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Gregorio Paltrinieri: o novo dono dos 1500m livre
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Na semana passada aconteceu em Londres a 33ª edição do Campeonato Europeu de natação, evento que reuniu os principais atletas do continente e serviu como seletiva olímpica para alguns países. Diversos nadadores tiveram bons desempenhos, como os húngaros Katinka Hosszu e Lazslo Cseh que se tornaram os maiores medalhistas da história da Hungria, o britânico Adam Peaty que segue dominando as provas de peito e o francês Florent Manaudou que confirmou sua hegemonia nos 50m livre. Porém, ninguém foi tão expressivo quanto Gregorio Paltrinieri.

O italiano vive o melhor momento de sua carreira. Aos 21 anos, Paltrinieri foi de longe o grande destaque do Europeu de Londres. Nadou apenas as duas provas mais longas do programa e foi medalha de ouro em ambas. Terminou a competição ainda como o único nadador que conseguiu superar um recorde continental, ou melhor, destruir um recorde. A cada parcial nos 1500m livre o italiano abria mais e mais distância para seu antigo recorde europeu na prova que era de 14min39s67, feitos em sua campanha vitoriosa de Kazan. Ao fim, bateu na borda em 14min34s04.

O tempo não foi apenas quase seis segundos mais veloz que a antiga marca continental. Foi também a segunda melhor performance de todos os tempos na prova mais longa da natação. Apenas Sun Yang já nadou mais rápido que Paltrinieri, porém, será que a marca do chinês esta a perigo? Os 14min31s02 que deram o ouro a Yang nos Jogos de Londres podem ser alcançados pelo italiano no Rio-2016 caso ele continue evoluindo.

Paltrinieri é hoje o mlehor fundista do mundo - Foto: Giorgio Scala/Deepbluemedia/Insidefoto

Paltrinieri é hoje o mlehor fundista do mundo – Foto: Giorgio Scala/Deepbluemedia/Insidefoto

Uma motivação para Paltrinieri superar essa marca pode ser o próprio nadador chinês. No Campeonato Mundial de Xangai em 2011, Yang bateu o recorde mundial de Grant Hackett e um ano depois abaixou três segundos ratificando o recorde atual. É praticamente a mesma diferença que o italiano vai ter que tirar se quiser escrever seu nome na galeria dos recordistas mundiais.

Com um excelente ciclo olímpico Gregorio Paltrinieri se firma como o principal fundista da atualidade e torna-se o favorito para ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e destronar o reinado de Sun Yang. Potencial para isso ele tem de sobra, resta saber se confirmará as expectativas no dia 13 de agosto, data da final olímpica dos 1500m livre.

Confira abaixo a prova dos 1500m livre no Campeonato Europeu de Londres, com novo recorde continental de Gregorio Paltrinieri:

Por Guilherme Freitas


Tecnologia na cabeça!
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Você em algum momento já deve ter assistido as provas de natação paraolímpica de atletas com deficiência visual. Sempre que o nadador esta se aproximando da parede o técnico precisa estar a postos para cutucá-lo com uma vara. Esse toque serve para avisá-lo que aquele é o momento exato para executar a virada e continuar a prova. Como nada neste mundo está imune a tecnologia, já vem sendo desenvolvido um produto totalmente inovador: uma touca que vibra no momento em que será realizada a virada.

Batizada como Blind Cap (em português touca para cegos), este acessório foi desenvolvido pela gigante de tecnologia sul-coreana Samsung em parceria com o Comitê Paralímpico da Espanha e com a agência de comunicação Cheil, de Madri.

Assista aqui ao vídeo da Blind Cap

Com tecnologia bluetooth e sensores presos a touca, o acessório emite uma vibração na cabeça do nadador sempre que ele se aproxima da parede. Para que o sinal seja captado o técnico precisa acionar o alerta em seu dispositivo manual que deve ser sincronizado com o Gear S2, o smartwatch da Samsung, ou via um aplicativo a ser instalado em algum smartphone Android.

O aparelho ainda esta em fase de testes e foi apresentado para uso apenas em competições com atletas de elite, porém devido a proximidade do início dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, que começam em 106 dias, é muito improvável que Comitê Paralímpico Internacional autorize o uso deste acessório na competição. Porém, será uma sugestão muito interessante e poderá no futuro fazer parte da realidade da natação paralímpica.

