o atual tricampeão continental da distância olímpica de 10 km. Em Berlim, ele cairá na água para nadar todas as distâncias: 5, 10 e 25 km. E devido ao seu fôlego interminável deve ser um dos representantes do revezamento alemão para a prova por equipes.

Além desta dupla a Alemanha conta com a força de seu conjunto. No Mundial de Barcelona ano passado o time conquistou cinco medalhas individuais e mais o ouro na prova por equipes. Campeões mundiais ao lado de Lurz, Isabelle Härle e Christian Reichert também estará em ação no Europeu. Ela para nadar as provas de 5 e 10 km e ele para competir nos 10 km.

Angela Maurer busca mais medalhas para seu currículo - Foto: Andrea D'Errico/La Presse

Angela Maurer busca mais medalhas para seu currículo – Foto: Andrea D’Errico/La Presse

Mas o Europeu não terá somente a força da anfitriã Alemanha. Outras grandes estrelas internacionais estarão em ação nas águas de Berlim. Destaque para os italianos Valério Cleri e Martina Grimaldi, o grego Spyridon Gianniotis, a húngara Eva Risztov, o britânico Daniel Fogg e a espanhola Mireia Belmonte, que disputa a prova dos 5 km e na semana que vem os eventos em piscina.

Para muitos desses atletas o Europeu é o ponto alto da temporada. Inclusive alguns deixaram a Copa do Mundo da Fina de lado para focar seus treinamentos visando a competição em Berlim. E a expectativa é para um excelente campeonato. Será uma ótima oportunidade para observar aqueles que poderão ser os grandes adversários da fortíssima equipe brasileira nos próximos Jogos Olímpicos na Praia de Copacabana.

Para acompanhar os resultados e obter mais informações da competição, visite o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


A caminho do título
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Ana Marcela Cunha venceu a quarta etapa da Copa do Mundo de Águas Abertas da Fina, disputada na última quinta-feira em Lac. St-Jean, na cidade canadense de Roberval. Com sua segunda vitória na temporada, ela passou a liderar o circuito e se firmar como a grande favorita para conquistar mais uma vez o título da Copa do Mundo. Como em 2014 não teremos um Campeonato Mundial, Ana Marcela elegeu este circuito como sua grande prioridade para a temporada.

E ela vem cumprindo a risca essa meta. Até agora foram disputadas quatro etapas e Ana Marcela subiu ao pódio em todas elas. Venceu as duas últimas em Setúbal e Lac. St-Jean, foi prata em Viedma e bronze em Cancun. Ao todo, soma 74 pontos e abriu vantagem para as demais concorrentes. Uma de suas adversárias é Poliana Okimoto, vice-líder do circuito com 56 pontos. Porém, a campeã mundial dos 10 km não nadará mais nenhuma etapa da temporada para se recuperar de uma lesão. Sem Poliana, quem mais e aproxima de Ana Marcela é a italiana Martina Grimaldi com 44 pontos.

Ana Marcela Cunha ainda tem chance de conquistar o título - Foto: Satiro Sodré

Ana Marcela Cunha lidera a temporada 2014 da Copa do Mundo – Foto: Satiro Sodré

Não é exagero afirmar que após esta etapa Ana Marcela ficou mais perto do título da temporada, mesmo que ainda estejamos na metade do circuito. Além da boa vantagem acumulada até aqui, ela vem nadando muito bem também. A prova de Lac. St-Jean foi um claro exemplo, pois a nadadora se manteve entre as líderes durante praticamente todo o percurso. O título da Copa da Mundo não seria algo inédito para a nadadora brasileira. Ela já venceu o circuito duas vezes (em 2010 e 2012) e ano passado só perdeu o título porque não disputou uma etapa.

Se no feminino parece que não teremos muitas emoções envolvendo os líderes, no masculino teremos bastantes emoções. Apenas 14 pontos separam o líder Christian Reichert do 4º colocado Thomaz Lurz: 54 a 40. Entre eles estão Allan do Carmo e Andreas Waschburger, com 47 e 43 pontos respectivamente. E em quatro provas a serem disputadas muita coisa pode acontecer.

As próximas duas etapas da Copa do Mundo também serão disputadas no Canadá: em Lac. Magog, dia 31 de julho e em Lac. Megantic, dia 9 de agosto.

Por Guilherme Freitas


Uma ótima novidade para as águas abertas do Brasil
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O ano de 2013 para as águas abertas do Brasil foi incrível. No Campeonato Mundial de Barcelona foram cinco medalhas, incluindo o título mundial de Poliana Okimoto nos 10 km e o título de campeão geral entre nações. Na Copa do Mundo de 10 km, Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo disputaram o título até o final e terminaram a temporada na terceira colocação geral em suas categorias. E para fechar com chave de ouro, Poliana foi a eleita a melhor atleta de maratonas aquáticas pela Federação Internacional de Natação (Fina) e melhor atleta olímpica do esporte brasileiro pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Se 2013 foi um ótimo ano, 2014 começou muito bem também. Na Copa de Mundo de águas abertas, Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha subiram ao pódio nas duas primeiras etapas da temporada (Viedma e Cancun) e lideram o ranking do circuito com 38 e 34 pontos respectivamente. No masculino, o jovem Diego Villarinho terminou a etapa de Cancun na terceira posição e conquistou seu primeiro pódio em competições organizadas pela Fina.

O Brasil comemora o título de campeão geral no Mundial de Barcelona - Foto: Satiro Sodré

O Brasil comemora o título de campeão geral no Mundial de Barcelona – Foto: Satiro Sodré

Embalado por todo esse sucesso, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) resolveu apresentar uma novidade para o Troféu Maria Lenk, o principal campeonato nacional em piscina que tem início daqui a pouco mais de uma semana na cidade de São Paulo. A entidade irá realizar na raia da USP uma prova de 5 km antes da etapa final da competição em piscina. Será um evento teste, que não valerá pontos aos clubes na contagem geral do Troféu Maria Lenk e terá como grande objetivo incentivar e promover a natação de fundo do Brasil.

Por diversas vezes técnicos de águas abertas já haviam manifestado interesse de realizar uma prova de maratona aquática em conjunto com o nacional de piscina. Para eles, uma travessia seria importante para dar mais destaque e atrair atletas as provas de fundo, além de valorizar os clubes que poderiam conquistar pontos extras. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos do Rio, a ideia também agradou ao COB e esse a CBDA resolveu fazer este evento teste, que deve ser adicionado de maneira oficial para o calendário de 2015.

Vista aérea da Raia da USP (a esquerda) - Foto: Reprodução

Vista aérea da Raia da USP (a esquerda) – Foto: Reprodução

Trata-se de uma boa iniciativa atrair mais interesse e atenção a natação de fundo do Brasil. Com o sucesso alcançado pelas recentes conquistas do país nas águas abertas, o momento para divulgação da modalidade é agora. E com o provável fato de as equipes poderem somar pontos a partir do ano que vem, mais clubes investirão em nadadores de fundo visando bonificações. E isso ajudará também as futuras gerações, fazendo com que o Brasil permaneça por muito tempo no topo mundial das águas abertas.

Por Guilherme Freitas


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