Swim Channel

Arquivo : recorde mundial

Adam Peaty: hegemonia cada vez maior no nado peito
Comentários Comente

swimchannel

Teve início ontem em Sheffield o Campeonato Britânico de natação, mais um evento de alto nível neste mês de abril e também seletiva nacional para o Mundial de Budapeste. A competição, que vai até domingo, já registrou bons resultados como os 3min44s74 de James Guy nos 400m livre (4º melhor tempo do ano) e os 4min34s12 de Hannah Miller nos 400m medley (2ª melhor marca do ranking mundial). Mas mesmo estes bons desempenhos não chegam nem próximo do dono da melhor performance até o momento que atende pelo nome de Adam Peaty.

Na atualidade não existe ninguém capaz de nadar no mesmo nível do inglês nas provas de 50m e 100m peito. Ontem ele mostrou mais uma vez que é absoluto nos 100m peito. Nas eliminatórias já mandou 58s86 e passou para a final com uma vantagem de quase dois segundos para o segundo melhor tempo. Na finalíssima não tomou conhecimento dos adversários e só tinha o relógio como adversário. Fez 57s79, a quarta melhor performance de todos os tempos (assista a prova abaixo).

Com esse resultado Peaty agora detém as oito melhores marcas da história da prova. Ele é o único atleta que já conseguiu romper a barreira dos 58 segundos, conseguindo esta façanha em quatro oportunidades. Também é o único a nadar a parcial de peito no revezamento 4x100m medley na casa dos 56 segundos, feito que conquistou na final olímpica nos Jogos do Rio-2016 quando os britânicos ficaram com a medalha de prata. Assim como Katie Ledecky nas provas de fundo, Adam Peaty esta em outro nível e quem for nadar contra ele já entra na água para disputar a medalha de prata.

Após a etapa o nadador concedeu uma entrevista a Federação Britânica e afirmou que ainda há muito trabalho pela frente e que espera melhorar ainda mais suas futuras performances nos 100m peito para tentar baixar seu recorde mundial que é de 57s13. Neste campeonato o nadador optou por não nadar os 200m peito para se concentrar na velocidade.

Adam Peaty é hoje o melhor nadador de peito da atualidade – Foto: Alessandro Koizumi/Swim Channel

Nos 50m peito, disputados nesta terça-feira ele mais uma vez mostrou sua superioridade. Atual campeão e recordista mundial da distância, Peaty nadou nas eliminatórias para 26s62, melhor tempo da temporada e apenas 20 centésimos acima de sua melhor marca. Números que foram atualizados horas depois na final. Ele permanece como líder do ranking mundial, mas com um tempo melhor: 26s48, apenas seis centésimos acima de seu recorde mundial. O jovem britânico de 22 anos segue fazendo história e levando o nado peito para outro patamar.

Por Guilherme Freitas


Xu Jiayu fica a um centésimo do recorde mundial
Comentários Comente

swimchannel

O mundo da natação de alto rendimento está a mil. Diversos campeonatos nacionais estão acontecendo neste momento ou terminaram recentemente. Entre diversos nadadores que estão fazendo belas performances temos Sarah Sjöstrom que quase bateu um recorde mundial na Suécia, Cameron McEvoy liderando a velocidade mundial na Austrália e a expectativa para os nadadores japoneses que começam a nadar amanhã. Porém, o campeonato que mais vem registrando marcas expressivas é o Campeonato Chinês que começou segunda-feira na cidade de Quindao.

A performance mais impressionante até o momento veio com o vice-campeão olímpico dos 100m costas. Xu Jiayu teve uma performance sensacional em Quindao ao vencer a prova com 51s86, apenas um centésimo acima do recorde mundial feito por Ryan Murphy na abertura do revezamento 4x100m medley no Rio-2016. Com esse resultado Jiayu não só estabelece um novo recorde asiático como deixa para trás Aaron Peirsol, que além de Murphy era até então o outro homem há ter nadado a distância abaixo dos 52 segundos.

Xu Jiayu quase bateu o recorde de Ryan Murphy – Foto: Reprodução

Quem também vem fazendo uma boa campanha é a estrela Sun Yang. O gigante chinês começou bem a temporada levando duas medalhas de ouro nos três primeiros dias de evento. Nos 400m livre venceu com 3min42s16 e nos 200m livre o resultado foi ainda melhor com 1min44s91, tempo bem próximo do que lhe deu a medalha de ouro olímpica ano passado no Rio de Janeiro. As marcas nas duas distâncias são as melhores do mundo em 2017 até o momento.

