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Eu voltei para ficar
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Sendo disputado de forma simultânea na piscina do Botafogo, no Rio de Janeiro, o Campeonato Brasileiro Sênior e o Torneio Open são a primeira seletiva brasileira para o Campeonato Mundial de Kazan do ano que vem. Nesta quinta-feira saíram quatro índices para o campeonato na Rússia. Dois destes índices são simbólicos, conquistados por duas nadadoras que passaram algum tempo longe das competições e que pouca gente esperava que poderiam estar relacionadas para o time de Kazan: Joanna Maranhão e Daiene Dias.

Joanna anunciou no começo do ano que estava se despedindo das piscinas. Responsável pelo melhor desempenho da natação feminina brasileira em Jogos Olímpicos, o quinto lugar nos 400m medley em Atenas-2004, ela afirmava que estava na hora de traçar outros projetos. “Sei do meu talento e não foi fácil abrir mão disso, mas estava em um dilema: continuar nadando pelo prazer que sinto ou entrar de cabeça naquilo que acho certo e lutar por isso?” disse a época para a reportagem SWIM CHANNEL na edição 16. Pois bem, após alguns meses sem competir, mas treinando para manter a forma, Joanna retornou as piscinas em novembro para disputar os Jogos Universitários Brasileiros (Jubs) onde conseguiu subir ao pódio.

Joanna Maranhão comemora seu resultado no Open - Foto: Satiro Sodré

Joanna Maranhão comemora seu resultado no Open – Foto: Satiro Sodré

A confirmação definitiva de seu retorno aconteceu nesta quinta-feira, na piscina do Botafogo ao nadar os 400m medley nos dois campeonatos. Nas duas vezes que caiu na água Joanna nadou abaixo do índice para o Mundial de Kazan: 4min41s99 de manhã e 4min41s00 a tarde. Dois tempos muito bons para uma atleta que não nadava um campeonato de grande porte há muito tempo. “Eu queria muito isso. Melhorar meu tempo é sinal que as coisas estão melhores do que eu estava esperando. É hora de rever as metas, pensar em alguma coisa mais audaciosa e preparar a mente pra isso porque o meu corpo está preparado há muito tempo. Nessa minha volta eu tenho feito muito mais uma reforma mental do que física”, disse ao site da CBDA após a prova.

Outra nadadora que pode se encaixar nesse quesito de retorno é Daiane Dias. Medalhista nos Jogos Pan-Americanos de 2007, Daiene se afastou da natação competitiva no fim de 2009. Nesse período chegou a disputar campeonatos de triatlo, mas resolveu voltar para a natação em 2010 e desde então vem evoluindo e tem boas chances de conseguir um lugar na equipe olímpica em 2016. No Mundial de curta em Doha foi finalista nos 100m borboleta e neste Open conseguiu o índice para Kazan-2015 na mesma prova.

Daiene Dias segue em boa fase e se garantiu em Kazan - Foto: Satiro Sodré

Daiene Dias segue em boa fase e se garantiu em Kazan – Foto: Satiro Sodré

Joanna e Daiene, duas nadadoras que após breves despedidas das piscinas retornaram para fazer aquilo que mais gostam. Quem sabe não as vemos em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Por Guilherme Freitas


Torneio Open: para fechar o ano com chave de ouro
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A bela piscina do Botafogo será o local que encerrará uma das melhores temporadas da história da natação brasileira. A partir de amanhã, com disputas até sábado, o complexo aquático do Mourisco será o local das disputas do Campeonato Brasileiro Sênior e do Torneio Open, as últimas competições do calendário de 2014. E também estarão em jogo vagas para seleções brasileiras da próxima temporada. Devido a excepcional campanha verde-amarela no Mundial de piscina curta em Doha existe a expectativa para termos um bom público nas arquibancadas da piscina.

Pela manhã acontece o Campeonato Brasileiro Sênior, somente para nadadores com 20 anos ou mais. Porém, os atletas mais jovens da categoria júnior e juvenil poderão nadar em observação (que não dá pontos para os clubes) e para obter tempos que lhes garantam vagas nas finais que reunirá os oito melhores tempo da manhã. Participam do Open 332 nadadores de 52 clubes.

Vista da belíssima piscina do Botafogo, palco do Open 2014 - Foto: Satiro Sodré

Vista da belíssima piscina do Botafogo, palco do Open 2014 – Foto: Satiro Sodré

O Open também será uma competição bastante visada pelos nadadores por um simples motivo: será a primeira das duas seletiva para formação das seleções do Brasil para os principais eventos de 2015, que são os Jogos Pan-Americanos em Toronto, o Campeonato Mundial dos Esportes Aquáticos em Kazan e o Campeonato Mundial Júnior em Cingapura. Depois deste campeonato a chance derradeira será o Troféu Maria Lenk do ano que vem. Por isso há a expectativa para boas marcas.

