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Michael Phelps lança seus emojis
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Faltam apenas oito dias para começar os Jogos Olímpicos do Rio-2016. Algumas estrelas do esporte mundial como Usain Bolt já chegaram ao Rio de Janeiro e nos próximos dias outros ídolos do esporte estarão em terras brasileiras. Uma das atrações mais esperadas é Michael Phelps. Para quem está ansioso pela oportunidade de vê-lo é possível já ir matando essa ansiedade com uma grande novidade lançada ontem pelo campeão.

Trata-se do PhelpsMoji, um aplicativo no formato de emoji licenciado pelo nadador e que conta com centenas de emojis de Michael Phelps. A SWIM CHANNEL já testou e conta um pouco mais aqui sobre a novidade para os amantes da natação. Após baixar o app é preciso abrir o programa, escolher o emoji e enviar para seus amigos através de mensagens via whatsapp ou posts no Instagram. Os emojis não ficam salvos no campo de textos dos aplicativos de mensagem ou redes sociais e sempre que alguém quiser enviar é preciso abrir o app PhelpsMoji.

São mais de 100 emojis disponíveis no app - Foto: Reprodução

São mais de 100 emojis disponíveis no app – Foto: Reprodução

Quem adquirir o aplicativo poderá escolher carinhas de Phelps com barba, sem barba, ao lado de seu cachorro Herman, nadando, se alongando e trajando com acessórios de sua coleção MP, desenvolvida em parceria com a Aqua Sphere (caso queira conhecer a coleção MP clique aqui). Existem emojis alusivos a momentos marcantes de sua carreira como a comemoração exaltada pela vitória no emocionante revezamento 4x100m livre em Pequim-2008, mostrando o número cinco com a palma da mão em alusão as cinco Olimpíadas e posando com as oito medalhas olímpicas de ouro que ganhou nos Jogos de Pequim. Há também emojis animados como a do clássico alongamento com os braços para trás antes de cair na água.

Com esse aplicativo, Phelps se junta a outros astros do esporte que também lançaram apps semelhantes, como o jogador do Golden States Warriors da NBA Stephen Curry e a ginasta Simone Biles. O app está disponível para download na Apple Store e no Google Store pelo preço de US$ 0,99 (cerca de R$ 3,28) e é bastante legal de se utilizar. A SWIM CHANNEL já testou e indica a novidade para os amantes da natação. Para quem quiser conferir o app acesse o site oficial: http://www.phelpsmoji.com/

Por Guilherme Freitas


A maior hegemonia da natação olímpica
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Os Estados Unidos são a maior potência da natação mundial. Ninguém ganhou mais medalhas em Jogos Olímpicos (520) do que os americanos. O país que já revelou lendas ao mundo como Michael Phelps, Mark Spitz e Jenny Thompson já conquistou medalhas em todas as atuais 32 provas do programa olímpico. E em uma prova em especial eles são imbatíveis: o revezamento 4x100m medley masculino.

A prova foi disputada pela primeira vez nos Jogos de Roma-1960 e desde então os americanos ganharam 13 das 14 provas. A única medalha de ouro que ficou faltando não foi devido uma derrota ou desclassificação do revezamento. Em 1980 os Estados Unidos não disputaram os Jogos de Moscou por motivos políticos. Com a invasão soviética ao Afeganistão, o presidente Jimmy Carter anunciou que o país não iria disputar o evento e nenhum atleta foi enviado a capital da então União Soviética.

O quarteto campeão em Londres-2012 - Foto: Al Bello/Getty Images

O quarteto campeão em Londres-2012 – Foto: Al Bello/Getty Images

Os países ocidentais e aliados políticos foram pressionados pelos Estados Unidos para não irem a Moscou, porém, alguns optaram por participar sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Foi o caso da Austrália, que aproveitou a ausência ianque naquela Olimpíada e levou a medalha de ouro no 4x100m medley. A equipe formada por Mark Kerry, Peter Evans, Mark Tonelli e Neil Brooks superou os soviéticos por apenas 22 centésimos e levou o ouro: 3min45s70 contra 3min45s92. Vale lembrar que no ano anterior os Estados Unidos haviam vencido os Jogos Pan-Americanos com o tempo de 3min47s20. O Brasil também esteve naquela final com o quarteto Rômulo Arantes, Sérgio Pinto Ribeiro, Cláudio Kestener e Jorge Fernandes que ficou em oitavo lugar.

