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O fantástico mundo das mulheres de Kazan
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Um, dois, três. No segundo dia do Mundial de Natação em Kazan, na Rússia, foi uma trinca de nadadoras a chegar à frente da linha do recorde mundial. Cada qual com seu estilo e sua graça e, especialmente, com sua história.

A dureza da Dama de Ferro se derreteu - Foto: Christophe SImonAFP/Getty Images

A dureza da Dama de Ferro se derreteu – Foto: Christophe SImonAFP/Getty Images

Em lágrimas, derreteu-se a Dama de Ferro. Katinka Hosszu já era campeã mundial dos 200m medley. Vencer novamente era um protocolo – que ela adora cumprir, evidentemente. Mas, além da medalha olímpica, faltava algo para a húngara incansável: a melhor marca do planeta na piscina longa. Diante da longa boa fase que vem vivendo, demorou para acontecer, e veio em uma prova com um dos tempos mais desafiadores da era dos trajes tecnológicos.

Shane Tsup vibra, antes de se emocionar com a conquista da esposa

Shane Tsup vibra, antes de se emocionar com a conquista da esposa

Com 2m06s12, apenas três centésimos mais rápida, Hosszu tirou o nome de Ariana Kukors da lista da prova, em um registro que vinha desde o Mundial de Roma-2009. E não resistiu: caiu no choro, assim como seu técnico e marido, Shane Tsup, na arquibancada. Comparando as parciais, Katinka só foi mais lenta no final de prova: 30s48, contra 29s84 de Kukors, mas conseguiu ser mais rápida em todos os outros estilos. O desejo de bater o recorde era tão grande que a húngara fugiu do seu padrão de nadar todas as provas possíveis e abandonou a semifinal dos 100m costas. A marca era mais importante que a chance de brigar por outro pódio.

A rainha dos 100m borboleta na atualidade também quis aceitar o desafio: re-bater por assim dizer, o recorde mundial que já havia estabelecido nas semifinais. Com dez centésimos a menos no tempo final, a sueca Sara Sjoestroem estabeleceu um novo desafio: 55s64. Sem adversárias.

A primeira marca a cair do dia veio com a solitária Katie Ledecky, que deixou as rivais 19 segundos atrás nos 1500m livre, e quebrou na eliminatória o “maior recorde'' de sua carreira, nas suas próprias palavras.

Nicholas Santos 'salva' o dia brasileiro

Primeira medalha do Brasil no Mundial veio com Nicholas - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Primeira medalha do Brasil no Mundial veio com Nicholas – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Foram sete brasileiros a cair na piscina nesta segunda-feira, na Arena Kazan. Um a um, em diferentes fases, os atletas foram ficando pelo caminho. O dia foi de apenas um deles: Nicholas Santos, em sua primeira medalha em um Mundial de piscina longa. Depois de bater na trave com 5ª e 4ª posição nos 50m borboleta, ele acabou perdendo apenas para o mais rápido nadador da atualidade, Florent Manaudou. O tempo não foi tão bom: 23s09. Mas a conquista pessoal, aos 35 anos, sem dúvida ficará marcada para o campeão mundial de piscina curta do percurso.

Cesar Cielo, outra vez admitindo estar mal na temporada, ficou na 6ª posição (23s21). Etiene Medeiros repetiu os 59s nos 100m costas, mas não suficiente para chegar à final, e acabou na nona colocação. Guilherme Guido aumentou seu tempo e também não ficou entre os oito primeiros, assim como João de Lucca nos 200m livre. Nas eliminatórias, ficaram Jennifer Conceição e Nicolas Oliveira.

Em oito medalhas disputadas até aqui no Mundial, sete países levaram ouro. A França, isolada, é dona de dois deles.

Por Mayra Siqueira

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.


A salvação da ânsia por um ‘prodígio americano
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“… But no world record'' foi parte do relato de boa parte da imprensa norte-americana sobre a vitória já esperada de Katie Ledecky nos 400m livre, primeiro ouro dos Estados Unidos no Mundial de Esportes Aquáticos, em Kazan, na Rússia. A pressão faz parte de cada passo que dá a atleta prodígio de 18 anos, e, em boa parte, por culpa da carência por um novo herói aquático americano.

Oitavo recorde mundial nos 1500m para a carreira de Ledecky

Oitavo recorde mundial nos 1500m para a carreira de Ledecky

Se esteve acostumado com um histórico de glórias e conquistas quase imbatíveis a nível mundial, hoje o time dos Estados Unidos se depara com uma geração menos laureada e – pior de tudo – menos temida pelos adversários. O peso cai nas costas de atletas constantes e de extremo talento, como Missy Franklin e a própria Ledecky.

Após nadar os 400m livre para 3min59s13, 76 centésimos acima do seu próprio recorde batido no Pan Pacífico do ano passado, ela foi bombardeada por questionamentos na zona mista do evento por parte dos jornalistas americanos: você ficou chateada de não ter batido o recorde mundial? Na passagem dos 200m, ela já nadava um segundo mais rápido do que sua parcial em Gold Coast. Após a quarta questão envolvendo a marca que deixou de alcançar, em detrimento de perguntas sobre seu quinto título mundial, a atleta mudou um pouco o tom. “Pode ter decepcionado vocês, mas não a mim. É algo para se ter paciência, eu respeito o processo. Não vai me incomodar, eu só quero nadar o meu melhor a cada prova. Eu me orgulho da minha consistência nos 400m, é algo para orgulho''. E não decepção, cara Katie.

Desde o fim da era dos trajes, Ledecky é a primeira mulher a quebrar a barreira dos 4 minutos na prova, e já o fez em três ocasiões. Para o mundo, ela surgiu como uma surpresa ao levar o ouro olímpico nos 800m livre em Londres, sua primeira medalha de relevância internacional, aos 15 anos.

Se isso incomodou de verdade a americana ou não, a verdade é que ela fez, enfim, o que se esperava dela: mais um recorde mundial para o currículo – o oitavo da carreira. Na segunda-feira, nas eliminatórias dos 1500m livre, ela manteve um ritmo na casa de 1m02s a cada 100m, abrindo para 59s09 e fechando com 1m00s20: 15m27s71, 65 centésimos abaixo do anterior, obtido também no Pan Pacífico. “Foi provavelmente uma das minhas maiores quebras de recorde, eu estava muito calma e relaxada'', ela disse após a prova.

Para a final dos 1500m, na tarde de terça-feira, ela terá ainda as semifinais dos 200m livre, e um curto espaço para descanso entre as provas. Um desafio que não parece tão difícil para quem quer fazer história e se tornar vencedora das quatro provas de maiores distâncias do estilo livre.

Ledecky é um alento diante da competição que faz a equipe que mais levou medalhas em Barcelona-2013 (29 no total, sendo 13 de ouro). Em Kazan, apenas uma final na segunda etapa com presença americana, além da eliminação quase inexplicável do time 4x100m livre masculino no revezamento da estreia. Por isso, por seus colegas e público, que ela bata novos recordes e continue a fazer história na Rússia.

“Eu entendi que não vou bater um recorde mundial cada vez que cair na piscina. Mas eu quero estar muito próxima disso em todas as vezes''.

Por Mayra Siqueira

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A zebra que abriu o caminho: allez les Bleus!
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Destaques para um evento como um Mundial de Esportes Aquáticos são difíceis de se escolher. Sempre há o recorde mundial, a desclassificação controversa, um desempenho incrível, e outros que deixam a desejar. Na estreia da natação em Kazan, é impossível não deixar o queixo cair alguns centímetros diante da única manchete possível: Estados Unidos e Austrália fora de uma final de Mundial no revezamento 4x100m livre. Se parar para pensar a última vez em que isso aconteceu, vai demorar um pouco para se lembrar. Nunca, desde o primeiro título americano em 1973, as duas seleções assistiram a prova das arquibancadas.

Um erro de estratégia, alguns atletas poupados, um pesado desfalque para os australianos sem James Magnussen, e China e Polônia agarraram as vagas que se abriram entre os oito melhores times do mundo no conjunto da prova.
O tempo de 3min16s01 foi o pior dos americanos desde o Mundial de 1998. Chocante pelas parciais individuais: Jimmy Feigner, constante na casa dos 48s, para 49s21; Anthony Ervin como âncora para 49s69, Matt Grevers com 48s67 e Conor Dwyer para 48s44. A 11ª colocação para eles, e 13º com os australianos (3m16s34).

O time francês venceu o 4x100m livre - Foto: Tim Binning

O time francês venceu o 4x100m livre – Foto: Tim Binning

Na final, foi o momento de crescimento dos franceses, que contaram com o reforço de Florent Manaudou, além de Fabien Gilot nadando para expressivos 47s08, e abocanharam o ouro. Um show de Vladimir Morozov, com a melhor marca individual da prova sendo o único a nadar abaixo dos 47s (46s95, com 21s71 na passagem), para liderar os donos da casa, apoiados pela torcida, à prata. E o bronze ficou para os italianos, recente pedra no sapato dos brasileiros, que não tiveram nenhum atleta abaixo de 48s. Um grupo regular, mas sem um destaque individual – e sem a presença de Cesar Cielo, que admitiu que a má fase o tirou da prova.

Os atletas do Brasil se incomodaram bastante em perder o pódio, e todos reconheceram que era possível melhorar um pouco de cada parcial. João de Lucca (que fechou para 48s40), salientou a união e conexão do time, e foi apoiado pelos colegas. Bruno Fratus (48s05) foi sincero: “Não vou mentir, não estou feliz com o quarto lugar. Acho que o tempo de 3m13s está aquém da nossa capacidade, podemos nadar bem rápido que isso. Mas estou animado com o que está pra vir. Estou orgulhosos de como eles competiram, parecemos quatro irmãos nadando juntos, tomando porrada juntos, celebrando juntos''.

Matheus Santana, Bruno Fratus e João de Lucca em ação - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Matheus Santana, Bruno Fratus e João de Lucca em ação – Foto: Satiro Sodre/SSPress

“A gente está chateado porque foi muito próximo da medalha, está ali, a gente quase consegue sentir, pegar. Dói no coração. Mas foi um passo a mais. A maior competição das nossas vidas será no Rio, e quarto lugar no Mundial não é pouca coisa. Estamos no caminho certo, mas não adianta melhorar e não chegar lá e fazer'', complementou Marcelo Chierighini (48s54, abrindo o revezamento). O caçula Matheus Santana (48s20) foi além: “o time tem qualidade pra nadar pra 47s, não é fácil, temos que estar 100% afinados na troca, da melhor forma possível. Mas com essa união e empenho que temos tido, vai ficar fácil''.

Cesar Cielo não fez falta. Ao menos nas próprias palavras do nadador, ele não teria muito o que acrescentar na situação. Sofre com um problema no ombro, uma lesão revelada apenas neste domingo pelo atleta, além de uma grande dificuldade para encaixar a velocidade. Preocupa para os seus 50m borboleta, prova na qual se classificou raspando, com o último tempo da final. Ser tricampeão, ele descarta. O discurso e Cesão foca no bronze. E, ainda assim, há muito o que trabalhar.

PICTURE TAKEN WITH AN UNDERWATER CAMERA -  US Katie Ledecky competes in the women's 400m freestyle final swimming event at the 2015 FINA World Championships in Kazan on August 2, 2015.  AFP PHOTO / FRANCOIS XAVIER MARITFRANCOIS XAVIER MARIT/AFP/Getty Images

Katie Ledecky durante os 400m livre – Foto: Francois Xavier/AFP/Getty Images

As isoladas mulheres donas do mundo

Katie Ledecky, a quatro segundos da vice-campeã da prova, nada como se estivesse sozinha na piscina: o primeiro ouro (e recorde de campeonato) veio nos 400m livre, com 3m59s13. Mesmo cansando no final de prova. A Dama de Ferro, Katinka Hosszu, segue sua fama de superar as adversárias em diversas provas, de forma incansável: recorde europeu batido duas vezes nos 200m medley. E Sarah Sjostrom, único recorde mundial da etapa, nos 100m borboleta, aparece tão isolada que não precisa se preocupar em nada além de superar sua própria marca na final de segunda-feira. Por enquanto, impressionantes e imbatíveis 55s74.

E apenas para selar o dia de conquistas expressivas femininas, Bronte Campbell, no revezamento campeão da Austrália, emplacou 51s77. Marca que fala por si só.

Por Mayra Siqueira

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A ‘carroceira’ de Kazan: as três cores de Ana
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Ela faz o que ela ama. Entre as colegas de profissão, é vista como a “carroceira''. Não à toa, já que Ana Marcela Cunha encara 200km de treinos por semana, se necessário. É tudo uma questão de nadar com prazer, de estar satisfeita e saber os objetivos que quer alcançar. A determinação que um atleta de ponta tem para encarar seus desafios e conquistar seus objetivos é algo que salta aos olhos quando se ouve seu discurso.

Após a prova dos 5km por equipes, a baiana voltou para a piscina, para mais uma longa metragem com direito a pára-quedas no treino. Puxado demais? Seu técnico Fernando Possenti acha necessário, e sabe que a atleta tem consciência da importância disso em sua preparação. “Cada um tem um objetivo. Se você quer concretizá-lo, não dá para ficar reclamando. Se gosta do que faz, reclamar não entra no vocabulário'', disse Ana Marcela, após o ouro nos 25km no Mundial de Esportes Aquáticos em Kazan, na Rússia. Sorrindo, como sempre, diante de mais uma conquista que carregou com a leveza de quem gosta é do desafio. “O fim de prova é tirar de onde a gente acha que não tem mais e ir atrás do sonho. Faço o que gosto e com sorriso no rosto, porque se fizer com mau humor, não sai bem feito. Muitas vezes a pessoa nasce pra fazer isso, eu acho que nasci com esse dom.''

Ana Marcela encerra participação em Kazan com as três medalhas do Brasil nas águas abertas - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Ana Marcela encerra participação em Kazan com as três medalhas do Brasil nas águas abertas – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Os 25km do último dia disputados no rio Kazanka foram completados por Ana Marcela em 5h13m47s3, 26 segundos à frente da segunda colocada, a húngara Anna Olsz. Com o ouro, ela se torna a maior medalhista brasileira em Mundiais, com sete pódios (três nesta edição, dois na de 2013, um em Xangai-2011, e outro no Mundial de Águas Abertas de 2010, antes da unificação com o Mundial de Esportes Aquáticos do ano seguinte). Um feito que nem ela mesma sabia que tinha atingido.

São mais de 5h dentro d'água, controlados na técnica, na força, e na estratégia. Possenti sabe que tem uma atleta privilegiada pela força, mas aponta outros aspectos para sua evolução nos últimos anos: “Em 2011, quando ela venceu em Xangai (ouro nos 25km), sua técnica era muito diferente. Ela girava o braço demais e pegava pouca água. Hoje tem o nado mais encaixado, melhor aproveitado. E o final de prova dela não tem igual. Hoje, entre suas adversárias, não tem. Por conta da força. Ela disparou nos últimos 2km dessa prova de 25 e deixou a húngara para trás por causa da sua força. Resistência é a primeira coisa que um atleta consegue, mas velocidade e força, não necessariamente''.

Se Ana não venceu os 10km, méritos das rivais que usaram uma estratégia melhor. Trocaram o ponto de hidratação durante o percurso, “despistaram'' a rival brasileira, que acabou perdendo as duas de vista. A própria reconheceu: deixou elas escaparem sem querer. “A prova dos 10km foi bem feira, mas eu saí dos 5km por equipes mais cansada que nos 10. Faltou um pouco ali ainda, não percebi as meninas abrirem e, quando acabou, eu ainda tinha gás. Foi inteligência delas, uma boa estratégia''. No papel, dava para vencer. Uma certeza que têm Ana Marcela e Possenti.

Tem ainda muito chão pela frente. O treinador dará férias para a atleta nos próximos dias, mesmo com a Copa do Mundo de Águas Abertas em vista. “Se ela não descansar agora, não vai poder fazê-lo até as Olimpíadas. Agora é a hora''. Foco total na prova, novas estratégias, nadar em seu ambiente. A Praia de Copacabana espera pela turbinada e motivada dupla feminina brasileira em 2016.

