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Santos recebe a 1ª Clínica da ASCA no Brasil
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Aprimoramento da técnica, da teoria, da prática. A ideia de melhor formação de aprendizes em qualquer área está diretamente ligada à capacitação dos profissionais que ensinam e passam seu conhecimento. Sentindo necessidade de melhorar o nível e movimentar o mercado dos técnicos de natação no Brasil, o ex-nadador Djan Madruga traz para Santos um importante e prestigiado evento internacional: um curso da ASCA, Associação Americana de Técnicos de Natação.

“Voltei a estudar  treinamento de natação em 2010, aos 52 anos, buscando me atualizar com as técnicas de treinamento e gestão americanas. Eu quis compartilhar o conhecimento que adquiri com nossos treinadores, pois percebi que poucos brasileiros compareciam às clínicas internacionais, e isso me incomodava bastante. Agora com a ASCA no Brasil acredito que iniciaremos um círculo virtuoso de amplo compartilhamento de conhecimento'', contou o otimista Djan à Swim Channel.

A ideia é promover um encontro anual como um mega evento, reunindo temas como novas técnicas de treinos, novos acessórios, novos eventos etc.

“Inicialmente, faço uma crítica para a nossa comunidade técnica, que publica muito pouco sobre treinamento de natação. Existe uma grande lacuna que começará a ser preenchida com a vinda da ASCA. Ganharemos  treinadores mais capacitados, com mais conhecimento teórico e prático, e compartilhamento de informação. Essa é a principal contribuição da ASCA, que faz  com que os treinadores troquem seus “segredos” publicamente e que outros os testem'', completou Djan.

Djan Madruga é organizador e será um dos palestrantes da Clínica (foto: arquivo pessoal)

Djan Madruga é organizador e será um dos palestrantes da Clínica (foto: arquivo pessoal)

São quase dez mil associados à ASCA, que é sediada em Fort Lauderdale, na Florida, e que existe desde 1959.

O curso da ASCA em Santos acontecerá paralelamente ao Brasileiro Juvenil, na Unisanta, entre 28 e 30 de novembro, de forma que os treinadores que estiverem no Campeonato consigam estar presente nos dois eventos. Serão seis palestrantes, dois internacionais.  O americano Bob Steele, que é um dos mais conceituados treinadores americanos da velha guarda, dará um curso sobre criatividade e jogos em treinos; Arilson Champam, que mora há 10 anos nos EUA treinando nos setores clube e escola, falará sobre liderança e sobre o programa americano de natação para a mesma faixa etária dos juvenis em Santos. O próprio Djan também dará uma palestra, assim como os treinadores e professores Romulo Noronha, Rogerio Karfunkelstein e Daniel Melo.

O evento tem o apoio da ABTDA- Associação Brasileira de Técnicos de Desportos Aquáticos. Inscrições e mais informações estão no site do evento.

A Swim Channel é patrocinadora da 1ª Clínica da ASCA no Brasil.

Por Mayra Siqueira


Nadadores com síndrome de down disputam Mundial no México
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A cidade mexicana de Morelia será palco da 7ª edição do Campeonato Mundial de Natação para nadadores com Síndrome de Down durante os dias 7 e 15 de novembro. Organizado pela DSISO (Down Syndrome International Swimming Organisation, em português Organização Internacional de Natação para Portadores de Down), o evento terá provas de 25 a 800 metros e é o maior para nadadores com essa deficiência e acontece a cada dois anos.

Assim como acontece nos Jogos Paralímpicos e nos Mundiais Paralímpicos, o Mundial para nadadores com síndrome de down também é separados por classes, de acordo com o grau da deficiência de cada atleta. Neste caso o evento é dividido em duas categorias: T21 e mosaico. A classe T21 reúne os nadadores com a síndrome de down em sua totalidade e a classe mosaico é para os atletas com grau leve da síndrome, também conhecido como mosaicismo. Atletas com síndrome de down podem disputar os Jogos Paralímpicos na categoria S14.

