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4x100m livre: dois quase pódios com gosto de medalha
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Brasil no revezamento 4x100m livre. Duas chances de medalhas. E dois quase pódios. Foi isso que aconteceu em Kazan e Cingapura, com as equipes absoluta e júnior. Duas bolas na trave que por muito pouco não foram dois gols. Mas engana-se quem acha que iremos lamentar o resultado. Por mais que a medalha não tenha vindo, a análise mostra que o país caminha para subir novamente no pódio desta nobre prova.

Em Kazan, durante o Campeonato Mundial Absoluto, o Brasil chegou a final e terminou em quarto lugar. Mesmo sem a presença de Estados Unidos e Austrália, que falharam nas eliminatórias, o quarteto brasileiro nadou muito bem e durante todo o tempo esteve na briga por um lugar no pódio. A medalha escapou justamente na última parcial quando o italiano Filippo Magnini foi quase 1 segundo mais veloz que João de Lucca e tirou a diferença para alçar a Azurra a medalha de bronze. Embora os parciais brasileiros tenham sido equilibrados com todos na casa dos 48s e nadando sempre no pelotão da frente, os medalhistas tiveram atletas em sua grande maioria para 47s. E isso fez a diferença no final.

O quarteto do 4x100m livre foi ouro no Pan e 4º no Mundal - Foto: Satiro Sodre/SSPress

O quarteto do 4x100m livre foi ouro no Pan e 4º no Mundal – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Na prova em Cingapura, válida pelo Mundial Júnior, novamente o Brasil bateu na trave ao terminar em quarto lugar. Porém, diferentemente do time absoluto o país só esteve na luta pelo pódio no primeiro parcial quando Felipe Ribeiro abriu na frente com 49s37. Depois a equipe caiu de rendimento, chegando a ficar em quinto lugar, e teve que fazer uma prova de recuperação para chegar em quarto, apenas 34 centésimos distantes da Itália que teve um time mais equilibrado com três atletas para 49s e um para 50s. E embora o Brasil tenha tido as melhores trocas entre todos os revezamentos, teve apenas um nadador para 48s, outro para 49s e dois para 50s.

Como podemos ver nos dois casos do revezamento os medalhistas subiram ao pódio por terem equipes com parciais próximos. No caso do absoluto o Brasil também teve esse equilibro entre os nadadores, porém, para lutar por pódio pelo menos dois ou três deles deveriam nadar para 47s como fizeram França, Rússia e Itália. Na versão júnior a mesma coisa. Austrália, Estados Unidos e Itália foram medalhistas porque tiveram três atletas na casa de 48s e 49s, enquanto o Brasil apenas dois.

O 4x100m livre em Cingapura foi 4º colocado - Foto: Satiro Sodre/SSPress

O 4x100m livre em Cingapura foi 4º colocado – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Esses detalhes são trabalhos que serão aperfeiçoados com o passar do tempo e que já vem colhendo resultados ano após ano. Em Kazan o quarteto fez o melhor tempo desde o histórico 4x100m livre de Roma-2009 no auge dos trajes tecnológicos e em Cingapura a equipe fez o melhor tempo de sua história em Mundiais Júniors, quase quatro segundos abaixo do time medalhista de bronze em Monterrey-2008. Bons resultados que mostram que o Brasil, medalhista olímpico, mundial e mundial júnior no 4x100m livre, poderá voltar aos bons tempos em uma questão de tempo.

Por Guilherme Freitas


Conhecidos os campeões do Desafio Indoor em Fortaleza
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Aconteceu em Fortaleza no último dia 1º de agosto o Desafio Aquático Indoor, um evento diferente que reuniu centenas de atletas e teve provas de natação e stand up paddle. A competição aconteceu dentro da piscina olímpica do Náutico Atlético Cearense que foi totalmente adaptada para receber o desafio.

Dentro dela foi montado um circuito em formato retangular com boias para simular uma prova de águas abertas. Ao todo o percurso teve aproximadamente 105 metros e os nadadores tiveram que completar quatro voltas ao redor da piscina. Os dez melhores colocados de cada categoria fizeram uma final para definir os campeões gerais.

Nadadores durante o Desafio - Foto de Talles Freitas

Nadadores durante o Desafio – Foto de Talles Freitas

Na natação os atletas Frederico Guilherme Munhoz Lopes Chagas (da equipe NAC) e Victória de Fátima da Cruz Parente (da Hedla Lopes Academia) venceram as provas gerais. O Desafio Aquático Indoor foi organizado pelo Clube Águas Abertas e Nadare Natação, contou com apresentação da Kazuma Surfboards Hawaii e apoio de divulgação da SWIM CHANNEL. Para visualizar todos os resultados das provas de natação e stand up paddle acesse este site: http://www.clubeaguasabertas.com.br/resultados-desafio-indoor/.