Por Mayra Siqueira

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Dossiê Kazan: provas de revezamentos
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Obs.: não apresentamos aqui os prognósticos para as inéditas provas de revezamentos mistos (4x100m livre e 4x100m medley), simplesmente por não haver histórico das provas e por muitas equipes não contarem com seus principais nadadores para essas provas. Por exemplo, Austrália e Estados Unidos sequer se inscreveram no 4x100m medley, o que é compreensível, afinal os outros revezamentos valem vagas olímpicas e são prioridade. Os revezamentos mistos devem envolver certa emoção em suas disputas, mas provavelmente serão esvaziados e não representarão a excelência, ao contrário do que ocorrerá nas demais provas.

 

4x100m livre feminino

Em mundiais: desde 1973

Melhores resultados do Brasil:

11º em 1975

11º em 2013 (Larissa Oliveira, Daynara de Paula, Graciele Herrmann e Alessandra Marchioro

12º em 1986

13º em 1973 (Lucy Maurity Burle, Maria Elisa Guimarães, Rosemary Peres Ribeiro e Jackeline Mross)

13º em 1998 (Tatiana Lemos, Raquel Takaya, Monique Ferreira e Lucia Santos)

Equipe brasileira em Barcelona: Larissa Oliveira, Daynara de Paula, Graciele Herrmann, Etiene Medeiros

Revezamento 4x100m livre australiano recordista mundial (foto: Cameron Spencer/Getty Images)

Revezamento 4x100m livre australiano recordista mundial (foto: Cameron Spencer/Getty Images)

Com quatro nadadoras entre as dez mais rápidas do mundo no último ano e meio, incluindo a campeã mundial individual Cate Campbell, a Austrália é a grande favorita. Foi a única equipe a bater um recorde mundial no ano passado, nos Jogos da Comunidade Britânica. Para se ter uma ideia da superioridade, no ano passado o revezamento australiano fez um tempo mais de três segundos melhor que as americanas. É bom lembrar de 2013, quando a Austrália também era favorita e foi derrotada pelos Estados Unidos, em um final de prova impressionante de Megan Romano. Mas é muito improvável que isso aconteça novamente. A Holanda conta com Femke Heemskerk na melhor forma de sua vida e a campeã olímpica Ranomi Kromowidjojo, que esperam trazer o país de volta ao alto do pódio. A Suécia de Sarah Sjostrom e Michelle Coleman não pode ser desprezada, e a Grã-Bretanha tem a versátil Siobhan-Marie O’Connor e a veloz Francesca Halsall. Em termos de tempo, esse é o melhor revezamento feminino do Brasil, que no Pan de Toronto brigou de igual para igual com americanas e canadenses e ficaria em 6º no mundial passado com a marca – ingressou até no top 10 all time. A vaga olímpica, que vai para as 12 melhores colocadas, é bem provável, e uma final seria muito comemorada.

 

Ranking 2014/2015

  1. 3:30.98 Austrália
  2. 3:34.23 Estados Unidos
  3. 3:35.72 Grã-Bretanha
  4. 3:35.82 Suécia
  5. 3:36.26 Holanda
  6. 3:36.80 Canadá
  7. 3:37.25 China
  8. 3:37.39 Brasil
  9. 3:37.63 Itália
  10. 3:38.55 Rússia

 

Top 10 All Time

  1. 3:30.98 Austrália 2014
  2. 3:31.72 Holanda 2009
  3. 3:31.83 Alemanha 2009
  4. 3:32.31 Estados Unidos 2013
  5. 3:35.31 Suécia 2009
  6. 3:35.63 China 2009
  7. 3:35.72 Grã-Bretanha 2014
  8. 3:35.81 Shanghai 2009
  9. 3:37.39 Brasil 2015
  10. 3:37.45 Dinamarca 2012

 

Recordes

Mundial: Austrália – 3:30.98 (2014)

Camp. Mundial: Holanda – 3:31.72 (2009)

Sul-americano: Brasil – 3:37.39 (2015)

Brasileiro: Brasil – 3:37.39 (2015)

Norte-Americano: Estados Unidos – 3:32.31 (2013)

Europeu: Holanda – 3:31.72 (2009)

Mundial: Austrália – 3:30.98 (2014)

Asiático: China – 3:35.63 (2009)

Africano: Northern Tigers, RSA – 3:47.70 (2011)

 

4x100m livre masculino

Em mundiais: desde 1973

Melhores resultados do Brasil:

3º em 1994 (Fernando Scherer, Teófilo Ferreira, André Teixeira e Gustavo Borges)

4º em 2009 (Cesar Cielo, Nicolas Oliveira, Guilherme Roth e Fernando Silva)

5º em 1973 (Ruy Aquino Oliveira, Jorge Namorado, J. Adams e J. Aranha)

6º em 1998 (Fernando Scherer, Edvaldo Valério, André Cordeiro e Gustavo Borges)

7º em 2013 (Nicolas Oliveira, Fernando Santos, Vinicius Waked, Marcelo Chierighini)

8º em 2007 (Cesar Cielo, Nicolas Oliveira, Rodrigo Castro e Thiago Pereira)

9º em 2011 (Bruno Fratus, Nicolas Oliveira, Marcos Macedo e Marcelo Chierighini)

Equipe brasileira em Barcelona: Marcelo Chierighini, João de Lucca, Cesar Cielo, Bruno Fratus

Revezamento francês campeão mundial em 2013 (foto: Lluis Gene/AFP)

Revezamento francês campeão mundial em 2013 (foto: Lluis Gene/AFP)

Uma coisa é certa: favoritismo não é uma palavra que combina com o 4x100m livre masculino. É só observar o histórico recente. Entre 2008 e 2011, a França sempre chegava como favorita e nunca levava. Na Olimpíada de 2012, a Austrália era uma barbada e terminou fora do pódio, finalmente dando a vez aos franceses. No Mundial de 2013, os russos formavam a equipe da vez e ficaram com o bronze – com o tempo feito na Universíade semanas antes, teriam vencido a prova. Ou seja, muito cuidado para apontar os favoritos. Obviamente todas as equipes citadas são potências na prova. A França é a última campeã olímpica e mundial, e se por um lado não contará com Yannick Agnel terá Florent Manaudou como protagonista – em 2013 ele não se arriscava muito nos 100m, agora já nada abaixo de 48s. Os australianos certamente sentirão falta de James Magnussen e a tarefa é bem difícil dessa vez. A equipe dependerá totalmente de Cameron McEvoy. Os russos, impulsionados pela torcida, podem se redimir e tem no papel a melhor equipe, com quatro nadadores abaixo de 48s5 e o astro Vladimir Morozov, líder do ranking mundial nos 100m livre. Os americanos, potência histórica na prova, estão muito defasados – para se ter uma ideia, Ryan Lochte nadará a prova individual. Sem Michael Phelps, somente Nathan Adrian é muito pouco para fazer frente aos adversários. A Itália fez um bom Europeu e pode brigar. A China bateu o recorde asiático em 2014, o único recorde continental da prova no ano passado e tem Zetao Ning muito veloz. O Brasil tem uma grande equipe e fez tempos competitivos no Pan-Pacífico de 2014 e no Pan de Toronto sem Cesar Cielo. Caso chege à final, ele deve nadar, e a briga será por pódio.

 

Ranking 2014/2015

  1. 3:11.64 França
  2. 3:12.67 Rússia
  3. 3:12.78 Itália
  4. 3:12.80 Austrália
  5. 3:13.36 Estados Unidos
  6. 3:13.47 China
  7. 3:13.59 Brasil
  8. 3:14.32 Canadá
  9. 3:14.38 Japão
  10. 3:15.10 Polônia

 

Top 10 All Time

  1. 3:08.24 Estados Unidos 2008
  2. 3:08.32 França 2008
  3. 3:09.52 Rússia 2009
  4. 3:09.91 Austrália 2008
  5. 3:10.80 Brasil 2009
  6. 3:11.48 Itália 2008
  7. 3:11.62 Grã-Bretanha 2009
  8. 3:11.92 Suécia 2008
  9. 3:11.93 África do Sul 2009
  10. 3:12.26 Canadá 2008

 

Recordes

Mundial: Estados Unidos – 3:08.24 (2008)

Camp. Mundial: Estados Unidos – 3:09.21 (2009)

Sul-americano: Brasil – 3:10.80 (2009)

Brasileiro: Brasil – 3:10.80 (2009)

Norte-Americano: Estados Unidos – 3:08.24 (2008)

Europeu: França – 3:08.32 (2008)

Oceania: Austrália – 3:09.91 (2008)

Asiático: China – 3:13.47 (2014)

Africano: África do Sul – 3:11.93 (2009)

 

4x200m livre feminino

Em mundiais: desde 1986

Melhores resultados do Brasil:

10º em 1998 (Monique Ferreira, Raquel Takaya, Lucia Santos e Tatiana Lemos)

10º em 2013 (Jessica Cavalheiro, Manuella Lyrio, Larissa Oliveira, Carolina Bilich)

12º em 1986

12º em 2003 (Monique Ferreira, Mariana Brochado, Ana Carolina Muniz e Paula Baracho)

13º em 2005 (Mariana Brochado, Joanna Maranhão, Monique Ferreira e Paula Baracho)

13º em 2011 (Tatiana Lemos, Daynara de Paula, Flávia Delaroli e Michelle Lenhardt)

Equipe brasileira em Barcelona: Manuella Lyrio, Jessica Cavalheiro, Joanna Maranhão e Larissa Oliveira

Equipe brasileira do 4x200m feminino (foto: Satiro Sodré)

Equipe brasileira do 4x200m feminino (foto: Satiro Sodré)

No papel, a Austrália, liderada por Emma McKeon, tem uma equipe mais veloz. Mas a distância não é grande como no 4x100m, e inclusive os Estados Unidos venceram o Pan-Pacífico no ano passado sem Missy Franklin em boa forma. Está certo que Bronte Barratt abriu para um péssimo 1min58s e comprometeu toda a prova das australianas, o que não deve acontecer dessa vez. Mas só de saber que as americanas tem Missy agora em grande forma e Katie Ledecky cada vez melhor é suficiente para crer que, ao menos no 4x200m, haverá uma grande disputa, ao contrário do que provavelmente acontecerá no 4x100m. As outras equipes devem brigar pelo bronze. Nenhuma das concorrentes tem uma equipe homogênea. A Suécia será carregada por Sarah Sjostrom e Michelle Coleman, e espera ser suficiente para abrir uma vantagem que certamente perderá com as outras duas nadadoras. A Itália tem Federica Pellegrini e venceu o último Europeu – é uma equipe um pouco mais equilibrada que a sueca. A França, bronze no último mundial, perdeu um pouco seu poderio, com a aposentadoria – seguida da trágica morte – da estrela Camille Muffat. Coralie Balmy e Charlotte Bonet terão que se superar muito. O Brasil este ano abaixou quase dez segundos do recorde sul-americano de 2004 e voltou ao mapa nessa prova. O tempo daria final em 2013. Talvez para final agora seja preciso melhorar ainda mais um pouco, o que é possível. Mas a vaga olímpica, entre as 12 melhores equipes, é o principal objetivo e totalmente factível – afinal, nadando 14 segundos acima do tempo deste ano, a equipe brasileira ficou na 10ª posição em 2013. Claro que por ser seletiva olímpica a prova será mais forte esse ano, mas o nível da equipe brasileira, que mantém três das quatro nadadoras daquela ocasião, subiu muito.

 

 

Ranking 2014/2015

  1. 7:46.40 Estados Unidos
  2. 7:47.47 Austrália
  3. 7:50.53 Itália
  4. 7:51.03 Suécia
  5. 7:51.67 Canadá
  6. 7:52.45 Grã-Bretanha
  7. 7:54.23 Hungria
  8. 7:54.86 Rúsia
  9. 7:55.17 China
  10. 7:55.36 França

 

Top 10 All Time

  1. 7:42.08 China 2009
  2. 7:42.56 Estados Unidos 2009
  3. 7:44.31 Austrália 2008
  4. 7:45.51 Grã-Bretanha 2009
  5. 7:46.57 Itália 2009
  6. 7:47.49 França 2012
  7. 7:48.04 Hungria 2009
  8. 7:48.21 Shandong, China 2009
  9. 7:49.14 Canadá 2009
  10. 7:50.82 Alemanha 2006

 

Recordes

Mundial: China – 7:42.08 (2009)

Camp. Mundial: China – 7:42.08 (2009)

Sul-americano: Brasil – 7:56.36 (2015)

Brasileiro: Brasil – 7:56.36 (2015)

Norte-Americano: Estados Unidos – 7:42.56 (2009)

Europeu: Grã-Bretanha – 7:45.51 (2009)

Oceania: Austrália – 7:44.31 (2008)

Asiático: China – 7:42.08 (2009)

Africano: África do Sul – 8:12.74 (2011)

 

4x200m livre masculino

 

Em mundiais: desde 1973

Melhores resultados do Brasil:

7º em 1982 (Cyro Delgado, Jorge Fernandes, Marcelo Jucá e Djan Madruga)

9º em 2003 (Rodrigo Castro, Gustavo Borges, Rafael Mósca e Carlos Jayme)

10º em 2009 (Thiago Pereira, Rodrigo Castro, Lucas Salatta e Nicolas Oliveira)

11º em 1991

11º em 2007 (Thiago Pereira, Rodrigo Castro, Nicolas Oliveira e Armando Negreiros)

11º em 2013 (Nicolas Oliveira, Fernando Ernesto dos Santos, João de Lucca, Vinicius Waked)

Equipe brasileira em Barcelona: João de Lucca, Nicolas Oliveira, Thiago Pereira, Luiz Altamir

Equipe americana campeã do Pan-Pacífico do 4x200m masculino. Desta vez eles não terão Michael Phelps (foto: Matt Roberts/Getty Images)

Equipe americana campeã do Pan-Pacífico do 4x200m masculino. Desta vez eles não terão Michael Phelps (foto: Matt Roberts/Getty Images)

Depois de dominar o 4x200m no início da década passada, os australianos finalmente retornam favoritos ao ouro. Cameron McEvoy e Thomas Fraser-Holmes, este o melhor tempo do mundo no ano passado nos 200m livre, são os diferenciais da equipe, que ainda conta com a volta da lenda Grant Hackett – só deve nadar as eliminatórias. Mas não será fácil. Tanto que a equipe ficou só com o bronze no Pan-Pacífico de 2014, atrás de Estados Unidos e Japão. Se as coisas sairem nos conformes, McEvoy não irá nadar para um péssimo 1min48s como naquela ocasião. Os americanos desta vez não terão Michael Phelps, mas Ryan Lochte deve estar em melhor forma. Pode tanto vencer a prova quanto terminar fora do pódio. O mais provável é que brigue por medalhas. O Japão quase surpreendeu no Pan-Pacífico, mas sem Kosuke Hagino, contundido, perde muito seu poder de fogo. Pode estar no pódio. A Rússia tem tido bons nadadores de 200m mas estes não aparecem tão bem no ranking quanto em anos anteriores. Prata em 2013, a equipe deve brigar novamente por medalhas. A China compareceu com uma equipe fraquíssima aos Jogos Asiáticos, sem Sun Yang, o que deve ser diferente agora. Dificilmente repetirão o bronze de 2013, mas devem estar na final, e uma vez entre os oito melhores, se Yang mostrar seu final de prova, podem surpreender. O Brasil fez um bom tempo no Pan de Toronto e marca pode ser suficiente para uma final, que aconteceu somente uma vez no longínquo 1982.

