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SWIM CHANNEL lança edição #22
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SWIM CHANNEL lança hoje sua nova edição, a de número 22, que traz em sua capa o velocista Cesar Cielo. A reportagem detalha os novos métodos de treinamento do nadador para os próximos anos e conta com uma entrevista exclusiva com Arilson Soares da Silva, o novo técnico do atleta que tentará em 2016 o bicampeonato olímpico nos 50m livre. A publicação apresenta ainda uma matéria especial sobre o Swim Channel Shopping e o sistema de inscrição online, os novos canais da SWIM CHANNEL; um artigo mostrando os benefícios para o aperfeiçoamento técnico utilizando nadadeiras; um perfil do grande Rômulo Arantes; novidades sobre a 2ª edição da Travessia do Canal de Ilhabela; entre outros. A capa é assinada pelo nosso diretor de arte, Klaus Bernhoeft, e a imagem é do fotógrafo Satiro Sodré. Confiram os destaques da edição:

Capa da edição #22

Capa da edição #22

Largada para 2016: Conversamos com Arilson Soares da Silva, novo técnico de Cesar Cielo que fala mais sobre o novo staff do nadador que busca do bicampeonato olímpico em 2016. Por Mayra Siqueira.

Novos canais SWIM CHANNEL: Conheça nossa loja de acessórios e o sistema de inscrição online, os novos serviços da SWIM CHANNEL para os nadadores e leitores. Por Patrick Winkler.

Benefícios das nadadeiras: Potencialize o trabalho de perna nos quatro estilos utilizando o acessório durante os treinamentos. Por Marcelo Tomazini.

Travessia do Canal de Ilhabela: Vem ai a segunda edição da competição realizada no trecho de águas abertas mais belo do litoral de São Paulo. Por Patrick Winkler.

Vem ai a 2ª edição da Travessia do Canal de Ilhabela - Foto: Ecooutdoor Sport Business

Vem ai a 2ª edição da Travessia do Canal de Ilhabela – Foto: Ecooutdoor Sport Business

Rômulo Arantes: A trajetória de um grande campeão da vida, o primeiro brasileiro medalhista em um Campeonato Mundial e ator global de sucesso e carisma. Por Daniel Takata.

Aminoácidos: Saiba quanto, quando e como deve-se consumir esse suplemento durante os treinos e as competições. Por Renê Leite.

Swim Shop: As melhores opções de nadadeiras para seu treinamento. Por Guilherme Freitas.

O ressurgimento do fundo no Brasil: A performance de Brandonn Pierry no Troféu Maria Lenk deu novas esperanças para resultados positivos nos próximos anos. Por Luiz Lima.

As nadadeiras são acessórios cada vez mais importantes para os treinos - Foto: Finis Swimming

As nadadeiras são acessórios cada vez mais importantes para os treinos – Foto: Finis Swimming

Os recordes caem, a história fica: O recorde sul-americano do revezamento 4x200m livre feminino caiu, mas a performance de Atenas-2004 será sempre lembrada. Por Alexandre Pussieldi.

Ingressos para o Rio-2016: Já estão a venda os bilhetes para assistir ao maior evento esportivo do mundo! E a natação está entre os esportes mais procurados. Por Patrick Winkler.

Let's Swim: Confira um treino específico para nadar os 400m livre durante o Torneio Aberto de Masters em setembro. Por Rodrigo Bardi.

Programe-se: Um resumo de todos os principais eventos de natação e águas abertas entre maio e agosto de 2015 no Brasil e no mundo. Por Guilherme Freitas.

Os exemplares estão sendo distribuídos nesta semana a assinantes e bancas de jornal. Para fazer a sua assinatura acesse o site: swimchannel.com.br

Por Guilherme Freitas


Desafio duplo na Ilha de Anhatomirim
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Este fim de semana nos dias 23 e 24 de maio, haverá ação em dose dupla na famosa Ilha de Anhatomirim, localizada na costa da cidade de Governador Celso Ramos, no litoral de Santa Catarina. Serão dois eventos distintos em águas abertas: o famoso Reveza 10 e a edição inaugural travessia Fuga da Fortaleza.