Por Guilherme Freitas


SWIM CHANNEL lança edição #23
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SWIM CHANNEL lança hoje a edição de número 23, que traz como destaque na capa Etiene Medeiros. Conversamos com a atleta que é o grande nome da natação feminina do momento e que vem conquistando feitos inéditos como as recentes medalhas no Campeonato Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto. A publicação apresenta ainda uma matéria especial sobre a tecnologia das piscinas que estão se tornando cada vez mais rápidas; um artigo mostrando os benefícios de se fazer uma boa alimentação no inverno; um perfil dos nadadores considerados coadjuvantes, mas que também foram protagonistas em revezamentos históricos do Brasil; o início da temporada 2015/16 do Circuito Mares; entre outros. A capa é assinada pelo nosso diretor de arte, Klaus Bernhoeft, e a imagem é do fotógrafo Satiro Sodré. Confiram os destaques da edição:

Capa da edição #23

Capa da edição #23

Etiene Medeiros, um talento arretado: Confira uma entrevista com o maior nome e inspiração da natação feminina brasileira da atualidade. Por Mayra Siqueira.

Piscinas mais rápidas: Como a tecnologia das novas instalações auxilia na performance do nadador e vem se tornando cada vez mais frequente em grandes eventos. Por Cassiano Leal.

Merecido Protagonismo: Alguns os classificariam como coadjuvantes. Mas, não tivessem eles brilhado tão intensamente nas provas de revezamento, a natação brasileira seria muito menos gloriosa. Por Daniel Takata.

Águas Abertas e Ecoturismo: Em setembro, começa a temporada 2015/16 do Circuito Mares, que reúne prática de esportes com ações  de ecoturismo no litoral paulista. Por Guilherme Freitas.

As piscinas estão cada vez mais rápidas - Foto: Myrtha Pool

As piscinas estão cada vez mais rápidas – Foto: Myrtha Pool

Mais fome no inverno?: Afinal, trata-se de uma verdade ou uma lenda? Descubra neste artigo que mostra os benefícios da boa alimentação na época mais fria do ano. Por Renê Leite.

Um universo chamado polo aquático: Esporte tradicional dos Jogos Olímpicos, a modalidade vem crescendo, obtendo resultados internacionais e ganhando adeptos no Brasil. Por Leandro Machado.

Desafios Aquaman: Como Marcos Campos e Samir Barel pretendem fazer da empreitada uma porta de entrada para maratonas aquáticas e ferramenta de divulgação do esporte. Por Daniel Takata.

Próxima parada, Cingapura: Vai começar a quinta edição do Campeonato Mundial Júnior, evento que a cada edição ganha prestígio e revela futuros talentos. Por Alexandre Pussieldi.

O polo aquático vem crescendo no Brasil - Foto: Satiro Sodre/SS Press

O polo aquático vem crescendo no Brasil – Foto: Satiro Sodre/SS Press

Amazonas 30 K: A maior prova de águas do abertas disputada no Brasil reservou uma grande disputa entre os participantes e nos deu mostras exemplos de superação. Por Luiz Lima.

Kpaloa, do mar para as piscinas: Produto 100% artesanal, essas nadadeiras são sempre produzidas com formulação nobre de borracha vulcanizada. Por Patrick Winkler.

Novo canal, mais natação: Uma apresentação da nova parceria entre SWIM CHANNEL e Enox. Por Patrick Winkler.

Let's Swim: Confira um treino específico para nadar melhor a clássica prova dos 200m livre em competições. Por Rodrigo Trivino.

Programe-se: Um resumo de todos os principais eventos de natação e águas abertas entre setembro e outubro de 2015 no Brasil e no mundo. Por Guilherme Freitas.

