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Rússia está fora dos Jogos Paralímpicos
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Dia 7 de setembro começa mais um mega-evento na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se da 15ª edição dos Jogos Paralímpicos, a versão olímpica para atletas portadores de deficiência física e intelectual, e que é disputada ininterruptamente desde 1960. Serão utilizadas as mesmas estruturas e arenas dos Jogos Olímpicos que se encerram no último domingo e este ano o evento terá 23 modalidades com mais de 4,5 mil atletas participantes de centenas de países.

Porém, um país não terá nenhum representante no Rio de Janeiro. Trata-se da Rússia, que devido ao esquema de doping estatal que foi descoberto pela Agência Mundial Antidoping (WADA) foi banida e suspensa pelo Comitê Internacional Paralímpico. A decisão foi anunciada no início deste mês e os russos entraram com recurso para reverter a situação, mas não obtiveram sucesso. Nem mesmo as súplicas de paratletas para competir fizeram o Comitê Paralímpico mudar de opinião.

“Embora estejamos satisfeitos com a decisão, não é um dia para celebrarmos. Temos uma enorme simpatia pelos atletas russos que vão perder os Jogos do Rio, mas a decisão sublinha nossa forte crença de que doping não tem lugar no esporte paralímpico e melhora nossa capacidade de assegurar uma competição leal e no mesmo nível para os atletas paralímpicos de todo o mundo”, afirmou Philip Craven, presidente do Comitê.

A nadadora Olesya Vladykina, campeã patralímpica em Londres - Foto: Reprodução

A nadadora Olesya Vladykina, campeã patralímpica em Londres – Foto: Reprodução

Em Londres-2012 a natação paraolímpica russa conquistou 42 medalhas, sendo 13 delas de ouro e ficou em quinto lugar no quadro de medalhas, uma colocação a frente do Brasil. A medida do Comitê Paralímpico é duríssima. Antes dos Jogos Olímpicos o Comitê Olímpico Internacional (COI) também sofreu uma forte pressão para suspender e banir toda a delegação russa do Rio-2016, mas optou por deixar a decisão a cargo das federações internacionais. Dessa forma o atletismo foi suspenso e a natação liberou todos os nadadores para competirem, entre eles Yulia Efimova que estava cumprindo uma suspensão por testar positivo para meldonium.

A decisão final de banir todos os paratletas russos pode ser considerada injusta, afinal nem todos utilizam métodos sujos para competir e inocentes acabarão sendo impossibilitados de competir. Porém, esta medida mostra que o combate ao doping tende a ser cada vez mais feroz. Infelizmente ações extremas tem que ser utilizadas pelo bem do esporte mundial.

Por Guilherme Freitas


Um outro patamar
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Nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 assistimos a muitos recordes onde diversos nadadores conseguiram na piscina do Estádio Aquático Olímpico seus melhores tempos pessoais, mas alguns levaram determinadas provas a um novo patamar devido as marcas excepcionais registradas. Não vamos falar sobre Katie Ledecky e sua performance nos 400m e 800m livre, afinal dizer que ela elevou essas provas a outro patamar é chover no molhado. Vamos abordar aqui outros dois nadadores que atingiram no Rio feitos surpreendentes: Adam Peaty e Katinka Hosszu.

A semana de Adam Peaty no Rio de Janeiro foi impressionante. O jovem nadador britânico simplesmente detonou nos 100m peito. Ele já era o dono do recorde mundial (57s92) e único a concluir a prova abaixo dos 58 segundos. No Rio ele simplesmente nadou três vezes na casa dos 57 segundos e foi quase um segundo mais veloz do que a antiga marca mundial. Seus 57s13 que lhe deram a medalha de ouro agora figuram como recorde a ser batido. Isso sem falar na parcial do 4x100m medley com incríveis 56s59.

