Swim Channel

Arquivo : seleção brasileira

Viajando para não ficar parado
Comentários Comente

swimchannel

A natação brasileira passa por um momento turbulento atualmente com indefinição política da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e menos dinheiro disponível em caixa para realização de campeonatos. Enquanto a CBDA não divulga seu calendário oficial de competições para a temporada 2017, os atletas de elite precisam se virar para competir e manter-se em atividade visando a temporada que terá um Campeonato Mundial pelo caminho em agosto.

O grupo de nadadores que vive e treina nos Estados Unidos já caiu na água para disputar medalhas este ano. Bruno Fratus, Marcelo Chierighini, Matheus Santana, João de Lucca e Felipe Lima estiveram em ação no Arena Pro Swim Series de Indianápolis no último fim de semana contra medalhistas olímpicos no Rio-2016 como Adam Peaty e Nathan Adrian. Em janeiro, Matheus já havia ido a Suíça nadar uma competição com a equipe do SwimMAC.

Joanna Maranhão nada em Madri nesta semana – Foto: Satiro Sodré/SSPress

No próximo fim de semana Joanna Maranhão disputará sua primeira competição em 2017. Estreando pela Unisanta, a nadadora participará do Open Absoluto de Madri onde nadará cinco provas. No final de março os brasileiros vão invadir o Paraguai para disputar o Campeonato nacional em Assunção. A equipe do Pinheiros já confirmou que levará alguns atletas, mas ainda não definiu um número exato.

Os nadadores de águas abertas também estão cruzando o mundo para competir. Cincos atletas da seleção viajaram para Abu Dhabi para nadar a segunda etapa da Copa do Mundo da Fina de 10 km: Poliana Okimoto, Ana Marcela Cunha, Allan do Carmo, Betina Lorscheitter e Diogo Villarinho. Enquanto o futuro da natação brasileira segue indefinido os nadadores sabem que não podem ficar parados e precisam competir. Nem que para isso tenham que sair do país.

Por Guilherme Freitas


Torneio Open e como não se montar uma seleção brasileira
Comentários Comente

swimchannel

Chegou ao fim ontem o Torneio Open/Campeonato Brasileiro Sênior de natação, em Palhoça-SC, em piscina de 50 metros. O campeonato foi a primeira de duas seletivas para o Campeonato Mundial que ocorrerá no ano que vem, em Budapeste, na Hungria. A última seletiva será o Troféu Maria Lenk no ano que vem.

Em termos de resultados de nível internacional, foi a competição nacional absoluta mais fraca dos últimos anos. Com a ausência de Cesar Cielo, Thiago Pereira e Poliana Okimoto, não tivemos a presença de nenhum medalhista olímpico, algo que não ocorria em uma competição nacional absoluta desde o Troféu José Finkel de 2011. Ressaca olímpica mostrada até por nadadores que não disputaram a Olimpíada. O Minas Tênis Clube, por exemplo, deixou a critério de seus atletas disputarem ou não a competição. E apenas metade da seleção brasileira que disputará o Mundial de Curta no mês que vem, em Windsor, no Canadá, marcou presença em Palhoça.

Destaques

Alguns nadadores se superaram e mostraram marcas interessantes. 48s60 de Gabriel Silva Santos nos 100m livre é sua melhor marca pessoal. Mostrou muita evolução esse ano, foi convocado para o revezamento 4x100m livre olímpico e mostra que veio para ficar. Leonardo de Deus, com 1min56s21 nos 200m borboleta, fez marca até melhor que na Olimpíada. Etiene Medeiros, melhor nadadora do país no feminino e finalista olímpica dos 50m livre, venceu a prova com 24s98 e também fez boa marca ao vencer os 50m costas com 27s79, nono melhor tempo do mundo no ano.

Mas o maior destaque foi, sem dúvida, Brandonn Almeida. Após um desempenho ruim na Olimpíada do Rio, finalmente conseguiu colocar em prática tudo que treinou no último ano. Seu 4min12s49 nos 400m medley melhorou seu 4min14s e teria sido finalista olímpico. Com 3min49s46 nos 400m livre, superou o único recorde sul-americano da competição. Outras duas vitórias vieram, nos 200m costas e 200m medley, ambas com melhores marcas pessoais.

 

Brandonn Almeida - Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Brandonn Almeida – Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Quem também se recuperou foi Thiago Simon. Após um ano sem nadar bem, após a vitória no Pan de Toronto de 2015, teve bom desempenho no Troféu José Finkel, em setembro, e agora com 2min10s78 chegou perto de sua melhor marca nos 200m peito e, de acordo com a CBDA, fez a melhor marca técnica da competição.