Os melhores pontos para se encontrar os exemplares da SWIM CHANNEL são as redes da Livraria Saraiva em todo o Brasil. As revistas estão sendo distribuídas nesta semana aos assinantes e bancas de jornal. As assinaturas poderão ser concretizadas amanhã no nosso novo site: swimchannel.net. As vendas avulsas podem ser concretizadas em nossa loja virtual neste endereço: http://on.fb.me/1NvZ14N

Por Guilherme Freitas


Mundial Júnior pode apresentar o “futuro” Michael Phelps
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Começa na próxima terça-feira, dia 25 de agosto, a quinta edição do Campeonato Mundial Júnior em Cingapura. Ao todo, serão centenas de nadadores disputando a competição que surgiu em 2006 com o intuito de revelar futuros campeões, mas também iniciar promessas ao cenário internacional. Desde a primeira edição no Rio de Janeiro grandes nomes apareceram e tornaram-se protagonistas nas piscinas como Tyler Clary, Mireia Belmonte, Camille Muffat, Danila Izotov, Kosuke Hagino e Mack Horton.

Mas nem só os medalhistas são os destaques. Por se tratar de uma competição que reúne atletas em formação, é comum nadadores que nem disputaram medalhas apareçam no futuro. Prova dessa afirmação é o atual campeão olímpico e mundial dos 50m livre. O francês Florent Manaudou fez uma participação discreta no Mundial de Monterrey-2008 e na época era mais conhecido por ser o irmão mais novo de Laure Manaudou do que um candidato a medalhas. Após a experiência no México ele evoluiu para quatro anos depois atingir a glória olímpica.

Michael Andrew assinou este ano um contrato com a Adidas - Foto: Adidas Swimming

Michael Andrew assinou este ano um contrato com a Adidas – Foto: Adidas Swimming

Porém, alguns chegam badalados a este evento. Caso mais recente de Ruta Meilutyte em 2013 que na época do Mundial já havia conseguido obter destaque nos eventos absolutos. Este ano em Cingapura teremos nadadores nesta situação como o brasileiro Brandonn Pierry (campeão pan-americanos nos 400m medley), o russo Anton Chupkov (finalista nos 200m peito no Mundial de Kazan) e o australiano Kyle Chalmers (prata com o revezamento 4x100m medley em Kazan). Existe um caso bastante interessante, um nome já conhecido mundialmente, mas que nunca havia encarado uma grande competição de nível internacional. Trata-se de Michael Andrew.

O americano de 16 anos de idade já é bastante conhecido no mundo da natação. Em 2013, aos 14 anos, assinou seu primeiro contrato publicitário e tornou-se o nadador americano profissional mais jovem da história. Com o passar dos anos evoluiu e se firmou como uma das maiores promessas da natação dos Estados Unidos. Desde o início de sua carreira ele é comparado com seu xará Michael Phelps. A comparação entre os dois é devido a algumas semelhanças, como a versatilidade. Em Grand Prix americanos é comum ver Andrew nadar diversas provas, às vezes em um intervalo curto de tempo. E normalmente ele consegue nadá-las bem, sempre passando pelas eliminatórias e indo disputar alguma das finais (nos GPs americanos as finais vão de A a D). Além disso, ele também dominou várias categorias de acesso com recordes, igual a Phelps.

Andrew nadará oito provas individuais - Foto: Adidas Swimming

Andrew nadará oito provas individuais – Foto: Adidas Swimming

No último mês ele encarou um trabalho duplo. Primeiro nadou o Campeonato Nacional Júnior, que foi seletiva para o Mundial de Cingapura. Obteve cinco medalhas de ouro e bateu três recordes de campeonato. Semanas depois caiu na água para o Campeonato Nacional Absoluto, que não contou a com a seleção principal que estava em Kazan. Enquanto Phelps assumia a liderança do ranking mundial e debulhava os tempos feitos na Rússia, o adolescente esteve em várias finais B superando diversos nadadores mais velhos e experientes.

Em Cingapura o jovem Andrew será o nadador americano com mais provas a disputar, oito ao todo: 50m e 100m costas, 50m e 100m borboleta, 50m e 100m peito, 100m livre e 200m medley, além dos possíveis revezamentos. Será sua primeira experiência a nível mundial e quem sabe uma apresentação de gala para se credenciar a estar nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

Por Guilherme Freitas


Bruno Fratus: cada vez mais constante nos 50m livre
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Após uma overdose de natação nos últimos meses com a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, do Campeonato Mundial de Kazan e das duas primeiras etapas da Copa do Mundo da Finaem Moscou e Paris, as atividades dentro d’água não param. Começou na última segunda-feira o Troféu José Finkel, campeonato nacional absoluto e que vem sendo realizado na novíssima piscina do Esporte Clube Pinheiros em São Paulo.