No sábado teremos o já tradicional Reveza 10. E este é um ano bastante especial já que a prova de águas abertas em revezamento completa dez anos de disputa. A dinâmica do Reveza 10 é a seguinte: deve-se montar uma equipe de dez nadadores que precisarão contornar a nado os 13 km da Ilha de Anhatomirim. Ao todo, cada participante nadará exatos 1,3 km, uma distância razoavelmente pequena que pode ser concluída por nadadores de todos os níveis e faixas etárias. Por isso, é obrigatório que cada equipe tenha três mulheres e três nadadores acima dos 40 anos de idade entre seus dez membros.

Vista aérea da Ilha de Anhatomirim - Crédito: Vicenzo Berti

Vista aérea da Ilha de Anhatomirim – Crédito: Vicenzo Berti

Já no domingo acontecerá a primeira edição da travessia Fuga da Fortaleza. O evento será uma prova de 2,5 km em águas abertas, partindo da fortaleza que fica no centro da ilha até a Baia dos Golfinhos no litoral catarinense. Construída em 1744 a fortaleza serviu durante anos como prisão para criminosos e críticos do governo, além de ter resistido a uma tentativa de invasão de espanhóis no século 18. O clima é justamente esse, de criar uma sensação de fuga da prisão abandonada. Além da travessia haverá um aquatlhon, onde os participantes correrão pela ilha antes de cair na água.

Em ambos os eventos os atletas são levados em uma escuna até da Ilha de Anhatomirim. Além do desafio de nadar em águas abertas e em contato com a natureza do belo litoral catarinense os participantes ainda acabam conhecendo um pouco mais da história ao visitar os recantos da ilha, que tem sua fortaleza tombada como patrimônio histórico e artístico nacional.

Por Guilherme Freitas


‘Swim Mom': a arte de torcer junto
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A mochila aberta, em cima da cama, com todos os itens precisamente organizados, dobrados e encaixados dentro: os chinelos, a touca, os óculos, o roupão, a toalha, o maiô ou sunga, a garrafinha, os suplementos, as barrinhas de cereais… na cozinha, o lanche embrulhado aguarda dentro da geladeira. A rotina se repete nas residências de nadadores. E, em tantos casos, existe uma figura central responsável por tanta meticulosidade: as mães.

No Brasil, os berros de dona Rose são bastante famosos. A mãe de Thiago Pereira é figura carimbada nas competições do filho. Nos Estados Unidos, uma genitora também  acabou ganhando “fama'' ao acompanhar e vibrar com as conquistas do filho, e ajudá-lo a superar um distúrbio para alcançar o sucesso. Um gênio das piscinas, Michael Phelps.

Família Phelps: Debbie e Michael, em programa americano de televisão

Família Phelps: Debbie e Michael, em programa americano de televisão

 

Debbie Phelps, mãe de três filhos, todos nadadores.  Professora de escola pública, dona Phelps cresceu no estado de Maryland, e viu sua primogênita, Hilary, iniciar a carreira nas piscinas pelo North Baltimore Aquatic Club. Inspirados pela irmã, Whitney, a do meio, e o mais jovem, Michael, seguiram seus passos. E, por mais que as garotas da família tivesse grande habilidade aquática, foi com o caçula que os holofotes mundiais se acenderam: Sidney, Atenas, Pequim, Londres. São 22 medalhas olímpicas que colocaram em evidência o “transe'' que dona Phelps admite entrar quando presencia mais uma conquista do filho direto das arquibancadas. Da euforia e torcida, às lágrimas.

Como educadora – hoje, Debbie é diretora de uma fundação educacional  das escolas públicas de Baltimore  -, dona Phelps lançou uma autobiografia, intitulada “A Mother for All Seasons'', sobre como criar um filho vencedor como mãe solteira. E educar Michael deu certo trabalho.

