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Sexo, Drogas e o choro do perdedor
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O assunto da natação internacional esta semana, inquestionavelmente foi o lançamento do livro: “Sexo, Drogas e Natação”, produção do ex-nadador profissional, o francês Amaury Leveaux.

Antes de falar sobre Leveaux é valido ressaltar que os nadadores franceses sempre são polêmicos, talvez a seleção mais conturbada do mundo. Na década passada, Laure Manaudou (campeã olímpica dos 400 livre nos Jogos de Antenas-2004) sempre fez a natação internacional ferver com polêmicas, inclusive sobre sexo e até mesmo exposição de seus momentos íntimos, na internet.

Amaury Levoux, segundo ele mesmo, nunca teve reconhecimento a altura de seus companheiros de seleção Alain Bernard, Fred Bousquet, Fabian Gilot e Yannick Agnel (todos eles medalhistas olímpicos).

O nadador francês Amaury Leveaux - Foto: Javier Soriano/AFP

O nadador francês Amaury Leveaux – Foto: Javier Soriano/AFP

Na épica final dos 50m livre, nos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, onde Cesar Cielo conquistou a medalha de ouro, Leveaux subiu no segundo degrau mais alto do pódio e com seu compatriota Alain Bernard na terceira posição. De fato, com seus quase 2 metros de altura, Leveaux nadava bem, muito bem, as provas de 50m, 100m e 200m metros livre. Foi incontestavelmente peça fundamental em todas as conquistas do revezamentos 4x100m e 4x200m livre entre 2007 a 2012. O maior destaque, sem dúvida, foi para a medalha de ouro no 4x100m livre nos Jogos Olímpicos de Londres, onde venceram os norte-americanos nos últimos 25 metros (o time dos EUA contava com estrelas do calibre de Michael Phelps e Ryan Lochte).

O livro “Sexo, Drogas e Natação”, não traz nenhum benefício a modalidade, mas traz exposição da sua figura. O consumo de drogas pesadas, principalmente por atletas europeus, não é extremamente incomum. No livro ele revela o uso inclusive de cocaína, pelos nadadores da seleção de seu país.

Capa do livro "Sexo, drogas e natação" - Foto: Editora Fayard/Reprodução

Capa do livro “Sexo, drogas e natação'' – Foto: Editora Fayard/Reprodução

A obra também registra ataques a Cesar Cielo, o chamando de trapaceiro e desonesto.  De fato, Cesar Cielo teve um ano de 2011 atípico, sendo pego no doping em um evento nacional pelo uso de diurético. Com apoio da CBDA e de um excelente advogado, conseguiu provar sua inocência alegando contaminação cruzada. Sua inocência foi declarada 24 horas antes de iniciar o Campeonato Mundial de Xangai em 2011, o que causou desconforto entre todos os nadadores velocistas no cenário internacional. Cielo, ao vencer as provas de 50m livre e 50m borboleta neste evento, foi o centro das críticas nas coletivas de impressa. Leveaux utiliza palavras “ásperas” informando que Cielo deveria ser banido do esporte e por incrível que parece chega a comparar o caso do velocista brasileiro com o do ciclista Lance Armstrong.

Ele também desabafa sobre  os veículos de mídia de seu pais. Quando Alain Bernard, seu adversário direto,  vencia os principais eventos, era chamado de Supersonic e era uma celebridade. Quando Leveaux vencia os eventos e quando vencia Bernard lado a lado, não tinha sequer metade da exposição na mídia.

Leveaux não era uma pessoa muito fácil de se ter como companheiro de equipe, ele queria treinar com o time de Marseille, liderados pelo renomado técnico Romain Barnier (técnico da seleção francesa). Mas foi recusado no time, o que deixo o nadador ainda mais magoado.

Apos tantos ataques, a Federação Francesa de Natação entrou com processo contrato o nadador. Os ataques do velocista incluem a Federação, criticando seus métodos e chamando os dirigentes de “dinossauros”.

Leveaux com Cielo e Bernard no pódio olímpico em 2008 - Foto: Ezra Shaw/Getty Images

Leveaux com Cielo e Bernard no pódio olímpico em 2008 – Foto: Ezra Shaw/Getty Images

E os podres de Amaury Leveaux?

