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Brasil cada vez mais o país das águas abertas
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Com a realização da etapa de Hong Kong da Copa do Mundo de Águas Abertas da Fina, a natação brasileira de maratonas aquáticas ratifica o seu status de país das águas abertas. Em 2013 o Brasil venceu por pontos a tradicional Alemanha no Campeonato Mundial de Barcelona e ainda voltou para casa com cinco medalhas no peito. Dessa vez o título mundial veio em dose dupla, ou melhor, em coroas: rei e rainha da Copa do Mundo.

A dupla baiana Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo brilhou em 2014 e vencendo o principal circuito mundial de maratonas aquáticas com autoridade. Ana Marcela foi absoluta, vencendo cinco das oito etapas e ganhando seu terceiro título no circuito (havia sido campeã em 2010 e 2012) com duas provas de antecedência. Já Allan teve um ano especial, vencendo suas duas primeiras provas no evento, somando outros três pódios e batendo o alemão Thomaz Lurz na prova decisiva, nada mais, nada menos, do que o melhor atleta da história das águas abertas. O feito da dupla deverá ser coroado com o prêmio de melhor atleta da temporada em eleição realizada pela Fina.

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 - Foto: Satiro Sodré

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 – Foto: Satiro Sodré

Mas o sucesso das águas abertas não se resumiu aos dois campeões da Copa do Mundo. Poliana Okimoto, melhor atleta do mundo em 2013, começou bem a temporada vencendo a primeira etapa e levando dois bronzes nas provas seguintes. Porém, sofreu uma lesão que a deixou alguns meses parada. Voltou com tudo para as duas etapas finais e garantiu mais duas medalhas de prata. Seria vice-campeã do circuito, mas como não cumpriu os 70% exigidos pelo regulamento não pode ficar com o prêmio.

No masculino os jovens Samuel de Bona e Diogo Villarinho são grandes exemplos da evolução dos homens na modalidade. Samuel, que ano passado venceu uma etapa, não foi ao pódio em 2014, mas esteve sempre disputando posição entre os melhores. Já Diogo foi a grande revelação do ano, subindo ao pódio pela primeira vez com duas medalhas de bronze e terminando a temporada em quarto lugar geral, além de nadar sempre no pelotão da frente contra atletas muito mais experientes.

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo - Foto: Satiro Sodré

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo – Foto: Satiro Sodré

Não é mais nenhuma surpresa ver uma bandeira do Brasil tremulando no pódio ou uma touca verde-amarela liderando um pelotão. Na Copa do Mundo foram 20 medalhas conquistadas pelos brasileiros, sendo oito de ouro. Agora as atenções e treinos se voltam para os principais eventos de 2015: o Campeonato Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Antes disso, porém, haverá em dezembro a seletiva para a maratona masculina de 10 km do Mundial de Kazan. No feminino Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha já estão garantidas.

Por Guilherme Freitas


O último dos moicanos
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Nos últimos grandes eventos internacionais desta temporada foram estabelecidos novos recordes mundiais. Na piscina longa tivemos Katie Ledecky superando as marcas nos 400m e 1500m livre no Pan Pacífico e Adam Peaty nos 50m peito durante o Campeonato Europeu. E na piscina curta a dama de ferro Katinka Hosszu bateu três marcas nas provas de medley durante as etapas de Dubai e Doha da Copa do Mundo.

Olhando a tabela de recordes mundiais, tanto na piscina longa, quanto na curta, praticamente todos foram estabelecidos durante a era dos trajes tecnológicos (entre 2008 e 2009) ou posteriormente este período (desde 2010) quando os nadadores tiveram que se adaptar a nadar sem a revolucionária e polêmica tecnologia. Apenas um recorde mundial não foi obtido neste período: o dos 1500m livre masculino na piscina curta.

No dia 7 de agosto de 2001 o australiano Grant Hackett se ajeitava na raia 4 da piscina do Miami Aquatic Centre em Perth para nadar sua prova preferida no Campeonato Australiano de piscina curta. O nadador imprimiu um ritmo alucinante durante todo o percurso e nos últimos 100 metros acelerou ainda mais. Conclui a prova, mas não parou. Continuou nadando até ser alertado por um árbitro de que já havia vencido.