Além de Jiayu e Yang outros nadadores chineses também conseguiram resultados expressivos no Campeonato nacional. A medalhista olímpica de bronze nos 100m costas, Fu Yuanhui, melhorou seu recorde chinês ao cravar 58s72 na prova e tornar-se a terceira mulher em 2017 a nadar a prova abaixo dos 59 segundos. Nos 100m peito masculino Yan Zibei marcou 58s92 nas eliminatórias, nos 400m livre feminino Bingjie Li nadou para 4min02s52 e nos 200m medley feminino Ye Shiwen venceu com 2min11s66.

O Campeonato Chinês termina na próxima quarta-feira, dia 19 de abril. Para ver os resultados clique aqui. Pelo desempenho dos nadadores chineses até o momento pode-se se esperar uma delegação bastante competitiva e disposta a melhorar a fraca performance no Rio-2016 quando o país conquistou apenas seis medalhas. O Mundial de Budapeste-2017 promete!

Por Guilherme Freitas


Terceiro dia do Mundial de curta: prata para o Brasil
Comentários Comente

swimchannel

Esperamos até o terceiro dia para ver o que queríamos desde o início do Campeonato Mundial de piscina curta em Windsor, no Canadá: uma medalha para o Brasil e um recorde mundial individual. Além de história sendo feita mais uma vez por Katinka Hosszu.

O Brasil defendia o título do revezamento 4x50m medley misto, com a equipe praticamente igual à de dois anos atrás – Etiene Medeiros, Nicholas Santos e Larissa Oliveira são os mesmos nomes, com Felipe Lima no lugar de Felipe França. E as parciais foram muito parecidas: Etiene abriu para 25s93 no costas, apenas um décimo acima de 2014; Felipe para 25s46 no peito, um centésimo acima de França; Nicholas para 21s93, um décimo acima de seu tempo de dois anos atrás; e Larissa para 24s42 no livre, menos de três décimos acima de 2014. Prova com muita alternância, devido ao Brasil abrir com uma mulher no costas enquanto a maioria abriu com homens. No livre o Brasil liderava, mas foi ultrapassado pelos Estados Unidos, que fechava com Michael Chadwick. No final, prata muito comemorada com 1min37s74. Injeção de ânimo para Etiene e Nicholas, que brigarão pelo ouro nos 50m costas e borboleta, e de motivação para Felipe Lima, que não nadou bem os 100m peito mas teve a melhor parcial no revezamento e mostra que brigará por medalha nos 50m peito.

Com a medalha, o Brasil mantém a tradição: nas últimas oito edições da competição, em apenas uma o país saiu sem pódios.

Os medalhistas brasileiros - Foto: Reprodução

Os medalhistas brasileiros – Foto: Reprodução

Ontem vimos um recorde mundial no revezamento 4x50m medley feminino. Mas o primeiro recorde mundial individual veio de maneira espetacular. Com 48s08, Chad le Clos supera seu recorde dos 100m borboleta de 2014 de 48s44. A parcial de ida do sul-africano de 22s59 foi exatamente igual ao do antigo recorde, o que significa que ele melhorou nada menos quase três décimos só na segunda metade da prova. Impressionante. E vimos que ele estava com a barba por fazer e não raspou as axilas, o que pode ter sido a diferença para um possível e inacreditável 47s – que deve sair em breve. Com seu nado submerso, le Clos já pode ser considerado um dos maiores nadadores da história em piscina curta. Talvez o segundo, atrás do americano Ryan Lochte.

Outra que não se cansa de fazer história é a húngara Katinka Hosszu. Ao vencer os 200m costas, alcançou sua 18ª medalha e se tornou a maior medalhista, no feminino, na história da competição. No geral, ainda está um pouco longe de Ryan Lochte, que tem 38 pódios. Mas todas as 18 medalhas de Hosszu são individuais, contra 23 de Lochte – outro recorde que a Dama de Ferro pode buscar nessa competição. Nos 200m costas, ela nem era tão favorita, pois a ucraniana Daryna Zevina venceu cinco etapas na Copa do Mundo, contra quatro da húngara. No final, vitória para Hosszu com 2min00s79, uma marca que Zevina fez melhor duas vezes na Copa do Mundo – é a única na temporada a nadar abaixo de 2 minutos, mas hoje ficou muito longe com 2min02s24 com a prata. Hosszu ainda nadou os 800m livre mas apenas cumpriu tabela na 8ª posição. A vitória ficou com a americana Leah Smith com 8min10s17.

