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Leo de Deus: entre os melhores e de olho em voos mais altos
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O Brasil começou bem sua participação no Campeonato Pan Pacífico 2014. Logo no primeiro dia de disputas veio a primeira medalha do país, uma prata com Leonardo de Deus nos 200m borboleta. Com 1min55s28 o brasileiro registrou o melhor tempo de sua carreira e cravou a sexta melhor marca da temporada. Até ai nenhuma surpresa, afinal desde 2011 o nadador sul-matogrossense está entre os melhores do mundo nesta prova.

Naquele ano ele apresentou seu cartão de visitas ao fazer o melhor tempo das eliminatórias do Campeonato Mundial de Xangai com 1min55s55. Porém, parou nas semifinais. Meses depois foi campeão pan-americano, no ano seguinte semifinalista olímpico e ano passado finalista no Mundial de Barcelona. Uma franca evolução que se confirmou hoje com sua performance no Pan Pacífico.

Leo de Deus tem a sexta melhor marca do ano - Foto: Satiro Sodré

Leo de Deus tem a sexta melhor marca do ano – Foto: Satiro Sodré

Tanto nas eliminatórias, quanto na final, o brasileiro foi extremamente regular. Leo manteve um ritmo e estratégia muito similares e nadou forte durante todo o percurso. Nas eliminatórias ele conseguiu o segundo tempo: 1min55s33, com parciais de 25s90, 29s22, 29s57 e 30s64. Na final melhorou o tempo geral para 1min55s28 e teve parciais muito parecidas: 25s96, 29s23, 29s78 e 30s31. Também foram fundamentais para a conquista da medalha os fundamentos (viradas e ondulações submersas), que estão bem melhores e consistentes.

Essa estratégia permitiu que o brasileiro não fosse tão pressionado pelos adversários que estavam atrás e o possibilitou apertar o líder Daya Seto durante toda a prova. O resultado, além de bastante significativo, também lhe dá mais confiança para os próximos anos. Na final ele chegou a frente do americano Tyler Clary e nas eliminatórias conseguiu ser mais veloz que o medalhista olímpico Takeshi Matsuda.

O brasileiro conquistou a primeira medalha do país no Pan Pac - Foto: Satiro Sodré

O brasileiro conquistou a primeira medalha do país no Pan Pac – Foto: Satiro Sodré

Com a sexta melhor marca do ano, o brasileiro mostra que tem chances de brigar por medalhas no Campeonato Mundial de Kazan no ano que vem e se candidatar como um dos cotados para subir ao pódio nos Jogos do Rio-2016. Agora o próximo passo de Leo de Deus será nadar esta prova na casa de 1min54s.

E curiosamente, o segundo colocado no ranking nacional dos 200m borboleta, Luiz Altamir, também está em ação no outro lado do mundo. Mas não no Pan Pacífico, e sim na Olimpíada da Juventude em Nanquim, na China. Ele já ganhou uma medalha de prata com o revezamento 4x100m livre misto e amanhã pode voltar ao pódio na sua especialidade. Balizado com o terceiro melhor tempo, Altamir tem boas chances de garantir mais uma medalha. Como podemos ver o Brasil esta muito bem representado nos 200m borboleta.

Por Guilherme Freitas


200m medley: o esquadrão de luxo mundial
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Desde que Michael Phelps entrou em cena, antes mesmo de se tornar a referência que é hoje no esporte, a prova do 200m medley mudou completamente de cara. Ela tem o nome e a marca do maior nadador do mundo de todos os tempos. Phelps teve uma década de glória, parou, voltou. Deu chance para que a situação mudasse um pouco de figura, e agora está com o tradicional comichão pelo ouro que sempre o motivou a ir mais longe que qualquer outro atleta das piscinas. E o palco agora internacional para testá-lo outra vez está montado, com os mesmos bons e velhos rivais de antes, em Gold Coast, Austrália, local do Pan Pacífico que começa nesta quarta-feira.

