Swim Channel

Arquivo : curiosidades

Troféu Maria Lenk: 18 verdades, 1 mentira
Comentários Comente

swimchannel

Parque Aquático Maria Lenk (foto: reprodução/Rio2016)

Na semana que vem, será disputado o Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, última seletiva para o Campeonato Mundial de esportes aquáticos e o Campeonato Mundial Júnior. Na onda da brincadeira “9 verdades, 1 mentira”, fazemos aqui nossa versão: “18 verdades, 1 mentira” sobre a competição, que até a edição de 2006 se chamava Troféu Brasil. Um agradecimento especial a Renato Cordani, pela ajuda na obtenção de algumas informações. Consegue adivinhar qual é a falsa?

Obs.: para os levantamentos realizados, foi considerado que, quando determinado atleta terminava a prova atrás somente de nadadores estrangeiros, ele não venceu a prova. Apesar de ser considerado o campeão brasileiro, não foi o campeão da prova na competição.

1 – Na primeira edição do Troféu Brasil, disputado em 1962 em Porto Alegre, o vencedor dos 200m borboleta, Luiz Simi, completou a distância em 2min40s04. O tempo não seria suficiente para alcançar a final B do último Troféu Maria Lenk… nos 200m peito feminino. Outros tempos…

2 – No Troféu Brasil de 1978, Djan Madruga obteve o incrível feito de 12 medalhas de ouro, sendo nove individuais e três em revezamentos. As únicas provas do programa que não venceu foram os 100m costas e os 100m e 200m peito – na época as provas de 50m livre, 50m borboleta, 50m costas, 50m peito e 800m livre não constavam no programa de provas masculino. O feito nunca pôde ser repetido, pois o regulamento foi alterado, limitando o número de provas por atleta, que variou ao longo dos anos. Hoje, são permitidas quatro provas individuais por nadador, mais os quatro revezamentos.

3 – Fenômenos da natação brasileira na década de 80, Ricardo Prado e Patricia Amorim venceram suas primeiras provas em Troféu Brasil em idades tenras: Ricardo tinha 14 ao vencer os 400m medley em 1979, e Patricia, 13, quando conquistou o ouro nos 200m livre em 1983. Em janeiro de 1986, Georgiana Magalhães venceu os 100m peito. Não temos sua idade exata, mas, pelas suas participações em brasileiros de categoria, na ocasião ela tinha no máximo 14 anos e um mês de idade. Desde então não vemos vencedores tão novos (Poliana Okimoto venceu aos 14 anos e sete meses em 1997) e parece improvável que, no cenário atual, testemunhemos tal feito novamente.

Ricardo Prado, 14 anos em 1979 (foto: Arquivo Folha)

4 – Na edição de 1982, Jorge Fernandes teve um desempenho memorável, talvez o mais marcante dos anos 80 na competição, ao vencer os 100m e 200m livre com 51s21 e 1min51s33. Os resultados assombraram a comunidade e estavam muito à frente de seu tempo no país. Tanto que duraram como recordes nacionais por quase uma década. Nos 200m, seu tempo lhe daria a medalha de bronze olímpica dois anos antes.

5 – No Troféu de 1988, Cristiano Michelena teve um desempenho memorável e conquistou sete medalhas de ouro (100m, 200m, 400m, 800m e 1500m livre e revezamentos 4x100m e 4x200m livre). Após a limitação do número de provas por atleta, citada no número 3, o feito de Cristiano ficou por anos sendo o melhor de um atleta na competição. Foi superado em 2007, ano em que Thiago Pereira obteve sete ouros e uma prata.

6 – A rivalidade entre Fernando Scherer e Gustavo Borges era grande na década de 90 nas provas de velocidade do nado livre. No entanto, apesar de Gustavo ter tido mais conquistas internacionais, no Troféu Brasil quem dava as cartas era Xuxa: entre 1992 e 1998, venceu os 50m e 100m livre por sete vezes consecutivas.

