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A cara da seleção master brasileira
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“Acho que aquela mosquinha azul me mordeu de novo''. Uma das maiores celebridades da natação master brasileira – e mundial -, Marcus Mattioli representa aquele velho roteiro que muitos conhecem: de nadadores que fizeram da piscina a sua vida por muitos anos, mas que, com o cansaço da rotina e a pressão, acabaram encerrando uma carreira vencedora… por algum tempo. De alguma forma, a saudade bateu, e recolocou o medalhista olímpico e pan-americano no esporte, agora, aos 53 anos, como master. Uma decisão bastante acertada.

“Desde que decidi voltar, em 2006, eu perdi os 30kg que ganhei e bati 52 recordes mundiais, e não quero parar tão cedo. Hoje minha maior terapia é nadar, e quando eu não nado, fico agoniado. O que segura minha cabeça é a natação, é um bem incomensurável que ela traz'', declarou o multicampeão à Swim Channel.

Nas suas contas, são 26 medalhas em Mundiais - Foto: Arquivo Pessoal

Nas suas contas, são 26 medalhas em Mundiais – Foto: Arquivo Pessoal

Mattioli foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, no revezamento 4x200m livre, ao lado de Djan Madruga, Jorge Fernandes e Cyro Delgado. Entre indas e vindas, deixou passar outras duas Olimpíadas  sem disputar, e desistiu de vez da natação em 1989. Quando seu filho mais velho, Rafael, começou a nadar e competir pelo Minas Tênis Clube, Mattioli percebeu que não seria simples manter a vida sedentária na tarefa de pai de atleta.

“Eu ficava muito nervoso vendo ele nadar. Já com 16 anos sem praticar esportes, eu estava vendo a hora que iria enfartar. Foi na mesma época que o Pradinho (Ricardo Prado) operou e colocou seis pontes de safena. Aí eu pensei: 'se ele precisou disso, eu vou precisar de umas dez!' Acabei tentando corrida, mas tive uma lesão logo na primeira tentativa, da qual nunca me recuperei, e não consegui mais correr.''

Mattiolli no Campeonato Brasileiro de 1977 - Foto: Arquivo Pessoal

Mattioli no Campeonato Brasileiro de 1977 – Foto: Arquivo Pessoal

Mattioli então voltou intensamente aos treinos de natação, inclusive raia a raia com seu filho, e com Thiago Pereira, na época nadador do Minas TC. “Cheguei a disputar um Campeonato Brasileiro ao lado do meu filho, nos 200m borboleta. Foi a maior emoção da minha vida, e fomos muito aplaudidos''.

O resultado da dedicação? Hoje, nas contas dele, são 26 medalhas de Mundiais master, sendo 22 de ouro, 52 recordes mundiais batidos, além de ter sido eleito duas vezes o melhor nadador master do ano pela conceituada revista Swimming World, em 2007 e 2011. Feito que, até então, entre os brasileiros, somente Maria Lenk havia conseguido.

O segredo, segundo ele, é a paixão pelo que faz e a dedicação nos treinos. Raramente ele treina muito mais que 4 mil metros. “Tive um talento muito grande para nadar, mas meu maior talento sempre foi para treinar. Não é nenhum sacrifício treinar forte, muito pelo contrário. Não sinto falta de um técnico ou equipe. Dificilmente eu faço um treino do qual eu não saio cansado, exausto. Uma hora depois eu fico depredado, fico acabado pelo resto do dia. A intensidade, mais que metragem, faz a diferença para mim.''

Mattioli encabeça um grupo de brasileiros que vai a Montreal dentro de uma semana, para disputar o Mundial Master, que conta com mais de 9 mil inscritos, entre nadadores de 25 a 97 anos nesta edição. Ele tem os melhores tempos em todas as seis provas individuais que irá disputar: 200m, 400m, e 800m livre, 100m e 200m borboleta, além da travessia. “Em algumas provas eu lidero com alguma folga, em outras é diferença de milésimos. A disputa vai ser muito grande, com alguns nomes novos e outros com quem já travo braçadas há um bom tempo. Mas tive uma boa preparação, nadei muito bem nas últimas competições, estou com boa expectativa. Quem sabe bater outro recorde mundial?'' Pode contabilizar: a coleção de medalhas vai aumentar.

Por Mayra Siqueira


Open de Portugal encerra temporada 2013/2014
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Teve início ontem com as séries mais lentas dos 1500m livre o Open de Portugal, campeonato nacional que reúne nadadores da categoria juvenil até o absoluto. A competição, que encerra a temporada 2013/2014 da natação portuguesa, está sendo disputada em Jamor e terá um número expressivo de participantes: 832 atletas, número que supera com folga diversos eventos no Brasil. Apenas para efeito de comparação, a última edição do Troféu Maria Lenk em abril reuniu apenas 351.

