Swim Channel

Arquivo : curiosidades

Qual o segredo de Katie Ledecky?
Comentários Comente

swimchannel

O que fazer quando você sai de uma Olimpíada com cinco medalhas, sendo quatro de ouro, dois recordes mundiais e aos 19 anos é considerada a maior fundista de todos os tempos?

Muitos tirariam longas férias para arejar cabeça e corpo após árduos quatro anos de treinamentos.

Mas não Katie Ledecky.

Katie Ledecky (Foto: Francois Xavier Marit/Getty Images)

A americana que se consagrou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ingressou na Universidade de Stanford após a Olimpíada e não quis saber de descanso.

Resultado: nas competições universitárias, em piscinas de jardas, superou o recorde americano das 1650 jardas livre, em novembro, e na semana passada melhorou a marca nacional nas 500 jardas livre, que já era dela. E impressionou, como de costume: o tempo de 4min25s15 é cinco segundos mais rápido que o de qualquer outra nadadora, e ela tem as nove melhores marcas da história da prova.

O NCAA, principal competição universitária americana, tem suas provas femininas de natação em duas semanas. Esperem mais um show da nadadora, com a promessa de uma batalha épica nas 200 jardas com Simone Manuel, campeã olímpica dos 100m livre, contra quem já vem tendo grandes duelos – o que é um feito e tanto para Ledecky, já que as 200 jardas é praticamente uma prova de velocidade, que exige grande explosão, qualidade que ela vem aprimorando.

A maior da história?

Por tudo que já fez, muitos dizem que Katie Ledecky já é a maior nadadora de todos os tempos.

Talvez a afirmação soe exagerada no momento. Talvez a americana ainda precise de algumas conquistas para se firmar como o maior nome da natação feminina da história.

Mas, a julgar pela lista feita pelo jornalista John Lohn no livro They Ruled The Pool: The 100 Greatest Swimmers Of All Time, ela já está muito perto do topo. Lançada em 2013, a publicação coloca, na seguinte ordem, os dez maiores nomes da história: Michael Phelps, Mark Spitz, Tracy Caulkins, Krisztina Egerszegi, Janet Evans, Dawn Fraser, Johnny Weissmuller, Ian Thorpe, Matt Biondi e Shane Gould.

A maioria concorda que os feitos de Ledecky já superam os de Evans, considerada por muito tempo a maior nadadora de longas distâncias da história. Então, na pior das hipóteses, ela só está atrás de Caulkins e Egerszegi entre as mulheres.

Não é para menos. Já são seis medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro, aos 19 anos. 13 recordes mundiais batidos. Nove das dez melhores marcas da história dos 400m livre, e os 12 tempos mais rápidos dos 800m livre. Nessa última prova, baixou o recorde mundial em quase dez segundos em quatro anos – para efeito de comparação, foram necessários 30 anos, de 1978 a 2008, para que uma melhora em nível semelhante, de dez segundos e meio, fosse observada. Muitos consideram seu tempo de 8min04s79 um dos mais impressionantes da história.

Katie Ledecky e um de seus quatro ouros olímpicos em 2016 (foto: USA Today Sports)

Muitos perguntam: qual é o segredo de Katie Ledecky?

Michael Phelps, o maior nadador da história, tem flexibilidade acima da média, grande envergadura, centro de massa de seu corpo ideal para a natação pés grandes – enfim, o corpo perfeito para um nadador.

Não é o que ocorre com Ledecky.

Quando o Comitê Olímpico dos Estados Unidos a fez passar por uma bateria de testes físicos logo após os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, nos quais ela venceu os 800m livre, os resultados, segundo seu treinador Bruce Gemmel, não foram dignos de nota. Gemmel ainda diz que, quando ela começou a nadar, não tinha uma puxada de braçada forte, não tinha um bom ritmo de pernada e não tinha grande sensibilidade na água.

Como ela chegou então onde chegou?

Disciplina, determinação e foco obviamente tiveram papéis fundamentais em sua trajetória. Mas uma técnica de nado livre desenvolvida especialmente de acordo com seu biotipo é responsável por tanta eficiência.

