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Força, harmonia e arte: nado sincronizado misto
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As acrobacias prometem ficar ainda mais agradáveis aos olhos. A harmonia das formas do homem e mulher formando arte e esporte, ao mesmo tempo. Poderia ser patinação artística ou balé, mas a junção que até pouco tempo parecia impossível de acontecer estará presente no maior evento poliesportivo do planeta e começará a ser oficial… na piscina.

“Quando o atleta é bom, independente ser homem ou mulher, é bonito de ver. É muito plástico, acho muito interessante”, disse Andrea Cury, técnica de nado sincronizado do Paineiras, modalidade agraciada com a mudança anunciada pela FINA no fim do ano passado: os duetos entrarão em cena.

Bill May treina sua coreografia com a atleta Kristina Lum - Foto: Rich Frishman/Frishphoto

Bill May treina sua coreografia com a atleta Kristina Lum – Foto: Rich Frishman/Frishphoto

“O esporte não precisa ser extremamente feminino. Muitas acrobacias exigem força, que o homem vem para somar. Vai abrir novas possibilidades para novos movimentos”, completou.

Lara Teixeira, atleta da seleção brasileira que esteve nos Jogos Olímpicos de Pequim e de Londres, vai na mesma onda: “Eu adorei, acho que foi um avanço. Estava na hora de se abrir a cabeça para algumas regras. Mas ainda tem muito preconceito, dizem que não é esporte para homem. Vai demorar para ter muitos praticantes, mas vai vir um ou outro, e aos poucos isso se dissemina. Já apareceram alguns que se frustraram por não poder competir no exterior e avançar na modalidade”.

O preconceito é o maior inimigo da mudança. No Paineiras, Andrea revela que ainda não houve procura por parte dos homens. E justamente esse pensamento machista vai fazer com que, possivelmente, demore a aparecer um bom atleta para integrar a seleção brasileira.

O norte-americano Bill May é um dos maiores exemplos internacionais da luta pela integração homem-mulher no nado sincronizado. Ele treina para a modalidade desde os 10 anos, chegou a ser campeão nacional dez vezes, mas em torneios sem validade olímpica. Obrigado a ficar fora dos Jogos de 2004 pelo seu gênero, ele acabou se aposentando do esporte. Hoje, aos 35 anos, está de volta para o dueto misto. E representará os Estados Unidos já no Mundial de Kazan, primeira grande oportunidade de observar como os países reagiram à mudança da FINA. “Ele é um fenômeno, dava banho em muita mulher. Possivelmente é o melhor do mundo”, elogiou Lara.

Mais força, mais explosão, mais opções de movimentos novos. Esportivamente, o nado sincronizado ganhou uma chance de ser mais visto e observado, e, com a dinâmica de casal, tornou-se ainda mais esteticamente agradáveis.

Por Mayra Siqueira


Espanha vive sua “Mireiamania”
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Campeão e recordista mundial. Diversos pedidos de entrevistas, convites para participação em eventos e anúncios comerciais. Considerado por muitos como o melhor atleta do país. Ídolo nacional. Tudo isso aconteceu em 2009 com Cesar Cielo depois do mágico ano que teve dentro das piscinas. Em 2014 a história se repetiu, mas não no Brasil, e sim na Espanha com Mireia Belmonte.

A espanhola teve uma temporada ainda melhor do que a de 2013, acumulando medalhas, títulos e recordes mundiais. Seu ápice foi no Mundial de piscina curta de Doha, quando ganhou quatro medalhas de ouro e bateu dois recordes mundiais em performances inesquecíveis. Nos 200m borboleta tornou-se a primeira mulher a nadar a prova abaixo dos 2 minutos com 1min59s61. Já nos 400m medley destruiu Katinka Hosszu com um fim de prova fortíssimo e estabeleceu a marca mundial de 4min19s86. Ainda levou seis medalhas no Campeonato Europeu de Berlim e no campeonato espanhol de piscina curta recuperou o recorde mundial nos 1500m livre com 15min19s71.