Hackett em seus tempos áureos - Foto: Reprodução

Hackett em seus tempos áureos – Foto: Reprodução

“Não estava contando as chegadas e não consegui ouvir o sino por causa do barulho na piscina. Além disso, meus óculos estavam embaçados. Para não arriscar pensei que era melhor ter a certeza e continuar nadando”, afirmou Hackett após se tornar o homem mais rápido da história a concluir os 1500m livre na piscina de 25 metros em 14min10s10. Na época, uma reportagem da revista Swimming World afirmava que Hackett poderia ter sido ainda mais veloz, se aproximando dos 14 minutos cravados, porque desacelerou para fazer a virada e bateu na parede com os pés.

Em 2001 Hackett vivia a melhor fase da sua carreira. Vinha do título olímpico no ano anterior e semanas antes desta performance em Perth batera o recorde mundial nos 1500m livre na piscina longa durante o Campeonato Mundial de Fukuoka, onde foi campeão nos 1500m e vice nos 400m e 800m livre.

Infelizmente não conseguimos um vídeo desta espetacular performance para publicar aqui, mas deixamos abaixo as parciais que Hackett registrou nesta prova naquele dia 7 de agosto de 2001. E destaque para fortíssimo fim de prova de 55s98! Definitivamente, um monstro das piscinas e que no mês passado voltou aos treinos.

O nadador australiano Grant Hackett - Foto: Ezra Shaw/Getty Images

O nadador australiano Grant Hackett – Foto: Ezra Shaw/Getty Images

Confira abaixo as parciais:
100m: 53s60 (53s60)
200m: 1min49s96 (56s36)
300m: 2min46s46 (56s50)
400m: 3min43s19 (56s73)
500m: 4min40s13 (56s94)
600m: 5min37s00 (56s87)
700m: 6min34s11 (57s11)
800m: 7min31s36 (57s25)
900m: 8min28s45 (57s09)
1000m: 9min25s73 (57s28)
1100m: 10min22s90 (57s17)
1200m: 11min20s05 (57s15)
1300m: 12min17s11 (57s06)
1400m: 13min14s12 (57s01)
1500m: 14min10s10 (55s98)

Por Guilherme Freitas


Um dos mais belos desafios do litoral
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A independência e imprevisibilidade. São coisas que geralmente parecem tentadoras para quem gosta de desafios. O mundo do esporte também pode ser carregado destes fatores. E, para os amantes das maratonas aquáticas, podem agregar mais um item na lista: a experiência.

Ihabela

Ihabela

A travessia do canal de Ilhabela, com 3.800 metros, alia o desafio e a experiência, colocando cada atleta frente a frente com o estímulo de superar e completar uma prova diante também de um belo e receptivo ambiente. A prova será realizada no dia 9 de novembro.

“Um dos objetivos é levar e entregar para o atleta tudo isso, mas há um segundo objetivo que é fortalecer este tipo de prova em nosso país e tornar esta travessia uma prova icônica, desejada e que chegue aos atletas de outros estados e países'', defendeu João Castro, um dos organizadores da prova.

Uma maratona aquática envolve também a superação das adversidades da natureza, como correntes, ventos e ondulações, exigindo uma leitura correta das variáveis que irão definir o sucesso do atleta. João garante: a organização vai trabalhar de maneira inédita no Brasil em estrutura de segurança de água, para assegurar a tranquilidade, mas o resto é com cada nadador.

A agencia Ecooutdoor é especializada em organização de eventos esportivos, e já tem em mente duas edições da travessia do canal de Ilhabela. Espera uma participação de cerca de 300 pessoas no evento deste ano, ambicionando chegar aos mil atletas para 2015. A prova por sua quilometragem ganhou naturalmente um reforço que é atender atletas que já participaram ou principalmente aqueles que vão fazer seu primeiro IronMan, maior prova de Triathlon no Brasil e que tem na natação a distancia de 3.800 metros.

O evento, em si, terá 3 dias. Na sexta-feira os atletas chegam na Ilhabela, para a ambientação. No sábado haverá a entrega dos kits, chip, jantar de massas e congresso técnico obrigatório, além da praia onde a arena estará montada, que ficará à disposição de todos. E, enfim, no terceiro dia, a competição. A partir das 8h da manhã, todos os atletas embarcarão em escunas, e depois serão deixados no ponto de largada.

