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As recentes naturalizações na natação mundial
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No fim de semana aconteceram as últimas partidas da Liga Mundial de Polo Aquático Masculino. Pela primeira vez na história o Brasil chegou as semifinais e voltou para casa com uma medalha de bronze no peito. Depois de cair para a Sérvia, que viria a conquistar o título na final, a seleção brasileira derrotou os Estados Unidos nos pênaltis na disputa pelo terceiro lugar e conseguiu sua melhor campanha na competição. Vale destacar que além do técnico croata Ratko Rudic, há outros cinco jogadores com dupla cidadania ou naturalizados brasileiros no elenco.

Entre esses jogadores há diferentes histórias para eles poderem vestir a touca da seleção, porém, todos cumpriram as regras da Fina (Federação Internacional de Natação) para casos de naturalização. A entidade exige que para um atleta mudar de pátria é necessário registrar residência fixa no novo país um ano antes de oficializar a troca de nacionalidade, algo que todos fizeram recentemente ou há muitos anos. Isso não ocorre apenas no Brasil, pois outras seleções de polo aquático também contam com naturalizados em seus elencos. E não para por ai, outras modalidades aquáticas regidas pela Fina também tem casos recentes de naturalização.

Felipe Perrone, um dos "estrangeiros" da seleção - Foto: Satiro Sodré

Felipe Perrone, um dos “estrangeiros'' da seleção – Foto: Satiro Sodré

Nos últimos anos tivemos alguns casos de troca de nacionalidades, dois deles pelo fator identificação com a nova pátria. Vivendo na Austrália desde 2008, a britânica Ellen Gandy resolveu mudar de time após o Mundial de Barcelona em 2013. Ano passado ela defendeu a Austrália no Commonwealth Games e no Pan Pacífico. O outro é Darian Townsend. Integrante do revezamento 4x100m livre sul-africano campeão olímpico em 2004, Townsend naturalizou-se americano ano passado. Após muitos anos vivendo e estudando nos Estados Unidos ele optou pela troca de nacionalidade e defenderá o Team USA nos Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Porém, também há casos de naturalização por outros interesses. Em 2012 o russo Arkady Vyatchanin anunciou que não defenderia mais a seleção russa por divergências com a Federação do país. Após um longo leilão pelo seu passaporte, Vyatchanin chegou a um acordo com a Federação Sérvia. Se naturalizou, mas como ainda não cumpriu o prazo de residência fixa em sua nova pátria ele está fora do Mundial de Kazan e se prepara para defender a Sérvia nos Jogos Olímpicos do Rio-206. E não custa lembrar que logo depois dos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, o sul-africano Roland Schoeman e o croata Duje Draganja foram sondados para defender a natação do Catar em troca de dinheiro, porém, ambos recusaram o convite. Isso sem falar em Milorad Cavic, que nasceu nos Estados Unidos, mas por ser filho de sérvios ganhou a cidadania para representar o país em competições internacionais.

Após uma longa novela Arkady Vyatchanin vai defender a Sérvia - Foto: Christian Petersen/Getty Images

Após uma longa novela Arkady Vyatchanin vai defender a Sérvia – Foto: Christian Petersen/Getty Images

O tema de naturalização não é novidade para os esportes aquáticos brasileiros. Nos anos 1990 o país teve um caso muito conhecido na natação com Gabrielle Rose. Nascida no Rio de Janeiro e filha de pais americanos, ela morou boa parte da vida nos Estados Unidos, mas representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata-1995 e nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996. Anos depois decidiu nadar pela seleção americana e foi finalista olímpica em Sidney-2000.

Por Guilherme Freitas


Nadando 24 horas no Lago Paranoá
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No dia 4 de julho as águas do Lago Paranoá serão palco de um desafio especial. Quando o relógio marcar 12 horas em ponto será dada a largada para o inédito “Revezamento 24h de Natação em Águas Abertas”, um evento que reunirá centenas de nadadores de dez equipes. Enquanto os atletas dão suas braçadas os ponteiros do relógio estarão girando até a metade do dia seguinte quando as 24 horas estarão completas. A organização da prova afirma que poderá atender até dez equipes de no máximo 11 atletas.

