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Arquivo : natação paralímpica

Daniel Dias: o mito!
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Chegou ao fim a 15ª edição dos Jogos Paralimpicos e mais uma vez Daniel Dias foi o grande nome de toda a competição ao ser o paratleta mais medalhado do evento. Daniel terminou sua campanha no Rio-2016 na liderança do pódio empatado com o também nadador ucraniano Ievgenii Bogodaiko. Na piscina do Olympic Aquatic Stadium o brasileiro conquistou nove medalhas, sendo quatro de ouro, três de prata e duas de bronze.

Se dentro d’água Daniel não bateu nenhum recorde mundial, fora d’água ele atingiu uma marca histórica. Com o resultado do Rio-2016 o nadador atingiu 24 medalhas paralímpicas e conquistou mais um recorde: tornou-se o maior medalhista da história natação paralímpica entre os homens, superando o australiano Matthew Cowdrey.  A recordista no geral é uma americana, Trischa Zorn que ganhou 55 medalhas em sete Paralimpíadas.

Daniel foi brilhante em suas quatro vitórias no Rio-2016. A primeira veio nos 200m livre onde ele sobrou, não dando chance aos rivais e ficando a apenas cinco centésimos do recorde paralímpico. Outra vitória muito superior aos adversários veio nos 100m livre com mais de quatro segundos de vantagem para o vice-campeão. Já nos 50m livre e 50m costas ele também sobrou e venceu sem dificuldades. Poderiam ser cinco ouros já que o nadador perdeu o ouro na chegada dos 50m peito para o chinês Junsheng Li.

Daniel Dias em ação - Foto: AFP Photo

Daniel Dias em ação – Foto: AFP Photo

Nos revezamentos Daniel também foi preciso. No 4x50m livre misto 20 pontos ele pode ter o prazer de dividir o pódio com seu grande ídolo Clodoaldo Silva. Foi graças a performance do Tubarão das piscinas em Atenas-2004 que Daniel começou a nadar. A prata neste revezamento foi a despedida perfeita para Clodoaldo que anunciou sua aposentadoria. Nos 4x100m livre 34 pontos (prata) e 4x100m medley 34 pontos (bronze) ele mostrou como é fora de série ao ser o único classe S5 a nadar as finais contra atletas de classe mais alta e que consequentemente são mais rápidos.

São 24 medalhas paralímpicas, dois tricampeonatos nos 100m e 200m livre e dono de dois Prêmios Laureus.  Maior paratleta do Brasil e o maior nadador em Jogos Paralímpicos. E que pode seguir ampliando seus feitos em Tóquio-2020.

Por Guilherme Freitas


As diferenças da natação paralímpica*
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por Andre Brasil

Em 1948, Ludwig Guttman organizou uma competição esportiva que envolvia veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesão na medula espinhal. O evento foi realizado em Stoke Mandeville, na Inglaterra. Quatro anos mais tarde, competidores da Holanda uniram-se aos Jogos e, assim, nasceu um movimento internacional voltado para atletas deficientes. Em 1960, a cidade de Roma foi sede da Olimpíada e, após o evento, ocorreu pela primeira vez a edição dos Jogos Paralímpicos, disputados de quatro em quatro anos logo após os Jogos Olímpicos. A natação está presente no quadro de modalidades Paralímpicas desde a primeira edição.

No Brasil, em 1984, começou então a prática de atividades físicas para pessoas com deficiência, que se iniciou pelo basquete em cadeiras de roda. A natação teve seu primeiro destaque em 1992, nos Jogos de Barcelona, quando José Afonso Medeiros ganhou a primeira medalha de ouro da modalidade em Paralimpíadas, na prova dos 50m borboleta. Em 2004, o Tubarão das Piscinas, Clodoaldo Silva, mostrou ao mundo toda a capacidade de um atleta com deficiência ao ganhar seis medalhas de ouro em Atenas.

Após assistir pela televisão a Clodoaldo Silva e a sua “trupe”, muitos jovens se interessaram pela modalidade. Entre eles, Daniel Dias e eu; quatro anos depois, estávamos lado a lado com nosso ídolo disputando os Jogos Paralímpicos de Pequim e escrevendo nova era no movimento adaptado. Mas como entender as regras da natação paralímpica? Como pessoas com doenças diferentes são classificadas e colocadas em pé de igualdade dentro da água?