A travessia de Ilhabela é organizada pela Ecooutdoor e pela Swim Channel. Mais informações no site do evento.

Por Mayra Siqueira


O top 10 do ranking mundial na piscina longa
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Como está o top 10 da natação internacional em piscina longa? Qual país tem mais atletas melhores ranqueados? E onde está o Brasil nisso tudo? Essas são algumas perguntas que iremos responder ao longo deste texto, pois fizemos um levantamento com o atual ranking mundial da temporada 2014 em piscina de 50 metros.

Após os Jogos da Ásia e do Campeonato Sul-Americano que foram disputados no entre setembro e outubro, a temporada de campeonatos internacionais tem apenas mais um evento a ser disputado em piscina longa: os Jogos da América Central e Caribe, em novembro na cidade mexicana de Veracruz. Tendo em vista que esta competição não reunirá nenhuma grande potência da natação mundial, podemos deduzir que o top 10 não sofrerá muitas alterações.

Katie Ledecky (foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Os EUA de Katie Ledecky tem mais atletas no top 10 – Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post

É claro que ainda haverá campeonatos nacionais e meetings em piscina longa até o dia 31 de dezembro, porém com a realização dos principais eventos é muito improvável que ocorram mudanças significativas no ranking mundial. Até porque, muitos nadadores já começam a se preparar para a temporada 2015 e outros estão focando seus treinos na piscina de 25 metros para o Mundial de curta de Doha. Principal potência da natação, os Estados Unidos são o país que mais tem atletas no top 10 da natação mundial em 2014: 60 ao todo nas provas de livre, costas, peito, borboleta e medley. O Brasil esta na sétima colocação com 12 nadadores presentes no top 10.

Ao todo são 29 países com nadadores entre os dez melhores tempos em suas respectivas provas. Curiosamente há um “apátrida” entre eles: Arkady Vyatchanin, nadador russo que se nega a defender o país em eventos internacionais e tem a sexta melhor marca nos 200m costas competindo sem pátria.

Cesar Cielo, o único tricampeão mundial nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Cesar Cielo esta no top 10 em três provas 50m e 100m livre e 50m borboleta – Foto: Satiro Sodré

Confira abaixo os países que contam com os nadadores no top 10 mundial. Em parênteses o número de atletas no ranking.

1. Estados Unidos (60)
2. Austrália (57)
3. Reino Unido (37)
4. Japão (29)
5. China (21)
6. Hungria (13)
7. Brasil (12)
8. Itália (11)
8. Rússia (11)
10. Canadá (10)
10. Dinamarca (10)
10. Espanha (10)

As irmãs australianas Cate e Bronte Campbell - Foto: Quinn Rooney/Getty Images

A Austrália das irmãs Cate e Bronte Campbell tem 57 atletas no top 10 – Foto: Quinn Rooney/Getty Images

13. França (8)
13. Suécia (8)
15. Holanda (7)
16. África do Sul (6)
17. Alemanha (5)
18. Lituânia (4)
19. Nova Zelândia (3)
19. Polônia (3)
19. Sérvia (3)
22. Bahamas (2)
22. Bielorússia (2)
22. Coreia do Sul (2)
22. Ilhas Faroe (2)
22. Ucrânia (2)
27. Cazaquistão (1)
27. Cingapura (1)
27. Jamaica (1)
27. Atleta sem pátria (1)

O britânico Adam Peaty (foto: AFP)

O Reino Unido de Adam Peaty emplacou 37 nadadores no top 10 – Foto: AFP

Brasileiros no top 10 do ranking mundial na piscina longa
Cesar Cielo (3): 50m e 100m livre e 50m borboleta
Felipe França (2): 50m e 100m peito
Bruno Fratus (1): 50m livre
Matheus Santana (1): 100m livre
Nicholas Santos (1): 50m borboleta
João Luiz Gomes Júnior (1): 50m peito
Leonardo de Deus (1): 200m borboleta
Thiago Pereira (1): 200m medley
Etiene Medeiros (1): 50m costas

Por Guilherme Freitas


A 10 km de fazer história!
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Logo mais as 22h (9h no horário local da prova), o nadador baiano Allan do Carmo pode fazer história. Líder da atual temporada da Copa do Mundo de águas abertas da Fina, Allan pode se sagrar nas águas de Hangzhou, na China, campeão do circuito pela primeira vez em sua carreira. Após vencer a etapa de Lag Megantic, em agosto, o atleta abriu vantagem no certame e esta muito perto de ser o primeiro brasileiro a vencer essa competição no masculino.