Uma técnica de nado perfeita para suas características

Yuri Suguiyama, seu técnico dos 10 aos 15 anos em Washington, no clube Nation’s Capital, achava o estilo de nado de sua jovem pupila OK, mas nada demais. Ela nadava como uma fundista clássica, braçadas simétricas, respiração bilateral, pernada ritmada com dois movimentos para cada ciclo de braçadas.

Ele percebeu então que, apesar de ela não ter grande envergadura ou flexibilidade, tinha uma qualidade marcante: uma enorme força nos quadris.

“Assistindo ao vídeo dos 200m livre de Michael Phelps no Mundial de Melbourne, em 2007, notei que sua pernada era constante o tempo inteiro. E suas braçadas não eram simétricas. Ele nadava meio “mancando”. Braçada esquerda mais curta, braçada direita mais longa. Respirando o tempo inteiro apenas para um único lado. Pensei, ‘Katie pode fazer isso.’ Podia aproveitar a fúria que ela tinha ao nadar,” diz Suguiyama para essa reportagem.

Katie Ledecky, aos nove anos, pede autógrafo a Michael Phelps (foto: arquivo pessoal/Katie Ledecky)

Para incorporar tal técnica, é preciso ter muita força nos quadris. Uma força que muitos nadadores têm, mas poucas nadadoras possuem.

“Descobrimos que é uma técnica que se aproveita muito da força dos quadris, e com eles consigo um ritmo e uma rotação muito boa do meu corpo. E tenho muita força nos quadris,” diz Ledecky. “Essa técnica me faz aproveitar muito bem essa característica.”

O clichê de que Ledecky nada como um homem é justificado em sua técnica de nado.

Veja o vídeo abaixo com comentários de Suguiyama e Gemmel sobre a técnica da nadadora (em inglês).

Esse é o aspecto técnico. Mas existe outro tão importante destacado por Gemmel.

“Não existe fórmula mágica. Ela não tem uma envergadura grande. Não tem uma excepcional flexibilidade nos pés. Assim como Michael (Phelps), seu grande diferencial está na cabeça. E no coração. O apetite pela competição, o ódio de perder, o desejo pelo desafio. E não apenas o desafio na competição, mas também nos treinamentos.”

Ledecky mostra também um interesse acima da média na evolução de sua natação. Estuda de maneira dedicada suas análises biomecânicas, através de dados e vídeos. É uma obcecada em melhorar o aproveitamento de suas braçadas. Tem os números em sua cabeça de quantas braçadas precisa executar por distância e coloca em prática todos os dias.

Certa vez, um site listou 40 dicas para nadar como Katie Ledecky. Seu treinador Bruce Gemmel compartilhou a matéria no Twitter e acrescentou: “Dica número 41: trabalhe duro. Muito duro.”

Por Daniel Takata


“Hoje a natação é uma paz para mim”, diz Michael Phelps
Comentários Comente

swimchannel

Ao longo de 16 anos de carreira competitiva, Michael Phelps conquistou nada mais do que 28 medalhas olímpicas, 34 medalhas em Campeonatos Mundiais, dezenas de recordes e uma infinidade de marcas e estatísticas que permanecerão intactas por muito tempo. Tornou-se um mito, uma lenda viva. Hoje não se pode falar de Jogos Olímpicos sem associá-los ao seu nome. E a história da natação pode muito bem ser dividida entre antes e depois de Phelps. Suas últimas braçadas foram dadas no Olympic Aquatic Stadium durante a final do revezamento 4x100m medley, na última prova do Rio-2016. Ao deixar a piscina chegava ao fim a carreira mais vitoriosa de nosso esporte. Mas como esta a vida de Michael Phelps pós-natação?

Ao fim dos Jogos Rio-2016, Phelps anunciou que abandonava o esporte competitivo de vez. Não haveria um retorno como aconteceu em 2014, após uma breve pausa de 18 meses. O  americano estava decidido a pendurar a sunga e curtir a vida com a esposa Nicole e filho Boomer. Nos últimos meses passou a encarar uma rotina totalmente diferente da de um atleta profissional. Durante boa parte de seu tempo esteve viajando pelos Estados Unidos promovendo seus negócios e participando de diversos eventos. Procurou se divertir com a família e também encontrou-se com o astro do basquete Le Bron James durante uma partida da NBA.