O nadador brasileiro Caíque Aimoré - Foto: Daniele Traverso

O nadador brasileiro Caíque Aimoré – Foto: Daniele Traverso

Até o momento, estão confirmadas as presenças de mais de 200 atletas de 23 países. O Brasil, uma das potências da natação paralímpica mundial, enviará ao México uma equipe de 25 nadadores. Na classe mosaico os destaques são Caíque Aimoré e Kelly da Silva Antunes. Na edição passada do campeonato, disputada em 2012, na cidade italiana de Loano, ambos venceram sete provas e foram os melhores atletas do evento. Já na classe T21 a principal esperança de medalhas para o Brasil é Pedro Fernandes, que também foi ao pódio no Mundial de Loano-2012 ganhando duas medalhas de prata.

A primeira edição do Mundial para nadadores com Síndrome de Down foi disputada em 2002, quando a cidade inglesa de Reading sediou a competição que reuniu sete países. Desde então o evento vem crescendo e ganhando a participação de mais países. O Brasil disputa o Mundial desde 2008 quando o campeonato foi disputado em Albufeira, em Portugal.

Para mais detalhes sobre o campeonato acesse o site oficial clicando aqui.

Por Guilherme Freitas


‘Somos os melhores do mundo. O difícil agora será manter’
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Ela é movida a desafios. Conquistar o tricampeonato da Copa do Mundo de Águas Abertas pareceu até fácil, já que veio com duas etapas de antecipação, das oito que completam o circuito. Ana Marcela Cunha subiu ao pódio… oito vezes. Foi campeã em cinco, buscando uma marca diferente.

“O desafio que me levou a seguir bem nas competições, apesar de já ter o tri garantido, é que nenhum atleta foi pódio em todas as etapas da Copa do Mundo. Fazer isso foi histórico, e foi o que não me deixou relaxar. Pra conseguir esse feito'', afirmou.

Ana Marcela gosta tanto de bater suas próprias marcas que o sonho de atravessar o Canal da Mancha, só pelo desafio, segue em pauta. Só precisará ser um pouco atrasado. O sorriso jovem de 22 anos mostra que, pra ela, a alegria é apenas nadar – quanto mais quilômetros, melhor. A baiana tem como foco o Mundial de Kazen, em 2015, para conseguir, na sequência, brigar pelo ouro olímpico na prova dos 10km. E até para facilitar a preparação para a distância, ela encarou o desafio da Travessia Capri-Napóles, com 36km. “Depois dessa prova eu precisei de quase duas semanas pra me recuperar 100%. É um desgaste muito grande. Só que depois de nadar 36km, nadar os 10 ficou muito fácil. Depois de passar 6h nadando, você percebe que duas horas é tranquilo. Psicologicamente foi muito bom''.

Focando, inclusive, em se tornar uma campeã olímpica, com grandes rivais pela frente, Ana Marcela deve desistir de disputar os 5km em Kazan. “Pelo que ouvimos, a prova dos 5km será antes dos 10km. Então vou focar na distância olímpica, abrir mão da mais curta, e nadar os 25km com certeza''.

Etapa de Hong Kong encerrou a Copa do Mundo perfeita de Ana Marcela e Allan

Etapa de Hong Kong encerrou a Copa do Mundo perfeita de Ana Marcela e Allan

E Allan do Carmo?

“Foi uma emoção muito grande pra ele e pra mim, porque desde 2006 estamos na mesmo seleção, ele sempre está crescendo, mas nunca conquistou um título tão grande. Mostra que o lado masculino tem vindo forte'', disse Ana Marcela. Mas o amigo foi ainda além ao falar da conterrânea. “Ana Marcela é uma pessoa muito querida. Ela serve como exemplo de superação pra mim. Companheira de muitos anos de seleção, tenho muito a aprender e crescer com ela'', contou Allan à Swim Channel.