Por Guilherme Freitas


CT Paralímpico ganha seis piscinas tecnológicas
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Foi inaugurado na manhã desta segunda-feira em São Paulo, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. O local, que tem 95 mil metros quadrados de área, será um dos maiores legados dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016 que terão início no dia 7 de setembro. O local será o principal legado do esporte paraolímpico sendo totalmente equipado e adaptado com infraestrutura que atenda os atletas que estarão no evento e as futuras gerações.

O novo CT Paralímpico já é o mais moderno do mundo, superior até que o da China. E não é só a infraestrutura e aparelhagem voltadas para competição e treinamento que diferenciam o local, lá também haverá espaço para o desenvolvimento de outras atividades interdisciplinares do esporte, como medicina, fisioterapia, psicologia, fisiologia, biomecânica, nutrição, entre outras. Outro destaque serão as acomodações que permitirão que seleções e equipes estrangeiras se hospedem no CT durante training camps no Brasil.

A nadadora paralímpica Edênia Garcia e a nova piscina do CT paralímpico – Foto: Divulgação

A nadadora paralímpica Edênia Garcia e a nova piscina do CT paralímpico – Foto: Divulgação

Uma das modalidades mais importantes do esporte paraolímpico, a natação terá uma estrutura única no Brasil, como modernas piscinas e instalações. Ao todo foram construídas seis piscinas no local e todas com a tecnologia da Myrtha Pools, a mesma empresa que desenvolveu a piscina do Olympic Aquatic Stadium e empresa que é patrocinadora da FINA (Federação Internacional de Natação). Com melhora na qualidade e reaproveitamento da água utilizada, o local contará com duas piscinas (olímpica e semiolímpica) voltadas para a a sessão de treinamento dos nadadores e mais quatro piscinas de hidroterapia, instalações específicas para atividades de terapia e recuperação física. A propósito, a Myrtha Pools no Brasil vem trabalhando na inauguração e restruturação de diversas piscinas no país e pode-se dizer que o Brasil é uma das principais praças da Myrtha Pools em todo o mundo.

Há 107 dias do início dos Jogos Paralímpicos, o Comitê Paralímpico Brasileiro sai na frente, nos apresenta com bela estrutura e um grandioso legado para o esporte nacional. Um modelo que deve servir como exemplo e inspiração para as entidades responsáveis dos Jogos Olímpicos. Diversos atletas marcaram presença na inauguração da piscina, entre eles Daniel Dias que gravou um vídeo para seus seguidores nas redes sociais. Assista abaixo:

Por Guilherme Freitas


Do Leme ao Pontal, não há nada igual!
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Eternizada na voz de Tim Maia, a canção “Do Leme ao Pontal” motivou Luiz Lima a concluir a travessia entre os dois pontos nas águas do Rio de Janeiro em um desafio inédito no ano de 2008. Desde então, além de Luiz, outros dois nadadores decidiram atravessar a nado as águas que separam a Praia do Leme ao Pontal: Adherbal de Oliveira que concluiu o desafio em 2015 e Paulo Amaral este ano. E agora o clube de desbravadores desse grande desafio vai ganhar um novo nome: Patrícia Farias de França.

A epopeia de Patrícia já tem data marcada. Começará no próximo dia 28 de maio, com previsão de chegada no dia seguinte as 11h da manhã. Uma travessia de aproximadamente 35 km e que será muito desgastante física e mentalmente. Mas Patrícia tem muita experiência em provas de águas abertas, já tendo realizado diversas travessias ao longo de sua carreira e por também conhecer o percurso que vai encarar.

A nadadora Patrícia Farias de França - Foto: Arquivo pessoal

A nadadora Patrícia Farias de França – Foto: Arquivo pessoal

“Ela vem se preparando desde o dia que o Adherbal concluiu a travessia. Ela o acompanhou por 25 km e quando saiu da água falei a ela que iria prepará-la para ser a primeira mulher a concluir o desafio e na hora ela topou”, conta Renato Ribeiro, técnico de Patrícia e também head coach da Equipe Navegantes que realiza seus treinos no posto 6 da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

E ele garante que Patrícia esta pronta para um desafio tão desgastante. “As seções de treinos são puxadas em dois turnos, com treinamento a seco com fortalecimento e mais os longos com durações a partir de 4 horas direto. Os treinos são divididos entre a praia e piscina”, revela Renato que também contou a SWIM CHANNEL que Patrícia tem em mente cruzar o Canal da Mancha nos próximos anos.