Lochte bateu Phelps na seletiva americana - Foto: AP

Lochte bateu Phelps na seletiva americana – Foto: AP

Thiago Pereira até chegou a acreditar que teria um pouco mais de paz na sua prova favorita, mas a concorrência que deixou de existir cedo para o brasileiro nas competições nacionais nunca foi simples no parâmetro mundial. Fazendo dupla, Ryan Lochte e Phelps detêm todas as melhores marcas do mundo no 200m medley até hoje no top 10, e são os únicos nadadores da história a nadar a prova abaixo do 1min55s. Juntos, fizeram isso 14 vezes. Hoje, quem se aproxima muito da marca é o japonês Kosuke Hagino que, claro, já está em Gold Coast. Ele tem o melhor tempo da temporada, com 1min55s38, feitos no Campeonato Japonês, terceiro melhor na era sem trajes tecnológicos. Durante a seletiva norte-americana, a rivalidade mostrou-se intacta: Lochte cravou o segundo tempo do ano, com 1min5650, e Phelps o terceiro, apenas cinco centésimos atrás. Trabalho duríssimo para Thiago, que nadou apenas para 1m57s98 em 2014, tempo feito no Maria Lenk. Na edição de 2010 do Pan Pacífico, o brasileiro ficou com a medalha de bronze.

Thiago Pereira, Lochte e Hagino no pódio de Barcelona-2013 - Foto: Getty Images

Thiago Pereira, Lochte e Hagino no pódio de Barcelona-2013 – Foto: Getty Images

Com uma volta curta ao passado, o pódio do Mundial de Barcelona em 2013 parece agora distante: Lochte vencia o 200m medley, com um tempo inclusive abaixo do 1m55s, seguido por Hagino e por Thiago. Sim, algo claramente estava faltando. A concorrência de sempre agora voltou, e a ameaça para o norte-americano mudou de dinâmica. Além dos velhos, especialmente de um velho conhecido de volta, a dificuldade apertou quando até outros nomes despontam para tentar arrancar seu trono, como o também japonês Daiya Seto, de 20 anos, na casa do 1min57s, ou de Conor Dwyer, conterrâneo que aparece logo depois, com o quinto tempo do ano.

A verdade é que os grandes nomes da prova estarão em Gold Coast, com exceção de Laszlo Cseh, da Hungria, que disputa o Campeonato Europeu. O que torna a briga ainda mais atrativa e disputada. Vale ficar de olho: o domingo, dia do 200m medley, promete recolocar, frente a frente, os maiores personagens da mais atraente prova da natação desde Phelps.

O Pan Pacífico começa nesta quinta-feira, com 275 nadadores de 13 países. A seleção brasileira tem 19 atletas, e não contará com a presença de César Cielo, que desistiu da competição para priorizar o Mundial de Curta de Doha.

Por Mayra Siqueira


Vai começar o Campeonato Europeu de Berlim
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Uma semana e tanto esta que teremos. Haverá competição de natação até enjoar! Na China os Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim. Na Austrália o Campeonato Pan Pacífico. E na Alemanha, as provas de piscina do Campeonato Europeu. O campeonato do velho continente começou há poucos dias em Berlim, com as disputas das provas de águas abertas e hoje teremos a última disputa nos 25 km. Amanhã começam as emoções na piscina, ou melhor, no velódromo Europa-Sportpark, que foi totalmente adaptado para receber a 32ª edição do campeonato continental. Durante esta próxima semana veremos um grande número de estrelas presentes na capital alemã e destacamos alguns deles aqui.

As provas de velocidade serão as maiores atrações da competição. Tanto no masculino, quanto no feminino. No masculino as atenções estarão voltadas para um duelo entre dois dos melhores atletas da atualidade: Florent Manaudou e Vladimir Morozov. O francês, atual campeão olímpico, detém o sétimo tempo do mundo nos 50m livre com 21s70 e o russo, vice-campeão mundial ano passado, tem o terceiro tempo do ano com 21s55. Ambos chegam bastante confiantes e motivados para saber quem é o melhor velocista do continente. Um duelo que sem dúvida será acompanhado com muita atenção por Cielo, Fratus, Adrian, Ervin e companhia.