Entre esses participantes estão nadadores de vários países com objetivos distintos. A Suécia levou seus principais atletas para o evento, pois passou dez dias na cidade de Rio Maior realizando treinamentos visando o Campeonato Europeu de Berlim que começa em agosto. Irlanda, Itália, Reino Unido, Espanha, Brasil e França também terão representantes na piscina de Jamor.

A jovem nadadora portuguesa Victoria-Kaminskaya - Foto: Clube Pimpões

A jovem nadadora portuguesa Victoria Kaminskaya – Foto: Clube Pimpões

Para os anfitriões, o Open também terá a sua importância. O evento será preparatório para o Campeonato Europeu e conta com a participação de três dos seis convocados para o campeonato continental: Victoria Kaminskaya que nadará os 100m e 200m peito e 200m e 400m medley; Pedro Oliveira que disputará os 50m, 100m e 200m costas e os 200m borboleta e Nuno Quintanilha que encara sete provas, 50m, 100m e 200m borboleta, 100m e 200m peito e 200m e 400m medley.

Entre as estrelas estrangeiras o grande destaque é Sarah Sjöström. A sueca chega a Portugal depois uma espetacular performance no Campeonato Sueco no início deste mês, quando bateu o recorde mundial dos 50m borboleta (24s43) e ainda cravou as melhores marcas da temporada nos 50m livre (23s98), 200m livre (1min55s04) e 100m borboleta (56s50). No Open de Portugal Sarah disputará cinco provas: 50m e 100m borboleta e 50m, 100m e 200m livre.

A sueca Sarah Sjöström é o maior nome do Open de Portugal - Foto: Gian Mattia D'Alberto

A sueca Sarah Sjöström é o maior nome do Open de Portugal – Foto: Gian Mattia D'Alberto

Outro destaque internacional do Open de Portugal é o brasileiro Felipe Lima, que foi medalha de bronze nos 100m peito no último Campeonato Mundial de Barcelona-2013. Como não vai disputar o Campeonato Pan-Pacífico, Felipe resolveu viajar para a Europa para disputar alguns eventos por lá. Na semana passada nadou o Campeonato Espanhol e venceu os 50m e 100m peito. Em Portugal o brasileiro pretende melhorar suas marcas nestas duas distâncias antes começar sua preparação para o Troféu José Finkel que será seletiva para o Mundial de piscina curta de Doha.

A competição pode ser acompanhada em tempo real através do site oficial do evento. Análises e comentários podem ser encontrados no Blog Beba Água, de Nuno Vicente, correspondente da SWIM CHANNEL em Portugal.

Por Guilherme Freitas


Miguel Valente: esperança para o fundo?
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De Djan Madruga a Luiz Lima, e algumas décadas de distância, poucas novidades encheram os olhos na natação de fundo brasileira. Dominada por estrangeiros sul-americanos nos últimos tempos, as provas de 1500m parecem ter ganhado um rosto novo, de esperança. É isso, ao menos, que ele espera.

Miguel Valente venceu os 1500m no Maria Lenk pela primeira vez - Foto: Satiro Sodré

Miguel Valente venceu os 1500m no Maria Lenk pela primeira vez – Foto: Satiro Sodré

Miguel Valente, de 21 anos, foi um dos grandes nomes, e surpresas, do Maria Lenk 2014. O nadador do Minas Tênis Clube venceu pela primeira vez o torneio absoluto em São Paulo, na prova mais longa em piscina, além de ter sido medalha de prata nos 400m, em grande e acirrada disputa com Leo de Deus. Conquistas expressivas, especialmente para quem, no ano passado, ficou perto de pendurar a sunga para se dedicar aos estudos.

“Comecei a faculdade e fiquei na dúvida sobre continuar ou não. Pensei que teria que valer a pena, e me dei um ultimato: ou esse ano eu consegueria uma boa melhora, ou pararia de nadar. Até tranquei um semestre do curso. E foi quando melhorei de 4min00s pra 3min53s.'', afirmou Miguel à Swim Channel.

Tempo que ele derrubou para 3min51s36 no Maria Lenk, ficando a dois segundos do índice para o Pan Pacífico. Feito que também conseguiu nos 1500m, na qual baixou sua marca em duas competições seguidas. No torneio absoluto, nadou para 15min28s, e, um mês depois, cravou 15min16s no Campeonato Brasileiro Junior e Sênior. A apenas um segundo do índice do torneio que acontecerá na Austrália no próximo mês. Quase nada para uma prova tão longa.