Mais uma vez o 4x100m medley americano é o grande favorito para vencer a prova no Rio-2016. A equipe conta com um fortíssimo quarteto. Tem os dois líderes do ranking mundial nos 100m costas (David Plummer e Ryan Murphy), o jovem Kevin Cordes em ascensão nos 100m peito, o mito Michael Phelps para os 100m borboleta e o atual campeão olímpico dos 100m livre Nathan Adrian. Dificilmente Austrália, França, Japão, China ou Brasil conseguiram tirar a hegemonia americana no revezamento 4x100m medley, que será também a despedida de Phelps das piscinas. Uma prova que encerrará com chave de ouro mais uma edição olímpica.

Por Guilherme Freitas


Adversário de Bruno Fratus está fora do Rio-2016!
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Na manhã do último domingo o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a resolução do escândalo da rede de doping de atletas russos. Após muito suspense, a entidade resolveu não excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, porém, aplicou punições ao país. Foi definido que cada Federação internacional terá autoridade para aplicar sanções e o COI resolveu ainda impedir a participação de todos os atletas do país que já cumpriram punições por uso de substâncias proibidas.

A partir desta determinação do COI, a Fina anunciou hoje que sete nadadores do time russo não poderão nadar no Rio de Janeiro. Quatro deles por já terem cumprindo suspensões por doping: Mikhail Dovgalyuk, Yulia Efimova, Natalia Lovtcova e Anastasia Krapivina e outros três por terem nomes divulgados no relatório McLaren Report, feito pela WADA e assinado pelo jurista Richard McLaren: Nikita Lobintsev, Daria Ustinova e Vladimir Morozov. Isso mesmo, o velocista e um dos principais adversários de Bruno Fratus nos 50m livre está fora do Rio-2016.

Morozov era um dos favoritos em provas de velocidade - Foto: Arena Internacional

Morozov era um dos favoritos em provas de velocidade – Foto: Arena Internacional

Morozov nunca foi suspenso ou investigado por uso de substâncias proibidas ao longo de sua carreira, mas sua exclusão dos Jogos Olímpicos se dá ao fato do seu nome aparecer no relatório McLaren onde consta que seus testes desapareceram durante o processo de coleta e análise. Como a Fina está seguindo a recomendação do COI é praticamente impossível que algum recurso seja aceito, embora o agente de Efimova ter declarado que a nadadora vai recorrer ao tribunal do CAS.

Sem Morozov a Rússia sofre uma grande perda. Top 10 no ranking mundial deste ano nos 50m e 100m livre, o velocista era apontado por muitos especialistas como favorito a pódio nas duas provas, além de ser peça chave nos revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley. No Campeonato Mundial de Kazan o russo perdeu o bronze nos 50m livre para Bruno Fratus por apenas um centésimo e é um dos grandes adversários do brasileiro. E com Morozov de fora o revezamento russo 4x100m livre (que foi bronze em Londres-2012) perde seu principal nadador e força diante dos rivais por medalhas.

Efiomova não virá ao Rio-2016 - Foto: Alexander Nemenov/AFP Photo

Efiomova não virá ao Rio-2016 – Foto: Alexander Nemenov/AFP Photo

Outra grande esperança de medalha russa seria Yulia Efimova. Após cumprir uma suspensão por doping entre 2014 e 2015, a nadadora foi pega novamente este ano por uso do medicamento meldonium. No início deste mês a Fina havia retirado as acusações e liberado Efimova para o Rio-2016, mas com essa nova determinação do COI ela está novamente impossibilitada de nadar.

