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Michael Phelps de olho em Tóquio-2020
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No dia 17 de agosto de 2016 quando Nathan Adrian bateu na parede e concluiu a vitória americana no revezamento 4x100m medley na final olímpica no Rio de Janeiro chegava ao fim oficialmente a carreira de Michael Phelps. Naquele dia ele havia nadado a parcial de borboleta e se despedia do esporte que o transformou no maior atleta olímpico de todos os tempos. Era um adeus com chave, ou melhor, medalha de ouro. A sua 28ª nos Jogos. Uma carreira de sucesso absoluto e que dificilmente será superada algum dia. Naquele mesmo 17 de agosto, Phelps deu sua última entrevista coletiva como um atleta de elite. Dali em diante não o veríamos mais em uma Olimpíada, pelo menos dentro d’água.

Ainda faltam três anos e meio para os Jogos de Tóquio-2020, mas Phelps já começou a traçar seus planos para estar presente na maior competição do planeta. Agora não mais como nadador e nem como técnico, dirigente ou comentarista de TV. Ele pretende aportar no Japão como empresário e quer ver os melhores nadadores do mundo utilizarem acessórios de sua própria marca: a MP. “Isso se tornou uma paixão para mim e estou disposto a gastar muito e energia nessa nova função. Gosto de estar próximo a natação e acredito que poderei trabalhar nesse ramo por muitos anos”, disse o supercampeão olímpico a um jornal francês durante um evento recente em Paris.

Phelps e sua esposa Nicole em evento da MP em Paris – Foto: Lionel Bonaventure/AFP Photo

Em 2014 Phelps anunciou que retornaria as piscinas após uma breve aposentadoria de 20 meses. Ao mesmo tempo começou a atuar em parceria com a AquaSphere e seu técnico Bob Bowman no desenvolvimento de trajes e acessórios para natação competitiva. No começo de 2015 ele lançou oficialmente a MP e seguiu trabalhando juntamente com a AquaSphere na produção de produtos de alto nível utilizando sua experiência e conhecimento. Em seguida surgiram os primeiros produtos da empresa: os jammers e kneeskins Xpresso e a linha de óculos Xceed, ambos utilizados por Phelps no Rio-2016.

Hoje a MP é vendida em diversos países além dos Estados Unidos como Austrália e Brasil. No Rio de Janeiro ele foi a principal vitrine e garoto propaganda da marca durante sua campanha arrebatadora e ajudou a expandir a fama da marca. Outro detalhe é que ele opina bastante durante o trabalho de desenvolvimento dos acessórios. “Não tive esta oportunidade de alguém escutar o que eu tinha a dizer sobre um produto ou uma combinação no passado e agora estou adorando poder passar toda minha experiência de mais de 20 anos piscina. E espero que muitos nadadores utilizem nossos produtos na próxima Olimpíada. Seria um sonho se tornando realidade”, afirmou o agora ex-nadador e empresário. E aguarde que nas próximas semanas a SWIM CHANNEL fará algumas matérias sobre os trajes e acessórios da linha MP.

Por Guilherme Freitas


Manaudou pode retornar um dia a natação? Phelps crê que sim
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A natação é um esporte de idas e vindas. É comum nadadores despontarem ainda muito jovens ao estrelato e decidirem se aposentar das piscinas precocemente. Já cansamos de ver histórias assim. Ian Thorpe e Anthony Ervin  são alguns exemplos de atletas que muito novos já eram grandes campeões e se aposentaram para seguir outros caminhos com menos de 25 anos. O caso mais recente é o de Florent Manaudou.

Campeão olímpico em Londres-2012 aos 21 anos, o gigante francês de 2m de altura anunciou após a última Olimpíada no Rio-2016 sua precoce aposentadoria das piscinas aos 25 anos para concretizar um sonho de juventude: jogar handebol. Atuar no esporte de quadra em alto nível era um desejo antigo do francês que praticou a modalidade durante a adolescência. Hoje ele está treinando com a equipe Aix en Provence e sonha com a possibilidade de estrear profissionalmente na liga francesa.