Campeão com título inédito, ele puxa uma geração fortíssima com Diogo Vilarinho e Samuel de Bona. “Não à toa, dos seis primeiros da última etapa em Hong Kong, três eram brasileiros. O nível é muito alto e não dá para relaxar. Na seletiva (em dezembro, para o Mundial de 2015) tudo pode acontecer. Não posso ficar na euforia do título''.

Mas Allan garantiu que a disputa entre os brasileiros é bastante sadia: “Virou uma coisa comum pra nós. Estamos sempre viajando juntos, conseguimos separar competitividade de amizade. Sempre nos respeitamos, e é isso que faz a diferença''.

Com a concorrência dentro do próprio país, Allan sabe que não pode bobear. Assim como Ana Marcela, deve abrir mão de nadar os 5km em Kazan, caso garanta a vaga, para focar no 10km e completar a disputa com os 25km.

O feito da dupla deve ser coroado com a premiação de atletas do ano na eleição da FINA. Mas que o Brasil é o novo país das águas abertas, ninguém mais duvida.

“Chegamos no limite. O mais difícil agora é se manter, já que todos querem chegar onde estamos. Somos os melhores do mundo'', finalizou Ana Marcela.

Por Mayra Siqueira


Um possível super 50m livre em Doha
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Restam exatos 42 dias para o início do Campeonato Mundial de piscina curta de Doha, principal evento de natação da Fina e que fechará a temporada 2014. Aos poucos, as principais seleções do mundo vão anunciando suas equipes para disputar a competição. Katinka Hosszu e Chad le Clos, atuais líderes do circuito da Copa do Mundo, são presenças confirmadas no Mundial do Catar. Também chama atenção o número de ótimos velocistas que disputarão os 50m livre masculino.

Campeão mundial e recordista de campeonato em 2010, Cesar Cielo vai atrás do bimundial na piscina curta. O nadador brasileiro tem o melhor tempo do ano (20s68) e durante o Troféu José Finkel houve até a expectativa de quebrar o recorde mundial. O velocista é talvez o grande favorito ao ouro no Mundial e por isso partiu para os Estados Unidos para focar seus treinos na curta com Scott Goodrich, técnico que o acompanhou no Mundial de Barcelona. Mas a vida de Cielo não será fácil em Doha.

No Mundial de curta de 2010, Cielo foi ouro nos 50m e 100m livre - Foto: Satiro Sodré

Cielo espera repetir o ouro no Mundial de 2010 - Foto: Satiro Sodré

O atual campeão mundial na curta, o russo Vladimir Morozov será um de seus adversários. Ele não teve um bom ano, pois nem finalista dos 50m livre no Campeonato Europeu de Berlim foi. Agora tentará compensar esta frustração subindo ao pódio no Mundial de Doha. Outro adversário será um velho conhecido: o francês Florent Manaudou, que em Istambul ganhou a medalha de prata. Se Cielo lidera o ranking mundial na curta, o francês é o mais veloz na longa este ano e chega motivado para tentar roubar outra medalha de Cielo em uma rivalidade que cresce a cada evento internacional.

Além do trio, existem outros grandes velocistas confirmados para o Mundial de Doha. Os Estados Unidos escalaram Cullen Jones e Josh Schneider para disputar a prova, ambos medalhistas nesta prova em Mundiais de curta. O Reino Unido terá o jovem Ben Proud e a Polônia provavelmente terá Konrad Czerniak. Outras duas figurinhas carimbadas nas etapas da Copa do Mundo de piscina curta deverão nadar os 50m livre: os veteranos Roland Schoeman e George Bovell.