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Se no primeiro semestre do ano passado seu foco era treinar exaustivamente para subir ao pódio nos Jogos do Rio-2016, hoje Phelps dá prioridade para seus negócios pessoais. Principalmente para a Fundação Michael Phelps e a MP, sua marca de acessórios esportivos. Mas mesmo nesta rotina maluca e corrida de eventos e viagens, ele sempre encontra tempo para nadar, mas agora como um hobby.

“Hoje nadar representa uma grande paz para mim, uma forma de escapar e estar sozinho. Como estou aposentado posso nadar do jeito e quanto eu quiser. Cair na piscina para mim é algo que sempre vai fazer parte da minha vida”, disse o supercampeão olímpico durante um evento na semana passada. Além de manter a cabeça sã dando suas braçadas, Phelps também utiliza a modalidade para manter a forma física. Ele revelou neste mesmo evento que além da natação, costuma correr, pedalar e levantar peso para se exercitar.

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

O fim da carreira é sempre bastante pessoal. Há atletas que encaram melhor do que outros, afinal é um ciclo da vida que chega ao fim. Phelps segue sua vida e dá suas braçadas sempre que possível como uma forma de relaxar. A natação lhe proporcionou tudo nesta vida e ele jamais vai deixar de amar este esporte.

Por Guilherme Freitas


Belgrado-1973: o primeiro Mundial de Esportes Aquáticos
Comentários Comente

swimchannel

Entre os dias 23 e 30 de julho acontecerão na piscina do Dagály Budapest Aquatics Complex, em Budapeste, as provas de natação do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos. São esperados na capital da Hungria a presença de aproximadamente 2,5 mil aletas das seis modalidades aquáticas (natação, águas abertas, nado sincronizado, polo aquático, saltos ornamentais e high diving). Esta será a 17ª edição do Mundial que começou há 44 anos reunindo apenas 686 atletas de 47 países.

Belgrado, a então capital da Iugoslávia, sediou entre os dias 31 de agosto e 9 de setembro de 1973 a primeira edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos da Fina. O evento fazia parte dos planos da entidade que buscava realizar um torneio de porte mundial para fazerem os atletas competirem mais durante o intervalo entre uma Olimpíada e outra. Na edição inaugural tivemos provas de natação, saltos ornamentais e nado sincronizado, além de jogos do polo aquático masculino.

A nadadora alemã Kornelia Enders – Foto: Getty Images

A nadadora alemã Kornelia Enders – Foto: Getty Images

Na natação repetiu o cronograma olímpico da época, que não tinha a prova dos 50m livre, dos 50m estilos, dos 800m livre para homens e dos 1500m livre para mulheres. A grande rivalidade foi entre os Estados Unidos e a Alemanha Oriental, que duelaram braçada a braçada pelo topo do quadro de medalhas. Na natação a Alemanha Oriental levou a melhor, tendo um ouro a mais 12 a 11. No quadro geral somando as demais modalidades, vitória americana por 15 a 13. O domínio foi tão grande que a Austrália, grande potência da natação internacional, faturou apenas um ouro com Stephen Holland que bateu o recorde mundial nos 1500m livre.

No masculino Jim Montgomery foi o grande nome do evento ganhando cinco medalhas de ouro nos 100m e 200m livre, 4x100m medley, 4x100m e 4x200m livre. Outro grande nome foi o alemão oriental Roland Matthes com dois ouros nos 100m e 200m costas, batendo nesta última o recorde mundial. No feminino a Alemanha Oriental dominou. Kornelia Ender foi a mais laureada com quatro medalhas de ouro e uma de prata. Ao todo as alemãs orientais triunfaram em dez das 14 provas do programa feminino.