Manaudou deixou a natação para se dedicar ao handebol – Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

Por ainda ser jovem (terá 29 anos em Tóquio-2020) e caso não tenha sucesso nas quadras será possível um retorno de Manaudou as piscinas? É uma pergunta difícil de responder, mas Michael Phelps que já passou por esta situação afirmou em entrevista a um jornal francês que o ex-velocista tem potencial para retornar. “Tudo é possível. Nós vimos como ele é talentoso e muito rápido. Se ele decidir voltar a natação de alto nível e fazer os sacrifícios necessários, acredito que ele será capaz”, disse o multicampeão olímpico que se aposentou pela primeira vez aos 27 anos, mas retornou as piscinas apenas 18 meses depois.

Manaudou abriu mão de fazer história nas piscinas. Em 2015, quando foi campeão mundial em Kazan com 21s19, tornou-se o homem mais rápido do mundo a nadar os 50m livre sem auxílio de trajes. Não repetiu o desempenho Rio de Janeiro, mas poderia neste ciclo olímpico tentar se aproximar do recorde mundial de Cesar Cielo. O francês até nadou amistosamente um evento no fim do ano passado, mas sem ambições de competir. Repetirá a trajetória da irmã que se aposentou aos 22 anos para chegar novamente anos depois e chegar as Jogos Olímpicos? Ainda faltam três anos e meio para Tóquio-2020 e quem sabe nesse meio de caminho Florent Manaudou não volte a nadar e confirme as palavras de Phelps.

Por Guilherme Freitas


Ryan Lochte: dez meses de gancho!
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A polêmica história do assalto sofrido no Rio de Janeiro custou caro para Ryan Lochte. Além da perda de patrocinadores e prestígio, o nadador americano também recebeu uma punição da USA Swimming e do Comitê Olímpico Americano por dez meses. Com essa pena Lochte está fora dos próximos dois campeonatos mundiais: de curta em Windsor, que acontece em dezembro, e de longa em Budapeste, marcado para julho do ano que vem. Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger, envolvidos na confusão, também foram punidos.

Após o término das provas de natação os quatro nadadores participaram de uma festa e na volta para Vila Olímpica se envolveram em uma confusão com seguranças em um posto de gasolina. Alcoolizados eles acabaram danificando o banheiro do estabelecimento e só saíram do local após deixar dinheiro para pagar pelos danos. O que seria apenas um incidente virou assunto mundial depois que Lochte contou a imprensa americana que havia sofrido um assalto a mão armada e teve uma pistola apontada para sua cabeça. Depois de depoimentos controversos entre os envolvidos a farsa foi descoberta pela polícia.

Ryan Lochte foi punido pela confusão no Rio - Foto: Associated Press

Ryan Lochte foi punido pela confusão no Rio – Foto: Associated Press

A atitude imatura de Lochte acabou lhe custando quatro contratos de patrocínios que, entre eles com Speedo e Ralph Lauren. Teve que conceder várias entrevistas sobre o caso e relutou em confessar que havia mentido, mas mesmo após inúmeros pedidos de desculpas acabou sendo intimado para prestar novo depoimento para a Polícia Rio de Janeiro, também viu sua reputação ser arranhada e foi até motivo de piada em apresentação do humorista Jimmy Fallon em cerimônia do VMA.

Porém, a punição mais dura foi o gancho de dez meses fora das piscinas. Isso irá impedi-lo de competir dentro e fora dos Estados Unidos. O nadador não estará em Windsor no fim do ano para o Mundial de curta e também vai perder a seletiva nacional e o Mundial de longa de Budapeste. Desde 2004 Lochte participa de todos os principais eventos internacionais de natação e já ganhou mais de 80 medalhas nestes eventos. A suspensão também inclui 20 horas de serviço comunitário, corte na ajuda de custo oferecida pela USA Swimming e ausência em eventos oficiais do Comitê Olímpico americano pelo período.