 

Ranking 2014/2015

  1. 7:05.17 Estados Unidos
  2. 7:05.30 Japão
  3. 7:07.38 Austrália
  4. 7:09.00 Alemanha
  5. 7:09.18 Grã-Bretanha
  6. 7:10.29 Rússia
  7. 7:10.36 África do Sul
  8. 7:10.39 Bélgica
  9. 7:10.81 França
  10. 7:11.15 Brasil

 

Top 10 All Time

  1. 6:58.55 Estados Unidos 2009
  2. 6:59.15 Rússia 2009
  3. 7:01.65 Austrália 2009
  4. 7:02.26 Japão 2009
  5. 7:02.77 França 2012
  6. 7:03.19 Alemanha 2009
  7. 7:03.48 Itália 2009
  8. 7:05.67 Grã-Bretanha 2009
  9. 7:05.67 China 2011
  10. 7:05.77 Canadá 2008

 

Recordes

Mundial: Estados Unidos – 6:58.55 (2009)

Camp. Mundial: Estados Unidos – 6:58.55 (2009)

Sul-americano: Brasil – 7:09.71 (2009)

Brasileiro: Brasil – 7:09.71 (2009)

Norte-Americano: Estados Unidos – 6:58.55 (2009)

Europeu: Rússia – 6:59.15 (2009)

Oceania: Austrália – 7:01.65 (2009)

Asiático: Japão – 7:02.26 (2009)

Africano: África do Sul – 7:08.01 (2009)

 

4x100m medley feminino

Em mundiais: desde 1973

Melhores resultados do Brasil:

8º em 2009 (Fabiola Molina, Carolina Mussi, Gabriella Silva e Tatiana Lemos)

12º em 1973 (B. Fernndes, Cristina Teixeira Bassani, Rosemary Peres Ribeiro e Lucy Maurity Burle)

12º em 1975

14º em 2003 (Talita Ribeiro, Patrícia Comini, Ivi Monteiro e Flávia Delaroli)

15º em 1986

Proválvel equipe brasileira em Barcelona (pode haver alterações): Etiene Medeiros, Jhennifer Conceição, Daynara de Paula, Larissa Oliveira

Equipe dinamarquesa recordista europeia do 4x100m medley feminino (foto: divulgação)

Equipe dinamarquesa recordista europeia do 4x100m medley feminino (foto: divulgação)

Caso as americanas contassem com suas melhores nadadoras, seriam favoritas. Mas, por terem selecionado a equipe que vai a Kazan com um ano de antecedência, muita coisa aconteceu nesse período, e Katie Meili e Kelsi Worrell se tornaram as melhores nos 100m peito e borboleta no Pan de Toronto. Se Meili, que tem 1min05s de peito, estivesse na prova, a história seria outra. Como não está, o favoritismo é das australianas, que têm costas e borboleta parelhos com as americanas, peito um pouco pior e livre muito melhor. Mas o favoritismo é por pouco. A americana que fechar (provavelmente Simone Manuel) deve cair na frente de Cate Campbell e, no último dia de competições, entrarão na água cansaço, cabeça e coração. Campeã e recordista europeia, a Dinamarca está muito enfraquecida com a ausência de Jeanette Ottesen. Mais chances tem a Suécia, com a estrela Sarah Sjostrom no borbo e peito e livre fortes, mas costas nem tanto. A Rússia terá a volta de Yulia Efimova, que pode fazer a diferença. A Grã-Bretanha teria chances, mas, desfalcada de duas nadadoras (a peitista Sophie Taylor e a costista Georgia Davies), está defasada. O Brasil ficou um pouco aquém de seu poderio no Pan de Toronto com 4min02s, mas seria suficiente para uma final em 2013. Nadar abaixo de quatro minutos é possível, e uma vaga olímpica está ao alcance.

 

Ranking 2014/2015

  1. 3:55.49 Austrália
  2. 3:55.62 Dinamarca
  3. 3:56.04 Suécia
  4. 3:56.53 Estados Unidos
  5. 3:58.51 Canadá
  6. 3:58.97 Holanda
  7. 3:59.62 Itália
  8. 4:00.38 Japão
  9. 4:01.56 Rússia
  10. 4:02.52 Brasil

 

Top 10 All Time

  1. 3:52.05 Estados Unidos 2012
  2. 3:52.19 China 2009
  3. 3:52.58 Austrália 2009
  4. 3:54.99 Shanghai, China 2009
  5. 3:55.62 Dinamarca 2014
  6. 3:55.73 Japão 2012
  7. 3:55.79 Alemanha 2009
  8. 3:56.03 Rússia 2012
  9. 3:56.04 Suécia 2014
  10. 3:56.51 Exército Chinês, China 2009

 

Recordes

Mundial: Estados Unidos – 3:52.05 (2012)

Camp. Mundial: China – 3:52.19 (2009)

Sul-americano: Brasil – 3:58.49 (2009)

Brasileiro: Brasil – 3:58.49 (2009)

Norte-Americano: Estados Unidos – 3:52.05 (2012)

Europeu: Dinamarca – 3:55.62 (2014)

Oceania: Austrália – 3:52.58 (2009)

Asiático: China – 3:52.19 (2009)

Africano: África do Sul – 4:03.62 (2008)

 

4x100m medley masculino

Em mundiais: desde 1973

Melhores resultados do Brasil:

4º em 2009 (Guilherme Guido, Henrique Barbosa, Gabriel Mangabeira, Cesar Cielo)

8º em 1982 (Ricardo Prado, Luiz Carvalho, Cyro Delgado e Jorge Fernandes)

9º em 1973

9º em 1975

9º em 2007 (Thiago Pereira, Henrique Barbosa, Gabriel Mangabeira e César Cielo)

Provável equipe brasileira em Kazan (pode haver alterações): Guilherme Guido, Felipe França, Arthur Mendes Filho, Marcelo Chierighini

Equipe brasileira campeão pan-americano do 4x100m medley masculino (foto: Satiro Sodré)

Equipe brasileira campeão pan-americano do 4x100m medley masculino (foto: Satiro Sodré)

Pelas possiblidades de montagem das equipes, principalmente pelos favoritos, é uma prova imprevisível. Em Olimpíadas, os americanos jamais foram derrotados, mas em mundiais a história é diferente. Em 1998, perderam pela primeira vez para os australianos, derrota repetida em 2001 (foram desclassificados, mas também perderam na água). Em 2007, sequer à final chegaram, desclassificados na eliminatória. Em 2013, venceram mas novamente foram canetados. Chegam com ligeiro favoritismo, com provavelmente a mesma equipe de dois anos atrás. Por incrível que pareça, mesmo sem Michael Phelps, o borboleta é o diferencial, com Tom Shields ou Tim Philips para 51s baixo. A França é parelha no costas, peito e livre, e a Austrália tem o diferencial de Christian Sprenger no peito. O Brasil fez uma excelente marca no Pan de Toronto que lhe daria o bronze em Barcelona-2013. Se Guilherme Guido mantiver sua performance e Felipe França melhorar um pouco – nadou para 59s8 no revezamento e 59s2 na prova – dá para sonhar até com medalha. Arthur Mendes ou Thiago Pereira terá que segurar no borboleta. O Japão sempre tem uma grande equipe, e o ponto fraco de sempre, o nado livre, agora tem Shinri Shioura em grande fase. Pode até levar o ouro. A China também está com uma equipe boa, com costas, borbo e livre muito rápidos.

 

Ranking de 2014/2015

  1. 3:29.94 Estados Unidos
  2. 3:31.37 China
  3. 3:31.51 Grã-Bretanha
  4. 3:31.70 Japão
  5. 3:32.21 Austrália
  6. 3:32.47 França
  7. 3:32.68 Brasil
  8. 3:33.11 Hungria
  9. 3:33.92 Alemanha
  10. 3:34.23 Rússia

 

Top 10 All Time

  1. 3:27.28 Estados Unidos 2009
  2. 3:28.58 Alemanha 2009
  3. 3:28.64 Austrália 2009
  4. 3:29.16 Brasil 2009
  5. 3:29.73 França 2009
  6. 3:30.55 Rússia 2009
  7. 3:30.68 Grã-Bretanha 2009
  8. 3:30.74 Japão 2009
  9. 3:31.02 Canadá 2009
  10. 3:31.53 África do Sul 2009

 

Recordes

Mundial: Estados Unidos – 3:27.28 (2009)

Camp. Mundial: Estados Unidos – 3:27.28 (2009)

Sul-americano: Brasil – 3:29.16 (2009)

Brasileiro: Brasil – 3:29.16 (2009)

Norte-Americano: Estados Unidos – 3:27.28 (2009)

Europeu: Alemanha – 3:28.58 (2009)

Oceania: Austrália – 3:28.64 (2009)

Asiático: Japão – 3:30.74 (2009)

Africano: África do Sul – 3:31.53 (2009)

 

Por Daniel Takata

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.


Dossiê Kazan: provas de medley
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swimchannel

200m medley feminino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Katie Hoff, USA (2005 e 2007)

Melhores resultados do Brasil:

Joanna Maranhão, 10º em 2005

Joanna Maranhão, 12º em 2009

Flávia Nadalutti, 19º em 1978

Maria Izabel Guerra, 21º em 1973

Joanna Maranhão, 24º em 2003

Brasileiras em Kazan: Joanna Maranhão

Ye Shiwen, dona do fim de prova mais impressionante de todos os tempos nos 400m medley - Foto: Martin Bureau/AFP

Ye Shiwen (foto: Martin Bureau/AFP)

No batalhão nosso de provas de cada dia, é no medley que a húngara Katinka Hosszu tem suas melhores chances. Na prova mais curta, ganhou todas as principais competições desde 2013 (mundiais de curta e longa e europeu). Apesar de não nadar abaixo de 2min08s desde 2013, ninguém nadou mais rápido que ela nesse período pós Jogos Olímpicos de Londres. Com seu incrível recorde de 2min01s86 na curta, ela tem potencial até para ameaçar o recorde mundial, um dos mais incríveis da era dos trajes tecnológicos. A campeã olímpica Ye Shiwen, da China, voltou a nadar bem no ano passado após um mundial de 2013 difícil. É jovem e tem um final de prova matador. A britânica Siobhan-Marie O'Connor brilhou nos Jogos da Comnunidade Britânica no ano passado e é tão versátil quanto Hosszu: nada provas de livre, borboleta e peito em nível internacional. Em 2015, quem aparece bem no ranking é a japonesa Kanako Watanabe, mais conhecida pelas provas do nado de peito. Mas será preciso muito melhor que seu 2min09s alto para brigar pelo pódio. As americanas Maya DiRado, campeã do Pan-Pacífico, e Melanie Margalis, bronze no Mundial de curta, também sabem disso e brigarão por tempos melhores. Joanna Maranhão fez sua melhor marca sem trajes no Pan de Toronto, e em boa fase pode continuar a evoluir e conseguir vários feitos: superar seu recorde sul-americano de seis anos, quebrar a barreira de 2min12s e com isso chegar a uma semifinal – final, é 2min11s baixo ou 2min10s, Dois desfalques importantes: as medalhistas de prata e bronze no último mundial, a australiana Alicia Coutts, que não se classificou, e a espanhola Mireia Belmonte, contundida.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 2:08.11 Katinka Hosszu, HUN
  2. 2:08.21 Siobhan-Marie O'Connor, GBR
  3. 2:08.94 Shiwen Ye, CHN
  4. 2:09.81 Kanako Watanabe, JPN
  5. 2:09.93 Maya DiRado, USA
  6. 2:10.20 Melanie Margalis, USA
  7. 2:10.22 Min Zhou, CHN
  8. 2:10.74 Hannah Miley, GBR
  9. 2:11.32 Zsuzsanna Jakabos, HUN
  10. 2:11.90 Sydney Pickrem, CAN

 

Top 10 All Time

  1. 2:06.15 Ariana Kukors, USA (2009)
  2. 2:07.03 Stephanie Rice, AUS (2009)
  3. 2:07.46 Katinka Hosszu, HUN (2009)
  4. 2:07.57 Shiwen Ye, CHN (2012)
  5. 2:08.15 Alicia Coutts, AUS (2012)
  6. 2:08.21 Siobhan-Marie O'Connor, GBR (2014)
  7. 2:08.32 Hui Qi, CHN (2009)
  8. 2:08.59 Kirsty Coventry, ZIM (2008)
  9. 2:08.95 Caitlin Leverenz, USA (2012)
  10. 2:09.34 Julia Smit, USA (2009)

 

Recordes

Mundial: Ariana Kukors, USA – 2:06.15 (2009)

Camp. Mundial: Ariana Kukors, USA – 2:06.15 (2009)

Sul-americano: Joanna Maranhao, BRA – 2:12.12 (2009)

Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA – 2:12.12 (2009)

Norte-americano: Ariana Kukors, USA – 2:06.15 (2009)

Europeu: Katinka Hosszu, HUN – 2:07.46 (2009)

Oceania: Stephanie Rice, AUS – 2:07.03 (2009)

Asiático: Shiwen Ye, CHN – 2:07.57 (2012)

Africano: Kirsty Coventry, ZIM – 2:08.59 (2008)

 

 

200m medley masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Michael Phelps, USA (2003, 2005 e 2007), Tamas Darnyi, HUN (1986 e 1991), Ryan Lochte, USA (2009, 2011 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Thiago Pereira, 3º em 2013

Thiago Pereira, 4º em 2007

Thiago Pereira, 4º em 2009

Thiago Pereira, 6º em 2011

Ricardo Prado, 8º em 1982

Henrique Rodrigues, 10º em 2013

Henrique Rodrigues, 14º em 2011

Henrique Rodrigues, 15º em 2009

Thiago Pereira, 18º em 2003

A. Rocha, 20º em 1973

Brasileiros em Kazan: Henrique Rodrigues e Thiago Pereira

Henrique Rodrigues será um dos brasileiros em ação na Rússia - Foto: Satiro Sodré

Henrique Rodrigues (foto: Satiro Sodré)

Vencedor do Pan-Pacífico e do mundial de curta e líder do ranking mundial deste ano e do ano passado, o japonês Kosuke Hagino, pela forma atual, é a maior ausência da prova, devido a uma contusão. Outra ausência sentida é a de Michael Phelps, campeão mundial em 2003, 2005 e 2007, suspenso pela federação americana por ter sido flagrado dirigindo embriagado. Para Ryan Lochte, é a chance de conquistar o tetracampeonato e entrar em um grupo seleto do qual fazem parte apenas Phelps, Grant Hackett e Aaron Peirson (Cesar Cielo também pode entrar nos 50m livre). Ficou longe do seu melhor tempo no ano passado, mas mesmo assim ficou em segundo no ranking. Se voltar a nadar para 1min54s, assim como nos três últimos mundiais, leva com facilidade. Mas é improvável que isso aconteça. Talvez nade para 1min55s, e ainda assim é favorito. O japonês Daiya Seto foi bronze no Pan-Pacífico e melhorou ainda mais esse ano, entrando na casa do 1min56s. Sempre foi melhor nas provas de resistência (400m medley e 200m borboleta), mas entrou de vez na briga aqui também. Bem perto dele estão os brasileiros Henrique Rodrigues e Thiago Pereira. Para Henrique, uma chance e tanto de se redimir de 2013, quando também chegou entre os melhores do ranking e ficou na semifinal. Agora, mais experiente, tem mais chances do que nunca. Thiago busca melhorar o bronze de dois anos atrás, em que perdeu a prata por um centésimo para Hagino. Não é impossível dois brasileiros no pódio. O húngaro Laszlo Cseh, bronze olímpico, não nadou rápido nos últimos dois anos, mas é sempre perigoso. A não ser que alguém melhore horrores, a lista de pretendentes se encerra com o americano Conor Dwyer.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 1:56.02 Ryan Lochte, USA
  2. 1:56.82 Daiya Seto, JPN
  3. 1:57.06 Henrique Rodrigues, BRA
  4. 1:57.23 Thiago Pereira, BRA
  5. 1:57.66 Daniel Tranter, AUS
  6. 1:57.77 Hiromasa Fujimori, JPN
  7. 1:57.79 Roberto Pavoni, GBR
  8. 1:57.88 Thomas Fraser-Holmes, AUS
  9. 1:57.94 Chad Le Clos, RSA
  10. 1:57.94 Tyler Clary, USA

 

Top 10 All Time

  1. 1:54.00 Ryan Lochte, USA (2011)
  2. 1:54.16 Michael Phelps, USA (2011)
  3. 1:55.18 Laszlo Cseh, HUN (2009)
  4. 1:55.33 Kosuke Hagino, JPN (2014)
  5. 1:55.36 Eric Shanteau, USA (2009)
  6. 1:55.55 Thiago Pereira, BRA (2009)
  7. 1:56.69 Leith Brodie, AUS (2009)
  8. 1:56.82 Daiya Seto, JPN (2015)
  9. 1:56.86 Shun Wang, CHN (2013)
  10. 1:57.03 Darian Townsend, RSA (2009)

 

Recordes

Mundial: Ryan Lochte, USA – 1:54.00 (2011)

Camp. Mundial: Ryan Lochte, USA – 1:54.00 (2011)

Sul-americano: Thiago Pereira, BRA – 1:55.55 (2009)

Brasileiro: Thiago Pereira, BRA – 1:55.55 (2009)

Norte-americano: Ryan Lochte, USA – 1:54.00 (2011)

Europeu: Laszlo Cseh, HUN – 1:55.18 (2009)

Oceania: Leith Brodie, AUS – 1:56.69 (2009)

Asiático: Kosuke Hagino, JPN – 1:55.33 (2014)

Africano: Darian Townsend, RSA – 1:57.03 (2009)

 