Felipe França, Cesar Cielo, Etiene Medeiros e Nicholas Santos ganharam medalhas em provas individuais no Mundial de piscina curta e serão algumas das atrações deste Open. Todos planejam conseguir agora uma vaga na seleção que disputará ano que vem o Mundial de Kazan. Bruno Fratus e Thiago Pereira que treinam nos EUA já chegaram ao Rio e também esperam começar a traçar seus roteiros para os grandes campeonatos de 2015. Destaque também para Joanna Maranhão que disputa no Open seu primeiro evento de grande porte após a breve aposentadoria.

Felipe França é uma das atrações do Torneio Open - Foto: Satiro Sodré

Felipe França será uma das atrações do Torneio Open – Foto: Satiro Sodré

A competição no Botafogo também é importante para os nadadores juvenis e júniors que buscam atingir os índices para o Mundial Júnior. Até o momento quatro atletas já conseguiram nadar abaixo desses índices: Brandonn Pierry, Nathan Bighetti, Vinicius Lanza e Pedro Spajari. O Open também encerra oficialmente a temporada 2014 da natação brasileira e vai definir a equipe campeã do ranking nacional de clubes. De acordo com a última atualização da CBDA, divulgada dia 1º de dezembro, o Pinheiros lidera a disputa com 15 pontos a frente do Corinthians, o vice-líder.

As finais da competição, provas do Torneio Open, serão televisionadas pelo Sportv sempre às 17h.

Por Guilherme Freitas


2014: um ano para não se esquecer
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Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha fecharam 2014 com mais uma conquista. A dupla foi coroada ontem na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, como a nova realeza dos mares. Allan e Ana Marcela são os novos reis e rainha do mar e serão donos da coroa até o final do ano que vem. Foi o desfecho perfeito para um ano incrível que a dupla e as águas abertas do Brasil viveram. Se em 2013 já havia sido bom, quando o país conquistou cinco medalhas e foi campeão por equipes no Campeonato Mundial de Barcelona, o ano de 2014 ainda melhor!

Em uma temporada sem a disputa de um grande evento majoritário, como Mundial ou Olimpíada, os brasileiros focaram suas atenções nas etapas da Copa do Mundo da Fina. Ana Marcela teve um ótimo desempenho, subindo ao pódio em todas as oito etapas e vencendo seis provas. Foi de longe, a melhor campanha da história do evento que lhe deu o terceiro título da competição. Allan do Carmo também se destacou e se superou, conquistando suas primeiras vitórias neste circuito e batendo o alemão Thomas Lurz, considerado por muitos como o maior da história. Ao fim do ano pode comemorar o título deste ano. E não parou por ai, a dupla baiana ainda foi eleita pela Fina a melhor do mundo nas águas abertas.

Allan e Ana terminam o ano como rei e rainha do mar - Foto: Gilvan Souza

Allan e Ana terminam o ano como rei e rainha do mar – Foto: Gilvan Souza

Para Poliana Okimoto o ano não foi tão bom quanto 2013. Ela sofreu uma lesão que a afastou de boa parte da temporada, mas sempre quando competiu na Copa do Mundo subiu ao pódio e mostrou estar recuperada para defender seu título mundial em Kazan-2015. Tivemos também Diogo Villarinho conquistando sua primeira medalha na Copa do Mundo, Samuel de Bona se firmando como um dos melhores atletas do mundo e Betina Lorscheiter e Carolina Bilich garantindo vaga na seleção brasileira que disputará os Jogos Pan-Americanos em 2015.

Mas não foi só na Copa do Mundo que o Brasil se destacou. Em provas de longa distância o país também colecionou resultados relevantes e colocou dois atletas no top 10 do Grand Prix da Fina (circuito com provas maiores de 15 km). Matheus Evangelista terminou a temporada na sétima colocação geral e Samir Barel na décima. Samir ainda comemorou outro grande feito: venceu a Travessia de Manhattan, em Nova York, uma das mais difíceis do mundo. E também no circuito Grand Prix, Ana Marcela conquistou uma vitória na tradicional Travessia Capri-Nápoli.

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo - Foto: Satiro Sodré

A seleção brasileira de águas abertas comemorou muito o ano de 2014 – Foto: Satiro Sodré

Além das conquistas dos principais atletas de elite da modalidade, as águas abertas do Brasil também puderam comemorar uma medalha inédita nesta temporada. Na prova por equipes do Campeonato Mundial Júnior, o Brasil subiu ao pódio na prova de revezamento da categoria 16 a 18 anos com o trio Viviane Jungblut, Yagoh Watanabe e Marcus Silva, que completaram os 3 km na terceira colocação e levaram o bronze, a primeira medalha do país na história desta competição.

Um ano realmente inesquecível para o cada vez mais “país das águas abertas”. Que venha 2015!

Por Guilherme Freitas


Betina Lorscheitter pode ser a surpresa do Rei e Rainha do Mar
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O Brasil terá duas duplas no Desafio de elite Rei e Rainha do Mar. Uma delas será formada pelos melhores atletas de águas abertas no mundo: Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha. A outra dupla brasileira terá um nadador bastante conhecido internacionalmente: o gaúcho Samuel de Bona, medalhista na prova por equipes no Mundial de Barcelona ano passado. Sua parceira deste domingo será Betina Lorscheitter que também nasceu no Rio Grande do Sul e já soma participações pela seleção brasileira em vários eventos internacionais. Mas quem é Betina Lorscheitter?