Mireia celebra: ela fez história

Em Doha, Mireia não deu chances para Katinka Hozzsu – Foto: Reprodução/Internet

Assim como Cielo inaugurou a “Cielomania” no Brasil, a Espanha agora vive a “Mireiamania”. Nascida na cidade de Badalona, na região da Catalunha, a nadadora vai receber na semana que vem da prefeitura local o título de “filha preferida de Badalona” e vai batizar um novo complexo aquático que está em fase de construção na cidade. Uma exposição com medalhas e objetos da atleta também está em cartaz em sua cidade natal. Mireia também concedeu nos últimos meses muitas entrevistas e participou de diversos eventos.

Em uma entrevista a tradicional revista de moda Vogue, ela afirmou que não pensa em se tornar a maior atleta espanhola de todos os tempos e no momento só se concentra em treinar e aperfeiçoar-se cada vez mais. E ela terá uma árdua missão nos próximos meses, pois vai atrás das duas medalhas que ainda não conseguiu colocar em seu pescoço. Este ano em Kazan, tentará obter sua primeira medalha de ouro em Mundiais de longa e ano que vem tenta ganhar a medalha de ouro olímpica.

Assim como Cielo, Mireia se destaca e torna-se ídolo nacional em um país que tem o futebol como seu esporte mais popular e que domina as manchetes do noticiário. Mas com os resultados e vitórias nas piscinas, parece que a Espanha ainda vai viver um bom tempo a “Mireiamania”.

Mireya Belmonte (foto:  Patrick B. Kraemer/EFE)

Mireia é cada vez mais ídolo na Espanha – Foto: Patrick B. Kraemer/EFE

Por Guilherme Freitas


Desafio Ostras: entre nativos e natureza
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Nadar frequentemente no mar é luxo para poucos. Não só pela oferta de litoral, distante da realidade de muitos amantes dos esportes aquáticos, mas também pela falta de hábito de treinar em água salgada. Para os nadadores de Rio das Ostras (170km da capital Rio de Janeiro) isso é o comum: não se encontram piscinas na cidade. Os nativos se reúnem no mar para a prática diária do esporte, uma vantagem para quem disputa uma das tradicionais provas de águas abertas carioca.

Rio das Ostras tem público acostumado com natação no mar - Foto: Divulgação

Rio das Ostras tem público acostumado com natação no mar – Foto: Divulgação

A Desafio Ostras tem três opções de provas: 1km, 3,5km, e o Aquathlon, com 1,5km de corrida na areia, 1km de natação no mar, e mais 1,5km de corrida.

A primeira prova tem largada na Praia do Centro; a segunda na Praia do Cemitério, e o Aquathlon sai da própria Praia do Bosque, mesmo local de chegada das três modalidades. Não é possível disputar mais de uma delas, já que todas têm largada às 8h.

Como toda prova de águas abertas, a natureza tem papel fundamental como atrativo para o Rio das Ostras. O mar é naturalmente calmo, a água nunca está gelada demais, e o local todo inspira sossego e tranquilidade, perfeito para integração familiar e mistura de esporte com lazer.

O número máximo de inscritos é de 300 pessoas, e o kit para os participantes possui touca, garrafa, medalha, camiseta, sacola e o chip de cronometragem. Há premiação por faixa etária e prêmio em dinheiro e troféu para os três primeiros de cada prova, com bonificações que vão de 100 até 500 reais (prova de 3,5km).

Prova deve reunir entre 200 e 300 participantes - Foto: Divulgação

Prova deve reunir entre 200 e 300 participantes – Foto: Divulgação

DESAFIO OSTRAS

Local: Rio das Ostras, localizado na Costa do Sol, na região dos Lagos a 170 km da capital carioca.
Data: domingo, 01 de março de 2015
Horário: 08:00
Encerramento das Inscrições: 27-02-2015
Modalidades: 1km (Travessia) 3,5km (Travessia) 1,5km (corrida na areia) + 1km (natação) + 1,5km (corrida na areia)
Local: Praia do Bosque
Site: http://www.desafioostras.com.br/kit.php
Retirada de Kit: na Arena do evento no mesmo dia, das 06h00 às 07h00, ou na véspera, dia 28/02, das 9h as 20h, na Faculdade CNEC (Rua Renascer da Terceira Idade, s/n – Jardim Campomar).