Para ficar com o título Allan tem duas oportunidades. A primeira será nesta noite em Hangzhou. Caso o título não venha, ele terá outra chance no próximo dia 18 em Hong Kong, na etapa que encerra a temporada 2014. Com 25 pontos de vantagem para o vice-líder do circuito, o alemão Thomas Lurz, Allan precisa somar apenas mais 16 pontos para levar a taça sem depender dos resultados do rival. Se chegar na terceira colocação em Hangzhou só precisará largar em Hong Kong para vencer pela primeira vez a Copa do Mundo. Graças a sua regularidade nesta temporada a chance de conquistar o título agora é muito grande.

Allan ergue o troféu de campeão da etapa de Lag Megantic - Foto: Giovana Moreira

Allan ergue o troféu de vencedor da etapa de Lag Megantic – Foto: Giovana Moreira

Allan vem tendo excelentes resultados desde os Jogos Olímpicos de Londres. Ano passado ganhou a medalha de bronze na prova por equipes e foi o sétimo colocado nos 10 km no Mundial de Barcelona. Este ano venceu pela primeira vez uma prova na Copa do Mundo e sagrou-se campeão sul-americano. Nadando cada vez melhor ele vai se firmando como um dos melhores do mundo e sério candidato a pódio no Mundial de Kazan-2015 e nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. E seu bom trabalho pode ser coroado no fim do ano com o Prêmio Fina de melhor atleta do mundo de águas abertas nesta temporada.

Além de Allan, o Brasil terá outros dois representantes nas águas asiáticas: Diogo Villarinho e Samuel de Bona, respectivamente quarto e sexto colocados do ranking mundial da Copa do Mundo. Ambos já subiram ao pódio em Copas do Mundo (Diogo foi bronze na etapa de Cancun deste ano e Samuel venceu em Hong Kong ano passado) e não será surpresa nenhuma se a dupla também lutar pela vitória nas duas últimas provas do ano.

Allan do Carmo tentará tirar a diferençapara o líder Thomaz Lurz - Foto: Satiro Sodré

Allan do Carmo tem 25 pontos de vantagem para o alemão Thomaz Lurz – Foto: Satiro Sodré

No feminino, Ana Marcela Cunha já garantiu o título. Ou melhor, o tricampeonato. Com 114 pontos a nadadora não pode mais ser alcançada por ninguém e para ficar oficialmente com a taça basta largar na última etapa. Mas competitiva como é, a nadadora tentará vencer mais estas duas provas para fechar a temporada com chave de ouro. Outra atração será a presença de Poliana Okimoto, que volta ao circuito mundial após se recuperar de uma lesão. Boas chances de mais uma ótima performance da natação brasileira em águas abertas.

Por Guilherme Freitas


Lucas Salatta, o maior nadador da história do Chico Piscina
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Amanhã começa mais uma edição do Troféu Chico Piscina, um dos eventos mais tradicionais da natação brasileira. Sempre disputado na cidade de Mococa, no complexo aquático da Associação Esportiva Mocoquense, a competição reúne as seleções das federações estaduais das categorias infantil e juvenil e algumas delegações estrangeiras. Em 1968 ocorreu a primeira edição apenas com equipes paulistas. Vinte anos depois o campeonato ganhou status nacional e em 1995 internacional.

Ao longo de todos esses anos grandes nomes da natação brasileira foram revelados como os medalhistas olímpicos Cesar Cielo e Thiago Pereira. Porém, ninguém tem um currículo tão vencedor como Lucas Salatta. Sempre defendendo a seleção paulista, o nadador disputou a competição em quatro oportunidades: 2000, 2001, 2002 e 2003. Nestas quatro edições ganhou ao todo 14 medalhas em provas individuais: dez de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Até hoje Salatta tem três recordes de campeonato - Foto: Satiro Sodré

Até hoje Salatta tem três recordes de campeonato – Foto: Satiro Sodré

Ninguém tem um histórico tão bom no Chico Piscina como ele. Além de sempre estar no pódio, Salatta era uma máquina de quebrar recordes. Atualmente três marcas suas ainda vigoram na tabela de recordes de campeonato: nos 100m borboleta juvenil (54s90), nos 200m medley infantil (2min11s72) e juvenil (2min04s94). São tempos tão fortes e expressivos para atletas dessa idade, que ainda hoje elas seriam a melhor marca da temporada.