Atleta do Grêmio Náutico União, Betina nasceu em Porto Alegre em 1990 e assim como a maioria dos fundistas, começou a nadar na piscina até migrar para as provas em águas abertas. Desde então sempre figurou entre as principais nadadoras do país e nos últimos anos se firmou como a terceira melhor atleta do Brasil, depois da consagrada dupla Poliana Okimoto e Ana Marcela. Em sua carreira já soma participações em etapas da Copa do Mundo da Fina e em Campeonatos Sul-Americanos.

Betina superou Ana Marcela no grid de largada - Foto: Gilvan de Souza

Betina superou Ana Marcela no grid de largada – Foto: Gilvan de Souza

O Desafio Rei e Rainha do Mar não é nenhuma novidade para Betina, afinal será a quarta vez que ela disputa a prova de elite e em 2011 terminou em terceiro lugar. Este ano ela já começou muito bem sua participação. Ontem foi definido na Praia de Copacabana o grid de largada para o evento de domingo e a nadadora gaúcha superou Ana Marcela Cunha no percurso de 500 metros nadados e 50 metros de corrida na areia por apenas um segundo: 5min33s contra 5min34s. Porém, Allan foi mais veloz que Samuel e garantiu a pole position para a dupla baiana. Os gaúchos largarão na segunda colocação.

Betina esta vivendo um bom momento da carreira. Na última etapa do Campeonato Brasileiro de águas abertas ela venceu Ana Marcela na prova de 5 km e garantiu o vice-campeonato do circuito nacional. No último fim de semana Betina terminou a seletiva brasileira feminina para os Jogos Pan-Americanos em segundo lugar e conseguiu se classificar para o evento que acontece ano que vem em Toronto, no Canadá. E em maio ela ganhou duas medalhas nos Jogos Sul-Americanos de Praia, em Vargas, na Venezuela.

Betina terá como parceiro Samuel de Bona - Foto: Gilvan de Souza

Betina terá como parceiro Samuel de Bona – Foto: Gilvan de Souza

Sem dúvidas, Ana Marcela é a grande favorita para levar a coroa de rainha do mar, mas Betina vem nadando muito bem, esta motivada e já mostrou que pode surpreender. A disputa será muito boa neste domingo. Vale a pena assistir!

Por Guilherme Freitas


Samuel de Bona: ‘Talvez vença na experiência’
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Ele é o atual Rei do Mar, mas a coroa está em risco neste ano: Samuel de Bona sabe que tem pela frente uma rivalidade fortíssima dentro de casa. O gaúcho que foi vencedor em 2013 fazendo dupla com a multicampeã Poliana Okimoto, mas agora, com a lesão da paulista, trocou de parceira. Ao lado da conterrânea Betina Lorscheitter, pretende superar a dupla fortíssima e destaque da temporada, Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo.

Samuel de Bona é o atual campeão do desafio - Foto: Satiro Sodré

Samuel de Bona é o atual campeão do desafio – Foto: Satiro Sodré

“Eles estão num ano excelente, mas talvez eu ganhe um pouco na experiência por já ter nadado a prova. Eles sabem como eu e a Betina trabalhamos bem em equipe. Vai ser legal ver os dois nadando juntos, eles têm afinidade, mas eu e a Betina treinamos juntos e eu estou acostumado com esse tipo de prova. Isso pode se equiparar ao bom ano deles'', disse o nadador à Swim Channel.

Samuel revelou que a prova entra cada vez mais forte ao calendário de muitos atletas das águas abertas. As férias são sempre adiadas pensando no evento. “O nível é muito alto e a prova é decidida no detalhe. Eu e a Betina preparamos nossa estratégia pra ganhar, e pensamos apenas no título''. E os concorrentes? Também já inserem a prova em sua temporada. “Todo mundo de fora quer nadar essa prova, porque ela é forte e interessante, tem que usar estratégia e trabalhar em equipe, algo que não fazemos tanto em maratonas. Recebemos muitos recados de gente de fora, pedindo para nadar e para que a gente interceda por eles. Valoriza o Brasil, que é um grande campeão nas maratonas aquáticas''.

A prova será no domingo e contará com oito duplas de sete países. Somente o Brasil terá quatro nadadores. E, além de tudo, uma estrela internacional: o alemão Thomas Lurz, por muito tempo considerado o melhor nadador de águas abertas do planeta.

“O Thomaz com certeza dá medo, é um dos maiores atletas do mundo. Mas provamos esse ano inteiro que ele não é imbatível, é como a gente. A maratona brasileira está num ótimo momento. Ele também deve estar bem acuado com a gente. Não é mais o mesmo monstro que ele era na nossa visão. Com certeza é um adversário forte, mas que entrará em nosso território, e aqui em casa ele vai sentir a pressão'', finalizou Samuel.