Andre Brasil nada sua terceira Paralímpiada – Jonne Roriz/MPIX/CPB

Andre Brasil nada sua terceira Paralímpiada – Jonne Roriz/MPIX/CPB

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
A classificação funcional de natação paralímpica é composta por três partes: teste clínico (realizado fora da água), teste técnico (realizado na água) e observação durante a competição. Após essas etapas, cada atleta recebe uma classe. Na natação, coloca-se a letra S (swimming) na frente para indicar a modalidade. Os nados também são subdivididos em S (crawl , borboleta e costas), SB (nado peito, breastroke) e SM (medley).

Existe uma regra muito importante pela qual se definem as classes: quanto maior o grau de deficiência do atleta, menor o número que recebe. Os atletas são classificados em: doenças físico/motoras, visuais e mentais. Os nadadores com deficiência físico/motoras são classificados nas classes de 1 a 10. As classes S1 e S2 concentram atletas com severo comprometimento nos quatro membros ou grave lesão medular. (Na S1, é surpreendente observar como alguém consegue nadar com pouco movimento de cabeça e de tronco). Já na S2, há pequena diferença em relação à classe anterior na questão dos movimentos.

Nas classes seguintes, S3 a S5, competem atletas com paralisia cerebral, lesões medulares menos severas, má formação e amputações. Nadadores com paralisia, lesão medular, amputações e nanismo nadam entre as classes S6 e S10. Os deficientes visuais competem em três classes: S11, S12 e S13. Por fim, há a classe S14, destinada a atletas com deficiência mental e síndrome de down.

Daniel Dias com medalhas de Londres-2012 – Foto: Buda Mendes/CPB

Daniel Dias já ganhou 17 medalhas paralímpicas – Foto: Buda Mendes/CPB

OS ATLETAS DAS CLASSES
Na classe S1, temos um atleta brasileiro que é destaque internacional: Lucas Ito, nadador tetraplégico. Na S2, um dos símbolos é o americano Curtis Lovejoy, acidentado em guerra quando levou um tiro e teve lesão medular que paralisou seus braços e pernas parcialmente. Na S3, está o brasileiro Genezi Andrade, que teve paralisia infantil e atrofia nas duas pernas.

Na classe S4, podemos destacar o espanhol Richard Oribe, que tem paralisia cerebral. Diferentemente do que muitos pensam, essa patologia não afeta o cognitivo e sim a parte motora do cérebro, levando à perda de movimentos e de sincronia de braços e/ou pernas. Dois dos maiores nomes da natação paralímpica do Brasil estão na S5: Daniel Dias e Clodoaldo Silva, grandes amigos e rivais. Daniel tem má formação congênita e Clodoaldo paralisia cerebral de forma mais branda que Oribe.

Já na classe S6, está Talisson Glock, revelação brasileira que sofreu acidente quando criança e perdeu um dos braços e parte da perna. Na S7, o destaque é a alemã Kirsten Bruhn, campeã paralímpica em Atenas e Pequim, que não tem movimentos parciais das pernas; e, no S8, a americana Jessica Long, que tem amputadas ambas as pernas na altura do joelho.

Um dos destaques da classe S9 é a sul-africana Natalie Du Toit. Sofreu acidente de moto que resultou na amputação de uma das pernas. Em 2008, entrou para a história ao ser a única nadadora a disputar no mesmo ano uma Olimpíada – no caso a maratona aquática – e uma Paralimpíada. Estou ranqueado na classe S10, pois tive paralisia infantil e, após várias cirurgias experimentais, fiquei com diminuição da musculatura na perna esquerda e tenho um pé menor que o outro.

Fabiana Sugimori foi bicampeã paralímpica - Foto: Divulgação

Fabiana Sugimori foi bicampeã paralímpica – Foto: Divulgação

Na classe S11, nadam os atletas com nenhuma percepção de luz, como a bicampeã paralímpica (em Sydney-2000 e Atenas-2004) Fabiana Sugimori. Na S12, estão os nadadores com pouca percepção visual, como o ucraniano Maksym Veraksa, que tem apenas 5% da visão e foi o primeiro velocista a nadar os 50m livre abaixo dos 23s. Já na S13, estão aqueles com lesões mais brandas que as anteriores, caso do brasileiro Carlos Farrenberg, que teve toxoplasmose congênita e nasceu com apenas 10% da visão. Por fim, na classe S14 está Guto Ferraz, que tem deficiência mental leve e é um dos destaques na natação paralimpíca brasileira.

