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Três medalhistas olímpicos em Copacabana
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Foram divulgadas as duplas da edição 2016 do Desafio Elite do Rei e Rainha do Mar, que acontecerá no domingo dia 11 de dezembro, no Posto 5 da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A competição, que acontece anualmente, será disputada no formato de duplas, cada atleta terá que concluir três voltas de 500m, 450m de natação e 50m de corrida para a troca de bastão, totalizando seis voltas. Os homens abrem a disputa e as mulheres encerram. Copacabana também se reencontrará com três nadadores que se consagraram e ganharam medalhas nas águas da praia em agosto durante os Jogos Olímpicos do Rio-2016.

Primeira nadadora brasileira a subir ao pódio olímpico, Poliana Okimoto será uma das medalhistas olímpicas em ação. Medalha de bronze no Rio-2016, ela repete a parceria do ano passado com Allan do Carmo que em 2015 terminou em quinto lugar. A nadadora também foi homenageada pela organização do Rei e Rainha do Mar, que lançou a prova de super challenge com a distância de 10 km justamente para honrar Poliana. Além deles o Brasil terá uma segunda dupla formada por Betina Lorscheiter e Luis Rogério Arapiraca.

Allan e Poliana serão uma das duplas do Brasil - Foto: Reprodução

Allan e Poliana serão uma das duplas do Brasil – Foto: Reprodução

Além da presença de Poliana outra grande atração será Ferry Weertman, campeão olímpico da prova no Rio-2016. Em agosto durante os Jogos o holandês fez uma prova extremante estratégica para crescer no final e conquistar a medalha de ouro em sua primeira prova nas águas de Copacabana. Sua parceira será a jovem Esmee Vermeuten, de apenas 20 anos, que esteve na Olimpíada para integrar o time holandês na prova do revezamento 4x200m livre em piscina.

Outra medalhista que estará em ação na Praia de Copacabana será Rachele Bruni, vice-campeã no Rio-2016. A italiana foi uma das protagonistas da polêmica chegada da prova olímpica, quando foi afundada por Aurélie Müller no pórtico de chegada que culminou com a desclassificação da francesa. O nadador Dario Verani será seu parceiro. Se a vice-campeã no Rio-2016 estará em Copacabana, a vice de Londres-2012 também. A americana Haley Anderson fará uma das duplas mais fortes deste Desafio Rei e  Rainha do Mar com Chip Peterson, campeão do desafio no ano passado.

O campeão olímpico Ferry Weertman – Foto: Gregory Bull

O campeão olímpico Ferry Weertman – Foto: Gregory Bull

Completam ainda a edição 2016 as equipes do Japão, com os olímpicos Yumi Kida e Yasunari Hirai, a Argentina com Julia Arino e Guillermo Bertola e o Peru que terá Maria Alejandra Bramont e Piero Canduelas. A largada do Desafio deste ano tem previsão para as 11h da manhã e contará com transmissão ao vivo da TV Globo.

Por Guilherme Freitas


Circuito Mares chega a Caraguá
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O Circuito Mares 2016/17 chega a Praia da Mococa, em Caraguatatuba, para a segunda etapa da temporada. Organizado pela Interativa Assessoria Esportiva, o circuito é disputado anualmente unindo a prática do esporte com atividades em contato com natureza proporcionando aos participantes atividades de ecoturismo. No próximo domingo, dia 4 de dezembro, acontecerão quatro provas de águas abertas e mais uma de aquathlon.

Cada prova é separada por categoria, onde os nadadores somam pontos para o ranking final, e indicadas para diferentes perfis de atletas. O start terá novamente 500m é a prova mais simples, com os competidores tendo que completar uma volta em sentindo horário. O short também será uma volta em sentido horário, porém o dobro da distância do start: 1 km. No marathon os nadadores encararão 2,5 km em uma volta mais longa,  que será a mesma do challenge, Porém, nesta prova eles precisarão concluir quatro voltas para totalizar os 10 km.