Peaty bateu o primeiro recorde mundial no Rio-2016 - Foto: Alessandro Koizumi

Peaty bateu o recorde mundial nos 100m peito no Rio-2016 – Foto: Alessandro Koizumi/Swim Channel

Na final olímpica em Londres-2012, o sul-africano Cameron van der Burgh levou o ouro com novo recorde mundial 58s46. Na época ele também atingiu um outro patamar na prova pois sua marca ficou inalcançável por muito tempo até o surgimento de Peaty. E o feito do britânico é ainda mais fantástico porque além de nadar constantemente abaixo da antiga marca de van der Burgh, Peaty foi 1s33 mais veloz na final olímpica do que o sul-africano quatro anos atrás. Um recorde que ainda vai vigorar por muito tempo, isso se o britânico não abaixar nos próximos anos.

Se Peaty foi implacável nos 100m peito, Katinka Hosszu não fica atrás. Nos 400m medley, uma de suas principais provas, a dama de ferro literalmente destruiu o antigo recorde mundial da chinesa Ye Shiwen. No Rio-2016 a húngara quase bateu a marca de 4min28s43 nas eliminatórias e na final baixou para 4min26s36. E poderia ter sido ainda mais baixo já que ela cansou um pouco no final.

Katinka Hosszu - Foto de Clive Rose/Getty Images

Katinka Hosszu destruiu o recorde nos 400m medley – Foto de Clive Rose/Getty Images

Assim como o britânico e Ledecky, Katinka também leva esta prova a um outro patamar. Antes de sua performance no Rio apenas a chinesa Ye Shiwen havia conseguido nadar abaixo de 4min29s. O fortíssimo final da prova da chinesa em Londres-2012 (58s68) dava a impressão de que essa marca seria uma das mais difíceis de ser derrubada, porém, a húngara vinha dando sinais nos últimos anos que o recorde estava a caminho. Se Katinka não teve gás para igualar a última parcial da chinesa, ela compensou nos outros três nados com destaque para o peito onde chegou a estar cinco segundos abaixo da antiga marca de Shiwen.

Adam Peaty e Katinka Hosszu protagonizaram no Rio duas performances incríveis. Pode ser que em breve surjam fenômenos que desbanquem esses tempos, mas ao que tudo indica veremos esses novos recordes mundiais vigorarem nas tabelas de provas ainda por um bom tempo.

Por Guilherme Freitas


A prova mais adventure do Brasil
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No dia 27 de agosto acontece em Ilhabela a prova mais adventure da história da natação brasileira em águas abertas. Fazer uma travessia de 2 km a noite já é um baita desafio devido a todas as adversidades durante o percurso. Assim como nadar uma prova em águas abertas e no meio do percurso ter que interromper suas braçadas e ter que saltar de um píer de três metros de altura. Agora que for encarar o XTerra Swim Challenge de Ilhabela terá que fazer esses dois desafios ao mesma prova.

A terceira etapa do XTerra Swim Challenge, maior evento de esportes off road do mundo e realizado no Brasil pela X3M Sports Business, promete altas doses de adrenalina e fortes emoções aos participantes. Nadar a noite não é algo tão simples e será um desafio maior aos nadadores, principalmente aqueles que farão a primeira travessia noturna de suas vidas. É preciso ter mais atenção ao longo do percurso até que a vista se acostume com o novo ambiente. Quem está preocupado com a escuridão da noite pode ficar tranquilo, pois a organização da prova disponibilizará iluminação especial para os óculos e toucas dos atletas, além de todas as boias contarem com grandes focos de luz e iluminação.

Mapa do percurso da prova de 2 km do XTerra - Foto: Reprodução

Mapa do percurso da prova de 2 km do XTerra – Foto: Reprodução

Após 1250m de prova outro desafio alucinante: uma breve corrida na área de 85 metros e o salto de um píer de três metros de altura em plena escuridão da noite. Para saltar é indicado que os nadadores estejam com o corpo ereto, braços colados ao tronco e pernas juntas para evitar se machucar no choque com a água. Depois do salto são mais 665 metros de natação até a chegada.

