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Swim Channel TV: Os maiores recordistas mundiais da atualidade
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Você sabe quem são os cinco nadadores que detém o maior número de recordes mundiais individuais atualmente? Listamos aqui esses nadadores, todos multicampeões olímpicos e mundiais. Uma curiosidade é que são quatro mulheres e apenas um homem. E este homem é Michael Phelps! Assista ao vídeo, descubra quem são todos eles e assine o nosso canal!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Matthew Webb: o pioneiro do Canal da Mancha
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A travessia do Canal da Mancha é a prova mais nobre e famosa das águas abertas. Todo o nadador de águas abertas já ouviu falar pelo menos uma vez na vida nesta prova que anualmente leva dezenas de atletas as águas geladas do canal para tentar concluir a prova. Uma lista seleta de lendas e grandes nadadores já atravessaram o estreito que separa o norte da França do sul da Inglaterra. Mas para que essa prova chegasse a esse status de importância foi necessário haver um início. E hoje seria o aniversário deste pioneiro: o capitão Matthew Webb.

Nascido há exatos 169 anos, no dia 19 de janeiro de 1848, Webb entrou para a história do esporte a se tornar a primeira pessoa a realizar a travessia do Canal no Mancha a nado e sem auxílio nenhum de equipamentos. Durante toda sua vida ele foi um apaixonado pela natação e era famoso pela grande resistência de nadar grandes distâncias. Ainda na juventude ingressou na marinha britânica onde fez carreira até chegar ao posto de capitão. Em uma de suas missões pela marinha ele acabou ganhou projeção nacional quando tentou salvar a vida de um homem que se afogava nas águas do Oceano Atlântico e ganhou uma medalha pelo ato de bravura.

O capitão Matthew Webb – Foto: Reprodução

O capitão Matthew Webb – Foto: Reprodução

Ao ler em um jornal sobre uma tentativa frustrada da travessia no Canal da Mancha Webb resolveu encarar o desafio. Motivado treinou e se preparou por alguns anos para tentar registrar o feito. No dia 12 de agosto de 1875 ele fez sua primeira tentativa, mas os fortes ventos o obrigaram a recuar. Duas semanas depois, no dia 24 de agosto ele partiu de Dover a caminho de Calais. Sem nenhum auxílio técnico e vestindo apenas um maiô, Webb cobriu seu corpo com óleo para se proteger do frio e caiu nas gélidas águas do canal. Após 21h45min ele finalmente chegou a costa francesa e tornou-se o primeiro ser humano a atravessar a nado o Canal da Mancha.

Durante a prova Webb tomou café e cerveja, comeu bacon e óleo de fígado de bacalhau além de nadar em zigue-zague devido as correntes, o que aumentou em dezenas de quilômetros o percurso da prova. Após a travessia bem-sucedida ele foi saudado como um grande herói nacional e passou a viajar pelo mundo divulgado a natação e seu feito. Como já havia atravessado o Canal da Mancha passou a desafiar novas águas internacionais e realizar eventos de resistência e longas durações. Em 1883 ele tentou atravessar a nado o Rio Niágara, que fica abaixo das famosas cataratas, porém, no meio do caminho acabou entrando em um redemoinho e veio a falecer, fazendo aquilo que mais adorava.

Pintura mostra como teria sido o desembarque de Webb em Calais – Foto: Reprodução

Pintura mostra como teria sido o desembarque de Webb em Calais – Foto: Reprodução

O capitão Matthew Webb deixou um enorme legado para a natação em águas abertas, sendo eternizado no Hall da Fama das águas abertas em 1863 e no Hall da Fama da natação em 1865. Após seu sucesso muitos nadadores passaram a realizar a Travessia do Canal da Mancha e a adotar as águas abertas como estilo de vida. “Nada grandioso é fácil”. Essa é a frase que esta registrada em seu memorial na cidade Dawley. Uma afirmação perfeita para representar o que o feito de Webb significa.

Por Guilherme Freitas


Thiago Pereira realiza seu terceiro Swim Camp
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Janeiro é um mês de férias escolares para muitas crianças e jovens. Enquanto alguns aproveitam para viajar ou se divertir, outros já estão treinando para a temporada 2017. Um grupo de promissores atletas e paratletas estão nesta semana em São Paulo participando da terceira edição do Thiago Pereira Swim Camp, uma grandiosa clínica de natação promovida pelo medalhista olímpico e seus parceiros.