Ilhabela vai receber a última etapa do Circuito Mares - Foto: Organização do evento

Segunda etapa do Circuito Mares 2016/17 acontece neste domingo – Foto: Organização do evento

Já o aquathlon terá 6 km de percurso, sendo 1 km nadado e mais 5 km de corrida, onde os atletas podem competir individualmente ou por equipe. Desta vez o Costa Norte Hotel será o parceiro de hospedagem oficial da competição. Em 2017 haverá outras três etapas do circuito: Ilhabela no dia 5 de março de 2017, Ubatuba no dia 21 de maio de 2017 e uma etapa especial de encerramento no dia 17 de junho do ano que vem ainda sem local definido pela organização. Para mais detalhes acesse o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Novos aplicativos aquáticos
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Ao longo dos tempos a natação passou por diversas inovações tecnológicas e foi se modernizando. Novos trajes, acessórios, equipamentos e instalações para piscinas mudaram a cara da modalidade que cada vez cresce e ganha adeptos ao redor do mundo, inclusive no universo digital. Nas últimas semanas dois novos aplicativos com muita informação sobre o esporte chegaram as lojas virtuais.

A Federação Internacional de Natação (Fina), principal entidade da natação mundial, divulgou oficialmente esta semana seu novo aplicativo. O app é gratuito e disponível em inglês. Ele é bem completo, concentrando diversos assuntos relacionados a natação como fichas dos principais nadadores federados de todo o mundo, resultados históricos dos eventos Fina e Jogos Olímpicos desde 2000, notícias, rankings e calendário dos principais eventos. No app é possível ainda encontrar nos perfis dos nadadores algumas entrevistas, curiosidades e links para páginas oficiais dos atletas.

O app da Fina - Foto: Reprodução

O app da Fina – Foto: Reprodução

Outro aplicativo lançado recentemente é o da Associação Brasileira Master de Natação (ABMN), disponível gratuitamente na Apple e Google Store para tablets e celulares. Desenvolvido pelo site Swim It Up!, o ABMN App apresenta informações sobre eventos, resultados e balizamentos das competições organizadas pela entidade e associações estaduais filiadas. O aplicativo também concentra histórico dos atletas e competições desde 2010, podendo ser usado como ferramenta para pesquisa.

Além destes novos aplicativos existem outros de natação disponíveis nas principais lojas e também de forma gratuita. Entidades como a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e a Federação Aquática Paulista (FAP) contam há um certo tempo com apps similares aos da ABMN. Pouco antes dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, Michael Phelps também lançou um app onde os interessados podem comprar seus emojis remetendo a momentos marcantes da carreira do atleta.

Por Guilherme Freitas


Ilha da Cocanha é palco do Desafios Aquaman
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A Ilha da Cocanha, um dos locais mais belos do litoral norte de São Paulo, foi palco de disputas de mais uma edição do Travessias e Desafios Aquaman, um projeto inovador pelos nadadores Samir Barel e Marcos Campos e também pelo publicitário Matheus Zica. Centenas de atletas viajaram até Caraguatatuba para encarar duas travessias. A organização do evento afirmou que a escolha pelo local de disputa foi devido a facilidade de acesso, beleza natural e condições tranquilas do mar em Cocanha.

As duas provas, short e long, e tinham como atração nadar próximo a Ilha da Cocanha, local que compõe a Mata Atlântica, possui uma rica fauna marítima e é bastante procurado por mergulhadores. No long, que teve percurso de 7 km, os nadadores tiveram que fazer um trajeto longo, passando ao lado da Ilha da Cocanha, chegando a Ilha do Tamanduá onde os atletas fizeram uma hidratação e retornando para a costa de Caraguatatuba. Uma prova desgastante e indicada para atletas experiente, que também acabou sendo a grande atração do evento reunindo 200 nadadores de diversas equipes.

Nadadora durante o evento - Foto: Reprodução do site do evento

Nadadora durante a travessia – Foto: Reprodução do site do evento

No feminino a nadadora Patricia da Silva, da Tubarões Forma D’Água Londrina foi a campeã geral completando o percurso em 1h37min50s. O pódio teve ainda outras duas nadadoras da Elo Academia, Raquel Goto ficou em 2º lugar e Juliana Machado em 3º, com 1h39min37s e 1h40min47s respectivamente. Já na versão masculino título para Marcos Fraccaro da Elo Academia que venceu em 1h27min25s. O jovem Arthur Rizzo,da Vem Nadar, ficou na segunda colocação com 1h27min36s e Carlos Eduardo Pavão da Elo fechou o pódio com 1h27min40s.