O grande objetivo deste desafio é divulgar a natação em águas abertas e também alertar a comunidade brasiliense sobre a importância ambiental da região do Lago Paranoá. “Além de sermos os pioneiros na brincadeira, faremos um movimento sócio-ambiental em prol do local que estaremos usufruindo, pois estamos passando por um processo legislativo na Capital Federal da ocupação e utilização do espelho d'água Paranoá”, diz Tiago Sato que participa do projeto social Jacanoá e estará em ação no revezamento. Porém, ele é um caso a parte: nadará sem parar durante as 24 horas!

Sato durante sua travessia no Canal da Mancha em 2010 - Foto: Henry Macário

O nadador Tiago Sato – Foto: Henry Macário

Com participação em diversas etapas do Grad Prix da Fina (circuito mundial com provas maiores de 15 km de distância), Sato será um dos destaques. Visando atravessar novamente o Canal da Mancha no ano que vem, o experiente nadador vai encarar sozinho as 24 horas de natação nas águas do Lago Paranoá como um treino de luxo para já ir se preparando para encarar as desafiantes águas do famoso canal que liga a França a Inglaterra.

Ele já atravessou o Canal da Mancha em 2010 e agora quer fazer o percurso de ida e volta no ano que vem, por isso, está empolgado e concentrado para fazer um bom papel no desafio. “Não quero pensar muito agora na travessia do Canal da Mancha, pois prefiro concentrar em conseguir terminar esse treino com sucesso e dar mais um passo em meu objetivo”, afirma o nadador que concilia os treinos com atividades do dia a dia e afirma ter planos de disputar outras travessias de longa distância ainda este ano.

Para obter mais detalhes e informações sobre o “Revezamento 24h de Natação em Águas Abertas” clique aqui.

Por Guilherme Freitas


O marketing no maiô que nadava sozinho
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Mais de 250 recordes mundiais quebrados em uma das épocas mais memoráveis da natação no planeta. E muitas, muitas polêmicas. O LZR Racer, da marca Speedo, maiô extremamente tecnológico que tornou memorável uma geração de atletas, foi eleito nessa semana como um dos dez melhores cases internacionais da década no esporte. O ranking publicado no Máquina do Esporte buscou o que melhor aconteceu no marketing esportivo fora do Brasil na última década.

O traje impulsionou a indústria das modalidades aquáticas em 2008. Difícil não se lembrar dos Jogos Olímpicos de Pequim naquele ano, em que a peça, uma “obra-prima da engenharia aquática'', com inspiração na Nasa, foi vestida por 23 dos 25 recordes quebrados nos oitos dias de competição na China. Foram 100% das medalhas de ouro masculinas em disputa (as oito de Michael Phelps, inclusive).

epa01253286 US Olympic Swimming Gold Medalist Michael Phelps wears the new LZR swimsuit at Speedo's new LZR Racer swimsuit presentation in New York USA, 12 February 2008.  EPA/PETER FOLEY

Michael Phelps é modelo de apresentação do LZR Racer – Foto: Divulgação Speedo

O maiô foi proibido ao final da temporada seguinte, após o Mundial de Roma-2009, outra enxurrada de recordes e marcas quase sobre-humanas. Foram banidos o LZR e todos os semelhantes lançados posteriormente de poliuretano.

As polêmicas e as marcas

A bagunça foi tamanha que os “supermaiôs'' foram considerados como “doping tecnológico''. Falava-se mais da vestimenta do que do esporte. A Fina entrou em contradição ao alegar que certos recordes seriam homologados, enquanto outros não. Depois, voltou atrás. No fim, todas as marcas feitas entre fevereiro de 2008 e dezembro de 2009 acabaram sendo aceitas, e têm demorado um tempo considerável para serem batidas.