Os próximos dias serão cruciais para os russos. Haverá recursos e apelações contra a determinação da Fina e do COI, mas é muito provável que não sejam aceitas. Um duro golpe para a natação do país que sem dois de seus principais favoritos ao pódio corre o risco de voltar para Moscou sem medalhas no peito. Para um país que já foi representado por lendas da natação como Vladimir Salnikov, Alex Popov e Denis Pankratov, a vergonha é imensamente dolorosa.

Por Guilherme Freitas


Conheça o projeto “Águas + Seguras”
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Em prol de uma causa nobre três grandes instituições se uniram para desenvolver um programa social voltado para a educação e prevenção de afogamentos no Brasil. Da união entre a Metodologia Gustavo Borges, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) e o Instituto de Natação Infantil (Inati) nasceu o projeto “Águas + Seguras”, que busca contribuir na redução de acidentes em ambientes aquáticos em todo o país. A ação oferece gratuitamente programas de prevenção e multiplicação de informações através de campanhas on line e presencial.

“A SWIM CHANNEL também tem a missão de contribuir com o belíssimo projeto, águas + seguras, e apoiará a ação por tempo indeterminado”, afirma Patrick Winkler, o editor chefe.

Segundo dados da Sobrasa, são registradas 17 mortes por afogamento diariamente no Brasil, sendo que a grande maioria dos óbitos atinge crianças e adolescentes. São números preocupantes e que fazem o país ser um dos que mais registra vítimas destas fatalidades. Desde 2009, porém, a Sobrasa vem registrando quedas de acidentes em ambientes aquáticos. E é justamente essa a missão do “Águas + Seguras”: ajudar para que o número de afogamentos e mortes continue diminuindo progressivamente.

O programa oferece diversos métodos e ações para prevenção de acidentes. No site da campanha é possível assistir a vídeos educativos sobre como evitar tragédias em águas abertas e em piscinas, baixar gibis para mostrar as crianças, acessar folder informativos e obter informações técnicas de segurança para piscinas de academias e condomínios. No site também estão disponíveis manuais e guias de segurança e de como se comportar quando ocorrem casos de afogamentos.

Em novembro haverá dois eventos sobre prevenção de acidentes e afogamentos. Durante os dias 9 a 12 de novembro de 2016 acontece em Florianópolis o Sobrasa Rescue e nos dias 21 a 25 de novembro 2016 teremos a Semana Piscina + Segura.

Diversas personalidades e celebridades aquáticas gravaram vídeos em prol desta iniciativa e divulgaram em suas redes sociais Gustavo Borges, Mineirinho, Carlos Burle, Murillo Caldas, Karol Meyer e Dr. David Szpilman são alguns dos apoiadores do programa “Águas + Seguras”. Na última terça, dia 19 de julho, foi feito um hangout com simpatizantes da ação que pode ser assistido aqui. Confira mais informações no site oficial do projeto clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Cepall moderniza o paraquedas para natação
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Que os paraquedas para treino são uma excelente pedida para os nadadores, todos já estão cansados de saber. Mas um novo modelo entra no mercado com um formato diferente, que potencializa os ganhos dos treinos dos atletas, especialmente de força muscular e resistência.

O acessório lançado pela Cepall levou o nome de Squid, e, não coincidentemente, tem o formato de uma lula pequena, na tradução da palavra do inglês. Ela amplia a resistência da água, sem provocar algum tipo de sobrecarga prejudicial ao nadador. No caso, o destaque é o sistema de ajuste Rope Clamp na sua extremidade, que faz com que o atleta possa adequar o aparelho a diferentes níveis, conforme o condicionamento físico e o objetivo final. Isso facilita para que não seja necessário trocar o tamanho do paraquedas convencional conforme a intensidade do exercício.