Por Mayra Siqueira


Sierra Nevada: treinando nas alturas
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A temporada 2015 dos esportes aquáticos já começou em alguns lugares do mundo e alguns brasileiros já caíram na água. Porém, a grande maioria esta ainda em fase de pré-temporada, reiniciando os treinos e montando a agenda para encarar um ano que promete ser bastante intenso com muitos campeonatos a serem disputados. Uma das principais estratégias é realizar esses treinamentos em altitude. E o local escolhido pela maioria dos brasileiros para realizar essas atividades é uma velha conhecida: Sierra Nevada, a 2.320m acima do nível do mar.

Localizado no sul da Espanha, na região de Granada, o Centro de Alto Rendimento de Sierra Nevada é um dos locais de treinamento em altitude mais populares do mundo e um dos que mais recebem atletas internacionais ao longo do ano. Inaugurado em 1992, e ampliado três anos depois, o complexo esportivo conta uma grande infraestrutura poliesportiva com centenas de quartos para acomodar os atletas, campo de futebol, pista de atletismo, ginásio, academia e uma piscina olímpica coberta com seis raias.

Vista da piscina de Sierra Nevada - Foto: Mazintosh/CAR Sierra Nevada

Vista da piscina de Sierra Nevada – Foto: Mazintosh/CAR Sierra Nevada

Um dos grandes atrativos deste centro de alto rendimento além da estrutura é seu isolamento. Localizado a 70 km da região metropolitana de Granada, o complexo fica no meio de montanhas e faz com que os atletas fiquem exclusivamente focados em seus treinamentos e longe do movimento da cidade. A baixa temperatura nesta época do ano na Europa também é considerada outra vantagem que fazem Sierra Nevada ser o palco favorito da seleção e atletas brasileiros para realizar semanas de treinamentos na altitude antes de disputar competições.

Ana Marcela Cunha e Henrique Barbosa estão treinando há algumas semanas no complexo de Sierra Nevada. Ambos estão acompanhados de seus respectivos técnicos Fernando Possenti e Fred Vergnoux e têm a companhia de uma pequena equipe de seis atletas do Sesi-SP que chegou recentemente e fará algumas atividades no local. Na semana que vem um grupo de 14 nadadores da seleção brasileira comandado pelo técnico Fernando Vanzella chega a cidade para duas semanas de treinamento em altitude.

O complexo fica nas montanhas de Sierra Nevada - Foto: Mazintosh/CAR Sierra Nevada

O complexo esportivo fica nas montanhas de Sierra Nevada – Foto: Mazintosh/CAR Sierra Nevada

Os treinamentos em altitude são realizados porque ajudam na melhora da potência aeróbica e no trabalho anaeróbio. Em locais muito acima do nível do mar há menos oxigênio e a pressão atmosférica também é baixa, o que dificulta a realização de exercícios e faz com que o organismo do atleta tenha que se adaptar ao novo ambiente. Por isso, é comum que após semanas nadando nas alturas nadadores obtenham bons resultados em competições.

Por Guilherme Freitas


Travessia de Cascais: próximo da chancela oficial
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Um dos maiores eventos de águas abertas de Portugal, com um surpreendente crescimento de 35% de participantes ao ano, terá uma nova edição com muito mais força nos mares lusitanos: a Travessia de Cascais passará a integrar a WOWASS, entidade que unifica as principais provas de maratonas aquáticas em todo o planeta, e cuja chancela traz mais credibilidade e influência para os eventos esportivos.

Praia da Duquesa, em Cascais, Portugal - Foto: Reprodução

Praia da Duquesa, em Cascais, Portugal – Foto: Reprodução

A Travessia, que acontece na Praia da Duquesa, em Cascais, é um dos locais famosos pela incrível paisagem e por, em seu passado, ter sido residência de verão da monarquia portuguesa, um dos lugares favoritos de reis que passaram pela história nacional. O local é ideal para a prática de esportes náuticos, como stand up paddle, vela, mergulho e, claro, as maratonas de águas abertas. Neste ano, o evento celebra os 650 anos de existência da vila originalmente marcada pelos pescadores que a habitam.