Hoje em dia, pessoas como nós lutam para o desenvolvimento do desporto adaptado em nosso país. Sabemos que a transformação leva tempo, mas temos convicção de que em alguns anos a Olimpíada e Paralimpíada serão uma só, a natação e natação adaptada serão uma só. Atletas de alto nível disputarão de igual para igual buscando resultados e sendo valorizados por isso. E lembrem-se sempre: “o impossível está ao alcance dos dedos. Pegue-o”.

Andre Brasil é atleta paralímpico e no momento disputa os Jogos do Rio-2016. Ganhou até hoje dez medalhas nas Paralimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012.

* Texto publicado originalmente na edição 9 da SWIM CHANNEL para adquirir a edição clique aqui.


Refugiados farão estreia em Paralímpiadas
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Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 uma das delegações mais aplaudidas pelo público presente ao Maracanã foi a do Time Olímpico dos Refugiados. Eram dez atletas de três modalidades (natação, judô e atletismo) que passavam ao mundo a essência do espírito olímpico e que o esporte pode ser um poderoso instrumento para melhorar o mundo. A natação teve dois representantes oriundos da Síria e com belas histórias de superação e agora é a vez de assistirmos isso novamente desta vez nos Jogos Paralímpicos.

Será a primeira vez na história que uma equipe de atletas refugiados competirá em uma Paralímpiada e o Comitê Internacional Paralímpico selecionou dois atletas para ter esta honra: o corredor iraniano Shahrad Nasajpour, que tem paralisia cerebral e vive nos Estados Unidos, e o nadador sírio Ibrahim Al-Hussein, uma vítima da Guerra Civil de seu país que encontrou no esporte uma oportunidade de superação.

Ibrahim al-Hussein durante treinamento na Grécia - Foto: Achilleas Zavallis/UNHCR

Ibrahim al-Hussein durante treinamento na Grécia – Foto: Achilleas Zavallis/UNHCR

Al-Hussein perdeu uma perna após uma explosão em Deir ez-Zor, sua cidade natal. Na ocasião ele tentava ajudar um amigo ferido e acabou sendo pego de surpreso por uma bomba. A lesão na perna direita foi gravíssima e ele teve que amputar parte dela. Sem condições médicas ou de segurança ele decidiu deixar a Síria e encarou a perigosa travessia sobre as águas do Mar Mediterrâneo. Hoje vive na Grécia, onde também treina para os Jogos Paralímpicos.

“Eu sonhei com esse momento por 22 anos. Pensei que meu sonho tinha acabado quando perdi minha perna, mas agora ele voltou de verdade. Mal posso acreditar que vou ao Rio”, conta o nadador que carregou a tocha olímpica na Grécia e nadará os 50m e 100m livre na classe S10. Al-Hussein espera fazer uma boa competição e também servir de inspiração para jovens sírios que foram feridos e sofrem com as atrocidades do sangrento conflito civil no país.

Por Guilherme Freitas


Brasil nada pela melhor campanha em Paralímpiadas
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Faltam exatos sete dias para o início dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. A competição tem início no próximo dia 7 de setembro com encerramento programado para o dia 18 de setembro. Serão ao todo 4,5 mil paratletas de 23 modalidades e 176 países, com exceção da Rússia que foi suspensa pelo Comitê Internacional Paralímpico (leia mais aqui). Na natação, um dos esportes mais populares dos Jogos, a previsão é que Estados Unidos, China, Ucrânia, Austrália e Brasil despontam como os favoritos a ganhar as principais medalhas.

Desde Atenas-2004 a natação brasileira vem conquistando resultados expressivos em Jogos Paralímpicos. Naquele ano brilhou a estrela de Clodoaldo Silva na categoria S4, que conquistou sete medalhas na competição e ganhou o apelido de “Michael Phelps paralímpico” pela bela campanha. Quatro anos depois quem brilhou foi a dupla Daniel Dias e André Brasil, que conquistaram respectivamente nove e cinco medalhas. Ambos também somaram mais pódios paralímpicos em Londres-2012 e chegam ao Rio como maiores destaques da maior delegação da história do país.