Nesta época Lucas Salatta era apontado por muitos como um dos melhores nadadores do país e grande promessa. Muito técnico, nadava bem todos os estilos e travou duelos eletrizantes com Thiago Pereira nas provas de medley durante muitos anos. De fato Salatta esteve entre os melhores no futuro, defendendo a seleção olímpica em Atenas-2004, sendo medalhista no Mundial de curta de Indianapolis-2004 e nos Jogos Pan-Americanos-2007 e participando de diversos eventos internacionais de grande porte. Após um período de resultados ruins e algumas lesões, ele esta de volta a seleção brasileira para disputar o Mundial de curta de Doha.

Salatta subiu ao pódio 14 vezes no Chico Piscina - Foto: Satiro Sodré

Salatta subiu ao pódio 14 vezes no Chico Piscina – Foto: Satiro Sodré

Este ano o Troféu Chico Piscina será disputado por 22 delegações (17 federações estaduais e cinco equipes estrangeiras) e terá transmissão ao vivo do SporTV a partir das 18h, com comentários do colunista da SWIM CHANNEL, Alexandre Pussieldi, o Coach. Para mais informações confira o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


Ilha Bela recebe segunda etapa do Circuito Mares
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Depois de uma participação interessante na primeira etapa, apesar do frio de agosto, se aproxima a segunda das cinco maratonas do Circuito Mares. A Praia de Mococa, em Caraguatatuba, recebeu 250 participante, que tiveram a oportunidade de aproveitar também o diferencial do novo circuito paulista de águas abertas: o turismo ecológico.

Praia do Perequê será palco da segunda etapa - Foto: Divulgação

Praia do Perequê será palco da segunda etapa – Foto: Divulgação

A segunda etapa será na Praia de Perequê, em Ilha Bela, uma das mais belas paisagens do litoral paulista, de mar calmo e próprio para provas de maratonas aquáticas, turismo familiar e praticantes de kitesurfe e windsurfe. São 820 metros de extensão e decoração de coqueiros por quase toda a praia.

A prova acontecerá no dia 16 de novembro mas, assim como na primeira etapa, haverá um passeio de ecoturismo na véspera, com uma trilha de jipe pela ilha.

São três categorias de disputa: de 1km, 2.5km, ambas em circuito triangular, e a prova desafio, de 6km, que será no formato de percurso. A chegada e a largada serão em locais diferentes. A Challenge, no mesmo formato que na etapa anterior, será 1km mais extensa.

Píer terá a largada da prova Challenge - Foto: Divulgação

Píer terá a largada da prova Challenge – Foto: Divulgação

O Circuito Mares é realizado em cinco etapas, sendo a última em um local surpresa, e a prova mais longa e desafiadora para os nadadores irá aumentar a cada prova, até encerrar nos 10km. São esperados mais de 350 participantes no evento em Ilha Bela.

As inscrições custam de R$ 90,00 a R$ 120,00 no primeiro lote, e podem ser feitas neste site, até o dia 10 de novembro.

Mais informações também no facebook.com/circuitomares ou www.circuitomares.com.br.

Por Mayra Siqueira


Por exemplo, Phelps se afasta outra vez da piscina
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Do golfe aos cassinos, e mais um período longe das piscinas. Talvez seja um exagero da parte de Michael Phelps considerar necessário se afastar outra vez dos treinamentos e da natação por conta de um problema pontual por dirigir embriagado, mas o americano seguiu a rigidez das punições em seu país para figuras exemplares, e assumiu a responsabilidade de seu erro.