Todo ano, tradicionalmente participam nadadores e triatletas de várias gerações olímpicas portuguesas. O desafio que está em sua quarta edição acontecerá em junho, no dia 7, e tem três opções de provas:

“Official Mile'', para os atletas federados e tem a distância de uma milha (aproximadamente 1,6km); “Mile Open'', para todos os atletas com no mínimo 14 anos e mesma distância; e os desafios infantis em duas distâncias, 200m e 400m.

O evento ganhou a parceria da Ocean Recovery Alliance, dando um tom social e ecológico para a travessia: a mensagem é pelo respeito e cuidados com o ambiente marinho, um canal através do esporte para espalhar a mensagem de conservação do oceano. A Travessia de Cascais será integrada à “Semana Azul'' em Portugal, durante o evento World Ocean Summit.

Por Mayra Siqueira


Maria Lenk: 100 anos
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Há exatos 100 anos nascia na cidade de São Paulo, Maria Emma Hulga Lenk Zigler, ou simplesmente Maria Lenk. A pioneira da natação nacional, que faleceu aos 92 anos em 2007, tem uma bela história no esporte nacional e deixou importantes legados para a modalidade.

Maria Lenk começou a dar suas braçadas aos dez anos de idade no tradicional Clube de Regatas do Tietê. Na época não havia piscina no clube e as aulas eram feitas no próprio Rio Tietê, outrora límpido e cristalino. O principal motivo para Maria começar a nadar foi uma pneumonia que ela havia contraído na infância. Começou e não parou mais. Nadou até o último dia de sua vida.

Maria Lenk em 2007 - Foto: Satiro Sodré

Maria Lenk em 2007 – Foto: Satiro Sodré

Em 1932, ela se tornou a primeira nadadora sul-americana a disputar uma Olimpíada: em Los Angeles. E também esteve nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936, quando chegou até as semifinais dos 200m peito revolucionando o mundo ao nadar a distância no estilo borboleta. O grande ápice de sua carreira aconteceu em 1939, quando bateu os recordes mundiais dos 200m e 400m peito. Maria Lenk era a melhor nadadora do mundo nestas distâncias e era a favorita para ganhar a medalha de ouro na próxima Olimpíada, mas quis o destino que isso jamais acontecesse.

Devido a II Guerra Mundial (1939-1945) as edições olímpicas de 1940 e 1944 jamais aconteceram. Em 1940 Maria Lenk estava no auge da forma física e técnica. Se aqueles Jogos Olímpicos, planejados para acontecer inicialmente em Tóquio, ocorressem poderíamos ver a história coroar Maria Lenk como a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica.

Maria Lenk durante sua juventude - Foto: Reprodução

Maria Lenk durante sua juventude – Foto: Reprodução

Maria nunca deixou o esporte e a natação de lado. Após parar de nadar competitivamente ela foi importante na implementação do curso de educação física no Brasil e da criação da Escola Nacional de Educação Física. Continuou nadando como master, ajudando a implementar esta categoria no Brasil. Em 1988 foi a primeira atleta do Brasil a entrar para o Hall da Fama da Natação e como nadadora master bateu recordes mundiais e conquistou diversos títulos.

Faleceu no dia 16 de abril de 2007, vítima de uma parada cardiorrespiratória logo após se sentir mal durante um treino na piscina do Flamengo, no Rio de Janeiro. Infelizmente não viveu para ver o belo complexo aquático erguido para os Jogos Pan-Americanos daquele ano que leva seu nome, assim como o principal campeonato nacional em uma homenagem póstuma.