Daniel Dias com medalhas de Londres-2012 – Foto: Buda Mendes/CPB

Daniel Dias com medalhas de Londres-2012 – Foto: Buda Mendes/CPB

Na piscina do Estádio Aquático Olímpico estarão em ação 35 nadadores brasileiros. Duas vezes vencedor do Prêmio Laureus como melhor atleta paralímpico do mundo, Daniel Dias terá um programa extenso no Rio-2016 onde nadará nove provas e busca ampliar sua vasta coleção de medalhas. Até o momento já são 15, que faz dele o paratleta brasileiro mais vitorioso da história. O nadador, que compete na categoria S5, tem como inspiração justamente Clodoaldo Silva.

André Brasil é outro multimedalhista paralímpico. Ele já foi ao pódio dez vezes na categoria S10 e no Rio nadará oito provas, com destaque para os 50m e 100m livre e os 100m borboleta onde busca um tricampeonato. Esta semana ele revelou que o Rio-2016 poderá ser a última Paralímpiada de sua carreira onde disputará medalhas e que esta motivado por causa do filho Leonardo de três anos, que irá assisti-los das arquibancadas.

Andre Brasil nada sua terceira Paralímpiada – Jonne Roriz/MPIX/CPB

Andre Brasil nada sua terceira Paralímpiada – Jonne Roriz/MPIX/CPB

Outros três medalhistas brasileiros em Londres-2012 também estarão em ação no Rio de Janeiro. Phelipe Andrews Rodrigues, prata nos 100m livre S10, disputará três provas no Rio-2016. Na natação feminina Edenia Garcia e Joana Maria Silva tentarão voltar ao pódio paralímpico. Edenia, prata nos 50m costas S4, vai nadar duas provas e Joana, bronze nos 50m borboleta S5, esta inscrita para quatro eventos. A equipe também traz veteranos como Clodoaldo Silva e Susana Schnarndorf e renovação através de jovens que participam de suas primeiras Paralímpiadas.

A meta do Comitê Paralímpico Brasileiro é de terminar os Jogos entre os cinco maiores medalhistas no quadro geral, superando as campanhas de Pequim-2008 (nono colocado) e Londres-2012 (sétimo). Hoje o Brasil é uma potência no esporte paralímpico e conta com um dos mais modernos centros de treinamento do mundo. A natação brasileira provavelmente dará muitas medalhas ao país. Vale lembrar que em Pequim conseguiu o maior número de medalhas (19) e em Londres o maior número de ouros (9) e busca manter o crescimento em pódios que vem desde conquistando desde Atenas, uma meta possível e dentro da realidade.

Edenia Garcia é vice-campeã paralímpica – Foto: UOL Esportes

Edenia Garcia é vice-campeã paralímpica – Foto: UOL Esportes

Por Guilherme Freitas


Tecnologia na cabeça!
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Você em algum momento já deve ter assistido as provas de natação paraolímpica de atletas com deficiência visual. Sempre que o nadador esta se aproximando da parede o técnico precisa estar a postos para cutucá-lo com uma vara. Esse toque serve para avisá-lo que aquele é o momento exato para executar a virada e continuar a prova. Como nada neste mundo está imune a tecnologia, já vem sendo desenvolvido um produto totalmente inovador: uma touca que vibra no momento em que será realizada a virada.

Batizada como Blind Cap (em português touca para cegos), este acessório foi desenvolvido pela gigante de tecnologia sul-coreana Samsung em parceria com o Comitê Paralímpico da Espanha e com a agência de comunicação Cheil, de Madri.

Assista aqui ao vídeo da Blind Cap

Com tecnologia bluetooth e sensores presos a touca, o acessório emite uma vibração na cabeça do nadador sempre que ele se aproxima da parede. Para que o sinal seja captado o técnico precisa acionar o alerta em seu dispositivo manual que deve ser sincronizado com o Gear S2, o smartwatch da Samsung, ou via um aplicativo a ser instalado em algum smartphone Android.

O aparelho ainda esta em fase de testes e foi apresentado para uso apenas em competições com atletas de elite, porém devido a proximidade do início dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, que começam em 106 dias, é muito improvável que Comitê Paralímpico Internacional autorize o uso deste acessório na competição. Porém, será uma sugestão muito interessante e poderá no futuro fazer parte da realidade da natação paralímpica.