Poliana Okimoto e Samuel de Bona: Rainha e Rei do Mar de 2013 (foto: Satiro Sodré)

Poliana Okimoto e Samuel de Bona: Rainha e Rei do Mar de 2013 (foto: Satiro Sodré)

Poliana Okimoto, campeã na última temporada, sofreu uma lesão nas costas em 2014 que a tirou da maioria das competições, e optou por não repetir a participação no Rei e Rainha do Mar por não estar 100%.

Por Mayra Siqueira


Etiene: “Esse mundial foi uma coisa inexplicável”
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“Gente, eu sonhei em ser medalhista mundial, sonhei tanta coisa… mas quando a gente é pequena, não sabe o quanto vai trabalhar pra isso acontecer''.

Ela está longe de ser “pequena''. Seus sonhos são altos, mas no chão. Por mais contraditório que possa parecer, Etiene Medeiros tem a perfeita noção de realidade de alguém que sonhou em chegar – e bateu na porta – no ponto mais alto do esporte.

O sorriso da recordista mundial - Foto: Satiro Sodre/SSPress

O sorriso da recordista mundial – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Sorriso tímido enquanto empurrava o carrinho do aeroporto com a sua volumosa bagagem, a nadadora de 23 anos mistura de forma harmoniosa o lado infantil com a maturidade campeã. Estufou o peito e encarou a multidão de jornalistas e câmeras com seriedade e respostas bem elaboradas. Falou ao microfone da TV Globo ao vivo no Jornal Nacional. Sorriu e mostrou as medalhas para as fotos. Mas não hesitou em largar tudo isso e ir, saltitante feito criança, ao encontro do seu treinador e quase “pai'' do esporte, Fernando Vanzella.

“Ainda não caiu a ficha dela. Aos poucos ela vai sentir, e vamos sentir dela também. O que posso falar é que ela tem uma inteligência emocional muito grande e vai lidar bem com tudo isso aí'', disse Vanzella, antes de Etiene aparecer e abraçá-lo com carinho e cumplicidade de treinador e atleta.

O feito histórico da nadadora foi absorvido. “Mundial não tem esse nome em vão. Entre provas olímpicas e não olímpicas, isso não define nada. Sou medalhista mundial, campeã, e recordista. Mas tem muita coisa pra acontecer, muito trabalho. Mas foi tudo muito expressivo'', ponderou.

Para Etiene, Vanzella é como um 'pai' aquático - Foto: Reprodução Instagram

Para Etiene, Vanzella é como um 'pai' aquático – Foto: Reprodução Instagram

O clima do grupo foi o discurso que se repetiu, como forma de maturidade pra essa seleção. Palavras do próprio César Cielo. Mas foram os olhos de Etiene que brilharam: “Esse Mundial foi uma coisa inexplicável. Todo mundo acompanhou de quarta a domingo. Foi muito motivante e eletrizante, e uma ótima bagagem para a natação brasileira. Vamos ganhar muito com isso. Pela alegria. Na final, lembrei que não estava ali para uma batalha, para a forca. Eu estava ali para algo que eu escolhi. Com alegria''.

Para a parte prática: Etiene, como a maioria dos brasileiros, tem o Open no Rio de Janeiro na próxima semana, para fechar o calendário do ano. É a primeira seletiva para Panamericano e Mundial de Kazan para 2015. O disco dela muda radicalmente: o foco voltará a ser a prova dos 100m costas. Vanzella reconhece que ela ainda sente muito cansaço na volta da prova, nos 50m finais. O nervoso a tirou da final no Pan Pacífico, mas em Doha ela ficou pela primeira vez entre as oito melhores na prova em uma grande competição. Para Kazan, o objetivo é igual.

Outras provas olímpicas também devem ser trabalhadas para seu “cardápio'', como os 100m borboleta e os 50m livre. “Não existe só costas'', declarou a pernambucana. “Eu gosto muito de nadar velocidade, 50m livre é uma prova bastante disputada, e no revezamento 4x50m livre eu fiz um resultado muito expressivo (parcial de 23s58). Tem muitas provas em que posso brigar. Preciso pôr em prática''.

E se encarar a “fama'' faz parte do pacote de uma campeã, ela vai ter que aprender… “Estou feliz, é muita coisa. Tenho que começar a me acostumar se quiser objetivos maiores na natação, né?''. Está no caminho.

Por Mayra Siqueira


4 mil nadadores nas águas de Copacabana
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No próximo domingo grandes nomes das águas abertas do mundo estarão em ação nas águas da Praia de Copacabana para disputar a tradicional prova de elite do Desafio Rei e Rainha do Mar. Estrelas como os campeões da Copa do Mundo da Fina, Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha, medalhistas em campeonatos mundiais como o italiano Valerio Cleri e o americano Chip Peterson e até aquele que é considerado o maior atleta da modalidade da história, o alemã Thomas Lurz são nomes confirmados no evento.