Se por um lado e fácil atacar os outros, ele precisa se defender. Mesmo aposentado, ele detém o recorde mundial dos 100 livre em piscina de 25 metros com magnífico tempo de 44s94 (assista abaixo). Tempo alcançado no fim de 2008, no auge da confusão dos trajes tecnológicos. Para quem não lembra, em 2008 foram batidos 108 recorde mundiais, fato atribuído a ajuda dos trajes tecnológicos (mais conhecido como “super maiô”) . Alguns nadadores, visando melhora ainda mais a performance, utilizavam dois trajes de competição o que absurdamente aumentava a flutabilidade do atleta e contribuindo ainda mais na performance.

Foi a época mais “escura” da história da natação. Para avacalhar ainda mais o esporte, suspeita-se que Amaury Leveaux utilizou três trajes de natação quando estabeleceu o recorde mundial dos 100 livre. Isso mesmo, três trajes!!! Analisando pelo lado positivo ou negativo, e a custa da imagem de diversos nadadores, ele  conseguiu o que queria: exposição internacional.

Por Patrick Winkler


Arena lançará roupa anti-tubarão
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Nadar em águas abertas é nadar em contato total com a natureza. Água gelada, correntezas e ventos são desafios e adversários a mais que todo o nadador da modalidade enfrenta. As vezes o contato com animais também é possível de acontecer. Águas-vivas são os que mais surgem no meio de uma travessia, mas já pensou em topar com um grande tubarão branco no meio do caminho?

Calma, isso é algo que só pode acontecer quando alguém se arrisca a dar suas braçadas em mar aberto. É o caso de Ben Hooper, que nadará de Dacar, no Senegal, até Natal, no Rio Grande do Norte, na campanha Swim The Big Blue. O britânico de 36 anos vai encarar quase 3 mil km em águas abertas por uma boa causa, já que pretende ajudar diversas instituições beneficentes com os lucros arrecadados pela expedição no Oceano Atlântico.

Pensando em colaborar com o sucesso do desafio, a Arena resolveu investir em um novo traje para esse tipo de aventura: uma roupa de águas abertas anti-tubarão. As águas ao sul do Oceano Atlântico concentram um grande número de tubarões brancos, os peixes mais temidos do mar. Hooper poderá encontrar com alguns pelo caminho e para evitar levar uma jaula anti-tubarão a Arena pensou em produzir uma roupa especial. Segundo Giuseppe Musciacchio, gerente de desenvolvimento da marca, o traje vai combinar eficiência e resistência.

A possível roupa anti-tubarão da Arena - Foto: Reprodução/Arena

A possível roupa anti-tubarão da Arena – Foto: Reprodução/Arena

A Arena ainda não divulgou informações técnicas e detalhes da composição, peso e estrutura do traje. Porém, pelas primeiras imagens divulgadas podemos notar que se trata de uma roupa bastante reforçada. Porém, é provável que traga outros recursos para afastar o gigante predador. Em agosto, o nadador fará o primeiro teste com o traje em uma travessia na costa italiana. Lá a roupa deverá ser anunciada oficialmente.

Hooper pretende iniciar o Swim The Big Blue no início do mês de novembro e pretende chegar a costa brasileira durante o mês de fevereiro. Ele nadará cerca de 12 horas por dia e vai estar acompanhado por um barco de apoio com uma equipe de 15 profissionais, entre especialistas marítimos, documentaristas, biólogos, pesquisadores da ciência esportes e médicos. Confira mais detalhes sobre o Swim The Big Blue no site oficial do evento, clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Beach & Mountain Challenge: natação é o destaque
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No primeiro dia de maio haverá o feriado do Dia do Trabalho. Normalmente muita gente aproveita para descansar e recarregar as baterias, mas aqui temos uma sugestão inversa: de descarregar as baterias em um grande evento multiesportivo. Trata-se do Beach & Mountain Challenge, competição que acontece pela segunda vez na exótica Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis (SC) nos dias 2 e 3 de maio.

A competição reunirá cinco modalidades diferentes: stand up paddle, canoa havaiana, corrida na areia, aquathlon e natação em águas abertas. Na edição do ano passado mais de 600 atletas disputaram a competição. Este ano a organização do evento espera um número maior de participantes. Uma das novidades do Beach & Mountain Challenge será também contribuir em prol do meio ambiente ao substituir copos descartáveis por embalagens reutilizáveis para hidratação dos atletas.