Phelps e as piscinas: outro afastamento na relação - Foto: AquaSphere/Divulgação

Phelps e as piscinas: outro afastamento na relação – Foto: AquaSphere/Divulgação

Phelps foi preso após passar 8 horas em um cassino e ingerir bebidas alcoólicas em excesso antes de pegar no volante e cometer infrações de trânsito. Uma vergonha para ele, para a confederação de natação norte-americana , e para toda a comunidade aquática mundial. Ele publicou em sua página no Twitter palavras fortes:

“Os últimos dias foram extremamente difíceis. Eu reconheço que não foi a primeira vez que falhei, e estou muito decepcionado comigo mesmo. Vou tirar uns dias de afastamento para participar de um programa que vai me ajudar a entender melhor a mim mesmo. Natação sempre foi a maior parte da minha vida, mas agora preciso focar em mim como um indivíduo, e fazer o trabalho necessário para aprender com essa experiência, para tomar decisões melhores no futuro.''

É o maior atleta olímpico da história. Um exemplo e espelho para toda criança que sonha em se tornar nadadora. Sua responsabilidade pesa, e pesa mais do que as 22 medalhas olímpicas que guarda em casa. Apesar de não ter especificado o tipo de programa que irá realizar, seria leviano atestar que são problemas com álcool, o que ele nunca deu indícios de ter, ou com outras substâncias que provocam dependência.

Desde que retornou às piscinas, após sua curta aposentadoria, Phelps venceu os 100m borboleta no Pan Pacífico, e levou a prata no 200m medley, está escalado na seleção americana para três revezamentos para o Mundial de 2015 em Kazan, na Rússia, além de ter emplacado alguns bons tempos no top 10 da temporada.

Seja qual for a decisão do maior nadador de todos os tempos, é importante que ele tome a consciência das consequências de seus atos, como figura pública e espelho para tantos. Mas, especialmente, por ele, Michael Phelps, como ser humano. Para evitar que um drama semelhante ao que sofreram – e ainda sofrem – grandes figuras do esporte, como seu ex-adversário, Ian Thorpe.

Reflexão e serenidade, Phelps. A comunidade aquática torce por você 100%, por você no Rio de Janeiro em 2016.

Por Mayra Siqueira


Os (bizarros) rituais dos nadadores
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Os tapas no peito. Entrar pelo lado direito da piscina. Cabelo colorido, unhas pintadas das cores da bandeira do país. Lambida no óculos, maiô da sorte, animal de pelúcia na mochila, água na boca, pra depois cuspi-la. Morder a medalha. Ou mergulhá-la na piscina. Usar roupas extravagantes, imitar um boxeador, subir no bloco com a perna específica.

Rituais, amuletos, superstições fazem parte do esporte, e algumas tradições são absolutamente frequentes nos campeonatos aquáticos. Talvez nas linhas de cima você, caro leitor, possa ter identificado os autores de algumas dessas manias. Talvez tenha até se visto nelas, umas vez que existem algumas ideias pré-estabelecidas na natação que, por mais que a ciência possa ir contra, a crença fala mais alto.

Confira abaixo alguns dos rituais mais comuns dos nadadores para o antes, durante, e depois das provas.

1) Contato com a água no bloco

Um punhado de água levado à boca com as maõs. Alguns fazem bochecho e cospem, alto, forte, longe, perto, no chão. Outros engolem. Não é a mais agradável das cenas para quem vê pela televisão, mas faz total sentido para o nadador. A boca geralmente fica seca e pastosa antes de uma prova, e molhá-la simplesmente parece apropriado. Claro, há ainda a mania de molhar o maiô e o corpo, como que para “sentir a temperatura da água'' antes de cair nela. Mesmo para os nadadores de costas, que vão sair de dentro d'água. Mas quem pode julgar e dizer que não funciona?

Os rituais de Cielo se tornaram famosos

Os rituais de Cielo se tornaram famosos

2) Girar os braços antes de subir no bloco

É aquecimento, alongamento, é uma questão física, claro. Cientificamente explicável. Mesmo quando o nadador faz exatamente três giros para trás, dois para frente, dá quatro saltinhos no chão, e finaliza com uma girada estratégica do pescoço…

3) Subir no bloco com o pé direito

Pode ser o esquerdo também, não tem problema. Cada um sabe a diferença cósmica da movimentação dos planetas que justifica a evidente escolha acertada pelo pé com que se sobe no bloco. Sem julgamentos!