Morozov e Manaudou duelam nos 50m livre - Foto: Murad Sezer/Reuters

Morozov e Manaudou duelam nos 50m livre – Foto: Murad Sezer/Reuters

No feminino a prova poderia ser ainda melhor caso a atual campeã olímpica e mundial Ranomi Kromowidjojo não desistisse de disputar o evento. Mas não tem problema, Sarah Sjoström e Francesca Halsall devem fazer um embate bastante acirrado em nos 50m livre e 50m borboleta. Na prova de livre, as duas são as únicas no mundo que nadaram abaixo dos 24 segundos este ano. Com 23s96, Halsall cravou a melhor marca da história sem os trajes tecnológicos. Já no borboleta, Sjoström assombrou o mundo com seu recorde mundial de 24s43. Um duelo que promete tirar faísca da piscina.

Katinka Hosszu será a nadadora com mais metragens neste Europeu. A Dama de Ferro vai encarar nada mais, nada menos, do que dez provas: 100m, 200m e 400m livre, 50m, 100m e 200m costas, 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley. Mireia Belmonte será uma de suas principais adversárias nos 200m borboleta e nas provas de medley. A espanhola já começa a competição em piscina com uma medalha de bronze no peito, que conquistou na prova de 5 km de águas abertas.

Katinka Hosszu venceu as provas de medley em Barcelona

Katinka Hosszu nadará dez provas em Berlim – Foto: Divulgação

As provas femininas de nado peito são outra boa atração do evento. Disputando os Jogos Olímpicos da Juventude no outro lado do mundo, Ruta Meilutyte vai correr contra o relógio para tentar chegar a tempo de poder nadar os 50m peito no último dia de competições e tentar um dos poucos títulos que lhe restam. A dinamarquesa Rikke Pedersen agradece a ausência da lituana nos 100m peito, pois chega como favorita nesta distância e também nos 200m peito, onde detém o recorde mundial.

Outras estrelas que estarão em ação em Berlim são o francês Yannick Agnel, as dinamarquesas Jeanette Ottesen e Lotte Friis, os italianos Federica Pellegrini e Gregorio Paltrinieri, os britânicos Bem Proud, James Guy e Adam Peaty, os húngaros Laszlo Cseh e Daniel Gyurta e o alemão Paul Biedermann, grande esperança de medalha de ouro para os anfitriões.

Paul Biedermann aé a esperança alemã - Foto: Motorvision

Paul Biedermann aé a esperança alemã – Foto: Motorvision

Para acompanhar os resultados do Campeonato Europeu de Berlim acesse o site oficial clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Desafio e tradição na travessia Caraguá-Ilha Bela
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Ocorre no próximo dia 11 de outubro a famosa travessia Caraguá-Ilha Bela, considerada por muitos como uma das mais emocionantes e desafiadoras das águas abertas do país. A prova, uma das mais tradicionais das águas abertas do Brasil, tem 22 km de distância. Ela liga as duas cidades do litoral norte paulista e são percorridos por equipes de revezamento.

Esta prova foi disputada pela primeira vez na década de 1940 quando a largada era realizada na Praia do Perequê, em Ilha Bela, e a chegada era na Praia Martin de Sá, em Caraguatatuba. No ano passado o percurso mudou e os atletas saíram das águas de Caraguá com destino a Ilha Bela, formato que será mantido este ano. Foi em 2013 também que a tradicional travessia voltou ao calendário nacional depois de dez anos de ausência.

Praia do Perequê em Ilha Bela

Vista da praia do Perequê em Ilha Bela – Foto: Reprodução

Como citado acima esta travessia é disputada no formato de revezamento de quatro nadadores e um dos integrantes da equipe precisa ser obrigatoriamente uma mulher. Cada atleta nadará por exatamente 30 minutos e após o término deste período é feita uma troca dentro da água. Esse processo se repete até o fim da disputa. A organização da prova também disponibiliza um barco para os demais membros e o técnico da equipe.

Ao concluir essa prova o nadador deixa a água com a sensação de missão cumprida. Muitos alegam que o mais difícil é a distância e a corrente do mar. Outros alegam que é a temperatura da água que fica em média entre 22 e 24°C. E há aqueles que também consideram que permanecer no barco enquanto seu companheiro esta na água como o mais difícil. Não por querer nadar o tempo todo ou ser obrigado a assistir o amigo nadar, mas pelo enjoo que o balanço do mar pode causar. Curiosamente duas equipes desistiram no meio da travessia no ano passado devido a insistente oscilação da embarcação.