Patrícia e o técnico Renato Ribeiro - Foto: Arquivo pessoal

Patrícia e o técnico Renato Ribeiro – Foto: Arquivo pessoal

Resta pouco mais de uma semana para que Patrícia realize a travessia. Além dos treinamentos e últimos ajustes, ela terá uma “forcinha” extra dia 28. Adherbal de Oliveira vai recompensar o incentivo que teve ano passado e irá acompanhar a nadadora dentro do barco de apoio. Renato conta ainda que muitos atletas da equipe dos Navegantes se inspiram em Adherbal e pretendem realizar esse desafio no futuro. “Ele despertou isso dentro da equipe e hoje muitos atletas daqui e de fora do estado me procuram para realizar esse desafio comigo e com a Navegantes”, finaliza Renato.

Patrícia fará história ao se tornar a primeira mulher a concluir um das travessias mais difíceis do país. E como diz a canção do saudoso Tim Maia, “Do Leme ao Pontal, não há nada igual''.

Por Guilherme Freitas


Henrique Martins desabafa e critica decisão do COB
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O nadador Henrique Martins fez um desabafo ontem através de sua página no Facebook criticando a decisão do Comitê Olímpico do Brasil em não convocar o técnico australiano Scott Volkers para compor a delegação do país nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Classificado para nadar os 100m borboleta, Henrique não concordou com a posição do COB em vetar o treinador australiano após um pedido do presidente do Comitê Olímpico Australiano, John Coates.

Volkers foi acusado de cometer abuso sexual contra três nadadoras na Austrália, mas um tribunal o julgou e o declarou inocente em 2011. Desde 2012 ele trabalha na comissão técnica do Minas Tênis Clube e já integrou algumas comissões técnicas da seleção como nos Jogos Pan-Americanos de Toronto ano passado. O australiano integraria a seleção por representar o clube com mais atletas classificados para a Olimpíada. Foram oito ao todo: Henrique Martins, Ítalo Manzine, Kaio Márcio de Almeida, Marcos Macedo, Miguel Valente, Nicolas Oliveira, Thiago Pereira e Daiene Dias.

Henrique Martins e seu técnico Scott Volkers – Foto: Arquivo pessoal do nadador

Henrique Martins e seu técnico Scott Volkers – Foto: Arquivo pessoal do nadador

Confira abaixo na íntegra o desabafo de Henrique:

“Hoje acordei com notícia de que, meu treinador Scott Volkers, foi excluído da comissão técnica que estará nas Olimpíadas Rio 2016. Segundo notícias, o presidente do COB, Carlos Arthus Nuzman, recebeu uma carta do presidente do comitê olímpico australiano, John Coates, pedindo a exclusão do Scott do time olímpico devido a acusações feitas a ele em 2001. De acordo com a BBC Brasil, o COB respondeu oficialmente aos australianos afirmando que o pedido será acatado e o técnico Scott Volkers não irá integrar o time olímpico.

Depois de ler essa notícia, passei o treino inteiro inquieto, apurando e filtrando todas as informações, tentando compreender a decisão do COB. De acordo com os fatos, o técnico Scott Volkers foi inocentado em todas as instâncias da justiça australiana. Após um ano de julgamentos, declarações e testemunhos, a justiça australiana determinou que ele era inocente e encerrou o caso.

Dito isso, o treinador Scott Volkers foi o técnico com o maior número de atletas classificados para a Olimpíada Rio 2016 e, de acordo com os critérios da CBDA, se encaixa em uma das sete vagas da comissão técnica. Lembrando que o fato dele ser australiano não o impede de integrar a seleção brasileira, tendo ele participado de diversas seleções, inclusive do Pan Americano de 2015. Além das 4 Olimpíadas no currículo, o Scott tem mais medalhas olímpicas que todos os treinadores brasileiros juntos e sua experiência pode ser crucial nos momentos decisivos e nas performances de seus atletas.