Vista da Praia do Pântano - Foto: Reprodução/Internet

Vista da Praia do Pântano do Sul – Foto: Reprodução/Internet

Serão duas provas de águas abertas: uma de 1 km e outra de 3,8 km. Na prova curta está liberado o uso da roupa de borracha (neoprene), porém, na distância maior os nadadores só poderão utilizar estes trajes caso a temperatura da água esteja abaixo dos 21°C. Na prova de 3,8 km o percurso contará com quatro boias e terá diversas curvas no formato da letra M. Em ambas as travessias a saída e chegada serão na areia.

O evento também deverá contar com a presença de diversos triatletas, pois acontecerá cerca de um mês antes da realização do Iron Man que também vai acontecer na cidade de Florianópolis. Como a distância será a mesma do tradicional evento de triatlo, muitos atletas deverão utilizar o Beach & Mountain Challenge como um treino de luxo. Outra possibilidade para nadadores é encarar o Aquathlon, que terá a prova dividida em 1 km de natação no mar e 2,5 km de corrida na areia.

Evento ano passado teve mais de 600 atletas - Foto: Maicon/Foto Vídeo

Evento ano passado teve mais de 600 atletas – Foto: Maicon/Foto Vídeo

O Beach & Mountain Challenge é realizado e organizado pela Tide Trends mesma agência que produz o Battle of the Paddle, maior evento de stand up do mundo. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas através deste site: beachmountainchallenge.com. As provas de águas abertas acontecem no sábado dia 2 de maio. A travessia de 1 km tem largada prevista para às 13h30 e a de 3,8 km para às 14h30.

Por Guilherme Freitas


Para manter a tradição na prova nobre
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Natação brasileira e 100m livre e uma combinação que tem tudo a ver. Afinal, nesta prova foram conquistadas medalhas importantes da história do país. Em Olimpíadas Manoel dos Santos, Gustavo Borges (duas vezes) e Cesar Cielo já subiram ao pódio, assim como o revezamento 4x100m livre. Em Mundiais de piscina longa o Brasil também soma conquistas com o 4x100m e com Gustavo e Cielo. Em Mundiais de curta são 11 medalhas entre provas individuais e revezamentos. E até em competições de base como Mundiais Júnior e Olimpíadas da Juventude o Brasil já foi ao pódio. Tradição que se renova a cada geração.

Com Gustavo Borges e Fernando Scherer o Brasil celebrou diversas conquistas na prova nobre da natação, assim como os feitos de Cesar Cielo e tem tudo para continuar vibrando com os jovens que vem por ai. Matheus Santana, campeão olímpico da juventude e recordista mundial júnior, já é uma realidade e em agosto vai debutar entre os grandes disputando seu primeiro Mundial absoluto. Porém, há outro jovem velocista brasileiro com ótimos resultados recentes e que se coloca como herdeiro dessa tradição nacional. Seu nome: Felipe Ribeiro de Souza.

Felipe vibra com o resultado no Sul-Americano Juvenil - Foto: Satiro Sodré

Felipe vibra com o resultado no Sul-Americano Juvenil – Foto: Satiro Sodré

Nascido em Santos, o nadador da Unisanta teve um ótimo desempenho no ano passado. Durante o Campeonato Brasileiro Juvenil ele conseguiu pela primeira vez nadar os 100m livre abaixo dos 50 segundos ao fazer 49s93. E este ano ele teve uma grande melhora. No Maria Lenk novamente nadou abaixo dos 50 segundos, porém foi no Campeonato Sul-Americano Juvenil de Lima que ele brilhou. Na final da prova ele venceu os 100m livre com um tempo espetacular: 49s16, mais de 1 segundo abaixo do recorde de campeonato que era de Henrique Rodrigues.

Aos 17 anos de idade Felipe vem mostrando uma ótima evolução desde 2014. Em agosto ele nadará a grande competição internacional de sua temporada: o Campeonato Mundial Júnior, em Cingapura. E ele tem boas chances de conseguir mais uma medalha para o Brasil na prova nobre. Atualmente é o 2º colocado no ranking mundial dos nadadores com a idade permitida para disputar o Mundial. A sua frente apenas o australiano Klye Chalmers com 48s69. Será sua segunda participação em Mundiais Júniors já que ele esteve na última edição em Dubai-2013.