O novo modelo de paraquedas da Cepall - Foto: Reprodução

O novo modelo de paraquedas da Cepall – Foto: Reprodução

“Sempre foi muito contraditório o trabalho de força fora d'água para nadadores, onde fica difícil quantificar a transferência do ganho força para a natação. O trabalho resistido com a utilização dos paraquedas propicia um ganho de força específico, já que os gestos e movimentos dos nados são reproduzidos perfeitamente mesmo com a sobrecarga do material'', explica o técnico Rodrigo Triviño (head coach da equipe TNT e recordista mundial master dos 50m e 100 m costas).

Para quem pretende tornar o seu treinamento ainda mais especializado, está aí no mercado mais uma boa alternativa para o reforço muscular adequado diretamente para as piscinas.

Por Mayra Siqueira


Adherbal de Oliveira conquista o Canal de Catalina!
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O sonho de atravessar a nado os sete mares está se tornando real para o nadador de águas abertas Adherbal de Oliveira. O major da Aeronáutica colocou como grande objetivo completar as sete maiores travessias do mundo, encarando os destinos mais difíceis e fantásticos do planeta. Ano passado ele deu o primeiro passo ao concluir a épica travessia do Canal da Mancha. Além de completar os 33 km que separam a Inglaterra da França, ele ainda bateu o recorde sul-americano da prova.

Hoje ele concluiu a segunda etapa deste desafio ao completar com sucesso a Travessia do Canal de Catalina, que acontece na costa leste dos Estados Unidos entre a Ilha de Santa Catalina e o estado da Califórnia e tem cerca de 36 km de percurso. Esta prova é famosa pelo desafio extremo de se nadar nas águas do mar californiano, conhecido pelas fortes ondulações e por ser habitat de perigosos tubarões. Porém, isso não intimidou Adherbal que novamente superou o recorde sul-americano da prova: 9h10min29s.

Adherbal de Oliveira bateu mais um recorde sul-americano – Foto: Desafio 7 Mares/Facebook

Adherbal de Oliveira bateu mais um recorde sul-americano – Foto: Desafio 7 Mares/Facebook

Correu tudo bem durante a travessia de Adherbal, que saiu durante a noite da Ilha de Catalina rumo a costa americana e nadou com sinais de iluminação fluorescentes na touca. Acompanhado por um barco de apoio com membros da equipe Navegantes, ele encontrou maiores dificuldades apenas no final da prova quando encarou uma forte correnteza e precisou tomar mais cuidado com grandes pedras na chegada a praia, mas nada foi capaz de desmotivá-lo. Durante a travessia a temperatura média da água foi de 17,2°C. Ao concluir a travessia todo seu staff e equipe celebraram o grande feito do nadador.

Com essa realização, Adherbal passa a ser o segundo brasileiro a concluir o percurso. Em junho de 1993 Dailza Damas Ribeiro completou a prova em 14h25min43s. E outro brasileiro realizará em breve a travessia: Samir Barel, que vem se preparando para desbravar as águas californianas em outubro. Após deixar para trás o Canal da Mancha e o Canal de Catalina, Adherbal se volta para o próximo desafio, o Estreito de Gilbratar, entre o continente europeu (Espanha) e o continente africano (Marrocos), uma das provas mais nobres e famosas das águas abertas internacionais. Aos poucos, o sonho de concluir o desafio e figurar na seleta lista daqueles que desbravaram os sete mares vai se tornando realidade.

Por Guilherme Freitas


Vai começar o Circuito Mares 2016/17!
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Já estão abertas as inscrições para a temporada 2016/17 do Circuito Mares, evento de águas abertas que é disputado em quatro etapas e terá uma prova extra ao fim do circuito. Criado em 2014, esta competição tem como propósito unir esporte com natureza. Além da ação esportiva dentro d´água, o Circuito Mares proporciona aos participantes atividades do conceito de ecoturismo.