7 – O Flamengo, graças principalmente à fortíssima equipe da década de 80 (campeã oito vezes consecutivas entre 1980 e 1987), chegou a 12 títulos em 2002, e parecia que não perderia a liderança em conquistas por muito tempo. Mas o Pinheiros não perdeu tempo e repetiu o feito do rival: oito títulos consecutivos de 2003 a 2010, completando 13 títulos e tornando-se a equipe mais vencedora do torneio. Com as vitórias em 2015 e 2016, hoje totaliza 15 títulos.

8 – A última medalha de Gustavo Borges no Troféu veio no revezamento 4x100m livre em 2004. Curiosamente, nadando na mesma equipe pelo Pinheiros, estava Cesar Cielo, que conquistava sua primeira medalha na história da competição. Praticamente uma passagem de bastão.

Cesar Cielo e Gustavo Borges (foto: Satiro Sodré/SSPress)

9 – O Parque Aquático Maria Lenk foi inaugurado há dez anos para os Jogos Pan-Americanos de 2007. No mesmo ano, Maria Lenk morreu, e o Troféu Brasil passou a levar seu nome. A partir de então, parecia que o melhor complexo aquático do país seria local cativo para a principal competição nacional. Mas o torneio foi disputado lá somente quatro vezes até hoje.

10 – Em 2009, a competição viu o único recorde mundial de sua história: ao completar os 50m peito em 26s89 nas eliminatórias da prova, Felipe França superou a marca global que pertencia ao sul-africano Cameron van der Burgh.

11- Em 2009, Gabriella Silva nadou os 50m livre e terminou na quarta posição, a menos de um décimo da medalha de bronze… nadando borboleta! E nadando contra fortes adversárias: seis das outras sete competidoras haviam representado o Brasil em Jogos Olímpicos, cinco delas no ano anterior. Além da própria Gabriella, claro.

Gabriella Silva (foto: Satiro Sodré/SSPress)

12 – Thiago Pereira, com 13 vitórias nos 400m medley entre 2003 e 2015, é quem mais venceu consecutivamente uma prova na história do torneio. Em número de vitórias, no entanto, Fabiola Molina é imbatível: 44 títulos individuais entre 1992 e 2012.

13 – Joanna Maranhão e Thiago Pereira são os únicos a vencerem provas individuais em todos os estilos na história da competição. Joanna venceu pela primeira vez em cada estilo nas seguintes ocasiões: 2002 (200m peito), 2003 (200m medley), 2008 (200m costas e 200m borboleta) e 2010 (400m livre). Thiago, por sua vez, ganhou em 2003 (400m medley), 2005 (200m peito), 2007 (200m costas), 2008 (400m livre) e 2013 (100m borbleta).

14 – A partir da década de 90, tornou-se comum clubes trazerem atletas estrangeiros para ajudarem nas pontuações, principalmente no feminino. Diversas atletas que subiram ao pódio em Olimpíadas nadaram a competição, como Inge de Bruijn, Yana Klochkova, Mireia Belmonte, Katinka Hosszu, Rebecca Soni, Laure Manaudou, Kirsty Coventry e Therese Alshammar. No entanto, somente dois atletas que conquistaram medalhas olímpicas em provas individuais masculinas nadaram o Troféu: o austríaco Markus Rogan em 2010 e o tunisiano Oussama Mellouli, em 2011.

15 – Por falar em estrangeiros, faz algum tempo que uma edição de Troféu não é vencida somente por nadadores brasileiros. Muito tempo. A última vez que isso ocorreu foi em 1996.

16 – Em 2014, foi disputada pela primeira e única vez uma prova de águas abertas dentro da programação da competição. Os 5 km foram disputados na raia da USP, e foram vencidos por Poliana Okimoto e Luiz Rogério Arapiraca.

17 – Os medalhistas olímpicos Thiago Pereira e Cesar Cielo são os maiores nomes da natação do país deste século. Mas, enquanto Thiago superou cinco recordes sul-americanos individuais na competição, Cesar obteve somente um, nos 100m livre em 2009.