Porém, na véspera do desafio de elite cerca de 4 mil nadadores também cairão na água para disputar as provas da terceira etapa da competição. Também serão conhecidos os campeões da temporada 2014 do Rei do Mar, que é um circuito que conta com três etapas ao longo do ano. Para os nadadores amadores opção é o que não falta. Haverá três provas: sprint, classic e challenge.

As águas de Copacabana vão ferver neste sábado - Foto: Organização do Rei e Rainha do Mar

As águas de Copacabana vão ferver neste sábado – Foto: Organização do Rei e Rainha do Mar

A prova sprint é a mais curta, com 1 km de distância, e os nadadores contornam quatro boias em um percurso simples. É considerada a mais democrática por abranger atletas de diferentes níveis técnicos. A classic tem a distância de 2 km e um nível mais exigente do que a sprint. Nesta prova os atletas também nadam em apenas uma volta, contornando sete boias. Por fim, a challenge é a prova mais longa e desafiadora do Rei e Rainha do Mar tendo a distância de 4 km. O percurso é o mesmo da classic, porém, os nadadores precisam dar duas voltas nas águas de Copacabana.

Além das disputas de águas abertas, a organização do evento ainda disponibiliza outras três provas. Uma delas, e que reúne muitos nadadores, é a beach biathlon. Esta prova foi idealizada para triatletas, mas aqui os participantes só nadam (1 km) e correm na areia da Praia de Copacabana (2,5 km). Há também a Beach Run, com corrida de 5 km na areia da praia e as provas de Stand Up Paddle, modalidade que vem crescendo em popularidade no Brasil, com as distâncias de 2 km, 6 km e 12 km.

Haverá três provas de águas abertas para nadadores amadores - Foto: Satiro Sodré

Haverá três provas de águas abertas para nadadores amadores – Foto: Satiro Sodré

A organização do Desafio Rei e Rainha do Mar também incentiva a ida a Praia de Copacabana de bicicleta, já que haverá um grande bicicletário (com checagem de freio e calibragens de pneus) próximo ao ponto de largada para os participantes deixarem suas magrelas. Além da medalha e do kit, haverá um prêmio extra para os vencedores gerais de cada prova (apenas para os primeiros colocados no feminino e masculino): uma bicicleta dobrável e customizada.

A prova tem o apoio da SWIM CHANNEL, e faz parte do calendário de verão da Rede Globo, sendo transmitida ao vivo no programa Esporte Espetacular. Para mais informações sobre o evento acesse: http://www.reierainhadomar.com.br/.

Por Guilherme Freitas


‘Monarcas’ retornam no Rei e Rainha do Mar
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Está chegando! A terceira e última etapa do ano do Circuito Rei e Rainha do Mar, na praia de Copcabana, no Rio de Janeiro, será neste fim de semana. Cada vez mais tradicional, a competição que encerra o calendário de águas abertas no país terá uma configuração um pouco diferente para o Desafio Elite nesta temporada. E tem coisa boa para dar braçadas nesse mar: a dupla baiana Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo vai representar o Brasil no dia 14 (domingo). Juntos outra vez, os campeões do circuito de Copa do Mundo e eleitos “reis'', os melhores atletas de águas abertas do planeta em 2014 pela FINA, serão os “titulares'' da prova. Mais prestígio para o evento com o que as maratonas tiveram de melhor na temporada.

Ana Marcela e Allan nadam juntos outra vez

Ana Marcela e Allan nadam juntos outra vez

Campeão ano passado ao lado de Poliana Okimoto, Samuel de Bona nada outra vez, com a também gaúcha Betina Lorscheitter. Os quatro brasileiros vão colorir as águas de Copacabana de verde e amarelo, e irão enfrentar outras duplas da Alemanha, Estados Unidos, Itália, Espanha, Canadá e Argentina.

A prova do Rei e Rainha, que foi eleita uma das melhores de maratona aquática do mundo pela conceituada revista Swimming World, segue com um formato inovador para os nadadores profissionais. São duplas mistas, no total de 16 atletas, representando os sete países em um revezamento no mar.

O grande destaque internacional desta vez é ninguém menos que o alemão Thomaz Lurz, considerado o melhora nadador de águas abertas do mundo. Ele será acompanhado de Sarah Bosslet.

Veja a relação das equipes anunciadas:
Brasil Equipe Amarela – Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo
Brasil Equipe Verde – Betina Lorscheitter e Samuel de Bona
Argentina – Florencia Villegas e Guillermo Bertola (touca azul)
Estados Unidos – Stephanie Peacock e Chip Peterson (touca vermelha)
Itália – Alice Franco e Valerio Cleri (touca azul escuro)
Alemanha – Sarah Bosslet e Thomas Lurz (touca preta)
Canadá – Zsofia Balasz e Xaver Desharnais (touca branca)
Espanha – Esther Nunez e Damian Blaum (touca laranja)

A prova tem o apoio da Swim Channel, e faz parte do calendário de verão da Rede Globo, sendo transmitida ao vivo no programa Esporte Espetacular.