4) Estapeamento

O ritual se popularizou com Cesar Cielo por volta de 2007, pouco antes da conquista de seu ouro olímpico, mas é uma tradição antiga no esporte. Reza a lenda que os tapas nos braços, barriga, pernas e rosto (!) ativam a circulação e “acordam'' os músculos. E só assim eles saberão que devem ficar prontos para o início imediato da prova, claro.

Peito vermelho após os tapas: Cielo não abre mão da tradição

Peito vermelho após os tapas: Cielo não abre mão da tradição

5) Item amuleto

Pode ser uma touca, um óculos, ou mesmo o maiô. Todos se estragam com o tempo, e podem (e devem) ser substituídos, mas todo nadador já teve um dia aquele item de estimação. E todo nadador sabe como fica difícil encarar a primeira competição depois que aquela touca especial rasgou, ou o óculos perfeito arrebentou, ou o maiô da sorte esgarçou… é um adeus à vitória.

6) Raia da sorte

Nadar na raia 4 é, evidentemente, a melhor localização para uma prova. Não á toa o detentor da melhor marca salta nela. Pega menos onda, e ainda distribui “marola'' para os rivais. As raias 1 e 8, pelo contrário, somam as ondas de todos os concorrentes. Mas quem disse que a raia 5 não tem uma aura incrível? Ou a 3, ou a 7… Cada qual com sua raia ideal, oras!

7) Macarrão pré-competição

O maior mito da alimentação pré-competição da natação é o jantar repleto de carboidratos. Um dia se disse que o macarrão, carboidrato de fácil absorção, era perfeito para o pré-competição. Gera energia rápida, não pesa, e ainda é prático e fácil de fazer. Sendo verdade absoluta ou não, até hoje é a refeição padrão de 90% dos nadadores às vésperas de suas provas.

8) Depilação

Raspar pernas e axilas para nadar é perfeitamente explicável e comum, é claro. Os braços também. Por que não a sobrancelha? Mais do que as frações de centésimos de segundo que se ganha em velocidade na piscina, o que vale mesmo é aquela sensação de ser um só com a água, e deslizar por ela quase que sem atrito. Tem coisa melhor?

9) Piscina rápida/lenta

Assim como raias e vestimentas da sorte, nadadores geralmente têm suas piscinas favoritas. “Mas eu sempre nado mais rápido na piscina do Internacional, em Santos'', ou “a piscina do Corinthians tem 60m, não é possível!''. Cada qual com sua sensação, desde o bloco até a profundidade, todo nadador tem a sua piscina de predileção.

10) Lambida no óculos

Sim, é nojento. Mas, aparentemente, a saliva na lente do óculos ajuda a recuperar a sensação de que você está realmente enxergando embaixo d'água (o que geralmente é perdido muito rapidamente quando o óculos novinhos já perdem a película protetora).

Phelps e seus tradicionais fones gigantes

Phelps e seus tradicionais fones gigantes

Entrar no balizamento com fones de ouvido. Girar os braços três vezes, antes de tirá-los para subir no bloco. Michael Phelps está errado em sua sequência invariável da sorte?

Caminhar para o bloco, girar os braços oito vezes, na ordem certa, apertar os óculos quatro vezes, e encostar na touca outras quatro vezes antes de nadar. Stephanie Rice, a australiana de ouro, assegura que é impossível agir diferente e vencer uma prova.

Entrar na piscina vestido de boxeador, testar alguns socos, chamar o público e saltar na piscina sorrindo. Quem tem coragem de encarar Gary Hall Jr. para dizer que nada disso é válido?

Gary Hall e a tradição do boxe

Gary Hall e a tradição do boxe

Tênis multicoloridos, acessórios estranhos, um sorriso de garoto e toda a marra de Ryan Lochte. Será que não funciona?

