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As idas e vindas de Thiago Pereira
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Thiago Pereira no Pan de 2007 (foto: Satiro Sodré)

Lá se vai Thiago Pereira. O anúncio de sua aposentadoria da natação competitiva, feito hoje no Prêmio Brasil Olímpico, é emblemático. Nunca alguém mereceu tal honraria. Pudera: não é todo dia que o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos sai de cena. E também não é sempre que um nadador medalhista olímpico individual brasileiro anuncia sua retirada – o último havia sido Fernando Scherer. Em março de 2007. Há exatos dez anos.

O anúncio de Thiago surpreendeu a muitos. Mesmo que tenha aparecido pouco nas piscinas desde a Olimpíada do Rio de Janeiro – competiu só uma vez, no Troféu José Finkel -, sua presença sempre pôde ser sentida no mundo da natação. Já há algum tempo ele conquistou aquele status de onipresente que só os grandes nomes possuem, mesmo quando ausentes.

Foi naquele 2007 que ele ficou famoso. Suas oito medalhas e seis ouros no Pan do Rio representaram a melhor performance de um atleta na história do evento – igualou os oito pódios da costa-riquenha Sylvia Poll em 1987 e os seis ouros do americano Frank Heckl de 1971. Mas seis ouros e oito medalhas, nunca ninguém havia conseguido. Foi celebrado por todo o país e viro astro do esporte nacional.

Mas já vinha pavimentando uma trajetória de sucesso. Foi duas vezes medalhista no Pan de 2003, mas foi em 2004 que ingressou entre os grandes – mais precisamente no Campeonato Sul-Americano de 2004, em Maldonado, em que se tornou o 12º nadador mais rápido da história dos 200m medley. No Troféu Brasil, baixou dos dois minutos pela primeira vez na prova, e nos 400m medley bateu o lendário recorde continental de Ricardo Prado, por ocasião da prata olímpica de 1984. Nos Jogos Olímpicos de Atenas, no primeiro embate contra Michael Phelps, Ryan Lochte e Laszlo Cseh, terminou na quinta posição nos 200m medley. Mas deu o troco em Lochte no Mundial de curta no mesmo ano, vencendo a prova. Tinha apenas 18 anos. Um 2004 inesquecível que pavimentou caminho para os anos seguintes.

Thiago Pereira ao lado de Oussama Mellouli e Ryan Lochte: campeão mundial de curta em 2004 (foto: Satiro Sodré)

Em 2005 ficou ausente dos grandes eventos, inclusive do Mundial de esportes aquáticos, por uma lesão. Mas, mesmo ausente, estava presente. A natação brasileira sabia que tinha uma joia para os próximos anos. Expectativa que se confirmou no Pan de 2007. Na Olimpíada de 2008, terminou os 200m e 400m medley novamente atrás de Phelps, Lochte e Cseh. Perdeu o posto de principal nadador do país para Cesar Cielo, vencedor dos 50m livre. E nos anos seguintes continou com a sina: nos Mundiais de 2009 e 2011, terminava sempre atrás dos rivais. Parecia que seu destino era terminar na quarta colocação.

Thiago incomodava-se, mas não se abalava. Sabia que, trabalhando duro, teria sua recompensa. Cesar assumira o papel de protagonista. Mas Thiago estava sempre lá. Jamais ausente, sempre presente. No Pan de 2011, conquistou novamente oito medalhas e seis ouros, enconstando nos recordes de maior medalhista brasileiro e maior medalhista da história do evento.

Mas olhos e mente estavam voltados aos Jogos Olímpicos de 2012. Em seu discurso hoje no Prêmio Brasil Olímpico, Thiago mencionou que na maioria das vezes o atleta não alcança seus sonhos. Certamente se referia aos vários quartos lugares já citados. É extremamente raro um nadador conquistar medalha em sua terceira Olimpíada após ter passado em branco as duas anteriores. Até então, apenas 13 nadadores haviam alcançado o feito.