Chad Le Clos venceu os 100m borboleta em Glasgow - Foto: Getty Images/Mark Kolbe

O sul-africano Chad Le Clos – Foto: Getty Images/Mark Kolbe

Nas outras duas finais, quem brilhou nos Jogos Olímpicos não se deu bem. Nos 200m peito masculino, o medalhista presente, Josh Prenot, prata no Rio de Janeiro, terminou com o bronze. Marco Koch, o alemão que é adepto da hipnose como forma de concentração, entrou como favorito absoluto por ser o recordista mundial e por ter vencido os 100m peito ontem, mesmo sem essa última ser sua especialidade. Venceu sem dificuldades com 2min01s21, recorde de campeonato, subindo um degrau em relação à prata de 2014, mas não ficou satisfeito com o tempo – queria o recorde mundial de 2min00s44, que estabeleceu esse ano. De qualquer forma se recupera da decepção olímpica, em que chegou como campeão mundial e favorito e terminou fora do pódio.

Se nos 200m peito masculino o medalhista olímpico não subiu ao pódio, nos 100m livre masculino a australiana Brittany Elmslie negou a vitória para simplesmente as últimas duas campeãs olímpicas da prova: a holandesa Ranomi Kromowidjojo, ouro em 2012, e a canadense Penny Oleksiak, ganhadora em 2016. Após uma ótima saída de Kromowidjojo, Elsmlie teve um grande final de prova e venceu a holandesa nas últimas braçadas. Com 51s81, fica até longe do tempo líder do ranking mundial, da dinamarquesa Jeanette Ottesen (51s58), que decidiu se dedicar a outras provas nesse campeonato.

O terceiro dia foi sem dúvidas o mais empolgante até aqui. E o ritmo tem tudo para se manter nos três dias que restam.

Por Daniel Takata


A piscina mágica de Santos
Comentários Comente

swimchannel

Tem início nesta segunda o Troféu José Finkel, o campeonato brasileiro de inverno. Após 11 anos a competição voltará a ser disputada na famosa piscina do Clube Internacional de Regatas em Santos, conhecida por muitos como a piscina mágica devido ao passado de glórias e recordes mundiais estabelecidos no clube. Lá foram cravados três marcas que recordamos nas linhas abaixo.

Em 1993 aconteceram os dois primeiros recordes mundiais na piscina do clube durante o Troféu José Finkel daquele ano. Nos 100m livre o responsável foi Gustavo Borges que era a principal estrela da natação nacional e então vice-campeão olímpico na distância. Na final da prova ele nadou forte e não deu chances para os adversários, vencendo com 47s94 e batendo o antigo recorde do alemão Michael Gross.

O outro recorde mundial aconteceu três dias depois da vitória de Gustavo. Ao fim da competição foi realizada uma tomada de tempo do revezamento 4x100m livre com os quatro melhores nadadores do Brasil na época visando justamente bater o recorde mundial que pertencia a Suécia. A equipe além de Gustavo tinha Fernando Scherer, Teófilo Ferreira e José Carlos Souza. E o quarteto cumpriu a missão ao cravar a nova marca mundial em 3min13s97, tempo que foi novamente superado pelo mesmo time na final do Campeonato Mundial de curta daquele mesmo ano.

A última marca mundial na piscina do Internacional de Regatas aconteceu em 2005, durante o Torneio Open que era uma das seletivas para o Campeonato Mundial de piscina curta em Xangai. Kaio Marcio de Almeida fazia uma temporada espetacular e vinha ameaçando o recorde mundial dos 50m borboleta há alguns meses. Na final da prova ele finalmente conseguiu a façanha ao nadar para 22s60, tempo que vigorou como recorde por três anos.

A competição será também a única seletiva brasileira para o Campeonato Mundial de piscina curta, que acontece em dezembro na cidade canadense de Windsor. Serão 353 nadadores em ação e os resultados e balizamentos podem ser conferidos no site da CBDA, clicando aqui.