A virada no curso da carreira de Miguel Valente faz com que o próprio nadador transborde confiança para os colegas de equipe. Hoje o Minas TC tem os melhores fundistas do país, o que aumenta a competitividade entre os nadadores.

“Acho muito legal pensar que eu sou a esperança para o fundo brasileiro. Comigo também estão vindo outras pessoas. Alguns que treinam comigo viram que é possível nadar na casa dos 3min50s nos 400m livre, e você acaba motivando quem está em volta também. Meus principais adversários estão aqui. É como se cada treino virasse uma competição, e vamos melhorando com isso.''

Fã do chinês Sun Yang, Miguel se inspira na natação oriental para seus incansáveis treinamentos, que envolvem dez sessões por semana, de seis a sete mil metros cada, além de musculação e preparação física.

“Não sou muito alto ou forte (tem 1m76), e me lembro no Mundial Junior que fui em 2011. Havia um japonês que devia ter 1m60, e nadava na casa dos 3min50s de 400m. Até hoje ele é uma inspiração pra mim. Tudo é possível com dedicação. Não é só talento.''

Por isso, os próximos passos de Miguel estão bastante definidos, a curto e longo prazo. Ele foi convocado para a sua primeira seleção absoluta, para a disputa do Campeonato Sul-Americano, no início de outubro. Primeiro, ele pretende buscar no Troféu José Finkel, que será em setembro, o índice para o Mundial de Curta de dezembro. “Seria meu primeiro grande evento internacional, um encaminhamento pra uma possível Olimpíada''. Assim esperamos.

Por Mayra Siqueira


O que o Pan Pacífico reserva
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Olimpíadas e Mundiais a cada quatro anos, alternados. A matemática não preenchia com propriedade o calendário de alguns dos principais polos da natação mundial. Por isso, há quase 30 anos, foi criado um evento justamente com a intenção de reunir os grandes nomes do esporte em um desafio de alto nível em piscina longa (50m). Tudo começou envolvendo países que não tinham a sorte de disputar um Campeonato Europeu, mas que eram potências mundiais: Austrália, Estados Unidos, China e Japão se uniram para a criação do Pan Pacífico, que recebeu o nome por reunir as nações banhadas pelo oceano de mesmo nome. Mas a participação de convidados sempre foi bem-vinda, desde Tóquio, em 1985, que contou com outras oito seleções. E foi o que aconteceu com o Brasil, desde a primeira edição.

Piscina do Pan Pacífico, em Gold Coast - Foto: Swimming Australia

Piscina do Pan Pacífico, em Gold Coast – Foto: Swimming Australia

Ricardo Prado foi o brasileiro estreante no pódio do evento, com duas medalhas no Japão, nos 400m medley e bronze nos 200m borboleta. Ele já vinha em grande fase, quando havia sido medalhista nos Jogos Olímpicos do ano anterior, em Los Angeles. Desde 1985, os brasileiros conquistaram 12 medalhas no torneio (três de ouro, duas de prata e sete de bronze). A partir de 2002, o campeonato recebeu o reconhecimento devido, e entrou no calendário oficial da CBDA. Na última edição, em 2010, César Cielo e Felipe França deixaram recordes de campeonato gravados, como desafios a serem batidos nesta edição: nos 50m borboleta e nos 50m peito, respectivamente. Os norte-americanos dominam as melhores marcas no masculino e feminino, seguidos pelos australianos. A mais antiga no masculino pertence ao ídolo do país sede Ian Thorpe nos 400m livre, de 1999, edição em Sidney, e no feminino, Janet Evans, norte-americana, mantém as marcas dos 400m e 800 livre desde 1989, no torneio sediado em Tóquio. Kosuke Kitajima detém as únicas marcas japonesas, nos 100m e 200 peito.

Daqui a um mês, entre 25 e 28 de agosto, Gold Coast, na Austrália, cidade paradisíaca e de movimentado turismo, vai ser o palco do badalado campeonato.

O Brasil leva um grupo considerável para a costa australiana: são 19 atletas que atingiram o índice para o campeonato, 13 homens e seis mulheres. O destaque nacional será Thiago Pereira, já que Cesar Cielo, apesar de ter os índices nos 50m e nos 100m livre, optou por priorizar o Mundial de Piscina Curta, em dezembro. Melhor para Bruno Fratus, quarto colocado nos Jogos de Londres, em 2012, que chega como um dos favoritos ao título nos 50m livre, com o segundo melhor tempo da temporada na prova.