Os cinco melhores atletas no geral receberão troféus especiais, mas todos os inscritos ganham medalhas de participação. As inscrições para o evento encerram-se no dia 25 de agosto e podem ser feitas no site oficial do XTerra Brasil, clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Sem dor, sem recompensa
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O Rio-2016 foi uma experiência inesquecível para a equipe SWIM CHANNEL

O Rio-2016 foi uma experiência inesquecível para a equipe SWIM CHANNEL

Com o término da maratona aquática no ultimo dia 16 de agosto, também se encerrou a participação da SWIM CHANNEL na cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.  Consigo enxergar claramente a expressão de cansaço em todo o time de jornalistas e não me vem outra frase na cabeça do que a tradicional: ressaca olímpica.

Foram 15 dias de convivência na cidade maravilhosa, constatando que durante o período dos oito dias de natação e dois de maratonas aquáticas, foram computados em média somente três horas de sono por dia.  Além do trabalho com a SWIM CHANNEL, trabalhei como comentarista da Band em todas as etapas e o mesmo aconteceu como o nosso redator Daniel Takata, que atuou todo os dias no SporTV e nossa repórter Mayra Siqueria com a Rádio CBN.

A equipe se alternava, e conseguíamos ficar 24 horas no ar. O mais pesado sem dúvida era o horário noturno. As finais aconteciam entre as 22h as 0h. Neste momento Guilherme Freitas (jornalista sênior da SWIM CHANNEL) ficava com o blog e com nosso Facebook, e Andre Matheus (diretor comercial) ficava responsável pelo Instagram e pela cobertura das coletivas de imprensa.

Ao término de cada etapa, finalizava meu trabalho com a Band e na sequência ia para a piscina gravar o nosso novo “produto”: o SWIM CHANNEL TV, programa de natação para a internet. Os quatro jornalistas fizeram parte do programa que foi dirigido por André Matheus. O arquivo era enviado para nosso editor de vídeo Thiago Tognozzi, que editava o material entre as 3h e 5h da manhã. Ao mesmo tempo nosso diretor de arte, Klaus Bernhoeft e sua equipe, produzia o e-mail mkt com as principais notícias do dia. Andrea Sugimoto, nossa gerente de varejo, veio nos socorrer e disparava o e-mail mkt diariamente sempre no horário noturno. Logo após o término da produção do programa de TV, eu ainda produzia o boletim de Rádio SWIM CHANNEL, sempre a ser veiculado no dia seguinte na Rádio Bradesco Esportes FM.

A equipe Swim Channel posa na raia 8 antes de Chierighini nadar a final dos 100m livre

A equipe Swim Channel posa na raia 8 antes de Chierighini nadar a final dos 100m livre

Toda esta força tarefa tinha o intuito de formatar uma cobertura completa sobre a natação olímpica, exatamente às 8 da manhã do dia seguinte onde o leitor confortavelmente consumia as notícias com detalhes sobre a noite anterior. Nossos colunistas, Coach Alex Pussieldi e Luiz Lima estiveram todos fulltime a postos para todas as informações e notícias de última hora.

Sempre éramos os últimos a sair da piscina e eu sentia orgulho disso. Na sequência muita caminhada, jantar, e até chegar a nossa base no Rio de Janeiro já eram quase 5h da manhã. No dia seguinte com todas notícias no ar, acordávamos por volta das 8h da manhã para analisar todos os canais da SWIM CHANNEL e na sequência precisamos estar no Parque Olímpico antes do meio dia para o início das eliminatórias da natação. Entre eliminatórias e finais, um pouco com cara de “zumbi” cada jornalista tentava se acomodar em alguma poltrona do centro de impressa.

Depois do segundo dia, parece que entramos na rotina e tudo fluiu. Os resultados foram recordes de audiência, chegando por diversas vezes a atingir mais de 200 mil pessoas nas redes sociais (geralmente quando Michael Phelps estava na água), vídeos com mais de 35 mil visualizações, sem mencionar que a edição olímpica impressa da SWIM CHANNEL era alvo de consulta de todas as TVs oficias das olimpíadas: Globo, Band, Record, SporTV, ESPN Brasil e Fox Sports.