 Por Guilherme Freitas


A ressureição de Morozov
Comentários Comente

swimchannel

Após três etapas realizadas na Copa do Mundo da Fina em piscina curta não temos nenhuma novidade na categoria feminina. A húngara Katinka Hosszu, atual tetracampeã do circuito, lidera com folga e tem 237 pontos de vantagem para Jeanette Ottesen, a segunda colocada. Já no masculino sim. O russo Vladimir Morozov tem 34 pontos de vantagem para Chad Le Clos, que foi bicampeão da Copa do Mundo em 2014 e 2015. Uma surpresa, principalmente pela campanha de Morozov no Rio-2016.

O russo chegou aos Jogos Olímpicos considerado como um dos favoritos a medalha nas provas de velocidade. Dias antes, porém, ele acabou sendo incluído na lista de atletas russos suspeitos de doping e perdeu o direito de nadar no Rio de Janeiro. Após apelar e ter seu recurso aceito, Morozov conseguiu disputar os Jogos. O desgaste emocional em saber se poderia nadar ou não pode ter sido uma das razões para o fraco desempenho de Morozov. No Rio-2016 ele parou nas semifinais nos 50m e 100m livre e terminou em quarto lugar com os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley.

Após essa participação ruim a Copa do Mundo de piscina curta surge como uma ótima oportunidade para dar a volta por cima. E ele vem conseguindo de forma brilhante. No primeiro giro do circuito (etapas de Paris-Charthes, Berlim e Moscou) ele conquistou 18 medalhas (14 de ouro, duas de prata e duas de bronze), bateu duas vezes o recorde mundial nos 100m medley e já acumulou US$ 88,5 mil de premiação entre pódios, recordes e por ser o melhor nadador desta primeira parte da Copa.

O velocista Vladimir Morozov - Foto: Gian Mattia Dalberto/Lapresse

O velocista Vladimir Morozov – Foto: Gian Mattia Dalberto/Lapresse

Morozov tem bom retrospecto em eventos de piscina curta. Disputou os últimos dois campeonatos mundiais em Istambul-2012 e Doha-2014 e soma sete medalhas, tendo sido campeão dos 50m e 100m livre em 2012. O velocista também já subiu ao pódio 15 vezes no Europeu de curta e é o atual recordista dos 100m medley. Vale lembrar que ele também foi campeão universitário nos Estados Unidos na piscina de curta, mas em jardas.

A Copa do Mundo pode significar um recomeço para a Morozov após a participação discreta no Rio-2016. O título do circuito, além da gorda premiação, pode motivá-lo para o Campeonato Mundial de curta em Windsor no fim do ano e para a sequência do ciclo olímpico visando Tóquio-2020.

Por Guilherme Freitas


Recorde nas eliminatórias: qual a real necessidade?
Comentários Comente

swimchannel

A húngara Katinka Hosszu se acostumou a vencer múltiplas provas e até mesmo bater múltiplos recorde em competições como Copa do Mundo e Campeonato Europeu. Eventualmente, para garantir, alguns recordes eram batidos nas eliminatórias, e não era raro ela desistir das finais para se concentrar em outras provas.

Mas e quanto a um recorde mundial em uma eliminatória olímpica?

Foi o que ela tentou nesta tarde, na primeira sessão da natação na Olimpíada do Rio de Janeiro. Foi atrás do recorde da chinesa Shiwen Ye, de Londres-2012, e terminou a 15 centésimos com 4min28s58. E não deixou dúvida: deu seu 100% para tentar a marca que já havia chegado perto no Europeu desse ano.

Depois, foi a vez do britânico Adam Peaty. Já recordista mundial dos 100m peito, único do mundo a nadar abaixo de 58s, fez um fantástico 57s55, melhorando 47 centésimos da antiga marca. Após a prova, ele declarou que pensou em diminuir o ritmo do final, mas ouviu a gritaria da torcida e se empolgou.

A pergunta é: vale a pena?

Em 2012, a australiana Emily Seebohm bateu o recorde olímpico dos 100m costas na eliminatória. A marca ainda continua sendo dela, mas na final da prova perdeu o ouro para a americana Missy Franklin. Seebohm não pensa duas vezes em responder que trocaria seu recorde pelo ouro.

Katinka Hosszu: como sempre, a húngara marca presença no campeonato

Katinka Hosszu – Foto: Reprodução

Katinka nadará mais quatro provas individuais e um revezamento. Pode até ser que consiga o recorde na noite de hoje. Mas a qual preço? O esforço na eliminatória pode representar um cansaço a mais nos cinco metros finais dos 200m costas, no penúltimo dia de competições.