Nesta edição de 2013, a largada da travessia será em Caraguatatuba

A cidade de Caraguatatuba mais uma vez é o palco da largada – Foto: Divulgação

A marca de acessórios e materiais esportivos Nabaiji é a única patrocinadora da Travessia Caraguá-Ilha Bela. A empresa, que também patrocinou o evento ano passado, decidiu apoiar mais uma vez por esta ser uma prova de águas abertas diferente da grande maioria. Afinal, ela une o trabalho em equipe com esporte e diversão em um dos locais mais belos do estado de São Paulo. E ao fim da prova haverá uma confraternização com todas as equipes participantes.

A inscrição para cada equipe será de R$ 1600, com o valor do o barco para transporte do time já incluso. A organização do evento disponibiliza todo o suporte e estrutura para atendimento médico. Para obter mais informações, inclusive como fazer as inscrições, acesse o site: http://www.maratonaaquatica.com.br/.

Por Guilherme Freitas


O fenômeno Katie Ledecky
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O bom treinador sabe que uma prova cheia de erros é uma prova com excelente potencial para melhora. Talvez por esse pensamento Bruce Gemmel não considerou os 400m livre de Katie Ledecky, um estonteante novo recorde mundial, em 3min58s86, uma “prova perfeita''. A própria nadadora deixou a piscina em Irvine, Estados Unidos, neste final de semana, pelo Campeonato Americano, satisfeita e só sorrisos, apreciando os detalhes de uma metragem bem nadada. Mas Gemmel quer ainda muito mais de sua jovem pupila de apenas 17 anos.

Ledecky entrou para um hall de atletas extremamente restrito. Com a marca dos 400m, se tornou a nona nadadora na história – e a primeira desde Janet Evans (1988-2006) – a ter recordes mundiais nas três provas de fundo da natação. Os 800m (8min11s00) e 1500m (15min34s23) já têm o nome da americana gravados.

Katie Ledecky comemora novo recorde mundial - Foto: Getty Images

Katie Ledecky comemora novo recorde mundial – Foto: Getty Images

A jovem nadadora ainda é a única, desde Federica Pellegrini, a nadar a prova abaixo dos 4 minutos – e a única na era sem os trajes tecnológicos. Uma diferença importante, já que a marca anterior da italiana era de 3min59s15 feitos no Mundial de Roma, em 2009. Comparadas suas parciais, é perceptível a diferença de estratégia das nadadoras, e da influência dos trajes de borracha no final de prova:

Katie teve as seguintes parciais: 57s74; 1m57s72; 2m58s40; 3m58s86.
Mais equilibrada, Federica fez em 2009: 58s66; 1m59s42; 2m59s93; 3m59s15.

A italiana não fez uma só passagem acima de um minuto, enquanto os 100m finais para 1min0010, tendo uma pequena queda no final de prova. Algo que foi lembrado pelo seu próprio treinador: os trajes colaboravam para evitar a fadiga nas metragens finais. Ledecky afirmou, ao deixar a piscina, que não estava mentalizando o recorde, saltou tranquila e pensando apenas em nadar o seu melhor. A sua distância para o restante das nadadoras da prova mostra a sua supremacia: somente a passagem dos 200m, em 1min57s72, já seria suficiente para classificá-la pela seleção norte-americana para o Pan Pacífico na prova. Hoje, o segundo melhor tempo da temporada é da espanhola Mireia Belmonte, cinco segundos acima: 4min03s84.

Apenas para comparação do momento de Ledecky com as conquistas do Mundial de 2009: na ocasião, 43 recordes mundiais caíram, dos quais 19 ainda permanecem. Desde os 3min59s89 de Ledecky no Mundial de Barcelona no ano passado, nenhuma mulher nadou abaixo dos 4min01s sem os trajes. Os números falam por si só. Ledecky está, certamente, em outro patamar da natação mundial. E estará preparada para derrubar suas próprias marcas na Austrália no final do mês.