Este ano o evento terá ao todo quatro etapas e uma de premiação que encerrará a temporada. O ponto de partida será em São Sebastião, no dia 25 de setembro na Praia de Toque Toque. Na véspera acontecerá o congresso técnico e entrega de kits. Haverá quatro distâncias nas provas de águas abertas: start (500m), short (1 km), marathon (2,5 km) e challenge (7,5 km). As inscrições já estão abertas (podem ser efetuadas aqui) e o primeiro lote de inscrições estará aberto até o dia 1º de agosto com valor de inscrição de R$ 100 para uma prova e R$ 120 para duas.

Ilhabela vai receber a última etapa do Circuito Mares - Foto: Organização do evento

Nadador durante prova do Circuito Mares do ano passado- Foto: Organização do evento

Além das provas de natação em águas abertas teremos a disputa do Aquathlon que terá o percurso de 6 km. Os atletas nadarão 1 km e depois vão encarar 5 km de corrida. Nesta modalidade poderá se competir individualmente ou por equipe. A ordem de disputas do evento em São Sebastião será a seguinte:  challenge, marathon, aquathlon, short e start a partir das 7h30 da manhã. O Condomínio Porto Paúba – Residenciais & Flats será o parceiro de hospedagem oficial da competição.

As demais etapas do Circuito Mares 2016/17 acontecerão em Caraguatatuba (dia 4 de dezembro de 2016), Ilhabela (dia 5 de março de 2017) e Ubatuba (dia 21 de maio de 2017). No dia 17 de junho do ano que vem teremos a etapa de premiação, com a coroação dos melhores atletas do circuito e uma prova especial de 10 km de distância em local ainda a ser definido pela organização. Para mais detalhes acesse o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Henrique: ‘Quem tiver mais vontade vai bater na frente’
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Ele rivaliza com uma das maiores gerações de todos os tempos de… todos os estilos! Não é fácil disputar com Michael Phelps e Ryan Lochte, e ainda mais complicado é ter, em casa, a rivalidade de um dos raros medalhistas olímpicos do Brasil, Thiago Pereira. Mas por que não seria 2016 o seu ano? Henrique Rodrigues, aos 25 anos, aposta que a Olimpíada em seu país, no seu auge físico, pode ser o divisor de águas em sua carreira. Classificado para os 200m medley, fez sua primeira final em um grande evento no ano passado, no Mundial de Kazan. Em Londres, parou nas semifinais da prova. Agora, em sexto no ranking mundial da temporada, o atleta do Esporte Clube Pinheiros acredita que pode baixar para a casa de 1m55s na prova e beliscar o pódio olímpico.

Henrique Rodrigues é o segundo nome do medley brasileiro - Foto: Reprodução/Site oficial Henrique Rodrigues.

Henrique Rodrigues é o segundo nome do medley brasileiro – Foto: Reprodução/Site oficial Henrique Rodrigues.

Confira a entrevista com o nadador:

Swim Channel: O que você sente que ainda precisa melhorar na sua prova?

Henrique Rodrigues: Eu tenho os quatro estilos muito equilibrados. Teremos algumas tomadas de tempo até a Olimpíada e eu vou mudar um pouco a minha tática de prova, para chegar na mudança do peito para o crawl com o nado mais encaixado e poder realmente atacar no final. Eu tenho treinado nos últimos seis meses o crawl, o fechamento de prova mais forte. Agora, entrando na fase final de competição, vou realmente atacar mais nessa parte pra deixar o corpo pronto para a competição. Estará todo mundo muito junto, pelo que eles têm nadado, no bolo. E é esse final que vai definir. Já não tem mais aquela coisa de Phelps e Lochte se destacarem, irem embora e deixarem todos para trás.

SC: E qual é o seu palpite para o pódio olímpico nos 200m medley?