O programa é ministrado ao longo de sete dias por profissionais de diversas áreas como técnica, biomecânica e nutrição que realizam atividades dentro e fora da piscina, palestras e apresentações técnicas. No final da clínica todos os participantes recebem um certificado e análises da técnica de nado. Este ano o camp terá uma grande novidade: o Troféu Thiago Pereira. A competição encerrará a edição 2017 da clínica e será dividida por categorias reunindo nadadores convencionais e paralímpicos. O troféu é aberto a nadadores de todas as idades, de pré-mirim a júnior, federados ou não, participação de clubes, academias, escolas, todos nadando os quatro nados em provas de 50 metros e a premiação daquele que tiver a melhor soma dos tempos.

Thiago concede entrevista para a imprensa – Foto: Patrick Winkler/Swim Channel

Thiago concede entrevista para a imprensa – Foto: Patrick Winkler/Swim Channel

As duas primeiras edições do Swim Camp aconteceram no Rio de Janeiro e desta vez o evento vem sendo realizado no moderno Centro de Treinamento Paralímpico, na cidade de São Paulo. O local é o mais moderno complexo esportivo do país, com 95 mil metros quadrados de área total e conta com seis piscinas com tecnologia da Myrtha Pools. A SWIM CHANNEL esteve presente no CT Paralímpico nesta terça-feira para conversar com Thiago e acompanhar o Swim Camp. O nadador concedeu algumas entrevistas para a imprensa e levou para os participantes da clínica algumas de suas medalhas, entre elas a prata olímpica de Londres-2012 e a primeira medalha de sua carreira conquistada em um evento regional da FARJ no de 1998 (veja na imagem abaixo). Todos os jovens atletas puderam tirar fotos com as medalhas e com Thiago.

Foto da primeira medalha da carreira de Thiago Pereira – Foto: Guilherme Freitas/Swim Channel

Foto da primeira medalha da carreira de Thiago Pereira – Foto: Guilherme Freitas/Swim Channel

A terceira edição do Thiago Pereira Swim Camp tem a coordenação do Coach Alexandre Pussieldi e conta com apoio de diversas empresas, entre elas a ProSwim que confeccionou todas os dois modelos de toucas do evento. Uma para os eventos da clínica e outra para ser utilizada especialmente no Troféu Thiago Pereira. Para mais detalhes e informações do evento clique aqui.

Por Guilherme Freitas


Semana de despedidas
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A semana começou com duas perdas sentidas e também despedidas emocionadas para o mundo aquático: a britância Fran Halsall, e o americano David Plummer.

A velocista somou uma década na elite do esporte e, em um sincero texto ao anunciar que deixa a natação competitiva, admitiu passar pelo que muitos atletas acabam criando identificação: ela disse que anunciar uma aposentadoria no esporte é algo estranho, uma vez que nunca foi uma carreira ou um emprego para ela. “Apenas um hobby que eu amo praticar e no qual aconteceu que eu fosse boa”. Em sua conta no Twitter, Halsall agradeceu a todos os profissionais que investiram dinheiro, conhecimento e sabedoria em sua jornada nas piscinas.

A velocista Francesca Halsall se aposentou - Foto: Orage.co.uk

A velocista Francesca Halsall se aposentou – Foto: Orage.co.uk

Nas suas palavras a britânica abordou um tema que é até hoje ainda tão delicado para os que dedicam tantos anos de sua vida a uma carreira competitiva. O medo de saber o que virá após deixar a rotina que envolveu todos os aspectos da vida de atleta é muito presente. E muito tocante.

Como foi o relato de Plummer, em um bonito texto publicado pelo Swim Swam. Viveu o sonho de qualquer atleta apenas aos 30 anos de idade, ao conseguir a classificação para o Rio-2016, onde terminou sua participação com o bronze nos 100m costas. Quatro anos antes, ele bateu na trave por 12 centésimos, ficando em terceiro na seletiva norte-americana e, consequentemente, fora dos Jogos de Londres.

“Foi uma decisão muito difícil de tomar. Me entendo por nadador desde os cinco anos de idade, mas cheguei à conclusão de que não quero mais fazer isso. Na maior parte da minha vida eu quis nadar o mais rápido possível mais do que quis respirar. Eu não quero mais isso. Nunca deixarei de amar a natação e sei que sentirei falta de competir. Nosso esporte é um dos mais desafiadores do mundo”, disse Plummer, agradecendo á família, staff, e amigos.