Capa do livro de Debbie Phelps - Foto: Reprodução

Capa do livro de Debbie Phelps – Foto: Reprodução

Quando criança, o caçula sofria com falta de concentração, o que afetava o seu desempenho escolar. Como único homem entre duas irmãs, Debbie acreditava que era normal o seu excesso de energia e falta de foco do garoto, mas os relatos dos professores da séria dificuldade em fazer Michael começar e finalizar uma mesma atividade persistiram por toda sua juventude. Cutucava os colegas. Se entediava com algum exercício. Falava demais. Não parava quieto… Enfim, aos nove anos, o diagnóstico: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). E o apoio maternal foi fundamental para tratar o problema do jovem, que aos 15 anos figuraria na seleção americana nos Jogos Olímpicos de Sidney.

O tratamento com medicamento persistiu regularmente até os 12 anos, quando ele pediu à mãe para parar. Mesmo com dificuldade de manter o foco até a idade adulta, uma característica sempre marcou a personalidade do filho de dona Phelps: a capacidade de permanecer absolutamente concentrado por cerca de 4h, durante um período de competição – mesmo que ele só precisasse de três ou quatro minutos para sua prova. “Natação é sua paixão'', simplifica Debbie.

A experiência de lidar com um agitado Michael em casa tornou a educadora “especialista'' por prática com diversos distúrbios comuns entre as crianças. Até hoje ela participa ativamente de um grupo de mães com filhos diagnosticados com TDAH, repassando sua experiência como “swim mom'' (“mãe da natação'', do inglês, como é chamada), em referência à vida aquática de seus filhos.

Acordar cedo, fazer a mala da natação, preparar o lanche. Estar na arquibancada para torcer, se emocionar e sofrer e sorrir junto. Conversar com outras mães, trocar experiências, tornar-se expert em tempos, termos de treino, e até palpitar nas atividades do filho (mesmo que isso irrite alguns treinadores). A rotina de mãe participante na natação é tão comum quanto importante para a formação de um atleta. “Você educa seus filhos dando-lhes asas para que possam voar. E sinto que dei asas para que os meus alcançassem o sucesso'', disse, certa vez, dona Phelps, antes de trocar a ansiedade, tensão e angústia de uma prova, em sorriso e lágrimas ao avistar o tempo no placar eletrônico.

*Esta é (por que não?) uma homenagem atrasada a todas as mães da natação!

Por Mayra Siqueira


Primeiro passo: revezamento 4×100 livre (check!)
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Os principais nomes da natação masculina brasileira estiveram no Grand Prix de Charlotte, nos Estados Unidos, na última semana, com um objetivo simples por parte da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB): treinar e familiarizar uma das chances reais de medalha do país em 2016.

“O revezamento 4x100m livre masculino foi o objetivo da viagem. Comitê e Confederação se organizaram para que participássemos da competição para treinar saídas, as trocas, e para que houvesse uma integração maior entre os elementos do grupo. Matheus (Santana), Bruno (Fratus), Marcelo Chierighini e Cesar Cielo. Este não é o grupo definitivo, ainda está em aberto, só será fechado em abril do ano que vem. Poderemos inscrever 6 atletas, e todos deverão nadar a prova, nem que seja eliminatória'', explicou Márcio Latuf, técnico da Unisanta e de Matheus Santana, em conversa com a Swim Channel direto de Charlotte.

O revezamento confere o resultado no placar - Foto: Satiro Sodré

Revezamento de 2014 não tinha Cielo ou Matheus (João de Lucca, Fratus, Nicolas Oliveira e Chiereghini)-Foto: Satiro Sodré

O resultado não foi exatamente o esperado, mas se explica pela fase de treinamento pesada de todos os nadadores: 3min17s56, segunda colocação atrás da Itália, sessenta centésimos mais rápida, e seleção do terceiro melhor tempo do mundo no ano passado. Nas parciais, Matheus abriu para 49s95,  Fratus fez 49s38, Chierighini 49s60 e Cielo fez a melhor marca, com 48s64.