Morozov e Manaudou duelam nos 50m livre - Foto: Murad Sezer/Reuters

Morozov e Manaudou são outros dois favoritos ao ouro – Foto: Murad Sezer/Reuters

Em anos pares onde não são disputados Jogos Olímpicos ou Mundiais de piscina longa, o Mundial de curta costuma ser bastante concorrido e disputado por vários atletas de ponta. Em Dubai-2010 isso aconteceu, com uma reunião dos melhores velocistas do mundo. Cielo, Fred Bousquet, Alain Bernard, Luca Dotto, Josh Schneider e Stefan Deibler estavam naquela final. E isso que nomes como Nathan Adrian, Stefan Nystrand, Nicholas Santos e Roland Schoeman pararam nas semifinais.

Boa parte da elite dos velocistas do mundo estará em ação na piscina do Aspire Sports Complex em Doha, no que deve ser uma das melhores finais da história do Mundial de curta.

Por Guilherme Freitas


Brasil cada vez mais o país das águas abertas
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Com a realização da etapa de Hong Kong da Copa do Mundo de Águas Abertas da Fina, a natação brasileira de maratonas aquáticas ratifica o seu status de país das águas abertas. Em 2013 o Brasil venceu por pontos a tradicional Alemanha no Campeonato Mundial de Barcelona e ainda voltou para casa com cinco medalhas no peito. Dessa vez o título mundial veio em dose dupla, ou melhor, em coroas: rei e rainha da Copa do Mundo.

A dupla baiana Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo brilhou em 2014 e vencendo o principal circuito mundial de maratonas aquáticas com autoridade. Ana Marcela foi absoluta, vencendo cinco das oito etapas e ganhando seu terceiro título no circuito (havia sido campeã em 2010 e 2012) com duas provas de antecedência. Já Allan teve um ano especial, vencendo suas duas primeiras provas no evento, somando outros três pódios e batendo o alemão Thomaz Lurz na prova decisiva, nada mais, nada menos, do que o melhor atleta da história das águas abertas. O feito da dupla deverá ser coroado com o prêmio de melhor atleta da temporada em eleição realizada pela Fina.

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 - Foto: Satiro Sodré

Ana Marcela e Allan do Carmo foram os campeões da Copa do Mundo-2014 – Foto: Satiro Sodré

Mas o sucesso das águas abertas não se resumiu aos dois campeões da Copa do Mundo. Poliana Okimoto, melhor atleta do mundo em 2013, começou bem a temporada vencendo a primeira etapa e levando dois bronzes nas provas seguintes. Porém, sofreu uma lesão que a deixou alguns meses parada. Voltou com tudo para as duas etapas finais e garantiu mais duas medalhas de prata. Seria vice-campeã do circuito, mas como não cumpriu os 70% exigidos pelo regulamento não pode ficar com o prêmio.

No masculino os jovens Samuel de Bona e Diogo Villarinho são grandes exemplos da evolução dos homens na modalidade. Samuel, que ano passado venceu uma etapa, não foi ao pódio em 2014, mas esteve sempre disputando posição entre os melhores. Já Diogo foi a grande revelação do ano, subindo ao pódio pela primeira vez com duas medalhas de bronze e terminando a temporada em quarto lugar geral, além de nadar sempre no pelotão da frente contra atletas muito mais experientes.

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo - Foto: Satiro Sodré

A seleção brasileira de águas abertas, cada vez mais a melhor do mundo – Foto: Satiro Sodré

Não é mais nenhuma surpresa ver uma bandeira do Brasil tremulando no pódio ou uma touca verde-amarela liderando um pelotão. Na Copa do Mundo foram 20 medalhas conquistadas pelos brasileiros, sendo oito de ouro. Agora as atenções e treinos se voltam para os principais eventos de 2015: o Campeonato Mundial de Kazan e os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Antes disso, porém, haverá em dezembro a seletiva para a maratona masculina de 10 km do Mundial de Kazan. No feminino Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha já estão garantidas.

Por Guilherme Freitas


O último dos moicanos
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Nos últimos grandes eventos internacionais desta temporada foram estabelecidos novos recordes mundiais. Na piscina longa tivemos Katie Ledecky superando as marcas nos 400m e 1500m livre no Pan Pacífico e Adam Peaty nos 50m peito durante o Campeonato Europeu. E na piscina curta a dama de ferro Katinka Hosszu bateu três marcas nas provas de medley durante as etapas de Dubai e Doha da Copa do Mundo.