A prova short teve a distância 1,5 km sendo disputada em um percurso bem simples, onde os atletas partiram da Praia da Cocanha e contornam quatro boias até voltar a mesma praia. Ao todo foram 235 nadadores em ação que assistiram as conquistas de Vitória Lopes, da Academia Acqua Forma, e Arthur Rizzo, da Vem Nadar. Além das duas provas aconteceram as Travessinhas, provinhas de águas abertas para crianças com distâncias de 100 e 200 metros.

O Desafios Aquaman visa fomentar a modalidade das águas abertas e valorizar o patrimônio histórico e ambiental do Brasil, utilizando o esporte como uma ferramenta de conscientização. Em 2017 eles voltarão com novos desafios e travessias exóticas pelo Brasil. Para ver os resultados completos clique aqui.

Por Guilherme Freitas


Torneio Open e como não se montar uma seleção brasileira
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Chegou ao fim ontem o Torneio Open/Campeonato Brasileiro Sênior de natação, em Palhoça-SC, em piscina de 50 metros. O campeonato foi a primeira de duas seletivas para o Campeonato Mundial que ocorrerá no ano que vem, em Budapeste, na Hungria. A última seletiva será o Troféu Maria Lenk no ano que vem.

Em termos de resultados de nível internacional, foi a competição nacional absoluta mais fraca dos últimos anos. Com a ausência de Cesar Cielo, Thiago Pereira e Poliana Okimoto, não tivemos a presença de nenhum medalhista olímpico, algo que não ocorria em uma competição nacional absoluta desde o Troféu José Finkel de 2011. Ressaca olímpica mostrada até por nadadores que não disputaram a Olimpíada. O Minas Tênis Clube, por exemplo, deixou a critério de seus atletas disputarem ou não a competição. E apenas metade da seleção brasileira que disputará o Mundial de Curta no mês que vem, em Windsor, no Canadá, marcou presença em Palhoça.

Destaques

Alguns nadadores se superaram e mostraram marcas interessantes. 48s60 de Gabriel Silva Santos nos 100m livre é sua melhor marca pessoal. Mostrou muita evolução esse ano, foi convocado para o revezamento 4x100m livre olímpico e mostra que veio para ficar. Leonardo de Deus, com 1min56s21 nos 200m borboleta, fez marca até melhor que na Olimpíada. Etiene Medeiros, melhor nadadora do país no feminino e finalista olímpica dos 50m livre, venceu a prova com 24s98 e também fez boa marca ao vencer os 50m costas com 27s79, nono melhor tempo do mundo no ano.

Mas o maior destaque foi, sem dúvida, Brandonn Almeida. Após um desempenho ruim na Olimpíada do Rio, finalmente conseguiu colocar em prática tudo que treinou no último ano. Seu 4min12s49 nos 400m medley melhorou seu 4min14s e teria sido finalista olímpico. Com 3min49s46 nos 400m livre, superou o único recorde sul-americano da competição. Outras duas vitórias vieram, nos 200m costas e 200m medley, ambas com melhores marcas pessoais.

 

Brandonn Almeida - Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Brandonn Almeida – Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Quem também se recuperou foi Thiago Simon. Após um ano sem nadar bem, após a vitória no Pan de Toronto de 2015, teve bom desempenho no Troféu José Finkel, em setembro, e agora com 2min10s78 chegou perto de sua melhor marca nos 200m peito e, de acordo com a CBDA, fez a melhor marca técnica da competição.

O famigerado índice técnico

Melhor marca técnica? Como o tempo de Simon, que lhe daria a 13ª colocação olímpica, é uma melhor marca técnica que a do eventual finalista Brandonn Almeida? Para a CBDA, é isso que ocorre. E mais: para a CBDA, a marca de Brandonn é pior também que os 100m peito de Pedro Cardona, que com 1min00s46 nos 100m peito ficaria na 23ª posição no Rio de Janeiro.

E onde queremos chegar com isso? Simples. É esse o critério que a CBDA utilizará para convocar a seleção brasileira para o Mundial de Budapeste. Os oito atletas com melhores índices técnicos em provas olímpicas individuais (ou seja, excluem-se 50m borboleta, costas e peito, 800m livre feminino e 1500m livre masculino) do Open e do Troféu Maria Lenk do ano que vem serão convocados. O problema é que o tal índice técnico é baseado em uma tabela elaborada pela FINA, calculada por uma fórmula que avalia o seguinte: quanto mais próximo do recorde mundial ao final do ano anterior (no caso, 2015), melhor o índice. E, como recordes de diferentes provas não necessariamente apresentam o mesmo nível de dificuldade, tal critério tem diversos inconvenientes.