Felipe espera chegar aos 48 segundos no Mundial de Cingapura - Foto: Satiro Sodré

Felipe espera chegar aos 48 segundos no Mundial de Cingapura – Foto: Satiro Sodré

Competir em Cingapura será uma experiência valiosa para o desenvolvimento de Felipe. Seu grande objetivo lá será nadar pela primeira vez na casa dos 48 segundos e conseguir uma medalha. Caso consiga realizar esses feitos poderá se colocar como possível nome para integrar as seleções brasileiras absolutas dos próximos anos e seguir com a tradição brasileira nos 100m livre.

Por Guilherme Freitas


Maratour 2015: desbrave as águas abertas da Bahia e Rio de Janeiro
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Esporte e turismo estão cada vez mais interligados. Recentemente é comum ver eventos esportivos serem disputados em contato com a natureza e ou locais paradisíacos. Um desses eventos é o Circuito Maratour, competição disputada em águas abertas promovida pela Ambiance Esporte Produções e Eventos e que tem como principal objetivo conciliar o esporte com o turismo na região da Bahia.

Novamente o circuito terá três etapas e todas serão realizadas no estado. A primeira delas acontece neste domingo, dia 19 de abril, em Morro de São Paulo. São esperados mais de 150 participantes que largarão da praia de Gamboa e nadarão 2,5km até a praia de Morro de São Paulo. Os jovens nadadores também poderão disputar uma prova de 400m para os mirins e uma de 800m para os atletas da categoria petiz.

As duas outras etapas acontecerão no segundo semestre. No dia 22 de agosto a cidade de Itaparica sedia a segunda etapa na praia do Club Med e no dia 18 de outubro o circuito termina em Salvador no MAHI MAHI, um píer privativo do Hotel Sol Vitoria Marina. A grande novidade do Maratour deste ano será a cerimônia de premiação da temporada que vai ser realizada no Cinema UCI Orient, no Shopping da Bahia, em Salvador, onde atletas e convidados poderão assistir a vídeos com os melhores momentos do circuito. Nos dias 13 a 15 de novembro haverá uma etapa bônus que não é válida para o circuito e será chamada de Maratour Premium, no Club Med Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.

Participantes do Maratour em etapa do ano passado - Foto: Ambiance Esporte

Participantes do Maratour em etapa do ano passado – Foto: Ambiance Esporte

O Maratour tem também uma tradição de sempre convidar um atleta de prestígio para ser o padrinho do circuito. Edvaldo Valério e Fernando Scherer, integrantes do inesquecível revezamento 4x100m livre nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, já receberam essa honraria. Esse ano há um padrinho novo, ou melhor, madrinha: Ana Marcela Cunha, eleita pela Fina a melhor atleta de águas abertas no ano passado.

A Bahia é um dos maiores centros de águas abertas do Brasil, devido a quantidade de eventos realizados nas praias do estado. O Circuito Maratour é uma realização da Ambiance Esporte Produções e Eventos e conta com apoio e patrocínio das Prefeituras Municipais, da HammerHead e outras empresas. As inscrições para a primeira etapa da temporada ainda estão abertas e os interessados podem obter também mais informações através do site oficial: http://ambianceesporte.com.br/view/mostra_evento.php?id=18

Por Guilherme Freitas


Nadando 1500 metros aos 100 anos de idade
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Na semana passada as atenções no Japão estavam voltadas para a capital Tóquio. Era lá que as grandes estrelas nipônicas estavam em ação na disputa do Campeonato Japonês de Natação que também definiu a seleção do país para o Campeonato Mundial de Kazan. Dias antes de Kosuke Hagino, Daiya Seto e companhia caírem na água Mieko Kagaoka fazia história. Ou melhor, dona Mieko Nagaoka.

Afinal ela não é uma nadadora qualquer. É uma nadadora de 100 anos de idade! A senhora Mieko estava disputando na pequena cidade de Matsuyama, a 700 km de distância de Tóquio, um campeonato para nadadores masters de piscina curta. E engana-se caso você pensa que ela nadou apenas 50 ou 100 metros de algum estilo. Ela nadou 1500 metros. Isso mesmo, 1500 metros!

A nadadora Mieko Nagaoka de 100 anos de idade - Foto: Kyodo/Japan Times

A nadadora Mieko Nagaoka de 100 anos de idade – Foto: Kyodo/Japan Times

A senhora Mieko optou por nadar o percurso no nado costas e concluiu a missão em 1h15min. Ela nadou a distância sozinha e com o resultado tornou-se a primeira centenária a nadar a prova de 1500m livre em piscina curta, entrando para o Guiness Book, o livro dos recordes. Agora resta a Fina validar o resultado e torná-la recordista mundial masters da distância.