Assista à prova de 400m de Ledecky:

Por Mayra Siqueira


Alemães são os favoritos nas águas abertas de Berlim
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Começa nesta quarta-feira, com as provas de águas abertas, a 32ª edição do Campeonato Europeu de Esportes Aquáticos na cidade alemã de Berlim. O evento será o primeiro de uma sequência para os amantes da natação, que terá em seguida os Jogos Olímpicos da Juventude e o Campeonato Pan-Pacífico. Maior competição do velho continente, o Europeu será realizado em duas semanas. Na primeira acontecem as disputas do nado sincronizado e as travessias de 5 km, 10 km, 25 km e em equipe na distância de 5 km. Na semana que vem é a vez das provas de natação em piscina e dos saltos ornamentais. O polo aquático não é disputado neste campeonato.

Começamos pelas águas abertas que vão ser disputadas nas águas de Regattastrecke Grünau. Se nas provas de piscina os alemães são coadjuvantes, nas maratonas eles têm a melhor equipe. Os principais trunfos germânicos atendem pelos nomes de Angela Maurer e Thomas Lurz. Angela, dona de seis medalhas em Campeonatos Europeus, disputará as provas de 10 e 25 km e é cotada como favorita a vitória em ambas. Aos 39 anos de idade a veterana nadadora não ostenta a mesma forma de antes, mas ainda está no grupo das melhores maratonistas do planeta. Prova disso foi seu desempenho no Mundial de Barcelona no ano passado quando faturou duas medalhas.

Lurz é o atual tricampeão europeu dos 10 km - Foto: Gian Mattia D'Alberto / La Presse

Lurz é o atual tricampeão europeu dos 10 km – Foto: Gian Mattia D'Alberto / La Presse

No masculino o grande nome dos anfitriões é o multicampeão Thomas Lurz. Aos 34 anos de idade, ele é considerado por muitos como um dos maiores (senão o maior) maratonista de todos os tempos. Em Campeonatos Europeus Lurz já ganhou sete medalhas e é o atual tricampeão continental da distância olímpica de 10 km. Em Berlim, ele cairá na água para nadar todas as distâncias: 5, 10 e 25 km. E devido ao seu fôlego interminável deve ser um dos representantes do revezamento alemão para a prova por equipes.

Além desta dupla a Alemanha conta com a força de seu conjunto. No Mundial de Barcelona ano passado o time conquistou cinco medalhas individuais e mais o ouro na prova por equipes. Campeões mundiais ao lado de Lurz, Isabelle Härle e Christian Reichert também estará em ação no Europeu. Ela para nadar as provas de 5 e 10 km e ele para competir nos 10 km.

Angela Maurer busca mais medalhas para seu currículo - Foto: Andrea D'Errico/La Presse

Angela Maurer busca mais medalhas para seu currículo – Foto: Andrea D'Errico/La Presse

Mas o Europeu não terá somente a força da anfitriã Alemanha. Outras grandes estrelas internacionais estarão em ação nas águas de Berlim. Destaque para os italianos Valério Cleri e Martina Grimaldi, o grego Spyridon Gianniotis, a húngara Eva Risztov, o britânico Daniel Fogg e a espanhola Mireia Belmonte, que disputa a prova dos 5 km e na semana que vem os eventos em piscina.

Para muitos desses atletas o Europeu é o ponto alto da temporada. Inclusive alguns deixaram a Copa do Mundo da Fina de lado para focar seus treinamentos visando a competição em Berlim. E a expectativa é para um excelente campeonato. Será uma ótima oportunidade para observar aqueles que poderão ser os grandes adversários da fortíssima equipe brasileira nos próximos Jogos Olímpicos na Praia de Copacabana.

Para acompanhar os resultados e obter mais informações da competição, visite o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Mundial Master, sucesso absoluto
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A oportunidade tão sonhada de muitos atletas – que foram ou não profissionais – de se intitularem “campeões do mundo''. Desde 1986 o Mundial Master de Esportes Aquáticos recebe grande quantidade de pessoas, de todos o tipos. Desde os ex-olímpicos, campeões e medalhistas mundiais, até o atleta amador que deseja aproveitar o ensejo de competir e conhecer lugares novos.