Por exemplo: imagine que uma nadadora, digamos Maria, complete os 800m livre feminino em 8min15s96, e um nadador, digamos José, termine os 200m peito masculino em 2min09s20. Pela tabela da FINA, a convocação da CBDA daria preferência a José, que teria 950 pontos, enquanto a Maria receberia 949. Se ele se colocasse na oitava posição ao fim das seletivas no ranking dos índices técnicos, ela estaria fora do Mundial.

Mas adivinhem: com 8min15s96, Maria teria conquistado a prata olímpica em 2016, e no mínimo o segundo lugar em qualquer competição internacional da história. Com 2min09s20, José não teria chegado à final olímpica no ano passado, e no máximo a um sexto lugar em mundiais e olimpíadas nos últimos cinco anos.

Parece óbvio que Maria teria que ser convocada em detrimento a José. Esse é só um exemplo das inúmeras inconsistências geradas pelo critério utilizado pela CBDA. Como o já citado Pedro Cardona à frente de Brandonn Almeida. A tabela de pontuação da FINA é cheia de falhas, e a CBDA, sem conseguir detectar isso em suas análises, pode cometer injustiças ao convocar a seleção.

No momento, os oito atletas com melhores índices técnicos, em provas olímpicas, e que formariam a seleção brasileira seriam:

1º Thiago Simon 200m peito 2min10s78 915 pontos (ficaria em 12º na Olimpíada)
2º Pedro Cardona 100m peito 1min00s46 904 pontos (ficaria em 23º na Olimpíada)
3º Brandonn Almeida 400m medley 4min12s49 901 pontos (ficaria em 7º na Olimpíada)
4º Gabriel Silva Santos 100m livre 48s60 899 pontos (ficaria em 17º na Olimpíada)
5º Felipe França 100m peito 1min00s65 896 pontos (ficaria em 24º na Olimpíada)
6º Leonardo de Deus 200m borboleta 1min56s21 884 pontos (ficaria em 11º na Olimpíada)
7º Guilherme Guido 100m costas 54s30 875 pontos (ficaria em 21º na Olimpíada)
8º Manuella Lyrio 200m livre 1min58s25 872 pontos (ficaria em 25º na Olimpíada)
(fonte: Best Swimming)

Thiago Simon - Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Thiago Simon – Foto: Satiro Sodré/SSPress.

Um critério alternativo, baseado nas distribuições dos 100 melhores tempos da história de cada prova até o final de 2015, alteraria drasticamente a ordem, e refletiria melhor os eventuais desempenhos dos nadadores nos Jogos Olímpicos. Brandonn Almeida seria o primeiro disparado. Etiene Medeiros, que não entrou na lista acima, passa a figurar entre os melhores:

1º Brandonn Almeida (4min12s49 nos 400m medley, ficaria em 7º na Olimpíada)
2º Leonardo de Deus (1min56s21 nos 200m borboleta, ficaria em 11º na Olimpíada)
3º Etiene Medeiros (24s98 nos 50m livre, ficaria em 16º na Olimpíada)
4º Thiago Simon (2min10s78 nos 200m peito, ficaria em 12º na Olimpíada)
5º Pedro Cardona (1min00s46 nos 100m peito, ficaria em 23º na Olimpíada)
6º Gabriel Silva Santos (48s60 nos 100m livre, ficaria em 17º na Olimpíada)

Talvez o critério mude, pois a convocação de apenas oito atletas se dá pelas restrições financeiras. Seria a menor seleção brasileira de natação em um Campeonato Mundial desde 1991. 2017 é ano de eleição na CBDA e uma eventual nova diretoria pode alterar os critérios. O fato é que o que foi escolhido está longe de ser adequado.

Falha grave da CBDA, que ao que parece não se deu ao trabalho de analisar o critério escolhido e optou pelo mais fácil. E menos justo.