Olhando a tabela de recordes mundiais, tanto na piscina longa, quanto na curta, praticamente todos foram estabelecidos durante a era dos trajes tecnológicos (entre 2008 e 2009) ou posteriormente este período (desde 2010) quando os nadadores tiveram que se adaptar a nadar sem a revolucionária e polêmica tecnologia. Apenas um recorde mundial não foi obtido neste período: o dos 1500m livre masculino na piscina curta.

No dia 7 de agosto de 2001 o australiano Grant Hackett se ajeitava na raia 4 da piscina do Miami Aquatic Centre em Perth para nadar sua prova preferida no Campeonato Australiano de piscina curta. O nadador imprimiu um ritmo alucinante durante todo o percurso e nos últimos 100 metros acelerou ainda mais. Conclui a prova, mas não parou. Continuou nadando até ser alertado por um árbitro de que já havia vencido.

Hackett em seus tempos áureos - Foto: Reprodução

Hackett em seus tempos áureos – Foto: Reprodução

“Não estava contando as chegadas e não consegui ouvir o sino por causa do barulho na piscina. Além disso, meus óculos estavam embaçados. Para não arriscar pensei que era melhor ter a certeza e continuar nadando”, afirmou Hackett após se tornar o homem mais rápido da história a concluir os 1500m livre na piscina de 25 metros em 14min10s10. Na época, uma reportagem da revista Swimming World afirmava que Hackett poderia ter sido ainda mais veloz, se aproximando dos 14 minutos cravados, porque desacelerou para fazer a virada e bateu na parede com os pés.

Em 2001 Hackett vivia a melhor fase da sua carreira. Vinha do título olímpico no ano anterior e semanas antes desta performance em Perth batera o recorde mundial nos 1500m livre na piscina longa durante o Campeonato Mundial de Fukuoka, onde foi campeão nos 1500m e vice nos 400m e 800m livre.

Infelizmente não conseguimos um vídeo desta espetacular performance para publicar aqui, mas deixamos abaixo as parciais que Hackett registrou nesta prova naquele dia 7 de agosto de 2001. E destaque para fortíssimo fim de prova de 55s98! Definitivamente, um monstro das piscinas e que no mês passado voltou aos treinos.

O nadador australiano Grant Hackett - Foto: Ezra Shaw/Getty Images

O nadador australiano Grant Hackett – Foto: Ezra Shaw/Getty Images

Confira abaixo as parciais:
100m: 53s60 (53s60)
200m: 1min49s96 (56s36)
300m: 2min46s46 (56s50)
400m: 3min43s19 (56s73)
500m: 4min40s13 (56s94)
600m: 5min37s00 (56s87)
700m: 6min34s11 (57s11)
800m: 7min31s36 (57s25)
900m: 8min28s45 (57s09)
1000m: 9min25s73 (57s28)
1100m: 10min22s90 (57s17)
1200m: 11min20s05 (57s15)
1300m: 12min17s11 (57s06)
1400m: 13min14s12 (57s01)
1500m: 14min10s10 (55s98)

Por Guilherme Freitas


Um dos mais belos desafios do litoral
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A independência e imprevisibilidade. São coisas que geralmente parecem tentadoras para quem gosta de desafios. O mundo do esporte também pode ser carregado destes fatores. E, para os amantes das maratonas aquáticas, podem agregar mais um item na lista: a experiência.

Ihabela

Ihabela

A travessia do canal de Ilhabela, com 3.800 metros, alia o desafio e a experiência, colocando cada atleta frente a frente com o estímulo de superar e completar uma prova diante também de um belo e receptivo ambiente. A prova será realizada nos dias 22 e 23 de novembro.