O famigerado índice técnico

Melhor marca técnica? Como o tempo de Simon, que lhe daria a 13ª colocação olímpica, é uma melhor marca técnica que a do eventual finalista Brandonn Almeida? Para a CBDA, é isso que ocorre. E mais: para a CBDA, a marca de Brandonn é pior também que os 100m peito de Pedro Cardona, que com 1min00s46 nos 100m peito ficaria na 23ª posição no Rio de Janeiro.

E onde queremos chegar com isso? Simples. É esse o critério que a CBDA utilizará para convocar a seleção brasileira para o Mundial de Budapeste. Os oito atletas com melhores índices técnicos em provas olímpicas individuais (ou seja, excluem-se 50m borboleta, costas e peito, 800m livre feminino e 1500m livre masculino) do Open e do Troféu Maria Lenk do ano que vem serão convocados. O problema é que o tal índice técnico é baseado em uma tabela elaborada pela FINA, calculada por uma fórmula que avalia o seguinte: quanto mais próximo do recorde mundial ao final do ano anterior (no caso, 2015), melhor o índice. E, como recordes de diferentes provas não necessariamente apresentam o mesmo nível de dificuldade, tal critério tem diversos inconvenientes.

Por exemplo: imagine que uma nadadora, digamos Maria, complete os 800m livre feminino em 8min15s96, e um nadador, digamos José, termine os 200m peito masculino em 2min09s20. Pela tabela da FINA, a convocação da CBDA daria preferência a José, que teria 950 pontos, enquanto a Maria receberia 949. Se ele se colocasse na oitava posição ao fim das seletivas no ranking dos índices técnicos, ela estaria fora do Mundial.

Mas adivinhem: com 8min15s96, Maria teria conquistado a prata olímpica em 2016, e no mínimo o segundo lugar em qualquer competição internacional da história. Com 2min09s20, José não teria chegado à final olímpica no ano passado, e no máximo a um sexto lugar em mundiais e olimpíadas nos últimos cinco anos.

Parece óbvio que Maria teria que ser convocada em detrimento a José. Esse é só um exemplo das inúmeras inconsistências geradas pelo critério utilizado pela CBDA. Como o já citado Pedro Cardona à frente de Brandonn Almeida. A tabela de pontuação da FINA é cheia de falhas, e a CBDA, sem conseguir detectar isso em suas análises, pode cometer injustiças ao convocar a seleção.

No momento, os oito atletas com melhores índices técnicos, em provas olímpicas, e que formariam a seleção brasileira seriam:

1º Thiago Simon 200m peito 2min10s78 915 pontos (ficaria em 12º na Olimpíada)
2º Pedro Cardona 100m peito 1min00s46 904 pontos (ficaria em 23º na Olimpíada)
3º Brandonn Almeida 400m medley 4min12s49 901 pontos (ficaria em 7º na Olimpíada)
4º Gabriel Silva Santos 100m livre 48s60 899 pontos (ficaria em 17º na Olimpíada)
5º Felipe França 100m peito 1min00s65 896 pontos (ficaria em 24º na Olimpíada)
6º Leonardo de Deus 200m borboleta 1min56s21 884 pontos (ficaria em 11º na Olimpíada)
7º Guilherme Guido 100m costas 54s30 875 pontos (ficaria em 21º na Olimpíada)
8º Manuella Lyrio 200m livre 1min58s25 872 pontos (ficaria em 25º na Olimpíada)
(fonte: Best Swimming)

Thiago Simon - Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Thiago Simon – Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Um critério alternativo, baseado nas distribuições dos 100 melhores tempos da história de cada prova até o final de 2015, alteraria drasticamente a ordem, e refletiria melhor os eventuais desempenhos dos nadadores nos Jogos Olímpicos. Brandonn Almeida seria o primeiro disparado. Etiene Medeiros, que não entrou na lista acima, passa a figurar entre os melhores:

1º Brandonn Almeida (4min12s49 nos 400m medley, ficaria em 7º na Olimpíada)
2º Leonardo de Deus (1min56s21 nos 200m borboleta, ficaria em 11º na Olimpíada)
3º Etiene Medeiros (24s98 nos 50m livre, ficaria em 16º na Olimpíada)
4º Thiago Simon (2min10s78 nos 200m peito, ficaria em 12º na Olimpíada)
5º Pedro Cardona (1min00s46 nos 100m peito, ficaria em 23º na Olimpíada)
6º Gabriel Silva Santos (48s60 nos 100m livre, ficaria em 17º na Olimpíada)

Talvez o critério mude, pois a convocação de apenas oito atletas se dá pelas restrições financeiras. Seria a menor seleção brasileira de natação em um Campeonato Mundial desde 1991. 2017 é ano de eleição na CBDA e uma eventual nova diretoria pode alterar os critérios. O fato é que o que foi escolhido está longe de ser adequado.