Por Daniel Takata


Henrique Barbosa anuncia a aposentadoria
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Semana passada foi realizado na cidade Palhoça a última competição de nível absoluto da natação brasileira. Trata-se do Torneio Open, que também foi a primeira seletiva para os Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos de Budapeste e Júnior de Indianápolis. O evento esteve um pouco esvaziado, mas mesmo assim registrou alguns bons resultados. O Open marcou também a despedida de um dos principais peitistas dos últimos anos: Henrique Barbosa.

Revelado pelo Minas Tênis Clube, e com passagens em grande clubes como Pinheiros, Flamengo, Fluminense e Unisanta, Henrique Barbosa decidiu pendurar os óculos e calção ao término da competição em Palhoça. “Saio com a sensação de dever cumprido! Sei que pude contribuir muito para o esporte brasileiro, principalmente para a natação. A decisão de parar não é fácil, mas era hora. Posso ajudar mais na evolução da modalidade, apoiando a nova geração a alcançar seus sonhos”, conta o agora ex-nadador. E na competição derradeira não passou batido, tendo conquistado a medalha de prata nos 200m peito, atrás apenas do campeã pan-americano Thiago Simon.

Henrique Barbosa chegou a seleção em 2002 aos 15 anos – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Henrique Barbosa chegou a seleção em 2002 aos 15 anos – Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

Henrique foi um dos principais nadadores de peito do Brasil nos últimos anos. Se destacou desde cedo nas categorias de base e conseguiu seu primeiro pódio no Troféu Brasil em 2002, aos 15 anos, quando também chegou a seleção principal. Mudou-se para os Estados Unidos, onde foi estudar e treinar pela Universidade da Califórnia. Na natação americana conquistou resultados de expressão e foi campeão nos 100 peito em 2006. Rodou o mundo treinando e competindo em vários países, somando medalhas e títulos na Espanha e França. Pela seleção esteve em dois Jogos Olímpicos (Pequim-2008 e Londres-2012) e ganhou duas medalhas de prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio-2007. Na final dos 100m peito no Troféu Maria Lenk em 2009 estabeleceu um novo recorde sul-americano (59s03) que só foi superado este ano na Olimpíada do Rio por Felipe França.

Um dos momentos mais marcantes da carreira de Henrique aconteceu no Troféu Maria Lenk em 2008. Na ocasião quatro nadadores lutavam por uma vaga no time olímpico do Brasil: Eduardo Fischer, Felipe Lima, Felipe França e Henrique Barbosa. Fischer fez o índice na primeira eliminatória. Na segunda bateria foi a vez de Felipe Lima fazer o índice. Na última Felipe França e Henrique fizeram o tempo exigido. Uma sequência de três baterias eliminatórias de 100m peito que levou a torcida presente as arquibancadas do Parque Aquático Maria Lenk a loucura. Na final no dia seguinte nenhum deles melhorou a marca.

Pela CAL Henrique venceu o NCAA em 2006 – Foto Satiro Sodre/SSPress

Pela CAL Henrique venceu o NCAA em 2006 – Foto Satiro Sodre/SSPress

Após uma carreira recheada de bons resultados, Henrique optou por deixar a natação, mas não estará longe do esporte. Ao lado do amigo e companheiro de seleção brasileira por vários anos, Nicolas Oliveira, Henrique criou a agência Dream Big Club, que presta consultoria a atletas que pretendem competir no sistema universitário nos Estados Unidos e no exterior.

por Guilherme Freitas


Atravessando o Atlântico com um traje anti-tubarão
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3,6 mil km. Esta é a distância que separa Dacar, no Senegal, a capital do Rio Grande do Norte, Natal, no nordeste brasileiro. Uma distância que normalmente é feita em algumas horas de avião ou em uma semana de navio. Muito longe não é mesmo? Agora imagine percorrer toda esta distância a nado, encarando fortíssimas correntezas, a imensidão do Oceano, as baixas temperaturas da água e possíveis ataques de animais marinhos como os temidos tubarões. Impossível? Loucura? Pois é justamente este desafio que Ben Hooper esta encarando neste exato momento.

O policial aposentado e nadador master inglês deixou Dacar no último dia 5 de novembro e pretende chegar a costa brasileira em março do ano que vem. Hooper colocou na cabeça um objetivo bastante ousado: tornar-se o primeiro homem a atravessar oficialmente o Oceano Atlântico a nado. Antes dele apenas uma pessoa havia tentado cruzar a imensidão do Atlântico, o francês Benoît Lecomte que nadou entre os Estados Unidos e a França, porém, seu feito nunca foi oficializado. Agora o inglês tenta registrar e levar este título de pioneiro.