Como a decisão do COB não foi baseada na legalidade (não se pode punir alguém inocente), temo que teve caráter político. Em meio a confusão em que estamos vivendo no país, o esporte é uma das únicas áreas que ainda preserva os valores de justiça, honestidade e merecimento. Essa é a essência do esporte e espero, sinceramente, que ela não seja corrompida como as demais.

Faltando 79 dias para os Jogos Olímpicos, torço para o COB tomar a decisão correta de convocar o treinador Scott Volkers, responsável por tornar o meu sonho olímpico e de vários outros atletas realidade. No momento mais importante de minha carreira, espero que meu técnico esteja ao meu lado para me orientar da melhor maneira possível.

De acordo com o slogan do COB, “Somos Todos Time Brasil” e agora é o melhor momento de provar isso!”

Henrique Martins, nadador classificado para os Jogos Olímpicos do Rio-2016.


Dobradinha dupla olímpica: um feito para poucos
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Os Jogos Olímpicos têm algumas curiosidades e façanhas bastante interessantes e muito raras de acontecer. Uma delas é a dobradinha dupla, que acontece quando um atleta conquista duas medalhas olímpicas numa mesma edição e repete o mesmo desempenho na Olimpíada seguinte. Se ganhar uma medalha olímpica já é algo muito difícil, ganhar quatro é uma missão para poucos. Dos milhares de nadadores que já nadaram o evento, apenas cinco atingiram esse feito tão raro e um conseguiu superá-lo.

O primeiro nadador a conseguir foi um dos maiores da história. Atleta da antiga Alemanha Oriental, Roland Matthes bateu 19 recordes mundiais ao longo de sua carreira e ganhou o apelido Swimming Rolls-Royce. Nadava bem todos os estilos, mas se consagrou nas provas de costas. Metade de suas oito medalhas olímpicas foram conquistadas de forma consecutiva neste estilo. Nos Jogos do México-1968 ele venceu os 100m e 200m costas com novo recorde olímpico, feito que repetiu quatro anos depois em Munique.

O alemão Roland Matthes - Foto: Reprodução/Internet

O alemão Roland Matthes – Foto: Reprodução/Internet

Depois de Matthes demorou um tempo para que esta façanha fosse repetida por outro nadador. Sendo mais preciso, foram vinte anos. Aconteceu em Barcelona-1992, quando o húngaro Tamás Darnyi venceu pela segunda vez consecutiva os 200m e 400m medley. Quatro anos antes em Seul-1988, o nadador também já tinha colocado no pescoço a medalha de ouro nas mesmas provas. Primeiro homem a nadar os 200m medley abaixo dos 2 minutos, Darnyi também foi bicampeão consecutivo nas duas provas nos Mundiais de Madri-1986 e Perth-1991.

Considerado um dos maiores velocistas de todos os tempos, Alexander Popov também protagonizou uma dobradinha dupla em Olimpíadas. Em sua estreia na competição como membro da delegação da Comunidade dos Estados Independentes (que foi uma equipe unificada com os países que compunham a antiga URSS que havia se desmantelado no ano anterior) ele venceu os 50m e 100m livre em Barcelona-1992. Quatro anos depois em Atlanta-1996, agora representando a Rússia, ele repetiu a dose ao vencer os 50m e 100m livre em dois épicos duelos contra o americano Gary Hall Jr.

A ucraniana Yana Klochkova - Foto: Stuart Hannagan/Getty Images

A ucraniana Yana Klochkova – Foto: Stuart Hannagan/Getty Images

Apenas uma mulher na história dos Jogos Olímpicos conseguiu realizar este feito de conquistar duas medalhas de ouro seguidas em duas provas diferentes. E ela atende pelo nome de Yana Klochkova. A ucraniana conquistou em Sydney-2000 duas medalhas nos 200m e 400m medley em sua estreia olímpica. Nos 200m bateu o recorde olímpico e nos 400m a marca mundial. Quatro anos depois, em Atenas-2004, ela repetiu a campanha e subiu novamente ao lugar mais alto do pódio.