Não tem como não agradecer a Mormaii, a marca esportiva que abraçou o projeto de cobertura olímpica 24 horas por dia e foi nossa patrocinadora neste intenso período, assumindo todos os custos necessários.

Os Jogos Olímpicos já começam a deixar saudades. Para muitos as braçadas de Phelps, a medalha de Poliana Okimoto, ou a imensa torcida foram os pontos mais épicos. Para mim, eu realmente ficava emocionado era com o fim de cada noite, não consigo transmitir em palavras qual é a real emoção de ser o ultimo a sair da piscina, todos os dias após gravar o programa de TV em frente a raia 4.

A sensação era de que eu era o produtor do evento, e estava fechando o palco. Foram todos os dias sendo o último jornalista a sair da piscina, um momento de reflexão que levava apenas cerca de segundos, olhando para a transparência das águas, seus belos blocos de partida, raias novas e coloridas e uma gigantesca arquibancada  vazia, e mesmo exausto, com dores de cabeças e nas pernas, eu agradecia ao céus por este momento. Lembranças que já são eternas.

Por Patrick Winkler

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Holanda vence novamente e Allan é 17º nos 10 km
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Parecia até que a maratona aquática masculina foram duas provas diferentes. Uma com um protagonista liderando e abrindo vantagem a cada braçada sem pensar no amanhã e outra com diversos nadadores emparelhados na hora de entrar na reta final. Os 10 km de natação em águas abertas disputados na Praia de Copacabana tiveram esse roteiro, com o australiano Jarrod Poort sendo o foco das atenções nos primeiros 8 km de prova.

Poort adotou uma estratégia ousada. E bote ousadia nisso. Nadando num ritmo frenético e extremamente forte ele abria larga vantagem para os demais a cada braçada. Em determinados momentos da prova chegou a abrir mais de 1 minuto de frente para os rivais em uma modalidade conhecida por ter diferenças mínimas e sempre proporcionar chegadas apertadas em grandes eventos. A tática suicida do australiano começou a se mostrar falha na última volta quando foi literalmente atropelado pelos demais e sentiu o esforço do início da prova. Terminou em 22º lugar.

Allan do Carmo durante a maratona aquática - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Allan do Carmo durante a maratona aquática – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Se Poort arriscou tudo e se deu mal, Spiros Gianniotis e Ferry Weertman traçaram estratégias mais conservadoras para chegarem inteiros ao fim do trajeto. Ambos sempre estiveram nos pelotões dos líderes segurando o gás para o último sprint. E foi isso que aconteceu com o experiente grego entrando na reta final na primeira colocação com o holandês em seu encalço. A poucos metros do pórtico Weertman emparelhou com Gianniotis. Pelas imagens parece que o grego chegou a frente, mas errou o primeiro toque na placa enquanto o holandês bateu com firmeza. Após uma demora do photo finish foi confirmado a vitória de Weertman.  A luta pelo pódio foi também intensa com muitos nadadores lado a lado lutando pela medalha de bronze. Melhor para o francês Marc-Antoine Olivier que conseguiu tocar a frente do chinês Lijun Zu e do americano Jordan Wilimovski.

O brasileiro Allan do Carmo fez uma boa prova, sempre nadando próximo aos líderes. Ele fechou a primeira volta na 12ª posição, subiu para o 7º posto na segunda e terminou a terceira em 9º. Na última volta, porém, perdeu contato com o pelotão da frente e não conseguiu mais se recuperar fechando sua participação olímpica no 17º lugar. Vale lembrar que o melhor resultado do Brasil nas águas abertas masculina continua sendo o 14º lugar de Allan em Pequim-2008.