Thiago Pereira ainda não definiu todas as provas que nadará na Austrália - Foto: Satiro Sodré

Thiago Pereira ainda não definiu todas as provas que nadará na Austrália – Foto: Satiro Sodré

Thiago não revelou quais provas irá nadar além dos 200m medley, que em todos os testes que fez em 2014, focou o torneio de agosto como principal. A disputa promete ser interessante entre o brasileiro e Michael Phelps e Ryan Lochte nas provas de medley e borboleta. O maior medalhista olímpico de todos os tempos, inclusive, possui nada menos que 13 títulos do torneio, e um total de 16 medalhas.

É uma competição de enorme relevância no preparo dos principais atletas mundiais para o ciclo olímpico seguinte. Desde a primeira disputa, inclusive, já foram registrados 23 recordes mundiais. Muitos batidos por Thorpe, em 1999, e Phelps, em 2006.

Por Mayra Siqueira


Tae Hwan Park, a maior estrela dos Jogos da Ásia? Talvez
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Em setembro serão realizados na cidade sul-coreana de Incheon os Jogos da Ásia, competição que é uma espécie de Olimpíada do continente asiático e que reúne cerca de 10 mil atletas de dezenas de modalidades. Na natação estará em jogo a soberania continental. De um lado a China com suas estrelas como Sun Yang, Ye Shiwen e Jiao Liuyang. Do outro lado o Japão, que conta com Kosuke Hagino, Takeshi Matsuda e Ryosuke Irie, além de uma equipe de jovens valores. Porém, o melhor nadador dos Jogos da Ásia poderá ser um atleta local e não um chinês ou japonês.

Considerado um dos maiores esportistas da Coreia do Sul, Tae Hwan Park está cotadíssimo para fazer uma ótima competição em Incheon. Na última semana ele foi o grande nome do campeonato sul-coreano de natação. Foram seis medalhas de ouro (100m, 200m e 400m livre, 200m e 400m medley e 4x200m livre), todas com novo recorde de campeonato. Nos 200m medley, prova que não é sua especialidade, superou o recorde nacional com 2min00s31. Seu resultado mais expressivo aconteceu nos 200m livre: 1min45s25, melhor marca do ano.

O nadador sul-coreano Tae Hwan Park em ação - Foto: Ezra Shaw/Getty Images

O nadador sul-coreano Tae Hwan Park em ação – Foto: Ezra Shaw/Getty Images

Com a missão cumprida no campeonato nacional o foco do sul-coreano passa a ser os Jogos da Ásia. E curiosamente, foi em uma edição dos Jogos que ele despontou para o cenário internacional. Na edição de Doha, em 2006, aos 17 anos, Park subiu ao pódio sete vezes e passou a integrar a elite da natação mundial. A partir daí vieram mais conquistas como um bicampeonato mundial nos 400m livre e quatro medalhas olímpicas, uma delas de ouro também nos 400m livre em Pequim-2008.

Park chegará a Incheon como a estrela máxima do esporte sul-coreano e vai atrair os holofotes da mídia local. E pelos resultados alcançados no campeonato sul-coreano na semana passada, está sim cotado para ser o melhor nadador dos Jogos da Ásia, ofuscando a rivalidade entre China e Japão pelo topo da natação asiática. Quem sabe não repita a performance de 2006 quando foi o melhor nadador dos Jogos? E de quebra ainda poderemos ter um espetacular 200m livre, com Park, Yang e Hagino em ação.

Por Guilherme Freitas


Commonwealth Games começa na semana que vem
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Na próxima semana tem início na cidade escocesa de Glasgow, a 20ª edição do Commonwealth Games. O evento, que no passado era aberto apenas por membros da comunidade britânica, hoje é disputado por 71 países que fazem parte da Commonwealth of Nations (Comunidade de Nações em português), uma organização intergovernamental. Para saber um pouco mais sobre a história dessa tradicional competição clique aqui e leia uma matéria publicada em abril, aqui no Blog da SWIM CHANNEL.

A natação é uma das modalidades do Commonwealth Games e vai ser disputado no moderno Tollcross International Swimming Centre, que foi o palco da seletiva escocesa para o evento. Tida como a grande favorita para acumular medalhas, a Austrália vai com força total para a competição e convocou 59 nadadores. No momento eles estão fazendo um trainning camp na cidade de Manchester. Lá existe um moderno centro aquático que também foi palco de preparação dos aussies antes dos Jogos Olímpicos de Londres.