400m medley feminino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Yana Klochkova, UKR (2001 e 2003), Katie Hoff, USA (2005 e 2007), Katinka Hosszu, HUN (2009 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Flávia Nadalutti, 11º em 1978

Claudia Sprengel, 15º em 1986

Joanna Maranhão, 15º em 2003

Joanna Maranhão, 17º em 2013

Joanna Maranhão, 21º em 2005

Joanna Maranhão, 22º em 2009

Brasileiras em Kazan: Joanna Maranhão

Joanna Maranhão nos 200m medley (foto: Satiro Sodré)

Joanna Maranhão (foto: Satiro Sodré)

Teoricamente esta seria a melhor prova de Katinka Hosszu, pela sua versatilidade e resistência. Mas, por ser realizada no último dia de competições, ela poderá estar cansada após tantas provas, e, além disso, sua hegemonia nos últimos anos não foi tão grande quanto nos 200m medley. É a atual defensora do título, mas a chinesa Ye Shiwen terminou o ano passado na liderança do ranking. Shiwen voltou a nadar bem e pode voltar aos seus melhores dias, nos quais foi campeã olímpica. Hosszu também não foi absoluta na prova no mundial de curta de 2014, tendo sido derrotada por Mireia Belmonte – que não estará em Kazan por motivo de contusão. Prata olímpica e bronze no mundial de 2013, a americana Elizabeth Beisel vem nadando para 4min31s em todas as temporadas desde 2011 e espera desesperadamente quebrar a barreira. Em 2011 foi suficiente para ouro no Mundial, mas com a evolução ela vem perdendo espaço no pódio, e só uma melhora a fará sonhar com o topo do pódio novamente. A britânica Hannah Miley venceu os Jogos da Comunidade Britânica em 2014 com uma boa marca, encabeça o ranking mundial deste ano atrás somente de Hosszu e pode também puxar sua compatriota Aimee Willmott, bronze no Europeu do ano passado, a um grande resultado. Joanna Maranhão, apesar de finalista olímpica, jamais chegou a final em mundiais. Tendo finalmente melhorado seu recorde brasileiro de 11 anos no Pan de Toronto, ela chega a Kazan com o 12º tempo de balizamento. Talvez uma melhora de um segundo lhe garanta a tão sonhada final, e isso é perfeitamente possível com sua evolução recente.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 4:30.84 Shiwen Ye, CHN
  2. 4:31.03 Katinka Hosszu, HUN
  3. 4:31.76 Hannah Miley, GBR
  4. 4:31.99 Elizabeth Beisel, USA
  5. 4:33.01 Aimee Willmott, GBR
  6. 4:35.37 Maya DiRado, USA
  7. 4:35.69 Min Zhou, CHN
  8. 4:36.12 Sakiko Shimizu, JPN
  9. 4:36.35 Keryn McMaster, AUS
  10. 4:37.38 Zsuzsanna Jakabos, HUN

 

Top 10 All Time

  1. 4:28.43 Shiwen Ye, CHN (2012)
  2. 4:29.45 Stephanie Rice, AUS (2008)
  3. 4:29.89 Kirsty Coventry, ZIM (2008)
  4. 4:30.31 Katinka Hosszu, HUN (2009)
  5. 4:30.43 Xuanxu Li, CHN (2009)
  6. 4:30.85 Hui Qi, CHN (2009)
  7. 4:31.12 Kathryn E Hoff, USA (2008)
  8. 4:31.21 Mireia Belmonte, ESP (2013)
  9. 4:31.27 Elizabeth Beisel, USA (2012)
  10. 4:31.33 Hannah Miley, GBR (2009)

 

Recordes

Mundial: Shiwen Ye, CHN – 4:28.43 (2012)

Camp. Mundial: Katinka Hosszu, HUN – 4:30.31 (2013)

Sul-americano: Georgina Bardach, ARG – 4:37.51 (2004)

Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA – 4:38.07 (2015)

Norte-americano: Kathryn E Hoff, USA – 4:31.12 (2008)

Europeu: Katinka Hosszu, HUN – 4:30.31 (2009)

Oceania: Stephanie Rice, AUS – 4:29.45 (2008)

Asiático: Shiwen Ye, CHN – 4:28.43 (2012)

Africano: Kirsty Coventry, ZIM – 4:29.89 (2008)

 

400m medley masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Andras Hargitay, HUN (1973 e 1975), Tamas Darnyi, HUN (1986 e 1991), Tom Dolan, USA (1994 e 1998), Michael Phelps , USA (2003 e 2007), Ryan Lochte, USA (2009 e 2011)

Melhores resultados do Brasil:

Ricardo Prado, 1º em 1982

Thiago Pereira, 3º em 2013

Thiago Pereira, 4º em 2009

Ricardo Prado, 7º em 1986

Rojer Madruga, 8º em 1982

Renato Ramalho, 15º em 1991

Brasileiros em Kazan: Thiago Pereira e Thiago Simon

Thiago Pereira (foto: Satiro Sodré)

Thiago Pereira (foto: Satiro Sodré)

Com a ausência de Kosuke Hagino e com Ryan Lochte não nadando mais, a prova está totalmente em aberto. Totalmente. Impossível apontar favoritos até para pódio. Qualquer estratégia diferente significa o ganho ou perda de um ou mais segundos no tempo final (que o diga Hagino em 2013, quando, favorito, passou rasgando e ficou fora do pódio), e por isso é relativo analisar as marcas dos primeiros no ranking. O certo é que a experiência conta, e isso é o que sobra ao americano Tyler Clary, que apesar de toda bagagem ficou fora do pódio em 2013. O japonês Daiya Seto é o atual defensor do título, mas apesar do status ficou fora do pódio no Pan-Pacífico do ano passado, vencido justamente por Clary. Por isso pode-se dizer que não há regra nessa prova. O americano Chase Calisz vem se estabelecendo como nome forte na prova, porém ainda não cumpriu a expectativa da época de promessa de que subiria um nível acima dos adversários. Ao menos vem subindo no pódio das principais competições internacionais. O australiano Thomas Fraser-Holmes é versátil e chegará mais descansado – nada somente as provas de medley, e não as provas de livre em que seria um dos favoritos caso não tivesse decepcionado na seletiva australiana. O britânico Daniel Wallace e o campeão europeu húngaro David Verraszto estão na briga e até pelo ouro. Inclui-se aí também o brasileiro Thiago Pereira, bronze em 2013, caso nade a prova. E outros nadadores podem surpreender, inclusive o brasileiro Thiago Simon. A lista é grande e em uma prova com tantas alternâncias qualquer aposta é um chute no escuro.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 4:09.03 Tyler Clary, USA
  2. 4:09.62 Chase Kalisz, USA
  3. 4:10.04 Daiya Seto, JPN
  4. 4:10.49 Chaosheng Huang, CHN
  5. 4:10.55 Thomas Fraser-Holmes, AUS
  6. 4:11.04 Daniel Wallace, GBR
  7. 4:11.28 David Verraszto, HUN
  8. 4:12.24 Roberto Pavoni, GBR
  9. 4:13.09 Sebastien Rousseau, RSA
  10. 4:13.19 Zhixian Yang, CHN

 

Top 10 All Time

  1. 4:03.84 Michael Phelps, USA (2008)
  2. 4:05.18 Ryan Lochte, USA (2012)
  3. 4:06.16 Laszlo Cseh, HUN (2008)
  4. 4:06.96 Scott Tyler Clary, USA (2009)
  5. 4:07.75 Kosuke Hagino, JPN (2014)
  6. 4:08.69 Daiya Seto, JPN (2013)
  7. 4:08.86 Thiago Pereira, BRA (2009)
  8. 4:09.10 Shun Wang, CHN (2013)
  9. 4:09.22 Chase Kalisz, USA (2013)
  10. 4:09.88 Luca Marin, ITA (2007)

 

Recordes

Mundial: Michael Phelps, USA – 4:03.84 (2008)

Camp. Mundial: Michael Phelps, USA – 4:06.22 (2007)

Sul-americano: Thiago Pereira, BRA – 4:08.86 (2009 e 2012)

Brasileiro: Thiago Pereira, BRA – 4:08.86 (2009 e 2012)

Norte-americano: Michael Phelps, USA – 4:03.84 (2008)

Europeu: Laszlo Cseh, HUN – 4:06.16 (2008)

Oceania: Thomas Fraser-Holmes, AUS – 4:10.14 (2013)

Asiático: Kosuke Hagino, JPN – 4:07.75 (2014)

Africano: Oussama Mellouli, TUN – 4:10.53 (2009)

 

Por Daniel Takata

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.


Dossiê Kazan: provas de peito
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swimchannel

50m peito feminino

Em mundiais: desde 2001

Quem venceu mais de uma vez: Xuejuan Luo, CHN (2001 e 2003)

Melhores resultados do Brasil:

Beatriz Travalon, 20º em 2013

Ana Carla Carvalho, 24º em 2009

Tatiane Sakemi, 27º em 2009

Patrícia Comini, 38º em 2003

Não houve mais participações

Brasileiras em Kazan: Jhennifer Conceição

Ruta Meilutyte (foto: The Associated Press)

Ruta Meilutyte (foto: The Associated Press)

A lituana Ruta Meylutite já mostrou serviço no início de ano e fez seu melhor tempo desde que bateu o recorde mundial da prova no Mundial de 2013. Como sempre entra como favorita, mas ela já se mostrou vencível nas provas de velocidade do nado peito. Não por deficiência, mas porque suas adversárias também evoluíram. É só lembrar de 2013, quando bateu o recorde mundial na semifinal e perdeu a final para Yulia Efimova. A russa está de volta de uma suspensão por doping e é uma das poucas que consegue nadar em alto nível os 50m, 100m e 200m. A americana Jessica Hardy também bateu o recorde mundial da prova no Mundial de 2013 e é sempre um nome perigoso. Outra concorrente é outra carrasca de Meylutite, a jamaicana Alia Atkinson, que venceu a lituana nos 100m peito no Mundial de curta de 2014. A sueca Jennie Johansson, vice-campeã europeia da prova no ano passado, despontou há alguns anos como possível destaque mundial mas não seguiu a evolução. Espera finalmente desencantar. A brasileira Jhennifer Conceição estreia em mundiais e se avançar para a semifinal será um grande resultado, e tem chances já que a prova está bem desfalcada (alguns dos melhores tempos do mundo, como as australianas Bailey Harris e Leiston Pickett, a americana Breeja Larson e a britânica Sophie Taylor não nadam, indicando como os países já se preparam para se dedicar primordialmente a provas olímpicas).

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 29.88 Ruta Meilutyte, LTU
  2. 30.12 Jessica Hardy, USA
  3. 30.17 Alia Atkinson, JAM
  4. 30.37 Yulia Efimova, RUS
  5. 30.39 Jennie Johansson, SWE
  6. 30.64 Moniek Nijhuis, NED
  7. 30.68 Mariia Liver, UKR
  8. 30.89 Martina Carraro, ITA
  9. 31.00 Micah Laurence, USA
  10. 31.02 Sycerika McMahon, ITA

 

Top 10 All Time

  1. 29.48 Ruta Meilutyte, LTU (2013)
  2. 29.52 Yulia Efimova, RUS (2013)
  3. 29.80 Jessica Hardy, USA (2009)
  4. 29.95 Breeja Larson, USA (2013)
  5. 30.11 Rebecca Soni, USA (2009)
  6. 30.16 Sarah Katsoulis, AUS (2009)
  7. 30.17 Valentina Artemyeva, RUS (2009)
  8. 30.17 Alia Atkinson, JAM (2014)
  9. 30.23 Amanda Reason, CAN (2009)
  10. 30.23 Jennie Johansson, SWE (2013)

 

Recordes

Mundial: Ruta Meilutyte, LTU – 29.48 (2013)

Camp. Mundial: Ruta Meilutyte, LTU – 29.48 (2013)

Sul-americano: Tatiane Sakemi, BRA – 30.81 (2009)

Brasileiro: Tatiane Sakemi, BRA – 30.81 (2009)

Norte-americano: Jessica Hardy, USA – 29.80 (2009)

Norte-americano: Jessica Hardy, USA – 29.80 (2013)

Europeu: Ruta Meilutyte, LTU – 29.48 (2013)

Oceania: Sarah Katsoulis, AUS – 30.16 (2009)

Asiático: Huijia Chen, CHN – 30.46 (2009)

Africano: Penelope Heyns, RSA – 30.83 (1999)

 

50m peito masculino

Em mundiais: desde 2001

Quem venceu mais de uma vez: Oleg Lisogor, UKR (2001 e 2007), Cameron van der Burgh, RSA (2009 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Felipe França, 1º em 2011

Felipe França, 2º em 2009

João Jomes Jr, 5º em 2013

João Jomes Jr, 7º em 2009

Felipe Lima, 9º em 2013

Eduardo Fischer, 20º em 2001

Eduardo Fischer, 21º em 2003

Felipe Lima, 24º em 2007

Henrique Barbosa, 25º em 2007

Brasileiros em Kazan: Felipe França e Felipe Lima

Felipe França é uma das atrações do Torneio Open - Foto: Satiro Sodré

Felipe França (foto: Satiro Sodré)

O ouro deve ser disputado pelas maiores estrelas presentes: o brasileiro Felipe França, campeão em 2011, ex-recordista mundial e atual campeão mundial de curta, o sul-africano Cameron van der Burgh, campeão em 2009 e 2013, o britânico Adam Peaty, atual campeão europeu e recordista mundial e o australiano Christian Sprenger, vice em 2013. França derrotou os dois primeiros concorrentes no mundial de curta no fim do ano passado. Mas, na longa, ninguém tem nadado mais rápido que Peaty. Seu tempo nos 50m não é tão inacreditável quanto nos 100m e entra com ligeiro favoritismo. Os outros terão que melhorar bem para pensar em medalha. Entre eles, o brasileiro Felipe Lima, melhor nos 100m. O italiano Andrea Toniato surpreendeu esse ano e fez um bom tempo, e a continuar a melhorar pode incomodar os favoritos. O desconhecido Brendan McHugh é o único da equipe masculina americana a ir para Kazan somente para nadar uma prova de 50m. Já mostrou velocidade, e ao menos nome de nadador de peito ele tem.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 26.62 Adam Peaty, GBR
  2. 26.74 Christian Sprenger, AUS
  3. 26.76 Cameron Van Der Burgh, RSA
  4. 27.04 Felipe Franca da Silva, BRA
  5. 27.06 Andrea Toniato, ITA
  6. 27.09 Caba Siladji, SRB
  7. 27.10 Brendan McHugh, USA
  8. 27.27 Damir Dugonjic, SLO
  9. 27.31 Felipe Lima, BRA
  10. 27.33 Hendrik Feldwehr, GER

 

Top 10 All Time

  1. 26.62 Adam Peaty, GBR (2014)
  2. 26.67 Cameron van der Burgh, RSA (2009)
  3. 26.74 Christian Sprenger, AUS (2014)
  4. 26.76 Felipe Franca da Silva, BRA (2009)
  5. 26.83 Hendrik Feldwehr, GER (2009)
  6. 26.83 Damir Dugonjic, SLO (2013)
  7. 26.86 Mark Gangloff, USA (2009)
  8. 26.95 Brenton Rickard, AUS (2009)
  9. 27.04 Gulio Zorzi, RSA (2013)
  10. 27.05 Joao Gomes, BRA (2013)

 

Recordes

Mundial: Adam Peaty, GBR – 26.62 (2014)

Camp. Mundial: Cameron van der Burgh, RSA – 26.67 (2009)

Sul-americano: Felipe Franca da Silva, BRA – 26.76 (2009)

Brasileiro: Felipe Franca da Silva, BRA – 26.76 (2009)

Norte-americano: Mark Gangloff, USA – 26.86 (2009)

Europeu: Adam Peaty, GBR – 26.62 (2014)

Oceania: Christian Sprenger, AUS – 26.74 (2014)

Asiático: Kosuke Kitajima, JPN – 27.30 (2010)

Africano: Cameron van der Burgh, RSA – 26.67 (2009)

 

100m peito feminino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Xuejuan Luo, CHN (2001 e 2003), Leisel Jones, AUS (2005 e 2007)

Melhores resultados do Brasil:

Cristina Bassani Teixeira, 16º em 1973

Cristina Teixeira, 15º em 1975

  1. Mendonça, 18º em 1973

Georgina Magalhães, 24º em 1986

Carolina Mussi, 25º em 2009

Brasileiras em Kazan: Jhennifer Conceição

Alia Atkinson (foto: G. Scala/Deepbluemedia)