Talvez os tempos não tenham sido de maior satisfação para os nadadores, mas a iniciativa foi aplaudida por todos. Cielo, em entrevista após sua medalha de prata nos 50m livre, apontou o dedo na ferida brasileira, mostrando a vontade de solucionar a questão de forma inédita: “Nós nunca tivemos uma boa política de revezamentos no Brasil, e agora podemos começar a pensar mais nisso, sermos mais conscientes. Em outros países, como os EUA, Rússia e Austrália, existe essa cultura de os atletas fazerem o seu melhor tempo de suas vidas justamente no revezamento. Temos que começar a pensar dessa forma também. Existe a chance de ir para o pódio se nos unirmos e formos bem juntos. Claro que ainda tem tempo para as Olimpíadas, mas é uma ótima ideia do COB e CBDA já começar com esse trabalho'', disse o nadador, acrescentando: “ainda não foi tão bom quanto esperávamos, mas o primeiro passo está dado. Temos que aprender com isso, levantar a cabeça e sermos melhores na próxima''.

Matheus Santana, em evolução, é um dos destaques do Brasil

Matheus Santana, em evolução, é um dos destaques do Brasil

No papel, o revezamento brasileiro está entre as cinco forças mundiais da prova clássica. O sétimo lugar em Barcelona-2013 ficou para trás; não tinha nem Cielo, nem Matheus Santana, destaque da última temporada.

“O Matheus está treinando forte para o Pan, é o nosso primeiro objetivo, que ele seja medalhista nos 100m livre do campeonato, para ir depois para o Mundial. São os nossos objetivos para esse ano. Depois, o restante da temporada até abril de 2016, a ideia é buscar a vaga olímpica e nadar a prova no Rio. Esperamos que ele ainda melhore sua marca de 48s25, que o deixa como bom candidato a ser finalista e até medalhista nas Olimpíadas'', acrescentou Latuf, que treina o atleta de 19 anos em Santos, além da promessa Felipe Ribeiro, de apenas 17 anos e que tem hoje a marca de 49s16 na prova. Uma aposta do próprio coach para ser um dos seis nadadores do revezamento livre em 2016.

Em um levantamento comparativo do site Swim Vortex, o Brasil teria, no papel, o quarto melhor tempo do mundo, somando as marcas de seus componentes: 3m10s56 (48s25 Matheus Santana; 47s56 Marcelo Chierighini; 47s68 Bruno Fratus; 47s07 Cesar Cielo). Muito próximo, mas ainda atrás de França (3m09s84, na soma de Yannick Agnel, Florent Manaudou, Jeremy Stravius e Fabien Gilot), EUA (3m09s58 com Jimmy Feigen, Anthony Ervin, Matt Grevers e Nathan Adrian) e Rússia (3min10s03, com Andrey Grechin, Nikita Lobintsev, Alexander Suhkorov e Vladimir Morozov), e na cola, mas à frente da Austrália (3m10s84, de Kyle Chalmers, Cameron McEvoy, Tommasso D’Orsogna, James Magnussen).

O trabalho é inédito, e a filosofia e o pensamento de grupo também. Mas o Brasil, que tanto evoluiu em estrutura, treinamento, e postura internacionalmente nos últimos cinco, talvez dez  anos, está dando grandes primeiros passos. O primeiro teste será em Kazan, em agosto deste ano, quando o espírito coletivo vai invadir um dos mais individuais entre os esportes olímpicos.

Por Mayra Siqueira


Aprendendo a nadar no Oceano Índico
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A República das Maldivas, também conhecida como Ilhas Maldivas, esta localizada no meio do Oceano Índico e tem mais de 325 mil habitantes. Mais de mil ilhas compõem o país, que no passado foi colônia de Portugal, Inglaterra e Holanda e hoje é uma república presidencialista. A indústria da pesca é a principal fonte da economia do país e mesmo tendo uma forte ligação com o mar e a água, uma grande parte da população local não sabe nadar.