Usando o LZR, Phelps e outros tantos atletas, bateram recordes mundiais e conquistaram o ouro em Pequim-2008

Usando o LZR, Phelps e outros tantos atletas, bateram recordes mundiais e conquistaram o ouro em Pequim-2008

Diante da polêmica na época, o jornal francês L'Équipe ameaçou não citar os recordes batidos até a Fina regulamentar os trajes. O “asterisco'' virtual passou a fazer parte dos recordes nos comentários dos especialistas em natação. “Tempo antes ou pós era dos supermaiôs'' tornou-se um jargão.

Com os recordes mundiais em mãos, uma rápida olhada nos permite perceber o peso da influência dos trajes tecnológicos. Sem eles, o homem não teria ainda superado a barreira dos 21 segundos nos 50m livre. Somente Cesar Cielo, detentor do recorde mundial, com 20s91, e Fred Bousquet atingiram a marca.

Todas as provas do estilo livre no masculino mantêm recordes da época com o “bônus'' do tecido mágico, com exceção dos 1500m livre, melhor marca mundial feita por Sun Yang em Londres-2012. Todos os tempos de costas e borboleta, os 50m peito, além dos 400m medley de Michael Phelps e os revezamentos permanecem de 2008 ou 2009.

Já entre as mulheres, há uma mescla maior. O fenômeno Katie Ledecky tem os recordes recentes dos 400m, 800m, 1500m livre. No nado de costas, restam as marcas dos 50m e 100m de 2009, os 200m borboleta, os 200m medley e os 4×200 livre da China, batido no Mundial de Roma.

Não à toa o maiô que começou essa “moda'' inesquecível – e não necessariamente de forma positiva – no mundo aquático.

Por Mayra Siqueira


Reece Whitley: esperança do nado peito americano
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Negro, 15 anos de idade, 2,03m de altura, taxado como grande promessa e com diversos títulos conquistados ao longo de sua curta carreira esportiva. Quem lê apenas essas informações imagina que se trata de um promissor jogador de basquete que esta a caminho de um dia chegar a badalada NBA. De fato poderia ser isso mesmo, mas o breve perfil citado no começo deste texto não é de um futuro pivô e sim de um nadador. Reece Whitley para ser mais preciso.

Nascido no dia 3 de janeiro de 2000, na região da Philadelphia, Whitley é um talento precoce e uma das grandes revelações da natação americana. Aos 12 anos de idade ele já conseguia nadar os 100 peito abaixo do minuto na piscina de jardas e na faixa etária 13-14 anos acumulou vitórias e recordes nacionais nas provas do estilo. Porém, seu maior feito aconteceu este ano durante o Arena Pro Swim Series de Charlotte, no mês de maio.

O jovem nadador Reece Whitley - Foto: Philly.com

O jovem nadador Reece Whitley – Foto: Philly.com

O jovem estabeleceu um novo recorde americano nos 200m peito na faixa etária 15-16 anos com 2min12s92, nada mais, nada menos do que 1s75 abaixo do antigo recorde. No mesmo campeonato ele nadou os 100m peito para 1min01s86. Em ambas as provas esta no top 10 da natação americana em 2015 e devido a esses resultados recentes é tido por muitos especialistas como o futuro do nado peito nos Estados Unidos.

Este ano ele tem um grande objetivo: vencer o Campeonato Nacional e obter um lugar na equipe americana que disputará em agosto o Campeonato Mundial Júnior de Cingapura. Seria sua primeira disputa de nível mundial. Uma reportagem do site Philly.com cita uma declaração de Brendan Hanson, um dos melhores peitistas da história, dizendo que Whitley é a grande revelação que o país estava esperando.

Reece Whitley é a esperança do peito americano - Foto: Bryan Flaherty/The Washington Post

Reece Whitley é a esperança do peito americano – Foto: Bryan Flaherty/The Washington Post

Uma evolução do jovem peitista também seria ótima para o revezamento 4x100m medley dos Estados Unidos. O estilo é o mais fraco da equipe e é onde os americanos levam desvantagem em relação a outras seleções de primeira linha. Whitley ainda é muito jovem, mas os resultados que vem alcançando o credenciam a condição de ser o número 1 do nado peito americano e peça-vital para os revezamentos no futuro.