Falha grave da CBDA, que ao que parece não se deu ao trabalho de analisar o critério escolhido e optou pelo mais fácil. E menos justo.

Por Daniel Takata


Juventude e experiência em Windsor
Comentários Comente

swimchannel

A CBDA anunciou finalmente a convocação da seleção brasileira para o Campeonato Mundial de piscina curta, que acontecerá em Windsor (Canadá) nos dias 6 a 11 de dezembro. Ao todo serão 14 atletas, sendo cinco deles classificados por atingir os fortíssimos índices no Troféu José Finkel mês passado. Os demais 11 completam a lista devido aos índices técnicos. Uma seleção mais enxuta em relação a Doha-2014, quando o Brasil fez sua melhor campanha em Mundiais de curta e terminou como líder no quadro de medalhas. E também uma seleção que mescla experiência de atletas consagrados com a juventude de estreantes em grandes eventos internacionais.

Do grupo que irá ao Canadá temos quatro campeões mundiais individuais em piscina curta. Kaio Márcio de Almeida foi campeão mundial nos 50m borboleta no Mundial de Xangai em 2006. Seis anos depois Nicholas Santos venceu a mesma prova na disputa do Mundial de Istambul. Em Doha-2014 Etiene Medeiros fez história ao se tornar a primeira mulher brasileira a vencer uma prova em Campeonatos Mundiais de piscina. Felipe França é o mais medalhado do grupo, somando três vitórias individuais e mais três ouros em revezamentos. Além deles há ainda Larissa Oliveira, que integrou o revezamento 4x50m medley misto que foi medalha de ouro em Doha-2014.

Etiene Medeiros vai defender seu título mundial - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Etiene Medeiros vai defender seu título mundial – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Também completam o time da experiência nadadores com muitas conquistas internacionais e que chegarão a Windsor com chances de também conquistarem suas primeiras medalhas em Mundiais de curta. Atletas como Leonardo de Deus e Felipe Lima estão há anos na seleção principal, mas ainda não conseguiram subir ao pódio nesta competição. No Canadá chances da dupla ser medalhista nos 200m borboleta e 50m peito, respectivamente, são boas. Ainda há Brandonn Almeida, Manuella Lyrio, Daiene Dias, Thiago Simon e Lucas Kanieski que também acumulam experiência no selecionado nacional e vão em buscar de uma medalha inédita.

Haverá ainda duas estreias na seleção brasileira absoluta em competições de grande porte. Estreias de nadadores do Grêmio Náutico União e que fizeram ótimas campanhas no Finkel. Em 2013 Viviane Jungblut nadou o Mundial Júnior de Dubai e agora disputa seu primeiro Mundial absoluto. No Finkel foi um dos destaques batendo recordes nacionais nas provas de fundo. A grande surpresa dessa equipe é Fernando Scheffer que na seletiva para Windsor venceu os 200m livre e garantiu uma vaga ao ser um dos melhores índices técnicos do evento.

Viviane Jungblut faz sua estreia na seleção absoluta - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Viviane Jungblut faz sua estreia na seleção absoluta – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Ainda não foram divulgado se o Brasil nadará alguma prova de revezamento. Porém, pela escalação divulgada é possível montar uma equipe para o 4x200m livre, 4x50m e 4x100m medley masculino e 4x50m e 4x100m medley misto. A missão de montar e avaliar esses possíveis revezamentos ficará a cargo dos técnicos Alberto Silva, Fernando Vanzella, Carlos Matheus, Eduardo Santos e Sérgio Marques.

Por Guilherme Freitas


Tecnologia olímpica
Comentários Comente

swimchannel

Até a próxima segunda-feira, dia 1º de agosto, a seleção brasileira estará em São Paulo, fazendo sua aclimatação para os Jogos Olímpicos do Rio-2016 na piscina do moderno Centro de Treinamento Paralímpico. Desta vez as finais da natação acontecerão no atípico horário das 22h e as eliminatórias a partir das 13h. Uma rotina totalmente diferente da que os atletas estão acostumados.

Visando a melhor preparação possível para os Jogos Olímpicos a equipe está utilizando um objeto bastante curioso: óculos de banho de luz. Os nadadores estão usando este acessório por cerca de meia hora buscando retardar o sono e passar a informação para o organismo que o dia ficou mais longo. Os óculos projetam fachos de luz no rosto dos atletas para deixá-los maios ligados durante a noite. Tudo em parceria com a equipe do Instituto do Sono e para chegar totalmente apto no Rio-2016.