Por Guilherme Freitas


CT Paralímpico ganha seis piscinas tecnológicas
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Foi inaugurado na manhã desta segunda-feira em São Paulo, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. O local, que tem 95 mil metros quadrados de área, será um dos maiores legados dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016 que terão início no dia 7 de setembro. O local será o principal legado do esporte paraolímpico sendo totalmente equipado e adaptado com infraestrutura que atenda os atletas que estarão no evento e as futuras gerações.

O novo CT Paralímpico já é o mais moderno do mundo, superior até que o da China. E não é só a infraestrutura e aparelhagem voltadas para competição e treinamento que diferenciam o local, lá também haverá espaço para o desenvolvimento de outras atividades interdisciplinares do esporte, como medicina, fisioterapia, psicologia, fisiologia, biomecânica, nutrição, entre outras. Outro destaque serão as acomodações que permitirão que seleções e equipes estrangeiras se hospedem no CT durante training camps no Brasil.

A nadadora paralímpica Edênia Garcia e a nova piscina do CT paralímpico – Foto: Divulgação

A nadadora paralímpica Edênia Garcia e a nova piscina do CT paralímpico – Foto: Divulgação

Uma das modalidades mais importantes do esporte paraolímpico, a natação terá uma estrutura única no Brasil, como modernas piscinas e instalações. Ao todo foram construídas seis piscinas no local e todas com a tecnologia da Myrtha Pools, a mesma empresa que desenvolveu a piscina do Olympic Aquatic Stadium e empresa que é patrocinadora da FINA (Federação Internacional de Natação). Com melhora na qualidade e reaproveitamento da água utilizada, o local contará com duas piscinas (olímpica e semiolímpica) voltadas para a a sessão de treinamento dos nadadores e mais quatro piscinas de hidroterapia, instalações específicas para atividades de terapia e recuperação física. A propósito, a Myrtha Pools no Brasil vem trabalhando na inauguração e restruturação de diversas piscinas no país e pode-se dizer que o Brasil é uma das principais praças da Myrtha Pools em todo o mundo.

Há 107 dias do início dos Jogos Paralímpicos, o Comitê Paralímpico Brasileiro sai na frente, nos apresenta com bela estrutura e um grandioso legado para o esporte nacional. Um modelo que deve servir como exemplo e inspiração para as entidades responsáveis dos Jogos Olímpicos. Diversos atletas marcaram presença na inauguração da piscina, entre eles Daniel Dias que gravou um vídeo para seus seguidores nas redes sociais. Assista abaixo:

Por Guilherme Freitas


Seleção paralímpica faz bonito no evento-teste
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Dias depois do término do Troféu Maria Lenk, que definiu o time olímpico do Brasil para os Jogos Olímpicos do Rio-2016, foi realizado na mesma piscina do Estádio Olímpico Nacional o Open Internacional Caixa Loterias de Natação, competição válida pelo circuito nacional e que também foi evento-teste para os Jogos Paralímpicos que acontecem entre os dias 7 e 18 de setembro. Em ação, os principais nomes da natação paraolímpica brasileira e alguns estrangeiros.

Dentro da piscina os resultados foram bons para o Brasil. O país terminou a competição com 66 medalhas, sendo 14 de ouro, 22 de prata e 30 de bronze. André Brasil e Daniel Dias, os principais nomes da natação paraolímpica nacional, também conseguiram se destacar. André teve 100% de aproveitamento no Rio de Janeiro, ganhando todas as provas que disputou. Em entrevista ao fim do evento ele disse que agora o objetivo é conseguir bons resultados no Campeonato Europeu Paralímpico que acontecerá em Portugal, no mês de maio.

Já Daniel Dias nadou apenas três provas, pouca coisa em relação ao que esta acostumado a disputar em grandes eventos, medalhando em todas elas. Vencedor do Prêmio Laureus 2016 como melhor atleta paraolímpico, Daniel afirmou que não quis se cansar muito pois o objetivo maior será a competição em Portugal.