Parc jean Drapeau, em Montreal, recebeu a 15ª edição do Mundial Master da FINA

Parc jean Drapeau, em Montreal, recebeu a 15ª edição do Mundial Master da FINA

Em 2014, Montreal, no Canadá, foi palco de uma edição do Mundial que recebeu 9 mil atletas entre 25 e 97 anos, que forraram os pontos turísticos da cidade. Em 1976, o reduto francês do país recebeu os Jogos Olímpicos, e, desde então, a aura esportiva permanece no local. De população solícita, entre um “bonjour'' e outro “hello'', o Parc Jean Drapeau viu recordes mundiais caírem e alguns olímpicos participarem das atividades debaixo de um forte sol do agradável verão canadense.

Os sorrisos mal mostraram as rugas dos rostos cortados pela idade. “O mundo é meu limite'', disse a doce neozelandesa Katherine Johnstone, a mais velha da competição. Com 97 anos, disputou solitária suas provas na categoria 95-99 anos, o que em nada as tornaram menos emocionantes. A superação pessoal de ser um atleta master é o que faz a competição valer a pena – e o um dos eventos mais lucrativos para os cofres da entidade mundial.

Evento recebeu 9 mil atletas entre 25 e 97 anos - Foto: Getty Images

Evento recebeu 9 mil atletas entre 25 e 97 anos – Foto: Getty Images

Foram poucos medalhistas olímpicos a presenciarem o torneio em Montreal, mas a histórica costarriquenha Claudia Poll bateu cartão. Detentora do até hoje único ouro do país nos Jogos, nos 200m livre de Atlanta em 1996, Poll foi prata nos 100m livre o Canadá, ainda conseguindo manter a prova na casa do 1min00s aos 41 anos de idade.

Marcus Mattioli bateu mais um recorde mundial - Foto: Arquivo Pessoal

Marcus Mattioli bateu mais um recorde mundial – Foto: Arquivo Pessoal

Os brasileiros, como sempre, disputaram em peso, cada um representando seu clube, cidade, estado ou região. Foram mais de setenta medalhas para os atletas do país, com os destaques de sempre: Marcus Mattioli levou cinco medalhas, três de ouro e duas de prata, e mais um recorde mundial para o currículo (o 53º de suas contas); outro recorde mundial com o forte revezamento 4×50 livre 120+, e um pódio totalmente brasileiro no 100m livre 25+ masculino. Uma chuva de recordes sul-americanos, especialmente nos revezamentos.

Revezamento masculino 120+ bateu recorde mundial do 4x50 livre com 1min34s15 - Foto: Arquivo Pessoal

Revezamento masculino 120+ bateu recorde mundial do 4×50 livre com 1min34s15 – Foto: Arquivo Pessoal

Mas poucas coisas representaram mais o espírito da natação master do que as sete medalhas de ouro de Nora Rónai. Aos 90 anos, dona Nora se tornou a primeira nadadora da categoria a completar a difícil prova dos 200m borboleta, em 8min22s22. O sorriso da simpática ítalo-brasileira resume o sentimento de quem participa de uma disputa como essa: o sonho é possível.

A próxima oportunidade está logo ali. Para que possa se unificar com o Mundial Absoluto a partir das edições seguintes, o Mundial Master acontecerá novamente em Kazan, na Rússia, já no próximo ano. Quem ficou na dúvida se seria interessante participar, confira cada medalha em peitos estufados de orgulho de cada bonito registro da edição de Montreal, para ter certeza de que, sim, vale a pena. Até a Rússia!

Por Mayra Siqueira


Brasil fazendo história nas águas abertas
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A natação brasileira em águas abertas teve mais um dia glorioso para sua história. Na sexta etapa da Copa do Mundo de 10 km da Fina, disputada em Lag. Megantic, no Canadá, a bandeira do Brasil tremulou mais alto no pódio. Na prova feminina Ana Marcela Cunha venceu mais uma vez e praticamente garantiu o título. No masculino um resultado muito especial: a primeira vitória de Allan do Carmo no circuito mundial. De quebra ambos lideram o circuito.