Contra tudo e contra todos, Thiago chegou lá e coroou sua história de perseverança. Na primeira prova do programa, deu fim ao tabu: medalha de prata nos 400m medley, sua maior conquista, em uma prova primorosa. Ao invés de ser agressivo no início, como era de seu feitio, poupou-se, manteve-se em quinto lugar até os 200 metros e teve a melhor parcial de peito na história da prova. Assumiu a segunda posição e não largou mais. Deixou Michael Phelps fora do pódio. Sua carreira até então já era fantástica e se parasse de nadar antes de Londres, com 18 medalhas em Pans, campeão mundial de curta, campeão da Copa do Mundo (título conquistado em 2010) e recordista mundial (200m medley em piscina curta, em 2007), já estaria entre os maiores da história do país. Mas a medalha olímpica foi a coroação de sua trajetória.

Medalha de prata nos 400m medley nos Jogos Olímpicos de 2012 (foto: Satiro Sodré)

Medalha de prata nos 400m medley nos Jogos Olímpicos de 2012 (foto: Satiro Sodré)

As conquistas não pararam nos anos seguintes, incluindo medalhas em Mundiais de esportes aquáticos que ele nunca havia conseguido. Conquistou três, em 2013 e 2015. E, por justiça, deveria ter sido ouro nos 200m medley neste último, em que terminou na segunda posição atrás de Ryan Lochte, que executou movimento irregular na virada para o nado livre e não foi desclassificado. No Pan do mesmo ano, mais cinco medalhas, totalizando 23 na carreira e superando o ginasta cubano Erick López como o maior medalhista da história do evento – e também o nadador brasileiro Gustavo Borges como o esportista mais laureado do país.

Um ciclo olímpico que iniciou com uma prata nos Jogos de Londres, passou por medalhas inéditas em mundiais e o consagrou como ''Mr. Pan''. Com a ausência de Cesar Cielo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ele era ''o cara'' da equipe, único medalhista olímpico da equipe brasileira. Presente, mais do que nunca. O fecho de ouro deveria vir com um pódio na Olimpíada brasileira. Infelizmente não foi o que aconteceu. A final dos 200m medley não foi tão forte quanto se esperava e com seu tempo usual brigaria pela prata. Mas errou na estratégia, foi muito agressivo no início da prova e sentiu no final. O acerto de 2012 não se repetiu em 2016.

Mas a falta da medalha em 2016 não maculou sua trajetória. Sua clínica de natação vem fazendo sucesso entre os jovens e é uma das mais concorridas do país. Neste ano fez parte de uma comitiva do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que foi a Tóquio, no Japão, para avaliar as estruturas a serem utilizadas pela delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de 2020. Sim, Thiago já trabalha pelo esporte nos bastidores, e não é de hoje. Em 2013 foi eleito vice-presidente da comissão de atletas da Federação Internacional de Natação (Fina). Também faz parte da comissão de atletas do COB e foi escolhido pelos próprios atletas olímpicos do país para a comissão de aletas da Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA).

Thiago Pereira a partir de agora está fora das piscinas. Mas não pensem que ouvirão falar menos o nome dele por causa disso. Seus feitos e conquistas deverão ser lembrados para sempre, e nós da Swim Channel fazemos nossa parte para preservar a memória esportiva da natação brasileira. E, além disso, Thiago deverá continuar nos holofotes como uma das vozes ativas do nosso esporte. Precisamos de um nome como ele para isso.

O momento é de despedida para Thiago. Mas não se preocupem. Ele sempre volta.