A experiência da senhora Mieko nas piscinas é recente. Ela começou a nadar aos 82 anos de idade como terapia para seus joelhos, mas gostou tanto da modalidade que passou a nadar mais vezes durante a semana e disputar competições masters. Além desse feito incrível aos 100 anos de idade ela tem outros recordes nacionais e mundiais em categorias de diversas faixas etárias.

Dona Mieko também espera nadar no meio do ano no Campeonato Mundial Master de Kazan.  Ela lançou recentemente um livro sobre a experiência de nadar com uma idade avançada e afirma que ainda quer nadar por muitos anos. Sem dúvida nenhuma uma inspiração para os outros atletas.

Por Guilherme Freitas


A chance para ser o maior da história
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O Troféu Maria Lenk chegou ao fim definindo as equipes do Brasil para os principais campeonatos internacionais da temporada, mas há um problema devido a proximidade de datas entre o Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Por isso, no fim desta semana haverá em São Paulo uma clínica com os nadadores e membros da comissão técnica da seleção brasileira, para discutir o calendário de preparação dos atletas. Um deles, porém, já deixou bem claro que vai encarar as duas competições.

Thiago Pereira tem como objetivo disputar os dois eventos. Ele pretende participar do Pan no Canadá e de lá viajar diretamente para a Rússia. Será uma viagem bastante desgastante pela longa distância entre os locais e também pelo pouco tempo disponível para fazer uma boa aclimatação. Mas Thiago esta motivado e confiante por um simples motivo: poder superar alguns recordes e se tornar o maior atleta de todos os tempos dos Jogos Pan-Americanos.

Em 2007 Thiago foi o grande nome do Pan no Rio - Foto: Satiro Sodré

Em 2007 Thiago foi o grande nome do Pan no Rio – Foto: Satiro Sodré

São três recordes que Thiago Pereira tem em mente quebrar em Toronto. O primeiro é o posto de maior medalhista da história do evento. O nadador soma 18 medalhas em três edições disputadas. Caso conquiste mais cinco pódios vai ultrapassar o ex-ginasta cubano Erick López Ríos que ganhou 22 medalhas entre 1991 e 2003. Ríos também detém o recorde de atleta com maior número de ouros: 18 ao todo. Thiago soma 12 medalhas douradas e caso repita a performance das duas últimas edições, quando venceu seis provas, vai igualar o cubano. O terceiro recorde é se tornar o atleta brasileiro mais vitorioso dos Jogos. O posto pertence a outro nadador: Gustavo Borges, que tem 19 medalhas ao longo da carreira. Com mais duas subidas ao pódio ele deixará para trás o grande ídolo.

Thiago já é o brasileiro com mais medalhas de ouro na história dos Jogos Pan-Americanos. São 12 no total e o número pode aumentar ainda mais neste ano. Se em sua estréia em Santo Domingo-2003 ele não ganhou nenhum ouro (levou uma prata e um bronze), no Rio de Janeiro-2007 e em Guadalajara-2011 ele fez as melhores campanhas de todos os tempos com seis medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze nas duas edições.

PAN GUADAJARA 2011/NATA‚ÌO

Em 2011 ele repetiu a performance e virou o Mister Pan – Foto: Satiro Sodré

O nadador conseguiu seis índices para integrar a equipe que vai ao Mundial de Kazan: 200m e 400m medley, 100m borboleta, 200m peito e vagas no 4x100m medley e 4x200m livre. Além disso, ele também poderá nadar os 100m costas no Pan por ter sido o segundo melhor atleta do país na distância. Thiago ainda vai definir quais provas competirá no Canadá, mas é muito provável que o apelido de “Mister Pan”, dado pelo locutores esportivos Álvaro José e Maurício Torres, se torne agora uma marca registrada pelo atleta que tem tudo para escrever seu nome na história dos Jogos Pan-Americanos.

Por Guilherme Freitas


100m livre masculino: o retorno da prova nobre?
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23 de agosto de 2014. Durante a disputa do Pan-Pacífico, em Brisbane, na Austrália, a equipe masculina do revezamento 4x100m livre do Brasil obtém um resultado que fez mudar os olhos e expectativas olímpicas.