Visando ajudar a população a enfrentar o medo de entrar no mar e aprender a nadar, a produtora Oceans 8 Films e as ONGs internacionais One Ocean Media Foundation e Slow Life Foundation se uniram para produzir um documentário chamado “Sink or Swim: Learning the Crawl in the Maldives” (confira o trailer do filme abaixo). Neste filme, o objetivo era mostrar as pessoas das Maldivas, principalmente as mulheres e crianças, a importância de saber nadar e estar sempre preparado para casos de emergência.

As Ilhas Maldivas é um país muçulmano e devido as restrições religiosas que as mulheres sofrem no cotidiano, muitas delas não tem contato com a água do mar. Durante duas semanas de gravação a equipe do documentário reuniu dezenas de mães e filhos para aulas teóricas sobre a importância da natação e atividades práticas dentro das águas do Oceano Índico. Algumas inclusive entraram no mar pela primeira vez na vida.

Além de expor este problema de poucos habitantes locais saberem nadar, um dos objetivos do filme é mostrar a importância da consciência ambiental do país que sofre com a poluição nos mares (existe muito plástico na costa das Maldivas que prejudica o ecossistema marinho), os efeitos da elevação do nível do mar devido ao aquecimento global e povoação em áreas onde a natureza deveria ser respeitada.

Por Guilherme Freitas


Pinheiros inaugura a mais moderna piscina do Brasil
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O Esporte Clube Pinheiros inaugurou ontem sua nova piscina olímpica. Construída em 1980 o antigo parque aquático sediou diversos campeonatos nacionais e internacionais, além de ser local de treinamento de diversos medalhistas olímpicos e também ter sido o palco onde Cesar Cielo bateu o recorde mundial dos 50m livre em dezembro de 2009. Aquela velha piscina agora faz parte da memória do clube. O clube inicia uma nova história com seu recente e moderno complexo aquático.

A nova piscina do Pinheiros passa a ser a mais moderna do Brasil e conta com o selo da Myrtha Pools. A estrutura do local foi totalmente reformada dentro dos padrões europeus de complexos aquáticos e com a tecnologia da marca italiana, responsável pelas principais piscinas de competição do mundo. Com a inauguração do local há uma grande melhora na qualidade da água e um reaproveitamento de cerca de 90% da água utilizada. Também foram instalados 20 blocos de partida oficiais da Myrtha Pools. A reforma também se estendeu ao subsolo do complexo aquático do Pinheiros, onde duas novas piscinas menores (com 20 metros de comprimento) foram construídas com a mesma tecnologia. Durante o dia a dia serviram para aulas da escolinha e durante as competições serão as piscinas de soltura.

Vista da nova piscina do Pinheiros - Foto: Guilherme Freitas

Vista da nova piscina do Pinheiros – Foto: Guilherme Freitas

E tudo isso em um ano que vem sendo especial para a natação do clube. Em abril o Pinheiros voltou a conquistar o Troféu Maria Lenk depois de cinco anos de jejum e mês passado venceu o Campeonato Brasileiro Júnior de Inverno. A SWIM CHANNEL esteve ontem no clube e conversou com o presidente e diretores do clube pinheirense. “O Esporte Clube Pinheiro sempre esteve na vanguarda da área esportiva e para isso precisamos de equipamentos de ponta e de alta qualidade. Decidimos reformar a piscina e fazer esse upgrade nela. Esta nova piscina é de altíssimo nível e conta com a tecnologia mais moderna do mundo, similar a que será utilizada nas Olimpíadas do Rio de Janeiro ano que vem”, afirma Luis Eduardo Dutra Rodrigues, presidente do Pinheiros que está terminando sua gestão. Ele também disse que o clube esta pronto para sediar campeonatos em seu novo parque aquático. “Temos uma excelente estrutura e estamos sempre de portas abertas para eventos nacionais e internacionais”, finaliza.