Mesmo sem a presença da sueca Sarah Sjostrom (que nadaria o evento pelo clube da casa) e de Cesar Cielo (que se recupera de uma lesão no ombro) a competição conta com boa parte da elite da natação brasileira neste período pós-grandes competições. Curiosamente, o Finkel-2015 acontece apenas uma semana depois do Mundial de Kazan e não será seletiva para os Jogos Olímpicos do Rio-2016. Uma competição que poderia ser taxada de desmotivante, mas que vem registrando resultados interessantes.

Bruno Fratus posa com a medalha de ouro - Foto: Vitor Silva / SSPress.

Bruno Fratus posa com a medalha de ouro – Foto: Vitor Silva / SSPress.

Um desses resultados aconteceu nos 50m livre masculino. Medalhista de bronze em Kazan, Bruno Fratus era o favorito disparado para a vitória. Após subir ao pódio no Pan e no Mundial, o velocista mostrou que não sentiu tanto assim o impacto de nadar duas competições internacionais. Tanto nas eliminatórias, quanto na final, Fratus completou a prova abaixo dos 22 segundos, sendo o único entre todos os participantes a conseguir isso. Nas eliminatórias ele cravou 21s99 e na final abaixou para 21s89.

Antes considerado mais um nome para disputar medalhas e vagas em finais de grandes competições, Fratus é hoje uma realidade. Prova disso é sua regularidade em completar os 50m livre na casa dos 21 segundos. Só neste ano foram oito vezes abaixo dos 22 segundos. Um detalhe é que em duas oportunidades ele conseguiu repetir a façanha no mesmo dia: no Troféu Maria Lenk e agora no Finkel, mostrando que tem fôlego para nadar mais rápido entre duas etapas. E na carreira já são 31 vezes abaixo dos 21 segundos. Bruno Fratus, um nome candidato cada vez mais forte para subir no pódio olímpico ano que vem.

Fratus já nadou 31 vezes abaixo dos 22 segundos - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Fratus já nadou 31 vezes abaixo dos 22 segundos – Foto: Satiro Sodre/SSPress

Além de Fratus o Finkel-2015 vem registrando alguns bons desempenhos individuais. Podemos destacar os tempos de Andreas Mickosz nos 200m peito (2min11s65) e Henrique Martins nos 100m borboleta (52s32) que nadaram abaixo do índice olímpico nas respectivas provas e chegarão motivados para melhorar ainda mais no Open; as performances de Manuella Lyrio e Nicolas Oliveira nos 200m livre e a vitória na base da raça de Gabriel Ogawa nos 400m medley, fechando a prova com excelentes 57s86. O Finkel termina no próximo sábado e até lá mais resultados positivos poderão acontecer.

Por Guilherme Freitas


Daniel Dias: um fenômeno
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No último domingo chegou ao fim a quinta edição dos Jogos ParaPan-Americanos, na cidade de Toronto, no Canadá. Se na natação convencional o Brasil já havia feito uma ótima participação, igualando o número de ouros das duas últimas edições e conquistando uma inédita vitória no feminino, na natação paralímpica o resultado foi ainda melhor. Nada mais, nada menos, do que 104 medalhas (38 de ouro, 29 de prata e 37 de bronze) e o título de maior campanha da história da modalidade.

Um dos grandes colaboradores para esse resultado histórico foi Daniel Dias. O nadador de 27 anos disputou seu terceiro ParaPan e conquistou oito medalhas, todas de ouro. Essas novas medalhas juntam-se a outras 19 que já havia ganhado no Rio de Janeiro-2007 e em Guadalajara-2011. E detalhe, assim como na edição canadense todas são de ouro. Em Jogos ParaPan-Americanos Daniel Dias subiu ao pódio 27 vezes, todas no lugar mais alto do pódio. Um resultado impressionante e que lhe dá com méritos o título de Mr. Parapan.

Daniel Dias posa com um de seus ouros em Toronto - Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

Daniel Dias posa com um de seus ouros em Toronto – Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

O nadador da categoria S5 é o atleta mais condecorado da natação paralímpica brasileira. Além das 27 medalhas em ParaPan, ele ainda tem outras dezenas de conquistas em competições internacionais de primeira linha, além de vários recordes mundiais quebrados ao longo de sua carreira. Em Jogos Paralímpicos são 15 medalhas em duas edições (Pequim-2008 e Londres-2012) e em Campeonatos Mundiais são mais 30 em cinco edições disputadas (Durban-2006, Rio de Janeiro-2009, Eindhoven-2010, Montreal-2013 e Glasgow-2015). Somando estes três eventos Daniel tem impressionantes 82 medalhas: 68 de ouro, 13 de prata e uma de bronze.