Por Daniel Takata


Glauco Rangel e Thais Sant’Ana vencem o Circuito Mares
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No último fim de semana a Praia do Perequê em Ilhabela foi palco da terceira etapa do Circuito Mares 2016/17, reunindo centenas de nadadores para as disputas de provas de natação em águas abertas e do aquathlon. Ao todo foram seis eventos disputados: o challenge (7,5 km), o marathon (2,5 km), o short (1 km), o start (500m), o aquathlon (1km de natação e mais 5 km de corrida) e a corrida (5 km). Na prova principal 62 atletas se inscreveram para encarar o desafio.

Entre os homens os holofotes ficaram sobre Glauco Rangel e Samir Barel. Os dois são grandes nadadores de águas abertas do Brasil, com diversos títulos e feitos na carreira. Em Ilhabela eram os principais favoritos a vitória e Glauco levou a melhor ao nadar os 7,5 km em 1h29min26s chegando três minutos a frente de Samir que ficou com a medalha de prata. Matheus Clemente Cobucci, com 1h35min59s, completou o pódio. Na versão feminina a vitória foi de Thais Sant’Ana que bateu Rafaela de Souza. Thais foi a primeira mulher a completar a prova em 1h44min52s e Rafaela chegou 1min50s depois. As duas também terminaram no top 10 geral (contando homens e mulheres) da prova com Thais sendo a oitava no geral e Rafaela a décima. Completando o pódio veio Raquel Goto com 1h53min31s de prova.

Etapa teve chegadas acirradas e muita disputa – Foto: Reprodução/Facebook

Um dos resultados mais acirrados veio no marathon com Higor Santos, Wanderley Santos e Rodrigo Bardi chegando juntos na reta final. Higor venceu com apenas sete segundos de diferença para Bardi, o terceiro colocado. Curiosamente, os três são responsáveis por equipes de assessorias esportivas, a Endurance 4.5, a Yellowcap e a Bardi Swimming Team. No feminino a campeão foi Priscila Frascino, com Carolina Ribeiro e Lívia Dias terminando em segundo e terceiro lugar respectivamente. No short os primeiros colocados foram Higor Santos e Mariana Gomes, e no start Thiago Costa e Ana Letícia Camargo.

A próxima etapa do Circuito Mares acontece no dia 28 de maio em Ubatuba, encerrando a temporada. Ainda haverá mais uma etapa especial em junho, em local ainda a ser definido pela organização. Para conferir o resultado completo da etapa de Ilhabela clique aqui.

Por Guilherme Freitas


Caeleb Dressel: o maior velocista da história em piscina de jardas
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Terminou no último sábado a Divisão 1 masculina do NCAA, o campeonato americano universitário, que consagrou pelo terceiro ano consecutivo a Universidade do Texas. Novamente a equipe comandada pelo técnico Eddie Reese foi campeã superando a Universidade da Califórnia. Porém, o tricampeonato dos texanos foi ofuscado por uma atuação impressionante de Caeleb Dressel. O nadador da Universidade da Flórida ganhou o prêmio de melhor atleta da competição após esmagar recordes e firmar-se como o melhor velocista de todos os tempos em piscina de jardas.

O show de Dressel nas finais começou no segundo dia de competições nos 50 livre onde nadou para 18s23 duas vezes. Primeiro na abertura do revezamento 4×50 livre da Flórida e em seguida na prova individual. O tempo é apenas três centésimos mais lento do que a melhor marca da história na prova, que coincidentemente também é dele tendo sido estabelecida no NCAA do ano passado. Agora Dressel detém dez das dez melhores marcas de todos os tempos. Um feito incrível.

Caeleb Dressel: o nome do NCAA – Foto: Peter H. Bick

No dia seguinte o nadador teve pela frente seu mais duro obstáculo: superar o campeão olímpico nos 100 borboleta. Tido como favorito antes do início do NCAA, Joseph Schooling não conseguiu frear o ímpeto de Dressel que com 43s58 venceu não só a final como também estabeleceu a melhor marca da história na prova. Mas a performance apoteótica estava por vir nos 100 livre. O velocista era de longe o favorito a vitória, porém, pouca gente imaginava que ele não só superaria o recorde do evento como estraçalharia a marca ao concluir a final dos 100 livre com 40s00 (veja a performance abaixo).