Andre Brasil (foto: divulgação)

Andre Brasil (foto: divulgação)

Assim como no Troféu Maria Lenk, o evento serviu também como teste para a principal competição da temporada. Além dos nadadores poderem conferir a piscina e a água, também foi testada a estrutura e acessibilidade do parque aquático já que atletas paraolímpicos, dependendo do grau de suas deficiências, necessitam de detalhes técnicos que visam também atender as exigências do Comitê Paralímpico Internacional.

A seleção brasileira terá 32 nadadores nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, que será a delegação mais numerosa do país na história do evento. A meta será superar o desempenho de Pequim-2008 quando 19 medalhas foram conquistadas, a melhor campanha do Brasil nos Jogos. Desempenho que o técnico Leonardo Tomasello acredita ser capaz de conseguir. “Nós estamos indo para a competição com a maior delegação, as chances de medalhas portanto são maiores e o fato de nadar em casa, com o calor da torcida, ginásio lotado pode nos levar a buscar a maior participação da natação paralímpica na história dos jogos”.

Por Guilherme Freitas


Daniel Dias: um fenômeno
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No último domingo chegou ao fim a quinta edição dos Jogos ParaPan-Americanos, na cidade de Toronto, no Canadá. Se na natação convencional o Brasil já havia feito uma ótima participação, igualando o número de ouros das duas últimas edições e conquistando uma inédita vitória no feminino, na natação paralímpica o resultado foi ainda melhor. Nada mais, nada menos, do que 104 medalhas (38 de ouro, 29 de prata e 37 de bronze) e o título de maior campanha da história da modalidade.

Um dos grandes colaboradores para esse resultado histórico foi Daniel Dias. O nadador de 27 anos disputou seu terceiro ParaPan e conquistou oito medalhas, todas de ouro. Essas novas medalhas juntam-se a outras 19 que já havia ganhado no Rio de Janeiro-2007 e em Guadalajara-2011. E detalhe, assim como na edição canadense todas são de ouro. Em Jogos ParaPan-Americanos Daniel Dias subiu ao pódio 27 vezes, todas no lugar mais alto do pódio. Um resultado impressionante e que lhe dá com méritos o título de Mr. Parapan.

Daniel Dias posa com um de seus ouros em Toronto - Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

Daniel Dias posa com um de seus ouros em Toronto – Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

O nadador da categoria S5 é o atleta mais condecorado da natação paralímpica brasileira. Além das 27 medalhas em ParaPan, ele ainda tem outras dezenas de conquistas em competições internacionais de primeira linha, além de vários recordes mundiais quebrados ao longo de sua carreira. Em Jogos Paralímpicos são 15 medalhas em duas edições (Pequim-2008 e Londres-2012) e em Campeonatos Mundiais são mais 30 em cinco edições disputadas (Durban-2006, Rio de Janeiro-2009, Eindhoven-2010, Montreal-2013 e Glasgow-2015). Somando estes três eventos Daniel tem impressionantes 82 medalhas: 68 de ouro, 13 de prata e uma de bronze.

Para efeito de comparação apenas o australiano Matthew Cowdrey, da categoria S9, tem números semelhantes aos de Daniel. Cowdrey, que se aposentou das piscinas no começo deste ano, conquistou 57 medalhas em Jogos Paralímpicos, Campeonatos Mundiais e no Commonwealth Games. Em Paralímpiadas ele supera Daniel pois conquistou 23 medalhas, 13 delas de ouro. Porém, como o brasileiro deverá nadar os Jogos do Rio-2016 e futuras competições no próximo ciclo paralímpico é bem provável que Daniel Dias amplie ainda esses feitos.

Daniel Dias em ação - Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Daniel Dias em ação – Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Confira abaixo um resumo das conquistas de Daniel Dias em grandes eventos:

Jogos Paralímpicos: 15 medalhas (10 de ouro, quatro de prata e uma de bronze)
Campeonatos Mundiais: 40 medalhas (31 de ouro e nove de prata)
Jogos ParaPan-Americanos: 27 medalhas (27 de ouro)
Total: 68 medalhas de ouro, 13 de prata e uma de bronze.