HR: Não posso falar em nomes, mas hoje temos dois nadadores na casa de 1m55s. Acredito no ouro para 1m54s, e prata e bronze para 1m55s. Hoje são atletas muito fortes nessa disputa… além de Phelps (2º do ranking de 2016, com 1m55s91) e Lochte (3º, 1m56s22), são dois japoneses (Kosuke Hagino, 1º tempo com 1m55s07 e Hiromasa Fujimori em 4º, 1m57s57), dois brasileiros (Thiago Pereira tem o quinto tempo, 1m57s77), australianos… realmente tem muita gente. Tudo muito misturado. Na hora que vai se definir mesmo o pódio, mas acho que os tempos eu acertei.

Henrique Rodrigues e Thiago Pereira, ao confirmarem o índice olímpico (foto: Satiro Sodré/ SSPress)

Henrique Rodrigues e Thiago Pereira, ao confirmarem o índice olímpico (foto: Satiro Sodré/ SSPress)

SC: Seu melhor foi 1m57s06, feito no Pan do ano passado. No Troféu Maria Lenk você fez 1m57s91. Como está seu trabalho para baixar para essa casa dos 1m55s?

HR: A temporada do Maria Lenk foi muito bacana pra mim, eu já fui preparado pra nadar bem, melhor do que no Open no ano passado (a primeira seletiva). A meta no Maria Lenk era me classificar com um tempo um pouco melhor pra Olimpíada, abaixo de 1m58s, justamente pra já poder entrar nessa briga. Logo após o campeonato, fizemos um treinamento de altitude, o Thiago Pereira estava junto também. Algo bem bacana para nós dois treinarmos juntos, dividir raia, fazermos séries juntos. Acho que estou bem preparado pra fazer melhor que no Pan, que foi meu melhor tempo. Estou na reta final de treino, vou começar o polimento (descanso). Agora é só ajustar os detalhes e realmente descansar a cabeça. A ansiedade já começa a bater. Vai ser a primeira edição no Brasil, a gente não sabe muito bem o que esperar, mas sabe que vai ser alucinante, de outro mundo, até pra quem já é mais experiente. A preparação está a todo vapor para melhorar os detalhes e entrar mesmo na briga pra medalha.

SC: Que diferença você vê com a Olimpíada sendo no Brasil? E os horários das finais (depois das 22h)?

HR: Nós, atletas discutimos muito essa questão do horário. Faremos uma aclimatação a partir do dia 24, para começarmos a adaptação a esses horários e rotina, de cair na água as 22h, 23h. Mas acho que isso é simples. Vai ser mais sofrido na primeira semana, claro, pois é o horário que estamos acostumados a dormir. Mas nadar em casa vai ser algo muito legal. O público brasileiro tão perto, e é um público muito quente, faz muita diferença na hora de definir. Mesmo embaixo d'água, você consegue ouvir a torcida. Vai ser uma experiência totalmente nova. Tem gente que vai ver de forma positiva, outros que vão tremer na base, mas o friozinho na barriga com certeza todos vão sentir.

SC: Você tem o sonho de conquistar a medalha?

HR: Lógico que tenho! Para todo atleta já é um sonho estar na Olimpíada. Eu estive em 2012. Algo que eu sempre ouço em casa é que: tudo o que vamos fazer, e temos a chance de fazer de novo, na primeira vez é para aprender, e a segunda é para resolver. Agora estou mais maduro, entrei no meu auge esse ano, clinicamente falando, aos 25. Meu pico de treinamento é agora, e sonho sim com essa medalha, acho muito possível, em especial pelo ranking mundial deste ano. Vai ser bem interessante de assistir.

SC: Como você vê o grupo do Brasil para os Jogos do Rio?

HR: O grupo evoluiu muito, todos os atletas, desde 2014, do Mundial em Doha. Vemos nos olhos, nos treinamentos dos atletas. Acho que todos hoje na seleção olímpica fizeram por merecer. Claro, sentimos falta do César, mas sei que o Bruno e o Ítalo farão muito bonito também. É uma evolução constante, as categorias mais novas estão melhorando, existe uma renovação que antes não tinha. Esse time de hoje é uma prévia de que o Brasil está montando um time muito forte para os próximos grandes eventos mundiais. Está meio longe ainda, mas vejo que evoluímos muito bem! Vamos surpreender muita gente, pode ter certeza.