David Plummer foi bronze no Rio-2016.

David Plummer foi bronze no Rio-2016.

Por toda sua carreira, Plummer teve rivais dificílimos em sua prova – dominada pelos americanos desde os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996: Ryan Murphy, Aaron Piersol e Matt Grevers foram citados em sua carta.

Ao contrário do “novato” olímpico Plummer, Halsall participou de três edições olímpicas pela Grã-Bretanha, entre 2008 e 2016. Ela se aposenta sem medalhas olímpicas, com sua melhor colocação no Rio, aos precoces 26 anos, com um quarto lugar, a dois centésimos do pódio, e seis da medalha de ouro – que acabou com Pernille Blume, da Dinamarca.

Fran Halsall se aposenta com três medalhas em Mundiais de Piscina Longa e seis em curta. Já David tem dois pódios no Rio-2016: o bronze no 100m costas e ouro no 4x100m medley, com os Estados Unidos; além de duas medalhas em Mundiais, um ouro e uma prata.

Por Mayra Siqueira


A história do Mundial Master
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Em julho os olhos da comunidade aquática se voltarão para Budapeste, capital da Hungria, que será palco da 17ª edição do Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos da Fina. Assim que Katie Ledecky, Katinka Hosszu e companhia deixarem a piscina entrarão em ação milhares de nadadores master com diferentes trajetórias nas piscinas. Existem ex-atletas olímpicos, nadadores de ponta que jamais chegaram a nadar um Mundial pela sua seleção e aqueles que descobriram o prazer da natação já em uma idade mais avançada. Mas como começou tudo isso?

Em 1978 aconteceu em Toronto, no Canadá, uma competição chamada Age Group Competition que reuniu nadadores masters de vários países. A princípio era apenas uma competição amistosa e sem intenção de tornar-se um grande evento mundial. Porém, cinco depois foi criada a Federação Internacional Master de Natação que estipulou regras e decidiu alavancar a modalidade master. Em 1984 o então presidente da Fina Robert Helmick, propôs ao Bureau da entidade que a natação master (e posteriormente as demais modalidades) fosse oficializada pela Federação Internacional. Dois anos depois acontecia em Tóquio o primeiro mundial da categoria.

Mundial master será em agosto - Foto: Daniel Quek

Mundial master será em agosto – Foto: Daniel Quek

A nova competição da Fina ocorreu durante os dias 12 e 16 de julho em 1986. Entre centenas de nadadores haviam nomes consagrados e que continuavam levando a natação como estilo de vida. Entre eles James Montgomery, campeão olímpico dos 100m livre em Montreal-1976 que faturou cinco medalhas de ouro nas provas de nado livre. Quem também pendurou cinco medalhas de ouro no pescoço foi Maria Lenk, que conquistou duas medalhas no estilo que ajudou a criar: o nado borboleta.

Além dela o Brasil esteve representado com dezenas de nadadores, entre eles Romulo Arantes que ainda era jovem, tinha 29 anos na época, e venceu com sobras as provas de 50m, 100m e 200m costas e o atual candidato a presidência da CBDA, Miguel Carlos Cagnoni que teve como melhor resultado o sétimo lugar nos 800m livre na categoria 40-44 anos. Ao todo a delegação brasileira subiu 53 vezes ao pódio, sendo 20 medalhas de ouro, 18 de prata e 15 de bronze.

Maria Lenk ganhou cinco medalhas no primeiro Mundial Master - Foto: Reprodução

Maria Lenk ganhou cinco medalhas no primeiro Mundial Master – Foto: Reprodução

Desde então o Campeonato Mundial Master passou a ser realizado sempre de dois em dois anos, inclusive sendo disputado em 1990 no Rio de Janeiro. Em 2015 ele foi integrado a programação do Mundial de Esportes Aquáticos e é disputado após o término das provas de natação da categoria absoluta, uma forma de integrar os atletas masters ao ambiente de um grande evento internacional e motivar também os nadadores de hoje que no futuro serão masters.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: as piscinas mais exóticas do mundo
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O novo programa da Swim Channel TV lista sete das mais exóticas piscinas do mundo. E tem piscina para todos os gostos! Para quem gosta de ambientes extremos como a piscina mais longa do mundo no Chile ou a piscina mais profunda na Bélgica. A agressiva piscina de Bondi Beach, na Austrália e a de borda infinita nas alturas em Cingapura. Piscina com fundo amarelo no Tibet e vermelho na Tailândia e a enorme piscina térmica de águas termais na Islândia. Assista ao vídeo abaixo, conheça as piscinas e assine nosso canal no Youtube!