As irmãs australianas Cate e Bronte Campbell - Foto: Quinn Rooney/Getty Images

As irmãs australianas Cate e Bronte Campbell – Foto: Quinn Rooney/Getty Images

James Magnussen e Cameron McEvoy são os grandes nomes do time australiano. Após um acirrado duelo entre eles no Campeonato Australiano, que foi disputado em abril, a dupla chega a Glasgow muito motivada em continuar reinando na disputa dos 100m livre, afinal, eles lideram o ranking mundial e foram os únicos a nadar a prova abaixo dos 48 segundos em 2014. No time feminino as irmãs Bronte e Cate Campbell são o principal destaque, já que também estão entre as melhores velocistas do mundo. Emily Seebohm e Belinda Hocking, respectivamente líderes do ranking mundial nos 100m e 200m costas também disputam o evento. A única baixa do time australiano é o velocista Eamon Sullivan, que anunciou esta semana sua aposentadoria das piscinas por recomendação médica após nova lesão.

Diferente dos Jogos Olímpicos, os nadadores britânicos não competem juntos sob a bandeira do Reino Unido. No Commonwealth Games cada atleta representa o seu país, no caso Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Os ingleses convocaram 40 nadadores para a competição e apostam nos velocistas Francesca Halsall, medalha de bronze nos 50m livre no Mundial de Barcelona-2013 e Liam Tancock, bicampeão mundial dos 50m costas em 2009 e 2011. Anfitriões, os escoceses esperam poder subir ao pódio para felicidade de seus torcedores. As grandes esperanças são Michael Jamieson, medalha de prata nos 200m peito em Londres-2012, e Hannah Miley, finalista olímpica em Londres e prata nos 400m medley no Mundial de Xangai-2011.

O vice-campeão olímpico Michael Jamieson treinou um tempo no Brasil com Albertinho- Foto: Flávio Peréz

O vice-campeão olímpico Michael Jamieson treinou um tempo no Brasil com Albertinho- Foto: Flávio Peréz

Quem também chega forte a Glasgow é a África do Sul. O time tem dois dos melhores nadadores do mundo na atualidade: o versátil Chad Le Clos e o peitista Cameron van der Burgh, além do veterano Roland Schoeman. Outras estrelas que estarão em ação no evento são o canadense Ryan Cochrane, o trinitário-tobaguense George Bovell, a jamaicana Alia Atkinson e o queniano Jason Dunford.

O Commonwealth Games será mais um evento para muitos desses nadadores que ainda terão pela frente outros desafios nesta temporada como o Campeonato Pan-Pacífico de Gold Coast, o Campeonato Europeu de Berlim e o Campeonato Mundial de piscina curta de Doha. Então que comece o show em Glasgow!

Por Guilherme Freitas


Aquanex promove clínica no Brasil
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O Aquanex, uma das melhores evoluções tecnológicas para a natação, que auxilia a correção da técnica de nado, oferece uma clínica agora no Brasil. Entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2015 acontece em São Paulo uma clínica especial com o Dr. PhD Rod Havriluk, idealizador do sistema Aquanex. O evento, que vai demonstrar as funções e utilidades do sistema que visa a melhora do nado, promoverá uma semana de muitas atividades dentro e fora da piscina para um grupo fechado de até 15 atletas. Ao fim da clínica eles receberão pen drives com as filmagens de suas performances, feedback da análise e planilhas com exercícios educativos. Haverá também uma palestra com um nutricionista esportivo e o custo total da clínica será aproximadamente R$ 3.800.

Mas o software Aquanex pode ser utilizado a qualquer momento, e não apenas na clínica. Através da representante White Shark, atletas de qualquer nível técnico podem entrar em contato com a empresa para agendar a utilização do equipamento. Em cada análise, o atleta receberá uma pendrive com a filmagem do treino, planilha com exercícios educativos, feedback da análise, além de brindes. Para realizar essas avaliações, os interessados precisam agendar uma data, horário e local para realização da avaliação, que pode ser tanto no local onde o atleta treina como em academias parceiras da White Shark. A atividade pode ser individual ou em grupos de até 20 nadadores e tem o custo de R$ 450. Para mais informações entre em contato pelo e-mail: atendimento@fragamoreira.com.br ou pelo site: whitesharksports.com.br

O aparelho Aquanex - Foto: White Shark/Aquanex

O aparelho Aquanex – Foto: White Shark/Aquanex

Para detalhes do funcionamento do sistema Aquanex, publicamos na íntegra a matéria escrita por Carlos Cesar Costa, Head Coach do sistema no Brasil, veiculado na edição 15 da SWIM CHANNEL. Confira abaixo:

AQUANEX
A tecnologia ao alcance dos nadadores

por Carlos Cesar Costa
O sistema Aquanex está baseado em mais de 25 anos de estudos e pesquisas para ajudar nadadores, triatletas e treinadores. São produtos e serviços projetados para natação mais rápida através da melhora da técnica. Essa tecnologia foi desenvolvida pelo Dr. Rod Havriluk, Phd em movimento humano e professor-adjunto da Florida State University. Havriluk também realiza trabalhos para a Advisory Board of the Counsilman Center for the Science of Swimming na Indiana University, é editor do Journal of Swimming Research e presidente da Swimming Technology Research. Ele trabalha com vários atletas recordistas e campeões mundiais, como a americana Rebecca Soni e o brasileiro Cesar Cielo, que realizou o trabalho com o Aquanex três vezes. Normalmente o Dr. Havriluk costuma não revelar os nomes dos outros atletas com quem trabalha.