“Um dos objetivos é levar e entregar para o atleta tudo isso, mas há um segundo objetivo que é fortalecer este tipo de prova em nosso país e tornar esta travessia uma prova icônica, desejada e que chegue aos atletas de outros estados e países'', defendeu João Castro, um dos organizadores da prova.

Uma maratona aquática envolve também a superação das adversidades da natureza, como correntes, ventos e ondulações, exigindo uma leitura correta das variáveis que irão definir o sucesso do atleta. João garante: a organização vai trabalhar de maneira inédita no Brasil em estrutura de segurança de água, para assegurar a tranquilidade, mas o resto é com cada nadador.

A agencia Ecooutdoor é especializada em organização de eventos esportivos, e já tem em mente duas edições da travessia do canal de Ilhabela. Espera uma participação de cerca de 300 pessoas no evento deste ano, ambicionando chegar aos mil atletas para 2015. A prova por sua quilometragem ganhou naturalmente um reforço que é atender atletas que já participaram ou principalmente aqueles que vão fazer seu primeiro IronMan, maior prova de Triathlon no Brasil e que tem na natação a distancia de 3.800 metros.

O evento, em si, terá 3 dias. Na sexta-feira os atletas chegam na Ilhabela, para a ambientação. No sábado haverá a entrega dos kits, chip, jantar de massas e congresso técnico obrigatório, além da praia onde a arena estará montada, que ficará à disposição de todos. E, enfim, no terceiro dia, a competição. A partir das 8h da manhã, todos os atletas embarcarão em escunas, e depois serão deixados no ponto de largada.

A travessia de Ilhabela é organizada pela Ecooutdoor e pela Swim Channel. Mais informações no site do evento.

Por Mayra Siqueira


O top 10 do ranking mundial na piscina longa
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Como está o top 10 da natação internacional em piscina longa? Qual país tem mais atletas melhores ranqueados? E onde está o Brasil nisso tudo? Essas são algumas perguntas que iremos responder ao longo deste texto, pois fizemos um levantamento com o atual ranking mundial da temporada 2014 em piscina de 50 metros.

Após os Jogos da Ásia e do Campeonato Sul-Americano que foram disputados no entre setembro e outubro, a temporada de campeonatos internacionais tem apenas mais um evento a ser disputado em piscina longa: os Jogos da América Central e Caribe, em novembro na cidade mexicana de Veracruz. Tendo em vista que esta competição não reunirá nenhuma grande potência da natação mundial, podemos deduzir que o top 10 não sofrerá muitas alterações.

Katie Ledecky (foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Os EUA de Katie Ledecky tem mais atletas no top 10 – Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post

É claro que ainda haverá campeonatos nacionais e meetings em piscina longa até o dia 31 de dezembro, porém com a realização dos principais eventos é muito improvável que ocorram mudanças significativas no ranking mundial. Até porque, muitos nadadores já começam a se preparar para a temporada 2015 e outros estão focando seus treinos na piscina de 25 metros para o Mundial de curta de Doha. Principal potência da natação, os Estados Unidos são o país que mais tem atletas no top 10 da natação mundial em 2014: 60 ao todo nas provas de livre, costas, peito, borboleta e medley. O Brasil esta na sétima colocação com 12 nadadores presentes no top 10.

Ao todo são 29 países com nadadores entre os dez melhores tempos em suas respectivas provas. Curiosamente há um “apátrida” entre eles: Arkady Vyatchanin, nadador russo que se nega a defender o país em eventos internacionais e tem a sexta melhor marca nos 200m costas competindo sem pátria.

Cesar Cielo, o único tricampeão mundial nos 50m livre - Foto: Satiro Sodré

Cesar Cielo esta no top 10 em três provas 50m e 100m livre e 50m borboleta – Foto: Satiro Sodré

Confira abaixo os países que contam com os nadadores no top 10 mundial. Em parênteses o número de atletas no ranking.