Por Mayra Siqueira


Brasil, o país da natação
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Se fosse roteiro de filme, muitos diriam ser inverossímil. O Brasil chegava ao último dia do Campeonato Mundial de piscina curta, em Doha, com chances de terminar na liderança o quadro geral de medalhas. Mas, para isso acontecer, teria que vencer todas as quatro provas em que tinha chances de ouro, e torcer para os nadadores húngaros perder as duas em que eram favoritos.

Inverossímil, porque nunca o Brasil havia conquistado quatro ouros em um dia de mundial. Katinka Hosszu, a melhor nadadora de piscina curta do mundo, era favorita nos 200m livre. E, nas provas de velocidade que o Brasil competiria, sabe-se que para dar tudo certo é preciso que as estrelas estejam alinhadas.

O pontapé inicial de Cielo

Ironicamente, o início da saga em busca da liderança do quadro de medalhas começou com o título mais inesperado do dia, do nadador mais badalado do Brasil. Com a velocidade que Florent Manaudou vinha demostrando, Cesar Cielo entrou nos 100m livre como franco atirador. Mas, se existe algum nadador do mundo excepcional em entender o que precisa trabalhar para chegar ao topo, esse alguém é Cielo. “Sabia que ele estava muito rápido nas provas de 50m, e que por isso ele poderia não ter resistência para aguentar bem os 100m e que iria travar no final'', disse ele após a prova. Com essa diferenciada capacidade de leitura da prova, controlou o francês até os 75 metros e atacou no final. O tempo de 45s75 é um centésimo acima do recorde sul-americano, mas isso foi o que menos importou. A vitória por seis centésimos foi uma redenção. Esse Mundial mostrou a Cielo que ainda há muito a trabalhar e terá que lutar muito para ficar no topo da velocidade. Mas ao menos o sabor amargo dos 50m livre deu lugar a uma efusiva comemoração.

Cesar Cielo: vitória inesperada nos 100m livre para muita gente, menos para ele (foto: Satiro Sodré)

Cesar Cielo: vitória inesperada nos 100m livre para muita gente, menos para ele (foto: Satiro Sodré)

O feito histórico de Etiene

Cielo ainda dava entrevistas quando Etiene Medeiros caiu para os 50m costas. Estava entre as favoritas ao ouro, mas o desfecho foi melhor que a encomenda: 25s67, recorde mundial, primeira medalha em mundial da história a natação feminina. Seu campeonato foi irrepreensível: 25s83 abrindo o revezamento misto, 26s03 no revezamento feminino, 25s99 na semifinal. A mais regular e a mais rápida da competição. Ainda há muito que trabalhar para brilhar também nos 100m costas, prova olímpica, mas a evolução mostra que está no caminho certo.

Etiene Medeiros: feito inédito (foto: Satiro Sodré)

Etiene Medeiros: feito inédito (foto: Satiro Sodré)

A confirmação de França

Veio a prova que o ouro para o Brasil era mais esperado. Felipe França nos 50m peito não deu chances para a concorrência e com 25s63 venceu com recorde sul-americano e de campeonato. Nao foi uma prova perfeita: deslizou na virada e não encaixou perfeitamente a chegada. Poderia até ter ameaçado o recorde mundial de 25s25. E, mesmo assim, não deixou dúvidas quem manda na velocidade do nado de peito no mundo. O pódio foi simbólico: abaixo de França, o britânico Adam Peaty, recordista mundial na longa, e o sul-africano Cameron van der Burgh, recordista mundial na curta. Hoje, França é o rei. E, ao contrário do mundial de 2010, em que ele também venceu os 50m, nesse mundial França também chegou na frente nos 100m com autoridade, criando excelente perspectiva para grandes performances na prova olímpica em piscina longa. Foi seu quarto ouro em Doha, e ainda viria mais.

Felipe França: largada para a glória (foto: Satiro Sodré)

Felipe França: largada para a glória (foto: Satiro Sodré)

A ajuda húngara

Entre a prova de França e o revezamento 4x100m medley masculino, a tarefa brasileira foi secar os húngaros. E até nisso o Brasil foi bem sucedido. Gergely Gyurta era um dos favoritos nos 1500m livre, mas terminou na 11ª posição em uma prova vencida com autoridade pelo italiano Gregorio Paltrinieri com 14min16s10, segundo melhor tempo da história. A dama de ferro Katinka Hosszu esperava bater o recorde mundial dos 200m livre. Ela até desafiou a marca, mas a sueca Sarah Sjostrom foi ainda melhor. Esta, aliás, o destaque individual do último dia: recordes mundiais nos 100m borboleta (54s61) e 200m livre (1min50s78).