18 – Este ano, dois atletas têm a chance de defenderem as maiores hegemonias da competição na atualidade. Leonardo de Deus nos 200m borboleta e 200m costas e a argentina Julia Sebastian nos 200m peito dominam suas provas desde 2012, e podem conquistar hexacampeonatos em 2017.

Leonardo de Deus (foto: Satiro Sodré)

19 – O programa de provas como é disputado hoje, com todas as provas presentes em Campeonatos Mundiais mais o revezamento 4x50m livre, se mantém desde 2002 (com uma exceção para 2016, edição na qual foram disputadas apenas provas olímpicas e sem revezamentos). Os 800m livre masculino e 1500 livre feminino eram disputados na competição na década de 80, mas foram removidos do programa, e voltaram em 2002. As provas de 50m borboleta, 50m costas e 50m peito e o 4x50m livre foram acrescentadas em 1999.

Por Daniel Takata


Swim Channel TV: Cinco curiosidades sobre Maria Lenk
Comentários Comente

swimchannel

Daqui duas semanas começará no Parque Aquático Maria Lenk, o Troféu Maria Lenk. Tanto o campeonato, que antes se chamava Troféu Brasil, como o complexo aquático receberam este nome em homenagem a pioneira da natação brasileira. Maria Lenk teve uma vida inteira dedicada ao esporte e a natação, vindo a falecer logo após um treino aos 92 anos de idade. Além das conquistas dentro da piscina também fez muito pela educação física no país. Listamos aqui algumas curiosidades sobre essa personalidade e o porque de sua importância para a natação brasileira. E não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Qual o segredo de Katie Ledecky?
Comentários Comente

swimchannel

O que fazer quando você sai de uma Olimpíada com cinco medalhas, sendo quatro de ouro, dois recordes mundiais e aos 19 anos é considerada a maior fundista de todos os tempos?

Muitos tirariam longas férias para arejar cabeça e corpo após árduos quatro anos de treinamentos.

Mas não Katie Ledecky.

Katie Ledecky (Foto: Francois Xavier Marit/Getty Images)

A americana que se consagrou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ingressou na Universidade de Stanford após a Olimpíada e não quis saber de descanso.

Resultado: nas competições universitárias, em piscinas de jardas, superou o recorde americano das 1650 jardas livre, em novembro, e na semana passada melhorou a marca nacional nas 500 jardas livre, que já era dela. E impressionou, como de costume: o tempo de 4min25s15 é cinco segundos mais rápido que o de qualquer outra nadadora, e ela tem as nove melhores marcas da história da prova.

O NCAA, principal competição universitária americana, tem suas provas femininas de natação em duas semanas. Esperem mais um show da nadadora, com a promessa de uma batalha épica nas 200 jardas com Simone Manuel, campeã olímpica dos 100m livre, contra quem já vem tendo grandes duelos – o que é um feito e tanto para Ledecky, já que as 200 jardas é praticamente uma prova de velocidade, que exige grande explosão, qualidade que ela vem aprimorando.

A maior da história?

Por tudo que já fez, muitos dizem que Katie Ledecky já é a maior nadadora de todos os tempos.

Talvez a afirmação soe exagerada no momento. Talvez a americana ainda precise de algumas conquistas para se firmar como o maior nome da natação feminina da história.

Mas, a julgar pela lista feita pelo jornalista John Lohn no livro They Ruled The Pool: The 100 Greatest Swimmers Of All Time, ela já está muito perto do topo. Lançada em 2013, a publicação coloca, na seguinte ordem, os dez maiores nomes da história: Michael Phelps, Mark Spitz, Tracy Caulkins, Krisztina Egerszegi, Janet Evans, Dawn Fraser, Johnny Weissmuller, Ian Thorpe, Matt Biondi e Shane Gould.

A maioria concorda que os feitos de Ledecky já superam os de Evans, considerada por muito tempo a maior nadadora de longas distâncias da história. Então, na pior das hipóteses, ela só está atrás de Caulkins e Egerszegi entre as mulheres.