Maria Lenk foi a pioneira do nado borboleta - Foto: Reprodução

Maria Lenk foi a pioneira do nado borboleta – Foto: Reprodução

Até hoje, Maria Lenk tem admiração e respeito de toda a comunidade aquática, inclusive por aqueles que não a conheceram pessoalmente ou nem a viram dar suas braçadas em alguma piscina deste mundo. Quando se fala em natação aqui no Brasil, seu nome logo vem a mente graças a sua carreira exemplar e pioneira dentro da piscina e aos legados deixados para futuras gerações. Tudo isso faz de Maria Lenk uma personagem de suma importância para o esporte olímpico brasileiro. Uma mulher forte que não deixou de nadar até o último dia de sua vida.

Por Guilherme Freitas


Estrelas caem na água em Austin
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Vai ser dada a largada para a temporada 2015 da natação americana! Durante os dias 15 e 17 de janeiro acontece em Austin, no estado do Texas, a segunda etapa do Arena Pro Swim Series, que até o ano passado ostentava o nome de Grand Prix Series. A competição, disputada em formato de circuito, é o grande destaque deste primeiro semestre aquático nos Estados Unidos. Em novembro, ainda como o antigo nome, aconteceu a primeira etapa em Minneapolis e este ano além de Austin, acontecerão outras quatro etapas: Orlando, Mesa, Charlotte e Santa Clara. Assim como nos anos anteriores os melhores atletas do circuito receberão premiação em dinheiro e um carro, cortesia da BMW, patrocinadora do evento.

Boa parte das estrelas da natação americana estão confirmadas para a disputa em Austin. Katie Ledecky, Ryan Lochte, Natalie Coughlin, Nathan Adrian, Tyler Clary, Elizabeth Beisel, Matt Grevers e Anthony Ervin são alguns desses nomes. O Pro Swim Series terá destaques internacionais. O maior deles é Katinka Hozssu, eleita pela Fina a melhor nadadora do mundo em 2014. Entra ano e sai ano, e a húngara continua com seu extenso programa de provas. Em Austin esta inscrita para nadar 13 provas. Destaque também para a volta de Kirsty Coventry as piscinas após uma aposentadoria de quase três anos. A nadadora do Zimbábue, dona de sete medalhas olímpicas, esta treinando para disputar os Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

Fratus comemora sua vitória nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Em Austin, Fratus encara os 50m e 100m livre – Foto: Satiro Sodré

O Brasil também marcará presença na primeira etapa do Pro Swim Series com seis nadadores: Bruno Fratus, Marcelo Chierighini, Gabriel Fidélis, Filipe Medeiros, Thiago Parravicini e Caroline Tavares. A grande esperança de medalhas está na dupla de Auburn. Fratus e Chierighini disputam as mesmas provas (50m e 100m livre) e querem começar muito bem o ano pré-olímpico que promete ser bastante puxado para ambos que lutam por vaga na seleção que irá ao Mundial de Kazan-2015.

O evento não terá transmissão ela TV, mas pode ser acompanhado através do site da USA Swimming. Destacamos cinco provas: 100m borboleta masculino (dia 15 com o duelo entre Tom Shields e Lochte), 400m medley feminino (dia 16 com Ledecky se aventurando na prova e duelando com Katinka), 50m livre masculino (dia 16 com Fratus, Adrian, Ervin, Chierighini e Cullen Jones), 100m costas feminino (dia 17 com o embate entre Katinka e Natalie Coughlin), 800m livre feminino (dia 17 mais um show de Ledecky?). Até o momento os líderes do circuito são Tyler Clary e Elizabeth Beisel. Confira o start list da competição clicando aqui.

De olho no Rio-2016, Coventry irá treinar nos Estados Unidos - Foto: Satiro Sodré

Kirsty Coventry retorna as piscinas em Austin – Foto: Satiro Sodré

Provas dos brasileiros em Austin

Bruno Fratus: 50m e 100m livre

Marcelo Chierighini: 50m e 100m livre

Gabriel Fidélis: 100m e 200m peito

Filipe Medeiros: 200m peito

Thiago Parravicini: 100m e 200m peito

Caroline Tavares: 100m e 200m costas e 100m livre

Por Guilherme Freitas


Pier to Pub: inaugurando a temporada de águas abertas
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Está dada a largada! O ano de 2015 já começou muito bem, sim senhor, com calendário recheado para os profissionais e para os amadores e amantes da água. Uma das maiores travessias do mundo em número de participantes – e certamente a maior da Austrália – terá sua 34ª edição neste sábado em Lorne, cidade a cerca de 2h de Melbourne: o Pier to Pub.