Para efeito de comparação apenas o australiano Matthew Cowdrey, da categoria S9, tem números semelhantes aos de Daniel. Cowdrey, que se aposentou das piscinas no começo deste ano, conquistou 57 medalhas em Jogos Paralímpicos, Campeonatos Mundiais e no Commonwealth Games. Em Paralímpiadas ele supera Daniel pois conquistou 23 medalhas, 13 delas de ouro. Porém, como o brasileiro deverá nadar os Jogos do Rio-2016 e futuras competições no próximo ciclo paralímpico é bem provável que Daniel Dias amplie ainda esses feitos.

Daniel Dias em ação - Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Daniel Dias em ação – Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Confira abaixo um resumo das conquistas de Daniel Dias em grandes eventos:

Jogos Paralímpicos: 15 medalhas (10 de ouro, quatro de prata e uma de bronze)
Campeonatos Mundiais: 40 medalhas (31 de ouro e nove de prata)
Jogos ParaPan-Americanos: 27 medalhas (27 de ouro)
Total: 68 medalhas de ouro, 13 de prata e uma de bronze.

Por Guilherme Freitas


Comparando laranja com laranja
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Ao término do Campeonato Mundial de Kazan, a cobertura jornalística demonstrou resultados não satisfatórios no que se refere a performance da seleção brasileira de natação. Diversos pontos foram levantados: o país não ganhou medalha de ouro, Cesar Cielo abandonou o evento, atleta brasileiro ainda valoriza os Jogos Pan-Americanos. Pior do que isso, grande maioria de internautas também julgam como fracasso o resultado do Brasil em Kazan e na programação para os Jogos do Rio de Janeiro 2016.

Sendo sincero, eu li e escutei grandes absurdos na ultima semana, artigos que beiravam ignorância. Para uma análise critica, antes de mais nada, é necessário analisar todas as medalhas conquistadas nas piscinas de Kazan. O quadro de medalhas nunca esteve tão diversificado e não existe uma hegemonia suprema, confira:

Ryan Lochte, a única medalha de ouro no masculino dos EUA - Foto: Divulgação

Ryan Lochte, a única medalha de ouro no masculino dos EUA – Foto: Divulgação

Estados Unidos: o time norte-americanos fez uma apresentação vergonhosa. No masculino, apenas uma única medalha de ouro individual, a do veterano Ryan Lochte nos 200m medley.  Para piorar, no revezamento 4x100m livre, sequer classificaram para a final. No feminino, a situação não foi melhor e infelizmente vivenciamos a queda de rendimento da sempre simpática Missy Franklin. O que salvou os EUA literalmente, foram os resultados individuais de Katie Ledecky que conquistou cinco medalhas de ouro.

Resumo da cobertura jornalista dos norte-americanos: Estados Unidos vencem o quadro de medalhas, a performance não foi a esperada, mas Katie Ledecky faz historia em Kazan e ainda Michael Phelps em Campeonato Norte-americano escabele as três melhores marcas do mundo nas provas de 100m e 200m borboleta e 200m medley.

Mack Horton, a decepção australiana em Kazan - Foto: Reprodução

Mack Horton, a decepção australiana em Kazan – Foto: Reprodução

Austrália: O país teve uma apresentação medíocre da maior estrela do último ano: Mack Horton. O nadador de longa distância chegou a ser cotado como favorito a medalha de ouro nos 400m, 800m e 1500m livre e no evento acabou chegando apenas a uma única final. Para piorar, o revezamento 4x100m livre , considerado melhor do mundo, não chegou entre os 12 primeiros colocados, ou seja, não conseguiu sequer a vaga olímpica. Inadmissível.

Resumo da cobertura jornalística dos australianos: Emily Seebohm é a nova rainha mundial dos 100m e 200m costas, destronando Missy Franklin. O jovem Mitchell Larkin, vence os 100m e 200m costas no masculino e é favorito para os Jogos do Rio de Janeiro em 2016.

Daiya Seto (foto: Murad Sezer/Reuters)

Daiya Seto, a única medalha do masculino do Japão em Kazan – Foto: Murad Sezer/Reuters

Japão: considerado por muitos como um exemplo a ser seguido. A natação japonesa foi vergonhosa, entre os homens. Das 48 medalhas em disputa na piscinas , conquistaram apenas uma: ouro nos 400m medley com Daiya Seto. Mesmo com a ausência de Kosuke Hagino, a performance japonesa foi deprimente.