Não é para menos. Já são seis medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro, aos 19 anos. 13 recordes mundiais batidos. Nove das dez melhores marcas da história dos 400m livre, e os 12 tempos mais rápidos dos 800m livre. Nessa última prova, baixou o recorde mundial em quase dez segundos em quatro anos – para efeito de comparação, foram necessários 30 anos, de 1978 a 2008, para que uma melhora em nível semelhante, de dez segundos e meio, fosse observada. Muitos consideram seu tempo de 8min04s79 um dos mais impressionantes da história.

Katie Ledecky e um de seus quatro ouros olímpicos em 2016 (foto: USA Today Sports)

Muitos perguntam: qual é o segredo de Katie Ledecky?

Michael Phelps, o maior nadador da história, tem flexibilidade acima da média, grande envergadura, centro de massa de seu corpo ideal para a natação pés grandes – enfim, o corpo perfeito para um nadador.

Não é o que ocorre com Ledecky.

Quando o Comitê Olímpico dos Estados Unidos a fez passar por uma bateria de testes físicos logo após os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, nos quais ela venceu os 800m livre, os resultados, segundo seu treinador Bruce Gemmel, não foram dignos de nota. Gemmel ainda diz que, quando ela começou a nadar, não tinha uma puxada de braçada forte, não tinha um bom ritmo de pernada e não tinha grande sensibilidade na água.

Como ela chegou então onde chegou?

Disciplina, determinação e foco obviamente tiveram papéis fundamentais em sua trajetória. Mas uma técnica de nado livre desenvolvida especialmente de acordo com seu biotipo é responsável por tanta eficiência.

Uma técnica de nado perfeita para suas características

Yuri Suguiyama, seu técnico dos 10 aos 15 anos em Washington, no clube Nation’s Capital, achava o estilo de nado de sua jovem pupila OK, mas nada demais. Ela nadava como uma fundista clássica, braçadas simétricas, respiração bilateral, pernada ritmada com dois movimentos para cada ciclo de braçadas.

Ele percebeu então que, apesar de ela não ter grande envergadura ou flexibilidade, tinha uma qualidade marcante: uma enorme força nos quadris.

“Assistindo ao vídeo dos 200m livre de Michael Phelps no Mundial de Melbourne, em 2007, notei que sua pernada era constante o tempo inteiro. E suas braçadas não eram simétricas. Ele nadava meio “mancando”. Braçada esquerda mais curta, braçada direita mais longa. Respirando o tempo inteiro apenas para um único lado. Pensei, ‘Katie pode fazer isso.’ Podia aproveitar a fúria que ela tinha ao nadar,” diz Suguiyama para essa reportagem.

Katie Ledecky, aos nove anos, pede autógrafo a Michael Phelps (foto: arquivo pessoal/Katie Ledecky)

Para incorporar tal técnica, é preciso ter muita força nos quadris. Uma força que muitos nadadores têm, mas poucas nadadoras possuem.

“Descobrimos que é uma técnica que se aproveita muito da força dos quadris, e com eles consigo um ritmo e uma rotação muito boa do meu corpo. E tenho muita força nos quadris,” diz Ledecky. “Essa técnica me faz aproveitar muito bem essa característica.”

O clichê de que Ledecky nada como um homem é justificado em sua técnica de nado.

Veja o vídeo abaixo com comentários de Suguiyama e Gemmel sobre a técnica da nadadora (em inglês).

Esse é o aspecto técnico. Mas existe outro tão importante destacado por Gemmel.

“Não existe fórmula mágica. Ela não tem uma envergadura grande. Não tem uma excepcional flexibilidade nos pés. Assim como Michael (Phelps), seu grande diferencial está na cabeça. E no coração. O apetite pela competição, o ódio de perder, o desejo pelo desafio. E não apenas o desafio na competição, mas também nos treinamentos.”

Ledecky mostra também um interesse acima da média na evolução de sua natação. Estuda de maneira dedicada suas análises biomecânicas, através de dados e vídeos. É uma obcecada em melhorar o aproveitamento de suas braçadas. Tem os números em sua cabeça de quantas braçadas precisa executar por distância e coloca em prática todos os dias.