O tempo de Dressel é tão forte que foi quase meio segundo mais veloz do que a marca que lhe deu o título no NCAA do ano passado quando ele nadou para 40s46. O grande destaque foram suas fortíssimas parciais de 19s01 na ida e 20s99 na volta que renderam um elogio de Nathan Adrian que chamou de incrível a atuação do companheiro de seleção americana e afirmou que ele esta rompendo limites antes tidos como inimagináveis. A superioridade foi tamanha que o vice-campeão Michael Chadwick chegou quase um segundo atrás de Dressel (40s95).

A natação em jardas é um outro mundo em comparação com a natação na piscina de metros. Como em jardas a ela é menor, os nadadores fazem mais viradas e consequentemente ganham mais impulsão ao longo da prova que colabora para tempos bem mais baixos do que na piscina curta, por exemplo. Porém, apenas para efeito de comparação segundo a tabela de conversão de tempos da revista Swimming World, a marca de Dressel equivaleria a 44s43 na piscina curta e 45s81 na piscina longa, marcas muito abaixo dos atuais recorde mundiais.

Caeleb Dressel já vinha aparecendo no cenário internacional desde 2013, quando sagrou-se campeão mundial júnior nos 100m livre. Em 2015 terminou a temporada como o quinto nadador mais veloz nos 50m livre e ano passado ganhou duas medalhas de ouro com o time americano nos revezamentos 4x100m medley e 4x100m livre, além de ter sido sexto colocado nos 100m livre. Uma antiga promessa que tornou-se uma realidade e que já almeja voos mais altos para buscar estar entre os maiores velocistas de todos os tempos.

Por Guilherme Freitas


Circuito Mares chega a Ilhabela
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A Praia do Perequê será o palco da terceira etapa da temporada 2016/17 do Circuito Mares evento organizado pela Interativa Assessoria Esportiva e disputado anualmente unindo a prática do esporte com atividades em contato com natureza. Essa combinação proporciona aos participantes atividades de ecoturismo e uma nova opção de entretenimento para quem for a Ilhabela nadar ou assistir o evento. No próximo domingo, dia 26 de março, serão realizadas quatro provas de águas abertas, mais uma de aquathlon e uma corrida de 5 km.

Cada prova é separada por categoria, onde os nadadores somam pontos para o ranking final. Todas as provas são indicadas para um perfil diferente de atletas. O start é a mais curta e tem 500m de distância onde os competidores dão uma volta em sentindo horário. No short novamente os nadadores completam uma volta em sentido horário, desta vez totalizando 1 km. No marathon o circuito é montado visando também a prova challenge. A primeira tem 2,5 km de percurso e os atletas nadam uma volta. Já no challenge os nadadores precisam concluir três voltas para totalizar 7,5 km.

Evento será em Ilhabela – Foto: Circuito Mares/Reprodução

Já o aquathlon terá 6 km de percurso, com 1 km de natação e mais 5 km de corrida, onde os atletas poderão competir individualmente ou em duplas. O hotel oficial da competição será o Ilha Flat e a retirada de kit deverá ser feita na Escola de Vela Lars Grael. A temporada 2016/17 do Circuito Mares chega ao fim com a etapa de Ubatuba que vai acontecer em maio em data a ser confirmada pela organização. Em junho teremos também uma etapa especial de encerramento. Para mais detalhes acesse o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Swim Channel TV: As chegadas mais emocionantes da natação olímpica
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Uma prova de natação no menor dos campeonatos pode levar muita emoção a quem assiste por ser decidida na batida de mão, em centésimos de diferença. Agora imagine isso acontecendo no ápice de todos os torneios: os Jogos Olímpicos! Chegadas históricas marcaram a história do esporte e ficarão gravadas para sempre na memória dos fãs dessa modalidade. Listamos cinco chegadas olímpicas marcantes e que levaram emoção ao público até a última braçada. Assista o programa abaixo e confira quais são elas. E não se esqueça de curtir o vídeo e assinar o nosso canal no Youtube!