Rômulo Arantes foi finalista em Belgrado – Foto: Reprodução

Rômulo Arantes foi finalista em Belgrado – Foto: Reprodução

O Brasil também marcou presença no primeiro Mundial de Esportes Aquáticos, mas não subiu ao pódio. O país chegou a três finais tendo o melhor resultado com o 4x100m livre que terminou em quinto lugar. Os melhores desempenhos individuais vieram com Ruy Oliveira, que bateu o recorde de campeonato nas eliminatórias dos 100m livre e chegou em oitavo lugar na final e com Rômulo Arantes, que foi o sétimo colocado nos 100m costas.

Ao todo o Mundial registrou ainda 13 recordes mundiais e tornou-se um evento bem visto pelos nadadores e confederações, crescendo de edição em edição. Em julho teremos mais um capítulo dessa história que começou em 1973.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Os maiores recordistas mundiais da atualidade
Comentários Comente

swimchannel

Você sabe quem são os cinco nadadores que detém o maior número de recordes mundiais individuais atualmente? Listamos aqui esses nadadores, todos multicampeões olímpicos e mundiais. Uma curiosidade é que são quatro mulheres e apenas um homem. E este homem é Michael Phelps! Assista ao vídeo, descubra quem são todos eles e assine o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Swim Channel TV: as piscinas mais exóticas do mundo
Comentários Comente

swimchannel

O novo programa da Swim Channel TV lista sete das mais exóticas piscinas do mundo. E tem piscina para todos os gostos! Para quem gosta de ambientes extremos como a piscina mais longa do mundo no Chile ou a piscina mais profunda na Bélgica. A agressiva piscina de Bondi Beach, na Austrália e a de borda infinita nas alturas em Cingapura. Piscina com fundo amarelo no Tibet e vermelho na Tailândia e a enorme piscina térmica de águas termais na Islândia. Assista ao vídeo abaixo, conheça as piscinas e assine nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Nadar no mar faz bem a saúde
Comentários Comente

swimchannel

A natação em águas abertas é uma das modalidades que mais cresce nos últimos anos. A cada ano que passa mais pessoas começam a se interessar em disputar travessias, seja para perder o medo do mar, como forma de condicionamento físico, para experimentar uma nova adrenalina que o esporte oferece ou simplesmente para variar os locais de treinamento. Mas além de todo estes motivos existe uma outra razão para a prática da natação no mar: a saúde.

Em artigo publicado no jornal neo-zelandês New Zealand Herald, o médico Sérgio Diez Alvarez, da Universidade de Newcastle, afirmou que a natação além de um estilo de vida é também uma ótima forma para conservação da saúde. Ou melhor, a água salgada é uma ótima ferramenta para tal. Afinal, ela contém uma quantidade maior de minerais, como sódio, magnésio, cloreto e cálcio, sendo um excelente remédio natural no combate as doenças de pele como eczema e psoríade.

Natação em águas abertas - Foto de Dennis O'Clair

Natação em águas abertas – Foto de Dennis O’Clair

Em seu texto Alvarez ainda destaca que a água do mar pode ter outros benefícios a saúde, como ajudar no tratamento de pessoas que sofrem com problemas respiratórios como rinites alérgicas e sinusites. O médico afirma que estudos já indicaram que a água salgada reduz inflamações e irritações nas cavidades nasais e que pessoas que nadam frequentemente no mar ou vivem neste tipo de ambiente, como pescadores, por exemplo, tendem a ter sistemas respiratórios mais saudáveis. Recentemente vem aumento o número de piscinas que optam pela salinização ao invés do tradicional cloro, deixando a água dessa forma com uma sensação de leveza e bem-estar.

Por fim, Alvarez lembra que a água do mar é uma ótima sugestão para manutenção da saúde mental. O termalismo, que é a terapia da água, feito em água salgada ajuda no combate de sintomas de depressão e ansiedade. Outro tratamento que vem se tornando bastante comum na água do mar é a hidroterapia, terapia em água gelada, que é muito utilizada para reabilitação física. Portanto nadar no mar além de ser uma atividade bastante emocionante também é uma ótima ferramenta para sua saúde. Boas braçadas!