Eu não falo japonês, mas converso em inglês com alguns nadadores do sol nascente. Resumo da cobertura jornalística dos japoneses: Daiya Seto supera mal rendimento e torna-se bicampeão mundial dos 400m medley, Kanoko Watanabe, mantem a tradição japonês no nado peito e vence os 200 metros.

Nicholas, Fratus, Thiago e Etiene, os medalhistas em Kazan - Fotos: Satiro Sodré/SS Press

Nicholas, Fratus, Thiago e Etiene, os medalhistas em Kazan – Fotos: Satiro Sodré/SS Press

Brasil: nossos nadadores fizeram uma apresentação espetacular no Pan-Americano de Toronto. Todos sabem disso e em apenas um semana de intervalo, tiveram que representar o país em Kazan. Não importa a periodização, mesmo sendo focada no mundial da Fina, é quase desumano sair de um evento de cinco dias de eliminatórias e finais em Toronto, viajar para casa e depois viajar para a Rússia para mais oito dias de competição. A jornada pesou nos ombros dos nadadores. Mesmo assim, o Brasil foi bem. Comparando novamente laranja com laranja. Sabemos a qualidade de Leonardo de Deus, Felipe França, João de Lucca e Etiene Medeiros e era nítido que não mantiveram o rendimento. Basta comparar os tempos de Toronto com Kazan e teríamos os resultados desejados. Mesmo assim o Brasileiro precisa ser positivo.

Cobertura de mídia desejada para o Brasil

Thiago Pereira: após se tornar o maio vencedor da historia em Jogos Pan-Americanos, aos 30 anos de idade, o veterano conquista sua melhor posição em campeonatos mundiais em toda sua carreira. Prata na sua melhor prova, os 200m medley.

Bruno Fratus: depois de uma “bola na trave” no revezamento 4x100m livre, o velocista conquista sua primeira medalha em campeonato mundial e mantem a tradição brasileira em provas de velocidade. Bronze nos 50m livre.

Nicholas Santos: o veterano de 35 anos faz historia em Kazan ao se tornar o nadador mais velho a conquistar uma medalha em campeonatos mundiais. O atleta é exemplo na longevidade da natação em alta performance.

Etiene Medeiros: a nadadora passa a ser a primeira medalhista em campeonato mundial na natação nacional. Superando seu próprio recorde sul-americano, para conquistar a honrada medalha de prata.

Minha mensagem é para paramos de sermos negativos. Basta! Precisamos olhar e valorizar os pontos positivos. Não estou falando para “maquiar'' qualquer resultado, mas quem entende de natação sabe que fizemos uma apresentação respeitável em 2015 e que as lideranças do Head Coach masculino Alberto Pinto e do Head Coach feminino Fernando Vanzella, são dignas de admiração e respeito.

Ao analisar os três países mais estáveis no mundo na natação (EUA, Japão e Austrália) e comparar laranja com laranja, identificamos que seus resultados são uma “onda senoidal”. O Brasil teve uma apresentação admirável em 2015 e está prestes a fazer o que pode oferecer: seu melhor resultado na natação numa edição de Jogos Olímpicos.

Por Patrick Winkler


XTERRA natação noturna!
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O XTERRA é o maior circuito de triathlon cross country do mundo e comemora no Brasil seu 10º aniversário. O evento também promove com bastante identidade as modalidades: corrida de rua, moutain bike, natação em águas abertas e mais recentemente o stand up paddle.

No último fim de semana , em Mangaratiba, o XTERRA ousou nas inovações da natação e produziu uma prova noturna. Parece coisa de maluco e as questões eram muitas:

  • Como o atleta vai enxergar no escuro?
  • A boia de percurso terá iluminação?
  • Os atletas terão que utilizar identificação luminosa?
  • O guia da prova (pessoa que rema no SUP) estará com iluminação?

 

Natação noturna - Foto: X3M/Divulgação

Natação noturna – Foto: X3M/Divulgação

Estive presente no evento e escutei pelo menos 30 perguntas diferentes. Como mais de 500 inscritos no evento, tive a oportunidade de “bater papo” com pelo menos 100 pessoas e todas estavam excitadas para nadar e completar a prova.

A X3M, produtora do evento, estava confiante na segurança. Cada nadador era obrigado a utilizar uma iluminação especial no óculos de natação, as boias de percurso tinham iluminação dupla (incluindo refletor de holofote), o pórtico da marca Speedo que determinava a metade do percurso e o pórtico de chegada estavam mais iluminados do que “árvore de natal “e o stand up paddle madrinha (guia da prova) tinha iluminação no corpo inteiro e lanterna na cabeça.