 

 

Roteiro: Patrick Winkler e Guilherme Freitas

Produção, Edição e Finalização: Thiago Tognozzi e Klaus Bernhoeft


Murilo Sartori fecha patrocínio com a Arena
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A Arena tem um novo atleta patrocinado no Brasil. Trata-se do jovem Murilo Sartori, atleta da equipe Natação Americana e da categoria juvenil 1. Principal revelação do país nas categorias de base no ano passado, Murilo se reuniu com Bernardo Cavalcanti, diretor da Arena no Brasil para assinar um contrato de patrocínio com a marca esportiva na manhã desta quarta-feira na sede da SWIM CHANNEL em São Paulo. Junto com ele estavam seu pai, Glauber Sartori e seu técnico Fabio Cremonez.

Murilo teve um ano mágico em 2016 quando conquistou diversos títulos e recordes da categoria infantil, com destaque para seu desempenho nos 400m livre onde seu tempo de 4min01s70 foi mais rápido do que atletas da categoria juvenil 1 e 2. No mês que vem ele disputará em Cali o Campeonato Sul-Americano Juvenil e depois o Troféu Maria Lenk onde pretende conseguir índice para o Campeonato Mundial Júnior de Indianápolis em agosto. Próximo de completar 15 anos de idade, Murilo falou com exclusividade para a SWIM CHANNEL sobre o contrato com a Arena.

Murilo Sartori e Bernardo Cavalcanti assinando o contrato – Foto: Andre Matheus/Swim Channel

“Fico muito feliz de poder ter a oportunidade de ser patrocinado pela Arena e acredito que esta será uma parceria que vai somar bastante na minha carreira. Com certeza darei meu melhor dentro d’água. Vejo na minha categoria que todos os nadadores usam ou querem usar algum produto da Arena devido a qualidade e tecnologia que ela oferece”, conta o nadador que espera poder desfrutar de todos os acessórios oferecidos pela empresa.

Natural de Americana, Murilo revelou ainda que tem como ídolo um consagrado nadador da vizinha Santa Bárbara d’Oeste. “Sou fã do Cesar Cielo. Quando ele ganhou a medalha de ouro na Olimpíada mostrou que tudo é possível. Ele nasceu do lado da minha cidade e abriu as portas para todo mundo. Naquele momento foi onde eu realmente passei a gostar de natação e querer trilhar um caminho no esporte”, conta o atleta que normalmente nada quatro provas (100m, 200m e 400m livre e 200m medley) e revelou gostar de nadar principalmente os 400m livre.

Murilo compete mês que vem no Sul-Americano Juvenil – Foto:Marcos Nakashima

Seu técnico Fabio Cremonez, que foi atleta do Corinthians durante muitos anos, acredita que Murilo tem potencial para conseguir grandes resultados no futuro e que o apoio do novo patrocinador será importante nessa história. “A Arena vem crescendo muito nos últimos anos e hoje é a principal marca mundial do mercado. Seus produtos tem qualidade tanto para o competitivo, quanto para o treinamento, além da grande visibilidade que ela tem”, disse. Já para Bernardo Cavalcanti a empresa visa expandir suas ações no país patrocinando atletas de potencial. “Estamos buscando apoiar novos talentos da natação brasileira porque acreditamos que muitos jovens tem potencial para representar a Arena e tenho certeza que o Murilo é um desses atletas que se encaixa muito bem nesse perfil”, conta o diretor da marca que também patrocina o finalista olímpico Bruno Fratus.

O contrato de Murilo com a Arena tem validade de um ano, com possibilidade de renovação e lhe dará acesso a utilizar diferentes acessórios e produtos da marca para treinamentos e competição.