Não é novidade que é o revezamento mais tradicional do Brasil, com medalha olímpica (2000), mundial de longa (1994), campeão mundial de curta (1993 e 1995) e recordista mundial da prova na curta por sete anos.

Mas a última final olímpica foi justamente aquela de 2000. Em mundiais de longa, a equipe voltou à final em 2013. Mesmo com a ausência de Cesar Cielo na ocasião, no entanto, não foi um resultado promissor em termos de ambição para uma medalha olímpica.

Esse resultado aconteceu naquela noite (manhã no Brasil) de agosto de 2014. O Brasil foi bronze, mas brigou de igual para igual com as potências Austrália e Estados Unidos, que contavam com seus principais nadadores.

O resultado foi conseguido mesmo com a ausência dos mais rápidos nadadores de 100m livre do Brasil de 2014, Cesar Cielo e Matheus Santana. Justamente essa possibilidade de melhora foi o que empolgou os brasileiros.

Cesar Cielo (foto: Satiro Sodré)

Cesar Cielo (foto: Satiro Sodré)

A expectativa é tanta que o Comitê Olímpico Brasileiro já autorizou o treinamento da equipe brasileira do 4x100m livre por um período no exterior e participação em competição internacional.

Ha gente até cogitando a medalha de ouro na Olimpíada de 2016. A verdade é que uma medalha, de qualquer cor, diante da torcida brasileira seria um feito extraordinário.

Por isso, a partir de agora, cada vez que os nadadores brasileiros caírem para nadar os 100m livre em uma grande competição estarão cercados de expectativas – tanto para a prova individual quanto para o revezamento.

A final dos 100m livre do Troféu Maria Lenk, que acontecerá amanhã na piscina do Fluminense, é a primeira dessas provas. Por ser a seletiva final para o Campeonato Mundial e os Jogos Pan-Americanos, decidirá quem serão os nadadores que representarão o país na prova e no revezamento nas duas principais competições do ano. Cujos resultados darão uma noção do que poderá acontecer no Centro Aquático Olímpico, em agosto de 2016.

A julgar pelos resultados da disputa por equipes do revezamento 4x100m livre que ocorreu ontem, os resultados são promissores. Matheus Santana abriu para a Unisanta para 48s99. Boas parciais para Cesar Cielo (47s90), Marcelo Chierighini (48s20) e Vinicius Waked (48s36).

A soma dos tempos em uma hipotética formação da seleção seria 3min13s45, nove centésimos melhor do que o tempo obtido no Pan-Pacífico do ano passado. Mesmo com Cielo e Bruno Fratus tendo declarado que não estão 100% nessa competição.

Matheus Santana (foto: Satiro Sodré)

Matheus Santana (foto: Satiro Sodré)

Se repetirem seus tempos do ano passado (48s13 e 48s25), Cielo e Santana são os favoritos amanhã. Mas Chierighini é finalista mundial e Bruno Fratus, sempre no topo do ranking mundial dos 50m, fez o melhor tempo de sua vida no final do ano passado.

Na briga pelo ouro amanhã também estarão Nicholas Oliveira e João de Lucca, que vêm obtendo excelentes resultados nos 200m livre. Felipe Ribeiro, jovem de 17 anos, vem evoluindo e pode ser uma surpresa. Vinicius Waked, pelo que nadou no revezamento ontem, também pode brigar. Fernando Ernesto dos Santos, representante do Brasil nos 100m livre no Mundial de 2013, e Leonardo Alcover adorariam surpreender. É muita gente na briga.

No Brasil, pelos resultados dos últimos anos, o 50m superou o 100m livre como prova mais esperada. Mas, pela expectativa gerada em termos de chances individuais e revezamento para a Olimpíada de 2016, o 100m livre tem tudo para recuperar seu status de prova nobre.

Por Daniel Takata


Contornando a Ilha do Mel a nado
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Essa semana as atenções da natação nacional estão voltadas para o Troféu Maria Lenk, a principal competição do calendário e que esta sendo disputado neste momento na piscina do Fluminense, no Rio de Janeiro. Enquanto a seleção brasileira para o Mundial de Kazan, Mundial Júnior de Cingapura e para os Jogos Pan-Americanos de Toronto vai sendo montada dois maratonistas aquáticos se preparam para fazer um desafio no próximo sábado no litoral paranaense.