Pier to Pub é uma das mais tradicionais provas do mundo - Foto: Divulgação

Pier to Pub é uma das mais tradicionais provas do mundo – Foto: Divulgação

Tradicional pelo volume de nadadores dentro d'água, a prova terá 5 mil pessoas que conseguiram suas vagas através de um sorteio, uma vez que o número de inscrições geralmente supera as vagas. O percurso é de 1200m, e as largadas são feitas por baterias de idade, pelo volume de participantes.

A atração do evento é a bateria da elite, The Superfish, que fecha o dia e sempre conta com grandes atrações – Kieren Perkins e Daniel Kowalski já deixaram suas marcas. São 25 homens e 25 mulheres de alto nível. Neste ano, a jovem revelação australiana Mack Horton irá participar, em sua primeira prova de águas abertas. O nadador de 18 anos é um dos grandes fundistas da atualidade, recordista mundial junior da prova dos 1500m e foi medalhista de prata no Commonwealth Games e Pan Pacífico do ano passado.

Horton vai se arriscar nas águas abertas pela primeira vez

Horton vai se arriscar nas águas abertas pela primeira vez

O representante brasileiro será Luiz Lima, um dos maiores fundistas da história do país que, desde que se aposentou das piscinas participa de diversas provas de águas abertas.

A Austrália respira esportes aquáticos, e poucos países poderiam dar o pontapé inicial na temporada esportiva com tanto estilo.

Por Mayra Siqueira

 


BHP Billiton: abrindo os serviços de 2015
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Em 2015 teremos grandes eventos internacionais como o Campeonato Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto, mas a primeira grande atração da temporada será o BHP Billiton Aquatic Super Series. Esta competição foi criada em 2013 pela Federação Australiana de Natação em parceria com diversos patrocinadores para ter a função de promover os esportes aquáticos para a comunidade australiana. Sempre disputado no início de cada temporada, o evento ocorre dias 30 e 31 de janeiro no HBF Stadium, na cidade de Perth, mesmo local de disputas dos Mundiais de natação de 1991 e 1998.

O Brasil foi um dos participantes da edição do ano passado, mas optou por não disputar o evento este ano visando sua preparação para o Mundial e o Pan-Americano. Sem os brasileiros a novidade fica por conta da seleção dos Estados Unidos, que disputará esse campeonato pela primeira vez e era uma das grandes obsessões dos organizadores. Além dos americanos e australianos, o Japão e a China também disputarão o BHP Billiton 2015.

As irmãs australianas Cate e Bronte Campbell - Foto: Quinn Rooney/Getty Images

As irmãs Campbell foram convocadas – Foto: Quinn Rooney/Getty Images

A seleção anfitriã foi a única até o momento a convocar sua equipe. Nomes de peso como James Magnussen, Cameron McEvoy, Emily Seebohm e as irmãs Cate e Bronte Campbell estarão em ação na piscina do HBF Stadium. Vale lembrar que na edição do ano passado Magnussen foi um dos destaques ao vencer os 100m livre com 47s59, marca que foi a melhor da temporada.

As demais equipes convocarão seus atletas nos próximos dias. É bem provável que o Japão envie força máxima ao evento com destaque para o trio Kosuke Hagino, Ryosuke Irie e Daiya Seto. A China por outro lado provavelmente não terá seu astro Sun Yang, que cumpriu ano passado uma suspensão de três meses por doping. Katie Ledecky, Nathan Adrian e Missy Franklin serão desfalques no time dos Estados Unidos, mas a participação de Ryan Lochte é muito provável.