Por Guilherme Freitas


Campeões olímpicos em ação no NCAA
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Uma semana depois do término das provas femininas do NCAA agora é a vez dos homens caírem na água a partir de hoje na piscina do Natatorium da Universidade de Indiana para disputar o título da temporada 2017. Há muita rivalidade pela disputa do título já que há dois anos a Universidade do Texas de Eddie Reese derrota a Universidade da Califórnia, que nesta vez busca dar o troca. Um trio de nadadores que se conhece desde a juventude e que brilhou no Rio-2016 é que será a atração máxima durante o principal campeonato universitário dos Estados Unidos.

Caeleb Dressel, Joseph Schooling e Ryan Murphy. Nos Jogos do Rio-2016 os três chegaram ao Olympic Aquatic Stadium como jovens promessas e candidatos a brilhar em Olimpíadas futuras. Porém, não precisaram esperar muito e na mesma Olimpíada já se tornaram campeões olímpicos. Dressel integrou o revezamento 4x100m livre, Schooling bateu Phelps na final dos 100m borboleta e Murphy levou três ouros nos 100m e 200m costas e 4x100m medley e ainda bateu o recorde mundial abrindo o revezamento medley. Curiosamente eles estudaram e nadaram juntos na conceituada Bolles Swimming Schoolm, na Flórida, antes de trilharem seus próprios destinos.

O trio Schooling, Murphy e Dressel – Foto: Andy Ringgold / Aringo Photos

Dressel, que representa a Universidade da Flórida, brilhou na pré-temporada universitária com tempos expressivos principalmente em parciais de revezamento em piscina de jardas. Hoje ele detém nove das dez melhores marcas da história dos 50 livre e muitos acreditam que pode superar seu recorde de 18s20 feitos no NCAA de 2016. Se Dressel é o rei da velocidade Schooling e Murphy deverão ser os ''homens a serem batidos'' no nado borboleta e costas respectivamente. Campeão em 2016, Schooling busca o bicampeonato nos 100 borboleta em seu último ano na Universidade do Texas e terá como um dos principais adversários Caeleb Dressel. Já Murphy busca repetir a dobradinha do ano passado nos 100 e 200 costas e finalmente ajudar a Universidade da Califórnia a vencer o torneio. e na edição passada do NCAA foi eleitos os melhores do evento.

Em Indianápolis o Brasil marcará presença com dois atletas, os mineiros Vinicius Lanza e Rodrigo Correia. Lanza, que disputará pela segunda vez o NCAA e nadará em casa na Universidade de Indiana, é quem tem as melhores chances de disputar finais e quem sabe buscar medalhas. Ele esta balizado com o 5º tempo nos 200 medley e o 7º nos 100 e 200 borboleta. Já Correia estreia no NCAA pela Universidade de Georgia Tech e vai nadar os 100 costas (14º tempo do balizamento), 100 livre (47º tempo) e 200 medley (56º tempo). Em toda a história o Brasil soma 39 medalhas de ouro na Divisão 1 do NCAA, incluindo pódios de medalhistas olímpicos como Cesar Cielo, Gustavo Borges e Ricardo Prado.

O brasileiro Vinicius Lanza. nada três provas no NCAA – Foto: Satiro Sodre/SSPress

O NCAA começa hoje e termina no próximo sábado dia 25 de março. A competição já teve seu start list divulgado (clique aqui) e os resultados em tempo real serão disponibilizados aqui.

Por Guilherme Freitas


Ana Marcela Cunha e Diogo Villarinho vencem em Porto Belo
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Foi dada a largada para a temporada 2017 de águas abertas da CBDA com a realização da primeira etapa do Campeonato Brasileiro e da Copa Brasil no litoral de Santa Catarina. Os participantes tiveram que contornar a nado a ilha de Porto Belo em uma meia maratona de 5 km de distância. Foi o pontapé inicial dos circuitos nacionais que ainda tem calendário indefinido e não tem estimativa de quantas etapas serão realizadas ao longo da temporada. Em Porto Belo a vitória na prova principal ficou com dois atletas da seleção brasileira.