Largada do Swim Challenge noturno 1,5KMomento histórico do primeiro Swim Challenge noturno do XTERRA. Veja como foi a largada do 1,5K.#xterrabrazil #xterracostaverde #xterramangaratiba #triathlon #nightrun #swimchallenge #natação #swim #mountainbike #mtb #bike #corridanoturna #trailrun #corrida #run #guerreirodomar #nataçaonoturna #sup #standuppaddle #suprace #supfun #supinflavel #forçadanatureza #saindodoasfalto

Posted by Xterra Brazil on Sábado, 8 de agosto de 2015

 

Com tensão e ansiedade na largada, ampliada ao som frenético do ACDC (veja no vídeo acima), os nadadores experimentaram uma das maiores inovações em águas abertas na região sudeste do país. “Ao entrar na água, a visibilidade era quase nula e olhar para o escuro do céu era como olhar para o escura da água”, comentou Marcos Campos, atleta da seleção brasileira de águas abertas e que chegou na terceira colocação geral do evento. Ao final, o sorriso estava estampado no rosto de todos os nadadores, que venceram o ousado desafio. Felizes e também aliviados.

Por Patrick Winkler


Samir Barel atravessa o Canal da Mancha
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O nadador paulista Samir Barel entrou neste fim de semana para um seleto grupo de atletas de águas abertas: o daqueles que conseguiram atravessar a nado o mítico Canal da Mancha. Conhecido por ser um dos desafios mais difíceis da águas abertas, este estreito de água tem cerca de 34 quilômetros e separa a Inglaterra da França. Muitos atletas já tentaram atravessar o canal, mas nem todos conseguiram devido as complicadas situações do percurso, como a poderosa correnteza, as águas geladas e os fortes ventos que atingem a região.

Samir planejava atravessar o Canal da Mancha desde 2013 e vinha se preparando para o desafio há muito tempo. Para encarar essa missão ele fez diversas simulações e também competiu em outras famosas travessias internacionais como a Travessia de Manhattan (onde venceu a prova de 45 km) e as etapas do Grand Prix de águas abertas da Fina, o circuito mundial com provas de mais de 15 km de distância. A preparação deu certo e no último sábado ele conseguiu completar o desafio.

Samir se hidrata durante a travessia - Foto: Nicolas Fenzl

Samir se hidrata durante a travessia – Foto: Nicolas Fenzl

“É realmente uma prova especial, totalmente imprevisível e implacável. Larguei às cinco da manhã, no começo peguei uma temperatura boa no Canal, o dia estava bom, com sol, então acabei dando sorte no clima. Mas no final, a pouco mais de peguei uma correnteza imprevista no qual demorava praticamente dez minutos para nadar um trecho curto de 100 metros, dada a força da corrente. Isso me atrasou bastante, no final acabei nadando 46 km para cruzar esse último trecho. Para mim essa prova representa uma verdadeira uma lição de vida, pessoal e profissional. envolve muita garra e determinação, além de muita disciplina e planejamento durante a preparação, que durou praticamente um ano. Estou muito feliz e agradecido pela força e apoio de todos, isso foi essencial para conclusão do desafio. Senti muito frio, muita dor no quadril, não consegui trabalhar tão bem a perna pela tensão, então nadei literalmente no meu limite. Foi uma prova realmente de muita superação. Fiquei admirado e agora respeito ainda mais essa prova”, conta Samir que tem como técnico uma pessoa que conhece como poucos o Canal da Mancha: Igor de Souza, que é o atual recordista do trajeto de ida e volta do canal.

Com a conquista do Canal da Mancha, Samir agora pretende concluir o famoso Desafio dos sete mares que reúne as travessias mais difíceis das águas abertas que são o Canal de São Jorge entre a Irlanda e a Escócia, o Estreito de Cook na Nova Zelândia, o Canal Moloka’i no Havaí, o Canal de Catalina em Los Angeles, o Estreito de Tsugaru no Japão e o Estrito de Gibraltar entre a Europa e a África, além do Canal da Mancha.

Samir em ação durante a travessia - Foto: Nicolas Fenzl

Samir em ação durante a travessia – Foto: Nicolas Fenzl

Para atravessar o Canal da Mancha é necessário entrar em contato com a organização da travessia e fazer uma reserva de data e alugar um barco com guia. De acordo com dados da própria organização cerca de 280 atletas por ano se inscrevem para desafiar as águas do canal, mas apenas 8% deles consegue concluir o percurso. Agora, Samir Barel faz parte deste seleto grupo.