O nadadores Bentz, Conger (foto) e Feigen também foram suspensos - Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O nadadores Bentz, Conger (foto) e Feigen também foram suspensos – Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Feigen, Bentz e Conger também não se safaram de uma punição pelo caso. O trio recebeu uma pena menor: quatro meses, que os deixará fora do Mundial de curta. A ajuda de custo oferecida pela USA Swimming durante este período também foi cortada. Após toda a polêmica que rendeu dias de manchetes em jornais e entrevistas na TV a mentira não passou impune. Agora o quarteto terá que arcar com as consequências e esperamos que a lição tenha sido aprendida.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: Ricardo Cintra revela detalhes da conquista de Poliana
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A Swim Channel TV falou com Ricardo Cintra, técnico e marido de Poliana Okimoto. Na entrevista ele conta sobre sua relação com a esposa e atleta, a estratégia para a conquista da medalha de bronze olímpica e os planos para o futuro visando Tóquio-2020. Confira aqui o bate-bapo com Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!

 

 

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Swim Channel TV: Anthony Ervin conta detalhes do título olímpico
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A Swim Channel TV conversou com Anthony Ervin, bicampeão olímpico dos 50m livre. Nesta entrevista ele revela curiosidades e detalhes de sua vitória no Rio-2016 que lhe deram o título de nadador mais velho a ganhar uma medalha de ouro. Confira aqui o bate-bapo com Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL. Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Swim Channel TV: Poliana fala do bronze olímpico
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A Swim Channel TV conversou com a medalhista de bronze na maratona aquática olímpica de 10 km, Poliana Okimoto. Nesta entrevista exclusiva a nadadora, que ganhou a primeira da natação feminina do Brasil em Jogos Olímpicos, conta um pouco mais sobre os momentos decisivos da prova no Rio-2016. Confira aqui o bate-bapo dela com Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL.  Assista ao vídeo abaixo e assine nosso canal no Youtube!

 

 

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Um outro patamar
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Nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 assistimos a muitos recordes onde diversos nadadores conseguiram na piscina do Estádio Aquático Olímpico seus melhores tempos pessoais, mas alguns levaram determinadas provas a um novo patamar devido as marcas excepcionais registradas. Não vamos falar sobre Katie Ledecky e sua performance nos 400m e 800m livre, afinal dizer que ela elevou essas provas a outro patamar é chover no molhado. Vamos abordar aqui outros dois nadadores que atingiram no Rio feitos surpreendentes: Adam Peaty e Katinka Hosszu.

A semana de Adam Peaty no Rio de Janeiro foi impressionante. O jovem nadador britânico simplesmente detonou nos 100m peito. Ele já era o dono do recorde mundial (57s92) e único a concluir a prova abaixo dos 58 segundos. No Rio ele simplesmente nadou três vezes na casa dos 57 segundos e foi quase um segundo mais veloz do que a antiga marca mundial. Seus 57s13 que lhe deram a medalha de ouro agora figuram como recorde a ser batido. Isso sem falar na parcial do 4x100m medley com incríveis 56s59.

Peaty bateu o primeiro recorde mundial no Rio-2016 - Foto: Alessandro Koizumi

Peaty bateu o recorde mundial nos 100m peito no Rio-2016 – Foto: Alessandro Koizumi/Swim Channel

Na final olímpica em Londres-2012, o sul-africano Cameron van der Burgh levou o ouro com novo recorde mundial 58s46. Na época ele também atingiu um outro patamar na prova pois sua marca ficou inalcançável por muito tempo até o surgimento de Peaty. E o feito do britânico é ainda mais fantástico porque além de nadar constantemente abaixo da antiga marca de van der Burgh, Peaty foi 1s33 mais veloz na final olímpica do que o sul-africano quatro anos atrás. Um recorde que ainda vai vigorar por muito tempo, isso se o britânico não abaixar nos próximos anos.

Se Peaty foi implacável nos 100m peito, Katinka Hosszu não fica atrás. Nos 400m medley, uma de suas principais provas, a dama de ferro literalmente destruiu o antigo recorde mundial da chinesa Ye Shiwen. No Rio-2016 a húngara quase bateu a marca de 4min28s43 nas eliminatórias e na final baixou para 4min26s36. E poderia ter sido ainda mais baixo já que ela cansou um pouco no final.