“Buscamos entender o perfil do sono dos atletas. Com as provas em horários distintos do que eles estão acostumados, precisamos avaliar corretamente a rotina e em que momento eles reagem com as variações. Utilizaremos o banho de luz, crioterapia (método de resfriamento corporal), actigrafia (método de monitoramento do ciclo atividade-repouso), questionários e as análises destes dados”, disse ao site da CBDA o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Marco Túlio de Mello, coordenador do programa.

Marcelo Chierighini utilizando o óculos de banho de luz - Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Marcelo Chierighini utilizando o óculos de banho de luz – Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Além dos óculos de banho de luz a seleção brasileira está utilizando outros métodos para encarar o horário das provas no Rio de Janeiro. Após cada sessão de treino os nadadores deixam a piscina com óculos escuros para indicar que é hora de dormir e luvas e banheiras de crioterapia que têm um sistema de refrigeração especial visando a diminuição da temperatura corporal e ajudando os nadadores a desacelerar para pegar no sono.

As provas de natação, que serão disputadas no Estádio Olímpico, acontecem do dia 6 a 13 de agosto, com eliminatórias sempre as 13h e finais a partir das 22h.

Por Guilherme Freitas


Junho: um mês para apaixonados por natação
Comentários Comente

swimchannel

Começou o sexto mês do ano e ainda faltam 63 dias para o início dos Jogos Olímpicos. Enquanto 6 de agosto, primeiro dia de provas no Rio-2016, não chega teremos muita, mais muita natação para os fãs da modalidade. De torneios menores a seletivas nacionais, passando por competições com décadas de existência. Junho é de fato, o mês da natação.

Se não teremos este ano aqui no Brasil os campeonatos nacionais de inverno de categoria, poderemos ver os olímpicos do país em ação em suas preparações para o Rio-2016. Serão três grupos espalhados pelo mundo em bons testes para nossa seleção. A equipe mais numerosa, serão 20 atletas, nadarão duas etapas do tradicionalíssimo Circuito Mare Nostrum em Barcelona e Canet. O outro grupo de oito nadadores estará presente no tradicional Grand Prix de Santa Clara e o trio Bruno Fratus, João de Lucca e Marcelo Chierighini encara o Grand Prix de Indianápolis.

Phelps e as piscinas: outro afastamento na relação - Foto: AquaSphere/Divulgação

Michael Phelps estará em ação no Texas – Foto: AquaSphere/Divulgação

 

Nos Estados Unidos também acontecerá outro evento que muita gente ficará de olho, o Longhorn Elite Invite. Nesta competição o grande centro das atenções se voltará para Michael Phelps que se inscreveu em quatro provas: 50m e 100m livre, 100m borboleta e 200m medley. Os brasileiros não estarão na primeira etapa do Mare Nostrum, em Monte Carlo, mas o evento terá a presença de Chad Le Clos e Vladimir Morozov.

Outras competições tradicionais que acontecem agora em junho são a 53ª edição do Troféu Sette Colli em Roma e a 32ª edição do Meeting do Porto em Portugal. Além disso teremos outros campeonatos nacionais como na China, Peru, Grécia e a seletiva olímpica dos Estados Unidos que começam no final do mês, no dia 26. Confira abaixo uma lista dos principais eventos a serem realizados em junho e clique neles para ir a página dos eventos.

Fratus durante os 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Bruno Fratus cairá na água para encarar o GP de Indianápolis – Foto: Satiro Sodré

Circuito Mare Nostrum. Em Monte Carlo (04 a 06/06), em Canet (08 e 09/06) e em Barcelona (11 e 12/06)

Arena Pro Swim Series. Em Santa Clara (03 a 05/06) e em Indianápolis (03 a 05/06)

Longhorn Elite Invite, em Austin, Estados Unidos (03 a 05/06)

32ª edição do Meeting Internacional do Porto, em Portugal (04 e 05/06)

Campeonato Nacional Chinês, em Ghanzhou (06 a 09/06)

Campeonato Nacional Grego, em Atenas (10 a 12/06)

53ª edição do Troféu Sette Colli, em Roma, na Itália (24 a 26/06)

Seletiva Olímpica Americana, em Omaha (26/06 a 03/07)

Campeonato de Budapeste, na Hungria (29/06 a 02/07)

Seletiva Nacional do Peru, em Lima (30/06 a 02/07)

Campeonato Nacional da Escócia, em Glasgow (30/06 a 03/07)

Por Guilherme Freitas


Brasileiros pelo mundo
Comentários Comente

swimchannel

Faltam menos de 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Enquanto todo mundo vai entrando no clima, os nadadores braseiros classificados para a competição seguem treinando duro para o grande evento. E entre sessões de treinamento também disputarão competições ao redor do mundo. Esta semana a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) anunciou a convocação de duas seleções nacionais para campeonatos no exterior.