Allan do Carmo já acumulava 13 pódios, mas nunca havia conseguido vencer uma maratona na Copa do Mundo. Eram três pratas e dez bronzes. Agora pode adicionar o ouro ao seu currículo. Em 2h22min30s o brasileiro venceu a etapa e conseguiu abrir vantagem na liderança do ranking mundial. Tem 83 pontos contra 58 do vice-líder, o alemão Thomas Lurz. Se conseguir chegar novamente ao pódio na próxima etapa praticamente garantirá o inédito título para as águas abertas do Brasil.

Allan do Carmo venceu pela primeira vez na Copa do Mundo - Foto: Giovana Moreira/Instagram CBDA

Allan do Carmo venceu pela primeira vez na Copa do Mundo – Foto: Giovana Moreira/Instagram CBDA

Disputada desde 2007, a Copa do Mundo nunca teve um brasileiro triunfando na categoria masculina. Allan havia sido vice-campeão em 2009 e agora esta muito perto de conseguir o tão sonhado campeonato. “Estou muito feliz por ter conquisto, enfim essa medalha. Já tinha chegado perto algumas vezes e venho buscando isso há muito tempo. Esse ouro é muito expressivo para mim, veio na hora certa e nos mostra que estamos no caminho certo”, disse o nadador ao site da CBDA ao fim da prova.

Outros cinco nadadores brasileiros também nadaram a etapa de Lag. Megantic. Samuel de Bona por muito pouco não subiu ao pódio, chegando na quarta colocação. Luis Gustavo Barros foi o 8º, Diogo Villarinho o 9º e Fernando Ponte terminou na 16ª posição.

Ana Marcela já é tricampeã da Copa do Mundo - Foto: Divulgação/Facebook

Ana Marcela já é tricampeã da Copa do Mundo – Foto: Divulgação/Facebook

Ana Marcela venceu pela quarta vez uma etapa da Copa do Mundo neste ano e disparou ainda mais na liderança do circuito. Tem 114 pontos, 58 a mais do que a vice-líder Poliana Okimoto e 62 que a terceira colocada, a americana Christine Jennings. Matematicamente já assegurou seu tricampeonato na competição (havia sido campeã em 2010 e 2012), mas só será declarada campeã na última etapa. Pelo regulamento da Copa do Mundo o vencedor geral da temporada precisa pelo menos largar na etapa final, que acontece em Hong Kong no dia 18 de outubro. Conhecemos bem Ana Marcela e sabemos que ela não vai só querer largar. Vai tentar ganhar mais uma vez!

Por Guilherme Freitas


A recuperação de Ryan Lochte
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Ontem a noite tivemos uma das provas mais aguardadas do Campeonato Americano: a final dos 100m livre masculino. Na piscina em Irvine, estavam grandes nomes da natação dos Estados Unidos, entre eles campeões olímpicos como Michael Phelps, Ryan Lochte, Nathan Adrian, Anthony Ervin, Conor Dwyer e Matt Grevers. Eram nada mais, nada menos do que 47 medalhas olímpicas somando os currículos dos participantes. A prova não foi boa, com tempos pouco expressivos internacionalmente. Porém, pelo menos um nadador saiu da água com motivos para comemorar: Ryan Lochte.

No final do ano passado ele sofreu uma série lesão no joelho, que o deixou meses sem poder treinar e competir. No início deste ano ele resolveu nadar os Grand Prixs de Orlando e Mesa, mas o retorno foi precipitado e ele voltou a sentir dores no local da lesão. Mais uma vez ficou um tempo inativo para poder chegar em melhor forma no Campeonato Nacional. Há três semanas atrás, Lochte deu sinais de recuperação ao disputou cinco provas no Grand Slam Bulldogs e colher bons resultados.

Ryan Lochte é uma das estrelas confirmadas para a edição 2013 do Duel in The Pool - Foto: Clive Rose/Getty Images

Ryan Lochte vai nadar seis provas em Irvine - Foto: Clive Rose/Getty Images

Em sua primeira prova no Campeonato Americano, ele passou a final dos 100m livre por pouco. Terminou as eliminatórias com o oitavo tempo, apenas seis centésimos a frente de Ryan Shane, o nono colocado. Nadando na raia 8, Lochte fez uma prova equilibrada. Passou em sexto os primeiros 50 metros (23s39), mas teve a segunda melhor volta (25s57) e bateu na segunda colocação com 48s96, que lhe dá direito a nadar a prova nobre da natação no Pan-Pacífico e no Mundial de Kazan ano que vem.