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Nadar no mar faz bem a saúde
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A natação em águas abertas é uma das modalidades que mais cresce nos últimos anos. A cada ano que passa mais pessoas começam a se interessar em disputar travessias, seja para perder o medo do mar, como forma de condicionamento físico, para experimentar uma nova adrenalina que o esporte oferece ou simplesmente para variar os locais de treinamento. Mas além de todo estes motivos existe uma outra razão para a prática da natação no mar: a saúde.

Em artigo publicado no jornal neo-zelandês New Zealand Herald, o médico Sérgio Diez Alvarez, da Universidade de Newcastle, afirmou que a natação além de um estilo de vida é também uma ótima forma para conservação da saúde. Ou melhor, a água salgada é uma ótima ferramenta para tal. Afinal, ela contém uma quantidade maior de minerais, como sódio, magnésio, cloreto e cálcio, sendo um excelente remédio natural no combate as doenças de pele como eczema e psoríade.

Natação em águas abertas - Foto de Dennis O'Clair

Natação em águas abertas – Foto de Dennis O'Clair

Em seu texto Alvarez ainda destaca que a água do mar pode ter outros benefícios a saúde, como ajudar no tratamento de pessoas que sofrem com problemas respiratórios como rinites alérgicas e sinusites. O médico afirma que estudos já indicaram que a água salgada reduz inflamações e irritações nas cavidades nasais e que pessoas que nadam frequentemente no mar ou vivem neste tipo de ambiente, como pescadores, por exemplo, tendem a ter sistemas respiratórios mais saudáveis. Recentemente vem aumento o número de piscinas que optam pela salinização ao invés do tradicional cloro, deixando a água dessa forma com uma sensação de leveza e bem-estar.

Por fim, Alvarez lembra que a água do mar é uma ótima sugestão para manutenção da saúde mental. O termalismo, que é a terapia da água, feito em água salgada ajuda no combate de sintomas de depressão e ansiedade. Outro tratamento que vem se tornando bastante comum na água do mar é a hidroterapia, terapia em água gelada, que é muito utilizada para reabilitação física. Portanto nadar no mar além de ser uma atividade bastante emocionante também é uma ótima ferramenta para sua saúde. Boas braçadas!

Por Guilherme Freitas


Samir Barel é o novo diretor técnico da natação do Aloha Spirit
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O calendário de 2017 do Circuito Aloha Spirit já foi divulgado e teremos ao longo do ano três etapas. Ilhabela vai abrir a temporada em março e há outras duas etapas agendadas para junho e setembro ainda sem local definido. O evento, que agrega diversas competições aquáticas, terá disputas de stand-up paddle, paddleboard, canoa havaiana, surfski e claro, as provas de natação em águas abertas. E para 2017 o circuito terá uma grande novidade para esta modalidade. Conquistador da Tríplice Coroa de águas abertas, Samir Barel será o novo diretor técnico de natação do Aloha Spirit.

Para João de Castro, diretor da EcoOutdoor e responsável pelo Aloha, a nomeação de Samir para o cargo se deu pela experiência e competência do atleta. “Ele é um cara extremamente competente e muito bem quisto por toda a comunidade aquática. É um cara que se doa e tem um alto conhecimento sobre as águas abertas, que ajudará muito também na expansão do Aloha Spirit”, afirma João que além de Samir conta com outros diretores experientes e renomados nas outras modalidades do circuito como David Mcknight (canoa havaiana) e Gustavo Ratones (no stand-up paddle).

Samir Barel ministrará uma palestra durante o evento - Foto: Talita Saab

Samir Barel é o novo diretor de natação do Aloha – Foto: Talita Saab

Samir esta confiante e empolgado para este novo desafio de sua carreira “Cuidarei da parte técnica da maratona, como desenho do percurso, ponto de boias, briefing dos atletas, contato com os barqueiros, etc. Espero dessa forma pode colaborar com a divulgação e crescimento das águas abertas no Brasil possibilitando uma experiência diferente, desafiadora e segura para a modalidade”, conta o nadador.