A prova feminina foi bastante acirrada com sete segundos separando a primeira da quinta colocada. Após ter sido a melhor brasileira na maratona de Abu Dhabi válida pela Copa do Mundo da Fina, Ana Marcela Cunha triunfou em Porto Belo ao concluir a meia maratona em 1h00min53s. A atleta da Unisanta assumiu a liderança logo no início e depois apenas administrou a vantagem para começar o circuito 2017 com vitória. O pódio ainda teve duas atletas do Grêmio Náutico União: Betina Lorscheitter (1h00min55s) e Viviane Jungblut (1h00min57s). O destaque ficou por conta de Joanna Maranhão, que disputou sua primeira prova oficial de águas abertas e terminou na quarta colocação com 1h00min59s.

Ana Marcela foi campeã no feminino – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Entre os homens quem levou a melhor foi Diogo Villarinho. Após um 2016 complicado, foi diagnosticado com câncer na tireoide, se recuperou, mas não conseguiu uma vaga para os Jogos do Rio-2016, o nadador do Minas TC teve um forte sprint final depois cruzar a última boia e arrancou para a vitória em 57min29s. Diogo também nadou em Abu Dhabi e afirmou que a vitória em Porto Belo lhe dá confiança para o resto da temporada. O pódio ainda teve os nadadores Fernando Ponte e Victor Colonese, separados por apenas um segundo: 57min36s contra 57min37s.

Na Copa Brasil, que ao contrário do Campeonato Brasileiro é dividida por faixas etárias, a vitória no geral ficou com Luiz Lima. O veterano nadador dos Gladiadores, que se prepara para disputar os Jogos Mundiais Masters na Nova Zelândia, conclui a prova em 1h01min44s. Entre as mulheres a mais rápida nos 5 km foi Alessandra Pereira, atleta do São Bento que nadou em 1h09min04s. Para conferir os resultados do Campeonato clique aqui e para checar os da Copa Brasil veja aqui.

Diogo Villarinho começa 2017 com vitória – Foto: Satiro Sodré/SSPress

A próxima etapa do Campeonato Brasileiro e da Copa Brasil já foram definidas e serão Foz de Iguaçu, no Paraná, nos dias 11 a 13 de maio. Pelo campeonato a prova terá 10 km de distância e será a seletiva nacional para o Campeonato Mundial de Budapeste. Pelos critérios definidos pela CBDA serão convocados entre quatro e oito nadadores para integrar a equipe que nadará na Hungria no mês de julho.

Por Guilherme Freitas


O retorno de Cesar Cielo
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Depois de quase um ano sem competir finalmente Cesar Cielo caiu na água. O maior nadador brasileiro de todos os tempos inicia em 2017 uma nova fase em sua carreira buscando recuperação e afirmação. A ausência dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 ficou para trás e o velocista fez no Torneio Regional da 1ª Região da Federação Aquática Paulista seu primeiro evento após o fatídico Troféu Maria Lenk do ano passado. De volta a piscina do Esporte Clube Pinheiros desde quando superou o recorde mundial, Cielo nadou duas vezes no último sábado.

A primeira prova foi os 50m livre. Ano passado no Maria Lenk ele havia nadado duas vezes na casa dos 21 segundos: 21s99 na eliminatória e 21s91 na final. No sábado marcou 22s44, um tempo alto para os padrões Cielo e que é apenas o 15º do ranking mundial até o momento. Porém, segundo um estudo do Coach Alex Pussieldi a estreia de Cielo na temporada é bem similar aos tempos obtidos em suas primeiras provas no ano desde 2010. Apenas para efeito de comparação caso ele tivesse feito este tempo no Arena Pro Swim Series de Indianápolis no início do mês, Cielo terminaria em quarto lugar apenas 21 centésimos atrás de Bruno Fratus que levou o bronze na ocasião. A tarde ele voltou para nadar os 50m borboleta onde marcou 23s75, sexto melhor tempo do mundo em 2017.