Brasil, campeão mundial

Para liderar o quadro de medalhas, o Brasil agora dependia só de si. Mas esqueceram de avisar as outras equipes do 4x100m medley, em especial os Estados Unidos. Guilherme Guido abriu em terceiro no costas com 50s11, tempo que lhe daria a prata na prova individual. No peito, Felipe França manteve o terceiro, atrás de Estados Unidos e Grã-Bretanha, com 56s73, um pouco aquém de sua capacidade, provavelmente pelo cansaço em sua quinta prova. Marcos Macedo passou o borboleta em um ritmo alucinante e cansou muito no final, mas conseguiu nadar abaixo de 50s (49s63) e entregou na quarta posição para Cielo, 75 centésimos atrás de Ryan Lochte. Tirou 35 nos primeiro 50m, e ultrapassou o americano nos últimos metros. Parcial inacreditável de 44s67. O Brasil não liderou a prova em nenhum momento, exceto no que mais importava: na batida final. Vitória com recorde sul-americano de 3min21s14.

Equipe do revezamento 4x100m medley: Cielo, França, Macedo e Guido (foto: Satiro Sodré)

Equipe do revezamento 4x100m medley: Cielo, França, Macedo e Guido (foto: Satiro Sodré)

E, com mais emoção que a encomenda, o cenário inverossímil se concretizava. Quatro ouros no dia, sete no total, 10 medalhas, contra seis ouros da Hungria. A FINA dá um prêmio para os países que lideram um quadro de pontos elaborado pela entidade. Mas o que todo mundo vê é o quadro de medalhas. Nisso, o Brasil se consagrou em Doha.

Avalanche de recordes

E o Brasil se consagra no mundial de curta mais recordista da história. Com seis no último dia, o total subiu para 23, contra 18 da edição de Manchester, em 2008. A adição dos revezamentos 4x50m prejudica a comparação. Mas um número diz muita coisa: foram 14 recordes em provas individuais, contra somente seis das últimas duas edições somadas (2010 e 2012). Uma das mais fortes competições da história.

Além das marcas já citadas, as holandesas bateram o recorde do 4x50m livre duas vezes (1min35s74 nas eliminatórias e 1min34s24 na final, com um inacreditável parcial de 22s88 de Ranomi Kromowidjojo), prova que o Brasil terminou em oitavo com recorde sul-americano, e o alemão Markus Deibler superou a marca dos 100m medley (50s66), na qual Henrique Rodrigues, e m 6º com 52s20, também conseguiu o recorde continental.

Markus Deibler: recordista mundial dos 100m medley (foto: divulgação)

Markus Deibler: recordista mundial dos 100m medley (foto: divulgação)

Outros vencedores do dia: o polonês Radoslaw Kawecki (200m costas, 1min47s38), a japonesa Kanako Watanabe (200m peito, 2min16s92), o sul-africano Chad Le Clos (200m borboleta, 1min48s61), a holandesa Ranomi Kromowidjojo (50m livre, 23s32) e equipe dinamarquesa de revezamento feminina (4x100m medley, 3min48s86).

No feminino, Katinka Hosszu, com oito medalhas (quatro ouros, três pratas e um bronze), é a mais condecorada de todos os tempos em uma edição. Ryan Lochte, em 2012, também conseguiu oito, mas oito individuais, como Katinka, ninguém havia conquistado. No masculino, Chad Le Clos, individualmente, foi quem mais brilhou, com quatro ouros. Mas nenhum homem conseguiu mais vitórias que Felipe França: cinco ouros, sendo dois individuais e três em revezamentos. Nunca nenhum brasileiro havia terminado um mundial com essa honraria.

Soma-se a liderança no quadro de medalhas, o título mundial de águas abertas de 2013 e as vitórias masculina e feminina no circuito de maratonas aquáticas em 2014. Hoje, em 7 de dezembro do ano da graça de 2014, o Brasil é o país da natação.

Por Daniel Takata


Preview do quinto dia: mais três ouros para o Brasil?
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O Campeonato Mundial de piscina curta de Doha chega ao fim amanhã. E a expectativa é que termine tão bem quanto começou para o Brasil. A chance de três ouros, como ocorreu no segundo dia de competições, é real. Difícil, mas possível. A seleção está a duas medalhas de igualar a melhor campanha da história (8, em 2010). Há também expectativa para mais recordes mundiais, o que pode fazer dessa edição a mais recordista da história (já são 17, contra os 18 recordes de Manchester-2008).

Etiene Medeiros, com o 25s83 que abriu o revezamento 4x50m medley, tem o melhor tempo do mundo, pertíssimo do recorde mundial. Provavelmente a maior adversária é a australiana Emily Seebohm, única além da brasileira abaixo de 26s na semifinal. Se acertar saída, virada e chegada, há uma boa chance de sair a primeira medalha individual femina brasileira na história dos mundiais, e logo um ouro.

Etiene Medeiros (foto: Satiro Sodré)

Etiene Medeiros (foto: Satiro Sodré)

Felipe França é favorito absoluto nos 50m peito. Impressionou a força que mostrou na semifinal, com 25s77, aliviando no final e quase batendo o recorde sul-americano. O britânico Adam Peaty, recordista mundial na longa, deu tudo para 25s75. Provavelmente ele e o sul-africano Cameron van der Burgh são os maiores desafiantes. João Gomes Junior, com o quinto tempo, também tem chances de pódio.