1. Estados Unidos (60)
2. Austrália (57)
3. Reino Unido (37)
4. Japão (29)
5. China (21)
6. Hungria (13)
7. Brasil (12)
8. Itália (11)
8. Rússia (11)
10. Canadá (10)
10. Dinamarca (10)
10. Espanha (10)

As irmãs australianas Cate e Bronte Campbell - Foto: Quinn Rooney/Getty Images

A Austrália das irmãs Cate e Bronte Campbell tem 57 atletas no top 10 – Foto: Quinn Rooney/Getty Images

13. França (8)
13. Suécia (8)
15. Holanda (7)
16. África do Sul (6)
17. Alemanha (5)
18. Lituânia (4)
19. Nova Zelândia (3)
19. Polônia (3)
19. Sérvia (3)
22. Bahamas (2)
22. Bielorússia (2)
22. Coreia do Sul (2)
22. Ilhas Faroe (2)
22. Ucrânia (2)
27. Cazaquistão (1)
27. Cingapura (1)
27. Jamaica (1)
27. Atleta sem pátria (1)

O britânico Adam Peaty (foto: AFP)

O Reino Unido de Adam Peaty emplacou 37 nadadores no top 10 – Foto: AFP

Brasileiros no top 10 do ranking mundial na piscina longa
Cesar Cielo (3): 50m e 100m livre e 50m borboleta
Felipe França (2): 50m e 100m peito
Bruno Fratus (1): 50m livre
Matheus Santana (1): 100m livre
Nicholas Santos (1): 50m borboleta
João Luiz Gomes Júnior (1): 50m peito
Leonardo de Deus (1): 200m borboleta
Thiago Pereira (1): 200m medley
Etiene Medeiros (1): 50m costas

Por Guilherme Freitas


A 10 km de fazer história!
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Logo mais as 22h (9h no horário local da prova), o nadador baiano Allan do Carmo pode fazer história. Líder da atual temporada da Copa do Mundo de águas abertas da Fina, Allan pode se sagrar nas águas de Hangzhou, na China, campeão do circuito pela primeira vez em sua carreira. Após vencer a etapa de Lag Megantic, em agosto, o atleta abriu vantagem no certame e esta muito perto de ser o primeiro brasileiro a vencer essa competição no masculino.

Para ficar com o título Allan tem duas oportunidades. A primeira será nesta noite em Hangzhou. Caso o título não venha, ele terá outra chance no próximo dia 18 em Hong Kong, na etapa que encerra a temporada 2014. Com 25 pontos de vantagem para o vice-líder do circuito, o alemão Thomas Lurz, Allan precisa somar apenas mais 16 pontos para levar a taça sem depender dos resultados do rival. Se chegar na terceira colocação em Hangzhou só precisará largar em Hong Kong para vencer pela primeira vez a Copa do Mundo. Graças a sua regularidade nesta temporada a chance de conquistar o título agora é muito grande.

Allan ergue o troféu de campeão da etapa de Lag Megantic - Foto: Giovana Moreira

Allan ergue o troféu de vencedor da etapa de Lag Megantic – Foto: Giovana Moreira

Allan vem tendo excelentes resultados desde os Jogos Olímpicos de Londres. Ano passado ganhou a medalha de bronze na prova por equipes e foi o sétimo colocado nos 10 km no Mundial de Barcelona. Este ano venceu pela primeira vez uma prova na Copa do Mundo e sagrou-se campeão sul-americano. Nadando cada vez melhor ele vai se firmando como um dos melhores do mundo e sério candidato a pódio no Mundial de Kazan-2015 e nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. E seu bom trabalho pode ser coroado no fim do ano com o Prêmio Fina de melhor atleta do mundo de águas abertas nesta temporada.