Por Guilherme Freitas


Os custos de ser FINA
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Após o desespero e desistência tardia do México para receber o Mundial de Esportes Aquáticos de 2017, a batata quente passou de mão em mão até chegar ao país que, com boa estrutura, aceitou descascar o abacaxi: a Hungria. Em março foi oficializado pela FINA que Budapeste seria sede do próximo mega evento aquático, já que já existia estrutura sendo preparada para o Mundial de 2021 e também para o torneio global da categoria Junior. Tudo estaria praticamente pronto.

Budapeste tem estrutura adiantada para receber o Mundial de 2017

Budapeste tem estrutura adiantada para receber o Mundial de 2017

Nada disso é novidade, mas uma matéria divulgada pelo Hungary Today, jornal local, revela que o prestígio precisará ser muito maior do que o imaginado para suprir os gastos financeiros reais da decisão húngara. No total, 49 milhões de florins húngaros – o equivalente a algo em torno de 177 milhões de dólares, ou 157 milhões de euros. Um preço extremamente salgado para as modalidades aquáticas.

A Hungria se prontificou a ajudar a FINA, mas cai em uma sinuca de bico. Recentemente os altos custos da entidade provocaram uma série de desistências relevantes no cenário mundial: além do México, o Canadá também abriu mão de sediar uma etapa da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas, em Lac Magog, nesta semana, enquanto os Estados Unidos se recusaram a apagar o incêndio mexicano alegando que é impossível assumir a responsabilidade diante do alto preço cobrado pela federação internacional.

A Hungria se agarra à possibilidade de ter o evento transmitido para 5 bilhões de espectadores, nas expectativas do jornal local, uma estimativa bastante otimista e talvez até pouco real. Ainda há o Mundial da Rússia pela frente, mas a nova realidade econômica do mundo pode estar colocando em cheque as exigências da FINA nas condições dos países-sede.

Por Mayra Siqueira

Tags : Fina


Mare Nostrum: aquecimento para Kazan
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Ainda faltam 48 dias para a cerimônia de abertura do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, 57 dias se contarmos o início das atividades da natação que serão na segunda semana de disputas do evento. Mesmo assim, com a chegada do verão na Europa, diversas competições e meetings internacionais serão realizados nos próximos meses. E nesse fim de semana teremos o ponta-pé inicial de um dos campeonatos mais tradicionais da história: o Circuito Mare Nostrum.

Como sempre ocorre, o Mare Nostrum será disputado em três etapas. A perna inaugural começa amanhã em Canet-en-Rousillion, na França, com término no domingo na piscina do Centre de Natation Arlette Franco. A seguir teremos as disputas em Barcelona, na Espanha, nos dias 10 e 11 e por fim, em Monte Carlo, em Mônaco, nos dias 13 e 14 de junho.

Katinka Hosszu (foto: Getty Images)

Katinka Hosszu vai nadar 11 provas em Canet – Foto: Getty Images

Em Canet diversos nadadores de elite e cotados para subirem ao pódio em Kazan estarão em ação. Muitos deles vão para o evento para fazer um treino de luxo e também poder competir contra rivais que encontrarão daqui a dois meses na Rússia. Entre os homens um desfile de estrelas: os japoneses Ryosuke Irie, Kosuke Hagino e Daiya Seto, o americano Ryan Lochte e o sul-africano Chad Le Clos. E ainda poderemos ver a primeira participação de Adam Peaty após o britânico quebrar o recorde mundial nos 100m peito.

Já entre as mulheres os holofotes se voltam para Katinka Hosszu, que nadará 11 provas em busca de mais medalhas e premiações. Destaque também para o encontro de diversas velocistas de elite nos 50m livre e 100m livre com um interessante embate entre a britânica Francesca Halsall, as holandesas Ranomi Kromowidjojo e Femke Heemskerk e a dinamarquesa Jeanette Ottesen.

O peitista Adam Peaty é uma das atrações em Canet - Foto: AFP

O peitista Adam Peaty é uma das atrações em Canet – Foto: AFP

Na primeira perna do circuito haverá apenas dois brasileiros estarão em ação, ou melhor, dois xarás. Henrique Rodrigues, que nadou na semana passada uma competição na Itália, e Henrique Barbosa, que vive e treina na Espanha, serão os representantes “brazucas” no evento. Porém, apenas Henrique Rodrigues disputará o Mundial de Kazan. A etapa de Canet terá transmissão ao vivo do canal Sportv, com as finais a partir das 13h.