Cesar Cielo voltou a nadar na piscina do Pinheiros – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Em seu período de ausência das piscinas, o nadador sumiu dos holofotes. Aproveitou para descansar, passar mais tempo com a família e tirar as lições da não-classificação olímpica. Não concedeu entrevistas e recusou o convite para carregar a tocha olímpica antes do Rio-2016. Houve quem apostasse que Cielo iria se aposentar, mas o nadador resolveu voltar aos treinamentos e tentar algo mais nas piscinas. Em entrevista ao Globo Esporte ele afirmou que não tem planos para esticar demais a carreira e que nadará temporada por temporada, além de ser uma espécie de mentor para a nova geração de nadadores.

Cielo confirmou que estará presente no Troféu Maria Lenk no início de maio no Rio de Janeiro, porém, ainda há dúvidas sobre quais provas ele nadará. Inicialmente ele afirmou que nadaria apenas os 50m borboleta, porém, se nadar só esta prova não terá chances de ir ao Campeonato Mundial de Budapeste já que um dos requisitos para integrar a seleção é participar de provas olímpicas. Como resultado dos 50m livre no Torneio Regional foi positivo é bem possível que ele nade também a distância no Maria Lenk. E quem sabe desse grão em grão Cielo consiga uma vaga para Budapeste-2017.

Por Guilherme Freitas


Marcos Fraccaro e Catarina Ganzeli vencem o Aloha de Ilhabela
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A Praia do Perequê em Ilhabela foi palco neste último fim de semana da etapa inaugural da temporada 2017 do Festival Aloha Spirit. O evento, que nasceu realizando provas de Canoa Havaiana, teve 1500 atletas de diversas modalidades aquáticas am ação. E nem o tempo chuvoso e fechado que pairou sobre o litoral paulista durante todo o fim de semana desanimou os participantes. Para reduzir a ansiedade que uma competição passa aos atletas, a organização trouxe aos presentes um pouco da cultura aloha. Apresentações culturais e um show de uma banda taitiana cantando canções típicas polinésias ajudaram a criar o clima de união entre todos.

Esta etapa também foi a primeira com a direção técnica de Samir Barel nas provas de águas abertas que foram bastante concorridas. O novo formato de disputa foi um dos atrativos para os nadadores que puderam nadar pela primeira vez provas individuais e por equipes. No sábado aconteceram as travessias de 1 km e 2 km e as baterias eliminatórias do revezamento 5x200m. Já no domingo foram disputadas os 3,5 km e as finais do revezamento 5x200m. Na água dois nadadores se destacaram: Marcos Fraccaro e Catarina Ganzeli. A dupla competiu nos dois dias e sagrou-se campeã nas distâncias de 2 km e 3,5 km, confirmando a boa fase atual que estão vivendo.

Pódio da prova feminina de 2 km – Foto: Facebook/Reprodução

Já na prova de revezamento a grande campeã foi a Elo Academia de Campinas. Outra atração do Aloha Spirit foi a presença do casal Diogo Yabe e Fabiola Molina. Diogo chegou a nadar a prova de 3,5 km e conseguiu subir no pódio na 3ª colocação. Já Fabiola, que espera a segunda filha do casal, esteve em Ilhabela para prestigiar o evento e foi bastante tietada pelos nadadores e fãs.

A próxima etapa do Aloha Spirit será disputada em Cabo Frio, na bela região dos Lagos, nos dias 2 a 4 de junho. Em breve os resultados completos de todas as provas disputadas em Ilhabela serão divulgadas no site oficial do evento: alohaspirit.com.br/.

Por Guilherme Freitas