O nadador Ben Hooper - Foto: Island Breeze Photography

O nadador Ben Hooper – Foto: Island Breeze Photography

Hooper traçou uma estratégia para conseguir realizar seu objetivo. Primeiro definiu a equipe que o estará acompanhando e monitorando nos próximos meses. São médicos, nutricionistas, preparadores físicas e uma equipe que produzirá um documentário sobre sua travessia divididos em dois barcos de apoio. Nas embarcações o nadador vai descansar, dormir e se alimentar. Ele nadará em média de 12 a 14 horas por dia e calculou que perderá cerca de 12 mil calorias diárias. Além de uma alimentação específica para aguentar o tranco ele tem outro trunfo: um traje especial.

Ao longo de sua jornada Hooper utilizará um traje especial desenvolvido pela Arena. Trata-se do Triwetsuit Sams Carbon, desenvolvido 100% nylon e com borracha de neoprene Yamamoto que conta com a tecnologia Sams (Shark Attack Mitigation System) que tem como principal função afastar tubarões e outros predadores do caminho do nadador. O traje conta com a emissão de pulsos de alta frequência e repelentes químicos, fazendo com que Hooper pareça estar invisível e passe sem ser notado por estes peixes.

O traje Triwetsuit Sams Carbon da Arena – Foto: Reprodução/Arena

O traje Triwetsuit Sams Carbon da Arena – Foto: Reprodução/Arena

Para realizar esta travessia Hooper fez um treinamento específico na costa da Flórida, nos Estados Unidos, e no Mar Mediterrâneo, além de muitos treinos em piscina. O nadador espera entrar para o Guinness Book caso tenha sucesso e está registrando toda a aventura em seu site oficial, que conta inclusive com atualizações em tempo real da travessia. Até o momento ele já nadou cerca de 76 km e já esta em alto mar e próximo a costa africana. Para acompanhar a travessia de Hooper clique aqui.

Por Guilherme Freitas


Desafios Aquaman na Ilha da Cocanha
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Cerca de 500 nadadores estarão em ação neste fim de semana para a disputa da Travessias e Desafios Aquaman na bela Praia da Cocanha em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. O projeto, idealizado pelos nadadores Samir Barel e Marcos Campos e também pelo publicitário Matheus Zica, visa fomentar a modalidade das águas abertas e valorizar o patrimônio histórico e ambiental do Brasil, utilizando o esporte como uma ferramenta de conscientização. Desta vez os atletas nadarão próximos a Ilha da Cocanha, local que compõe a Mata Atlântica, possui uma rica fauna marítima e é bastante procurado por mergulhadores.

Ao todo serão dois percursos diferentes no domingo, dia 27 de novembro. O mais curto deles tem 1,5 km de distância e é indicado para os iniciantes em travessias, além de servir também como treinamento para atletas experientes. O mais longo tem 7 km de distância, com uma parada para hidratação na Ilha do Tamanduá, e é recomendado para nadadores com mais experiência em águas abertas. Para as crianças de 6 a 10 anos haverá uma “Travessinha” com percurso de 200 metros. A retirada dos kits poderá ser feita durante todo o sábado no Quiosque Sol&Cia.

Marcos Campos e Samir Barel, os aquamans - Foto: Rômulo Cruz

Marcos Campos e Samir Barel, os aquamans – Foto: Rômulo Cruz

Esta etapa do Desafios Aquaman também contará com uma ação social de um grupo de nadadores de Londrina, que estará na disputa em Caraguatatuba. Os atletas propõem que para cada quilometro nadado ao longo dos 7 km da prova longa, seja doado 1 litro de leite para uma instituição de caridade, como uma forma de gerar ainda mais união entre os participantes.

Por Raul Hacker


Caraguá-Ilhabela: a melhor travessia aquática em revezamento
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Os revezamentos em piscinas, possivelmente estão entre as disputas mais emocionantes do cronograma de provas de natação. Seja em campeonatos das categorias de base até os super prestigiados Jogos Olímpicos.