Por Guilherme Freitas


Braçadas natalinas
Comentários Comente

swimchannel

25 de dezembro é sinônimo de Natal, época onde quase todas as famílias se encontram para celebrar a data e colocar a conversa em dia. Uma data também que muitos tiram para descansar e recarregar as baterias. Porém, existem aqueles que não conseguem descansar e precisam dar suas braçadas justamente no dia do Natal. Um treino leve até vai, mas competir em pleno Natal? Sim, isso acontece anualmente desde o início do século 20 na Catalunha com centenas de nadadores disputando um evento de águas abertas.

Este tradicional torneio chama-se Copa Nadal de Natación (Copa de Natal de Natação em português), organizada pelo Club Natació de Barcelona e tem 200 metros de disputa em águas abertas na região do Porto Velho de Barcelona. Esta é também uma das provas mais antigas do mundo. Disputada pela primeira vez em 1907, esta edição deste ano será a de número 107. O evento só não foi realizado duas vezes em 1937 e 1938 quando a Espanha passava por uma violenta guerra civil. A curta distância da travessia se dá pelo fato de ser inverno no hemisfério norte e a temperatura do Mar Mediterrâneo é bastante baixa nesta época do ano.

Nadadoras em clima de descontração - Foto: Josep Lago/AFP Photo

Nadadoras em clima de descontração – Foto: Josep Lago/AFP Photo

O clima do evento é de pura festa e descontração. Trata-se de uma prova com inscrição gratuita e é comum haverem muitos participantes indo para a prova vestido de Papai Noel para celebrar o Natal e brincar com os amigos. Mesmo sendo uma competição mais “light”, a organização premia os melhores atletas com medalhas e troféus nas diferentes categorias, que vão desde as crianças até os masters. Até hoje os maiores vencedores da travessia foram Dani Serra, que acumula dez triunfos na prova masculina e Carmen Soriano, que venceu seis vezes no feminino, ambos nadadores olímpicos espanhóis.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: as diferenças entre natação e águas abertas
Comentários Comente

swimchannel

A Swim Channel TV apresenta aqui um vídeo especial mostrando as principais diferenças entre as provas de natação em piscina e em águas abertas. Respiração, contato físico, temperatura da água, navegação e esteira são algumas das curiosidades e diferenças destas duas modalidades que parecem a primeira vista tão semelhantes, mas no fundo são bastantes distintas. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!


Florent Manaudou deixa a natação para jogar handball
Comentários Comente

swimchannel

Uma bomba caiu no mundo da natação esta semana com o anuncio que Florent Manaudou fez ao dizer que dará uma pausa na natação competitiva para se dedicar a uma de suas grandes paixões: o handball. O francês já havia revelado que tinha como objetivo atuar profissionalmente nesta modalidade e contamos isso aqui na SWIM CHANNEL. Apaixonado pelo esporte de quadra, que praticou por dez anos, o gigante francês já esta treinando com a equipe do Aix en Provence. Já assistimos na história alguns nadadores trocarem de modalidade, porém, o mais comum é deixar a natação para se dedicar a outros esportes aquáticos como o pólo aquático ou o nado sincronizado.

Recentemente podemos nos lembrar de Michael Phelps. Ao deixar as piscinas depois de se consagrar em Londres-2012 ele tinha entre suas atividades pós-natação o hobby de jogar golfe. Ele disputou competições amadoras e até cogitou atuar profissionalmente, mas após um tempo resolveu voltar a nadar. Outro caso que deve acontecer em breve é do americano Tyler Clary. Campeão olímpico em Londres-2012, o americano já revelou que pretende se dedicar futuramente ao automobilismo e chegar a Nascar, seu sonho de infância.

Manaudou é apaixonado por handball - Foto: Reprodução

Manaudou é apaixonado por handball – Foto: Reprodução

Na natação o cinema é uma atividade que costuma atrair nadadores. O americano Johnny Weissmuller tem feitos incríveis nas piscinas. Foi bicampeão olímpico dos 100m livre e primeiro homem a nadar a distância abaixo do minuto, além de ter sido jogador de pólo aquático. Porém, é conhecido popularmente pelo público leigo como o Tarzã do cinema. Já o italiano Carlo Pedersoli também teve uma bela carreira na piscina disputando duas Olimpíadas, mas se eternizou mesmo como Bud Spencer, e fez sucesso no cinema italiano e em Hollywood . No Brasil tivemos o caso de Rômulo Arantes, que após deixar a natação se tornou um ator de sucesso nas novelas da TV Globo até falecer em um acidente aéreo.