Alia Atkinson (foto: G. Scala/Deepbluemedia)

A melhor prova de Ruta Meylutite, na qual ela pode se gabar de ser a única da história a conquistar todos os títulos internacionais possíveis (olimpíada, olimpíada da juventude, mundiais de curta e longa, europeus de curta e longa e mundial e europeu junior), ela ainda parece estar um nível acima das adversárias. Atual recordista mundial, defenderá o título conquistado em Barcelona, e a não ser que suas adversárias melhorem muito, o ouro é dela. Provavelmente nadará para 1min04s. Ainda por cima a segunda colocada no ranking mundial, a americana Katie Meili, não irá nadar, pois foi convocada para a seleção B americana que disputou o Pan de Toronto – mais uma mancada do questionável método de seleção dos Estados Unidos. A russa Yulia Efimova chegou perto de Ruta em 2013, e se ela surpreendeu as favoritas nos 50m e 200m, adoraria fazê-lo dessa vez nos 100m. A japonesa vice-campeã do Pan-Pacífico Kanako Watanabe tem um final de prova fortíssimo e pode surpreender. A jamaicana Alia Atkinson derrotou Ruta no mundial de curta de 2014, mas seu 1min06s na longa não corresponde ao fantástico 1min02s na curta, o que demonstra grande margem de melhora. Não esquecer da dinamarquesa Rikke Pedersen, especialista nos 200m, mas que vem nadando os 100m cada vez mais rápido. A brasileira Jhennifer Conceição nadou para 1min08s no Pan, mas para semi precisará abaixar para 1min07s.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 1:05.21 Ruta Meilutyte, LTU
  2. 1:05.88 Kanako Watanabe, JPN
  3. 1:05.89 Yulia Efimova, RUS
  4. 1:06.19 Rikke Pedersen, DEN
  5. 1:06.51 Jessica Hardy, USA
  6. 1:06.51 Micah Lawrence, USA
  7. 1:06.59 Alia Atkinson, JAM
  8. 1:06.67 Jinglin Shi, CHN
  9. 1:07.04 Jennie Johansson, SWE
  10. 1:07.07 Taylor McKeown, AUS

 

Top 10 All Time

  1. 1:04.35 Ruta Meilutyte, LTU (2013)
  2. 1:04.45 Jessica Hardy, USA (2009)
  3. 1:04.84 Rebecca Soni, USA (2009)
  4. 1:05.02 Yulia Efimova, RUS (2013)
  5. 1:05.09 Leisel Jones, AUS (2006)
  6. 1:05.32 Liping Ji, CHN (2009)
  7. 1:05.35 Katlin Freeman, USA (2009)
  8. 1:05.47 Hui Qi, CHN (2009)
  9. 1:05.64 Huijia Chen, CHN (2009)
  10. 1:05.64 Katie Meili, USA (2015)

 

Recordes

Mundial: Ruta Meilutyte, LTU – 1:04.35 (2013)

Camp. Mundial: Ruta Meilutyte, LTU – 1:04.35 (2013)

Sul-americano: Tatiane Sakemi, BRA – 1:07.67 (2009)

Brasileiro: Tatiane Sakemi, BRA – 1:07.67 (2009)

Norte-americano: Jessica Hardy, USA – 1:04.45 (2009)

Europeu: Ruta Meilutyte, LTU – 1:04.35 (2013)

Oceania: Leisel Jones, AUS – 1:05.09 (2006)

Asiático: Liping Ji, CHN – 1:05.32 (2009)

Africano: Penelope Heyns, RSA – 1:06.52 (1999)

 

100m peito masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Norbert Rózsa, HUN (1991 e 1994), Brendan Hansen, USA (2005 e 2007)

Melhores resultados do Brasil:

Felipe Lima, 3º em 2013

Henrique Barbosa, 8º em 2009

Sergio Ribeiro, 13º em 1975

Felipe França, 14º em 2011

Cicero Torteli, 15º em 1986

Luiz Carvalho, 16º em 1982

Eduardo Fischer, 16º em 2001

João Gomes Jr., 16º em 2013

Brasileiros em Kazan: Felipe França e Felipe Lima

O peitista Adam Peaty é uma das atrações em Canet - Foto: AFP

Adam Peaty (foto: AFP)

Se nos 50m Adam Peaty surge com ligeiro favoritismo, é nos 100m que ele parece estar um nível acima dos concorrentes. Com seu incrível recorde mundial, o único desta temporada, parece não ter adversários na briga pelo ouro. Está um segundo à frente da concorrência, e o adversário mais próximo é o australiano Christian Sprenger. Mas Peaty ainda precisa se firmar em nível mundial, o que Sprenger já fez (é o atual campeão mundial e vice-olímpico) – o máximo que o britânico chegou foi o ouro no Europeu, e no mundial de curta foi derrotado por Felipe França. O brasileiro, aliás, está mais bem cotado do que nunca na prova, e com o tempo do Pan de Toronto chega pela primeira vez em um mundial de longa com tempo entre os três primeiros colocados. Aliás, seu 59s21 lhe daria medalha em qualquer grande competição na história da natação. O campeão olímpico Cameron van der Burgh vem nadando cada ano mais devagar desde 2012, mas isso não quer dizer que esteja fora do páreo. Felipe Lima, bronze em 2013, depois de um 2014 difícil voltou a nadar abaixo do minuto. Ele sabe que terá que melhorar seu 59s65 de dois anos atrás para sonhar com pódio. O britânico Ross Murdoch foi puxado por Peaty no campeonato nacional e fez o segundo tempo do mundo este ano. O lituano Giedrius Titenis tirou do húngaro Daniel Gyurta o bronze no Europeu do ano passado, e ambos também podem brigar, assim como o japonês Yasuhiro Koseki, campeão pan-pacífico.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 57.92 Adam Peaty, GBR
  2. 58.87 Christian Sprenger, AUS
  3. 59.13 Ross Murdoch, GBR
  4. 59.21 Felipe Franca da Silva, BRA
  5. 59.28 Cameron Van Der Burgh, RSA
  6. 59.35 Giedrius Titenis, LTU
  7. 59.51 Cody Miller, USA
  8. 59.58 Daniel Gyurta, HUN
  9. 59.62 Yasuhiro Koseki, JPN
  10. 59.78 Felipe Lima, BRA
  11. 59.79 Caba Siladji, SRB

 

Top 10 All Time

  1. 57.92 Adam Peaty, GBR (2015)
  2. 58.46 Cameron Van Der Burgh, RSA (2012)
  3. 58.58 Brenton Rickard, AUS (2009)
  4. 58.64 Hugues Duboscq, FRA (2009)
  5. 58.67 Igor Borysik, UKR (2009)
  6. 58.71 Alexander Dale Oen, NOR (2011)
  7. 58.79 Christian Sprenger, AUS (2013)
  8. 58.90 Kosuke Kitajima, JPN (2012)
  9. 58.96 Eric Shanteau, USA (2009)
  10. 59.01 Mark Gangloff, USA (2009)

 

Recordes

Mundial: Adam Peaty, GBR – 57.92 (2015)

Camp. Mundial: Brenton Rickard, AUS – 58.58 (2009)

Sul-americano: Henrique Barbosa, BRA – 59.03 (2009)

Brasileiro: Henrique Barbosa, BRA – 59.03 (2009)

Norte-americano: Eric Shanteau, USA – 58.96 (2009)

Europeu: Adam Peaty, GBR – 57.92 (2015)

Oceania: Brenton Rickard, AUS – 58.58 (2009)

Asiático: Kosuke Kitajima, JPN – 58.90 (2012)

Africano: Cameron Van Der Burgh, RSA – 58.46 (2012)

 

200m peito feminino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Agnes Kovacs, HUN (1998 e 2001), Leisel Jones, AUS (2005 e 2007)

Melhores resultados do Brasil:

Cristina Bassani Teixeira, 16º em 1973

Cristina Bassani Teixeira, 16º em 1975

  1. Mendonça, 18º em 1973

Georgina Magalhães, 24º em 1986

Brasileiras em Kazan: Nenhuma

Rikke Pedersen (foto: Michael Sohn/AP)

Rikke Pedersen (foto: Michael Sohn/AP)

A dinamarquesa Rikke Pedersen, assim como Ruta Meylutite, foi surpreendida por Yulia Efimova no Mundial de 2013. Pedersen bateu o recorde mundial dos 200m peito na semifinal, mas perdeu o ouro apra a russa. Vem se mostrando consistente e chegou a nadar para 2min19s no ano passado sem estar totalmente polida, o que gerou expectativa de recorde no Campeonato Europeu, que não aconteceu. Efimova voltou de uma suspensão por doping e já aparece bem no ranking mundial, o que indica que ela novamente deve brigar por medalha. Mas em 2015 ninguém nadou melhor que a japonesa Kanako Watanabe, campeã do Pan-Pacífico em 2014, que tem um final de prova matador – típico dos técnicos nadadores japoneses. Assim como no masculino, o nado peito feminino do Japão está muito bem, e Rie Kaneto, vice no Pan-Pacífico, também está bem cotada. Elas também foram campeã e vice no mundial de curta, deixando Pedersen com o bronze. A fase japonesa é tão boa que Satomi Suzuki, vice-campeã olímpica, não nada a prova. A australiana Taylor McKeown e a americana Micah Lawrence, bronze em 2013, sofreram com o final de prova das japonesas no Pan-Pacífico e estarão mais atentas desta vez. De olho também na chinesa Shi Jinglin, que passou perto de uma final no Mundial de 2013, melhorou três segundos desde então e está no páreo.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 2:19.61 Rikke Pedersen, DEN
  2. 2:20.90 Kanako Watanabe, JPN
  3. 2:21.58 Rie Kaneto, JPN
  4. 2:22.08 Jinglin Shi, CHN
  5. 2:22.10 Taylor McKeown, AUS
  6. 2:22.12 Yulia Efimova, RUS
  7. 2:22.69 Viktoria Zeynep GUNES, TUR
  8. 2:23.05 Micah Lawrence, USA
  9. 2:23.32 Kierra Smith, CAN
  10. 2:23.34 Tessa Wallace, AUS

 

Top 10 All Time

  1. 2:19.11 Rikke Pedersen, DEN (2013)
  2. 2:19.41 Yulia Efimova, RUS (2013)
  3. 2:19.59 Rebecca Soni, USA (2012)
  4. 2:20.12 Annamay Pierse, CAN (2009)
  5. 2:20.54 Leisel Jones, AUS (2006)
  6. 2:20.72 Rie Kaneto, JPN (2009)
  7. 2:20.72 Satomi Suzuki, JPN (2012)
  8. 2:20.90 Kanako Watanabe, JPN (2015)
  9. 2:21.37 Hui Qi, CHN (2009)
  10. 2:21.62 Nadja Higl, SRB (2009)

 

Recordes

Mundial: Rikke Pedersen, DEN – 2:19.11 (2013)

Camp. Mundial: Rikke Pedersen, DEN – 2:19.11 (2013)

Sul-americano: Carolina Mussi, BRA – 2:27.42 (2009)

Brasileiro: Carolina Mussi, BRA – 2:27.42 (2009)

Norte-americano: Rebecca Soni, USA – 2:19.59 (2012)

Europeu: Rikke Pedersen, DEN – 2:19.11 (2013)

Oceania: Leisel Jones, AUS – 2:20.54 (2006)

Asiático: Rie Kaneto, JPN – 2:20.72 (2009) e Satomi Suzuki, JPN – 2:20.72 (2012)

Africano: Suzaan Van Biljon, RSA – 2:23.21 (2012)


 200m peito masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: David Wilkie, GBR (1973 e 1975), Brendan Hansen, USA (2001 e 2005), Kosuke Kitajima, JPN (2003 e 2007), Daniel Gyurta, HUN (2009, 2011 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Henrique Barbosa, 7º em 2009

Sergio Ribeiro, 12º em 1975

Luiz Carvalho, 15º em 1982

  1. Pinto, 21º em 1973

Cícero Tortelli, 25º em 1986

Brasileiros em Kazan: Thiago Simon e Felipe França

Budapeste é a cidade natal de Daniel Gyurta - Foto: Tim Wimborne/Reuters

Daniel Gyurta (foto: Tim Wimborne/Reuters)

Ele não é o líder do ranking e nem o recordista mundial, mas o húngaro Daniel Gyurta é o rei dos 200m peito. É o atual tricampeão mundial e campeão olímpico. Na hora da decisão, ninguém pode com ele. No ano passado, enfrentou um problema de contusão e não nadou a prova no Europeu, mas voltou em grande estilo vencendo com autoridade no mundial de curta. O pelotão para tirar dele a coroa, no entanto, não é pequeno. A começar pelos britânicos Andrew Wilis e Adam Peaty. A Grã-Bretanha está tão forte na prova que ficaram de fora Ross Murdoch, que fez a terceira melhor marca da história nos Jogos da Comunidade Britânica no ano passado, e o vice-campeão olímpico Michael Jamieson. Peaty é velocista, mas irá encarar o desafio de se tornar o primeiro a vencer os 50m, 100m e 200m em um mesmo mundial de longa. No Europeu do ano passado, Murdoch teve uma batalha ferrenha contra o alemão Marco Koch, que venceu também com excelente marca. Koch surgiu como revelação em 2013 ao conquistar a prata e de lá para cá evoluiu muito. Quem lidera o ranking este ano é o japonês Yasuhiro Koseki. O Japão é, junto com Grã-Bretanha e Hungria, os países com mais renovação na prova nos últimos anos, tanto que o atual recordista mundial, Akihiro Yamaguchi, sequer passou perto de se classificar na seletiva do país. Campeão das três provas nos Jogos Asiáticos de 2014, o cazaque Dmitriy Balandin impressionou de verdade nos 200m peito, e tenta conquistar a primeira medalha da história de seu país em mundiais de longa. O americano Kevin Cordes costuma se dar melhor nos 100m, mas fez uma grande marca nos 200m, abaixo de 2min08s, e espera dar fim à sequência de vacilos em provas internacionais. Thiago Simon venceu o pan  com 2min09s e terá que abaixar pelo menos um segundo para sonhar com final. Felipe França tem menos chances, concentrado nas provas de velocidade.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 2:07.47 Marco Koch, GER
  2. 2:07.67 Dmitriy Balandin, KAZ
  3. 2:07.77 Yasuhiro Koseki, JPN
  4. 2:07.86 Kevin Cordes, USA
  5. 2:08.34 Adam Peaty, GBR
  6. 2:08.58 Daniel Gyurta, HUN
  7. 2:08.59 Andrew Willis, GBR
  8. 2:08.93 Giedrius Titenis, LTU
  9. 2:08.94 Nicolas Fink, USA
  10. 2:08.98 Ilya Khomenko, RUS

 

Top 10 All Time

  1. 2:07.01 Akihiro Yamaguchi, JPN (2012)
  2. 2:07.23 Daniel Gyurta, HUN (2013)
  3. 2:07.30 Ross Murdoch, GBR (2014)
  4. 2:07.31 Christian Sprenger, AUS (2009)
  5. 2:07.42 Eric Shanteau, USA (2009)
  6. 2:07.43 Michael Jamieson, GBR (2012)
  7. 2:07.47 Marco Koch, GER (2014)
  8. 2:07.51 Kosuke Kitajima, JPN (2008)
  9. 2:07.67 Dmitriy Balandin, KAZ (2014)
  10. 2:07.77 Yasuhiro Koseki, JPN (2015)

 

Recordes

Mundial: Akihiro Yamaguchi, JPN – 2:07.01 (2012)

Camp. Mundial: Daniel Gyurta, HUN – 2:07.23 (2013)

Sul-americano: Henrique Barbosa, BRA – 2:08.44 (2009)

Brasileiro: Henrique Barbosa, BRA – 2:08.44 (2009)

Norte-americano: Eric Shanteau, USA – 2:07.42 (2009)

Europeu: Daniel Gyurta, HUN – 2:07.23 (2013)

Oceania: Christian Sprenger, AUS – 2:07.31 (2009)

Asiático: Akihiro Yamaguchi, JPN – 2:07.01 (2012)

Africano: Neil Versfeld, RSA – 2:09.61 (2009)

 

Por Daniel Takata

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.


Equipe prateada. E Ana Marcela busca igualar Cielo
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swimchannel

A medalha de prata conquistada pelo Brasil na prova de 5 km por equipes no Mundial de Kazan, hoje, foi chorada e comemorada.