Tido com um dos maiores nadadores de todos os tempos, Kosuke Kitajima também faz parte dessa galeria ilustre. O japonês tem quatro medalhas de ouro olímpicas no currículo, sendo conquistadas em apenas duas provas: 100m e 200m peito. Em Atenas-2004 ele chegou como grande favorito e venceu as duas provas. Quatro anos depois ele chegou a ter seu favoritismo posto a prova por alguns críticos, mas ratificou o bicampeonato nas duas distâncias. Kitajima seguiu na atividade até este ano quando decidiu se aposentar ao não se classificar para o Rio-2016.

O russo Alexander Popov - Foto: Donald Miralle/Getty Images

O russo Alexander Popov – Foto: Donald Miralle/Getty Images

Poderíamos incluir nesta lista outro gênio das piscinas, porém, ele é tão superior aos demais mortais que não só conquistou uma dobradinha dupla, como conquistou uma dobradinha quadrupla! Além de ser o maior medalhista da história, único tricampeão em uma única prova entre tantos outros recordes. Nem precisamos dizer seu nome, pois vocês já imaginam de quem se trata não é mesmo?

Outros três nadadores poderão entrar nesse seleto grupo no Rio-2016: Sun Yang nos 400m e 1500m livre, Missy Franklin nos 100m e 200m costas e Ranomi Kromowidjojo nos 50m e 100m livre. Conseguiram atingir mais este feito em suas carreiras?

O japonês Kosuke Kitajima - Foto: Mike Hewitt/Getty Images

O japonês Kosuke Kitajima – Foto: Mike Hewitt/Getty Images

Por Guilherme Freitas


Katie Ledecky: cada vez mais dominante
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São poucos atletas na atualidade que dominam suas respectivas modalidades e ostentam números impressionantes. No atletismo temos Usain Bolt que há muito tempo não sabe o que é perder uma prova de 100m e 200m rasos. No tênis masculino Novak Djokovic lidera o ranking mundial desde julho de 2014 e conquista taças atrás de taças. A natação não fica atrás e também seu nome dominante: Katie Ledecky.

A fundista tem uma carreira irretocável. Nunca foi derrotada em um grande evento internacional. Sempre quando caiu na água ela jamais viu alguém chegar na sua frente. Acumula 15 medalhas de ouro em quatro eventos (Campeonatos Mundiais de Barcelona-2013 e Kazan-2015, Campeonato Pan-Pacífico de Gold Coast-2014 e Jogos Olímpicos de Londres-2012) e ao que tudo indica essa sequência vai continuar no Rio-2016.

Neste fim de semana, Ledecky mais uma vez sobrou em uma de suas especialidades. Nadando o Atlanta Classic Swim Meet ela venceu os 400m livre com o melhor tempo do mundo em 2016: 4min00s31. Um bom resultado para esta época do ano, onde a fundista enfrenta treinamentos pesados visando a seletiva olímpica americana. E pelo andar da carruagem Ledecky deve fazer excelentes marcas na competição em Omaha.

Ledecky seria eleita a melhor do mundo pelos novos critérios da Fina - Foto: Associated Press

Katie Ledecky continua escrevendo a história – Foto: Associated Press

O resultado no Atlanta Classic além de ter sido o mais rápido da temporada, também é o oitavo melhor da história. E isso não é nenhuma novidade se tratado de Katie Ledecky. Dos dez melhores desempenhos de todos os tempos nos 400m livre, oito são da americana. A supremacia também é vista nas outras provas de fundo. Nos 800m livre o domínio é ainda maior: dos dez melhores tempos da história, nove são dela. E nos 1500m livre a nadadora tem seis das dez maiores marcas da prova.

Fenômeno, gênio e monstro são alguns adjetivos que para Katie Ledecky funcionam como sinônimo. Aos 19 anos, a jovem americana parece estar cada dia melhor e cada vez mais arrasadora. E o que mais assusta: parece estar longe do ápice da carreira devido suas constantes marcas e recordes. Suas adversárias não estão nas raias ao lado, mas sim girando no cronômetro. São os números, segundos e centésimos, os seus maiores rivais. E sorte a nossa que poderemos apreciá-la daqui a 80 dias na piscina do Estádio Olímpico.