Após a vitória incontestável com recorde mundial no revezamento 4x50m medley masculino, o Brasil também é favorito no 4x100m medley. Guilherme Guido está nadando melhor os 100m do que os 50m, Felipe França venceu os 100m peito, Cesar Cielo muito provavelmente estará no pódio dos 100m livre. Em relação ao 4x50m, sai Nicholas Santos, entra Marcos Macedo, que foi finalista nos 100m borboleta. É a equipe mais equilibrada. França e Estados Unidos são os adversários mais perigosos.

E teremos os 100m livre masculino. Há não muito tempo, Cesar Cielo seria o favorito. Mas Florent Manaudou faz a competição de sua vida. O próprio Cielo admitiu que espera que o francês nade para 44s. Se fizer isso, não tem pra ninguém. Cielo e João de Lucca irão brigar por pódio, o que é uma grande coisa. João briga para quebrar a barreira dos 45s, Cielo para melhorar seu recorde sul-americano de 45s74. Mas recorde mundial (44s94), só Manaudou.

João de Lucca e Cesar Cielo (foto: Satiro Sodré)

João de Lucca e Cesar Cielo (foto: Satiro Sodré)

Outras provas:

4x50m livre feminino: Holanda. Só precisam nadar para ter a certeza que não serão desclassificadas, mas ninguém pode com as holandesas. Para a prata, irão brigar Dinamarca, Estados Unidos e Itália. O Brasil busca uma vaga na final.

200m costas masculino: se nos 100m ele foi absoluto, nos 200m o australiano Mitchel Larkin é ainda mais favorito. Quem sabe cai o recorde de campeonato de Ryan Lochte. O japonês Ryosuke Irie irá brigar pelo pódio com nomes não muito conhecidos, como o compatriota Yuki Shirai e o alemão Christian Diener.

200m peito feminino: se nos 50m e 100m vimos um show de Ruta Meilutyte e Alia Atkinson, outra grande performance é esperada aqui. A dinarmarquesa Rikke Pedersen raspou no recorde mundial de longa esse ano, que já lhe pertence, e quer fazer ainda melhor na curta. É a favorita absoluta. Atkinson está na prova e lidera o ranking mundial, mas provavelmente não será páreo para Pedersen.

Rikke Pedersen (foto: Michael Sohn/AP)

Rikke Pedersen (foto: Michael Sohn/AP)

200m borboleta masculino: campeão olímpico da prova, Chad Le Clos busca ser o primeiro da história a vencer as três provas de borboleta em um único mundial. Mas, ao contrário do que se pensa, pode não ter vida fácil, pois o japonês Daiya Seto vem nadando muito bem (ganhou os 400m medley com recorde asiático) e pode incomodar.

200m livre feminino: Katinka Hosszu vai em busca do recorde mundial da italiana Federica Pellegrini, que também está na prova. A holandesa Femke Heemskerk venceu os 100m, está em grande forma e também nada muito bem os 200m. E a sueca Sarah Sjostrom jamais pode ser ignorada. A prova irá pegar fogo.

4x100m medley feminino: campeã no 4x50m medley, a Dinamarca aparece como favorita. Mas a vantagem não é tão grande, e Estados Unidos, Itália e Japão podem incomodar. O Brasil tem uma boa chance de final, assim como no 4x50m.

100m medley masculino: Ryan Lochte busca seu primeiro ouro individual na competição, em sua última prova. Tem uma boa chance, mas a prova será muito equilibrada. Kosuke Hagino não deu 100% na semifinal e irá com tudo. Vladimir Morozov saiu dos 100m livre para tentar vencer essa prova e também é perigoso. Henrique Rodrigues fez sua melhor marca pessoal na semi. O pódio é muito difícil, mas o recorde sul-americano, que pertence a Thiago Pereira, está ao seu alcance.

50m livre feminino: Ranomi Kromowidjojo chegou perto do recorde mundial na semi, com saída e virada fantásticas, e na ausência de Jeanette Ottesen e Sarah Sjostrom, é favorita absoluta. A australiana Bronte Campbell pode incomodar, mas dificilmente tirará o ouro da holandesa.

Ranomi Kromowidjojo (foto: divulgação)

Ranomi Kromowidjojo (foto: divulgação)

100m borboleta feminino: a sueca Sarah Sjostrom raspou no recorde mundial na semi e vai atrás dele. É a favorita, apesar da dinamarquesa Jeanette Ottesen ter escondido o jogo. Ottesen vai melhor na parte submersa, Sjostrom na parte nadada. Como a sueca já venceu o duelo nos 50m, é ainda mais cotada para vencer os 100m.

1500m livre masculino: o australiano Jordan Harrison lidera o ranking mundial e tem ligeiro favoritismo, seguido pelo húngaro Gergely Gyurta. O tunisiano Oussama Mellouli e o canadense Ryan Cochrane, medalhistas olímpicos da prova, podem brigar, mas não são favoritos. De olho no italiano Gregorio Paltrinieri, que teve uma temporada fantástica em piscina de 50 metros e ainda não nadou este ano em piscina curta.

Por Daniel Takata