Nas águas abertas, aos poucos, os revezamentos estão cada vez mais dentro da modalidade. A Fina (Federação Internacional de Natação) informou neste mês que no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Budapeste-2017, haverá a prova de 10 km em revezamento. Uma notícia que pode tornar a modalidade ainda mais atrativa e também dinâmica.

Neste último fim de semana, aconteceu a 49ª edição da Travessia Caraguá-Ilhabela, e paralelamente a 6ª edição em formato de revezamento. O percurso não é fácil, com 22 km de distância entre a Prainha em Caraguatatuba e Perequê em Ilhabela. Indo de encontro ao DNA da SWIM CHANNEL, onde jornalismo e esporte se misturam, tive o prazer de participar e vencer a edição de 2002 pelo time da Fórmula Academia. Naquele ano, as correntes eram tão fortes que entre as 20 equipes participantes, apenas a da Fórmula Academia conseguiu concluir o percurso. Isso enaltece o fato de que nas águas abertas, a imprevisibilidade faz parte da competição e que não basta apenas ter bom condicionamento físico, é preciso ter estratégia.

 

A equipe da Navegantes com o técnico Renato Ribeiro - Foto: Reprodução/Facebook

A equipe da Navegantes com o técnico Renato Ribeiro – Foto: Reprodução/Facebook

 

 

A edição de 2016 foi marcada pela gratificante presença de duas equipes dos Estados Unidos e também pela acirrada disputa entre dois times com experientes nadadores: Atlantis, do estado de São Paulo e Navegantes, do Rio de Janeiro.

Em provas de revezamento, analisar individualmente cada atleta, não é suficiente para apontar um favorito. A equipe Atlantis era formada por Samir Barel (primeiro nadador brasileiro a completar a tríplice coroa mundial das águas abertas), Glauco Rangel (dez vezes campeão paulista absoluto), Raul Porto (atleta que já venceu a tradicional Travessia  14 bis) e Catarina Ganzeli (atleta do Unisanta e que já venceu diversas etapas do Rei & Rainha do Mar). Já a equipe Navegantes, era formado por Aderbhal de Oliveira (recordista sul-americano da Travessia do Canal da Mancha), Carlos Rosa (vice-campeão da travessia do Lago Paranoá e curiosamente atleta PNE), Andre Castelucio (campeão do circuito XTerra Swim Challenge 2015) e Patrícia Farias (primeira nadadora a completar a Travessia do Leme ao Pontal).

Em teoria a equipe Atlantis era mais rápida que a Navegantes, mas nas águas abertas para vencer não basta apenas ser o mais rápido. Mesmo não sendo a favorita, a Equipe Navegantes foi mais eficiente no quesito navegação. Em grande parte da prova, os paulistas lideravam a competição, mas cada equipe foi optando por “raias'' diferentes e consequentemente condições distintas.

Renato Ribeiro, head coach da equipe Navegantes, e que cada vez mais vem se especializando em provas de extrema longa distância e é um estudioso das variações que a natureza pode apresentar. Soma-se isso ao fato dos quatro atletas treinarem todos os dias sob seu comando. Observamos o domínio do técnico perante a equipe.

Logo após a largada da prova até 50% de conclusão do percurso, a equipe Atlantis chegou a ficar cerca de 800 metros de vantagem sobre a Navegantes. Mas a partir da metade final, as equipes optaram por traçar caminhos diferentes. A equipe paulista optou por nadar sentido “aberto'' longe da costa e a princípio um caminho mais curto em direção e linha de chegada. Já a equipe carioca optou por nadar mais perto da costa de Caraguatatuba.

Samir Barel ministrará uma palestra durante o evento - Foto: Talita Saab

Samir Barel abriu o revezamento da Atlantis – Foto: Talita Saab

 

Fato é que no momento da prova, a corrente em alto mar estava contra e nadar perto da costa, opção adotada pela equipe Navegantes, era a melhor opção. Devidos as condições mencionadas, os cariocas recuperam a distância perdida e ainda conseguiram abrir dos rivais paulistas.

Com 4 horas e 30 minutos de prova, a equipe Atlantis optou por nadar na mesma linha que a Navegantes, e chegou a encostar bastante. Novamente nos 30 minutos finais, a navegação fez a diferença e a equipe carioca escolheu por sair da costa de Caraguatatuba e nadar em direção a chegada em Ilhabela minutos antes da equipe paulista e foi estrategicamente triunfante até o pórtico de chegada.