Por Guilherme Freitas


Os menores países da Europa caem na água
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Os Jogos Olímpicos de Verão são o maior evento esportivo do mundo, sendo disputado de quatro em quatro anos e que reúne mais de 10 mil atletas de quase 200 países. Sediar um evento deste porte requer muito trabalho, organização e espaço físico, pois dificilmente uma pequena cidade vai conseguir obter o direito de sediar os Jogos. Agora imagine diminuir isso ao extremo, com um número mínimo de atletas e países participantes em uma pequena cidade. Um evento assim já acontece, desde 1985. Trata-se dos Jogos dos Menores Países da Europa, que começou hoje em Reykjavík, capital da Islândia.

A competição reúne apenas nove países: Andorra, Chipre, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Mônaco, Montenegro e San Marino, as menores áreas territoriais do continente. Somadas as populações desses países chega-se ao número de 3,2 milhões habitantes, similar a população de todo o estado do Mato Grosso. O tempo de disputa também é reduzido, já que tudo ocorrem em seis dias. Se o número de países participantes é pequeno, o de atletas não fica longe disso. Para esta edição foram inscritos pouco mais de 700 esportistas de 12 modalidades.

Estas serão as medalhas entregues aos melhores do evento - Foto: Organização do evento

Estas serão as medalhas entregues aos melhores do evento – Foto: Organização do evento

A natação é o único esporte aquático a ser disputado nos Jogos dos Menores Países da Europa e vai acontecer no Laugardalslaug Aquatic Center, numa piscina de 50 metros. Em 15 edições disputadas a Islândia é a maior potência da natação somando mais de cem medalhas conquistadas. O fato de nadar em casa faz da equipe islandesa a grande favorita a arrebatar o maior número de medalhas.

Uma competição desse porte dificilmente conta com atletas de elite e de alto nível internacional, mas podemos destacar três nadadores. Um deles é Raphaël Stacchiotti, de Luxemburgo, que nos Jogos de Londres-2012 terminou entre os 20 melhores colocados nos 200m e 400m medley. Outro destaque é a atleta da casa, Hrafnhildur Lúthersdóttir, que no último circuito da Copa do Mundo da Fina ganhou três medalhas e treina na Universidade da Flórida. Por fim, destacamos também Julia Hassler, nadadora de Liechtenstein que também subiu ao pódio em etapas da Copa do Mundo e soma participações em diversos grandes eventos.

Para acompanhar o desenrolar dos Jogos dos Menores Países da Europa acesse o site oficial do evento, clicando aqui: http://www.iceland2015.is/

Por Guilherme Freitas


Em parceria técnica, Gilot desenvolve produtos Nabaiji
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Quem melhor que o próprio nadador para saber as suas necessidades aquáticas? Logicamente, torna-se uma parceria perfeita para uma empresa que desenvolve produtos voltados para esse mercado pegar os conselhos e sugestões de um medalhista olímpico. Na França, a Nabaiji patrocina e consulta, entre outros atletas de ponta, o campeão olímpico e capitão da seleção francesa Fabien Gilot, que foi ouro em Londres-2012 ao ajudar a derrotar os americanos em uma final espetacularmente repleta de viradas e emoções até o fim no 4x100m livre.

“É a melhor maneira de ser forte mentalmente e também fisicamente durante as competições. Eu nado com uma marca que me acompanha e eu posso trocar e dividir ideias com os criadores dos produtos que eu uso'', explicou o próprio nadador à Swim Channel.

Fabien Gilot testa e palpita sobre os produtos - Foto: Nabaiji

Fabien Gilot testa e palpita sobre os produtos – Foto: Nabaiji

Ele testa os produtos e depois aponta suas necessidades e dá conselhos sobre como melhorá-los, e ajuda a criar uma nova linha de produtos dentro do que precisa. O atleta ainda apontou que é difícil encontrar originalidade no design dos produtos, algo que ele tenta trabalhar com a Nabaiji como parceiro técnico: para a concepção de novos produtos, coleções futuras, incluindo jammers, os trajes de competição, óculos, palmares, tecidos resistentes ao cloro, e acessórios aquáticos em geral.