Samir Barel e Marcos Campos concluíram ano passado a Travessia e Desafio Aquaman, quando contornam a nado a Ilha Anchieta, localizada em Ubatuba (leia mais clicando aqui sobre esse feito  em matéria publicada aqui no Blog SWIM CHANNEL/UOL). Daquela vez eles concluíram 25 km com a ajuda do nadador master Raul Porto, uma distância considerável para atletas de águas abertas. Porém, não o suficiente para satisfazer essa dedicada dupla.

A dupla Samir Barel e Marcos Campos - Foto: Rômulo Cruz

A dupla Samir Barel e Marcos Campos – Foto: Rômulo Cruz

Desta vez Samir e Marcos repetem o roteiro de nadar uma longa travessia em águas abertas em um lugar recheado de belezas naturais. Amanhã os dois encaram 23 km de natação em mais uma etapa do projeto “Travessias e Desafios Aquaman” na encantadora Ilha do Mel, situada na costa do Paraná. A Ilha do Mel é um destinos naturais mais procurados por turistas e esportistas. Por lá há belas praias desertas e paradisíacas onde o visitante fica em contato constante com a natureza. Nos esportes, além das águas abertas, eventos como surf, stand up paddle e mountain bike ocorrem ao longo do ano.

Diferentemente do desafio em Ubatuba ano passado, quando eles fizeram o percurso todo sozinhos, dessa vez a dupla terá a companhia da equipe Correr e Nadar. Ao todo, 200 atletas participarão do desafio, alguns deles em stand up paddle e caiaques acompanhando os nadadores. Uma festa em águas abertas.

Em 2014 a dupla contornou a Ilha Anchieta com ajuda de Raul Porto - Foto: Rômulo Cruz

Em 2014 a dupla contornou a Ilha Anchieta com ajuda de Raul Porto – Foto: Rômulo Cruz

“Ter mais gente do lado vai ser bacana demais! Vamos acabar entrando um pouco no ambiente competitivo e, com certeza, servir de motivação pra muita gente'', diz Marcos Campos. “Este desafio, assim como os outros do Aquaman, servirá para curtir, explorar e divulgar a Maratona Aquática. Além disso, mostrar para as pessoas as belezas e oportunidades de conhecer novos lugares que a modalidade oferece'', conta Samir Barel.

Para mais detalhes e informações conheça a página do Projeto Aquaman no Facebook, clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Hegemonia argentina
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Quando se fala em hegemonia no Troféu Maria Lenk logo vem a mente o nome de Thiago Pereira. Afinal ele não sabe o que é perder os 400m medley desde 2003, quando foi campeão nacional absoluto pela primeira vez. Mas dessa vez não estamos falando sobre o versátil medalhista olímpico e sim de uma nadadora argentina: Julia Sebastian.

Desde 2012 ela esta invicta nos 200m peito. De quebra tornou-se a primeira mulher a vencer a mesma prova por quatro anos consecutivos e em todas as vezes que caiu na água diminuiu seu tempo. Sempre representando a Unisanta, ela fez sua estréia na competição em 2012 e na ocasião ganhou a medalha de ouro com 2min32s81. No ano seguinte ela venceu novamente com 2min31s79 e ano passado sagrou-se tricampeã com 2min28s53. Ontem venceu de novo desta vez com 2min28s38. E com esse resultado se coloca com chances de disputar uma medalha nos Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Julia Sebastian domina desde 2012 os 200m peito no Maria Lenk - Foto: Satiro Sodré

Julia Sebastian domina desde 2012 os 200m peito no Maria Lenk – Foto: Satiro Sodré

Nos últimos anos Julia também conquistou outros dois resultados expressivos no Troféu José Finkel. Ano passado, na piscina curta, ela venceu a prova com novo recorde sul-americano: 2min22s32. E em 2013, na longa, ela bateu o recorde de campeonato com 2min28s99.

Os 200m peito feminino é uma das provas mais carentes da atual natação brasileira. Pamela Souza vem sendo a melhor nadadora do país na distância, mas ainda não rompeu a casa dos 2min30s. No retrospecto, Michele Schmidt foi a última nadadora do país a vencer a prova no Troféu Maria Lenk em 2010. E o recorde sul-americano de Carolina Mussi, de 2min27s42, feitos no Maria Lenk em 2009 ainda permanece intocável.

Por Guilherme Freitas