Allan do Carmo durante a chegada da maratona - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Allan do Carmo durante a chegada da maratona – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Com esse resultado a Holanda foi o grande país da maratona aquática, vencendo ontem no feminino com Sharon van Rouwendaal e hoje com Ferry Weertman. Outros países que também subiram ao pódio foram a Itália, Grécia, França e Brasil, com a histórica medalha de bronze de Poliana Okimoto nos 10 km feminino. Os eventos de esportes aquáticos ainda não terminaram pois haverá provas de saltos ornamentais, nado sincronizado e as fases finais do polo aquático masculino e feminino.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Poliana faz história e é medalha de bronze no Rio-2016
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Só termina quando acaba!

O velho ditado popular pode se aplicar ao que aconteceu na maratona aquática feminina dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. As areis da Praia de Copacabana estavam lotadas pelo público que assistiam debaixo de um forte sol as 26 nadadoras participantes da disputa olímpica. Após alguns de mar agitado na semana passada as condições para a disputa desta segunda-feira estavam ótimas, com o mar calmo e flat. A primeira edição olímpica desta modalidade no mar foi também uma prova desgastante.

Poliana Okimoto sempre esteve nos pelotões da frente e abriu a última volta na terceira colocação. Enquanto a holandesa Sharon van Rouwendaal se desgarrava das demais e partia rumo ao ouro olímpico, Poliana disputava uma medalha contra a italiana Rachele Bruni, a francesa Aurelie Muller e a chinesa Xin Xin. Após uma árdua disputa o placar eletrônico da Praia de Copacabana anunciou a brasileira na quarta colocação, atrás de Bruni e Muller.

Poliana Okimoto é medalha de bronze - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Poliana Okimoto é medalha de bronze – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Porém, as filmagens que Muller cometeu uma ilegalidade no momento da chegada e acabou sendo punida e desclassificada pela comissão de arbitragem. A delegação da França entrou com recurso, mas teve seu pedido negado. Dessa forma, Muller acabou sendo desclassificada oficialmente e Poliana herdou a medalha de bronze. Após a confirmação da conquista, Copacabana explodiu. Poliana foi abraçada pelos pais e pelo marido, e também técnico, Ricardo Cintra. Uma grande festa que foi coroada no emocionante pódio olímpico.

E foi uma merecida medalha por tudo que a brasileira passou nos Jogos de Londres há quatro anos. Em 2012 Poliana chegava como uma das favoritas, mas sofreu com a água gelada do Hyde Park e teve que abandonar a prova devido a uma hipotermia. O sonho da medalha teria que ser adiado por mais quatro anos e neste tempo ela treinou duro. Após ganhar três medalhas no Campeonato Mundial de Barcelona em 2013, ter sido eleita a melhor nadadora do mundo e obter a vaga olímpica em Kazan, Poliana só tinha em mente conquistar uma medalha nadando em casa. Ela veio. E mais do que isso, também é uma conquista histórica já que pela primeira vez uma nadadora brasileira sobe ao pódio olímpico.

Se Poliana acabou na terceira colocação, Ana Marcela não teve sorte melhor. A nadadora, que também era considerada uma das favoritas, acabou apenas na 10ª colocação geral. A justificativa para esse resultado foi que ele perdeu uma de suas bolsas de hidratação e acabou tendo um desgaste maior.

Amanhã teremos a maratona masculina com Allan do Carmo sendo o representante brasileiro. Pode vir mais uma medalha, porém, a festa em Copacabana já começou com a conquista de Poliana Okimoto.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Tecnologia Myrtha Pool no Rio-2016
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Nos últimos dias a cor da água das duas piscinas do Parque Aquático Maria Lenk, a olímpica e o tanque de saltos ornamentais, foi o assunto do momento. Um erro no uso dos produtos que fazem a limpeza das instalações deixou a água bastante esverdeada, prejudicando o andamento da competição e sendo motivo de crítica de vários atletas. Após detectar o motivo da mudança de cor a organização dos Jogos resolveu esvaziar a piscina e trocar a água. Um erro que prejudicou muito a exibição dos saltos ornamentais, causando inclusive a indignação dos atletas presentes e comissão técnica.