E então entra todo um trabalho conversado: junto com as equipes de design e prototipagem, Fabien prova os diferentes protótipos a seco, compartilha suas impressões, faz seus ajustes. Troca ideias também com Fabrice Pellerin, comandante da equipe feminina francesa, que ajuda a desenvolver produtos técnicos.

Assim, a linha segue a ideia da Decathlon: ter produtos que contemplam as necessidades desde o iniciante até o atleta de ponta. Para incentivar e desenvolver a prática da natação de forma acessível.

Para Gilot, a ideia é simples: usar a técnica para melhorar seu desempenho no que pode ser sua despedida das piscinas. O veterano de 31 anos deve fazer no Rio de Janeiro suas últimas Olimpíadas. Se no cenário mundial ele não tem hoje a mesma força e chance de concorrer com os velocistas atuais, a prova coletiva já mostrou ser seu forte. E seu objetivo.

“A importância dos Jogos, para mim, será a de manter a conquista passada: temos que segurar a medalha do revezamento. Individualmente eu espero conquistar algo este ano. Mas antes de tudo tem o Mundial em Kazan, onde eu tenho que focar minhas forças'', completou o atleta.

Por Mayra Siqueira


Allan do Carmo: de olho na vaga olímpica
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Campeão do Desafio Rei e Rainha do Mar, campeão brasileiro, campeão do circuito mundial da Copa do Mundo, eleito pela Fina o melhor nadador de águas abertas do mundo. O ano de 2014 foi mágico e especial para Allan do Carmo. O nadador baiano de 25 anos chegou ao topo do mundo graças a seu desempenho dentro da água. Mas se 2014 foi bom, Allan espera que o ano de 2015 seja melhor ainda.

Em conversa com a SWIM CHANNEL, ele contou um pouco mais sobre sua expectativa para o Campeonato Mundial de Kazan e para os Jogos Olímpicos do Rio-2016, além da puxada rotina de treinos. Daqui a exatos dois meses ele cairá nas águas do Rio Kazanka para nadar a prova dos 10 km do Mundial. Além de uma possível medalha que poderá pendurar em seu pescoço, há outra coisa muito importante em jogo: a classificação olímpica para o Rio-2016. E devido aos recentes resultados, Allan está motivado e confiante.

Allan foi eleito ano passado o melhor nadador pela Fina - Foto: Satiro Sodré

Allan foi eleito ano passado o melhor nadador pela Fina – Foto: Satiro Sodré

“Depois da prova que nadei no México (etapa de Cozumel da Copa do Mundo da Fina onde terminou em quinto lugar e assumiu a liderança do circuito), a expectativa aumentou bastante por estarmos cada vez mais perto do nosso objetivo. O principal foco agora é a classificação olímpica. Mas sair de lá com uma medalha não será nada mal. Também não quero descartar essa hipótese. É o sonho de qualquer atleta”, revela Allan que em Barcelona-2013 ganhou a medalha de bronze na prova por equipes e participou da melhor campanha do país em um Campeonato Mundial.

Na busca pela vaga olímpica, Allan terá um adversário a menos em Kazan. Nada mais, nada menos do que o supercampeão Thomas Lurz. Considerado por muitos como o maior nadador de águas abertas da história, ele anunciou sua aposentadoria no início deste mês. Sem o veterano alemão alguns nomes foram veiculados pela mídia especializada como favoritos a medalha de ouro olímpica em 2016. Um desses nomes foi o de Allan. Mas como ele lidará com toda essa responsabilidade? “É preciso separar as coisas por etapas. Primeiro, buscar a classificação olímpica. Depois, pensar na medalha. Ter os pés no chão e fazer a minha parte que é treinar bem diariamente e transferir esses treinos para as competições”, afirma o nadador.