O tempo não foi dos melhores, apenas o 30º do mundo em 2014, mas vencer adversários fortíssimos dá mais moral para Lochte que ainda terá pela frente mais outras cinco provas: os 200m livre, os 200m medley, os 100m borboleta e os 100m e 200m costas. Hoje ele nadou as eliminatórias dos 200m livre e dos 200m costas, avançando para as duas finais.

Se para Nathan Adrian (que mais uma vez bateu na trave e ainda não conseguiu nadar para 47 este ano) e para Michael Phelps (que com o sétimo lugar amargou sua pior posição desde 2005) o resultado ficou aquém das expectativas, para Ryan Lochte foi um bom começo. Veremos o que ele será capaz de fazer até o fim da competição e daqui a algumas semanas no Pan-Pacífico.

Lochte dá mostras de que esta recuperado da lesão no joelho - Foto de Clive Rose

Lochte dá mostras de que esta recuperado da lesão no joelho – Foto de Clive Rose/Getty Images

Por Guilherme Freitas


Michael Phelps assina contrato com a Aqua Sphere
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Michael Phelps por si só já era a grande atração do Campeonato Americano de natação, que começa amanhã na cidade californiana de Irvine, não apenas por ser o maior nadador de todos os tempos e por essa ser sua primeira competição de grande porte após seu retorno as piscinas. Hoje foi anunciado que o nadador fechou um novo contrato de patrocínio. Será a partir de agora atleta da marca Aqua Sphere.

“Agora tenho uma grande oportunidade de mudar o esporte (natação) e fazer com que ele cresça'', afirmou Phelps a agência de notícias Associated Press. Junto com seu técnico Bob Bowman ele irá trabalhar em parceria com a  Aqua Sphere no lançamento trajes para natação competitiva da empresa, além da criação de uma nova linha com novos produtos para nadadores.

Phelps e Bob Bowman vão desenvolver uma nova linha de produtos- Foto: AquaSphere/Divulgação

Phelps e Bob Bowman vão desenvolver uma nova linha de produtos- Foto: Aqua Sphere/Divulgação

Phelps deverá seguir a trajetória de seu ídolo e xará Michael Jordan, que em parceria com a Nike criou a marca Air Jordan que até hoje tem excelentes resultados em vendas em todo mundo. A ideia do nadador e da empresa é justamente criar algo semelhante voltado para a natação e ajudar a modalidade a crescer mundialmente.

Durante toda sua carreira profissional, Phelps vestiu Speedo. Foi o principal atleta e garoto propaganda dos lançamentos dos principais trajes da marca, como o LZR Racer e o FastSkin 3. Em 2008 após bater o recorde de medalhas olímpicas de ouro de Mark Spitz, ganhou como premiação US$ 1 milhão da marca. Com Phelps a Speedo teve anos de sucesso e tornou se cada vez mais global no mercado de produtos para natação. Caminho que a Aqua Sphere planeja seguir.

Phelps já caiu na água com os acessórios do novo patrocinador - Foto: AquaSphere/Divulgação

Phelps já caiu na água com os acessórios do novo patrocinador – Foto: Aqua Sphere/Divulgação

Presente em mais de 90 países, a Aqua Sphere é uma marca italiana e uma das maiores empresas do mercado de triatlo e águas abertas em todo mundo. Na natação ela produz diversos acessórios para prática de natação recreativa, como óculos, palmar e pranchas. Com a contratação de Phelps a meta agora é investir pesado também na natação competitiva de piscina, lançando uma nova linha mundial de produtos e trajes para competição.

Para o CEO da Aqua Sphere no Brasil, Vinicius Nascimento ter Michael Phleps no time da marca consolida um novo momento para a empresa. “Com toda a experiência desse grande atleta e também do seu treinador, vamos desenvolver produtos assinados por ele, agregando ainda mais conhecimento técnico às nossas tecnologias, a fim de conquistar consumidores de todos os níveis, dos iniciantes até os de elite”.

Por Guilherme Freitas