O maior grupo estará em ação em duas das três etapas do Circuito Mare Nostrum: em Canet, nos dias 8 e 9 de junho, e em Barcelona, nos dias 11 e 12 de junho. Para estas competições foram convocados 21 nadadores: André Pereira, Daiene Dias, Daynara de Paula, Etiene Medeiros, Felipe França, Gabrielle Roncatto, Graciele Herrmann, Guilherme Guido, Henrique Martins, Henrique Rodrigues, Ítalo Duarte, Jessica Cavalheiro, Jhennifer Conceição, Joanna Maranhão, João Luiz Gomes Júnior, Larissa Oliveira, Luiz Altamir, Manuella Lyrio, Matheus Santana, Nicolas Oliveira e Thiago Simon.

Natalia de Luccas pode estar no Rio-2016 - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Natalia de Luccas pode estar no Rio-2016 – Foto: Satiro Sodre/SSPress

No mesmo período, durante os dias 3 e 5 de junho, outra equipe brasileira estará em ação. Um grupo de nove nadadores vai participar da etapa de Santa Clara do Arena Pro Swim Series, o circuito de Grand Prix da natação americana. Disputarão este evento os seguintes nadadores: Brandonn Almeida, Gabriel Santos, Kaio Marcio de Almeida, Leonardo de Deus, Marcos Macedo, Miguel Valente, Natalia de Luccas, Tales Cerdeira e Thiago Pereira. A grande novidade e surpresa foi a adição de Natalia de Luccas.

A jovem nadadora ficou muito próxima de conseguir os índices olímpicos nos 100m e 200m costas nas seletivas, mas acabou não atingindo as marcas exigidas. Porém, a CBDA estuda convocá-la para integrar o revezamento 4x100m medley caso o time nacional consiga se classificar. O motivo da convocação de Natalia seria preservar Etiene Medeiros. Abrindo o revezamento no nado costas, Etiene disputará no mesmo dia os 50m livre e Natalia atuaria nas eliminatórias do 4x100m medley para não sobrecarregar a colega.

Guilherme Guido nadará o Mare Nostrum - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Guilherme Guido nadará o Mare Nostrum – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Outros três convocados para os Jogos Olímpicos também disputarão o GP de Santa Clara, porém por suas equipes americanas. É caso de Bruno Fratus e Marcelo Chierighini por Auburn e João de Lucca por Louisville.

Por Guilherme Freitas


Sul-Americano-2016: oportunidades para caras novas
Comentários Comente

swimchannel

O Campeonato Brasileiro de Águas Abertas-2015 chega ao fim na próxima semana com a disputa das duas últimas provas, de 5 km e 10 km, em Salvador, na praia de Inema, nos dias 5 e 7 de novembro. Além da acirrada disputa pelo título da temporada no feminino e no masculino estará em jogo também vagas para a seleção brasileira que vai ao Campeonato Sul-Americano do Paraguai que acontece ano que vem. E com elas oportunidades para atletas coadjuvantes e outras novidades na equipe nacional.

Novos nomes porque Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo já comunicaram que não disputarão a competição continental ano que vem. Ana Marcela nadará em Inema como parte de sua preparação para os Jogos Olímpicos. Allan tirou algumas semanas de férias e só retorna aos treinos em meados de novembro. Poliana Okimoto é a outra atleta das águas abertas classificada para o Rio-2016 e vai disputar a prova dos 10 km no Paraguai como treino para a Olimpíada. Desse modo, teremos sete vagas restantes para completar o time que irá ao Sul-Americano.

Gabriela Ferreira, Betina Lorscheitter e Catarina Ganzeli- Foto: Satiro Sodre/SSPress

Gabriela Ferreira, Betina Lorscheitter e Catarina Ganzeli- Foto: Satiro Sodre/SSPress

Em Inema estarão em jogo sete vagas: quatro para as provas de 5 km (duas no feminino e duas no masculino) e três para as provas de 10 km (uma no feminino e duas no masculino). Será uma seletiva única e com os desfalques de Ana Marcela e Allan, abrem-se oportunidades para atletas com experiência na seleção poderem ter chance de serem protagonistas e também para caras novas, que daria uma renovação na seleção brasileira.