Peaty parece imbatível, mas se for atrás do recorde novamente na semifinal, poderá chegar à final tendo enfrentado um desgaste desnecessário de ir atrás de recorde atrás de recorde.

Um desgaste que Felipe França parece não enfrentar. Ele foi outro a superar um recorde na eliminatória – o sul-americano dos 100m peito, com 59s01.

Mas, com uma ida um pouco mais lenta do que de costume e uma volta excelente, foi notável a diminuída de ritmo nos últimos 10 metros para se poupar.

Peaty bateu o primeiro recorde mundial no Rio-2016 - Foto: Alessandro Koizumi

Peaty bateu o primeiro recorde mundial no Rio-2016 – Foto: Alessandro Koizumi

Classificado em terceiro lugar, está definitivamente na briga por medalhas.

Uma coisa é ir atrás de um recorde quando não é necessário. A outra é superar uma marca por nadar fácil e estar na melhor forma de sua vida.

Não que Hosszu e Peaty não estejam. Mas podem ter enfrentado um desgaste desnecessário.

Um desgaste certamente não enfrentado ainda pelo brasileiro. E que pode fazer a diferença nas próximas caídas n’água.

Por Daniel Takata
A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil

92 anos de um recorde histórico
Comentários Comente

swimchannel

O último dia 9 de julho foi comemorado o aniversário de uma data histórica da natação. Há exatos 92 anos um homem nadava os 100m livre abaixo do barreira do minuto. Uma marca que na época era considerada um grande desafio. E o feito coube ser realizado pelo melhor atleta daquela geração e até hoje considerado como um dos nadadores mais completos de todos os tempos: o americano Johnny Weissmuller.

Naquele dia 9 de julho, Weissmuller competiu na piscina do parque Neptune Beach’s, na cidade de Alameda, na Califórnia. O nadador já era considerado um dos grandes atletas dos Estados Unidos e já colecionava títulos nacionais, mas nadar os 100m livre abaixo de 1 minuto ainda era algo que poucos homens poderiam conseguir. O detentor do recorde mundial da distância era outra lenda, o havaiano Duke Kahanamoku que havia nadado a prova em 1min00s4, os Jogos Olímpicos da Antuérpia em 1920.

Johnny Weissmuller e Duke Kahanamoku - Foto: CORBIS

Johnny Weissmuller e Duke Kahanamoku – Foto: CORBIS

Mas naquele dia o grande nome da natação da época conseguiu atingir esse feito histórico. Com 58s6, ele não só bateu a marca de Kahanamoku, como abaixou o tempo em quase 2 segundos. Uma diferença absurda para a época. Weissmuller ainda viria a baixar ainda mais sua marca na prova nobre da natação ao nadar para 57s4 em fevereiro de 1924, marca que permaneceu intacta durante dez anos. Meses depois ele se sagraria campeão olímpico em Paris e repetiria a dose nos Jogos de Amsterdã em 1928.

Weissmuller não se consagrou apenas com um dos melhores nadadores de 100m livre. Ele também superou outra barreira importante da história da modalidade, sendo o primeiro homem a nadar os 400m livre abaixo dos 5 minutos ao nadar para 4min57s0 em 1923 (você pode ler mais sobre quebras de barreiras históricas clicando aqui). Após deixar as piscinas o versátil nadador investiu na carreira artística e se consagrou com um dos maiores astros de Hollywood, tendo sido eternizado como o Tarzã das telas do cinema.

Johnny Weissmuller (foto: divulgação)

Johnny Weissmuller – Foto: Divulgação

Depois de Weissmuller, muitos outros nadadores superaram barreiras nos 100m livre, como nos 50 segundos, 49s, 48s, 47s, etc. Porém, o grande pioneiro foi o Tarzã das piscinas.

Por Guilherme Freitas


2013, o ano inesquecível de Mireia Belmonte
Comentários Comente

swimchannel

Daqui alguns anos quando Mireia Belmonte já tiver encerrado sua carreira e for folhear o álbum de fotos a página que marcar 2013 lhe trará muitas boas recordações. Afinal, este ano que esta chegando ao fim é sem dúvida o melhor da sua carreira. E tudo isso depois de passar por um drama que poderia ter lhe tirado do Campeonato Mundial de Barcelona.

Depois de conquistar duas medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres, a nadadora solicitou um aumento salarial de seu antigo clube, o CN Sabadell. O pedido foi recusado e Mireia decidiu não treinar e representar mais a equipe. Porém, havia um pequeno problema. Se não arrumasse um novo clube não poderia representar a Espanha no Mundial de Barcelona. A melhor nadadora do país poderia ficar de fora do principal evento da temporada que seria disputado justamente em seu país e na sua terra natal.