Por Guilherme Freitas


Alguns números e curiosidades do Mundial
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Com o término do 16º Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Kazan, na Rússia, alguns atletas se destacam pelas marcas históricas que conseguiram. Seguem abaixo algumas delas:

– Alguns tentaram, mas não foi desta vez que um nadador conseguiu vencer as provas de 50m, 100m e 200m em um mesmo campeonato. Ao menos, o húngaro Laszlo Cseh conseguiu um feito inédito no masculino: subir ao pódio nas três provas de estilo (no caso dele, no borboleta) em um mesmo mundial de longa. Entre os homens, o máximo que havia acontecido era um mesmo nadador conquistar medalhas nos 50m, 100m e 200m em campeonatos diferentes (o japonês Kosuke Kitajina, o americano Brendan Hansen e o australiano Christian Sprenger, todos em provas do nado peito). No feminino, conseguir medalhas nas três distâncias na mesma competição é mais comum: a chinesa Xuejuan Luo (2001), a australiana Leisel Jones (2007), a americana Rebecca Soni (2011) e a russa Yulia Efimova (2013) já haviam conseguido, por sinal todas nas provas de peito. Se considerarmos também o nado livre, o feito já havia sido alcançado pelo americano Matt Biondi (1986) e o holandês Pieter van den Hoogenband (2001 e 2003).

– Com a prata nos 200m livre, a italiana Federica Pellegrini sobe ao pódio da prova pelo sexto mundial. Também pela sexta vez Ryan Lochte medalhou nos 200m medley com sua vitória em Kazan. Nunca tal sequência foi alcançada por outro atleta na história da competição. Consecutivamente, os americanos Michael Phelps (100m borboleta), Aaron Peirsol (200m costas) subiram ao pódio cinco vezes, e Phelps também tem cinco pódios não consecutivos nos 200m borboleta.

Federica Pellegrini comemora sua prata nos 200m livre em Kazan (foto: AP)

Federica Pellegrini comemora sua prata nos 200m livre em Kazan (foto: AP)

– Lochte, com suas quatro medalhas em Kazan, chegou a 27 em mundiais e é o segundo mais laureado na história da competição, se aproximando de Michael Phelps, que tem 33.

– O australiano Grant Hackett levou um bronze no 4x200m livre por ter nadado as eliminatórias da prova. Com essa improvável volta à elite internacional após uma aposentadoria de seis anos, ele conseguiu medalhas em mundiais com 17 anos de intervalo, um recorde – em 1998 foi ouro nos 1500m e 4x200m livre e prata nos 400m livre.

– Em Londres-2012, três nadadores chegaram com hegemonia em suas especialidades, contando a Olimpíada anterior e os dois mundiais de longa no período: Cesar Cielo (50m livre), Federica Pellegrini (200m livre) e Michael Phelps (100m e 200m borboleta) – o único que manteve foi Phelps nos 100m borboleta. Para o Rio-2016, são apenas dois atletas nessa condição: Sun Yang (400m livre) e Katie Ledecky (800m livre), justamente os dois nadadores considerados os melhores do Mundial por um sistema de pontuação utilizado pela FINA. Outros que perderam a chance de manter a hemegonia: Chad le Clos (200m borboleta), Matt Grevers (100m costas), Daniel Gyurta (200m peito), Ruta Meylutite (100m peito) e Missy Franklin (100m e 200m costas).

Sun Yang e Katie Ledecky, os atletas mais eficientes do Mundial segundo a FINA (foto: AP)

Sun Yang e Katie Ledecky, os atletas mais eficientes do Mundial segundo a FINA (foto: AP)

– Katie Ledecky tem nove provas nadadas em mundiais e nove vitórias. Ninguém permaneceu tanto tempo invicto em campeonatos mundiais. Michael Phelps, por exemplo, nao subiu ao topo do pódio em sua terceira prova. Ian Thorpe foi derrotado em sua quinta prova.

– Ledecky, aliás, com nove ouros, se aproxima da maior vencedora, no feminino, em mundiais: sua compatrita Missy Franklin, que tem 11 vitórias.

– No feminino, Ledecky se tornou a primeira, em olimpíadas ou mundiais de longa, a conseguir quatro vitórias individuais na mesma competição. No masculino, o feito já havia sido alcançado por Mark Spitz (Olimpíada de 1972) e Michael Phelps (Olimpíadas de 2004 e 2008 e Mundial de 2007).

Por Daniel Takata

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.