Chorada porque o sistema de cronometragem falhou, e longos minutos tiveram que ser esperados até que o resultado oficial fosse divulgado.

No final, um resultado raríssimo: empate na segunda posição com a equipe holandesa. Com o ouro, a equipe alemã.

Allan do Carmo, Ana Marcela Cunha e Diogo Villarinho (foto: Satiro Sodré)

Allan do Carmo, Ana Marcela Cunha e Diogo Villarinho (foto: Satiro Sodré)

Comemorada porque Ana Marcela Cunha, Allan do Carmo e Diogo Villarinho confirmam a equipe brasileira de águas abertas entre as melhores do mundo. Com uma equipe quase que inteiramente diferente (Allan, Poliana Okimoto e Samuel de Bona), o Brasil havia sido bronze em 2013.

É a quinta medalha de Ana Marcela em Mundiais de Esportes Aquáticos. No Brasil, ela só perde para Cesar Cielo, que tem seis.

Na prova de 25 km, ela pode, ao menos momentaneamente, igualar o recorde nacional de número de medalhas. Poliana, Allan e Diogo também nadam a prova.

Em Barcelona, em 2013, o Brasil conquistou ao menos uma medalha de cada cor (um ouro, uma prata e dois bronzes).

Em Kazan, já foram uma prata e um bronze.

Vem mais por aí?

Por Daniel Takata

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.

Equipes brasileira, alemã e holandesa no pódio (foto: Satiro Sodré)

Equipes brasileira, alemã e holandesa no pódio (foto: Satiro Sodré)


Dossiê Kazan: provas de costas
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swimchannel

50m costas feminino

Em mundiais: desde 2001

Quem venceu mais de uma vez: Zhao Jing, CHN (2009 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Etiene Medeiros, 4º em 2013

Fabíola Molina, 8º em 2009

Fabíola Molina, 13º em 2007

Fabíola Molina, 15º em 2005

Etiene Medeiros, 25º em 2011

Talita Ribeiro, 35º em 2003

Flávia Delaroli, 37º em 2005

Brasileiras em Kazan: Etiene Medeiros

Etiene Medeiros (foto: Satiro Sodré)

Etiene Medeiros (foto: Satiro Sodré)

Mais um feito inédito e histórico para Etiene Medeiros? Após ser a primeira brasileira, no feminino, a terminar um ano na liderança do ranking mundial, de ser a primeira medalhista (e campeã) mundial na curta e primeira campeã pan-americana, existe uma boa chance de sair a primeira medalha em mundiais de longa da natação feminina do país. E não só isso, como a chance de ouro é boa. Afinal ninguém nadou mais rápido que ela em 2014 e em 2015. Inclusive após a era dos trajes tecnológicos, as únicas que nadaram abaixo dos 27s37 de Etiene foram as chinesas Zhao Jing e Fu Yuanhui, justamente ouro e prata no Mundial de 2013. Yuanhui deve brigar por medalhas e no lugar de Jing vai Liu Xiang. Pelo que vem mostrando nos últimos anos, Emily Seebohm também é forte candidata ao ouro, mas torcemos para que se mantenha freguesa da brasileira (está na segunda posição no ranking e foi vice no mundial de curta de 2014). A campeã europeia britânica Francesca Halsall não se classificou na seletiva de seu país, atrás de Georgia Davies e Lauren Quigley, o que indica o poderiao britânico na prova – Davies desistiu da prova. A jovem dinamarquesa Mie Nielsen vem evoluindo e pode brigar até pelo ouro. Uma pena a ausência da americana Natalie Coughlin, que bateu o recorde americano este ano com 27s51 mesmo sem polir no GP americano, e que não foi selecionada nas seletivas americanas há um ano.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 27.37 Etiene Medeiros, BRA
  2. 27.47 Emily Seebohm, AUS
  3. 27.51 Yuanhui Fu, CHN
  4. 27.69 Lauren Quigley, GBR
  5. 27.73 Xiang Liu, CHN
  6. 27.76 Mie Nielsen, DEN
  7. 27.90 Madison Wilson, AUS
  8. 28.04 Katya Rudenko, KAZ
  9. 28.04 Elena Gemo, ITA
  10. 28.05 Rachel Bootsma, USA

 

Top 10 All Time

  1. 27.06 Jing Zhao, CHN (2009)
  2. 27.22 Yuanhui Fu, CHN (2013)
  3. 27.23 Daniela Samulski, GER (2009)
  4. 27.28 Chang Gao, CHN (2009)
  5. 27.31 Anastasia Zueva, RUS (2009)
  6. 27.37 Etiene Medeiros, BRA (2014)
  7. 27.47 Emily Seebohm, AUS (2015)
  8. 27.51 Sophie Edington, AUS (2009)
  9. 27.51 Aya Terakawa, JPN (2013)
  10. 27.51 Natalie Coughlin, USA (2015)

 

Recordes

Mundial: Jing Zhao, CHN – 27.06 (2009)

Camp. Mundial: Zhao Jing, CHN – 27.06 (2009)

Sul-americano: Etiene Medeiros, BRA – 27.37 (2014)

Brasileiro: Etiene Medeiros, BRA – 27.37 (2014)

Norte-americano: Natalie Coughlin, USA – 27.51 (2015)

Europeu: Daniela Samulski, GER – 27.23 (2009)

Oceania: Emily Seebohm, AUS – 27.47 (2015)

Asiático: Jing Zhao, CHN – 27.06 (2009)

Africano: Kirsty Coventry, ZIM – 28.08 (2015)

 

 

50m costas masculino

Em mundiais: desde 2001

Quem venceu mais de uma vez: ninguém

Melhores resultados do Brasil:

Daniel Orzechowski, 6º em 2013

Alexandre Massura, 13º em 2001

Daniel Orzechowski, 14º em 2009

Guilherme Guido, 15º em 2009

Gabriel Mangabeira, 16º em 2005

Guilherme Guido, 19º em 2011

Leonardo Guedes, 31º em 2007

Gabriel Mangabeira, 36º em 2007

Brasileiros em Kazan: Guilherme Guido

Camille Lacourt e Jeremy Stravius, campeões empatados em 2011

Jeremy Stravius e Camille Lacourt (foto: divulgação)

O francês Camille Lacourt, atual defensor do título, tem como aliados velocidade e altura, decisivos em uma prova como essa. O  japonês Junya Koga, que vem liderando o ranking mundial nos últimos dois anos, não irá nadar, prejudicado pela filosofia japonesa de priorizar provas olímpicas. Um velocista especialista no livre pode entrar no caminho dos favoritos: o russo Vladimir Morozov, campeão europeu. Na mesma linha estaria o francês Florent Manaudou, campeão e recordista mundial na curta, mas este perdeu a vaga para Jeremy Stravius, prata há dois anos empatado com o americano Matt Grevers, que junto com o compatriota David Plummer é melhor nos 100m, mas pode representar perigo. Aliás, nunca nenhum americano, no masculino, venceu provas de 50m estilos desde que estas foram introduzidas em mundiais de longa, em 2001, o que mostra o desdém dos ianques com essas provas não olímpicas. O australiano Ben Treffers vem mostrando velocidade e pode surpreender, com o chinês Xu Jiayu, o italiano Niccolo Bonacchi e o brasileiro Guilherme Guido (mais chances nos 100m) no bolo. Atenção para o britânico Liam Tancock, atual recordista mundial, que não vem apresentando grandes resultados há algum tempo.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 24.37 Camille Lacourt, FRA
  2. 24.52 Vladimir Morozov, RUS
  3. 24.54 Ben Treffers, AUS
  4. 24.58 Jiayu Xu, CHN
  5. 24.65 Niccolo Bonacchi, ITA
  6. 24.70 Jeremy Stravius, FRA
  7. 24.74 David Plummer, USA
  8. 24.80 Tomek Polewka, POL
  9. 24.86 Miguel Ortiz-Cavenate, ESP
  10. 24.90 Matt Grevers, USA

 

Top 10 All Time

  1. 24.04 Liam Tancock, GBR (2009)
  2. 24.07 Camille Lacourt, FRA (2010)
  3. 24.24 Junya Koga, JPN (2009)
  4. 24.33 Randall Bal, USA (2008)
  5. 24.34 Gerhard Zandberg, RSA (2009)
  6. 24.44 Daniel Orzechowski, BRA (2012)
  7. 24.45 Jeremy Stravius, FRA (2013)
  8. 24.48 Aschwin Wildeboer, ESP (2009)
  9. 24.49 Guilherme Guido, BRA (2009)
  10. 24.52 David Plummer, USA (2013)

 

Recordes

Mundial: Liam Tancock, GBR – 24.04 (2009)

Camp. Mundial: Liam Tancock, GBR – 24.04 (2009)

Sul-americano: Daniel Orzechowski, BRA – 24.44 (2012)

Brasileiro: Daniel Orzechowski, BRA – 24.44 (2012)

Norte-americano: Randall Bal, USA – 24.33 (2008)

Europeu: Liam Tancock, GBR – 24.04 (2009)

Oceania: Ben Treffers, AUS – 24.54 (2014)

Asiático: Junya Koga, JPN – 24.24 (2009)

Africano: Gerhard Zandberg, RSA – 24.34 (2009)

 

 

100m costas feminino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Urike Richter, GDR (1973 e 1975), Natalie Coughlin, USA (2001 e 2007)

Melhores resultados do Brasil:

Fabíola Molina, 11º em 1998

Fabíola Molina, 14º em 2009

Fabíola Molina, 18º em 2007

Fabíola Molina, 19º em 2005

Etiene Medeiros, 21º em 2013

Cristiane Santos, 22º em 1991

Brasileiras em Kazan: Etiene Medeiros

Missy Franklin

Missy Franklin (foto: divulgação)

Missy Franklin dominou as provas de 100m e 200m costas em 2012 e 2013, mas teve uma queda de rendimento no ano passado. Quem se aproveitou disso foi a freguesa australiana Emily Seebohm, campeã do Pan-Pacífico de 2014, e ainda puxou sua compatriota Madison Wilson para baixo de 59s esse ano. Mas não pense que a festa australiana esta garantida. Missy nadou uma excepcional temporada de jardas e está de volta ao páreo. Se melhorar sua saída, deve levar. Fundamento que é muito bem dominado pela húngara Katinka Hosszu e pela dinamarquesa Mie Nielsen, que empataram na vitória do Europeu de 2014. Um pouco atrás na briga por medalhas estão várias entre 59 médio e um minuto, e que sonham em melhorar décimos preciosos para brigar pelo pódio. Entre elas está a brasileira Etiene Medeiros, que no Pan melhorou um incrível um segundo para levar o ouro, e pode aperfeiçoar ainda mais sua nova estratégia de conseguir fechar a prova muito forte. Novamente ausência sentida de Natalie Coughlin, terceira do ranking mundial com 59s05 com seu tempo do Pan e que poderia conquistar conquistar o ouro 14 anos após sua primeira vitória em 2001, um feito que seria inédito.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 58.84 Emily Seebohm, AUS
  2. 58.94 Madison Wilson, AUS
  3. 59.14 Mie Nielsen, DEN
  4. 59.36 Katinka Hosszu, HUN
  5. 59.38 Missy Franklin, USA
  6. 59.41 Yuanhui Fu, CHN
  7. 59.61 Etiene Medeiros, BRA
  8. 59.78 Jie Chen, CHN
  9. 59.78 Daria Ustinova, RUS
  10. 59.86 Kathleen Baker, USA

 

Top 10 All Time

  1. 58.12 Gemma Spofforth, GBR (2009)
  2. 58.18 Anastasia Zueva, RUS (2009)
  3. 58.23 Emily Seebohm, AUS (2012)
  4. 58.33 Missy Franklin, USA (2012)
  5. 58.70 Aya Terakawa, JPN (2013)
  6. 58.77 Kirsty Coventry, ZIM (2008)
  7. 58.94 Natalie Coughlin, USA (2008)
  8. 58.94 Jing Zhao, CHN (2010)
  9. 58.94 Madison Wilson, AUS (2015)
  10. 58.97 Anastasia Fesikova, RUS (2012)

 

Recordes

Mundial: Gemma Spofforth, GBR – 58.12 (2009)

Camp. Mundial: Gemma Spofforth, GBR – 58.12 (2009)

Sul-americano: Etiene Medeiros, BRA – 59.61 (2015)

Brasileiro: Etiene Medeiros, BRA – 59.61 (2015)

Norte-americano: Missy Franklin, USA – 58.33 (2012)

Europeu: Gemma Spofforth, GBR – 58.12 (2009)

Oceania: Emily Seebohm, AUS – 58.23 (2012)

Asiático: Aya Terakawa, JPN – 58.70 (2013)

Africano: Kirsty Coventry, ZIM – 58.77 (2008)

 

100m costas masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Aaron Peirsol, USA (2003, 2005 e 2007), Roland Matthes, GDR (1973 e 1975)

Melhores resultados do Brasil:

Rômulo Arantes, 3º em 1978

Rômulo Arantes, 7º em 1973

Rogério Romero, 15º em 1998

Rômulo Arantes, 10º em 1975

Guilherme Guido, 18º em 2009

Thiago Pereira, 18º em 2011

Brasileiros em Kazan: Guilherme Guido

Guilherme Guido (foto: Satiro Sodré)

Guilherme Guido (foto: Satiro Sodré)

O recorde mundial dos 100m costas vem balançando há algum tempo. Camille Lacourt em 2010 quase foi o primeiro a bater um recorde após o fim dos trajes tecnológicos. Em 2012, Matt Grevers passou muito perto. No ano passado, quem se aproximou foram dois asiáticos, o chinês Xu Jiayu e o japonês Ryosuke Irie. Contra Irie, o tamanho: Lacourt e Grevers são verdadeiros gigantes, e isso pode ser uma desvantagem em uma chegada apertada. Irie se deu melhor no duelo direto no Pan-Pacífico no ano passado (empataram com o bronze no mundial de curta). Mas Grevers, atual campeão olímpico e mundial, costuma ser decisivo. Os outros integrantes do pódio há dois anos, o americano David Plummer e o francês Jeremy Stravius, não têm nadado tão rápido e precisarão mostrar mais serviço, senão nem final pegam. Afinal a concorrência aumentou, e um dos candidatos é o brasileiro Guilherme Guido, que depois de anos estacionado nos 54s finalmente desencantou no Pan e quase quebrou os 53s. Se conseguir segurar o polimento, pode conquistar a primeira final de mundial brasileira na prova desde Rômulo Arantes em 1978. Também estão na disputa o campeão europeu Christopher Walker-Hebborn, da Grã-Bretanha, e o campeão mundial de curta Mitchell Larkin.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 52.34 Jiayu Xu, CHN
  2. 52.34 Ryosuke Irie, JPN
  3. 52.75 Matt Grevers, USA
  4. 52.88 Christopher Walker-Hebborn, GBR
  5. 53.10 Mitchell Larkin, AUS
  6. 53.12 Guilherme Guido, BRA
  7. 53.12 David Plummer, USA
  8. 53.17 Evgeny Rylov, RUS
  9. 53.46 Jeremy Stravius, FRA
  10. 53.49 Simone Sabbioni, ITA

 

Top 10 All Time

  1. 51.94 Aaron Peirsol, USA (2009)
  2. 52.08 Matt Grevers, USA (2012)
  3. 52.11 Camille Lacourt, FRA (2010)
  4. 52.24 Ryosuke Irie, JPN (2009)
  5. 52.26 Junya Koga, JPN (2009)
  6. 52.27 Helge Meeuw, GER (2009)
  7. 52.34 Jiayu Xu, CHN (2014)
  8. 52.38 Aschwin Wildeboer, ESP (2009)
  9. 52.51 Nicholas Thoman, USA (2009)
  10. 52.57 Arkady Vyatchanin, RUS (2009)

 

Recordes

Mundial: Aaron Peirsol, USA – 51.94 (2009)

Camp. Mundial: Aaron Peirsol, USA – 52.19 (2009)

Sul-americano: Guilherme Guido, BRA – 53.12 (2015)

Brasileiro: Guilherme Guido, BRA – 53.12 (2015)

Norte-americano: Aaron Peirsol, USA – 51.94 (2009)

Europeu: Camille Lacourt, FRA – 52.11 (2010)

Oceania: Hayden Stoeckel, AUS – 52.97 (2008)

Asiático: Ryosuke Irie, JPN – 52.24 (2009)