Tela do programa Aquanex - Foto: White Shark/Aquanex

Tela do programa Aquanex – Foto: White Shark/Aquanex

O QUE É O AQUANEX?
O sistema Aquanex sincroniza uma filmagem subaquática para se fazer uma análise completa da força de um movimento subaquático. O aparelho pode ser utilizado para natação, remo ou exercícios aquáticos. O programa tem sido utilizado para analisar milhares de nadadores e triatletas. Leva menos de dez minutos para testar um nadador nos quatro estilos. A reprodução dos dados do vídeo e força da mão mostra exatamente onde um nadador está tirando vantagem da sua força e onde ele a está perdendo ou desperdiçando tempo e movimento.

Pesquisas comprovam que a posição do corpo na água e a força exercida pela mão na braçada estão relacionadas com a velocidade do nadador. O Aquanex avalia a posição do corpo e mensura a força da mão, orientando para a melhora da técnica. Para a avaliação, o nadador “veste” dois sensores, um em cada mão (há possibilidade de até oito sensores pelo corpo). Eles captam a força de cada mão em tempo real e geram um gráfico da força dos nadadores. Por meio dele, é feita a análise de cada atleta. Os sensores são conectados por cabos, que são ligados a uma câmera subaquática, esta ligada a um computador via USB. Todas as informações e imagens são capturadas e transferidas para o programa, que automaticamente faz a leitura e mostra os gráficos. Através desses gráficos é realizada a análise dos nados com grande precisão, ficando muito fácil visualizar os pontos fortes e os fracos de cada nado e atleta.

A combinação única da metodologia de ensino e a comprovada tecnologia de análise biomecânica, e como ela se relaciona com a eficiência da força, garantem a mais precisa informação para melhoria do estilo. Os nadadores podem mais facilmente entender as correções de seus nados e também porque as mudanças são necessárias. O programa completo conta também com Mona, uma modelo biomecânica que foi projetada para nadar com a técnica perfeita. Pesquisas mostram que até mesmo os nadadores mais rápidos têm limitações técnicas, que podem ser corrigidas com a aplicação do Aquanex/Mona.

O aparelho Aquanex - Foto: White Shark/Aquanex

O aparelho Aquanex – Foto: White Shark/Aquanex

UM SISTEMA PARA TODOS
Se você pensou que o sistema Aquanex só pode ser utilizado por atletas de elite mundial, se enganou. Todos os níveis de nadadores (masters, jovens, triatletas) podem se beneficiar do sistema. Segundo pesquisas e feedback de atletas, treinadores e pais, a tecnologia traz mais progresso aos atletas em uma semana – com ajuste da técnica – do que a previsão de dois anos.

A natação competitiva é um esporte desafiante, onde os vencedores são determinados por fração de segundos e a diferença é constantemente uma combinação que envolve técnica, treinamento e motivação pessoal. Devido à avançada tecnologia capturar a mais precisa e detalhada informação sobre a técnica, além de apontar as mudanças na técnica que os nadadores devem fazer a fim de melhorar, é algo extremamente mais fácil. Isso significa que o Aquanex pode mostrar a qualquer nadador, mesmo os olímpicos, como nadar mais rápido.

Juntamente com Mona, o sistema mostra em detalhes os nados perfeitos. Segundo o Dr. Rod Havriluk, e comprovado pelas pesquisas, ninguém nada mais rápido no mundo do que a Mona, pois os nados dela são baseados em cálculos matemáticos. A visualização do nado e da técnica perfeita fica muito mais fácil. Se você estiver pronto para novas experiências na natação, o sistema Aquanex pode ser um grande auxílio na estratégia para vencer desafios profissionais ou pessoais.


As aposentadorias precoces na natação
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No último sábado o mundo da natação foi pego de surpresa com uma declaração bombástica da francesa Camille Muffat ao jornal francês L’Équipe: “simplesmente, parei de nadar”. Foi assim que a campeã olímpica dos 400m livre anunciou sua aposentadoria das piscinas aos 25 anos de idade. Muitos não entenderam os motivos de Muffat, afinal ela é muito jovem e estava bem ranqueada em suas principais provas, com possibilidades de ganhar medalhas no Campeonato Europeu de Berlim. Porém, problemas particulares com seu técnico e a falta de apetite em competir pesaram em sua decisão de se retirar.