Certa vez, um site listou 40 dicas para nadar como Katie Ledecky. Seu treinador Bruce Gemmel compartilhou a matéria no Twitter e acrescentou: “Dica número 41: trabalhe duro. Muito duro.”

Por Daniel Takata


“Hoje a natação é uma paz para mim”, diz Michael Phelps
Comentários Comente

swimchannel

Ao longo de 16 anos de carreira competitiva, Michael Phelps conquistou nada mais do que 28 medalhas olímpicas, 34 medalhas em Campeonatos Mundiais, dezenas de recordes e uma infinidade de marcas e estatísticas que permanecerão intactas por muito tempo. Tornou-se um mito, uma lenda viva. Hoje não se pode falar de Jogos Olímpicos sem associá-los ao seu nome. E a história da natação pode muito bem ser dividida entre antes e depois de Phelps. Suas últimas braçadas foram dadas no Olympic Aquatic Stadium durante a final do revezamento 4x100m medley, na última prova do Rio-2016. Ao deixar a piscina chegava ao fim a carreira mais vitoriosa de nosso esporte. Mas como esta a vida de Michael Phelps pós-natação?

Ao fim dos Jogos Rio-2016, Phelps anunciou que abandonava o esporte competitivo de vez. Não haveria um retorno como aconteceu em 2014, após uma breve pausa de 18 meses. O  americano estava decidido a pendurar a sunga e curtir a vida com a esposa Nicole e filho Boomer. Nos últimos meses passou a encarar uma rotina totalmente diferente da de um atleta profissional. Durante boa parte de seu tempo esteve viajando pelos Estados Unidos promovendo seus negócios e participando de diversos eventos. Procurou se divertir com a família e também encontrou-se com o astro do basquete Le Bron James durante uma partida da NBA.

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Phelps e Nicole posam para foto em evento – Foto: Bryan Bedder/Getty Images

Se no primeiro semestre do ano passado seu foco era treinar exaustivamente para subir ao pódio nos Jogos do Rio-2016, hoje Phelps dá prioridade para seus negócios pessoais. Principalmente para a Fundação Michael Phelps e a MP, sua marca de acessórios esportivos. Mas mesmo nesta rotina maluca e corrida de eventos e viagens, ele sempre encontra tempo para nadar, mas agora como um hobby.

“Hoje nadar representa uma grande paz para mim, uma forma de escapar e estar sozinho. Como estou aposentado posso nadar do jeito e quanto eu quiser. Cair na piscina para mim é algo que sempre vai fazer parte da minha vida”, disse o supercampeão olímpico durante um evento na semana passada. Além de manter a cabeça sã dando suas braçadas, Phelps também utiliza a modalidade para manter a forma física. Ele revelou neste mesmo evento que além da natação, costuma correr, pedalar e levantar peso para se exercitar.

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

Phelps também aproveita para curtir o filho Boomer – Foto: Angeliki Jackson

O fim da carreira é sempre bastante pessoal. Há atletas que encaram melhor do que outros, afinal é um ciclo da vida que chega ao fim. Phelps segue sua vida e dá suas braçadas sempre que possível como uma forma de relaxar. A natação lhe proporcionou tudo nesta vida e ele jamais vai deixar de amar este esporte.

Por Guilherme Freitas


Belgrado-1973: o primeiro Mundial de Esportes Aquáticos
Comentários Comente

swimchannel

Entre os dias 23 e 30 de julho acontecerão na piscina do Dagály Budapest Aquatics Complex, em Budapeste, as provas de natação do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos. São esperados na capital da Hungria a presença de aproximadamente 2,5 mil aletas das seis modalidades aquáticas (natação, águas abertas, nado sincronizado, polo aquático, saltos ornamentais e high diving). Esta será a 17ª edição do Mundial que começou há 44 anos reunindo apenas 686 atletas de 47 países.

Belgrado, a então capital da Iugoslávia, sediou entre os dias 31 de agosto e 9 de setembro de 1973 a primeira edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos da Fina. O evento fazia parte dos planos da entidade que buscava realizar um torneio de porte mundial para fazerem os atletas competirem mais durante o intervalo entre uma Olimpíada e outra. Na edição inaugural tivemos provas de natação, saltos ornamentais e nado sincronizado, além de jogos do polo aquático masculino.