Africano: Gerhard Zandberg, RSA – 53.75 (2008)

 

 

200m costas feminino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Cornelia Sirch, GRD (1982 e 1986), Missy Franklin, USA (2011 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Fabíola Molina, 16º em 1998

Mayra Kikuchi, 18º em 1986

  1. Fernandes, 22º em 1973

Christianne Paquelet, 24º em 1975

Brasileiras em Kazan: Nenhuma

Katinka Hosszu: quatro recordes mundiais em Doha até agora (foto: divulgação)

Katinka Hosszu (foto: divulgação)

No Mundial de curta de 2014, Katinka Hosszu barbarizou e quebrou a barreira dos 2 minutos, quase baixando para 1min58s. Se repetir a mesma performance na longa e se o puxado programa de provas não pesar muito, é a favorita. Mas Missy Franklin, que não foi além de 2min08s no ano passado, está recuperada da contusão que a atrapalhou e impressionou na temporada universitária de jardas americana. Sendo a atual campeã olímpica, recordista mundial e defensora do título, vai endurecer a vida da húngara. O ouro deve ficar entre as duas, ainda mais que a campeã do Pan-Pacífico e líder do ranking do ano passado, a australiana Belinda Hocking, foi seriamente lesionada em um incêndio e sequer sabe se volta às piscinas. Sua compatriota Emily Seebohm é uma boa aposta para pódio, mas é mais velocista. A russa Daria Ustinova é recordista mundial junior e pela juventude pode evoluir e brigar por medalhas. Experientes, a canadense Hillary Caldwell (bronze em 2013) e Elizabeth Beisel (bronze em 2011, na Olimpíada de 2012 e no Pan-Pacífico de 2014) são bons nomes, mas precisarão mostrar mais do que têm mostrado desde o ano passado.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 2:06.69 Emily Seebohm, AUS
  2. 2:06.81 Katinka Hosszu, HUN
  3. 2:07.29 Daria Ustinova, RUS
  4. 2:08.21 Hayley Baker, AUS
  5. 2:08.22 Hilary Caldwell, CAN
  6. 2:08.32 Elizabeth Simmonds, GBR
  7. 2:08.33 Elizabeth Beisel, USA
  8. 2:08.38 Missy Franklin, USA
  9. 2:08.48 Jenny Mensing, GER
  10. 2:08.99 Dominique Bouchard, CAN

 

Top 10 All Time

  1. 2:04.06 Missy Franklin, USA (2012)
  2. 2:04.81 Kirsty Coventry, ZIM (2009)
  3. 2:04.94 Anastasia Zueva, RUS (2009)
  4. 2:05.92 Anastasia Fesikova, RUS (2012)
  5. 2:06.06 Belinda Hocking, AUS (2011)
  6. 2:06.09 Margaret Hoelzer, USA (2008)
  7. 2:06.18 Elizabeth Beisel, USA (2012)
  8. 2:06.29 Elizabeth Pelton, USA (2013)
  9. 2:06.46 Jing Zhao, CHN (2010)
  10. 2:06.62 Krisztina Egerszegi, HUN (1991)

 

Recordes

Mundial: Missy Franklin, USA – 2:04.06 (2012)

Camp. Mundial: Missy Franklin, USA – 2:04.76 (2013)

Sul-americano: Joanna Maranhao, BRA – 2:12.05 (2015)

Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA – 2:12.05 (2015)

Norte-americano: Missy Franklin, USA – 2:04.06 (2012)

Europeu: Anastasia Zueva, RUS – 2:04.94 (2009)

Oceania: Belinda Hocking, AUS – 2:06.06 (2011)

Asiático: Jing Zhao, CHN – 2:06.46 (2010)

Africano: Kirsty Coventry, ZIM – 2:04.81 (2009)

 

200m costas masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Aaron Peirsol, USA (2001, 2003, 2005 e 2009), Ryan Lochte (2007, 2011 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Ricardo Prado, 8º em 1982

Djan Madruga, 10º em 1982

Rogério Romero, 12º em 1994

Rogério Romero, 12º em 2001

Leonardo de Deus, 12º em 2013

Leonardo de Deus, 15º em 2011

Brasileiros em Kazan: Leonardo de Deus

Ryosuke Irie (foto: divulgação)

Ryosuke Irie (foto: divulgação)

Se está no páreo nos 100m, é nos 200m a melhor chance de Ryosuke Irie desencantar. Tem títulos importantes, mas em nível olímpico e mundial costuma se dar mal contra os americanos. Melhor oportunidade não terá, pois liderou o ranking mundial de 2014 com muita folga e o concorrente mais próximo, seu compatriota Kosuke Hagino, está fora devido a uma lesão. O campeão olímpico Tyler Clary derrotou Irie no Pan-Pacífico de 2014, em mais uma das inexplicáveis derrotas do japonês, e costuma crescer nos momentos decisivos. O polonês Radoslaw Kawecki tem grandes viradas, é o campeão mundial de curta e brigou pelo ouro em 2013 – terminou com a prata. Com a ausência do atual campeão Ryan Lochte, ele espera subir um degrau no pódio. O americano que substitui Lochte é Ryan Murphy, tido como uma grande revelação nas categorias inferiores e que já estreou bem internacionalmente com o bronze nos 100m costas no Pan-Pacífico do ano passado. Melhores nos 100m, o chinês Xu Jiayu e Mitchell Larkin nadam sem tanta pressão aqui, o que pode ser bom – dependerá do ânimo após os resultados dos 100m. Leonardo de Deus foi semifinalista em 2013. Para avançar uma fase, terá que fazer algo inédito em sua carreira: nadar para 1min56s.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 1:53.26 Ryosuke Irie, JPN
  2. 1:54.73 Tyler Clary, USA
  3. 1:55.05 Jiayu Xu, CHN
  4. 1:55.26 Mitchell Larkin, AUS
  5. 1:55.73 Ryan Murphy, USA
  6. 1:56.02 Radoslaw Kawecki, POL
  7. 1:56.19 Josh Beaver, AUS
  8. 1:56.42 Peter Bernek, HUN
  9. 1:56.44 Evgeny Rylov, RUS
  10. 1:56.70 Masaki Kaneko, JPN

Top 10 All Time

  1. 1:51.92 Aaron Peirsol, USA (2009)
  2. 1:52.51 Ryosuke Irie, JPN (2009)
  3. 1:52.96 Ryan Lochte, USA (2011)
  4. 1:53.41 Tyler Clary, USA (2012)
  5. 1:54.23 Kosuke Hagino, JPN (2014)
  6. 1:54.24 Radoslaw Kawecki, POL (2013)
  7. 1:54.59 Nicholas Thoman, USA (2009)
  8. 1:54.65 Michael Phelps, USA (2007)
  9. 1:54.75 Arkady Vyatchanin, RUS (2009)
  10. 1:54.92 Aschwin Wildeboer, ESP (2009)

 

Recordes

Mundial: Aaron Peirsol, USA – 1:51.92 (2009)

Camp. Mundial: Aaron Peirsol, USA – 1:51.92 (2009)

Sul-americano: Omar Pinzon, COL – 1:56.40 (2009)

Brasileiro: Thiago Pereira, BRA – 1:57.19 (2011)

Norte-americano: Aaron Peirsol, USA – 1:51.92 (2009)

Europeu: Radoslaw Kawecki, POL – 1:54.24 (2013)

Oceania: Mitchell Larkin, AUS – 1:55.26 (2014)

Asiático: Ryosuke Irie, JPN – 1:52.51 (2009)

Africano: George Du Rand, RSA – 1:55.75 (2009)

 

Por Daniel Takata

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.


Dossiê Kazan: provas de borboleta
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swimchannel

50m borboleta feminino

 

Em mundiais: desde 2001

Quem venceu mais de uma vez: Inge de Bruin, NED (2001 e 2003)

Melhores resultados do Brasil:

Daynara de Paula, 8º em 2009

Daynara de Paula, 10º em 2011

Gabriella Silva, 13º em 2009

Ivi Monteiro, 34º em 2003

Daynara de Paula, 20º em 2013

Não houve mais participações

Brasileiras em Kazan: Daynara de Paula e Daiene Dias

A velocista Francesca Halsall está convocada pela seleção britânica - Foto: Orage.co.uk

Francesca Halsall (foto: Orage.co.uk)

A sueca Sarah Sjostrom obteve um resultado inacreditável no ano passado, com um recorde mundial que lhe daria a quarta posição na Olimpíada de 2012 nos 50m livre. Não só é a única da história a nadar para 24s, como faz bem abaixo disso, e já abaixou de 25s quatro vezes. Não deve ter adversárias, ainda mais que sua concorrente mais próxima, a atual campeã mundial Jeanette Ottesen, não nadará o mundial devido a uma fratura no dedo após um bizarro incidente no trânsito. A britânica Francesca Halsall, bronze no Europeu de 2014 atrás das duas, tem demonstrado velocidade também no livre e brigará pelo pódio. A holandesa Inge Dekker, bronze em 2013 e no mundial de curta de 2014, já esteve em melhor fase e aposta as fichas nessa prova. A chinesa Lu Ying também esteve no pódio em 2013 e é medalhista olímpica, por isso não pode ser desprezada. Assim como a holandesa Ranomi Kromowidjojo, que pode ser aproveitar de sua saída fantástica. A bahamenha Ariana Vanderpool-Wallace pode surpreender. Daynara de Paula mostrou velocidade no Pan (teve uma passagem fortíssima nos 100m). Para repetir a final de 2009 terá que se apeoximar de seu recorde sul-americano da época dos trajes, ou ao menos nadar abaixo de 26s, o que ela ainda não conseguiu sem trajes. Daiene Dias, antiga nadadora de 200m borboleta, agora investe na velocidade, Busca beliscar uma semi.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 24.43 Sarah Sjostrom, SWE
  2. 25.20 Francesca Halsall, GBR
  3. 25.53 Arianna Vanderpool-Wallace, BAH
  4. 25.55 Inge Dekker, NED
  5. 25.72 Ying Lu, CHN
  6. 25.78 Silvia Di Pietro, ITA
  7. 25.86 Ranomi Kromowidjojo, NED
  8. 25.92 Beryl Gastaldello, FRA
  9. 25.99 Emma McKeon, AUS
  10. 25.99 Kendyl Stewart, USA

 

Top 10 All Time

  1. 24.43 Sarah Sjostrom, SWE (2014)
  2. 25.07 Therese Alshammar, SWE (2009)
  3. 25.20 Francesca Halsall, GBR (2014)
  4. 25.24 Jeanette Ottesen-Gray, DEN (2013)
  5. 25.28 Marleen Veldhuis, NED (2009)
  6. 25.42 Ying Lu, CHN (2013)
  7. 25.48 Marieke Guehrer, AUS (2009)
  8. 25.48 Jeanette Ottesen, DEN (2015)
  9. 25.50 Dara Torres, USA (2009)
  10. 25.53 Ingvild Snildal, NOR (2009)

 

Recordes

Mundial: Sarah Sjostrom, SWE – 24.43 (2014)

Camp. Mundial: Therese Alshammar, SWE – 25.07 (2009)

Sul-americano: Daynara de Paula, BRA – 25.85 (2009)

Brasileiro: Daynara de Paula, BRA – 25.85 (2009)

Norte-americano: Dara Torres, USA – 25.50 (2009)

Europeu: Sarah Sjostrom, SWE – 24.43 (2014)

Oceania: Marieke Guehrer, AUS – 25.48 (2009)

Asiático: Ying Lu, CHN – 25.42 (2013)

Africano: Farida Osman, EGY – 26.08 (2015)

 

 

 

50m borboleta masculino

 

Em mundiais: desde 2001

Quem venceu mais de uma vez: Roland Schoeman, RSA (2005 e 2007), Cesar Cielo, BRA (2011 e 2013)

Melhores resultados do Brasil:

Cesar Cielo, 1º em 2011

Cesar Cielo, 1º em 2013

Nicholas Santos, 4º em 2013

Fernando Scherer, 5º em 2005

Nicholas Santos, 5º em 2009

Fernando Scherer, 8º em 2003

Kaio Márcio, 17º em 2005

Kaio Márcio, 20º em 2009

Nicholas Santos, 28º em 2001

Brasileiros em Barcelona (índice A da FINA): Nicholas Santos e Cesar Cielo

Nicholas Santos executando sua saída, tida como a melhor do mundo (foto: Satiro Sodré)

Nicholas Santos (foto: Satiro Sodré)

Como sempre, a prova deve ser dominada não exatamente por especialistas no borboleta, mas por velocistas que também se destacam no livre. O maior nome é Cesar Cielo, atual bicampeão mundial e que costuma brilhar na hora certa – tanto que, em suas duas conquistas, piorou seu tempo da temporada na final da prova, mas fez o suficiente para vencer. Nicholas Santos espera desde 2013 por um final feliz. Na ocasião, fez na semifinal um tempo que lhe daria o ouro, mas terminou na quarta posição. É o mais regular dos favoritos e desde 2012 nada abaixo de 23s em todas as temporadas. Em 2015, os brasileiros dominam o ranking mundial até a terceira posição – Henrique Martins, que não nadará o mundial, fez uma grande marca na Universíade. No ano passado, apenas o ucraniano Andrii Govorov nadou mais rápido que os brasileiros, com 22s87 em plena eliminatória do Europeu, e terminando apenas com o bronze na final. À sua frente terminaram empatados o francês Florent Manaudou e o bielo-russo Yauhen Tsurkin, e empatado com ele o britânico Benjamin Proud, todos com chances. Manaudou não tem um grande nado e tudo depende de sua saída, que vem sendo espetacular. O sul-africano Chad le Clos, campeão mundial de curta, pode incomodar – ele e Tsurkin talvez sejam os únicos cotados nos 100m borboleta com chances de pódio na prova mais veloz.

 

Ranking Top 10 2013 (somente nadadores que irão nadar em Barcelona)

  1. 22.87 Andrii Govorov, UKR
  2. 22.90 Nicholas Santos, BRA
  3. 22.91 Cesar Cielo, BRA
  4. 22.93 Benjamin Proud, GBR
  5. 23.00 Florent Manaudou, FRA
  6. 23.00 Yauhen Tsurkin, BLR
  7. 23.07 Roland Schoeman, RSA
  8. 23.23 Steffen Deibler, GER
  9. 23.24 Rafael Munoz, ESP
  10. 23.28 Evgeny Sedov, RUS

 

Top 10 All Time

  1. 22.43 Rafael Munoz, ESP (2009)
  2. 22.67 Milorad Cavic, SRB (2009)
  3. 22.73 Matthew Targett, AUS (2009)
  4. 22.76 Cesar Cielo, BRA (2012)
  5. 22.79 Nicholas Santos, BRA (2012)
  6. 22.84 Frederick Bousquet, FRA (2009)
  7. 22.87 Andrii Govorov, UKR (2014)
  8. 22.90 Roland Schoeman, RSA (2009)
  9. 22.90 Yauhen Tsurkin, BLR (2013)
  10. 22.93 Jakob Andkjar, DEN (2009)

 

Recordes

Mundial: Rafael Munoz, ESP – 22.43 (2009)

Camp. Mundial: Milorad Cavic, SRB – 22.67 (2009)

Sul-americano: Cesar Cielo, BRA – 22.76 (2012)

Brasileiro: Cesar Cielo, BRA – 22.76 (2012)

Norte-americano: Eugene Godsoe, USA – 23.05 (2013)

Europeu: Rafael Munoz, ESP – 22.43 (2009)

Oceania: Matthew Targett, AUS – 22.73 (2009)

Asiático: Hexin Yu, CHN – 23.37 (2015)

Africano: Roland Schoeman, RSA – 22.90 (2009)

 

 

100m borboleta feminino

 

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Kornelia Ender, GDR (1973 e 1975), Jenny Thompson, USA (1998 e 2003)

Melhores resultados do Brasil:

Gabriella Silva, 5º em 2009

Daynara de Paula, 12º em 2009

Daynara de Paula, 15º em 2013

Rosemary Peres Ribeiro, 16º em 1975

Rosemary Peres Ribeiro, 18º em 1973

Flávia Nadalutti, 18º em 1975

Daynara de Paula, 21º em 2011

Paula Amorim, 24º em 1982

Brasileiras em Kazan: Daynara de Paula e Daiene Dias

Daynara de Paula (foto: Satiro Sodré)

Daynara de Paula (foto: Satiro Sodré)