Os Jogos Olímpicos do Rio-2016, teve duas arenas sedes para os esportes aquáticos: o parque aquático Maria Lenk para os saltos ornamentais, nado sincronizado e a primeira fase dos jogos de polo aquático e o Olympic Aquatic Stadium (OAS) para a natação e os jogos de polo aquático da segunda fase.

Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 13 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Vista do Olympic Aquatic Stadium – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Diferentemente do Maria Lenk, a natação no OAS foi um show em todos os sentidos e a piscina, contribuiu como histórico cenário. A piscina foi construída pela Myrtha Pools, a gigante do mercado, que também é parceira oficial da Federação Internacional de Natação (Fina).

Fundada em 1961, na cidade de Castiglione delle Stiviere, a Myrtha tornou-se nos últimos anos a principal referência na construções e montagens de piscinas de competição e  também foi a responsável pela montagem das piscinas das últimas três edições olímpicas (Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016), dos recentes Campeonatos Mundiais e da piscina dos Jogos Pan-Americanos de Toronto no ano passado.

A piscina do OAS tem as medidas de 50m por 25m com 3m de profundidade, A estrutura desta piscina é construída com painéis de aço inoxidável, com camadas de PVC rígido, laminadas em alta temperatura e com acabamentos refinados, de cerâmica resistentes a água.

Piscina Myrtha do Flamengo inaugurada este ano - Foto: Divulgação/CR Flamengo

Piscina Myrtha do Flamengo inaugurada este ano – Foto: Divulgação/CR Flamengo

Uma de suas principais características é o sistema turnover de troca de água. A cada quatro horas a água da piscina passa por um processo chamado recirculação, onde a água é filtrada para ser desinfetada e voltar novamente a piscina sem oferecer risco aos atletas.  Qual nadador nunca engoliu água? Esse mesmo sistema de turnover, conta com tratamento de água antibacteriana, proporcionado o ambiente mais limpo possível para os nadadores. Outro destaque da Myrtha Pool, são as bordas infinitas (também conhecida como bordas de desaparecimento) que tem acabamento em cerâmica, possibilitando hidrodinâmica idêntica entre as oitos raias da piscina para os nadadores (não existe melhor raia).

A Myrtha, sendo campanha de marketing ou não, é tida pela grande maioria dos nadadores como “a mais rápida do mundo”, auxiliando na quebra de diversos recordes.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


A LENDA
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O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

O mito Michael Phelps -Foto: Satiro Sodré/SSPress

O adeus de veio de Michael Phelps das piscinas veio com medalha de ouro! O maior atleta olímpico de todos os tempos encerrou sua gloriosa carreira com mais uma vitória para seu incrível currículo: ouro com o revezamento 4x100m medley e com novo recorde olímpico. Ao lado de Ryan Murphy, Cody Miller e Nathan Adrian ele recebeu no pódio do Estádio Aquático Olímpico sua 28ª medalha olímpica, a 23ª dourada. Um recorde que dificilmente será alcançado algum dia. Listamos aqui alguns dos feitos conquistados por este gênio chamada Michael Phelps. Confira:

28 medalhas olímpicas

23 medalhas de ouro (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley, revezamentos 4x200m livre e 4x100m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, 100m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x200m livre e 4x100m medley em Londres-2012, 200m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley no Rio-2016)

3 medalhas de prata (200m borboleta e revezamento 4x100m livre em Londres-2012, 100m borboleta no Rio-2016)

2 medalhas de bronze (200m livre e revezamento 4x100m livre em Atenas-2004)

3 recordes olímpicos superados ao longo da carreira (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, revezamento 4x100m medley no Rio-2016)

16 medalhas conquistadas em provas individuais, recorde absoluto

12 medalhas conquistadas em revezamento, recorde absoluto

30 finais olímpicas (200m borboleta em Sydney-2000, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Atenas-2004, 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Pequim-2008, 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley em Londres-2012, 100m e 200m borboleta, 200m medley, revezamentos 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley no Rio-2016)

5 edições de Jogos Olímpicos disputados (Sydney-2000, Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016)