Por Guilherme Freitas


Mundial Paralímpico: uma prévia das Paralímpiadas
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Enquanto em Toronto inicia-se mais uma edição dos Jogos Pan-Americanos, 5,2 mil km distantes dali começa outro importante evento de grande porte. Trata-se do Campeonato Mundial Paralímpico de Natação, que terá início na próxima segunda-feira na cidade escocesa de Glasgow. Até o dia 19 de julho, os melhores nadadores paralímpicos do mundo estarão em ação no principal evento do ano e que será uma prévia dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro-2016.

Como de costume o Brasil será uma das potências do evento e espera superar o desempenho do último Mundial que foi disputado em Montreal no ano de 2013. Na ocasião a seleção brasileira conquistou 26 medalhas (11 de ouro, nove de prata e seis de bronze) e terminou na sexta colocação do quadro de medalha. Este ano o time nacional chegará muito bem cotado para voltar para casa com muitas medalhas.

Andre Brasil (foto: divulgação)

Andre Brasil disputará quatro provas em Glasgow – Foto: Divulgação

Eleito quatro vezes o melhor nadador paralímpico do mundo e vencedor do Prêmio Laureus em 2013, Daniel Dias é o grande destaque do evento. Inscrito na categoria S5 ele nadará seis provas individuais, além dos revezamentos e tentará repetir o feito de Montreal-2013 quando conquistou oito medalhas. Outra categoria que poderá turbinar o Brasil no quadro de medalhas é a S10, onde nadam André Brasil e Phelipe Rodrigues. André está inscrito para nadar quatro provas (50m e 100m livre, 100m borboleta e 100m costas) e Phelipe vai encarar os 100m e 200m livre. Ambos chegam bem cotados para novamente subirem juntos ao pódio.

Ao todo serão 23 nadadores do Brasil com destaque também para Roberto Rodriguez, Susana Schnarndorf Ribeiro e Clodoaldo Silva, todos medalhistas de ouro no último Mundial. Após as disputas em Glasgow a equipe brasileira irá para Toronto para disputar os Jogos Parapan-Americanos. Além dos brasileiros outras estrelas da natação paralímpica estarão em ação na Escócia como o canadense Benoit Huot, o ucraniano Dmytro Vynohradets e a americana Jessica Long. Veja mais informações sobre o Mundial Paralímpico de Natação no site oficial clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Natação brasileira é destaque em Mundial para atletas com síndrome de down
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Em 2014 o esporte aquático brasileiro vem tendo excelentes resultados. Nas águas abertas tivemos os títulos de Ana Marcela Cunha e Allan no Carmo na Copa do Mundo e na natação a medalha de ouro de Matheus Santana nos Jogos Olímpicos da Juventude. Também há a expectativa do Brasil conseguir seu melhor desempenho em Mundiais de piscina curta de sua história. Nas modalidades paralímpicas o resultado também vem sendo positivo.

Na última semana os brasileiros fizeram bonito em Morelia, no México, durante o 7º Campeonato Mundial de Natação para Síndrome de Down. A competição, que é organizada pela Down Syndrome International Swimming Organisation (DSISO), teve a participação de mais de 200 nadadores de 23 países. Com uma delegação de 25 atletas, o Brasil voltou pra casa com 15 medalhas: 11 de ouro e quatro de bronze, que deu ao país o terceiro lugar no quadro geral de medalhas.

O nadador Caique Aimore em ação - Foto: Fernanda Bonadia

O nadador Caíque Aimoré em ação – Foto: Fernanda Bonadia

Os principais destaques da equipe foram Kelly Antunes e Caíque Aimoré que sagraram-se bicampeões mundiais na categoria mosaico. Neste evento existem duas classes: a T21 que reúne os nadadores com a síndrome de down em sua totalidade e a classe mosaico que é para atletas com grau leve da síndrome, também conhecido como mosaicismo.

Kelly ganhou oito medalhas de ouro nos 50m, 100m e 200m peito; 50m e 100m livre, 50m e 100m borboleta e 200m medley. Caíque venceu três provas, os 50m e 100m livre e 50m peito, e faturou outros quatro bronzes nos 50m borboleta, 100m peito, 100m costas e 200m medley. As provas foram disputadas em piscina curta. A próxima edição do Mundial da DSISO será em 2016 na Itália.

Parte da delegação brasileira no Mundial da DSISO - Foto: Divulgação

Parte da delegação brasileira no Mundial da DSISO – Foto: Divulgação

Colaborou Caiubi Aimoré

Por Guilherme Freitas


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