Por Mayra Siqueira


Jogo Beba Água: testando seus palpites olímpicos
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Dentro de 23 dias tem início no Rio de Janeiro mais uma edição dos Jogos Olímpicos. Como é tradição, os fãs das modalidades esportivas acabam fazendo sua apostas e palpites, os famosos bolões. Em alguns casos apenas uma brincadeira sadia entre amigos e familiares. Em outras vezes valendo premiações e brindes aos melhores entendedores do assunto. E um desses games já esta aberto aos apostadores: trata-se do já tradicional Jogo Beba Água.

Organizado e idealizado por Nuno Vicente, editor do blog português Beba Água e correspondente da SWIM CHANNEL em Portugal, o game tem uma dinâmica simples de jogo. Os participantes precisam preencher uma ficha apostando nos vencedores de todas as provas de natação, da maratona aquática e do pólo aquático. Caso o apostador acerte o resultado ele levará cinco pontos de bonificação. Se o atleta escolhido não ganhar a prova, mas for ao pódio em segundo ou terceiro lugar o apostador ganhará dois e um ponto respectivamente. Cada apostador tem direito ainda a usar oito coringas durante o jogo. E quem enviar seus palpites até o dia 22 de julho ganhará 20 pontos de bonificação.

As medalhas olímpicas - Foto: Comitê Organizador Rio-2016

As medalhas olímpicas – Foto: Comitê Organizador Rio-2016

O Jogo Beba Água já virou um dos bolões mais tradicionais da natação internacional, atraindo participantes em Portugal e também no Brasil. Ano passado a disputa foi sobre o Campeonato Mundial de Kazan e Manuela Silva venceu a disputa ao somar 226 pontos. Os prêmios do jogo sobre o Rio-2016 ainda não foram divulgados, mas iremos publicar em breve aqui e em nossa página do Facebook quais brindes os melhores colocados levarão para casa.

Portanto é hora de testar seus conhecimentos sobre natação e também a sua sorte! Poderão participar pessoas do mundo todo e quando mais pessoas participarem mais prêmios serão distribuídos. Para fazer suas apostas no Jogo Beba Água Rio-2016 clique aqui.

Por Guilherme Freitas


Vem ai a sexta edição do Pool Party!
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Acontece na próxima quinta-feira, dia 12 de julho, a partir das 20h mais uma edição do Pool Party, a principal mesa redonda da natação mundial. Desta vez os especialistas estarão reunidos na sede da SWIM CHANNEL, em São Paulo, onde darão seus palpites e previsões sobre as provas de natação e a maratona aquática dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

Este será o sexto encontro da equipe, que teve início em fevereiro quando os comentaristas gravaram o primeiro programa falando sobre os Jogos Olímpicos. Depois acontecerá outras edições debatendo o Troféu Maria Lenk, as seletiva olímpicas na Austrália e nos Estados Unidos e diversos campeonatos internacionais pelo mundo. Agora a mesa-redonda faz uma atração especial para a tão esperada Olimpíada no Rio de Janeiro.

Vem ai a sexta edição do Pool Party!

Vem ai a sexta edição do Pool Party!

Fazem parte do time do “Pool Party” Gustavo Borges, Alexandre Pussieldi, Fernando Scherer, Fabiola Molina, Flavia Delaroli, William Urizzi, Patrick Winkler, Daniel Takata e Mayra Siqueira, estes três últimos membros da SWIM CHANNEL. Para acompanhar o hangout em tempo real no Youtube e no Google Plus, clique aqui e salve este link:http://plus.google.com/events/c1autt2v2l07fokiqsiegenb0pk. O evento também terá transmissão ao vivo no site e página oficial da SWIM CHANNEL no Facebook.

Fique ligado que em breve iremos disponibilizar o link da transmissão!