No feminino Betina Lorscheitter, que disputou o Campeonato Mundial de Kazan este ano, Gabriela Ferreira e Catarina Ganzeli são nomes cotados para fazerem parte da seleção brasileira do ano que vem no Sul-Americano, além de estarem motivadas por lutarem pelo título do circuito nacional. No masculino Samuel de Bona e Victor Colonese, com bastante experiência na seleção, assim como Luiz Gustavo Barros e Fernando Ponte também despontam como potenciais candidatos a vaga na seleção. Sem falar em Diogo Villarinho, medalhista em Kazan e que buscará uma vaga olímpica nos 1500m livre.

O nadador Victor Colonese - Foto: Satiro Sodré/SSPress

O nadador Victor Colonese – Foto: Satiro Sodré/SSPress

O Brasil tem três dos melhores atletas do mundo na modalidade: Ana Marcela Cunha, Poliana Okimoto e Allan do Carmo, mas as águas abertas do país não se resumem apenas ao trio. Como podemos ver há novos candidatos para representarem a seleção e que continuar carregando por muito tempo a boa fase do Brasil nas águas abertas.

Por Guilherme Freitas


Sentido! Vão começar os Jogos Mundiais Militar
Comentários Comente

swimchannel

No próximo dia 2 de outubro tem início na cidade sul-coreana de Mungyeong a 6ª edição dos Jogos Mundiais Militares, também conhecido popularmente como Mundial Militar. O evento foi criado em 1995 para celebrar o aniversario de 50 anos do fim da II Guerra Mundial. Foi uma forma do Conselho Internacional do Desporto Militar, entidade de organiza os Jogos, encontrou para lembrar-se da data de uma forma que promovesse a integração e união. E nada melhor que o esporte para desempenhar este papel. Desde então o evento cresceu e hoje também realiza edições de Jogos de Inverno.

Até o momento já foram disputadas cinco edições do Mundial Militar: Roma-1995, Zagreb-1999, Catania-2003, Hyderabad-2007 e Rio de Janeiro-2011. O Brasil participou de todos os eventos e é o quarto país que mais subiu ao pódio em Jogos Mundiais Militares com 134 medalhas, sendo 47 de ouro, 45 de prata e 42 de bronze. Porém, apenas a partir da edição passada é que resolveu investir mais a fundo e conseguiu ganhar 114 medalhas na campanha da Cidade Maravilhosa. A natação foi uma grande colaboradora com 30 medalhas e boas atuações de atletas de renome como Fabiola Molina, Diogo Yabe e Gabriel Mangabeira.

João de Lucca presta continência no Pan - Foto: Erich Schlegel/USA Today Sports

João de Lucca presta continência no Pan – Foto: Erich Schlegel/USA Today Sports

E este ano tudo indica que não será diferente. A previsão é de que o Brasil faça uma boa campanha em várias modalidades, principalmente na natação. Ao todo foram convocados 20 atletas. Dois foram medalhistas no Campeonato Mundial de Kazan: Nicholas Santos e Etiene Medeiros. Além de Etiene, outros 11 atletas também foram medalhistas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto: Graciele Herrmann, Larissa Oliveira, Manuella Lyrio, Daynara de Paula, Natália de Luccas, Nicolas Oliveira, João de Lucca, Leonardo de Deus, Guilherme Guido, Thiago Simon e Henrique Rodrigues. No time ainda há Henrique Martins, campeão da Universíade, e Poliana Okimoto, que já garantiu a vaga olímpica nas águas abertas. Completam a delegação Juliana Marin, Pamela Souza, Ana Carla Carvalho, João Luiz Gomes Júnior e Fábio Santi. Uma equipe de respeito e que vai brigar pelo posto de melhor da competição.

Se o Brasil vai forte, outras delegações também terão nomes de peso. Destaque para o campeão mundial dos 100m livre Zetao Ning que reforça o sempre competitivo time chinês e para o atual campeão olímpico e mundial dos 50m livre, Florent Manaudou que faz em Mungyeong sua estréia em Jogos Militares.

Etiene Medeiros, o melhor resultado da história da natação feminina do Brasil - Foto de Satiro Sodré

Depois de medalhas no Pan e em Kazan, Etiene busca medalha no Mundial Militar – Foto: Satiro Sodré/SS Press

Uma curiosidade fica por conta dos grandes vencedores. Engana-se quem pensa que os Estados Unidos lideram o ranking de medalhas. Maior potência bélica do mundo, os americanos ganharam apenas 66 medalhas e nem no top 10 aparecem. A razão é que o país envia apenas militares para a disputa e não atletas de elite como outros países. A Rússia lidera o quadro geral com 453 medalhas, seguida pela China com 354 medalhas. Os chineses almejam no futuro liderar esse quadro e são um dos países que mais vem investindo no esporte militar.