Katinka Hosszu - Foto de Clive Rose/Getty Images

Katinka Hosszu destruiu o recorde nos 400m medley – Foto de Clive Rose/Getty Images

Assim como o britânico e Ledecky, Katinka também leva esta prova a um outro patamar. Antes de sua performance no Rio apenas a chinesa Ye Shiwen havia conseguido nadar abaixo de 4min29s. O fortíssimo final da prova da chinesa em Londres-2012 (58s68) dava a impressão de que essa marca seria uma das mais difíceis de ser derrubada, porém, a húngara vinha dando sinais nos últimos anos que o recorde estava a caminho. Se Katinka não teve gás para igualar a última parcial da chinesa, ela compensou nos outros três nados com destaque para o peito onde chegou a estar cinco segundos abaixo da antiga marca de Shiwen.

Adam Peaty e Katinka Hosszu protagonizaram no Rio duas performances incríveis. Pode ser que em breve surjam fenômenos que desbanquem esses tempos, mas ao que tudo indica veremos esses novos recordes mundiais vigorarem nas tabelas de provas ainda por um bom tempo.

Por Guilherme Freitas


Sem dor, sem recompensa
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O Rio-2016 foi uma experiência inesquecível para a equipe SWIM CHANNEL

O Rio-2016 foi uma experiência inesquecível para a equipe SWIM CHANNEL

Com o término da maratona aquática no ultimo dia 16 de agosto, também se encerrou a participação da SWIM CHANNEL na cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.  Consigo enxergar claramente a expressão de cansaço em todo o time de jornalistas e não me vem outra frase na cabeça do que a tradicional: ressaca olímpica.

Foram 15 dias de convivência na cidade maravilhosa, constatando que durante o período dos oito dias de natação e dois de maratonas aquáticas, foram computados em média somente três horas de sono por dia.  Além do trabalho com a SWIM CHANNEL, trabalhei como comentarista da Band em todas as etapas e o mesmo aconteceu como o nosso redator Daniel Takata, que atuou todo os dias no SporTV e nossa repórter Mayra Siqueria com a Rádio CBN.

A equipe se alternava, e conseguíamos ficar 24 horas no ar. O mais pesado sem dúvida era o horário noturno. As finais aconteciam entre as 22h as 0h. Neste momento Guilherme Freitas (jornalista sênior da SWIM CHANNEL) ficava com o blog e com nosso Facebook, e Andre Matheus (diretor comercial) ficava responsável pelo Instagram e pela cobertura das coletivas de imprensa.

Ao término de cada etapa, finalizava meu trabalho com a Band e na sequência ia para a piscina gravar o nosso novo “produto”: o SWIM CHANNEL TV, programa de natação para a internet. Os quatro jornalistas fizeram parte do programa que foi dirigido por André Matheus. O arquivo era enviado para nosso editor de vídeo Thiago Tognozzi, que editava o material entre as 3h e 5h da manhã. Ao mesmo tempo nosso diretor de arte, Klaus Bernhoeft e sua equipe, produzia o e-mail mkt com as principais notícias do dia. Andrea Sugimoto, nossa gerente de varejo, veio nos socorrer e disparava o e-mail mkt diariamente sempre no horário noturno. Logo após o término da produção do programa de TV, eu ainda produzia o boletim de Rádio SWIM CHANNEL, sempre a ser veiculado no dia seguinte na Rádio Bradesco Esportes FM.

A equipe Swim Channel posa na raia 8 antes de Chierighini nadar a final dos 100m livre

A equipe Swim Channel posa na raia 8 antes de Chierighini nadar a final dos 100m livre

Toda esta força tarefa tinha o intuito de formatar uma cobertura completa sobre a natação olímpica, exatamente às 8 da manhã do dia seguinte onde o leitor confortavelmente consumia as notícias com detalhes sobre a noite anterior. Nossos colunistas, Coach Alex Pussieldi e Luiz Lima estiveram todos fulltime a postos para todas as informações e notícias de última hora.