A aposentadoria precoce é algo não muito comum na maioria das modalidades. Na natação ela ocorria com frequência no passado quando boa parte dos nadadores, que não eram profissionais, apenas praticavam o esporte na juventude para depois se dedicar a outras atividades. Hoje em dia ela ocorre mais na natação feminina, pois poucos homens anunciam que irão pendurar a sunga nesta faixa etária, quando estão no auge da forma física. Nos últimos anos nadadoras de nível mundial deixaram as piscinas antes de completar 25 anos. Algumas porque estavam satisfeitas com tudo que alcançaram em sua curta carreira, caso da britânica Rebecca Adlington.

A francesa Camille Muffat anunciou sua aposentadoria - Foto: L'Équipe

A francesa Camille Muffat anunciou sua aposentadoria – Foto: L'Équipe

Campeã olímpica dos 400m e 800m livre nos Jogos de Pequim-2008 aos 19 anos, Adlington se tornou uma estrela esportiva no Reino Unido. Seria um dos grandes nomes da anfitriã Londres em 2012, mas conseguiu apenas duas medalhas de bronze. Após pensar e repensar foi a TV e anunciou oficialmente sua aposentadoria aos 23 anos dizendo-se satisfeita com seus resultados e decidida a traçar novos projetos para sua vida. É comum também ver nadadoras terem resultados expressivos entre o fim da adolescência e início da idade adulta que param mais cedo para voltar alguns anos depois.

Isso aconteceu com a francesa Laure Manaudou. Campeã olímpica aos 17 anos de idade e mundial aos 18, ela se manteve entre as melhores do mundo por alguns anos. Porém, em 2009 aos 22 anos anunciou sua aposentadoria dizendo estar convicta que já não tinha mais porque competir. No período sabático teve um filho e voltou a nadar um tempo depois. Quem seguiu o mesmo roteiro foi a australiana Libby Trickett. Aos 24 anos ela decidiu deixar as piscinas, mas voltou para disputar os Jogos de Londres e encerrar definitivamente sua carreira. Outros casos de aposentadorias precoces nos últimos anos foram da australiana Stephanie Rice aos 25 anos, a britânica Gemma Spofforth aos 24 anos e a chinesa Luo Xuejuan aos 23 anos.

Rebecca Adlington se aponsentou aos 23 anos - Foto: Alliance-Infophot

Rebecca Adlington se aponsentou aos 23 anos – Foto: Alliance-Infophot

A natação brasileira também teve alguns casos de aposentadorias precoces com as olímpicas Mariana Brochado e Gabriella Silva. Ambas deixaram a natação aos 24 anos. Mariana se dedicou aos estudos e a sua atividade como produtora de esportes aquáticos no canal Sportv. Já Gabriella, que sofreu com muitas lesões no ombro, também decidiu deixar de nadar para focar nos estudos em medicina.

Como citamos no início do texto, aposentadorias precoces na natação masculina não são muito comuns, mas elas já aconteceram. Os casos mais recentes são do australiano Ian Thorpe e do americano Anthony Ervin, que penduraram as sungas com 24 e 22 anos respectivamente. Ambos tiveram muitos problemas pessoais e carreiras intensas, mas voltaram a competir após um tempo. Thorpe não se saiu bem, já Ervin é hoje um dos melhores velocistas do mundo.

Por Guilherme Freitas


92 anos de um recorde histórico
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O último dia 9 de julho foi comemorado o aniversário de uma data histórica da natação. Há exatos 92 anos um homem nadava os 100m livre abaixo do barreira do minuto. Uma marca que na época era considerada um grande desafio. E o feito coube ser realizado pelo melhor atleta daquela geração e até hoje considerado como um dos nadadores mais completos de todos os tempos: o americano Johnny Weissmuller.

Naquele dia 9 de julho, Weissmuller competiu na piscina do parque Neptune Beach's, na cidade de Alameda, na Califórnia. O nadador já era considerado um dos grandes atletas dos Estados Unidos e já colecionava títulos nacionais, mas nadar os 100m livre abaixo de 1 minuto ainda era algo que poucos homens poderiam conseguir. O detentor do recorde mundial da distância era outra lenda, o havaiano Duke Kahanamoku que havia nadado a prova em 1min00s4, os Jogos Olímpicos da Antuérpia em 1920.