Por Guilherme Freitas


Com o Brasil de olho, começa o Europeu
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Lituânia, Hungria, Eslovênia, Israel, Grécia, Ucrânia, Sérvia, Finlândia… a interminável lista de pequenas e médias nações buscando espaço no Velho Mundo se concentra e se encontra nesta semana, no evento que teve início nesta segunda-feira: o Campeonato Europeu de Natação de 2016. Em Londres, se reúnem grandes nadadores que buscam, a essa altura, melhorar suas marcas e ganhar ritmo para o evento que realmente vale na temporada. Embora a maioria das seletivas nacionais já tenha acontecido, e, por isso, alguns sequer se deram ao trabalho de nadar o torneio, subir no ranking a menos de três meses dos Jogos Olímpicos do Rio é o objetivo de muitos.

Vale ficar de olho nos possíveis destaques e adversários de agosto, e fazer um comparativo também com a seleção brasileira. A realização do Europeu é crucial para nosso país em especial por um motivo nobre: o revezamento 4x100m medley feminino. No último dia da competição, o Brasil saberá se as atletas conseguiram entrar pela repescagem com a prova no Rio-2016. No momento, as brasileiras são as segundas colocadas na fila de espera (4m02s52, tempo do Pan de Toronto), atrás apenas da Finlândia com quatro vagas em disputa.

Katinka Hosszu: como sempre, a húngara marca presença no campeonato

Katinka Hosszu: como sempre, a húngara marca presença no campeonato

Algumas seleções têm boas chances de tirar esse sonho brasileiro – de colocar os três revezamentos femininos em uma edição olímpica pela primeira vez na história. República Tcheca, Islândia, Polônia, Portugal, Bélgica, Suíça e até Hungria. Será necessário aguardar (e torcer). Caso a seleção consiga a classificação, Jheniffer Conceição será a 31ª atleta do Time Brasil, para nadar o estilo de peito na prova.

Com apenas as preliminares da manhã do primeiro dia, de qualquer forma, há uma prova para ficar de olho: o 100m peito, com o britânico recordista mundial Adam Peaty próximo do segundo colocado do ranking na temporada, João Gomes Junior. Com 58s94 nas eliminatórias, ele mostra uma constância importante de nadar abaixo dos 59s, mas, por enquanto, a apenas 12 centésimos da marca feita pelo brasileiro no Troféu Maria Lenk.

A primeira surpresa foi a ausência de James Guy, que não conseguiu se classificar para a final, terminando em 27º com 3m52s91. Em Kazan, no ano passado, ele foi pata mundial com um tempo 10 segundos abaixo. A Grã-Bretanha ainda sofreu outra derrota ao não classificar o seu revezamento 4x100m feminino entre as oito melhores seleções, terminando em nono lugar com uma formação mais fraca.

Para acompanhar os resultados em tempo real do Campeonato Europeu, basta clicar neste link.

Por Mayra Siqueira


Brasileiros pelo mundo
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Faltam menos de 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Enquanto todo mundo vai entrando no clima, os nadadores braseiros classificados para a competição seguem treinando duro para o grande evento. E entre sessões de treinamento também disputarão competições ao redor do mundo. Esta semana a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) anunciou a convocação de duas seleções nacionais para campeonatos no exterior.

O maior grupo estará em ação em duas das três etapas do Circuito Mare Nostrum: em Canet, nos dias 8 e 9 de junho, e em Barcelona, nos dias 11 e 12 de junho. Para estas competições foram convocados 21 nadadores: André Pereira, Daiene Dias, Daynara de Paula, Etiene Medeiros, Felipe França, Gabrielle Roncatto, Graciele Herrmann, Guilherme Guido, Henrique Martins, Henrique Rodrigues, Ítalo Duarte, Jessica Cavalheiro, Jhennifer Conceição, Joanna Maranhão, João Luiz Gomes Júnior, Larissa Oliveira, Luiz Altamir, Manuella Lyrio, Matheus Santana, Nicolas Oliveira e Thiago Simon.