A nadadora alemã Kornelia Enders – Foto: Getty Images

A nadadora alemã Kornelia Enders – Foto: Getty Images

Na natação repetiu o cronograma olímpico da época, que não tinha a prova dos 50m livre, dos 50m estilos, dos 800m livre para homens e dos 1500m livre para mulheres. A grande rivalidade foi entre os Estados Unidos e a Alemanha Oriental, que duelaram braçada a braçada pelo topo do quadro de medalhas. Na natação a Alemanha Oriental levou a melhor, tendo um ouro a mais 12 a 11. No quadro geral somando as demais modalidades, vitória americana por 15 a 13. O domínio foi tão grande que a Austrália, grande potência da natação internacional, faturou apenas um ouro com Stephen Holland que bateu o recorde mundial nos 1500m livre.

No masculino Jim Montgomery foi o grande nome do evento ganhando cinco medalhas de ouro nos 100m e 200m livre, 4x100m medley, 4x100m e 4x200m livre. Outro grande nome foi o alemão oriental Roland Matthes com dois ouros nos 100m e 200m costas, batendo nesta última o recorde mundial. No feminino a Alemanha Oriental dominou. Kornelia Ender foi a mais laureada com quatro medalhas de ouro e uma de prata. Ao todo as alemãs orientais triunfaram em dez das 14 provas do programa feminino.

Rômulo Arantes foi finalista em Belgrado – Foto: Reprodução

Rômulo Arantes foi finalista em Belgrado – Foto: Reprodução

O Brasil também marcou presença no primeiro Mundial de Esportes Aquáticos, mas não subiu ao pódio. O país chegou a três finais tendo o melhor resultado com o 4x100m livre que terminou em quinto lugar. Os melhores desempenhos individuais vieram com Ruy Oliveira, que bateu o recorde de campeonato nas eliminatórias dos 100m livre e chegou em oitavo lugar na final e com Rômulo Arantes, que foi o sétimo colocado nos 100m costas.

Ao todo o Mundial registrou ainda 13 recordes mundiais e tornou-se um evento bem visto pelos nadadores e confederações, crescendo de edição em edição. Em julho teremos mais um capítulo dessa história que começou em 1973.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Os maiores recordistas mundiais da atualidade
Comentários Comente

swimchannel

Você sabe quem são os cinco nadadores que detém o maior número de recordes mundiais individuais atualmente? Listamos aqui esses nadadores, todos multicampeões olímpicos e mundiais. Uma curiosidade é que são quatro mulheres e apenas um homem. E este homem é Michael Phelps! Assista ao vídeo, descubra quem são todos eles e assine o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Swim Channel TV: as piscinas mais exóticas do mundo
Comentários Comente

swimchannel

O novo programa da Swim Channel TV lista sete das mais exóticas piscinas do mundo. E tem piscina para todos os gostos! Para quem gosta de ambientes extremos como a piscina mais longa do mundo no Chile ou a piscina mais profunda na Bélgica. A agressiva piscina de Bondi Beach, na Austrália e a de borda infinita nas alturas em Cingapura. Piscina com fundo amarelo no Tibet e vermelho na Tailândia e a enorme piscina térmica de águas termais na Islândia. Assista ao vídeo abaixo, conheça as piscinas e assine nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Nadar no mar faz bem a saúde
Comentários Comente

swimchannel

A natação em águas abertas é uma das modalidades que mais cresce nos últimos anos. A cada ano que passa mais pessoas começam a se interessar em disputar travessias, seja para perder o medo do mar, como forma de condicionamento físico, para experimentar uma nova adrenalina que o esporte oferece ou simplesmente para variar os locais de treinamento. Mas além de todo estes motivos existe uma outra razão para a prática da natação no mar: a saúde.