1 LENDA

Por Guilherme Freitas

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Brasil fica sem medalhas no Rio-2016
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Pela primeira vez desde os Jogos de Atenas em 2004 a natação brasileira não passava em branco em edições olímpicas. Entre a edição na histórica cidade grega em 2004 e o Rio-2016 foram quatro medalhas conquistadas em Pequim-2008 e Londres-2012 com a dupla Cesar Cielo e Thiago Pereira. Desta vez competindo em casa, a seleção não conseguiu subir ao pódio durante a torcida que lotou as arquibancadas do Estádio Aquático Olímpico nos oito dias de competição.

Havia expectativa de pódio em alguns eventos, mas os melhores resultados foram dois quintos lugares. Um deles veio nos 100m peito masculino, com João Luiz Gomes Júnior que completou a prova nesta colocação, duas a frente de seu compatriota Felipe França. Após uma aguerrida seletiva, que teve quatro nadadores abaixo do índice exigido, o Brasil colocou seus dois atletas na final. Mas a medalha não veio. Havia esperanças com revezamento 4x100m livre, que pela primeira vez desde o bronze em Sydney-2000 chegava a uma final. Porém, o quarteto Marcelo Chierighini, Nicolas Oliveira, Gabriel Silva e João de Lucca não foi páreo para Estados Unidos, França, Austrália e Rússia, terminando em quinto lugar.

Marcelo Chierighini foi a final em todas as suas provas - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Marcelo Chierighini foi a final em todas as suas provas – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Outra expectativa de medalha estava nos 200m medley, talvez a melhor chance. Embalado pelos bons resultados após a prata em Londres (três medalhas nos Mundiais de 2013 e 2015 e o recorde de pódios nos Jogos Pan-Americanos), Thiago Pereira chegou motivado para fazer história em casa. Mas ele não nadava por uma medalha, nadava apenas pela medalha de ouro. Seu objetivo era ser campeão olímpico. Por isso teve um ritmo intenso nos primeiros 150 metros acompanhando Michael Phelps, mas o cansaço pela estratégia ousada bateu e ele ficou apenas em sétimo lugar.

Uma posição melhor ficou Bruno Fratus. O velocista também chegou cotado para ganhar uma medalha. Depois do quarto lugar em Londres vinha empilhando bons tempos nos 50m livre, onde chegou a nadar para 21s37. Foi campeão do Pan Pacífico de Gold Coast, vice no Pan-Americano de Toronto e bronze no Mundial de Kazan. Mas algumas lesões e a queda de rendimento entre o fim de 2015 e este ano custaram o lugar no pódio. Outro velocista que também chegou a finalíssima foi Marcelo Chierighini nos 100m livre. Ele foi o brasileiro que mais nadou no Rio-2016 com sete quedas na água (empatado com Etiene Medeiros) e nos 100m livre ficou em oitavo, após levantar a torcida na semifinal.

Etiene Medeiros, a única final feminina do Brasil - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Etiene Medeiros, a única final feminina do Brasil – Foto: Satiro Sodré/SSPress

No último dia de finais duas esperanças. Etiene Medeiros conquistava a primeira final feminina desde Pequim-2008 nos 50m livre. Após um início ruim nos 100m costas e uma melhora nos 100m livre ela repetiu o desempenho histórico de Flavia Delaroli em Atenas-2004: oitavo lugar. Já o revezamento 4x100m medley masculino (Guilherme Guido, João Luiz Gomes Júnior, Henrique Martins e Marcelo Chierighini) encerrou o jejum de 36 anos sem ir a final e terminou em sexto.

Ao todo foram oito finais (novo recorde), sete no masculino e uma no feminino. Também foram 16 semifinais atingidas, três recordes sul-americanos quebrados, com Manuella Lyrio nos 200m livre, Etiene Medeiros nos 50m livre, Felipe França nos 100m peito e o revezamento 4x200m livre feminino e um recorde brasileiro nos 200m costas com Leonardo de Deus. A campanha também teve muitos nadadores longe de seus melhores tempos e que nos últimos meses vinham fazendo seus melhores tempos pessoais como Guilherme Guido e Larissa Oliveira.