A bela espanhola Mireia Belmonte

Mireia superou três recordes mundiais em 2013 – Foto: Patrick Baz/AFP

Após quase cinco meses de tensão e indefinição, Mireia finalmente conseguiu um novo clube e assinou com a Universidade Católica de Murcia. Porém, o que ela mais comemorou foi saber que poderia continuar sendo treinada pelo técnico Fred Vergnoux, o responsável pelo seu planejamento em 2012. Em fevereiro, começava de fato o ano para Mireia Belmonte.

A partir daí ela só teve o que comemorar. Garantiu vaga para disputar seis provas individuais no Mundial de Barcelona, chegou a cinco finais e conquistou três medalhas: prata nos 200m borboleta e 400m medley e bronze nos 200m medley. Foi uma das atletas mais festejadas pela torcida e pode fazer a festa com os ótimos resultados.

Mireia Belmonte comemora seu recorde (foto: dpa)

A espanhola chega com moral para o Europeu de curta – Foto: DPA

Mas a história não terminou ai. Depois do Mundial a nadadora encarou todo o circuito da Copa do Mundo de piscina curta. Conquistou 24 medalhas ao longo das oito etapas, terminando como a terceira melhor do ranking e levando pra casa mais de US$ 100 mil em premiação. E pela primeira vez em sua vida superou recordes mundiais na etapa em Berlim, quando tornou-se a primeira mulher da história da nadar os 800m livre abaixo dos 8 minutos: 7min59s34 e cravar uma nova marca nos 400m livre com 3min54s52.

Na semana passada a espanhola voltou a fazer história, batendo o recorde mundial dos 1500m livre em piscina curta com o tempo de 15min26s95 no Campeonato Espanhol. Mireia está em grande fase e será uma das grandes atrações do Campeonato Europeu de piscina curta que começa na próxima quinta-feira em Herning, na Dinamarca. E ela espera mais vitórias e recordes para fechar o ano com chave de ouro.

Por Guilherme Freitas


Mireia Belmonte quebra a barreira dos 8 minutos nos 800m livre
Comentários Comente

swimchannel

A etapa da Copa do Mundo de Berlim começou com tudo. Logo na primeira final do dia, os 800m livre feminino, já tivemos um novo recorde mundial. E um recorde bem expressivo, pois quebrou uma barreira que muitos achavam que seria difícil ou que demoraria anos para que uma mulher conseguisse tal feito. Mireia Belmonte foi a responsável pelo feito: tornou-se a primeira mulher da história a nadar os 800m livre abaixo dos 8 minutos na piscina curta.

A espanhola venceu a prova com o espetacular tempo de 7min59s34. Mireia duelou com Lauren Boyle durante a primeira metade da prova, mas passou a imprimir um ritmo mais forte na segunda metade, quando começou abrir vantagem para a neo-zelandesa e nadar abaixo das parciais do antigo recorde de Camille Muffat. Sua passagem nos 400 metros foi muito forte: 3min59s80, dando mostras do que estava por vir.

A bela espanhola Mireia Belmonte

Uma curiosidade é que enquanto ela competia em Berlim, o Campeonato Espanhol de Natação acontecia simultaneamente em Las Palmas de Gran Canaria. Mireia optou por nadar as etapas da Copa do Mundo justamente pelo fato de que medalhas e pódios são premiados com dinheiro. Com essa nova marca mundial e a medalha de ouro, Mireia levou US$ 10 mil de bonificação pelo recorde e mais US$ 1,5 mil pela medalha.

Após conquistar três medalhas no Mundial de Barcelona (prata nos 200m borboleta e 400m medley; e bronze nos 200m medley), Mireia tornou-se a primeira espanhola a vencer uma etapa de Copa do Mundo desde 2005.

A espanhola é a primeira mulher a nadar os 800m livre abaixo dos 8 minutos

Com esse novo recorde mundial chegamos a 14 em 2013, o sétimo na piscina curta. O detalhe é que houve apenas uma marca mundial na natação masculina, feito na etapa de Eindhoven da Copa do Mundo com o sul-africano Chad Le Clos nos 200m borboleta. De fato, o ano de 2013 da natação parece ser o ano das mulheres.

Por Guilherme Freitas


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>