Com tecnologia de ponta a piscina do Pinheiros passa a ser a mais moderna do Brasil. Duas novas piscinas com a mesma tecnologia da Myrtha Pool deverão ser entregues até o ano que vem: uma em Fortaleza e outra no Rio de Janeiro que será o local de disputas dos Jogos Olímpicos. Ontem os atletas do clube puderam treinar e experimentar seu novo local de treinamento e aprovaram a estrutura. Em agosto teremos a reestreia da piscina pinheirense em campeonatos com a realização do Troféu José Finkel.

Nadadores e comissão técnica do Pinheiros posam na nova piscina - Foto: EC Pinheiros/Divulgação

Nadadores e comissão técnica do Pinheiros posam na nova piscina – Foto: EC Pinheiros/Divulgação

Por Guilherme Freitas


Copa do Mundo de piscina longa
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Presente no calendário internacional da natação desde o fim dos anos 80, a Copa do Mundo de piscina curta da Fina já passou por bons e maus momentos. De enxurradas de recordes mundiais e provas marcantes até etapas esvaziadas e o desprezo das grandes estrelas, o evento precisa estar sempre em constante mudança. Nos últimos anos a Federação Internacional de Natação investiu em novos patrocinadores e aumentou a premiação para os atletas, mas nenhuma das inovações se compara com a novidade para esta temporada.

A entidade anunciou nesta sexta-feira que todas as oito etapas da edição de 2015 da Copa do Mundo serão disputadas em piscina de 50 metros. A novidade se dá devido a proximidade com os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. De olho no evento olímpico a Fina pretende valorizar seu circuito mundial e também fazer das etapas eventos de qualificação para o Rio-2016.

Além dessa inovação que promete atrair mais atletas de ponta, a Federação Internacional vai pagar US$ 2 milhões de premiação em dinheiro para os melhores atletas do circuito. “Nosso principal objetivo é melhorar e valorizar o circuito. O aumento da oportunidade para a qualificação olímpica irá constituir em 2015 uma motivação adicional para os nossos nadadores”, disse Julio Maglione, presidente da Fina.

O Cubi D'Água vai sediar a etapa de Pequim da Copa do Mundo - Foto: The New York Times

O Cubi D'Água vai sediar a etapa de Pequim da Copa do Mundo – Foto: The New York Times

É uma tentativa válida realizar a Copa do Mundo em piscina longa este ano. Mais do que um teste, trata-se de uma tentativa para levantar a moral do evento que nos últimos anos perdeu etapas importantes em seu calendário e viu muitos nadadores de elite optarem por não disputar a competição. Com as disputas em piscina longa muitos nadadores poderão utilizar as etapas como um treino de luxo visando a preparação olímpica, além é claro de engordar a conta bancária. Uma experiência que será muito válida de se acompanhar.

Confira o calendário da Copa do Mundo da Fina-2015:
11 e 12 de agosto: Mosco, Rússia
15 e 16 de agosto: Paris-Chartres, França
25 e 26 de setembro: Hong Kong, Hong Kong
29 e 30 de setembro: Pequim, China
03 e 04 de outubro: Cingapura, Cingapura
28 e 29 de outubro: Tóquio, Japão
02 e 03 de novembro: Doha, Catar
06 e 07 de novembro: Dubai, Emirados Árabes Unidos

Por Guilherme Freitas


Natação x Atletismo: uma disputa olímpica
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Na semana passada o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro divulgou novos números sobre o pedido de ingressos para a edição olímpica de 2016. A cerimônia de abertura foi o mais procurado pelos torcedores, o que é normal. Este é o primeiro evento olímpico e conta com apresentações pirotécnicas, reúne centenas de líderes internacionais e é assistida simultaneamente por bilhões de pessoas. Entre os cinco esportes mais procurados estão duas das modalidades consideradas como as mais nobres do programa olímpico: a natação e o atletismo.