Sempre éramos os últimos a sair da piscina e eu sentia orgulho disso. Na sequência muita caminhada, jantar, e até chegar a nossa base no Rio de Janeiro já eram quase 5h da manhã. No dia seguinte com todas notícias no ar, acordávamos por volta das 8h da manhã para analisar todos os canais da SWIM CHANNEL e na sequência precisamos estar no Parque Olímpico antes do meio dia para o início das eliminatórias da natação. Entre eliminatórias e finais, um pouco com cara de “zumbi” cada jornalista tentava se acomodar em alguma poltrona do centro de impressa.

Depois do segundo dia, parece que entramos na rotina e tudo fluiu. Os resultados foram recordes de audiência, chegando por diversas vezes a atingir mais de 200 mil pessoas nas redes sociais (geralmente quando Michael Phelps estava na água), vídeos com mais de 35 mil visualizações, sem mencionar que a edição olímpica impressa da SWIM CHANNEL era alvo de consulta de todas as TVs oficias das olimpíadas: Globo, Band, Record, SporTV, ESPN Brasil e Fox Sports.

Não tem como não agradecer a Mormaii, a marca esportiva que abraçou o projeto de cobertura olímpica 24 horas por dia e foi nossa patrocinadora neste intenso período, assumindo todos os custos necessários.

Os Jogos Olímpicos já começam a deixar saudades. Para muitos as braçadas de Phelps, a medalha de Poliana Okimoto, ou a imensa torcida foram os pontos mais épicos. Para mim, eu realmente ficava emocionado era com o fim de cada noite, não consigo transmitir em palavras qual é a real emoção de ser o ultimo a sair da piscina, todos os dias após gravar o programa de TV em frente a raia 4.

A sensação era de que eu era o produtor do evento, e estava fechando o palco. Foram todos os dias sendo o último jornalista a sair da piscina, um momento de reflexão que levava apenas cerca de segundos, olhando para a transparência das águas, seus belos blocos de partida, raias novas e coloridas e uma gigantesca arquibancada  vazia, e mesmo exausto, com dores de cabeças e nas pernas, eu agradecia ao céus por este momento. Lembranças que já são eternas.

Por Patrick Winkler

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Holanda vence novamente e Allan é 17º nos 10 km
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Parecia até que a maratona aquática masculina foram duas provas diferentes. Uma com um protagonista liderando e abrindo vantagem a cada braçada sem pensar no amanhã e outra com diversos nadadores emparelhados na hora de entrar na reta final. Os 10 km de natação em águas abertas disputados na Praia de Copacabana tiveram esse roteiro, com o australiano Jarrod Poort sendo o foco das atenções nos primeiros 8 km de prova.

Poort adotou uma estratégia ousada. E bote ousadia nisso. Nadando num ritmo frenético e extremamente forte ele abria larga vantagem para os demais a cada braçada. Em determinados momentos da prova chegou a abrir mais de 1 minuto de frente para os rivais em uma modalidade conhecida por ter diferenças mínimas e sempre proporcionar chegadas apertadas em grandes eventos. A tática suicida do australiano começou a se mostrar falha na última volta quando foi literalmente atropelado pelos demais e sentiu o esforço do início da prova. Terminou em 22º lugar.

Allan do Carmo durante a maratona aquática - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Allan do Carmo durante a maratona aquática – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Se Poort arriscou tudo e se deu mal, Spiros Gianniotis e Ferry Weertman traçaram estratégias mais conservadoras para chegarem inteiros ao fim do trajeto. Ambos sempre estiveram nos pelotões dos líderes segurando o gás para o último sprint. E foi isso que aconteceu com o experiente grego entrando na reta final na primeira colocação com o holandês em seu encalço. A poucos metros do pórtico Weertman emparelhou com Gianniotis. Pelas imagens parece que o grego chegou a frente, mas errou o primeiro toque na placa enquanto o holandês bateu com firmeza. Após uma demora do photo finish foi confirmado a vitória de Weertman.  A luta pelo pódio foi também intensa com muitos nadadores lado a lado lutando pela medalha de bronze. Melhor para o francês Marc-Antoine Olivier que conseguiu tocar a frente do chinês Lijun Zu e do americano Jordan Wilimovski.