Este ano teremos a cada etapa três provas de águas abertas com metragens de 1 km, 2 km e 3,5 km. A prova mais longa também terá uma novidade: contará com percursos individuais e em revezamento. “Já pensávamos em ter uma prova por equipe no Aloha e o Samir deu a sugestão de realizá-la no formato de três atletas nadando juntos, tendo pelo menos uma mulher na equipe. Dessa forma faremos baterias classificatórias no sábado e uma final no domingo com a ordem de largada definida”, explica João que acredita que esse diferencial pode ser atrativo e motivante para todos os participantes.

Mapa do percurso das provas do Aloha Spirit - Foto: Reprodução

Mapa do percurso das provas do Aloha Spirit – Foto: Reprodução

João também confirmou que haverá uma premiação especial nas principais provas, com troféus estilizados e possíveis colares havaianos aos vencedores. “Queremos com isso aproximar o público das travessias à cultura Aloha. Sabemos que a natação é a modalidade mãe de todo o atleta aquático, mas nem todos estão integrados ao universo Aloha”.

A etapa de Ilhabela do Aloha Spirit acontecerá entre os dias 17 e 19 de março, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. As provas de 1 km e 2 km terão largada e chegada na Praia do Perequê. Já a travessia de 3,5 km tem largada em Vila Ilhabela, percurso na beira-mar e chegada na Praia do Perequê. O evento será transmitido ao vivo pela internet e as provas de águas abertas terão os comentários do editor-chefe da SWIM CHANNEL, Patrick Winkler. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Phelps x Peaty, Hosszu x Ledecky: quantidade x qualidade?
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Tyler Clary afirmou que pode ceder sua vaga a Phelps nos 200m medley sem problemas

Michael Phelps (foto: divulgação)

Hoje, Cristiano Ronaldo foi premiado pela FIFA como o melhor jogador do mundo em 2016. As premiações da natação, por outro lado, já foram todas oferecidas no ano passado. Segue abaixo a lista das principais:
FINA
Feminino: Katinka Hosszu (HUN)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Revista Swimming World
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Swim Swam
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
SwimVortex
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Adam Peaty (GBR)
Best Swimming
Feminino: Katie Ledecky (USA)
Masculino: Michael Phelps (USA)
Não foram citados os prêmios em águas abertas, pois todos escolheram os mesmos nadadores: os holandeses SHaron van Rouwendaal e Ferry Weerman, campeões olímpicos dos 10 km.
Nas principais premiações dos melhores do mundo na natação, nenhuma unanimidade. Mas quase: os americanos Katie Ledecky e Michael Phelps foram eleitos os melhores nadadores do planeta por quase todas as publicações.
Katie Ledecky em ação no Rio-2016 - Foto: Michael Dalder/Reuters

Katie Ledecky (foto: Michael Dalder/Reuters)