Johnny Weissmuller e Duke Kahanamoku - Foto: CORBIS

Johnny Weissmuller e Duke Kahanamoku – Foto: CORBIS

Mas naquele dia o grande nome da natação da época conseguiu atingir esse feito histórico. Com 58s6, ele não só bateu a marca de Kahanamoku, como abaixou o tempo em quase 2 segundos. Uma diferença absurda para a época. Weissmuller ainda viria a baixar ainda mais sua marca na prova nobre da natação ao nadar para 57s4 em fevereiro de 1924, marca que permaneceu intacta durante dez anos. Meses depois ele se sagraria campeão olímpico em Paris e repetiria a dose nos Jogos de Amsterdã em 1928.

Weissmuller não se consagrou apenas com um dos melhores nadadores de 100m livre. Ele também superou outra barreira importante da história da modalidade, sendo o primeiro homem a nadar os 400m livre abaixo dos 5 minutos ao nadar para 4min57s0 em 1923 (você pode ler mais sobre quebras de barreiras históricas clicando aqui). Após deixar as piscinas o versátil nadador investiu na carreira artística e se consagrou com um dos maiores astros de Hollywood, tendo sido eternizado como o Tarzã das telas do cinema.

Johnny Weissmuller (foto: divulgação)

Johnny Weissmuller – Foto: Divulgação

Depois de Weissmuller, muitos outros nadadores superaram barreiras nos 100m livre, como nos 50 segundos, 49s, 48s, 47s, etc. Porém, o grande pioneiro foi o Tarzã das piscinas.

Por Guilherme Freitas


Mais um retorno as piscinas visando o Rio-2016
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O retorno de Michael Phelps foi um dos fatos mais impactantes da natação em 2014. Afinal, o americano é o maior nadador de todos os tempos e após uma breve aposentadoria de 20 meses resolveu vestir a sunga novamente para disputar mais uma Olimpíada, desta vez no Rio de Janeiro em 2016. A volta de Phelps talvez tenha motivado outros atletas a fazer o mesmo. Therese Alshammar, veterana de 36 anos, não nadava desde os Jogos de Londres em 2012 e voltou as piscinas após dar a luz a seu filho Fred. E a sueca voltou muito bem, conseguindo bons resultados no Circuito Mare Nostrum e sendo convocada para o Campeonato Europeu de Berlim.

Outro retorno bastante comentado no mundo aquático foi o de Kirsty Coventry. Assim como Alshammar e Phelps, ela não competia desde os Jogos Olímpicos de 2012 e muitos duvidavam que um dia retornaria a natação competitiva devido a outros compromissos profissionais. Após a competição em Londres ela passou a se dedicar a atividades comunitárias no continente africano e foi nomeada membro da comissão de atletas do Comitê Olímpico Internacional. Porém, o amor ao esporte e o fato de poder nadar sua quinta Olimpíada pesaram e ela voltou as piscinas.

Coventry tem dezenas de medalhas em grandes eventos - Foto: Satiro Sodré

Coventry tem dezenas de medalhas em grandes eventos – Foto: Satiro Sodré

Nascida em Harare, capital do Zimbábue, Coventry é a maior atleta da história do pobre país africano e fonte de inspiração para seus compatriotas devido sua trajetória vitoriosa. Membro da minoria branca do país, ela começou a nadar em sua escola em Harare e aos 16 anos chegou a semifinal olímpica dos 100m costas nos Jogos de Sidney-2000. Em seguida foi para os Estados Unidos, mais precisamente para a Universidade de Auburn, para treinar e estudar. Lá consolidou sua carreira esportiva.

Seu currículo é recheado de grandes feitos. São sete medalhas olímpicas (incluindo um bicampeonato nos 200m costas), oito pódios em Campeonatos Mundiais de longa, cinco medalhas em Mundiais de curta, 18 pódios em Jogos Africanos e outras inúmeras medalhas em competições nos Estados Unidos, incluindo títulos no NCAA, o campeonato universitário americano.

De olho no Rio-2016, Coventry irá treinar nos Estados Unidos - Foto: Satiro Sodré

De olho no Rio-2016, Coventry irá treinar nos Estados Unidos – Foto: Satiro Sodré

A nadadora, que completa 31 anos em setembro, espera poder voltar ao Rio de Janeiro. Em 2011 ela representou o Minas Tênis Clube no Troféu Maria Lenk e ficou encantada com a cidade. “Adorei o Brasil, as pessoas são alegres e receptivas. Gostei muito do Rio, que é lindo, e um dia pretendo voltar”, disse quando esteve aqui. E para que esse retorno seja possível ela anunciou esta semana que fará todos os seus treinamentos no clube americano SwimMac com um velho amigo: o técnico Dave Marsh, com quem já trabalhou no passado.

Por Guilherme Freitas