Por Guilherme Freitas


Mireia Belmonte: a Dama de Aço!
Comentários Comente

swimchannel

Que dia! Quando nos surpreendemos com resultados, geralmente quer dizer que o mesmo de sempre não aconteceu. É sempre interessante observar o inesperado se desenhar diante dos nossos olhos. No primeiro dia do Mundial de Doha, algumas marcas importantes foram batidas e os brasileiros se saíram bem, mas o que levantou o apaixonado por natação da cadeira ou sofá foram dois duelos já salientados pela Swim Channel.

Neste espaço, vocês leram sobre as grandes disputas entre Katinka Hosszu e Mireia Belmonte, e não vale aqui repetir todas as provas e números que caíram com as duas na piscina. Sim, foi dito o equilíbrio entre as duas nos 200m borboleta, e a superioridade da Dama de Ferro nas provas de medley. Pois bem, o aço espanhol venceu o ferro húngaro! Duas vezes. Com recordes mundiais.

Mireia celebra: ela fez história

Mireia celebra: ela fez história

Mireia entrou em cena com a melhor marca nos 200m borboleta, mas tudo o que Katinka fez na temporada, inclusive sendo reconhecida pela FINA como melhor nadadora do ano, colocava o favoritismo ao seu lado. A húngara liderou a prova, passando forte e à frente da linha do recorde praticamente o tempo todo. Mas aquela “travada” que não estamos acostumados a ver na Dama de Ferro aconteceu. A espanhola cresceu ao final do percurso, e fez uma marca espantosa: baixou dos dois minutos pela primeira vez, batendo 1min59s61, novo recorde mundial. Shane Tsup, técnico e marido de Hosszu, fez caras de poucos amigos na comemoração de Belmonte.

Katinka retornou à piscina minutos depois, como já está acostumada em suas maratonas de provas. Na semi, passou com o terceiro tempo para a final dos 100m costas, e se preparou para mais uma decisão. Um novo embate com a rival nos 400m medley.

A prova dos quatro estilos parecia mais fácil, e terreno conhecido e no qual a húngara domina. Ou dominava. Até os 250m. Na virada para os últimos 50m do nado de peito, Mireia emparelhou e, partindo para o crawl, já estava à frente. Mais uma vez, a Dama de Ferro cansou. Com aproximadamente um corpo de vantagem, a espanhola abocanhou sua segunda medalha, com outro recorde mundial: 4min19s86, e fez seu treinador Fred Vergnoux vibrar com a pupila. A poucos metros, Shane Tsup atirava seus papéis no chão.

Rivalidade à parte, as conquistas de Mireia são ainda mais salientes pelo ineditismo de suas marcas. Nunca uma mulher havia baixado dos dois minutos nos 200m borboleta, ou dos 4min20s nos 400m medley. Provas absolutamente bem nadadas pela espanhola, e uma estratégia suicida e mal calculada da húngara. Louros para a jovem beldade.

Final  200m livre masculino

Chad Le Clos foi à Doha para brilhar. Já conquistou seu primeiro ouro, nos 200m livre, com 1min41s45, desbancando Ryan Lochte. O norte-americano, ainda assim, conquistou sua 31ª medalha em Mundiais de Curta, e a 78ª em torneios internacionais. Izotov apareceu com uma prova bem feita e discreta, e com um final fortíssimo levou a prata com 1min41s67. Lochte fica com o bronze 1min42s09.

Semifinal 50m peito feminino

Um centésimo! Ruta Meilutyte fez uma ótima prova outra vez, e ficou pertíssimo de bater o recorde mundial, com 28s81. Lado a lado estava Alia Atkinson, com 28s99. A decisão de quinta-feira será entre as duas.

Semifinal 100m costas masculino

Com uma prova de viradas fortíssimas, Guilherme Guido bateu 50s12 e brigará pelo pódio na final. Está com a segunda marca, atrás do australiano Mitchell Larkin, o único abaixo dos 50 segundos: 49s62. Guido foi bronze na prova na edição de Istambul-2012.

Semifinal 100m peito masculino

Felipe França fez uma prova consistente, e segurou nos 25m finais. Terminou sua série com 57s21, sexto tempo geral. O destaque foi para Adam Pety, que com 56s43 bateu o recorde britânico da prova e o de campeonato. Cameron van der Burgh também avançou à final na frente do brasileiro.