O prêmio oferecido pela revista Swimming World é o mais tradicional do esporte: é oferecido desde 1964. O da FINA, por sua vez, tem caráter oficial e foi criado somente em 2010. Tem feito escolhas polêmicas e ainda precisa encontrar seu formato ideal – o atual é baseado em uma tabela de pontos, que, entre outras aberrações, coloca no mesmo nível conquistas em piscina curta e piscina longa, o que justifica a escolha de Katinka Hosszu nos últimos três anos enquanto Katie Ledecky era praticamente unanimidade.
Mas a discussão aqui é outra. Ledecky e Phelps foram os melhores para a maioria. Mas houve aqueles que escolheram Hosszu e Adam Peaty. Quais são os critérios? Alguns escolhem o nadador com mais vitórias e glórias; outros preferem aquele que chegou mais perto da perfeição em uma performance individual espetacular.
Houve anos em que não houve discussão. Em diversas temporadas recentes, como 2003, 2007 e 2008, no masculino, Michael Phelps foi o melhor em todos os critérios: foi o mais vencedor, o mais dominante, o autor dos recordes mais impressionantes. Há outros exemplos: Inge de Bruijn em 2000, Ian Thorpe em 2001, Missy Franklin em 2012.
O atual critério utilizado pela FINA valoriza somente os nadadores versáteis, que disputam várias competições e tem um leque de provas variado. Com isso, em 2015, premiou Hosszu e o australiano Mitch Larkin, em escolha muito criticada. Por isso, criou uma espécie de ''prêmio de consolação'' na ocasião, destinado aos melhores índices técnicos do ano, laureando assim Ledecky e Peaty, esses sim escolhidos por todas as publicações os melhores de 2015.
Adam Peaty celebra sua vitória nos 100m, peito - Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Adam Peaty (foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Ao colocar na balança versatilidade e hegemonia, muitas vezes a escolha é difícil. Em 2016, Adam Peaty, com seu 57s13 nos 100m peito nos Jogos Olímpicos, chocou o mundo. Está muito distante de seus concorrentes na prova e provavelmente demorará muito até que outro nadador supere a marca. E fica a pergunta: esse desempenho único supera os dois ouros e uma prata individual de Michael Phelps, além de três ouros nos revezamentos, nos Jogos Olímpicos? Para alguns sim, tamanha superioridade do britânico. Para outros não, pois seis medalhas olímpicas, sendo cinco ouros, é um feito gigantesco.
No feminino, também há discussão. Katie Ledecky teve os melhores resultados técnicos, com seus impressionantes recordes mundiais nos 400m e, sobretudo, nos 800m livre. Ela já nos acostumou nos últimos anos às suas marcas espetaculares, mas continua surpreendendo. E, ao contrário de Peaty, prima também pela quantidade: conquistou quatro ouros e uma prata na Olimpíada do Rio de Janeiro. Mas, em termos de quantidade, Ledecky tem uma rival imbatível: Katinka Hosszu. Três ouros e uma prata individuais no Rio, conquistou nove medalhas no Mundial de curta e mais de 100 na Copa do Mundo este ano. Conseguiu o feito de ter todos os recordes individuas húngaros em pisicna curta. E também prima pela qualidade: seu recorde mundial dos 400m medley na Olimpíada foi quase tão impressionante quanto as marcas de Ledecky.
Entre as mulheres, a qualidade venceu, pois, no caso de Ledecky, também estava aliada à quantidade. No masculino, deu Phelps – sua versatilidade superou a qualidade que Peaty mostrou em somente uma prova.
E para você, quais são os principais aspectos na escolha dos melhores nadadores do mundo?
Por Daniel Takata

Cesar Cielo participa de clínica na Argentina
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O ano de 2016 não foi nada bom para Cesar Cielo dentro da piscina. Após se recuperar de uma lesão no ombro o nadador não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpico do Rio-2016, onde seria uma das grandes atrações e candidato a lutar por medalhas. Após a terceira colocação nos 50m livre no Troféu Maria Lenk ele sumiu dos holofotes. Fora das piscinas ele conseguiu arrumar tempo para executar e por em prática alguns projetos de seu instituto.

Cielo poderia anunciar sua aposentadoria da natação, afinal, já conquistou tudo que podia e esta na galeria dos maiores de todos os tempos da modalidade. Porém, em 2017 ele busca um recomeço para sua carreira. E o início desse retorno é justamente passar um pouco de sua experiência para as novas gerações através de clínicas. Em novembro durante o Campeonato Brasileiro Infantil ele realizou um evento em Aracaju e agora se junta com Jose Meolans para ministrar clínicas na Argentina.

Cesar Cielo participa de clínica na Argentina - Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Cesar Cielo participa de clínica na Argentina – Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Durante os dias 20 e 21 de janeiro a dupla de velocistas participa do evento “Desafio Meolans x Cielo 2017”, onde ministrarão clínicas sobre técnicas de velocidade. Ambos se enfrentaram algumas vezes em competições internacionais, como na final dos 100m livre nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007. Na ocasião o brasileiro venceu a prova com 48s79 e superou o argentino que levou a prata com 49s42.

Cielo ainda detém os recordes mundiais dos 50m e 100m livre em piscina longa e Meolans é um dos maiores nadadores da história da Argentina, tendo sido campeão mundial na piscina curta em 2002. Além de conversar sobre seus feitos na água eles vão duelar novamente numa exibição em piscina. No dia 20 a clínica acontece na cidade de Necochea e no dia seguinte em Mar del Plata. A entrada do público será gratuita.

Nos últimos anos, Meolans vem participando de clínicas na Argentina - Foto: El Observador del Sur

Nos últimos anos, Meolans vem participando de clínicas na Argentina – Foto: El Observador del Sur

O brasileiro ainda não tem data confirmada para retornar as competições. No ano passado em entrevista coletiva para a imprensa ele confirmou que vai retornar as piscinas entre 2017 e 2018, porém, até o momento são poucas as chances dele conseguir se preparar a tempo para disputar o Campeonato Mundial de Budapeste em julho.

Por Guilherme Freitas