João Gomes Júnior foi 5º nos 100m peito - Foto: Vitor Silva/SSPress

João Gomes Júnior foi 5º nos 100m peito – Foto: Vitor Silva/SSPress

Pouco antes das finais da última etapa o Coordenador Técnico da CBDA, Ricardo de Moura, concedeu uma entrevista para a imprensa brasileira, onde reconheceu que o desempenho apresentado na piscina não foi satisfatório, que esperava sim subir ao pódio e que é preciso mudar a cultura esportiva no país. Prometeu mudanças, mas não entrou a fundo em detalhes e nem exemplificou que tipo de medidas serão tomadas.

Houve resultados positivos como os citados acima, mas por poucos nadadores. No fim ficou a sensação de que o Brasil poderia ter ido bem melhor. Alguns atletas pioraram demais suas marcas e outros se repetissem seus melhores tempos entrariam em finais ou semifinais. Após a campanha no Rio-2016 a natação brasileira fica de mãos vazias e a luz amarela já pode ser acesa. Um novo ciclo olímpico terá início a partir de agora e mudanças precisarão ser tomadas.

Manuella Lyrio não foi a final, mas teve uma ótima performance - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Manuella Lyrio não foi a final, mas teve uma ótima performance – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil


Joseph Schooling: a confirmação da promessa
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Michael Phelps já havia feito história nos 200m medley ao tornar-se o primeiro tetracampeão olímpico em uma prova. Ele poderia repetir essa marca nos 100m borboleta, prova que venceu em Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012. Porém, um jovem nadador de Cingapura impediu que o fenômeno americano acrescentasse esse feito a sua carreira. Aos 21 anos de idade, Joseph Schooling bateu Phelps e sagrou-se campeão olímpico no Rio-2016.

O jovem Schooling apareceu para o mundo em 2014 ao ganhar três medalhas nos Jogos da Ásia nas provas de borboleta, tendo vencido justamente nos 100 metros. No ano passado durante o Campeonato Mundial de Kazan levou o bronze nadando já casa dos 50 segundos. Nesta Olimpíada abaixou suas marcas a cada etapa e sempre na frente de todo mundo: 51s41 na eliminatória, 50s83 na semifinal e agora 50s39 na final.

Schooling bateu o recorde olímpico - Foto: Reuters

Schooling bateu o recorde olímpico – Foto: Reuters

Na decisão Schooling foi agressivo e dominante o tempo todo. Teve a melhor parcial com 23s64 e na volta imprimiu velocidade para conseguir administrar a boa vantagem obtida nos primeiros 50 metros para bater na frente com espetaculares 50s39, novo recorde olímpico e melhor marca da história na prova sem trajes tecnológicos, superando o mítico 50s40 de Ian Crocker no Campeonato Mundial de Montreal.

Esta foi final entrou para a história por registrar também um inédito empate triplo na seguida colocação. E dividindo o segundo lugar no pódio estavam nada mais, nada menos do que Michael Phelps, Chad Le Clos e Laszlo Cseh com 51s14. O trio, apontando por muitos, como favorito a levar a medalha de ouro, acabou ocupando um degrau abaixo no pódio olímpico.

Schooling ganhou a primeira medalha de Cingapura - Foto: Reuters

Schooling ganhou a primeira medalha de Cingapura – Foto: Reuters

E para mostrar como esta foi uma prova insana tivemos ainda um recorde mundial júnior do chinês Li Zhuhao que com 51s26 terminou a prova na quinta colocação. Emapte triplo, derrota de Phelps e a confirmação de uma revelação. Os 100m borboleta no Rio-2016 estarão para sempre na história como uma das maiores finais de todos os tempos.

Por Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel na cobertura dos Jogos Rio 2016 é patrocinada pela Mormaii, a maior marca de esportes aquáticos do Brasil