O brasileiro Allan do Carmo fez uma boa prova, sempre nadando próximo aos líderes. Ele fechou a primeira volta na 12ª posição, subiu para o 7º posto na segunda e terminou a terceira em 9º. Na última volta, porém, perdeu contato com o pelotão da frente e não conseguiu mais se recuperar fechando sua participação olímpica no 17º lugar. Vale lembrar que o melhor resultado do Brasil nas águas abertas masculina continua sendo o 14º lugar de Allan em Pequim-2008.

Allan do Carmo durante a chegada da maratona - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Allan do Carmo durante a chegada da maratona – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Com esse resultado a Holanda foi o grande país da maratona aquática, vencendo ontem no feminino com Sharon van Rouwendaal e hoje com Ferry Weertman. Outros países que também subiram ao pódio foram a Itália, Grécia, França e Brasil, com a histórica medalha de bronze de Poliana Okimoto nos 10 km feminino. Os eventos de esportes aquáticos ainda não terminaram pois haverá provas de saltos ornamentais, nado sincronizado e as fases finais do polo aquático masculino e feminino.

Por Guilherme Freitas

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Poliana faz história e é medalha de bronze no Rio-2016
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Só termina quando acaba!

O velho ditado popular pode se aplicar ao que aconteceu na maratona aquática feminina dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. As areis da Praia de Copacabana estavam lotadas pelo público que assistiam debaixo de um forte sol as 26 nadadoras participantes da disputa olímpica. Após alguns de mar agitado na semana passada as condições para a disputa desta segunda-feira estavam ótimas, com o mar calmo e flat. A primeira edição olímpica desta modalidade no mar foi também uma prova desgastante.

Poliana Okimoto sempre esteve nos pelotões da frente e abriu a última volta na terceira colocação. Enquanto a holandesa Sharon van Rouwendaal se desgarrava das demais e partia rumo ao ouro olímpico, Poliana disputava uma medalha contra a italiana Rachele Bruni, a francesa Aurelie Muller e a chinesa Xin Xin. Após uma árdua disputa o placar eletrônico da Praia de Copacabana anunciou a brasileira na quarta colocação, atrás de Bruni e Muller.

Poliana Okimoto é medalha de bronze - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Poliana Okimoto é medalha de bronze – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Porém, as filmagens que Muller cometeu uma ilegalidade no momento da chegada e acabou sendo punida e desclassificada pela comissão de arbitragem. A delegação da França entrou com recurso, mas teve seu pedido negado. Dessa forma, Muller acabou sendo desclassificada oficialmente e Poliana herdou a medalha de bronze. Após a confirmação da conquista, Copacabana explodiu. Poliana foi abraçada pelos pais e pelo marido, e também técnico, Ricardo Cintra. Uma grande festa que foi coroada no emocionante pódio olímpico.

E foi uma merecida medalha por tudo que a brasileira passou nos Jogos de Londres há quatro anos. Em 2012 Poliana chegava como uma das favoritas, mas sofreu com a água gelada do Hyde Park e teve que abandonar a prova devido a uma hipotermia. O sonho da medalha teria que ser adiado por mais quatro anos e neste tempo ela treinou duro. Após ganhar três medalhas no Campeonato Mundial de Barcelona em 2013, ter sido eleita a melhor nadadora do mundo e obter a vaga olímpica em Kazan, Poliana só tinha em mente conquistar uma medalha nadando em casa. Ela veio. E mais do que isso, também é uma conquista histórica já que pela primeira vez uma nadadora brasileira sobe ao pódio olímpico.

Se Poliana acabou na terceira colocação, Ana Marcela não teve sorte melhor. A nadadora, que também era considerada uma das favoritas, acabou apenas na 10ª colocação geral. A justificativa para esse resultado foi que ele perdeu uma de suas bolsas de hidratação e acabou tendo um desgaste maior.

Amanhã teremos a maratona masculina com Allan do Carmo sendo o representante brasileiro. Pode vir mais uma medalha, porém, a festa em Copacabana já começou com a conquista de Poliana Okimoto.

Por Guilherme Freitas

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