Novamente o esperado duelo entre Sarah Sjostrom e Jeanette Ottesen não irá acontecer, pela ausência da dinamarquesa. Favoritismo absoluto para a sueca, que, apesar de não ter nos 100m um tempo à altura de seu recorde mundial nos 50m, ficou a seis centésimos do recorde da americana Dana Vollmer no ano passado, e ela vai em busca da marca que era sua antes de Vollmer. O clube dos 56s é fechado pela jovem chinesa Chen Xinyi, surpresa nos Jogos Asiáticos, nos quais destroçou o recorde mundial junior que já era dela. A outra representante chinesa é Lu Ying, simplesmente a vice-campeã olímpica da prova, mas que anda um pouco aquém de seus melhores dias. As australianas Emma McKeon e Madeline Groves deixaram de fora a atual vice-campeã mundial Alicia Coutts e estão no bolo na briga pelo pódio, assim como a canadense Katerine Savard, que passou por cima do Pan com vistas ao Mundial. Sem a recordista mundial Daana Vollmer, as americanas estão um pouco defasadas, ainda mais que a melhor nadadora, Kelsi Worrell, não irá nadar – foi selecionada para a seleção B que foi ao Pan de Toronto, cortesia do questionável sistema de seleção americano, realizado um ano antes das competições desta temporada. Daynara de Paula fez seu segundo melhor tempo sem trajes no fim do ano passado (58s36) e talvez essa marca seja suficiente para uma semifinal. Para final, é abaixo de 58s. Daiene Dias fez sua melhor marca no Pan e pode repetir seu 58s, buscando uma semi.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 56.04 Sarah Sjostrom, SWE
  2. 56.61 Xinyi Chen, CHN
  3. 57.27 Katerine Savard, CAN
  4. 57.31 Emma McKeon, AUS
  5. 57.32 Inge Dekker, NED
  6. 57.43 Madeline Groves, AUS
  7. 57.45 Siobhan-Marie O'Connor, GBR
  8. 57.67 Liliana Szilagyi, HUN
  9. 57.71 Ilaria Bianchi, ITA
  10. 57.71 Rachael Kelly, GBR

 

Top 10 All Time

  1. 55.98 Dana Vollmer, USA (2012)
  2. 56.04 Sarah Sjostrom, SWE (2015)
  3. 56.07 Zige Liu, CHN (2009)
  4. 56.23 Jessicah Schipper, AUS (2009)
  5. 56.51 Jeanette Ottesen, DEN (2014)
  6. 56.61 Inge de Bruijn, NED (2000)
  7. 56.61 Xinyi Chen, CHN (2014)
  8. 56.69 Marleen Veldhuis, NED (2009)
  9. 56.73 Lisbeth Trickett, AUS (2008)
  10. 56.85 Alicia Coutts, AUS (2012)

 

Recordes

Mundial: Dana Vollmer, USA – 55.98 (2012)

Camp. Mundial: Sarah Sjostrom, SWE – 56.06 (2009)

Sul-americano: Gabriella Silva, BRA – 56.94 (2009)

Brasileiro: Gabriella Silva, BRA – 56.94 (2009)

Norte-americano: Dana Vollmer, USA – 55.98 (2012)

Europeu: Sarah Sjostrom, SWE – 56.04 (2015)

Oceania: Jessicah Schipper, AUS – 56.23 (2009)

Asiático: Zige Liu, CHN – 56.07 (2009)

Africano: Lize-M. Retief, RSA – 58.20 (2008)

 

100m borboleta masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Michael Phelps, USA (2007, 2009, 2011), Ian Crocker, USA (2003 e 2005)

Melhores resultados do Brasil:

Kaio Márcio Almeida, 7º em 2005

Gabriel Mangabeira, 8º em 2009

Gabriel Mangabeira, 13º em 2005

Thiago Pereira, 15º em 2013

Gabriel Mangabeira, 17º em 2007

Eduardo Alijo Netto, 19º em 1973

Brasileiros em Kazan: Thiago Pereira e Arthur Mendes Filho

Chad le Clos (foto: Al Bell/Getty Images)

Chad le Clos (foto: Al Bello/Getty Images)

Uma prova que espera desesperadamente por evolução. Desde Michael Phelps na Olimpíada de Londres, ninguém abaixa de 51 segundos. E pensar que Ian Crocker nadou para 50s98 em 2003… A perspectiva não indica progresso, ainda mais que Phelps, líder do ranking mundial no ano passado, não irá nadar devido a uma suspensão imposta pela federação americana por ter sido flagrado dirigindo embriagado. Depois de Phelps, os mais rápidos em 2014 foram seu compatriota Tom Shields e o sul-africano Chad le Clos, campeão mundial em 2013. Le Clos tem uma capacidade de decisão impressionante e dificilmente perde uma prova se estiver na briga no final. Shields sentiu isso na pele ao perder o ouro no mundial de curta, no final do ano passado. O polonês Konrad Czerniak, prata no mundial de 2011 e bronze em 2013, pretende voltar ao pódio, mostrou trabalho ao vencer o Europeu do ano passado e lidera o ranking mundial de 2015. O húngaro Laszlo Cseh mostrou em 2013 uma faceta pouco conhecida de velocista (sempre se deu melhor nos 200m) e ficou com a prata em Barcelona, assim como no Europeu de 2014, e estará na briga. Difícil apontar mais algum destaque, pois há um batalhão no bolo do 51s médio. Pelo que nadaram este ano, o bielo-russso Yauhen Tsurkin e o russo Evgeny Koptelov estão em boa forma e podem surpreender. Thiago Pereira e Arthur Mendes Filho podem alcançar uma semifinal com seus tempos atuais de 52s, mas para sonhar com final terão que nadar para 51s. Assim, o revezamento 4x100m medley brasileiro agradeceria.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadores que irão nadar em Kazan)

  1. 51.29 Tom Shields, USA
  2. 51.29 Chad Le Clos, RSA
  3. 51.37 Konrad Czerniak, POL
  4. 51.44 Yauhen Tsurkin, BLR
  5. 51.49 Tim Phillips, USA
  6. 51.50 Evgeny Koptelov, RUS
  7. 51.57 Pavel Sankovich, BLR
  8. 51.60 Viacheslav Prudnikov, RUS
  9. 51.69 Joseph Schooling, SIN
  10. 51.69 Piero Codia, ITA

 

Top 10 All Time

  1. 49.82 Michael Phelps, USA (2009)
  2. 49.95 Milorad Cavic, SRB (2009)
  3. 50.40 Ian Crocker, USA (2005)
  4. 50.41 Rafael Munoz, ESP (2009)
  5. 50.65 Albert Subirats, VEN (2009)
  6. 50.78 Jason Dunford, KEN (2009)
  7. 50.85 Andrew Lauterstein, AUS (2009)
  8. 50.90 Tyler McGill, USA (2009)
  9. 51.00 Kohei Kawamoto, JPN (2009)
  10. 51.02 Gabriel Mangabeira, BRA (2009)

 

Recordes

Mundial: Michael Phelps, USA – 49.82 (2009)

Camp. Mundial: Michael Phelps, USA – 49.82 (2009)

Sul-americano: Albert Subirats, VEN – 50.65 (2009)

Brasileiro: Gabriel Mangabeira, BRA – 51.02 (2009)

Norte-americano: Michael Phelps, USA – 49.82 (2009)

Europeu: Milorad Cavic, SRB – 49.95 (2009)

Oceania: Andrew Lauterstein, AUS – 50.85 (2009)

Asiático: Kohei Kawamoto, JPN – 51.00 (2009)

Africano: Jason Dunford, KEN – 50.78 (2009)

 

200m borboleta feminino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Rosemarie Kother, GDR (1973 e 1975), Otylia Jedrzejczak, POL (2003 e 2005), Jessicah Schipper, AUS (2007 e 2009)

Melhores resultados do Brasil:

Rosemary Ribeiro, 16º em 1975

Joanna Maranhão, 16º em 2013

Joanna Maranhão, 20º em 2009

Daniela Lavagnino, 22º em 1986

Flávia Nadalutti, 23º em 1975

Paula Amorim, 27º em 1986

Brasileiras em Kazan: Joanna Maranhão

Joanna Maranhão encerrou sua participação no Mundial de Barcelona - Foto: Satiro Sodré

Joanna Maranhão (foto: Satiro Sodré)

Prova seriamente desfalcada, com as atuais campeã e vice fora da prova. A chinesa Liu Zige, vencedora em 2013, teve naquela performance seu último suspiro, após o título olímpico em 2008 e o recorde mundial em 2009. Difícil saber se ela ainda continua nadando, mas não aparece no ranking mundial e não estará em Kazan. Mais informações temos da espanhola Mireia Belmonte, que teve um grande mundial de curta no ano passado, mas com um problema no ombro prefiriu abdicar do mundial deste ano. A húngara Katinka Hosszu, bronze em 2013, brigará por medalhas, se suportar seu pesado programa de provas. De qualquer forma abrem-se as portas para novos nomes. A alemã Franziska Hentke bateu o recorde nacional no ano passado por um segundo, foi bronze no mundial de curta e é a única esperança de medalha no feminino para seu país, a primeira após a aposentadoria de Britta Steffen em 2012. A australiana Madeline Groves ultrapassou uma marca história de seu país, o tempo que deu a Susie O'Neill o recorde mundial em 2000, e espera melhorar seu psicológico do ano passado, em que chegou como uma das favoritas no Pan-Pacífico mas piorou quatro segundos de seu tempo na ocasião. A única medalhista olímpica na prova, a japonesa Natsumi Hoshi, bronze em Londres, é candidata – a campeã, a chinesa Liuyang Jiao, está fora por problema de saúe. A americana Camille Adamns foi finalista olímpica e mundial e após a vitória no Pan-Pacífico no ano passado espera desencantar em nível mundial. Joanna Maranhão acabou de superar o recorde sul-americano no Pan de Toronto e com a marca pode repetir a semfiinal de 2013, mas uma colocação melhor que o 16º lugar de dois anos atrás é bem provável. Em grande fase, se baixar para 2min08s pode até sonhar com final.

 

Ranking Top 10 2014/2015 (somente nadadoras que irão nadar em Kazan)

  1. 2:05.26 Franziska Hentke, GER
  2. 2:05.41 Madeline Groves, AUS
  3. 2:05.98 Natsumi Hoshi, JPN
  4. 2:06.59 Liliana Szilagyi, HUN
  5. 2:06.60 Brianna Throssell, AUS
  6. 2:06.61 Cammile Adams, USA
  7. 2:06.66 Judit Ignacio Sorribes, ESP
  8. 2:07.08 Katie McLaughlin, USA
  9. 2:07.28 Katinka Hosszu, HUN
  10. 2:07.61 Audrey Lacroix, CAN

 

Top 10 All Time

  1. 2:01.81 Zige Liu, CHN (2009)
  2. 2:03.41 Jessicah Schipper, AUS (2009)
  3. 2:04.06 Liuyang Jiao, CHN (2012)
  4. 2:04.14 Mary Descenza/Mohler, USA (2009)
  5. 2:04.27 Katinka Hosszu, HUN (2009)
  6. 2:04.69 Natsumi Hoshi, JPN (2012)
  7. 2:04.78 Mireia Belmonte, ESP (2013)
  8. 2:04.83 Ellen Gandy, GBR (2009)
  9. 2:05.09 Aurore Mongel, FRA (2009)
  10. 2:05.26 Franziska Hentke, GER (2015)

 

Recordes

Mundial: Zige Liu, CHN – 2:01.81 (2009)

Camp. Mundial: Jessicah Schipper, AUS – 2:03.41 (2009)

Sul-americano: Joanna Maranhao, BRA – 2:09.38 (2015)

Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA – 2:09.38 (2015)

Norte-americano: Mary Descenza/Mohler, USA – 2:04.14 (2009)

Europeu: Katinka Hosszu, HUN – 2:04.27 (2009)

Oceania: Jessicah Schipper, AUS – 2:03.41 (2009)

Asiático: Zige Liu, CHN – 2:01.81 (2009)

Africano: Kathryn Meaklim, RSA – 2:09.41 (2008)

 

 

200m borboleta masculino

Em mundiais: desde 1973

Quem venceu mais de uma vez: Michael Phelps, USA (2001, 2003, 2007, 2009 e 2011), Michael Gross, FRG (1982 e 1986)

Melhores resultados do Brasil:

Ricardo Prado, 4º em 1982

Kaio Márcio Almeida, 4º em 2009

Leonardo de Deus, 8º em 2013

Kaio Márcio Almeida, 10º em 2011

Kaio Márcio Almeida, 13º em 2003

Leonardo de Deus, 13º em 2011

Kaio Márcio Almeida, 14º em 2005

Carlos Fontoura, 16º em 1978

Lucas Salatta, 16º em 2009

Brasileiros em Kazan: Leonardo de Deus

Leo de Deus será importante ausência para o Brasil

Leonardo de Deus (foto: Satiro Sodré)

O japonês Daiya Seto, atual campeão mundial dos 200m medley, liderou com certa folga o ranking mundial do ano passado e também lidera este ano. Poderia ser considerado o favorito, mas ele não topou com o campeão olímpico e mundial Chad le Clos em nenhuma competição importante em piscina longa. O sul-africano é difícil de bater e mostrou isso diversas ocasiões, inclusive no mundial de 2013 em que não estava no auge da forma. Pelo que mostrou na temporada de piscina curta no fim de 2014, na qual não perdeu nenhuma prova nas etapas da Copa do Mundo e no Mundial, está de volta ao auge. Mas a briga por medalhas está aberta. Conta inclusive com Leonardo de Deus. Ao fazer seu melhor tempo no Pan de Toronto, se aproximou ainda mais do pódio, mas será necessário 1min54s para chegar lá, algo totalmente possível. Na frente dele, estão o russo Evgeny Koptelov e os húngaros Laszlo Cseh e Tamas Kendersi. Mas este último, doente, não nada. Cseh, por outro lado, é medalhsita olímpico na prova e sempre perigoso em tudo que nada. O polonês Pawel Korzeniowski, campeão mundial no distante mundial de 2005, está sempre chegando e foi prata no Mundial de 2013, exatamente com o mesmo tempo de Leonardo este ano. Outro que merece atenção e pode surpreender é o atual campeão europeu, o dinamarquês Viktor Bromer. Os americanos dependeram por anos de Michael Phelps e à exceção do maior nadador da história a última vez que o país medalhou foi no distante ano de 2003. Tom Shields e Tyler Clary terão que se superar muito para fazer os ianques voltarem ao pódio.

 

Ranking Top 10 2013 (somente nadadores que irão nadar em Barcelona)

  1. 1:54.08 Daiya Seto, JPN
  2. 1:54.56 Chad Le Clos, RSA
  3. 1:54.79 Evgeny Koptelov, RUS
  4. 1:54.90 Laszlo Cseh, HUN
  5. 1:55.01 Leonardo de Deus, BRA
  6. 1:55.08 Masato Sakai, JPN
  7. 1:55.09 Tom Shields, USA
  8. 1:55.23 Jan Switkowski, POL
  9. 1:55.27 Kenta Hirai, JPN

 

Top 10 All Time

  1. 1:51.51 Michael Phelps, USA (2009)
  2. 1:52.70 Laszlo Cseh, HUN (2008)
  3. 1:52.96 Chad Le Clos, RSA (2012)
  4. 1:52.97 Takeshi Matsuda, JPN (2008)
  5. 1:53.23 Pawel Korzeniowski, POL (2009)
  6. 1:53.64 Scott Tyler Clary, USA (2009)
  7. 1:53.86 William G Stovall, USA (2008)
  8. 1:53.92 Kaio Almeida, BRA (2009)
  9. 1:54.08 Daiya Seto, JPN (2014)
  10. 1:54.15 Moss Burmester, NZL (2009)

 

Recordes

Mundial: Michael Phelps, USA – 1:51.51 (2009)

Camp. Mundial: Michael Phelps, USA – 1:51.51 (2009)

Sul-americano: Kaio Almeida, BRA – 1:53.92 (2009)

Brasileiro: Kaio Almeida, BRA – 1:53.92 (2009)

Norte-americano: Michael Phelps, USA – 1:51.51 (2009)

Europeu: Laszlo Cseh, HUN – 1:52.70 (2008)

Oceania: Moss Burmester, NZL – 1:54.15 (2009)

Asiático: Takeshi Matsuda, JPN – 1:52.97 (2008)

Africano: Chad Le Clos, RSA – 1:52.96 (2012)

 

Por Daniel Takata

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