Mudar radicalmente de uma modalidade para outra totalmente diferente não é novidade no universo esportivo. O exemplo mais famoso aconteceu com Michael Jordan. Maior jogador da história do basquete, o americano deu um tempo nas quadras para se dedicar ao baseball. Alegando estar desmotivado do basquete e para realizar o sonho do pai, que havia sido assassinado nesta época e sempre sonhou em ver o filho com um taco na mão, ele atuou por um ano e meio em equipes das ligas menores de baseball e após uma passagem frustrante resolveu retornar as quadras para se eternizar. O atletismo reúne muitas história de troca drásticas como Marion Jones que atuou no basquete americano, Jean Galfione que virou iatista e Lolo Jones que passou a correr de bobsled. E Jason Statham um dos atores mais famosos atualmente foi atleta de saltos ornamentais tendo disputado eventos internacionais.

Phelps quase seguiu carreira profissional no golfe – Foto: Reprodução

Phelps quase seguiu carreira profissional no golfe – Foto: Reprodução

Manaudou não mencionou a palavra aposentadoria em sua carta publicada em seu perfil do Facebook, apenas disse que dará um tempo. Ou seja, existe a possibilidade de vermos novamente o gigante francês nas piscinas. Citando os regressos vitoriosos de Anthony Ervin e Michael Phelps após breves paradas em suas carreiras, Manaudou pode quem sabe se inspirar nos dois campeões olímpicos para retornar um dia as piscinas. Porém, tudo vai depender do sucesso de sua nova carreira no handball.

Por Guilherme Freitas


Comendo e dormindo debaixo d’água
Comentários Comente

swimchannel

No meio do Oceano Atlântico existe um pequeno país com características únicas. Formado por 1.196 ilhas, das quais apenas 203 são povoadas, a República das Maldivas (também conhecida como Ilhas Maldivas) é como podemos ver um lugar cercado de água. Esse cerco esta ficando perigoso, afinal com o aumento do nível do mar, existem certos pontos do território que correm até o risco de desaparecer. Famosa pelas belas paisagens naturais, as Ilhas Maldivas também são um lugar exótico por sua vida, literalmente, debaixo d’água.

O restaurante Subsix - Foto: Reprodução

O restaurante Subsix – Foto: Reprodução

São diversas construções subaquáticas que atraem anualmente turistas ao país. Um dos locais mais famosos é o resort Per Aquum Niyama, graças ao restaurante Subsix que tem um atrativo a mais além dos tradicionais pratos locais: poder observar peixes e a vida marítima enquanto degusta de suas iguarias. Ele fica debaixo d’água, a exatos seis metros abaixo da linha do mar. Com um ambiente todo decorado com uma estética que lembra o fundo mar, há uma forte camada de vidro que separa o restaurante das águas do Oceano Índico.

Quarto do hotel Conrad Hilton - Foto: Reprodução

Quarto do hotel Conrad Hilton – Foto: Reprodução

De fato as Ilhas Maldivas são um local bastante exótico. Além desse restaurante subaquático, existe também um hotel temático. Trata-se do Conrad Hilton que foi construído cinco metros abaixo da linha da água que oferece uma experiência digamos, diferente aos hóspedes. Ao invés de abrir a cortina para observar o céu, que se hospedar por lá vai olhar diretamente para a vida marítima através de um vidro transparente de 125mm de espessura.

Vista de resort nas Ilhas Maldivas - Foto: Reprodução

Vista de resort nas Ilhas Maldivas – Foto: Reprodução

Outra construção muito comum e famosa no país são os hotéis flutuantes, que normalmente são formados por diversos bangalôs em praias ou atóis, onde os hóspedes podem aproveitar para tomar banho e se divertir na piscina que é o próprio Oceano. Um destino e tanto para quem adora água passar as férias.

Por Guilherme Freitas