Lochte dá mostras de que esta recuperado da lesão no joelho - Foto de Clive Rose

Ryan Lochte deverá disputar o evento – Foto: Clive Rose

Além da natação o evento ainda promove outras atividades aquáticas. As duas seleções australianas de pólo aquático farão amistosos internacionais. O time feminino encara a China e o masculino joga contra os Estados Unidos. Nas águas abertas será disputado o desafio “#SwimTheSwan”, onde os nadadores poderão nadar as distâncias de 500m, 1,2 km, 2,5 km, 5 km, 10 km ou o desafio 5 km por equipe nas águas do Rio Swan. Nas águas abertas poderão nadar tanto atletas de elite como amadores.

Por Guilherme Freitas


2015: O que vem por ai!
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O ano novo chegou e com ele a expectativa de uma temporada ainda mais incrível do que a de 2014. Se ano passado assistimos a ótimas performances e muitos recordes superados, em 2015 a perspectiva é ainda melhor tendo em vista que é ano de Mundial de longa. Entre os dias 2 e 9 de agosto os melhores nadadores do mundo estarão em ação na cidade russa de Kazan para disputa do 16º Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos. A competição promete ser bastante intensa, um verdadeiro aquecimento para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Se o Mundial de curta de Doha foi muito bom, o Mundial de Kazan tem tudo para ser melhor.

Cesar Cielo, o único tricampeão mundial nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Cesar Cielo tentará em Kazan o tetracampeonato mundial nos 50m livre – Foto: Satiro Sodré

Este ano também teremos disputas continentais. A mais importante será os Jogos Pan-Americanos que acontece na cidade canadense de Toronto algumas semanas antes do Mundial de Kazan. Devido a essa proximidade de datas é bem provável que o evento esteja um pouco esvaziado. Os EUA enviarão um time B e o Brasil pode seguir pelo mesmo caminho já que alguns nadadores podem abrir mão do Pan para focar sua preparação no Mundial de longa. Na Europa será disputado pela primeira vez os Jogos Europeus em Baku, no Azerbaijão. Na Oceania acontece os Jogos do Pacífico em Port Moresby, em Papua-Nova Guiné. Já na África teremos os Jogos Africanos em Brazzaville, no Congo. Pouco antes do Mundial a cidade sul-coreana de Gwangju vai organizar as Universíades e logo após Kazan-2015 tem início a Copa do Mundo de piscina curta, com oito etapas e um pouco esvaziada devido a preparação olímpica de muitos atletas.

2015 também é um ano movimento para os jovens e os veteranos. Cingapura será sede da 5ª edição do Campeonato Mundial Júnior que reunirá atletas de 13 a 18 anos. É bom ficar de olho na competição já que algumas revelações também estarão nas Olimpíadas do ano que vem. Para os mais velhos o destaque é o Mundial Master, campeonato que surgiu em 1986, e que pela primeira vez na história passa a ser disputado de forma conjunta com o Mundial de Esportes Aquáticos. Em Kazan as provas masters acontecerão na terceira semana, logo após as disputas para os nadadores profissionais. Por fim, em julho teremos o Campeonato Mundial de Natação Paralímpica na Escócia. O Brasil competirá com força máxima visando a preparação para as Paralímpidas do Rio.

Allan ergue o troféu de campeão da etapa de Lag Megantic - Foto: Giovana Moreira

Allan terá uma missão dupla em 2015 com Mundial e Copa do Mundo- Foto: Giovana Moreira

Além da natação, as águas abertas também estão com o calendário recheado de eventos. O Grand Prix, circuito de provas de grandes distâncias, conta com sete etapas e tem a tradicional prova Capri-Nápoles como etapa derradeira. Já a Copa do Mundo de 10 km terá nove etapas entre fevereiro e outubro com a adição da maratona da Nova Caledônia, um pequeno arquipélago na Oceania, e que é território francês. Assim como aconteceu em 2013 as provas a serem disputadas no Canadá vão ocorrer durante o Mundial de Kazan o que impossibilitará a participação de alguns atletas que estarão na Rússia lutando pela vaga olímpica.

Como já deu para perceber 2015 promete! E para não perder nada fique de olho no blog Swim Channel/UOL!

Por Guilherme Freitas