Ao final de belíssima disputa, a Navegantes conclui em 5h26min02s e a Atlantis em 5h26min16s. Apenas 14 segundos de diferença separando uma equipe da outra num percurso de 22km! Possivelmente a chegada mais emocionante da tradicional travessia. O “clima'', sempre de respeito pelos adversários, foi o mais nobre entre todos os atletas. Em depoimento a SWIM CHANNEL, Samir Barel que competiu pela Atlantis relatou: “Estou feliz pela equipe Navegantes, pois os atletas treinam juntos sempre e sob a orientação do mesmo técnico, são realmente uma equipe exemplar”, disse Samir lembrando que os quatro atletas da Atlantis são bem próximos e amigos, mas não treinam juntos.

Já para Renato Ribeiro, a prova foi uma das mais emocionantes que participou como técnico de natação e espera voltar nos próximos anos. Para 2017, não importa quem vença, a conclusão que chego é que o evento deverá aumentar em muito o número de inscrições e se tornar uma prova cada vez mais “desejada'' pelos atletas de longa distância.

Por Patrick Winkler


O que é o Golden Goggle Awards?
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Na última segunda-feira o luxuoso salão do New York Marriott Marquis, na Times Squares em Nova York, sediou a festa de premiação do tradicional Golden Goggle Awards, evento promovido pela USA Swimming e que premia anualmente os melhores atletas da natação americana. Com vídeos emocionantes ao longo da apresentação, discursos de grandes ídolos do passado e um jantar de gala, esta cerimônia é considerada o Oscar da natação dos Estados Unidos. Mas o que é o Golden Goggle Awards?

O prêmio foi criado em 2004 pela USA Swimming visando valorizar seus atletas e ajudar na promoção da modalidade no país. Anualmente são premiados os melhores atletas, performances e técnicos que recebem troféus banhados em ouro no formato de óculos de natação em uma cerimônia de gala e transmissão ao vivo. Mas além de todo esse caráter festivo, o Golden Goggle Awards também tem uma nobre missão. O evento visa arrecadar fundos para a Fundação Americana de Natação, que tem como objetivo ajudar a massificar a prática do esporte buscando salvar vidas, além de formar novos atletas e cidadãos. Doações e a venda de ingressos para a cerimônia são outras formas de arrecadação da Fundação em prol da natação local.

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 - Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Phelps e Ledecky, os melhores de 2016 – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Na edição de 2016 do prêmio o tema principal não poderia deixar de ser outro: os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Além da importância do evento, a campanha dos americanos no Olympic Aquatic Stadium no Parque Olímpico foi impecável: 33 medalhas, sendo 16 de ouro, oito de prata e nove de bronze, além de três novos recordes mundiais superados. A melhor campanha olímpica de todos os tempos. O palco do teatro foi decorado em tons verde e amarelo, alusivos ao Brasil e toda a equipe olímpica americana foi apresentada aos presentes ao som de samba.

Foram entregues ao todo nove prêmios durante a noite. Os principais ficaram com os nadadores que mais conquistaram medalhas no Rio-2016. No masculino Michael Phelps, que deixou o Rio de Janeiro com seis medalhas, ganhou na categoria de melhor nadador do ano e confirmou oficialmente sua aposentadoria das piscinas. Na categoria feminina o prêmio ficou com Katie Ledecky, que na Olimpíada destruiu recordes e se firmou como a melhor fundista de todos os tempos ao faturar cinco medalhas. Outras premiações de destaque foram para Simone Manuel (melhor performance feminina pelos 100m livre), Michael Phelps (melhor performance masculina pelos 200m borboleta) e Anthony Ervin (prêmio de perseverança pela vitória nos 50m livre).

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Anthony Ervin um dos premiados da noite – Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images

Nem todos, porém, foram convidados para a grande noite de festa. Envolvidos na confusão do falso assalto em um posto no Rio de Janeiro os nadadores Ryan Lochte, Jimmy Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger ficaram de fora. Suspensos pela USA Swimming eles não podem participar de nenhum evento promovido pela federação americana e nem tiveram seus nomes citados ao longo do prêmio.

Assista abaixo a todas as premiações da noite:

Por Guilherme Freitas