Além de Allan, o Brasil terá outros dois representantes nas águas asiáticas: Diogo Villarinho e Samuel de Bona, respectivamente quarto e sexto colocados do ranking mundial da Copa do Mundo. Ambos já subiram ao pódio em Copas do Mundo (Diogo foi bronze na etapa de Cancun deste ano e Samuel venceu em Hong Kong ano passado) e não será surpresa nenhuma se a dupla também lutar pela vitória nas duas últimas provas do ano.

Allan do Carmo tentará tirar a diferençapara o líder Thomaz Lurz - Foto: Satiro Sodré

Allan do Carmo tem 25 pontos de vantagem para o alemão Thomaz Lurz – Foto: Satiro Sodré

No feminino, Ana Marcela Cunha já garantiu o título. Ou melhor, o tricampeonato. Com 114 pontos a nadadora não pode mais ser alcançada por ninguém e para ficar oficialmente com a taça basta largar na última etapa. Mas competitiva como é, a nadadora tentará vencer mais estas duas provas para fechar a temporada com chave de ouro. Outra atração será a presença de Poliana Okimoto, que volta ao circuito mundial após se recuperar de uma lesão. Boas chances de mais uma ótima performance da natação brasileira em águas abertas.

Por Guilherme Freitas


Lucas Salatta, o maior nadador da história do Chico Piscina
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Amanhã começa mais uma edição do Troféu Chico Piscina, um dos eventos mais tradicionais da natação brasileira. Sempre disputado na cidade de Mococa, no complexo aquático da Associação Esportiva Mocoquense, a competição reúne as seleções das federações estaduais das categorias infantil e juvenil e algumas delegações estrangeiras. Em 1968 ocorreu a primeira edição apenas com equipes paulistas. Vinte anos depois o campeonato ganhou status nacional e em 1995 internacional.

Ao longo de todos esses anos grandes nomes da natação brasileira foram revelados como os medalhistas olímpicos Cesar Cielo e Thiago Pereira. Porém, ninguém tem um currículo tão vencedor como Lucas Salatta. Sempre defendendo a seleção paulista, o nadador disputou a competição em quatro oportunidades: 2000, 2001, 2002 e 2003. Nestas quatro edições ganhou ao todo 14 medalhas em provas individuais: dez de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Até hoje Salatta tem três recordes de campeonato - Foto: Satiro Sodré

Até hoje Salatta tem três recordes de campeonato – Foto: Satiro Sodré

Ninguém tem um histórico tão bom no Chico Piscina como ele. Além de sempre estar no pódio, Salatta era uma máquina de quebrar recordes. Atualmente três marcas suas ainda vigoram na tabela de recordes de campeonato: nos 100m borboleta juvenil (54s90), nos 200m medley infantil (2min11s72) e juvenil (2min04s94). São tempos tão fortes e expressivos para atletas dessa idade, que ainda hoje elas seriam a melhor marca da temporada.

Nesta época Lucas Salatta era apontado por muitos como um dos melhores nadadores do país e grande promessa. Muito técnico, nadava bem todos os estilos e travou duelos eletrizantes com Thiago Pereira nas provas de medley durante muitos anos. De fato Salatta esteve entre os melhores no futuro, defendendo a seleção olímpica em Atenas-2004, sendo medalhista no Mundial de curta de Indianapolis-2004 e nos Jogos Pan-Americanos-2007 e participando de diversos eventos internacionais de grande porte. Após um período de resultados ruins e algumas lesões, ele esta de volta a seleção brasileira para disputar o Mundial de curta de Doha.

Salatta subiu ao pódio 14 vezes no Chico Piscina - Foto: Satiro Sodré

Salatta subiu ao pódio 14 vezes no Chico Piscina – Foto: Satiro Sodré

Este ano o Troféu Chico Piscina será disputado por 22 delegações (17 federações estaduais e cinco equipes estrangeiras) e terá transmissão ao vivo do SporTV a partir das 18h, com comentários do colunista da SWIM CHANNEL, Alexandre Pussieldi, o Coach. Para mais informações confira o site oficial do evento clicando aqui.

Por Guilherme Freitas