A procura pelos dois eventos deverá ser ainda maior com o passar dos meses, afinal em 2015 teremos os dois campeonatos mundiais das modalidades. Os nadadores caem na água em Kazan, na Rússia, no fim do mês de julho. Em agosto é a vez dos melhores atletas do atletismo desfilarão pelas pistas de Pequim, na China. A realização das duas competições e possíveis recordes com certeza vai alavancar a procura por ingressos para o Rio-2016.

Michael Phelps e medalha olímpica: sinônimos - Foto: Reprodução

Maior atleta olímpico, Phelps pode alavancar a procura por ingressos em 2016 – Foto: Reprodução

Mas qual dos dois será mais disputado entre os fãs? Em qual esporte haverá maior procura? É difícil responder tendo em vista que ambos fazem parte do programa olímpico desde 1896. Mas podemos especular. Um estudo do site Topend Sports, uma página de análises de pesquisas esportivas e científicas, feito logo após o fim dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 mostrou que a natação e o atletismo foram respectivamente, a segunda e terceira modalidades mais comentadas no Twitter, logo após o futebol. Entre os atletas Usain Bolt foi o mais popular no microblog, seguido de perto por Michael Phelps. Entre o top 10 cada esporte ainda teve mais um representante: a natação com Ryan Lochte (4º mais citado) e o atletismo com Yohan Blake (8º mais citado).

Voltamos um pouco no tempo, para antes da era das redes sociais, mais precisamente para Atenas-2004. Um estudo do Comitê Olímpico Internacional na época afirmou que as notícias da natação foram as mais procuradas em seu site oficial, cerca de 10% do total de buscas. O COI também fez uma contagem de notícias, artigos e reportagens sobre os Jogos Olímpicos na imprensa internacional e o atletismo teve mais destaque, cerca de 800 artigos escritos a mais do que a natação.

Bolt é a grande estrela mundial do atletismo - Foto: Getty Images

Bolt é a grande estrela mundial do atletismo – Foto: Getty Images

A discussão entre qual deles é o mais popular é bastante antiga. Mitos e lendas do esporte eternizaram seus nomes na história da natação e do atletismo ao longo das disputas olímpicas e ajudaram a fazer destas duas modalidades as mais nobres das Olimpíadas. Provavelmente jamais saberemos se uma é maior do que a outra.

Por Guilherme Freitas


Maria Lenk vai virar museu
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A pioneira da natação brasileira agora terá um museu. Não será um museu físico como o de Pelé, outro grande nome do esporte nacional, tem em Santos. Maria Lenk terá um museu online, que estará aberto 24 horas por dia e disponível para pessoas de todo o mundo. O site será chamado de Museu Maria Lenk e terá diversos acervos digitalizados entre fotos, vídeos, recortes de reportagens de jornais e objetos pessoais da nadadora que faleceu em 2007 aos 92 anos de idade, pouco antes dos Jogos Pan-Americanos.

Maria Lenk tinha o costume de registrar diversas notícias sobre si que eram publicadas na imprensa escrita. Ela recortava as reportagens e as guardava em um fichário especial. A grande maioria deste acervo registra o auge da carreira de Maria dentro das piscinas, entre 1932 e 1945. Foi nesse período que ela tornou-se a primeira mulher brasileira a disputar uma Olimpíada em 1932 e quando bateu os recordes mundiais dos 200m e 400m peito.

Maria Lenk em 2007 - Foto: Satiro Sodré

Maria Lenk em 2007 – Foto: Satiro Sodré

Todos esses registros foram mantidos pela pioneira da natação nacional, porém, com o passar dos anos ela passou para Lamartine da Costa a responsabilidade de cuidar do acervo. O professor de estudos olímpicos armazenou toda esta relíquia na biblioteca Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Porém, ano passado a universidade foi descredenciada pelo MEC (Ministério da Educação) e acervo de Maria Lenk teve que deixar o local. A ideia de digitalizar todo esse material surgiu após o COI (Comitê Olímpico Inetrnacional) criar um programa que visa preservar a história dos esportes olímpicos através da internet ou museus.