Em artigo publicado no jornal neo-zelandês New Zealand Herald, o médico Sérgio Diez Alvarez, da Universidade de Newcastle, afirmou que a natação além de um estilo de vida é também uma ótima forma para conservação da saúde. Ou melhor, a água salgada é uma ótima ferramenta para tal. Afinal, ela contém uma quantidade maior de minerais, como sódio, magnésio, cloreto e cálcio, sendo um excelente remédio natural no combate as doenças de pele como eczema e psoríade.

Natação em águas abertas - Foto de Dennis O'Clair

Natação em águas abertas – Foto de Dennis O’Clair

Em seu texto Alvarez ainda destaca que a água do mar pode ter outros benefícios a saúde, como ajudar no tratamento de pessoas que sofrem com problemas respiratórios como rinites alérgicas e sinusites. O médico afirma que estudos já indicaram que a água salgada reduz inflamações e irritações nas cavidades nasais e que pessoas que nadam frequentemente no mar ou vivem neste tipo de ambiente, como pescadores, por exemplo, tendem a ter sistemas respiratórios mais saudáveis. Recentemente vem aumento o número de piscinas que optam pela salinização ao invés do tradicional cloro, deixando a água dessa forma com uma sensação de leveza e bem-estar.

Por fim, Alvarez lembra que a água do mar é uma ótima sugestão para manutenção da saúde mental. O termalismo, que é a terapia da água, feito em água salgada ajuda no combate de sintomas de depressão e ansiedade. Outro tratamento que vem se tornando bastante comum na água do mar é a hidroterapia, terapia em água gelada, que é muito utilizada para reabilitação física. Portanto nadar no mar além de ser uma atividade bastante emocionante também é uma ótima ferramenta para sua saúde. Boas braçadas!

Por Guilherme Freitas


Braçadas natalinas
Comentários Comente

swimchannel

25 de dezembro é sinônimo de Natal, época onde quase todas as famílias se encontram para celebrar a data e colocar a conversa em dia. Uma data também que muitos tiram para descansar e recarregar as baterias. Porém, existem aqueles que não conseguem descansar e precisam dar suas braçadas justamente no dia do Natal. Um treino leve até vai, mas competir em pleno Natal? Sim, isso acontece anualmente desde o início do século 20 na Catalunha com centenas de nadadores disputando um evento de águas abertas.

Este tradicional torneio chama-se Copa Nadal de Natación (Copa de Natal de Natação em português), organizada pelo Club Natació de Barcelona e tem 200 metros de disputa em águas abertas na região do Porto Velho de Barcelona. Esta é também uma das provas mais antigas do mundo. Disputada pela primeira vez em 1907, esta edição deste ano será a de número 107. O evento só não foi realizado duas vezes em 1937 e 1938 quando a Espanha passava por uma violenta guerra civil. A curta distância da travessia se dá pelo fato de ser inverno no hemisfério norte e a temperatura do Mar Mediterrâneo é bastante baixa nesta época do ano.

Nadadoras em clima de descontração - Foto: Josep Lago/AFP Photo

Nadadoras em clima de descontração – Foto: Josep Lago/AFP Photo

O clima do evento é de pura festa e descontração. Trata-se de uma prova com inscrição gratuita e é comum haverem muitos participantes indo para a prova vestido de Papai Noel para celebrar o Natal e brincar com os amigos. Mesmo sendo uma competição mais “light”, a organização premia os melhores atletas com medalhas e troféus nas diferentes categorias, que vão desde as crianças até os masters. Até hoje os maiores vencedores da travessia foram Dani Serra, que acumula dez triunfos na prova masculina e Carmen Soriano, que venceu seis vezes no feminino, ambos nadadores olímpicos espanhóis.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: as diferenças entre natação e águas abertas
Comentários Comente

swimchannel

A Swim Channel TV apresenta aqui um vídeo especial mostrando as principais diferenças entre as provas de natação em piscina e em águas abertas. Respiração, contato físico, temperatura da água, navegação e esteira são algumas das curiosidades e diferenças destas duas modalidades que parecem a primeira vista tão semelhantes, mas no fundo são bastantes distintas. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!