E treinamentos é o que realmente não falta na vida do atleta. Acostumado a encarar provas desgastantes de águas abertas, Allan procura sempre tirar o máximo dos treinos, além de conciliá-los com as viagens para provas no Brasil e no exterior. Tudo isso para estar 100% na hora H. “O trabalho é intenso e não poderia ser diferente. De certa forma, eu e minha equipe já estamos habituados à essa rotina pesada. Esse ano, já fiz um treinamento de altitude, três provas da Copa do Mundo e uma prova do Campeonato Brasileiro. Hoje, faltando menos de dois meses para o Mundial, falta nadar ainda mais uma competição que será na Itália no início do mês que vem (em Castel Gandolfo), para ter mas ritmo de competição, e um treinamento de altitude específico para o Mundial, que será no México, também no mês que vem”, finaliza.

Em Kazan, Allan tentará a vaga para os Jogos do Rio-2016 - Foto: Satiro Sodré

Em Kazan, Allan tentará a vaga para os Jogos do Rio-2016 – Foto: Satiro Sodré

Sem dúvida uma agenda cheia de compromissos e sacrifícios em busca de títulos e conquistas. E para que esses objetivos sejam alcançados apoios e incentivos são fundamentais. Allan do Carmo conta com patrocínios de grandes empresas como os Correios, Mormaii e Bahia Gás, mas também está em busca de novos parceiros para sua estrutura e preparação olímpica em dois projetos através da Lei de Incentivo ao Esporte na tentativa de captar patrocinadores para sua estrutura e preparação para as Olimpíadas. Um dos projetos visa a formação de comissão técnica e outro os treinamentos e participação em eventos. Para mais detalhes sobre a rotina de treinos, expectativa para o Mundial e sobre esses projetos visite a página oficial do nadador no Facebook: https://www.facebook.com/docarmoallan.

Por Guilherme Freitas


Revezamentos fecharão Circuito Mares 2014-15
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Termina neste fim de semana a temporada 2014-15 do Circuito Mares, evento de águas abertas que também incentiva e promove o turismo ecológico. A etapa final acontecerá domingo na Praia do Perequê, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Esta é uma etapa especial, um bônus, para os nadadores que disputaram a competição ao longo da temporada. Ela não contará pontos para o circuito porque será disputada em um formato diferente das demais: em revezamento.

Esta prova poderá ser disputada por dois tipos de equipe: em dupla ou em quinteto. Na disputa de dois nadadores cada atleta terá que completar cinco tiros de 1 km revezando com seu parceiro até completar os 10 km obrigatórios. Não há nenhum requisito especial para montar uma dupla, podendo ser uma equipe 100% masculino ou feminino, ou uma dupla mista. Haverá uma categoria única e as três melhores equipes serão premiadas.

Ilhabela vai receber a última etapa do Circuito Mares - Foto: Organização do evento

Ilhabela vai receber a última etapa do Circuito Mares – Foto: Organização do evento

Já na prova para cinco nadadores as equipes terão que ser mistas, com um homem ou uma mulher obrigatoriamente no time. Cada atleta dará um tiro de 1 km até que todos os cinco participantes caiam na água. Em seguida a série é reiniciada para o segundo giro, completando assim os 10 km. As categorias serão divididas pela soma de idade de todos participantes e a organização do circuito vai premiar as três melhores equipes.

Como citado no começo do texto, a etapa final não contará pontos para o circuito 2014-15. Os campeões da temporada foram conhecidos na etapa passada em São Sebastião e a quinta perna do circuito será um bônus para todos os nadadores. No sábado, dia 30 de maio e véspera da prova, haverá

As inscrições para a etapa final do Circuito Mares terminam nesta quarta-feira, dia 27, com valores de R$ 200,00 para o revezamento em dupla e R$ 500,00 para o quinteto. A organização também se compromete a indicar possíveis parceiros/equipes para atletas que queiram nadar o evento e não tenham um time para competir, pois o objetivo da prova é de integração entre os participantes. Para mais informações os interessados em disputar o evento devem encaminhar um e-mail para: contato@circuitomares.com.br ou acessar o site oficial da competição: circuitomares.com.br

Por Guilherme Freitas