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Brasil, o país das maratonas aquáticas

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05/10/2013 16h35

A seleção brasileira de maratonas aquáticas fechou com chave de ouro as competições internacionais do calendário da FINA. Na última etapa do circuito de 10 km, em Hong Kong, Poliana Okimoto venceu sua prova, e Ana Marcela Cunha terminou na quarta posição. Até aí nenhuma surpresa, pois as duas estão entre as melhores do mundo há tempos. Mas Samuel de Bona, com sua vitória no masculino, conseguiu a primeira medalha de ouro em provas do circuito mundial para homens do país, derrotando favoritos como o alemão Thomas Lurz, campeão do circuito e maior nadador da história das águas abertas. Mais que isso: outros dois brasileiros terminaram entre os dez primeiros: Allan do Carmo (quinto) e Diogo Villarinho (nono).

Na etapa anterior, em Shantou, na China, Poliana havia vencido, com Ana Marcela na terceira posição. Allan havia sido prata, e Samuel e Victor Colonese também haviam terminado entre os dez primeiros.

O circuito terminou com Ana Marcella, vencedora em 2010 e 2012, na terceira posição, atrás da americana Emily Brunemann e da italiana Martina Grimaldi. Allan do Carmo terminou na terceira colocação, atrás do alemão Thomas Lurz e do francês Romain Beraud.

Poliana Okimoto e Samuel de Bona com seus troféus da etapa de Hong Kong, com seus técnicos Ricardo Cintra e Kiko Klaser (foto: Marina Borges/CBDA)

Ana Marcella poderia ter saído vencedora, caso tivesse nadado a etapa de Lac St-Jean, no Canadá. O problema é que esta foi realizada na mesma época do Mundial de Barcelona. Emily Brunemann, que não nadou na Espanha, se aproveitou e venceu a prova esvaziada, e a pontuação que conquistou naquela etapa foi determinante para seu título ao final da temporada. A realização de uma etapa em conjunto com o Mundial é alvo de muitas críticas, principalmente pelo fato de favorecer atletas com menos potencial. Não que Brunemann não seja atleta de elite, mas não teve a concorrência que deveria e claramente teve uma vantagem por isso.

De qualquer forma, novamente Ana Marcella termina entre as melhores do mundo. E Poliana? Ela não nadou tantas etapas quanto Ana, preferindo se poupar no primeiro semestre em sua preparação para o Mundial de Barcelona, e por isso não pôde brigar pelas primeiras posições ao final do circuito. Mas é impressionante notar que, desde que venceu a prova de 10 km no Mundial, não perdeu mais na distância: venceu em Shantou e Hong Kong, nesta última chegando inacreditáveis nove segundos à frente da segunda colocada, a italiana Martina Grimaldi. Provas de águas abertas costumam ser decididas na batida de mão, e a superioridade de Poliana hoje é incontestável.

É a terceira vez que Allan do Carmo termina entre os três primeiros do circuito (havia ficado em segundo em 2009 e terceiro em 2012). E Samuel, após a quinta colocação na prova de 5 km no Mundial de Barcelona, a melhor já alcançada por um brasileiro em provas masculinas em águas abertas na competição, consegue mais um feito inédito para o país, com a vitória em Hong Kong. O feminino é o carro chefe das maratonas aquáticas do Brasil, mas a evolução do masculino é notável.

Depois de um Mundial de Esportes Aquáticos inesquecível, com o título mundial por equipes e as melhores colocações individuais da história do país na competição, tanto no masculino quanto no feminino, a maré das águas abertas brasileiras continua boa. E mais consagração deve vir no final do ano. Poliana Okimoto, sem muita discussão, deve ser escolhida a melhor nadadora de águas abertas do mundo pela FINA. Mais que um palpite, é quase uma certeza. E quem sabe também leve o Prêmio Brasil Olímpico de melhor atleta brasileira, o qual disputou em 2009 mas não levou. Seu técnico, Ricado Cintra, naquele ano foi escolhido o melhor do país. Também é forte candidato este ano.

Esses títulos, se vierem, serão consequência do que já foi feito. E independente do que ocorrer nas premiações da FINA e do COB, poucos têm dúvida: o Brasil é o país das maratonas aquáticas.

Por Daniel Takata

Sobre o Autor

Daniel Takata
Redator da Revista Swim Channel. Tem colaborado com os principais veículos impressos e eletrônicos sobre natação e vem comentando competições no SporTV.

Guilherme Freitas
Jornalista da Revista Swim Channel e correspondente internacional de imprensa da FINA (Federação internacional de Natação), formado pela FMU e pós-graduado em Globalização pela Escola de Sociologia e Política.

Patrick Winkler
Editor- Chefe da Revista Swim Channel, Colunista da Radio Bradesco Esportes FM. Graduado em administração de empresas na Universidade Mackenzie, e pós-graduado em Gestão do Esporte pelo Instituto Trevisan.

Mayra Siqueira
Repórter da Revista Swim Channel e jornalista esportiva da Rádio CBN. É correspondente da FINA (Federação internacional de Natação) no Brasil e é colunista de natação para o Blog Esporte Fino, da Carta Capital.

Sobre o Blog

A Swim Channel é uma editora formada por nadadores que escreve exclusivamente sobre natação sendo eleita a melhor revista do segmento no mundo inteiro no ano de 2012. Através deste Blog, consegue fomentar noticias diárias aumentando o alcance do conteúdo editorial. Acompanhe entrevistas com atletas e personalidades, cobertura dos principais eventos, análises das diversas áreas relacionadas a nossa modalidade.

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