Semifinal 100m costas feminino

Quase não deu para Etiene Medeiros! A colocação assustou um pouco: quarta em sua série, mas encerrou com a sétima marca, e está na final. Pela segunda vez no dia a brasileira bateu o recorde sul-americano, agora com 57s13. Ela evoluiu na prova, mas tem poucas chances de brigar por medalha se não conseguir nadar para a casa dos 56s na decisão. Daria Zevina classificou-se em primeiro, com 56s23, seguida por Emily Seebohm (56s32) e Hosszu (56s65), cansada e se poupando para a final.

Semifinal 100m borboleta masculino

Uma surpresa brasileira: Marcos Macedo abaixou sua marca e acabou com o quarto tempo para a final, 50s03. Ele irá para a decisão atrás de Chad Le Clos, D’Orsogna, Shields, e ao lado de Losuke Hagino e Lochte. Nicholas Santos cansou no final da prova e terminou em 14º, com 50s79.

Revezamentos

Sem Cesar Cielo, que optou por não nadar a final após ajudar o Brasil a se classificar no revezamento, os nadadores acabaram com a oitava colocação. Não havia chances sem o principal atleta brasileiro. A França, impulsionada por um inspiradíssimo Florent Manaudou, venceu com novo recorde de campeonato. O rival de Cielo nadou para 44s80. Impressionante! Liderados por Morozov, que fez 45s51 e novo recorde de campeonato, a Rússia ficou com a prata, e os Estados Unidos com o bronze. O revezamento feminino da Holanda bateu o recorde mundial do 4x200m livre, com 7min32s85.

Por Mayra Siqueira


Com Fratus, Brasil fecha Pan Pacífico com ouro
Comentários Comente

swimchannel

O Brasil fechou sua participação no Campeonato Pan Pacífico com chave de ouro. Ou melhor, com medalha de ouro. Bruno Fratus conquistou a quarta e última medalha do país na competição em Gold Coast. Depois de integrar o revezamento 4x100m livre que ganhou ontem o bronze, o velocista triunfou em sua especialidade: os 50m livre. E mais, com 21s44 anotou o melhor tempo de sua vida na prova.

Nas eliminatórias, Fratus segurou seu ritmo e fez 22s10, que lhe deu o terceiro melhor tempo. Na final ele não aliviou em nada. Largou muito bem e foi crescendo no decorrer da prova, abrindo vantagem e chegando muito forte nos metros finais. Fratus não foi ameaçado em momento algum pelos americanos Anthony Ervin e Nathan Adrian, vencendo com autoridade. Com 21s44 ele permanecia na vice-liderança do ranking mundial da prova. Porém, na final do Campeonato Europeu de Berlim o francês Florent Manaudou venceu a prova com 21s32 e passou a ser o mais veloz nos 50m livre este ano.

Fratus comemora sua vitória nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Fratus comemora sua vitória nos 50m livre – Foto: Satiro Sodré

“A prova foi boa e estou satisfeito porque vai tocar o hino, que é o mais importante. Queria fazer um tempo ainda melhor, mas o frio da noite aqui, em torno de 10 graus, e com ventinho contra, não ajuda. Vencer aqui é bem legal, basta ver a empolgação do público que lotou a arquibancada”, disse o nadador ao site da CBDA.

Em abril deste ano Fratus havia feito o melhor tempo de sua vida nos 50m livre, na final do Troféu Maria Lenk. Nadou para 21s45. Curiosamente, naquele dia as condições do ambiente eram semelhantes as de Gold Coast. Era uma noite fria e com vento gelado numa piscina aberta (no Ibirapuera em São Paulo). Pode ser que em uma piscina fechada e melhor climatizada, como era a dos Jogos Olímpicos de Londres, ele possa ser ainda mais veloz.

Fratus durante os 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Fratus durante os 50m livre – Foto: Satiro Sodré

O resultado só confirma a hegemonia do Brasil nos 50m livre. O país tem dois dos melhores velocistas da atualidade que têm tudo para nadarem ainda mais rápido. São ótimas as expectativas para os futuros da seleção brasileira até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nos cinquentinha.

RESUMO DO PAN PACÍFICO
A seleção brasileira volta da Austrália com bons resultados. Foram quatro medalhas conquistadas (além do ouro de Fratus, prata com Leonardo de Deus nos 200m borboleta, prata de Felipe França nos 100m peito e bronze com o revezamento masculino 4x100m livre), 30 finais individuais (18 em finais A e 12 em finais B) e nadadores conseguindo cravar seus melhores tempos pessoais em algumas provas.

Por Guilherme Freitas