Natalia de Luccas pode estar no Rio-2016 - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Natalia de Luccas pode estar no Rio-2016 – Foto: Satiro Sodre/SSPress

No mesmo período, durante os dias 3 e 5 de junho, outra equipe brasileira estará em ação. Um grupo de nove nadadores vai participar da etapa de Santa Clara do Arena Pro Swim Series, o circuito de Grand Prix da natação americana. Disputarão este evento os seguintes nadadores: Brandonn Almeida, Gabriel Santos, Kaio Marcio de Almeida, Leonardo de Deus, Marcos Macedo, Miguel Valente, Natalia de Luccas, Tales Cerdeira e Thiago Pereira. A grande novidade e surpresa foi a adição de Natalia de Luccas.

A jovem nadadora ficou muito próxima de conseguir os índices olímpicos nos 100m e 200m costas nas seletivas, mas acabou não atingindo as marcas exigidas. Porém, a CBDA estuda convocá-la para integrar o revezamento 4x100m medley caso o time nacional consiga se classificar. O motivo da convocação de Natalia seria preservar Etiene Medeiros. Abrindo o revezamento no nado costas, Etiene disputará no mesmo dia os 50m livre e Natalia atuaria nas eliminatórias do 4x100m medley para não sobrecarregar a colega.

Guilherme Guido nadará o Mare Nostrum - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Guilherme Guido nadará o Mare Nostrum – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Outros três convocados para os Jogos Olímpicos também disputarão o GP de Santa Clara, porém por suas equipes americanas. É caso de Bruno Fratus e Marcelo Chierighini por Auburn e João de Lucca por Louisville.

Por Guilherme Freitas


Ryan Lochte é a atração do GP de Charlotte
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Tem início na amanhã em Charlotte a quinta etapa do Arena Pro Swim Series, o principal circuito de Grand Prix a natação americana. Esvaziada, a competição não terá algumas estrelas como os campeões olímpicos Michael Phelps, Katie Ledecky, Missy Franklin e Nathan Adrian. Porém, o evento promete ser interessante já que a seletiva olímpica do país se aproxima (acontece entre 26 de junho e 3 de julho). Uma das atrações será Ryan Lochte.

Um dos nadadores que tem um dos programas de provas mais diversificados do mundo, Lochte se inscreveu para nadar sete eventos: 50m borboleta, 50m peito, 100m e 200m livre, 100m costas e 200m e 400m medley. Muito provavelmente ele não nadará todos eles em Charlotte, mas uma das provas chama atenção uma das provas: os 400m medley. Atual campeão olímpico, ele havia dito que não deveria mais encarar a distância, porém, o bom desempenho no GP de Austin, em janeiro quando marcou 4min12s66, podem animá-lo a nadar a prova novamente em uma Olimpíada.

Ryan Lochte: maior medalhista da história dos mundiais de curta (foto: Daniel Ochoa De Olza/AP)

Ryan Lochte volta a nadar os 400m medley – Foto: Daniel Ochoa De Olza/AP

Logo após o GP de Austin escrevemos aqui no Blog SWIM CHANNEL sobre as possibilidades de Lochte nadar a prova no Rio-2016. Na época ele desconversou dizendo que a prova é muito cansativa, que estava ouvindo mais o seu corpo e ele não é mais um garoto. Se o resultado for positivo novamente em Charlotte as chances de vê-lo disputar a prova na seletiva americana aumentam. Caso nade e se classifique para o Rio-2016 fará um eletrizante duelo com o japonês Kosuke Hagino, hoje o melhor do mundo na distância.

Além de Lochte outros nomes consagrados da natação americana caíram na água, como os campeões olímpicos Dana Vollmer e Tyler Clary, que nadarão respectivamente quatro e cinco provas. As provas de velocidade também prometem muito equilíbrio com as presenças de Anthony Ervin, Cullen Jones, Josh Schneider e Santo Condorelli. Alia Atkinson, Arkady Vyatchanin e Arianna Wallace Vanderpool são outros destaques estrangeiros.

João de Lucca teve um 2014 muito bom - Foto: Satiro Sodré

João de Lucca nadará três provas em Charlotte – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Em Charlotte teremos também a participação um brasileiro já classificado para o Rio-2016. Será João De Lucca, que na competição americana disputa os 50m, 100m e 200m livre. O Arena Pro Swim Series terá eliminatórias a partir das 10h e finais as 19h (horários de Brasília) e transmissão ao vivo do site da USA Swimming que pode ser conferido clicando aqui.

Por Guilherme Freitas