Em conversa com Ricardo de Moura, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Lamartine então levou a ideia a frente e teve apoio da CBDA. O museu virtual deverá estar finalizado até o final do ano. Há a idéia de no futuro expor todo esse acervo histórico fisicamente. Uma justa homenagem a centenária e pioneira Maria Lenk.

Por Guilherme Freitas


As outras biografias polêmicas da natação
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Na semana passada não se falou em outra coisa do que no polêmico livro “Sexe, drogues et natation”, biografia do ex-nadador e campeão olímpico Amaury Leveaux. Nas páginas da obra sobram histórias cabeludas com acusações de que atletas francesas consumiram cocaína durante os Jogos Olímpicos de Londres-2012, que nadadores russos tinham um esquema para escapar de cair no exame antidoping e que dirigentes franceses encobriam escândalos envolvendo atletas da seleção nacional. Sobrou até para Cesar Cielo, chamado de trapaceiro por Leveaux devido ao caso de doping em 2011. Porém, o livro de Leveaux é só mais um num mar de outras publicações polêmicas escritas por nadadores.

Companheira de seleção francesa de Levaux em Pequim-2008 e Londres-2012, Laure Manaudou lançou sua biografia no fim do ano passado e não fugiu de temas delicados. No livro “Entre le lignes'' ela não pouca críticas e acusações a italiana Federica Pellegrini, que teve um caso com seu ex-namorado, o também nadador Luca Marin. As acusações de Manaudou foram rebatidas através das redes sociais onde Pellegrini desafiou a ex-nadadora francesa a contar a história por inteiro e parar de omitir fatos.

Em sua biografia, Manaudou não poupa críticas a Pellegrini -Foto: Mark Baker;

Em sua biografia, Manaudou não poupa críticas a Pellegrini -Foto: Mark Baker;

Traições e relacionamentos interligam outras histórias entre nadadores campeões olímpicos que também acabaram em páginas de livros. Em 2008, Ryk Neethling lançou sua biografia “Chasing the Dream” onde contou detalhes de seu relacionamento com Amanda Beard. No livro, o sul-africano afirma que pensou em se casar com a americana, mas descobriu que ela o traia com Ian Thorpe. Ele não poupa críticas a ex no livro e fala que a crise dos dois quase o derrubou.

Já Amanda revela em “In the Water They Can't See You Cry”, sua autobiografia, dramas pessoais como o uso de drogas pesadas e que sofria com bulimia no início de sua carreira. Ela define o relacionamento com Neethling como conturbado e também recorda de outras crises com outros namorados. Amanda também conta que muito dos problemas que passou foi pelo fato de ter tido uma carreira precoce, já que aos 14 anos ela já era medalhista olímpica.

Ian Thorpe também publicou um livro polêmico - Foto: Quinn Rooney/Getty Images

Ian Thorpe também publicou um livro polêmico – Foto: Quinn Rooney/Getty Images

Ian Thorpe também chegou a lançar uma autobiografia chamada de “This is Me”, onde revela dramas do passado, como a depressão e o vício em álcool. No livro ele não menciona nada sobre sua homossexualidade, assunto que ele revelou publicamente meses depois para uma emissora de TV australiana. Natalie Coughlin, multicampeã olímpica, lançou em 2006 sua biografia intitulada como “Golden Girl” e faz pesadas críticas a um antigo treinador, onde o responsabiliza por lesões sofridas.

Isso não é só um luxo da natação, atletas de outras modalidades também já chegaram a publicar biografias recheadas de histórias polêmicas e com acusações a terceiros. Como podemos ver, o livro de Amaury Leveaux é só mais um que chega as livrarias seguindo essa tendência. Não é o primeiro e com certeza não será o último.

 Por Guilherme Freitas