Praticamente um banho com as mãos antes de pular na piscina. Jessica Hardy não se importa de já cair na piscina molhada…

Mark Spitz não tirava o bigodão por nada no mundo. Levou as conhecidas sete medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1972 com ele no rosto. Ditou uma lenda nas competições posteriores. Coincidentemente ou não, em 2008 Michael Phelps desembarcou na China ostentando uma vasta peleira acima dos lábios. Raspou antes de nadar, é verdade. Dessa tradição ele não precisava. Afinal, deixou Pequim uma medalha mais pesado que seu conterrâneo…

Em Pequim, Phelps ostentou um bigodão a la Mark Spitz

Em Pequim, Phelps ostentou um bigodão a la Mark Spitz

É cientificamente comprovado: superstições podem mesmo ajudar os atletas a garantir um bom resultado. O apego a um ritual ou amuleto, num geral, contribui pra sensação de autoconfiança, e atua no sistema límbico do cérebro, liberando hormônios e neurotransmissores, o que passa a sensação positiva. São detalhes que dão força e ajudam a superar o estresse e ansiedade.

E, afinal, medalhas olímpicas foram conquistadas pelos atletas citados. Muitas, diga-se. O que dá resultado é treino, concentração, muita água batida e alguns pesos levantados, todos sabem.

Mas, só por garantia, deixa eu dar aquela apertadinha no meu óculos da sorte, e eu já volto…

Por Mayra Siqueira


Seleções começam a convocar equipes para o Mundial de curta
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Ainda faltam dois meses, mas as principais potências da natação internacional já começaram anunciar suas equipes para o Campeonato Mundial de piscina curta, que acontece durante os dias 3 e 7 de dezembro em Doha, no Catar. O Brasil foi um dos primeiros países a convocar seus atletas para o evento no último dia 22 de setembro. Cesar Cielo, Felipe França, Leonardo de Deus e Etiene Medeiros são alguns dos nomes que estarão em ação no Catar. Esta semana outras seleções também começaram a definir seus times.

Os Estados Unidos anunciaram ontem sua equipe que disputará o evento em Doha. O time americano vai para o Mundial com 37 nadadores que disputarão todas as provas. O maior destaque é sem dúvida Ryan Lochte, que deverá nadar seis provas individuais e integrar alguns revezamentos. Lochte é o maior medalhista da história dos Mundiais de curta com 30 pódios conquistados em cinco edições. A forte equipe americana ainda conta com nomes como Tyler Clary, Natalie Coughlin, Cullen Jones, Breeja Larson, Conor Dwyer, Elizabeth Beisel e Matt Greevers. Destaque também para Darian Townsend, sul-africano e agora naturalizado americano que integrará o revezamento 4x100m livre.

Ryan Lochte é uma das estrelas confirmadas para a edição 2013 do Duel in The Pool - Foto: Clive Rose/Getty Images

Ryan Lochte disputará seu sexto Mundial de curta - Foto: Clive Rose/Getty Images

A seleção britânica também foi convocada esta semana e terá 12 nadadores. Grandes destaques da temporada 2014, Francesca Halsall e Adam Peaty farão parte do “Team GB”. A velocista conseguiu cravar durante o Commonweath Games a melhor marca da história nos 50m livre sem trajes: 23s96, tempo que foi igualado pela australiana Cate Campbell no Pan Pacífico. Já o jovem peitista de 19 anos bateu o recorde mundial nos 50m peito (26s62) durante o Campeonato Europeu e agora tentará em Doha unificar as marcas mundiais.

Muitas seleções ainda não anunciaram oficialmente suas equipes para o Mundial de curta, o que farão no decorrer das próximas semanas. Porém, alguns atletas já afirmaram que disputarão o evento no Oriente Médio e estão usando as etapas da Copa do Mundo de piscina curta como uma forma de treinamento também. Caso dos húngaros Katinka Hosszu e Daniel Gyurta, do sul-africano Chad Le Clos, da espanhola Mireia Belmonte e da jamaicana Alia Atikson.

A velocista Francesca Halsall está convocada pela seleção britânica - Foto: Orage.co.uk

A velocista Francesca Halsall está convocada pela seleção britânica – Foto: Orage.co.uk

Ao longo deste mês de outubro outras grandes seleções como Japão, China, Austrália e as da Europa divulgarão suas equipes para o evento. Pelo fato de não termos este ano uma Olimpíada ou um Mundial de longa e da Fina oferecer uma premiação maior em relação aos anos anteriores, muitos nadadores estão interessados em competir em Doha. Tudo indica que teremos um forte Mundial de curta para fechar com chave de ouro o ano aquático de 2014.

Por Guilherme Freitas